
Organizações que fazem parte da Campanha "Sem Milho Não Há País" vão realizar, no dia 25 de fevereiro, a partir das 21h, uma manifestação no Centro da Cidade do México. O objetivo é rechaçar a apropriação do milho por parte de empresas transnacionais e exigir do presidente Felipe Calderón o reconhecimento que todo o território mexicano é centro de origem e diversidade do milho. O evento vai ocorrer por ocasião da reunião dos países que fazem parte do Protocolo de Cartágena sobre responsabilidade e compensação por danos resultantes dos movimentos transfronteiriços de transgênicos. A reunião será realizada de 23 a 27 de fevereiro. "Queremos dizer aos representantes dos países reunidos na Cidade do México pelo Protocolo de Cartágena o grave perigo que representa a contaminação transgênica na linhagem do milho", afirma a convocatória da Campanha.
Comunidades afetadas pela construção da hidrelétrica Xalalá manifestaram ontem (19), em coletiva de imprensa, seu repúdio ao projeto que pode ameaçar o acesso à terra e a segurança alimentar dos povos que vivem nos municípios de Cobán, departamento de Alta Verapaz, Uspantán e Ixcám, do departamento de El Quiché, na Guatemala. Durante o evento, autoridades indígenas e representantes das comunidades reuniram-se com diversas instituições governamentais e não governamentais para apresentar as razões pelas quais rechaçam a construção do megaprojeto. Eles demandaram a suspensão da obra e a realização de um debate nacional sobre política energética e desenvolvimento comunitário. Além disso, exigem o fim das ameaças e dos despejos das comunidades que se opõem às represas.
Os adolescentes e sua relação com a escola foram o tema central do último Relatório sobre tendências sociais e educativas na América Latina, publicado em dezembro de 2008, pelo Instituto Internacional de Planejamento da Educação da Unesco - Buenos Aires, junto à Organização de Estados Iberoamericanos, como parte do projeto Sistemas de Informação de Tendências Educativas na América Latina (Siteal).
O estudo oferece dois aspectos da relação dos sistemas educativos com os adolescentes. Por um lado, recupera toda uma tradição da análise das desigualdades sociais no acesso ao conhecimento, mostrando o modo como a origem social dos adolescentes marca trajetórias educativas muito diferenciadas. Por outro, convida a incorporar um olhar que vá mais além da origem social, enfatizando aspectos mais subjetivos, como suas formas de socialização, suas escolhas, suas identidades.
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