terça-feira, 6 de maio de 2008

Relatório de prejuízos causados pelas chuvas entregue a Defesa Civil

O Município do Crato contabiliza vários prejuízos em virtude das chuvas registradas no município. No final de abril, o secretário de Agricultura, Pecuária e Recursos Hídricos, Nivaldo Soares, participou de reunião na Assembléia Legislativa. Na ocasião, foi apresentado relatório sobre os danos causados na cidade com os respectivos números das perdas. Segundo o secretário, estiveram presentes representantes dos 30 municípios mais prejudicados, incluindo o Crato. Também participaram representantes de sindicatos.

Os deputados do Estado, ao tomarem conhecimento da situação dos municípios, solicitaram recursos de forma urgente, principalmente direcionados à recuperação das estradas vicinais e moradias. No Crato, as perdas agrícolas de feijão chegam a cerca de 40%. No caso do milho, a perda é de 25%. De amendoim chega a 30%. Já no plantio consorciado de milho/feijão, as perdas registradas equivalem a cerca de 25%.

Na parte de infra-estrutura estão comprometidas 22 passagens molhadas e estradas foram danificadas em vários trechos, tanto na zona rural como na sede do município. Isso, conforme o secretário tem prejudicado o acesso de veículos a diversas localidades, comprometendo os serviços de assistência à saúde da população.

Pelo menos 221 casas tiveram algum tipo de dano, com comprometimento em função das chuvas. Chega a 19 mil o número de pessoas atingidas pelas chuvas. Cerca de 3.900 estudantes estiveram sem aulas, durante o período mais crítico. Algumas escolas ainda não tiveram suas aulas reiniciadas, por conta da dificuldade de acesso dos transportes escolares.

Os municípios fizeram encaminhamento da documentação à Defesa Civil do Estado e Comissão da Assembléia Legislativa, para que essas perdas sejam avaliadas e haja encaminhamento dos documentos aos governos do Estado e Federal, no sentido de serem liberados recursos para minimizar os prejuízos causados. O prefeito do Crato, Samuel Araripe, no último dia 4 de abril decretou Estado de Calamidade Pública no Município, em função das perdas. O decreto é válido por 90 dias e poderá ser renovado.

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