
Sensibilizar a sociedade civil e o poder público sobre a questão das crianças e dos adolescentes que moram nas ruas. É com essa intenção que a Campanha Nacional de Enfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes - Criança Não é de Rua - realizará, no dia 8 de abril, uma ação de sensibilização em várias capitais do Brasil. De acordo com Adriano Ribeiro, articulador nacional da Campanha, a ideia é que a ação seja realizada simultaneamente em diversas capitais brasileiras. O evento, que aconteceu em Fortaleza e em Recife, no ano passado, já está confirmado para ocorrer, neste ano, em seis cidades: Fortaleza, Recife, Maceió, São Luís, João Pessoa e Manaus.
Em busca de trabalho e de melhores condições de vida, brasileiros deixam famílias e amigos para morar em outros países. Além de enfrentar a saudade das pessoas deixadas no Brasil, os imigrantes ainda têm que encarar vários desafios no novo local, que vão desde o idioma a questões envolvendo a espiritualidade. Para confortar os imigrantes brasileiros foi criada, em 1996, a Pastoral de Brasileiros no Exterior (PBE). De acordo com Dom Alessandro Ruffinoni, bispo auxiliar de Porto Alegre e responsável pela Pastoral, a PBE tem o objetivo de colaborar com as Igrejas que acolhem os brasileiros em outros países. Ele explica que o trabalho da Pastoral é enviar missionários ao exterior para que eles realizem um acompanhamento espiritual e social com os migrantes.
Na última quarta-feira (18), a Comissão de Especialistas na Aplicação de Convênios e Recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou suas observações sobre a aplicação da Convenção 169 da OIT no Brasil. A Comissão solicitou ao governo brasileiro esclarecimentos sobre a ausência de consulta aos povos indígenas e quilombolas em relação às leis e obras que os impactam. As observações foram respostas ao informe enviado, em setembro de 2008, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que reuniu avaliações de diversas organizações quilombolas e indígenas do Brasil. Após receber o informe, a OIT também o encaminhou ao governo brasileiro. A memória feita pelo governo sobre a aplicação da Convenção só chegou no dia 31 de outubro fora do tempo para ser totalmente analisado. Ainda assim, o Governo não deu respostas às comunicações enviadas.
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