Fonte: Folha Online
Os bancários de São Paulo decidiram em assembleia na noite desta quarta-feira entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, após a rejeição da proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste salarial de 4,5%.
"A resposta dos trabalhadores reunidos na assembleia desta quarta-feira (23) está dada: rejeição unânime à proposta e uma grande greve que só vai acabar quando os bancários tiverem suas reivindicações atendidas", afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. De acordo com o sindicato, mais de 1,5 mil bancários participaram da votação em São Paulo.
As assembleias foram realizadas em todo o país e, segundo o último balanço da Contraf-CUT, até as 21h desta quarta, os bancários de Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Espírito Santo, Rondônia, Acre, Piauí, Campina Grande (PB), e mais 20 sindicatos haviam aprovado a greve.
Os bancários reivindicam reajuste de 10% nos salários, valorização dos pisos salariais, manutenção da participação nos lucros em 15%, preservação dos empregos e mais contratações e melhores condições de trabalho.
Nesta quinta-feira, às 17h, os bancários realizam nova assembleia para decidir os rumos do movimento. Na sexta, os trabalhadores fazem passeata na Avenida Paulista, saindo da Praça Osvaldo Cruz (próximo ao metrô Paraíso) a partir das 15h.
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