sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Entidades promovem ato contra a imprensa em SP

Centrais sindicais, entidades de militância pró-governo, representantes de partidos políticos e jornalistas fizeram manifestação ontem à noite de "resistência às ações eleitorais" que consideram estar sendo promovidas por veículos de imprensa.

O evento, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, reuniu cerca de 300 pessoas no auditório e outras 200 do lado de fora, segundo os organizadores.

O jornalista Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, leu um manifesto em que afirmou que o ato não tinha como objetivo atacar a mídia, mas criticar os veículos que estariam praticando "golpismo midiático".

O manifesto defende uma investigação dos contratos de publicidade de grandes empresas como a Editora Abril, a Folha e o jornal "O Estado de S. Paulo" e pede que essa apuração seja feita pela vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau.

É resposta ao pedido de informações encaminhado pelo Ministério Público Eleitoral à revista "Carta Capital" sobre os valores da verba publicitária que a publicação recebeu do governo federal nos últimos dois anos, processo administrativo aberto por decisão de Cureau.

Os manifestantes defenderam ainda uma campanha para promover a assinatura dos veículos de mídia que intitulam de "progressistas".

Participaram do ato centrais sindicais e membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e da UNE (União Nacional dos Estudantes), além de representantes de partidos como PT, PC do B, PDT e PSB.

Também estavam presentes a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), o vereador Jamil Murad (PC do B), o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, e o jornalista Luiz Carlos Azenha.

CLUBE MILITAR
No Rio de Janeiro, cerca de 300 pessoas, na sua maioria oficiais da reserva das Forças Armadas, aplaudiram críticas duras a tentativas de controle da mídia e da cultura e de aparelhamento estatal, em debate promovido ontem pelo Clube Militar para analisar "riscos à democracia".

Fonte: Folha.com

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