Monólogo Musical Tragicômico-Sertanejo de Cacá Araújo
PRÓLOGO
(Um baú no centro de um rio seco, iluminado por um tênue facho de luz. Ouve-se, de fora, uma canção enchendo o tempo)
Canção da Iniciança
Ur demonho du sertão
Di Deus teve a permissão
Pra isculhê um condenado
I du bucho máis sufrido
Um minino foi parido
Seno logo abandonado
Passô sêde i passô fome
Efinézo era u seu nome
Muntas lágrima ele chorô
Foi simbora da cidade
Si iscondeno da maldade
Qui sua mãe anunciô
Már ninguém muda u distino
I a tragédia du minino
Tava iscrita pelo chão
Cada lixo er’um segrêdo
Di morrê perdeu u mêdo
I fêiz a revolução
Foi um céu feito na terra
Sem butá u povo im guerra
Nosso herói plantô justiça
Máis u Cão é puderôso
I pra sê vitoriôso
Mata i mente na nutiça
Trecho da peça A REVOLUÇÃO DE EFINÉZIO, em fase de criação.

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