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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

No limite nos encontraremos

Nem precisa dizer que já não é o mesmo, pois é redundância. Quem diz alguma coisa só pode dizê-la na seta do tempo. O Crato, Juazeiro e Barbalha já não são as mesmas. Mas a rigor nunca foram as mesmas para ninguém. Quando criança é um todo incontrolável, convivendo junto a mais velhos com lembranças de um prédio que não mais existe e com os muito velhos é queixume puro, nada é mais igual. Então façamos assim: ninguém procura o mesmo. Isso significa que, também, não pode procurar aquilo que continuamente se transforma. E em sendo assim, como fica o Crato, Juazeiro e Barbalha?

Aí é outra coisa. Estamos falando do ponto geográfico e desde que o homem é homem a terra nem se expandiu ou se atrofiou. As distâncias sempre foram as mesmas, todas as três cidades estão nos mesmo graus de longitude e latitude. É neste cruzamento das coordenadas que todos nós nos encontramos. Ontem mesmo o Dihelson passou um tanto apressado com a expressão de quem foi resgatar algum título. Até pensei em cumprimentá-lo, mas a concentração era tamanha que literalmente seria atrapalhá-lo nas lidas. E o Armando Rafael? De óculos escuro. Compreendo é o sol, como poderia enxergar a sombra em que me encontrava?

Muito bem, o Crato está aqui, Juazeiro bem ali e Barbalha na légua de beiço. Mas não pense em ser dono destas volúveis criaturas do mundo. Elas hoje já são muito de ontem e se encontram de olhos para o amanhecer. Com tais amores é preciso saber muito bem o que é o amor. Amar é aceitar as transformações do ser amado. Como é sábio entender, o amor não envelhece, ele nunca se acaba, a gente é que se finda, mas ele não. Se hoje elas quiserem a nudez de suas ruas largas, se desejarem um shortinho, uma tanga ou mesmo uma folha de pitanga, quem há de não olhar e se alegrar de ter um amor deste.

E nós temos muitas alegrias. Não é?

Notas da Semana

7 de Setembro há 70 anos
Esta foto – tirada no final da década 30 do século passado – mostra a Parada do dia 7 de Setembro na cidade de Crato. Abre o desfile o Tiro de Guerra 205. À esquerda, de terno branco e conduzindo na mão um chapéu, o Prefeito de Crato, Alexandre Arraes de Alencar. Àquela época, crianças e pessoas modestas se vestiam bem. Hoje tudo é diferente. Já a atual Rua João Pessoa é só poluição visual, com enormes e feias placas de propaganda. Ao fundo, o casarão branco assinala o início da estreita e pitoresca Rua Miguel Limaverde, que terminava na Praça da Sé. Na década 80, as casas com fachada de azulejos, existentes nessa rua, foram destruídas para alargamento da via, no maior atentado perpetrado até hoje contra o patrimônio arquitetônico de Crato.


Tradição mantida
Foi aberto nesta 6ª feira, dia 3, o 10º Encontro dos Ex-alunos do Colégio Salesiano de Juazeiro do Norte. Na programação: Missa, palestras, apresentações artísticas, competições esportivas, lançamento de livros, festa dançante, dentre outros. O evento será encerrado no domingo, dia 7, com desfile de ex-alunos pelas ruas de Juazeiro do Norte.
Não há quem agüente
Até o final do mês teremos de suportar a propaganda eleitoral gratuita no rádio dos candidatos a vereador. Muitos, semi-analfabetos, dizem: “Eu sou Fulano de tal, canidato a vereador com númuro...” E haja promessas e besteiras. Outra coisa que incomoda são carros de som que percorrem as ruas das cidades com barulho ensurdecedor. Haja paciência!

Juventude conservadora 1
Nos dias atuais, o jovem brasileiro continua contestador, rebelde, engajado na política, simpatizante do socialismo, admirador de Che Guevara e liberal quanto à moral... Certo? Errado. Pesquisa feita pelo Datafolha e publicada sob o título Jovem, século XXI, em caderno especial da “Folha de S. Paulo”, em 27-7-08, mostrou o verdadeiro perfil do jovem brasileiro. Foram feitas 120 perguntas para 1.541 jovens (entre 16 e 25 anos) em 168 cidades do País. O resultado é a mais completa pesquisa do século, o mais completo perfil do jovem brasileiro neste século 21, abrangendo todas as classes sociais. A cobertura é nacional e inclui capitais e cidades do interior de todos os estados.

Juventude conservadora 2
Essa pesquisa apresentou dados muito significativos sobre o conservadorismo que domina hoje a mentalidade dos jovens brasileiros. Bem ao contrário do que costuma ser difundido na mídia, especialmente pelas novelas da televisão. Baseado nessa pesquisa, chegou-se à conclusão de que o jovem brasileiro de hoje dá mais valor a religião, estudo, trabalho e família do que há dez anos. E pensa de forma muito parecida com o restante da população sobre a descriminalização da maconha, a redução da maioridade penal, a pena de morte e a lei do aborto. Para especialistas, os jovens de hoje têm poucos conflitos com a geração anterior, gosta de se divertir e se preocupa, prioritariamente, com a inserção social e pela busca de um emprego.

Professor Teodoro
O deputado estadual Professor Teodoro Soares (que foi reitor da URCA) discursou na última terça-feira (2), na Assembléia Legislativa, sobre os 40 anos da Universidade do Vale do Acaraú (UVA). O deputado lamentou que a Universidade do Vale do Acaraú não tenha, ainda, sido federalizada. Para ele, o Estado do Ceará continua sendo "injustiçado" em termos de educação superior, já que o Sudeste – região mais rica do País – tem várias universidades mantidas pelo governo federal, e o Estado do Ceará tem apenas a UFC. "Já deveríamos ter, pelo menos, mais duas federais: a Universidade Federal Vale do Acaraú e a Universidade Federal do Cariri. Ter apenas uma universidade federal no Ceará é a lembrança de uma injustiça regional que tem se perpetuado. O CEFET e o campus avançado da UFC, não podemos negar, já são um grande avanço. Mas Sobral, assim como o Ceará, merece muito mais”.

Curtas
–Começou a funcionar, nesta sexta-feira, dia 06, o Restaurante Popular de Crato. Localizado no largo da antiga Estação do Trem (hoje Centro Cultural do Araripe), o restaurante oferece refeições a qualquer pessoa ao apreço de R$ 1 por prato. Alimentação saudável, balanceada e acompanhada por um nutricionista (...)
–Neste sábado, dia 6, Dom Fernando Panico ordenará – na Matriz de Nossa Senhora da Penha, em Campos Sales – um novo padre. Desta vez, receberá o presbiterado o diácono José Adauto dos Santos Alencar, pertencente à Congregação dos Servos do Coração de Jesus (...)
–E por falar em Dom Fernando Panico, sua agenda de compromissos já está lotada até meados de janeiro de 2009. Não resta, sequer, um único fim-de-semana livre para o Bispo de Crato (...)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

FAGNER TEM VOZ FRAUDADA EM CRATO

A falsificação da participação de pessoas ilustres em campanhas eleitorais chega no Cariri. No Crato, o candidato Walter Peixoto colocou em seu programa de rádio uma voz falsificada do cantor e compositor cearense Raimundo Fagner.

A primeira falsificação aconteceu nos municípios de Granja e Acopiara, quando partidos colocaram no ar a imitação da voz da presidente da República Luís Inácio Lula da Silva.

No programa da Coligação O Crato é do Povo, aparece o locutor apresentando uma música feita por Raimundo Fagner, a pedido do deputado federal Ciro Gomes, em homenagem do candidato Walter Peixoto.

Por telefone e via e-mail, tanto o cantor Raimundo Fagner, quanto sua assessoria negaram qualquer gravação, música ou participação no programa de WP. Mais ainda, Fagner informou que não foi contatado por Ciro Gomes para fazer qualquer gravação.

Mensalão- FHC evitou impeachment de Lula


Do site da revista VEJA
31 de Agosto de 2008 10:48-->

Fernando Henrique Cardoso foi decisivo para evitar que um pedido de impeachment contra Lula chegasse ao Congresso em 2005, no auge do escândalo do mensalão. É o que afirmam o próprio ex-presidente, e os ex-ministros Antonio Palocci (Fazenda) e Márcio Thomaz Bastos (Justiça), ao jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com reportagem deste domingo do diário paulista, a mando de Lula, seus dois homens fortes pediram a FHC que aplacasse os ânimos da oposição quando as roubalheiras petistas saíram do controle do governo. Ele aceitou.
A intervenção velada do tucano só foi possível graças a uma proximidade que Lula manteve com Fernando Henrique durante todo o primeiro mandato e início do segundo – sempre por meio de Palocci e Thomaz Bastos. Palocci disse ao jornal ter se encontrado com o ex-presidente “pelo menos cinco vezes” – a última até quando já nem comandava mais a pasta da Fazenda. Thomaz Bastos, por sua vez, conversou por três horas com FHC em seu apartamento em São Paulo, no dia 26 de junho de 2005. Todos reconhecem ainda a existência de contatos telefônicos, muito mais freqüentes do que os encontros pessoais.
Na conversa com o ex-chefe da Justiça, o tucano concordou que um impeachment de Lula – à época uma ameaça real, com o célebre flagrante do “dólar na cueca” e a confissão do marqueteiro Duda Mendonça, que admitiu ter recebido no exterior pagamento pela campanha de Lula – tornaria o país “ingovernável”. Prometeu então acalmar a fatia da oposição que pedia a saída de Lula, desde que o presidente mantivesse a economia no rumo certo, como vinha fazendo até ali.
Cautela – Ao Estado, FHC explicou por que reagira desta forma: “Eu não fiquei contra o impeachment porque eles me pediram, mas porque sou muito cauteloso nessas questões. Na época, não havia condições políticas para sustentar um pedido de impeachment de Lula. Criaria uma cisão no Brasil”, explicou. E ainda completou: “Adversários políticos não devem ser tratados como inimigos.” Segundo o ex-presidente, ele sempre aceitou conversar secretamente com Palocci e Thomaz Bastos porque os dois ex-ministros têm “noção institucional” – elogio estendido por FHC a Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula.

domingo, 31 de agosto de 2008

UM NOVO GOLPE DE ESTADO?

Golpe de Estado, em resumo, é a tomada do governo fora das regras de sucessão e manutenção do poder. No Brasil os golpes de Estado são conhecidos e suas práticas exaustivamente estudadas pelos historiadores. Normalmente estas rupturas de processo ocorrem sob tensões sociais, quando setores conseguem manipular a opinião pública numa escala em que a manutenção do poder se torna insuportável. Os exemplos mais clássicos foram a instalação da república, a revolução de 30, a deposição de Getúlio em 45 e o Golpe de 64. No entanto tentativas frustradas sempre ocorreram ao longo do século XX sendo a maior frustração aquela em que Getúlio suicida-se para desespero dos golpistas.

Não parece que o país reúna uma situação de tensão social que sustente uma ação golpista. No entanto a prática de levantamento da opinião pública é constante, especialmente através da mídia. Hoje o centro da tensão, no entanto, é política, especialmente a política que envolve a própria noção de Estado "Mostesqueiriano". O poder executivo ultrapassa os limites do poder legislativo através de medidas provisórias e o poder judiciário, através do STF ultrapassa simultaneamente os poderes legislativo e executivo. Voltou-se à república dos "sábios" dos "doutos" que sob o manto medieval de suas vestimentas, decidem sobre tudo, até sobre o território nacional. Agora sobre algemas, noutro dia sobre aborto e segue a substituição dos poderes.

Os presidentes do STF se tornaram, por isso mesmo, agentes de visibilidade dos poderes econômicos e político. O atual presidente Gilmar Mendes não passa um dia que se apresente como o verdadeiro detentor de todos os poderes. Hoje mesmo diz que chamará o presidente da república "às falas". Um coloquialismo de esquina que não honra quem pronuncia a frase arrogante e nem a liturgia do cargo. No mesmo dia os principais jornais do eixo Rio-São Paulo, abrem suas manchetes para o fato. Gilmar Mendes atua como correia de transmissão de uma reportagem da revista VEJA.

Correia de transmissão, o motivo deve ser esclarecido. A revista publica na edição de final de semana uma denúncia de ação ilegal de escuta pela ABIN. O Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres teriam sido grampeados. Fonte da notícia não esclarecido, documentação da matéria não apresentada, os órgãos denunciados desmentem a notícia. Então se trata de suspeitas e suspeitas devem ser resguardas para a investigação.

No entanto, é aí que o golpe, na velha prática histórica brasileira se manifesta. Toda a mídia que tem peso estampa e denuncia a ABIN. Gilmar Mendes puxa as orelhas do presidente de um outro poder. Provoca uma situação de confronto. No mesmo dia, o senador Heráclito Fortes, convoca uma tal de Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso. Uma comissão mista que já quer ouvir o Diretor da ABIN Paulo Lacerda e o General Jorge Félix. O presidente do Senado já se manifestou. Nesta semana tem golpe em todos os textos. Claro que haverá a manifestação do contragolpe, isso é sempre necessário nestas questões políticas.

Pelo que se pode vislumbrar, a operação pode ser mais provinciana. Como estão presentes personagens importantes das organizações Daniel Dantas, inclusive a VEJA, é possível que tudo se organize para derrubar Paulo Lacerda e atar os braços da Polícia Federal na investigação SATIAGRAHA. É possível, mas no Brasil golpe é fato recorrente. E de qualquer modo as instituições já estão combalidas, especialmente o Senado e o STF (este por excesso de protagonismo político).

Noticias do domingo


Resgatando a memória de Crato
O Cura da Sé, Padre Edmilson Neves Ferreira, está tentando junto à Prefeitura de Crato reaver a pequena imagem de São Fidelis de Sigmaringa, ora exposta no Museu Histórico. A imagem pertencia à Catedral, mas foi doada ao museu anos atrás. Para quem não sabe, São Fidelis de Sigmaringa foi declarado co-padroeiro de Crato, por Frei Carlos Maria de Ferrara, quando este erigiu a pequena capela de taipa, coberta de palha, dedicada a Nossa Senhora da Penha. Se conseguir a devolução, Padre Edmilson construirá, na catedral, um nicho para expor a imagem de São Fidelis. Já existe até um projeto nesse sentido – feito por Armando Lopes Rafael – que prevê um afresco (pintura sobre parede) com Frei Carlos de Ferrara e sua capelinha e apequena imagem do co-padroeiro de Crato. Até que enfim seria materializada a primeira homenagem ao fundador da cidade!
Aqui me tens de regresso...
Em maio passado, a OceanAir anunciou o encerramento de suas atividades no Cariri. Agora, a empresa aérea voltou atrás. Nos próximos dias reiniciará suas operações no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes. Brevemente serão divulgados os novos vôos – e novos horários – da OceanAir, a partir de Juazeiro do Norte.

Só no Crato...
E a nota publicada neste site, sobre a cassação do nome da Rua Imperatriz Leopoldina, como patrona de uma rua de Crato teve repercussão com lances inimagináveis. Descobriu-se que existem em Crato 3 (três) ruas com o nome Orestes Costa (uma no Grangeiro; uma avenida ao lado da Grendene e a mais recente: substituindo o nome da primeira imperatriz, a quem o Brasil deve na prática sua independência política). Pois é! Enquanto isso, o maior benfeitor de Crato – Dom Vicente de Paulo Araújo Matos – não foi considerado digno de ter seu nome numa rua da cidade. Até onde vai a insânia dos nobres vereadores...

Bem-vindos
O jornalista Lira Neto – que está escrevendo nova biografia do Padre Cícero – desembarca no próximo dia 12 em Juazeiro do Norte. Vem participar da consagração (no dia 15 de setembro), da Basílica-Santuário de Nossa Senhora das Dores. Quem também virá a Juazeiro do Norte, com igual finalidade, é o jornalista irlandês Tom Henningan, correspondente do “The Sunday Times”, de Londres, no Brasil. Tom também escreve para o jornal “Irish Times”, de Dublin, Irlanda.

Na crista da onda
E por falar em Juazeiro do Norte, o jornal eletrônico “Juazeiro do Norte on line”, está publicando matérias resgatando as visitas de Presidentes da República a Terra do Padre Cícero. Foram seis visitas: Castelo Branco, Ernesto Geisel, José Sarney, Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva. Foi em Juazeiro do Norte, durante visita para lançar o projeto de saneamento da cidade, que Collor de Melo, republicanamente, disse que “tinha aquilo roxo”...

A Imperatriz Leopoldina


No início de 1817, a Arquiduquesa austríaca Leopoldina de Habsburgo chegava ao Brasil, para se casar com o herdeiro do Trono de Portugal, o futuro Dom Pedro I. A vida do casal demonstrou que havia poucos pontos em comum entre ela e D. Pedro. Era Dona Leopoldina a primeira pessoa com uma boa bagagem cultural com quem ele entrou em contato íntimo. Ela o excedia muito em educação e cultura: Falava francês e italiano, estudava o inglês e aprendia o português rapidamente. Ainda pintava retratos e paisagens e tocava piano com perfeição. Tinha grande inclinação pela natureza e pelas ciências naturais. Com muita dedicação colecionava coisas referentes às ciências naturais, sobretudo à mineralogia. No setor da flora, da fauna e mineralogia, adquirira apreciáveis conhecimentos (OBERACKER, 1985 : 156).

Dona Leopoldina veio com sua Corte, formada de médicos, zoólogos, botânicos e músicos. A eles devemos os primeiros estudos feitos sobre o Brasil, na área das ciências naturais. Deve-se, ainda, à Imperatriz Leopoldina a primeira floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca, existente na cidade do Rio de Janeiro. A essas virtudes, era possível acrescentar um senso político extremamente aguçado, uma notável capacidade de pressentir o momento da ação, e sugeri-la ao marido.

Vinha esse senso marcado por um acentuado amor, que desde logo desenvolveu, pela terra e pela gente do Brasil. Dona Leopoldina teve um papel decisivo na nossa independência. Em agosto de 1822, os brasileiros já estavam cientes que Portugal pretendia chamar D. Pedro de volta, rebaixando o Brasil, de Reino Unido para voltar a ser uma simples colônia. Com a eminência uma guerra civil que pretendia separar a Província de São Paulo do resto do Brasil, D. Pedro passou o poder à Dona Leopoldina no dia 13 de Agosto de 1822, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para apaziguar São Paulo.

Neste ínterim, a Princesa Regente recebeu notícias que Portugal estava preparando uma ação contra o Brasil e, sem tempo para aguardar a chegada de D. Pedro, Leopoldina, aconselhada pelo Ministro das Relações Exteriores José Bonifácio e usando de seus atributos de chefe interina do governo, reuniu-se na manhã de 2 de Setembro de 1822 com o Conselho de Estado, assinando o Decreto da Independência, declarando o Brasil separado de Portugal. José Bonifácio convocou o oficial de sua confiança, Paulo Bregaro, para levar a sua carta e a de Leopoldina para D. Pedro em São Paulo. Bregaro encontrou-se com o Príncipe e a sua comitiva nas margens do riacho Ipiranga no dia 7. Ao ler as cartas sobre os acontecidos no Rio, D. Pedro, referendando a medida tomada pela Princesa Regente, proclamou a Independência do Brasil.

Enquanto se aguardava o retorno de D. Pedro ao Rio, a Princesa Leopoldina, já como a primeira governante interina do Brasil Independente, idealizou a Bandeira do Brasil: Com o verde da família Bragança e o amarelo ouro da família Habsburg. A Princesa Leopoldina assinou o Decreto da Independência, separando o Brasil de Portugal em 2 de setembro de 1822, mas temendo uma repercussão negativa, por ela ser austríaca, José Bonifácio aconselhou-a a deixar o anúncio do decreto assinado a cargo de D. Pedro, este proclamou em 7 de setembro de 1822 o Decreto da Independência assinada pela Princesa Regente. Leopoldina dedicou seu trabalho à construção do Império do Brasil, depois da Coroação de D. Pedro, o casal visitava repartições públicas, inspecionava a alfândega e hospitais.

Morreu no dia 11 de dezembro de 1826, longe de seu país e de seu marido. Quando os sinos das igrejas e os canhões das fortalezas anunciaram sua morte, a população em massa foi prestar sua homenagem a Imperatriz, que era extremamente bem quista. Mulher de educação esmerada, à frente de seu tempo, de fino trato com as pessoas fizeram dessa mulher uma das personagens mais queridas do Brasil no início do século XIX.

sábado, 30 de agosto de 2008

Cariri vai ganhar sua Basílica Menor no próximo dia 15 de setembro

N. Sra. das Dores

500 mil fiéis devem participar da romaria


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Todos os dias serão realizados devocionário e louvores, missas, confissões e caminhadas com os fiéis pelas principais ruas de Juazeiro do Norte (Foto: Elizângela Santos)

A elevação de Santuário Diocesano à Basílica Menor será um dos grandes momentos marcados para o evento

Juazeiro do Norte. Começa amanhã, com uma grande carreta saindo da Matriz e percorrendo as principais ruas do Centro de Juazeiro do Norte, às 8 horas, uma das maiores romarias do ano, a de Nossa Senhora das Dores, padroeira do município, carinhosamente chamada pelos fiéis de “Mãe das Dores”. Este ano, em virtude do período eleitoral, estima-se a participação até o dia 15, dia da grande festa, de cerca de meio milhão de pessoas. O evento abre o calendário das grandes romarias. A elevação de Santuário Diocesano de Nossa Senhora das Dores à Basílica Menor, a segunda no Estado do Ceará, será um dos grandes momentos deste ano.

A Procissão das Bandeiras acontece no final da tarde, saindo da Rua do Horto. É um ato tradicional, em que os fiéis percorrem a pé o trajeto do Horto até o Santuário Diocesano. Às 18h30 está previsto o hasteamento das bandeiras.

A missa de abertura, às 19 horas, será presidida pelo padre Paulo Lemos. Todo um trabalho de organização para início do calendário das grandes romarias começou no final de julho. A meta é poder dar um suporte maior no atendimento aos visitantes.

Os serviços de saúde e segurança, conforme o secretário de Turismo e Romaria, Felipe Figueiredo, serão ampliados. Um posto de saúde, próximo ao Santuário, estará aberto até às 22 horas. Os serviços de plantão nos hospitais também estarão preparados durante o período. Para o padre Paulo Lemos, administrador do Santuário, este será um momento histórico para a Igreja. Ele afirma que todos os preparativos estão sendo ultimados nesse sentido e a população católica preparada para este momento. O tema escolhido para este ano será “De capelinha a Santuário, a Matriz dos romeiros agora é Basílica Menor”. A Igreja comemora a bênção do Papa Bento XVI, com a elevação do Santuário à Basílica Menor.

Programação

Todos os dias serão realizados devocionário e louvores, missas, confissões e caminhadas. De 12 a 14, datas de maior fluxo de visitantes de outros Estados, serão realizadas missas dedicadas aos romeiros, com o tríduo. Confissões antes das santas missas e de forma intensiva acontecerão diariamente. O dia de oficialização da Basílica Menor de Juazeiro acontece na data da grande procissão, às 16 horas, nas principais ruas da cidade.

SAIBA MAIS

Programação

Todas as noites serão realizados Devocionário Mariano, Missas, pregações, noitários, diversas homenagens, quermesses, leilão, e shows religiosos. Após as missas do tríduo da romaria, terá animação com Show do Chapéu com os grupos Sal da Terra, Javé-Yré (Sagrada-Face), Jota Farias, João Cláudio Moreno e outros.

Carreata

A partir das 8h, acontece carreata com a imagem de Nossa Senhora das Dores pelas ruas da cidade, saindo da Igreja Matriz. Por volta das 17h30, terá saída da Procissão das Bandeiras, com início na Rua do Horto, 146.

Noitários

Os noitários acontecem no Setor VII (Padre Cícero), Pastoral da Saúde, Consciência Negra, Grupo Santa Clara, São João Batista, Infância Missionária, Poço de Jacó, catequese em geral. A partir das 18h30 terá o hasteamento das Bandeiras. Às 19h, será celebrada a Missa de Abertura da Festa da Padroeira, presidida pelo padre Paulo Lemos.

Encerramento

Às 9h, do dia 15 de setembro, será realizada a oficialização do Título de Basílica Menor para o Santuário Diocesano Mãe das Dores. Ao meio-dia, acontecerá a despedida dos romeiros de Juazeiro do Norte. No fim da tarde, acontecerá a grande procissão, Festa com Orações, benção e também show pirotécnico.

Mais informações:
Romaria N. Senhora das Dores
Secretaria de Turismo e Romaria
Memorial Padre Cícero
Juazeiro do Norte (CE)
(88) 3511. 4040

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Calunga

Calunga é mar de Angola. Falange de Iemanjá. Divindade do grande cemitério. O mar. A grande massa na qual desaparece a pessoa. O mar a grande e vaga coisa. Calunga, povo banto. Povo de terra. Que atravessou a grande morte e no outro lado do inferno, retornou à terra. Noutra vida, nova ordem, escravo precificado, leiloado, investimento produtivo. Calunga é a borda do Brasil.

O quimbanda disse ka "lunga", é o Deus dos missionários europeus. Quer dizer: vago como a imensidão dos mares. Vago porque não era preciso como os deuses bantos. Eram representados por figuras e bonecos. Calunga é natureza de nossas vidas.

As bonecas das feiras nordestinas. Muitas de matéria plástica. Brancas e pretas. Toda menina desejaria brincar com uma calunga em seus sonhos induzidos de cuidar. Afinal quando se brinca se ensaia o trabalho. E as crianças dirigem seu ensaio, de outro modo vira trabalho infantil.

A unidade calunga

Uma teoria ligeira. Frágil. Mas presente como a haste de bambu ao vento. De onde viria a não fragmentação do Brasil em diversas repúblicas lusitanas? Certamente tem fortes raízes na colônia. Quando o país se liberta como a sede de um ex-reino europeu, os diversos levantes provinciais, tanto na regência quanto no império foram controlados pelo poder central. Mas nem sempre a marcha militar teve que se fazer. O controle, em nome central, era local mesmo.

Então esta unidade controlada tem origens na colônia e na própria organização pré-colombiana. Certamente que a unidade tupi-guarani desde São Paulo até o Nordeste contemplava um território por demais extenso e uma cultura tão forte que resultou na primeira unidade lingüística da colônia. Tão sólida e vasta e superada no período pombalino, entre 1750 e 1777.

A unidade religiosa, inclusive feita através da linguagem indígena, qual seja a tal língua geral com que todas as tribos e os portugueses se comunicavam, especialmente os religiosos de todas as ordens. A fusão entre língua e religiosidade portuguesa (católica) deu origem a este imenso Brasil.

Então quando o mito da nacionalidade se tornou universal, o Brasil imediatamente caiu na vala comum, todos os elementos necessários estavam presentes. As revoluções a moda americana, inglesa ou francesa, não tiveram o povo, apenas uma elite esclarecida e distante da massa amalgamada nesta religiosidade vaga como a imensidão do mar.

A Guerra do Paraguai: a verdade dos fatos




A partir da década 70 virou coqueluche, nas universidades públicas brasileiras, a divulgação de “novas interpretações” para a Guerra do Paraguai, o mais longo e sangrento conflito ocorrido na América do Sul. Boa parte dos professores de história daquela época, passou a adotar como verdade inquestionável o livro “Genocídio Americano, a Guerra do Paraguai”, de Júlio José Chiavenatto. Nele consta que o imperialismo inglês manipulou o Brasil, a Argentina e o Uruguai, integrantes da Tríplice Aliança contra o ditador paraguaio Francisco Solano Lopez. Maus brasileiros continuam – ainda nos dias de hoje – afirmando ter sido Dom Pedro II o causador desse “genocídio”, sendo o imperador brasileiro o culpado pela morte de Solano Lopez.
Em novembro de 1994 ocorreu no Rio de Janeiro, na Biblioteca Nacional, o colóquio “Guerra do Paraguai–130 anos”, no qual o pesquisador inglês Leslie Bethell – da Universidade de Londres – provou que o quadro econômico do Paraguai, no século 19, nunca incomodou a então poderosa Inglaterra. Bethel demonstrou, também, que a decantada ajuda dos bancos ingleses à Tríplice aliança não passou de 15% dos gastos brasileiros com a guerra.
Já o falecido professor Alfredo Arraes Alencar, em interessante artigo, esclareceu:
“A causa remota da guerra (do Paraguai) foi e megalomania de Lopez. Foi o seu ambicioso intento de conquistar territórios, a fim de estender seu domínio até o estuário do (rio) Prata. Para isso preparou-se largamente, armando o exército, construindo navios e levantando inexpugnáveis fortificações.
Declarou Lopez ao escritor espanhol Bermejo: “Sou soldado e tenho de declarar guerra ao Brasil. Se deixei que meu pai firmasse a paz, foi porque eu queria a glória de mostrar às repúblicas vizinhas que basta o Paraguai para derrubar aquele colosso”.
A causa próxima foi o apresamento do “Marquês de Olinda”, episódio ao qual se seguiu a invasão de Mato Grosso pelos paraguaios. Ao Brasil só lhe restava, evidentemente, o repelir a afronta pelas armas.
Autor de numerosas atrocidades, o ditador Lopez esmerou-se em crueldade no “Morticínio de San Fernando”, em agosto de 1868, quando, já em fuga e vendo traidores por toda a parte, julgou-se alvo de uma conspiração e mandou fuzilar, impiedosamente, dois irmãos (Benigno e Venâncio), um cunhado (Badoya), o bispo de Assunção (Palácios) e quatro ministros (Berges, Bruguez, Allen e Barrios), além de numerosas outras pessoas.
Duas irmãs do ditador e sua própria mãe foram encontradas (pelos brasileiros) prisioneiras, debilitadas por maus tratos, a espera de serem entregues a tribunais militares, conforme testemunho do Visconde de Taunay. O embaixador americano em Assunção, Wasburn, indignado, retirou-se do Paraguai, declarando Lopez “inimigo da humanidade”. O verdadeiro genocida. (Cfe. “História do Brasil” do Pe. Galanti, edição de 1905, tomo IV, página 600).

E ainda há quem lamente a morte do “bondoso” ditador, lançando essa culpa sobre o “belicoso” e “sanguinário” Dom Pedro II.

A tanto chega a vilania dos detratores da Pátria!”

domingo, 24 de agosto de 2008

SOFIA É

Sofia é igual. Tem quatro membros, cabeça e o tronco. Cada movimento que realiza se compara ao realizado ou em realização por outra pessoa. Sua respiração, a apreensão de objetos pelas mãos, a boca como o centro do reconhecimento, os olhos atentos ao que suas mãos tateiam e a enorme variedade como que algo novo passa a ser um foco de atenção. Por isso os adultos dizem: as crianças cegam, quando menos se espera elas estão mexendo em coisas perigosas.

Sofia aos nove meses é muito diferente de tudo o que conheci. Como o filhote de pingüim no coletivo da geleira é reconhecido pela mãe. Como alguém na multidão. Feito um indivíduo ao longo de milhares de gerações. Olhando para Sofia imaginaria que a singularidade poderia ser o átimo de tempo que é dela. Que o espaço em que se realiza seja o diferencial por trás de sua individualidade. Sofia apenas como ser do tempo e do espaço, no entanto, não explica toda esta diferença que percebo nela.

Antes de ir adiante, não encontro razão no seu patrimônio genético. Eis outro mito da modernidade sobre a individualidade de Sofia. Ela não é um pré-projeto, inscrito na mistura de seus pais. Nem lembro as mutações que continuamente ocorrem, isso não é o grande diferencial. Apenas que o código genético é insuficiente (ou a escala boçal do hiposuficiente) para explicar Sofia. Assim como a adição de tempo e espaço (fenotípica), história e cultura.

Sofia é diferente pois parte do movimento, mas não apenas por isso. Por exagerado que possa parecer, tão logo que Sofia pegou num penduricalho da bolsa da avó e toda a sua concentração se voltou para pendular os tais, revelou-se a parte do movimento que não explica Sofia. Pois Sofia é quem explica o movimento. Estava claro que Sofia é um dos seres que, por iniciativas próprias, promovem o movimento do mundo. Tal qual como é hoje e como poderá ser amanhã. E certamente será diferente como Sofia é.

Sim, não caia no mito que o mundo é feito por vencedores e vencidos. Isso é categoria de investimento financeiro. De aplicação de capitais. Do mesmo modo o mundo não é uma corrida para um ponto de chegada. Isso é categoria de projeto. Nem tampouco uma disputa entre partes. Isso é categoria de jogo. O mundo se move ora por diferenças com tendências a se concentrar numa trajetória ou a se dispersar por iniciativas que acentuam as diferenças. Assim Sofia é uma diferença notável na iniciativa e na natureza do movimento.

Sofia como parte do conhecimento tem outra natureza pois poderá se traduzir ou não em outras pessoas. Isso é uma categoria de sucesso social e histórico, mas tampouco é uma necessidade em si do mundo. Poderia até ser uma necessidade das pessoas, mas desde que reconhecida por tal. Se ninguém a reconhecer, se não se reproduzir em outras pessoas, inclusive em Sofia, o fenômeno traduzido em conhecimento mesmo assim existe, se encontra no mundo, apenas não experimentado em conhecimento.

Saiu na "Folha de S.Paulo": Ciro Gomes é condenado por calúnia pela segunda vez

Tem um ditado popular que diz: "Quem fala demais acaba dando bom dia a cavalo". No caso do deputado Ciro Gomes ele já recebeu teve duas vezes bloqueio de conta e de imóvel para indenização por danos morais. Abaixo, a matéria da "Folha de S.Paulo":


23/08/2008 - 09h04
Ciro Gomes tem conta bloqueada para indenizar Serra
KAMILA FERNANDES,da Agência Folha, em Fortaleza
O deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) teve ontem sua conta-salário bloqueada pela Justiça de São Paulo por causa de uma indenização por danos morais que tem de pagar ao governador José Serra (PSDB-SP).
O processo movido por Serra é de 2002, quando ambos eram pré-candidatos a presidente da República. O motivo foi uma entrevista de Ciro à Folha, publicada em 20 de março daquele ano, em que afirmou que Serra era "o candidato dos grandes negócios e negociatas, da manipulação despudorada do espaço público, do dinheiro público para fins eleitorais".
A condenação saiu em 2006. "Devo, não nego, mas pago quando puder", disse ele ontem em palestra no Fórum Nacional das Lideranças de Micro e Pequenas Empresas, em Fortaleza, logo após dizer que sua conta tinha sido bloqueada. "Estou sem poder pagar as minhas contas."
Ele foi condenado a pagar a Serra 100 salários mínimos (o que equivale hoje a R$ 41.500), mas disse dever R$ 30 mil.
Por causa dessa condenação, Ciro já teve sua conta bloqueada no ano passado, mas recorreu, alegando ser sua fonte de sustento. Novamente, essa será a alegação do deputado. A defesa de Ciro é feita pelo advogado Caio Cesar Rocha, filho do ministro Cesar Asfor Rocha, novo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Ciro já tem outra condenação por danos morais, movida pelo ex-ministro da Saúde do governo Itamar Franco e ex-governador de Goiás Henrique Santillo, morto em 2002.Neste caso, a condenação teve um valor bem mais alto, de R$ 266.140, a ser entregue à família do ex-ministro. Sem direito a recursos, Ciro teve seu apartamento na praia de Iracema, em Fortaleza, penhorado por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em maio deste ano, um recurso para tentar suspender a penhora foi negado pela Justiça paulista, mas Ciro ainda tenta retomar o imóvel, alegando ser o único bem de família.Assim como no caso de Serra, a ação de Santillo contra Ciro foi motivada por uma entrevista, dada em 1995 ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, em que Ciro insinuou que o ex-ministro era corrupto.

sábado, 23 de agosto de 2008

VEJA - Edição 2075 - 27 de agosto de 2008


Otávio Cabral
Fotos divulgação, Valterci Santos/Gazeta do Povo/Folha Imagem, Alan Marques/Folha Imagem, Ricardo Stuckert/ABR

Brasil
O recado de Garanhuns O presidente Lula é quase uma unanimidade em sua terra natal, mas isso não seria suficiente para eleger o seu sucessor. O preferido lá ainda é o tucano José Serra

PETISTAS X TUCANOS
Pesquisa mostra que transferência de votos não é automática. Em Garanhuns, a ministra Dilma Rousseff tem um desempenho melhor contra o governador Aécio Neves, mas perde feio para José Serra


Os altos índices de popularidade do presidente Lula autorizam a imaginar que, caso os atuais patamares se mantenham em alta até 2010, a eleição presidencial será uma barbada para o candidato do Planalto. Bastaria ao presidente escolher um bom nome e preparar a festa da posse. Os petistas não têm dúvidas de que o processo de sucessão caminha naturalmente em direção a esse cenário mais do que confortável – e já se engalfinham para tentar influir na escolha do "eleito" para subir a rampa do Palácio do Planalto. A transferência de voto de um líder carismático para um herdeiro ungido pode não ser tão automática quanto se imagina. Uma pesquisa feita em Garanhuns, cidade natal de Lula, com 125 000 habitantes, reforça esse último argumento. Os levantamentos mostram que o governo Lula é aprovado por mais de 55% da população brasileira, um recorde histórico. Em Garanhuns, o presidente é quase uma unanimidade. Nada menos que 97% dos moradores do município avaliam positivamente o governo e apontam o programa Bolsa Família, que beneficia quase metade da população local, como uma de suas grandes realizações. Em quem os garanhuenses votariam se as eleições presidenciais fossem hoje? No candidato de Lula? A pesquisa feita por um instituto ligado à Universidade Federal de Pernambuco mostra que, se Garanhuns fosse tomado como uma amostra do Brasil, o sucessor de Lula seria José Serra, governador de São Paulo.

No cenário eleitoral mais provável – com o tucano José Serra, o deputado Ciro Gomes, do PSB, e a petista Dilma Rousseff, a provável candidata de Lula –, o governador paulista aparece com 40% das intenções de voto, o dobro de Ciro (20%) e o quádruplo de Dilma (10%). Para testar a capacidade de transferência de votos, os pesquisadores também apresentaram Dilma como a candidata apoiada por Lula. Nessa situação, ela sobe para 26%. Mesmo assim, ainda fica bem longe de Serra, que continua liderando com 38%. A pesquisa também traçou outro cenário, desta vez com o tucano Aécio Neves na disputa. Nem assim a transferência em massa de intenções de voto se concretizou. Sem Serra, Ciro Gomes aparece liderando (41%), seguido por Dilma Rousseff (11%) e Aécio (5%). O resultado do levantamento, embora sem nenhum valor para testar as possibilidades reais dos candidatos, está sendo comemorado pelos tucanos, que andam meio desnorteados, sem saber como enfrentar o governo e a popularidade do presidente. "Lula é um presidente muito popular, principalmente nas regiões mais pobres, o que o torna praticamente um rei em grande parte do Norte e do Nordeste", analisa o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). "Mas ele não é Deus, não tem poder divino de eleger seu sucessor."

Animados com o veredicto de Garanhuns, os tucanos pretendem repetir as sondagens em outras cidades do Nordeste na tentativa de aferir a disposição dos eleitores em votar no candidato do governo. "Lula é um eleitor de peso, mas a oposição tem grande chance de vencer em 2010. Se o PSDB tiver uma boa estratégia e marchar unido vencerá a eleição", aposta o deputado José Aníbal, líder do partido na Câmara. O otimismo aparente, no entanto, não dissipa totalmente a perplexidade que toma conta do PSDB. Nas últimas duas eleições vencidas por Lula, em 2002 e 2006, os petistas tiveram o trabalho facilitado pelas constantes disputas entre os próprios tucanos. Ainda faltam dois anos para a eleição presidencial e o problema se repete. Hoje, o governador José Serra é teoricamente o favorito para disputar a sucessão de Lula, mas vem perdendo força na máquina do partido. Já Aécio Neves, que é pouco conhecido nacionalmente, trabalha para ocupar espaços e garantir que a luta pela indicação de um candidato do partido à Presidência passe por Minas Gerais. Dessa forma, enquanto mais uma vez o PSDB se divide, Lula vai unindo o PT em torno da candidatura cada dia mais óbvia da ministra Dilma Rousseff. Daqui a pouco, nem Garanhuns conseguirá resistir.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008


Tem início hoje a festa de Nossa Senhora da Penha


Na foto, a imagem da Mãe do Belo Amor, venerada entre 1740 e 1745 na capelinha construída por Frei Carlos Maria de Ferrara, na Missão do Miranda, origem da cidade de Crato.
Nesta 6ª feira, 22 de agosto – Dia do Folclore – será aberta a festa da padroeira de Crato, Nossa Senhora da Penha. Os festejos se estendem até o próximo dia 1º de setembro, Dia de Nossa Senhora da Penha.
A parte religiosa será concentrada na Sé Catedral, o mais expressivo prédio da cidade, considerado o principal ícone da Princesa do Cariri. A catedral de Crato é resultado de sucessivas construções e reformas a partir da rústica capelinha erguida, em 1740, pelo italiano frei Carlos Maria de Ferrara, na Missão do Miranda, origem da cidade de Crato. A capelinha foi dedicada, naquela ocasião, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade.

Origem dessa invocação à Virgem Maria

Existia no norte da Espanha, uma serra muito alta e íngreme chamada Penha de França, na qual o rei Carlos Magno teria lutado contra os mouros desbaratando-os. Por volta de 1434, certo monge francês sonhou com uma imagem de Nossa Senhora que lhe apareceu no topo de uma escarpada montanha, cercada de luz e acenando para que ele fosse procurá-la.
Simão Vela, assim se chamava o monge, durante cinco anos andou procurando a mencionada serra, até que um dia teve indicação de sua localização e para lá se dirigiu. Após três dias de intensa caminhada e escalando penhas íngremes, o monge parou para descansar, quando viu sentada perto dele uma formosa senhora com o filho ao colo que lhe indicou o lugar onde encontraria o que procurava.
Auxiliado por alguns pastores da região, conseguiu achar a imagem que avistaram em sonho. Construiu Simão Vela uma tosca ermida nesse local, que logo se tornou célebre pelo grande número de milagres alcançados por intermédio da Senhora da Penha, e mais tarde ali foi construído um dos mais ricos e grandiosos santuários da cristandade.
Em Portugal, o culto de Nossa Senhora da Penha iniciou-se após a batalha de Alcácer-Quibir, de tão triste memória, na qual perdeu a vida o rei D. Sebastião. Entre os portugueses que conseguiram escapar da escravidão muçulmana encontrava-se um escultor chamado Antônio Simões, o qual, no mais aceso da peleja, prometeu à Virgem Santíssima fazer-lhe sete imagens se Ela o conduzisse novamente à sua Pátria. Fiel ao seu voto, iniciou logo o trabalho, esculpindo seis figuras com os respectivos títulos. Ao chegar à sétima e não sabendo que invocação dar-lhe, foi aconselhado por um padre jesuíta a fazer a imagem de Nossa Senhora da Penha, cujos milagres eram muito comentados em Castela.
A devoção a Nossa Senhora da Penha chegou ao Brasil com a vinda dos colonizadores portugueses. Em 1740, Frei Carlos Maria de Ferrara dedicou - de maneira especial - a capela da Missão do Miranda - origem da cidade de Crato - à Virgem da Penha.

Matéria publicada no "Diário do Nordeste", edição de 22.08.2008:

Dia do Folclore
Manifestações culturais se destacam no Cariri

Uma programação especial para comemorar o Dia do Folclore foi preparada no Crato e segue até o fim do mês

Crato. Deitado numa rede, o velho agricultor puxa um corrimboque (acendedor de cigarros feito de chifre), acende o cigarro de palha, estica o olhar para o nascente e comenta: “A chuva tá chegando, a acauã cantou em cima de um galho seco”. No terreiro da casa os meninos brincam com osso de boi, enquanto as mulheres pisam milho no pilão para fazerem o pirão de costela do almoço.
O quadro bem sertanejo é, na verdade, uma das mais autênticas descrições do folclore, cujo dia é comemorado hoje. Folclore é a cultura espontânea, vem do berço, transmitida na interação social, por condicionamento inconsciente ou imitação. Folclore é o nosso jeito de ser, de resolver as coisas. É o elo de ligação do indivíduo com sua identidade.
Por isso, no Cariri, todo dia é dia de sabedoria popular, de crenças, superstições, ditados, lendas, ritos, maldições, tabus, rezas, histórias e mitos. Todo dia é dia de artesanato, música, teatro e literatura populares, festas e jogos tradicionais, dança e cantigas de roda.
Basta andar nas ruas ou parar nas calçadas para ouvir histórias mal assombradas, ou poesias de cordel. Se o visitante pender para a zona rural, estas tradições são muito mais fortes. Vai conhecer um povo que canta, dança, reza e maldiz, trava a língua, cura e enterra e faz versos, faz repente, embolada, ligeira, desafio, literatura de cordel. O nordestino reza pra aplacar a seca, dança pra fazer chover.
O Cariri, localizado no centro do Nordeste, épico em crendices e manifestações, em usos e costumes, em histórias que correm de boca em boca, que passam de pai pra filho, pulam fronteiras, mudam de cor, de gesto, de palavra, aumentam um ponto, sobrevivem sempre.
A mais expressiva demonstração desse acervo cultural é a Festa de Santo Antônio de Barbalha que, além do carregamento do pau da bandeira, reúne cerca de 50 grupos folclóricos, entre reisados, penitentes, carpideiras e bandas cabaçais.
A Semana do Folclore do Crato será encerrada, hoje, com a entrega do Troféu Mestre Dedé de Luna a três personalidades que contribuíram para o fortalecimento da cultura popular na região. A solenidade será realizada à tarde, na sede do Instituto Cultural do Cariri, de onde sairá um cortejo de grupos folclóricos para a Praça da Sé.

Apresentações

O evento é organizado pela Fundação Mestre Eloi, que tem como presidente Aristóteles Teles Granjeiro, filho do saudoso folclorista e radialista Eloi Teles de Morais. A Semana do Folclore foi marcada por apresentações grupos de danças, reisados, bandas cabaçais e maneiro pau, nos bairros da cidade. A secretária de cultura do Crato, Daniela Esmeraldo, informou que a programação comemorativa ao Dia Internacional do Folclore prosseguirá até o fim do mês com outras atividades no Alto da Penha.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Cinema, imperialismo e geografia é tema de palestra

Nesta sexta, 22, no Salão de Atos, Campus do Pimenta, às 19 h, acontecerá a palestra “Cinema, imperialismo e geografia”, que será proferida pelo prof. dr. Manoel Fernandes (USP). Partindo de uma temática inovadora, abordando o espaço geográfico e o imperialismo a partir do mote cinematográfico, a palestra promete aproximar a interlocução entre pesquisadores e estudantes das ciências humanas.

O palestrante, Manoel Fernandes, atualmente é professor doutor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo - USP. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em História do Pensamento Geográfico, atuando principalmente nos seguintes temas: geografia, educação, políticas públicas, história da geografia e geografia política. Em seguida à palestra, o prof. Fernandes estará lançando a segunda edição de seu livro Aula de Geografia e Algumas Crônicas.

O evento é uma promoção do grupo de pesquisa Imago/CNPq, vinculado Laboratório de Ensino – LEG, do Departamento de Geociências; do Centro Acadêmico Livre de Geografia – Caligeo; e do Departamento de Educação.

Expediente: Palestra CINEMA, IMPERIALISMO E GEOGRAFIA. Dia 22, sexta, às 19h, no Salão de Atos, Campus do Pimenta, Universidade Regional do Cariri – URCA. Entrada Franca.

Cinema, imperialismo e geografia é tema de palestra

Nesta sexta, 22, no Salão de Atos, Campus do Pimenta, às 19 h, acontecerá a palestra “Cinema, imperialismo e geografia”, que será proferida pelo prof. dr. Manoel Fernandes (USP). Partindo de uma temática inovadora, abordando o espaço geográfico e o imperialismo a partir do mote cinematográfico, a palestra promete aproximar a interlocução entre pesquisadores e estudantes das ciências humanas.

O palestrante, Manoel Fernandes, atualmente é professor doutor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo - USP. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em História do Pensamento Geográfico, atuando principalmente nos seguintes temas: geografia, educação, políticas públicas, história da geografia e geografia política.

Ao final da palesta, o prof. Fernandes estará lançando a segunda edição de seu livro Aula de Geografia e Algumas Crônicas (2006)


O evento é uma promoção do grupo de pesquisa Imago/CNPq, vinculado Laboratório de Ensino – LEG, do Departamento de Geociências; do Centro Acadêmico Livre de Geografia – Caligeo; e do Departamento de Educação.

Expediente: Palestra CINEMA, IMPERIALISMO E GEOGRAFIA. Dia 22, sexta, às 19h, no Salão de Atos, Campus do Pimenta, Universidade Regional do Cariri – URCA. Entrada Franca.

domingo, 17 de agosto de 2008


Um costume deplorável


Mudar os nomes das ruas de Crato. Vem de há muito esse lastimável costume dos vereadores cratenses. As ruas do centro, possuidoras de tradicionais e pitorescas denominações, tiveram seus nomes trocados por personagens desconhecidas da população. O leitor sabe quem foi Senador Pompeu, Almirante Alexandrino, Ratisbona ou Padre Verdeixa? Como eram bonitas as denominações de Rua da Pedra Lavrada, Rua das Laranjeiras, Rua Formosa, Rua das Flores...
Vejamos um caso recente. Em 1998, intelectuais, professores e monarquistas caririenses procuraram os vereadores Ailton Esmeraldo e Edna Almino e solicitaram um projeto dando o nome de Imperatriz Leopoldina a uma nova rua de Crato. Foram de pronto atendidos.
Colocada a matéria em votação, uma surpresa: alguns vereadores alegaram desconhecer quem fora e qual a participação que tivera a Imperatriz Leopoldina na história do Brasil. O presidente da Câmara Municipal, Cláudio Gonçalves Esmeraldo, usou de bom senso. Convidou-me a comparecer à sede do legislativo cratense para proferir palestra sobre a primeira imperatriz brasileira. Assim o fiz. Ao final da minha fala o projeto foi colocado em votação sendo aprovado por 20 votos a favor e uma abstenção: a do vereador petista Amadeu de Freitas. Àquela época, os adeptos do Partido dos Trabalhadores se apresentavam com um ar de superioridade. Julgavam-se os “donos da verdade”, verdadeiros vestais da ética, críticos de tudo... Em 2003, o PT chegou ao poder. Deu no que deu... Mas essa é outra história.
Voltemos ao troca-troca dos nomes das ruas de Crato. O ex-prefeito Raimundo Bezerra sancionou a Lei nº. 1.774 de 10 de junho de 1998, denominando de “Rua Imperatriz Leopoldina” a artéria que tem inicio ao lado direito da Avenida Padre Cícero – sentido Crato-Juazeiro – e dá acesso ao Parque Getúlio Vargas-Morro da Coruja, em toda a sua extensão. Existem vereadores na atual legislatura, possuidores de mandatos em 1998, que se lembram do episódio acima relatado.
Recentemente – segundo me informou o ex-vereador Ailton Esmeraldo – os atuais vereadores (provavelmente desconhecendo o fato de aquela via pública já ter nome oficial) aprovaram nova denominação para a rua. Pela nova lei passou a se chamar Rua Orestes Costa. Este, aliás, já fora homenageado anteriormente no bairro Granjeiro. Nada contra o Sr. Orestes Costa, cidadão de bem, cujo legado de honestidade e ética faz parte da memória da Cidade de Frei Carlos. Ele merece ser homenageado. O que constrangeu, e até revoltou muita gente, foi a cassação da Imperatriz Leopoldina como patrona de uma rua de Crato... Será que a Câmara de Vereadores lembrou ao menos de revogar a Lei nº. 1.774? Caso contrário, a Rua Imperatriz Leopoldina passou a ter duas denominações, o que é uma ilegalidade.

Armando Lopes Rafael

COLUNA CARIRI DE HOJE

MINSTÉRIO PÚBLICO
O Ministério Público Estadual se transferiu, literalmente, para o Cariri esta semana. Aconteceu no Memorial Padre Cícero o IV Encontro do Ministério Público, com a presença de promotores de Justiça de todo o Ceará. Nas palestras temas como eleições, trânsito, Lei Maria da Penha, conduta ética e garantias constitucionais. A abertura se deu na quarta-feira, 13, e o encerramento na última sexta-feira, 15. A coordenação foi do promotor Elder Ximenes.

SEDE NOVA
O Ministério Público em Crato está de sede nova. Foi inaugurada na última quarta-feira, com a presença da procuradora geral de Justiça do Estado, Socorro França. No bairro Pimenta, funcionarão as promotorias públicas e o Departamento de Defesa do consumidor (Decon).

CULTURA
O espetáculo As Presepadas de Zé Ozébe, dirigida e produzida por Mauro César, esteve durante toda esta semana que passou em várias cidades do Cariri. Crato, Juazeiro, Caririaçu e Nova Olinda, foram algumas delas. A peça fala de um personagem bem enrolado em mentiras, que a cada minuto que passa se complica mais. Um texto bem apurado do dramaturgo Cacá Araújo.

TUDO CERTO
O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) em Juazeiro do Norte, Manoel Santana, pode agora respirar aliviado. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por 6 votos a zero, deu sentença favorável ao registro de sua candidatura. Santana agora pretende intensificar a campanha em bairros e comunidades carentes.

SEMÁFOROS
O Departamento Municipal de Trânsito de Juazeiro já tem assegurada a instalação de mais quatro semáforos modernos em cruzamentos considerados perigosos. A informação foi prestada pelo diretor do órgão, Hamilton Macedo, acrescentando tratar-se de uma parceria firmada com o Detran. Segundo ele, a escolha dos locais foi feita com a participação de engenheiros de trânsito que estiveram em Juazeiro elaborando um projeto de sinalização. Os novos semáforos deverão ser instalados em até dez dias nos seguintes cruzamentos: avenida Castelo Branco com a avenida Humberto Bezerra (confluência dos bairros Tiradentes e Pirajá); avenida Ailton Gomes com a Plácido Aderaldo Castelo, na direção do Parque de Eventos; avenida Castelo Branco com a rua das Flores, próximo ao estádio Romeirão e na avenida Ailton Gomes com a Carlos Cruz, na Via Férrea.


CIDADANIA
A ONG Onda Social está articulando um programa a ser veiculado em uma emissora de rádio do Cariri. A idéia é divulgar a cultura da região, abrir debates sobre os movimentos sociais e política.

DESAFIO JOVEM
O Projeto Desafio Jovem Cariri, sediado no Sítio Teotônio, em Crato, que há oito anos atua na recuperação de dependentes de drogas e álcool, já tendo tratado com êxito mais de 300 pessoas de toda a região, passa por uma profunda crise. Um grupo de entidades e pessoas se organiza para tirar o Desafio Jovem da crise. Boa oportunidade para a sociedade caririense demonstrar gratidão com uma entidade que tanto faz bem às pessoas.


BATE-PAPO

ARTESANATO
Esteve recentemente em Juazeiro do Norte, o técnico da Central de Artesanato do Ceará (Ceart), Flávio Sampaio, iniciando o trabalho de cadastramento de artesãos do Cariri no Programa Nacional de Artesanato. O objetivo do programa é fazer com que o artesão tenha mais oportunidades de comercializar seus produtos, sem a presença do atravessador. O cadastro será disponibilizado na Internet para entidades, empresas e pesquisadores. Já foram cadastrados em torno de 70 mil artesãos cadastrados no Estado do Ceará.

IMPUGNAÇÃO
O ex-prefeito do Crato, Walter Peixoto (PMDB), está às voltas com problemas jurídicos. A juíza eleitoral Geritza Montezuma acatou pedido de impugnação da candidatura de Peixoto, feito pelo Ministério Público. Agora, terá que recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Walter Peixoto teve três contas de sua última administração (2001/2004) com parecer do TCM para desaprovação e acatadas pela Câmara Municipal.

Coluna Cariri, de minha autoria, publicada todos os domingos no jornal O Povo.