
Depois do fechamento de 5.759 vagas com carteira assinada em dezembro, o Ceará volta a registrar forte contração de empregos formais em janeiro deste ano. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram cortados 6.861 postos de trabalho no mês passado no Estado, equivalentes a uma queda de 0,82% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. No primeiro mês de 2009, 25.447 pessoas foram admitidas no Estado, ao passo que ocorreram 32.308 desligamentos. O resultado foi o mais desfavorável para o mês de janeiro, de acordo com a série histórica do Caged para o Estado, iniciada em 1999, e foi puxado, sobretudo, por forte retração na indústria de transformação, que fechou 2.497 postos; seguida pela agricultura, com 2.314 vagas a menos; e pelo comércio, que demitiu 1.816 trabalhadores em janeiro deste ano. Na comparação com os demais estados do Nordeste, o saldo negativo de empregos formais registrado no Ceará só foi menor que aquele anotado em Pernambuco que, no último mês, contabilizou retração de 7.972 postos de trabalho. Considerando o restante do País, o Ceará ocupa a 5ª posição entre os estados que mais demitiram. As maiores quedas o correram em São Paulo (-38.676), em Minas Gerais (-26.800), e no Rio de Janeiro (-16.538). Neste cenário, a Região Metropolitana de Fortaleza registrou retração de 2.983 empregos formais (-0,48%), apresentando a pior queda no número de empregos em relação às demais capitais nordestinas e a 4ª entre aquelas pesquisadas no Brasil.
Diário do Nordeste
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