Por Olival Honor
É a seguinte a apresentação da iniciativa de nossos artistas, que transcrevo ipsis literis: “Grupos de resistência realizam a mais audaciosa operação de defesa das artes cênicas do Cariri cearense. Os guerrilheiros reúnem dezesseis espetáculos de teatro e dança, demonstrando enorme poder artístico e já conquistaram a simpatia de amplas massas populares. Durante o movimento, as companhias serão premiadas com o Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior.”
É a seguinte a apresentação da iniciativa de nossos artistas, que transcrevo ipsis literis: “Grupos de resistência realizam a mais audaciosa operação de defesa das artes cênicas do Cariri cearense. Os guerrilheiros reúnem dezesseis espetáculos de teatro e dança, demonstrando enorme poder artístico e já conquistaram a simpatia de amplas massas populares. Durante o movimento, as companhias serão premiadas com o Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior.”
Ao tentar resumir nesta crônica a grandiosidade e o significado desse movimento cultural de silencioso e já vitorioso protesto, quero iniciar com os seguintes destaques, cujas meritórias atuações foram decisivas para a concretização do movimento:
DIVANE CABRAL, mentora e diretora maior do Teatro Raquel de Queiroz, de cuja inauguração tive a honra de participar, como ator nos ensaios da peça “A Raposa e as Uvas”, do escritor Guilherme de Figueiredo. Divane dispensa apresentação, componente ilustre de famosa família de nossa terra, conhecida e admirada por todos os cratenses, que muito lhes devem na difusão da arte musical e de nossa cultura em geral. Ela concedeu gratuitamente aos guerrilheiros as trincheiras do Teatro Raquel de Queiroz, para que lhes servissem de anfiteatro durante a grande batalha.
CACÁ ARAÚJO, intelectual, autor, diretor e ator teatral, ao lado de Orleina Moura, Flávio Rocha (Tio Flavinho) e o Tio Bibi, entre outros cangaceiros e guerrilheiros famosos nas batalhas da guerra santa das artes, todos também conhecidos e muito amados pelo imenso público que tem esgotado os ingressos para participar das batalhas, superlotando suas galerias. Para se ter uma idéia, a apresentação da peça “A Comédia da Maldição”, de Cacá, teve de ser reapresentada ontem mesmo, tal o número de pessoas querendo assistir.
Resta apenas dizer o porquê de tudo isso: discriminação na seleção dos grupos para o festival do SESC, que excluiu os nossos de suas exibições, provocando a guerrilha de protesto. Bendita guerrilha!
Fazemos um apelo ao seu Comando para que, além de “Os Três Porquinhos” e “O Pecado de Clara Menina”, seja reprisada também a peça “Fogo Fátuo”, encenada com enorme sucesso, no último sábado, pela Companhia Teatral Anjos da Alegria.
Crônica de Olival Honor
Louvável sob todos os aspectos este projeto. Muito me apraz saber desses levantes que nossos artistas, quando o querem, fazem com eficiência e coragem.
ResponderExcluirDele não participei como espectador. Mas, para o ano, estarei atento e ao lado dos que resistem a certos eventos que privilegia os de fora e excluem os talentos de nossa cultura.
Salve Cacá Araújo, Renato Dantas e tantos outros guerrilheiros que assumiram esta nova trincheira para o bem da nossa arte.
Faço minhas as palavras lúcidas do prof. Zé Nilton.
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