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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A volta da banda Fator RH

A banda Fator RH, uma das pioneiras do movimento roqueiro caririense, está de volta para uma única apresentação. Será na abertura do Festival Estudantil da Canção, neste próximo sábado, dia 10, às 19:30, no Centro Cultural do Araripe (antiga Rffsa).

Da formação original, já confirmaram presença Carlos Rafael, Marcos Leonel e Igor Arraes.

Enquanto não chega a hora do show, matem a saudade com essas fotos e um texto escrito por Marcos Leonel, publicado no Cariricult.


BANDA FATOR RH- Final dos anos 80, Baile Rock à Fantasia,
Bar Banho de Bica, em Crato. Da esquerda para a direita: Sergestes
Tocantins, Lupeu , João Eymard (na bateria), Calazans Callou e
Marcos Leonel.



UMA QUESTÃO DE SANGUE

Por Marcos Leonel




Essa é a primeiríssima formação do Fator RH, segunda banda de rock autoral do Cariri. Após o término da pioneira Pombos Urbanos, - que tinha em sua formação Carlos Rafael, bateria e voz; Nicodemos, guitarra e voz; Segestes Tocantins, baixo e voz; e Marcos Lubisome, guitarra - eu, Segestes e Rafael formamos um grupo de ensaio que originou a banda Fator RH. Primeiro Calazans se juntou ao grupo, para tocar baixo. Depois Lupeu foi integrado como vocalista e anarquista. Logo em seguida Calazans trouxe João Eimar para tocar bateria no lugar de Rafael, que passou à linha de frente nos vocais. Estava feita a conspiração, só faltava a guerrilha.

Corriam os anos 80, a new wave comandava o cenário musical do rock lá fora e aqui começava a todo vapor o chamado Brock. Estávamos lá, inconformados com a falta de oportunidades e com a pasmaceira do quadro cultural caririense. O Fator RH estava na área, não para fazer o papel de testemunha ocular, mas participar de tudo aquilo, mesmo entrando pela porta de trás e sem nenhum convite. Nossa trincheira era o discurso poético, tendo à frente as sacações geniais de Rafael, o cinismo beat de Lupeu e a lisergia do meu universo musical. Ouvíamos de tudo: desde a música independente brasileira até às experimentações da Orchestra Universal de Sun Ra.

Nossas influências eram a música crua do Hasker Dü, do Ramones, Sex Pistols e Raul Seixas, via Segestes Tocantins; a pauleira sem misericórdia do Sepultura e do Slayer, via Lupeu; os blues e a música alternativa brasileira, via Rafael; o experimentalismo de Robert Frip e Frank Zappa, da minha parte; o rock dos anos 70, através de João Eimar; e a poesia bem sacada de Zé Ramalho, através de Calazans. Nosso som era cru, era na veia, era muito mais rock’n’roll do que aquilo que fazia sucesso, como Paralamas, Legião e outras coisas mais intragáveis como Kid Abelha e Gang Noventa. Nosso som estava mais para Talking Heads e Joy Division do que para o heavy metal poser do período; estava muito mais para Isca de Polícia e Tiago Araripe do que para Titans ou Legião.

Era um período difícil demais para quem fazia rock, sendo autoral ainda nem se fala. Não existiam espaços. Nós é que inventávamos, como em encontros de estudantes e campanhas eleitorais do PT. Também não existia público, nós é que inventávamos que tínhamos público. Comprar encordoamento era uma verdadeira aventura, e cara. Quando João Eimar anunciou que tinha uma bateria, foi uma verdadeira festa. Os ensaios valiam mais do que as próprias apresentações. Eram verdadeiras epopéias. Ensaiávamos na casa de Segestes, um sítio, fora do Juazeiro (hoje é o parque ecológico das Timbaúbas). Muitas comédias temos para contar. São lances pitorescos, dignos de um best seller. Essa formação do Fator RH tinha cerca de sete músicas no repertório, o que já era demais. Entre elas figuravam: Nomes, Buraco Negro, Fator RH, Margarete, Marinalva e outras pérolas do cancioneiro rebelde caririense. Pena que eu não lembro onde foi essa apresentação. Sei que era Rafael de bateria e voz; Lupeu nos vocais; eu e Segestes de guitarra; e Calazans no baixo.

Marcos Leonel

Zé Quieto - Zé Kéti - por Norma Hauer


Ele não nasceu em 6 de outubro de 1921 e sim em 16 de setembro. De seu registro civil consta a data da 6 de outubro o que era cumum, visto que os pais demoravam a fazer o resgistro e, para não pagarem multas registravam com uma data futura.
Recebeu o nome de José Flores de Jesus, mas ficou conhecido como ZÉ KETI, mesmo assim só nos anos 60. Antes era conhecido como Zé Quieto.

E por que Zé Keti? Porque quando ele atingiu o êxito de sua carreira a letra K estava em evidência nos nomes de três presidentes: o do Brasil (Juscelino KUBITSCHECK), o dos Estados Unidos (John KENNEDY)e o da União Soviética (Krushev). Porque ele também não teria K em seu nome?
Assim, ficou conhecido como ZÉ KETI.

Ele nasceu aqui no Rio, no bairro de Inhaúma e como todo menino pobre, exerceu várias profissões, tendo servido durante três anos na Polícia Militar.

Em 1937, morando em Bento Ribeiro, passou a freqüentar a Portela, tornando-se mais tarde um de seus compositores. Desentendo-se com colegas por causa de direitos autorais, transferiu-se para a Escola União de Vaz Lobo. Somente em 1954 regressou à Portela.

Em 1939, levado pelo compositor Luiz Soberano foi conhecer a Casa Nice (não Café,mas Casa) travando conhecimento com os compositores e cantores que faziam ali seu "quartel general" ali.
Apesar disso, ainda não era um nome conhecido, apesar de já ter composto vários sambas.

Foi com o samba "A Voz do Morro", gravado em 1955 por Jorge Gouilart, e que fez parte da trilha do filme "Rio 40 Graus",de Nelson Ferreira dos Santos, que seu nome apareceu, ainda como Zé Quieto.
Jorge Goulart voltou a gravar um samba de Zé Keti em 1960 .Título: "Não Sou Feliz".

Em 1964, com Nara Leão e João do Vale, fez parte do Grupo Opinião.

Em 1967, seu maior sucesso: "MÁSCARA NEGRA", que foi gravado por ele e também por Dalva de Oliveira.
Esse samba ganhou ao primeiro lugar no concurso de músicas carnavalescas estipulado pelo Conselho de MPB do Museu da Imagem e do Som.
Em 1998 recebeu o Prêmio Shell, pelo conjunto de sua obra. Foi homenageado pelos companheiros da Portela, como Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Velha Guarda da Portela.
Foi realizado, no Canecão, um espetáculo por essa homenagem, dirigido pelo jornalista e escritor Sérgio Cabral.

Tendo composto mais de duzentas músicas, destacarei algumas:
"A Dama das Flores"; "A Felicidade Vem Depois";Desquite";"Despedida de Solteiro"; "Samba Folgado";"Diz que foi por aí...";"Desprezo"...

Zé Keti faleceu em 14 de novembro de 1999 aos 78 anos,deixando um vácuo em nossa música popular.
Norma Hauer

RECURSOS PÚBLICOS - NA LUPA DO CARIRI !

Luiz Domingos de Luna*

A Região do cariri vive um momento muito afirmativo de desenvolvimento, no entanto o crescimento econômico na sua conjuntura geográfica, poderia ter um ritmo bem mais acelerado e constante, o que não acontece - Por quê ? Ora, os canais de distribuição de recursos públicos da federação e do próprio estado são muito capilarizados, o que causa na sua trajetória pontos de obstrução por conta de detalhes técnicos, necessários para o bom funcionamento do estado democrático de direito, porém com prejuízo no compasso do tempo as demandas sociais.
Assim, obas, ou serviços que deveriam ser repassadas a sociedade ficam presas no gargalo das instituições, muitas vezes passam meses aguardando um carimbo, uma quitação, uma assinatura.(....) Enfim, um detalhe, neste ínterim é comum à população e, mesmo parte da mídia, partir para cobrança de forma exagerada, na maioria das vezes, usando uma linguagem de naturalização grosseira, não condizente com o processo desenvolvimentista global, assim, todo o conjunto emperra, e a sociedade com justa causa sempre a procurar um culpado pelo engessamento da concretude das ações públicas, na falta de atitude dos agentes públicos, "é pleno ser a verdade".
Este raciociocínio simplista em nada contribui para o crescimento das cidades satélites do cariri cearense.
Os parlamentos mirins do cariri, via de regra, estão quase sempre esvaziados, plenários totalmente vazios, os edis parlamentares debatendo os problemas das outras cidades entre si. Por que o plenário em dia de sessão não está sempre lotado ?, Por que os sites de fontes geradoras, ou mesmo repassadores de recursos são pouco acessados pela população ? Por que a população não usa os meios democráticos de fiscalização do estado democrático de direito ?. Ora, mas alguém pode argumentar que a classe política esta desacreditada, sim, mas quem elege a classe política.
Por que não se faz um estudo prévio e bem acentuado do testemunho de vida dos futuros gestores públicos ? E na sequência, a participação política de fato e de direito, ao invés de ficar somente nesta cantilena de lançar pechas sociais na classe política que em nada contribui, para o desenvolvimento social, político, econômico, turístico (...) da linda região do cariri cearense.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra - Aurora

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pensamento para o Dia 06/10/2009


“Você não necessita ir a parte alguma para procurar Deus. A Divindade está dentro de você. Assim como existem vários membros no corpo que são mantidos vivos por um único coração, o mesmo Deus é a força-vital para todos os seres. O universo inteiro é o reflexo do Ser Supremo. A visão (Dhrishti) determina sua percepção da Criação (Shrishti). Quando você olha o mundo através de lentes coloridas, você verá tudo com a cor das lentes que estiver usando. Você deveria considerar o que quer que aconteça como um presente de Deus. Amor é Deus. Viva em Amor. Essa é a maneira adequada de adorar Deus.”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

As Histórias dos Outros: III - Locutores – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Já vai longe a fase de ouro do rádio, onde os locutores tinham uma bela voz, leitura corretíssima, dicção e entonação perfeitas. Cresci escutando as rádios do Rio e São Paulo e invejava as vozes de Oduvaldo Cozzi, Jorge Cury, Carlos Frias, Luis Jatobá, Heron Domingues, César de Alencar e tantos outros. Às vezes me surpreendia sonhando ser um locutor famoso. Em fevereiro de 1967, eu estive perto desse sonho. Enquanto aguardava o resultado do vestibular, ouvi um anúncio na Rádio Cultura da Bahia, que aquela emissora estava realizando testes para novos locutores. Não pensei duas vezes: fiz minha inscrição e na mesma hora, o diretor da rádio me mandou fazer uma redação. Meio nervoso e suando muito, passei quase uma hora para escrever sobre o massacre que era o vestibular para os estudantes. Apavorei-me com uma velha máquina remington, cujas teclas saltavam algumas letras, quando tocadas com mais força, obrigando-me a reiniciar o trabalho várias vezes. Para minha surpresa, fui aprovado no teste de redação, devendo comparecer no dia seguinte para o exame de locução. Acontece que entre um dia e outro, o resultado do vestibular saiu e eu já me sentindo engenheiro, desisti de ser locutor, trocando um sonho por outro maior, assim pensava então. Ainda hoje, eu acredito firmemente que a radiofonia baiana nada perdeu com essa minha decisão.

Sonhos de locutores são muitos. O jornalista cratense Osvaldo Alves de Sousa, em seu livro “Tipos e Ditos Populares do Crato de ontem e de hoje”, à página 80, nos revela duas histórias de jovens que sonhavam em ser locutores da Rádio Araripe do Crato.

Segundo Osvaldo, o saudoso Elói Teles era muito assediado pelo soldado Saraiva que desejava ser locutor. Para se ver livre, Eloi disse ao militar que se ele conseguisse dois milhões de cruzeiros de patrocínio, teria a grande chance de ser locutor. Naquela época, essa era uma tarefa tida como impossível até para os mais experientes publicitários. Para surpresa do “Seu Elóia”, menos de oito dias depois, o soldado Saraiva chegou com os contratos de publicidades perfazendo o total da quantia estipulada. Imediatamente “Seu Elóia” marcou a estréia do policial para cinco horas da tarde daquele mesmo dia, um domingo, num programa cujo título era “Sambão e Zebrão”, que misturava diversos tipos de sambas com os resultados do futebol. Ao iniciar o programa, eis que chega a notícia da morte do papa Paulo VI. E o nosso Saraiva manda ao ar essa pérola de noticia: “Atenção Crato! Alô Brasiiiil! Deu zebra no Vaticano! Acaba de morrer agorinha mesmo o Papa Dom Paulo Meia Dúzia!”
Ao ser indagado se Elói ouvira o “furo” que o Saraiva tinha dado, assim respondeu o então diretor daquela emissora: “Furo uma ova! Aquilo foi um arrombamento! (1)

Mazim era um funcionário da Radio Araripe que também sonhava ser locutor. Era continuo e depois controlista. De tanto insistir para ser promovido a locutor, o gerente da rádio autorizou que ele entrasse no ar sempre que estivesse na rua e acontecesse alguma notícia, algum fato de interessasse da população. Nesse mesmo dia, ao se aproximar de sua residência, Mazim avistou uma grande multidão na frente da sua casa e das vizinhas. Ao se inteirar do que ocorrera, anotou tudo numa cadernetinha e correu para um telefone público. “Tenho uma notícia importante e urgente, por favor, me bota aí no ar agora mesmo!” Disse Mazim para o locutor do horário. Ao ser atendido, mandou brasa: “Senhoras e senhores, acaba de ocorrer um suicídio aqui no bairro do Seminário. O pedreiro José Antonio da Silva acaba de dar um tiro no peito, pondo fim à sua própria vida. Esta foi sua terceira tentativa. Antes ele cortou os pulsos, mas atendido às pressas no Hospital São Francisco se recuperou. Meses depois ele ingeriu dezenas de caixas de comprimidos de melhoral, mas os médicos fizeram uma lavagem estomacal e salvaram sua vida. Agora, senhoras e senhores, Zé Antonio morreu mesmo, realizando seu grande sonho! Um tiro no peito, foi êxito total!” (2)

Mazim obteve também êxito total na sua tentativa de se tornar locutor e hoje aposentado é o conhecido radialista Luzimar Rodrigues Leite.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

NOTAS: 1 e 2: Adaptados de “Tipos e Ditos Populares do Crato de Ontem e de Hoje” de Osvaldo Alves de Sousa,páginas 80 e 81-Editora Moderna, Crato – CE, 2000

domingo, 4 de outubro de 2009

Um breve toque feminino - Claude Bloc


Domingo
____________________________

Manhã de domingo
Zênite
nessa esfera celeste
Que azula o céu
E se mistura
Aos suspiros da lua
.........E pelas gretas do tempo
.........E pelas frestas da vida
.........Deixo escorrer
.........Em minha’alma
A água
..... O córrego
A condição humana
..... De sentir o reverso do sonho
Seu sussurro vaporoso
..... A contundente verdade
O limiar entre a dor e a saudade.


Por Claude Bloc

Cântico das Criaturas

Hoje, 4 de outubro,  comemoramos o dia de São Francisco de Assis. Nascido em 1181 ou 1182, em Assis, na Itália, Francisco era filho de um próspero comerciante(Pietro Bernadone dei Moriconi ) com uma nobre(Pica Bourlemont). Sentindo o chamado de Deus, o jovem Francisco, por volta dos 24/25 anos abandona toda a riqueza e passa a viver como pobre, reconstruindo igrejas, pregando o evangelho e louvando as criaturas de Deus. Morreu em 3 de outubro de 1226, sendo sepultado na Igreja de São Jorge Assis. Foi canonizado em 1228, sendo determinado o dia 4 de outubro para lhe render homenagens. Em 25 de maio de 1230, os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.



Cântigo das Criaturas

Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas.
Especialmente o senhor irmão Sol
Que clareia o dia
E com sua luz nos ilumina
E ele é belo e radiante,
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Lua e as Estrelas
Que no céu formastes claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor
Pelo irmão Vento.
Pelo ar, nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.

Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jovial
E vigoroso e forte

Louvado sejas, meu Senhor
Por nossa irmã, a mãe Terra
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas.
Especialmente o senhor irmão Sol
Que clareia o dia
E com sua luz nos ilumina
E ele é belo e radiante,
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Lua e as Estrelas
Que no céu formastes claras
E preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor
Pelo irmão Vento.
Pelo ar, nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.

Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jovial
E vigoroso e forte

Louvado sejas, meu Senhor
Por nossa irmã, a mãe Terra
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.

Uma Homenagem a "Voz" da Canção de Protesto Latino-Americana



Nascida em 9 de junho de 1935, Mercedes Sosa foi dona de uma das vozes mais representativas do cancionário popular argentino e da América Latina e gravou mais de 40 álbuns.

A cantora gravou diversos duetos com artistas brasileiros, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa, Milton Nascimento, Fagner e Beth Carvalho.

Outras estrelas internacionais com as quais dividiu os palcos foram Luciano Pavarotti, Sting, Lucio Dalla, Nana Mouskouri, Tania Libertad, Joan Baez, Andrea Bocelli, Alfredo Kraus, Konstantin Wecker, Silvio Rodríguez, Pablo Milanés, Luz Casal, Ismael Serrano e Shakira.

Sosa foi herdeira e símbolo de um movimento de música folclórica com forte compromisso político que teve como grande nome Atahualpa Yupanqui, que morreu em Paris em 1992.

Ativista política, entre os grandes momentos de sua carreira figuram as apresentações que fez na Capela Sistina do Vaticano (1994), no Carnegie Hall de Nova York (2002) e no Coliseu de Roma (2002) para pedir pela paz no Oriente Médio, ao lado de Ray Charles, entre outros.

"Foi a voz dos que não tinham voz na época da ditadura (1976-1983) e levou a angústia pelos direitos humanos na Argentina a todo o mundo", declarou o músico Víctor Heredia, cantor e compositor de algumas músicas que ficaram famosas na voz de Mercedes Sosa como "Razón de Vivir".

Sosa lançou recentemente o álbum duplo "Cantora" e foi indicada este ano para o Grammy Latino por melhor álbum e melhor cantora de álbum folclórico. Nesta obra ela dividiu espaço com artistas como Joan Manuel Serrat, Luis Alberto Spinetta, Caetano Veloso, Shakira, Gustavo Cerati, Charly García, Calle 13 e Joaquín Sabina.

A presidente chilena Michelle Bachelet enviou uma mensagem de admiração à artista, que considerou "a voz mais vigorosa da América latina".

Sosa era considerada uma das maiores difusoras da obra da cantora e compositora chilena Violeta Parra, depois de transformar "Gracias a la vida" em seu tema emblemático.

"Como vocês sabem, 'Gracias a la vida' é uma canção nossa, mas também universal. Há múltiplos artistas de vários países que a gravaram e a tornaram famosa e uma destas vozes é a de Mercedes Sosa", destacou Bachelet.

"Nasci em Tucumán e vivo em Buenos Aires. Sou cantora. Sou viúva. Tenho um filho, Fabián Ernesto, e duas netas. Dirijo um Audi pequeno. Fiquei muito doente e me reencontrei com Deus. Sou progressista. Sou embaixadora do Unicef", se autodefiniu Sosa em uma entrevista em 2000.

O corpo da cantora será cremado e as cinzas espalhadas em sua cidade natal de Tucumán, em sua adotiva Mendoza e na capital Buenos Aires, informou a família.

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Canción Con Todos
Mercedes Sosa
Composição: Armando Tejada Gómez Y César Isella

Salgo a caminar
Por la cintura cósmica del sur
Piso en la región
Más vegetal del tiempo y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de América en mi piel
Y anda en mi sangre un río
Que libera en mi voz
Su caudal.

Sol de alto Perú
Rostro Bolivia, estaño y soledad
Un verde Brasil besa a mi Chile
Cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña América y total
Pura raíz de un grito
Destinado a crecer
Y a estallar.

Todas las voces, todas
Todas las manos, todas
Toda la sangre puede
Ser canción en el viento.

¡Canta conmigo, canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz!

e...

e ser somente emoção
ilha a milhas da razão

toda ciência do mundo
só servirá para arrancar-me
da cama montada de enfermidade
e levantar e ver a claridade da rua

o calor na pele dos muros
se junta ao brilho dos alfanjes

nos becos algaravia
numa dança com o rosto do regente
concentração de notas
que suas mãos espalham
desenho de música no espaço

o olhar do mouro sem granada
sua alma gravada no flamenco
as mil facetas do tempo
as mil facetas do tempo

(........................................)

na calçada em frente ao banco
o menino estremece
ao duro olhar
lançado contra o que seria
e ali mesmo se perdeu
como tudo o que se perde
no extravio do amor

por favor, que horas são?

Pensamento para o Dia 04/10/2009


“Todos deveriam reconhecer a unidade do princípio do Atma que existe em todos os seres. A boa companhia (Satsang) é essencial para entender essa unidade. Boa companhia não quer dizer associação com pessoas boas, devotos ou aspirantes espirituais. As pessoas reúnem-se em tais congregações e acreditam que estão em boa companhia. Mas esse não é o verdadeiro sentido do termo Satsang, porque as pessoas que você pensa serem boas podem se tornar, um tempo depois, más. Elas estão destinadas a mudar. Como tal associação temporária pode conferir felicidade duradoura? ‘Sath’ é aquilo que é invariável em todos os três períodos de tempo: passado, presente e futuro. O termo refere-se ao princípio do Atma. Viver sempre na companhia de Deus é a verdadeira boa companhia.”
Sathya Sai Baba

sábado, 3 de outubro de 2009

Pensamento para o Dia 03/10/2009


“O homem é o depósito de cada mineral, metal e energia que a Terra contém. Ele possui as energias elétrica, magnética e muitas outras formas de energia. Lamentavelmente, o homem não compreende isso. Existe a imensa força da Divindade latente nele que o capacita a fazer qualquer coisa que estabeleça em sua mente. As várias realizações humanas são simples vislumbres do extenso potencial que está latente no homem. Tudo o que ele necessita é ter a vontade e a determinação para realizar esta força e este potencial.”
Sathya Sai Baba

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AVANÇA CARIRI !!!

Luiz Domingos de Luna*

A região do cariri cearense sempre foi um núcleo muito coeso, tendo inclusive, inúmeras manifestações artísticas, culturais, religiosas (...) que permeiam no tabuleiro histórico pontos firmes de identidade, muitas vezes, beirando ao bairrismo: porém, sempre dentro de uma linha afirmativa de desenvolvimento nuclealizada que irradia luz para todas as cidades que formam este espaço geográfico, já, devidamente, revestido de uma cultura bem consolidada no espaço tempo.

A criação da região Metropolitana do Cariri é sem dúvidas um renascimento muito afirmativo para “no vislumbre de um mundo globalizado” a necessidade de canais legalizados, onde os recursos possam fluir naturalmente, no processo interativo de desenvolvimento global do cariri, porém, aí é que de fato, reside o perigo. Explico: O Bairrismo de forma afetada forma uma ideologia, mais do que isto, uma bandeira, mais do que isto, uma doutrina, ás vezes até uma xenofobia emocional direcionada, o pior é quando a xenofobia é direcionada a uma cidade, a política, a economia, a razão de ser do conjunto, o eixo, a sagração do trono do rei, o ponto máximo.

O Poder concentrado e diluído em uma única cidade, porém, vejo que a região Metropolitana do Cariri é um ponto de difusão de desenvolvimento para todas as cidades satélites que formam a região do cariri cearense, ou seja, do seu núcleo são irradiadas todas as formas afirmativas de desenvolvimento para o bem comum de todo o conjunto carirense, pois, com certeza é o que pensa, presumo todas as cidades satélites desta linda região no sul cearense. Porém, não poderia haver algo de mais danoso do que o pensamento mesquinho e egoísta de que é preciso fazer uma metrópole implodindo as demais cidades, com um raciocínio medíocre de que o cariri não comporta mais de uma metrópole, quem pensa assim, conspira contra o cariri, contra a globalização e, por fim, contra o pulsar de crescimento econômico na querida região do cariri cearense.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora.

Cariri Cangaço – Uma grande Construção Coletiva

Nosso cariri recebeu nos últimos dias, exatamente 74 personalidades do universo do estudo do fenômeno Cangaço, do Brasil. De 22 a 27 de setembro tivemos a oportunidade de ter em nossa região os mais variados olhares e as mais variadas análises sobre este fenômeno que tanto marcou a face deste lado do nordeste brasileiro.
Suas origens, causas, reflexos e conseqüências, que ainda hoje são visíveis por entre as mazelas que tanto castigam o nosso sertanejo, principalmente os que vivem mais distantes dos centros desenvolvidos.

O sentimento que norteou a criação do Cariri Cangaço, não foi outro senão, o desejo de proporcionar ao maior número de pessoas, notadamente aos mais jovens, uma oportunidade de conhecer mais de perto tão instigante e polêmico tema; a partir de um conjunto de palestras e debates que contou com a participação de vários profissionais, das mais variadas áreas. A antropologia, a sociologia, a história, a política, a medicina, a crença popular, o mito, a fantasia e a realidade, se uniram para subsidiar as muitas afirmações e reflexões provocadas ao longo do seminário. Humildemente espero que aqueles que tiveram a oportunidade de terem estado conosco ao longo do seminário, tenham se sentidos contemplados.

Outro aspecto que nos chama a atenção: A perfeita sintonia e harmonia que norteou os trabalhos de toda a equipe de produção do Cariri Cangaço. A partir dessa nossa iniciativa vieram se somar a Universidade Regional do Cariri – URCA através da Pró-Reitoria de Extensão, a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC, as prefeituras municipais de Crato; Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha; o Instituto Cultural do Cariri – ICC, o Instituto Cultural Vale do Cariri – ICVC, o Centro Pró-Memória Josafá Magalhães, e ainda o apoio vital do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura, do Centro Cultural Banco do Nordeste, do SEBRAE, do SESC Ceará, da Expresso Guanabara, do Grupo São Geraldo, da Gigi Tecidos, do Hotel Vila Real e do Panorama Hotel. Sem esses parceiros não teríamos realizado o Cariri Cangaço. Foram três meses de preparativos, 438 inscritos, 167 profissionais envolvidos, apresentação de 19 grupos artísticos tradicionais, 41 visitas técnicas aos principais pontos turísticos da região e uma certeza: Valeu a pena.

Com o mais sincero sentimento de gratidão, gostaríamos de em nome de toda a organização do Cariri Cangaço; dizer muito obrigado ao bom povo do Cariri. Parabéns a todos!

Manoel Severo –
Curador e Coordenador Geral do Cariri Cangaço

Pachelly Jamacaru no programa Cariri Encantado de logo mais


O programa Cariri Encantado de logo mais (14 às 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri) terá Pachelly Jamacaru como convidado.

Pachelly é um dos mais importantes artistas do Cariri. Cantor, compositor, músico, poeta e fotógrafo, Pachelly está em cena desde meados dos anos de 1970, quando, ainda garoto, integrava o Grupo Nessa Hora, liderado pelo seu irmão Abidoral Jamacaru, e assíduo participante dos famosos festivais da canção, realizados no Crato. Por sinal, em 1978, na última edição do Festival, Pachelly foi o vencedor com a música "Não haverá mais um dia", posteriormente registrado no disco Massafeira, que reuniu grande parte da então nova geração musical do Ceará. O projeto Massafeira foi coordenado pelo cantor Ednardo, do Pessoal do Ceará.

Pensamento para o Dia 02/10/2009


“A educação deveria estar divorciada dos empregos. Seu propósito deveria ser a aquisição do conhecimento mais elevado (Vijnana). Esse é o conceito sustentado pela cultura da Índia (Bharathiya). Os estudantes só se tornarão cidadãos ideais do país quando desenvolverem autoconfiança e o sentimento de unidade espiritual. Desenvolvam o espírito de sacrifício e tornem-se os defensores da integridade e da honra do país. Vocês devem esforçar-se para promover o bem-estar da sociedade. Evitem idéias de ‘eu’ e ‘meu’. Vocês, então, se tornarão unos com o Divino. Quando se identificarem com todos, vocês obterão alegria infinita.”
Sathya Sai Baba

No Vale das Águas... Fotopoesia, Por Pachelly Jamacaru e Claude Bloc

Dedicado a José do Vale
..........................................

Nada é definitivo
No código das águas
Mornas, lascivas...
Como os pensamentos.
Movidas pelo vento
Marés insondáveis
Passam por mim



E as pedras passivas
Definham em silêncio
E o vento retorna
E passa frenético
Soprando segredos
Á doçura dos lagos



E assim nunca sei
Quando o sonho se achega
E não quero perder-me
Neste sono entre vales
Sobre restos de um tempo
Águas passarão...



Nessas águas correntes
Pelo desvão da vida
A planície repousa
Rastros de tempestade





É que trago comigo
O estigma de outros tempos
Águas que se agitam
Remoendo saudades
Encortinando o céu
Refletindo as estrelas
...E nas águas, os sonhos
Repousam, repousam
E me vem tanto medo,
De perder-me no vale
E na planície restar.



Fotos: Pachelly Jamacaru e poesia: Claude Bloc

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

BANHO DE BACTÉRIAS - YAHOO


(http://br.noticias.yahoo.com/s/01102009/25/entretenimento-banho-bacterias.html)

Qui, 01 Out, 02h12

Por Agência Fapesp

Os chuveiros domésticos oferecem um ambiente propício para a proliferação de micróbios potencialmente patogênicos, que podem ser inalados na forma de partículas suspensas, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Colorado (UC) em Boulder, nos Estados Unidos.

A pesquisa concluiu que cerca de 30% dos chuveiros analisados abrigava níveis consideráveis de Mycobacterium avium, ligada a doenças pulmonares. O patógeno contamina com mais frequência pessoas com sistemas imunológicos comprometidos e, eventualmente, pode infectar também pessoas saudáveis. De acordo com o autor principal do estudo, Norman Pace, professor do Departamento de Biologia Molecular, Celular e de Desenvolvimento da UC, os cientistas analisaram cerca de 50 chuveiros de nove cidades em sete estados norte-americanos.

Não é surpreendente encontrar patógenos em águas da rede pública, de acordo com Pace, mas os pesquisadores descobriram que algumas das bactérias se aglutinam, formando um "biofilme" viscoso que adere ao interior dos chuveiros, em uma concentração mais de 100 vezes maior que a encontrada na água encanada. "Quando a pessoa liga o chuveiro e recebe um jato de água, provavelmente está levando também uma carga particularmente elevada de Mycobacterium avium, que pode não ser muito saudável", disse Pace. O estudo é parte de um esforço maior de sua equipe, cujo objetivo é avaliar a microbiologia dos ambientes internos, com apoio da Fundação Alfred P. Sloan.

Outra pesquisa realizada pelo Hospital Nacional Judaico, em Denver, indicou que houve um crescimento nos Estados Unidos, nas últimas décadas, de infecções pulmonares relacionadas a espécies de bactérias não ligadas à tuberculose, como a Mycobacterium avium. Segundo os autores, esse crescimento pode estar ligado ao fato de a população do país ter passado a utilizar mais o chuveiro e menos a banheira. "A água que jorra do chuveiro pode distribuir gotículas recheadas de patógenos que ficam suspensos no ar e podem ser facilmente inalados, penetrando nas partes mais profundas dos pulmões", afirmou Pace.

Os sintomas da doença pulmonar causada pelo M. avium, segundo o estudo, podem incluir cansaço, tosse seca persistente, falta de ar, fraqueza e sensação geral de mal-estar. "Pessoas com o sistema imunológico comprometido, como mulheres grávidas, idosos e aqueles que estão lutando contra outras doenças, são mais propensas a tais sintomas", disse.

DE OLHO NA ÁGUA

Embora os cientistas tenham tentado testar a presença de patógenos nos chuveiros por meio de cultura de células, essa técnica é incapaz, segundo Pace, de detectar 99,9% das espécies de bactérias presentes em um determinado ambiente.

Uma técnica de genética molecular desenvolvida pelo grupo do pesquisador na década de 1990 permitiu a retirada de amostras diretamente dos chuveiros, isolando o DNA e amplificando-o com utilização da reação em cadeia da polimerase, a fim de determinar as sequências de genes presentes, possibilitando a identificação de tipos de patógenos específicos."Houve alguns precedentes que indicavam que os chuveiros podiam gerar alguma preocupação, mas até esse estudo, não sabíamos o quanto o problema podia ser relevante", disse Pace.

Durante as primeiras fases da pesquisa, a equipe testou chuveiros em pequenas cidades, muitas das quais estava usando água de poço e não encanada. "Inicialmente, achamos que os níveis de patógenos detectados nos chuveiros se deviam a isso. Mas, quando começamos a trabalhar os dados de Nova York, vimos uma grande quantidade de M. avium e o estudo foi revigorado", disse.

Além da técnica de coleta de amostras do chuveiro, a equipe utilizou outro processo: várias duchas foram partidas em pedaços pequenos, que foram revestidos de ouro. Um corante fluorescente foi usado para marcar as superfícies e, com um microscópio eletrônico de varredura, os pesquisadores puderam observar as superfícies em detalhe.
Apesar dos resultados, Pace ressalta que provavelmente não é perigoso utilizar chuveiros para tomar banho, contanto que o sistema imune da pessoa não esteja comprometido de alguma maneira. Segundo ele, como os chuveiros de plástico apresentam uma carga maior de patógenos, os chuveiros de metal podem ser uma boa alternativa. "Há lições a serem aprendidas aqui em termos de como controlar a água e lidar com ela. O monitoramento da água é muitas vezes arcaico. Já existem ferramentas para fazê-lo com mais precisão, de forma mais barata que a utilizada hoje em dia", disse.

MEDICINA E ESPIRITISMO - José Carlos Pereira Jotz

90 anos Sociedade Bezerra de Menezes: ontem, hoje e amanhã

José Carlos Pereira Jotz
Porto Alegre – 2007

O que é saúde e o que é doença à luz da doutrina espírita?

Doença e saúde se referem ao estado em que se encontram as pessoas e não ao estado de órgãos ou partes do corpo.

O corpo físico nunca está só doente ou só saudável, já que nele se expressam realmente as informações da consciência.

O corpo de um ser humano vivo deve seu funcionamento ao espírito que o habita.

Quando as várias funções corporais se desenvolvem em conjunto dentro de uma harmonia, ele se encontra num estado que denominamos de saúde.

Se uma função falha, ela compromete a harmonia do todo e então falamos que ele se encontra em um estado de doença. A doença é a perda relativa da harmonia.

Essa perturbação da harmonia acontece à nível de consciência, que é a parte espiritual do ser, enquanto o corpo é a forma de apresentação dessa desarmonia.

O nosso “não consciente” envia mensagens ao nosso “consciente”, sob a forma de tensões ou sofrimentos físicos e emocionais. Procurando “silenciar” essa tentativa de comunicação, utilizamos medicamentos para acabar com os sintomas, sem perceber o que gerou os mesmos.

Para se dar conta de onde está situada a causa inicial, médicos e pacientes precisam aprender não apenas a perceber o que é visível na luz, mas também identificar o que está escondido na sombra.

Para se dar conta de onde está situada a causa inicial, médicos e pacientes precisam aprender não apenas a perceber o que é visível na luz, mas também identificar o que está escondido na sombra.

Por que médicos e pacientes precisam aprender a perceber onde está a causa inicial?

• Médicos porque têm o papel de orientar. Se não souberem a causa, irão tratar apenas a conseqüência.

• Pacientes porque são os principais interessados e responsáveis por sua cura.
• Origem da desarmonia no perispírito

Sabemos todos que o perispírito:

• É preexistente e sobrevivente à morte do corpo material, transmitindo suas vontades ao corpo físico e as impressões do corpo físico ao espírito;

• Que o envoltório carnal se modela e as células se agrupam de acordo com a forma perispiritual;

• Que as qualidades ou defeitos, faltas, abusos e vícios de existências passadas registrados no perispírito reaparecem no corpo físico como enfermidades e moléstias.

• Inúmeras almas já renascem “adoecidas”, ou seja, com os componentes psíquicos enfermiços. Em grande parte dos casos o componente inicial dessa enfermidade é a falta de auto-amor.

• O amar a si mesmo ainda é uma lição que todos temos que aprender. Muitas reencarnações têm como objetivo precípuo restabelecer o desejo de viver e recuperar a alegria de sentir-se em paz. Uma conseqüência da falta do auto-amor é a depressão.

O que é depressão?

Como se pode conceituar depressão à luz do conhecimento espírita?

Depressão é cansaço de viver, é não aceitar a vida como ela é.

É a “doença prisão” que cassa a liberdade da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos.

É uma intimação de leis da vida convocando a alma a mudanças inadiáveis.

Em tese, depressão é a reação da alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é, estabelecendo um desajuste interior que a incapacita para viver plenamente.

No capítulo “Receituário oportuno” do livro “Escutando os Sentimentos” de Wanderley S. de Oliveira, Ermance Dufaux nos diz ser necessário ingerir três medicações com freqüência:


As emoções e os chakras


Sabemos quando a consciência de uma pessoa está desequilibrada, pois a mesma torna visível e palpável na forma de sintomas físicos ou psicológicos o seu desequilíbrio. Existem desarmonias registradas a nível perispiritual. É o ser humano que está doente (espírito) e não o seu corpo físico.

Como os chakras fornecem energia sutil aos diversos órgãos do corpo, os bloqueios e conflitos emocionais podem resultar num fluxo energético anormal para diversos sistemas fisiológicos. Com o tempo, esses fluxos anormais de energia podem produzir doenças de maior ou menor gravidade em qualquer órgão do corpo.

O stress emocional é um importante fator no processo de produção das doenças. Os conflitos emocionais, os sentimentos de impotência e a falta de amor por si próprio podem ter efeitos nocivos sobre o funcionamento dos principais chakras.

A falta de amor a si ou auto-imagem ruim pode causar bloqueio no chakra cardíaco, o qual, secundariamente, afeta o funcionamento do timo, debilitando o sistema imunológico. Também pode afetar os pulmões contribuindo para as doenças respiratórias.

A forma inadequada de expressar verbalmente o que sente ou a não expressão verbal dos sentimentos internos pode interferir na função do chakra laríngeo. Essa pode ser a causa de muitos casos de amigdalites ou transtornos de tireóide.

Nossas doenças são freqüentemente um reflexo simbólico dos nossos estados internos de intranqüilidade emocional, bloqueio espiritual e desconforto. Isso sugere que a prescrição de medicamentos de efeito rápido, que aliviem apenas temporariamente os sintomas agudos da doença, não é a solução ideal para minorar os problemas do paciente, dentro de uma perspectiva reencarnacionista.

A medicina do futuro deverá ensinar os pacientes a reconhecerem os fatores emocionais e energéticos sutis que podem predispô-los a determinados estados mórbidos. Assim, terá mais facilidade em detectar disfunções nos chakras, corpos emocional, etérico e mental.

Hereditariedade

Por que ficamos doentes se aparentemente fazemos tudo certo?

A hereditariedade existe, mas os registros no perispírito, das experiências passadas da alma (psíquico, intelectual, profissional, moral e emocional), determinam a formação dos órgãos no novo corpo material. A hereditariedade reflete a aproximação por afinidades vibratórias entre os membros de uma mesma família.

Na fecundação, o gameta masculino vitorioso está impulsionado pela energia do perispírito do reencarnante que encontrou nele os fatores genéticos necessários para a programação reencarnatória. Os códigos genéticos da hereditariedade, em consonância com o conteúdo vibratório dos registros, vão organizando o corpo físico.

As enfermidades graves decorrem de faltas passadas e contribuem para o aprendizado, reparação e restauração dos atos inadequados, além da elevação da alma.

Certos acontecimentos e doenças são permitidas pelo plano espiritual para estimular o espírito a cumprir compromissos com a sua jornada evolutiva.

Assim, enfermidades ou acidentes inesperados, carência afetiva, dificuldades econômicas, são meios utilizados para despertar da anestesia da ilusão ou da intoxicação do orgulho, egoísmo, cólera, etc, a que muitos se submetem .

Tabaco, álcool, drogas, excesso no sexo e na alimentação, são de livre opção atual, não incursos originalmente no processo evolutivo de ninguém. Quem a qualquer deles se vincula, colherá o efeito prejudicial, não se podendo queixar ou aguardar solução de emergência.

Energia vital. Como equilibrá-la?

Do ponto de vista energético, o corpo físico debilitado oscila numa freqüência diferente daquela quando em estado saudável.

Quando a pessoa é incapaz de alterar o seu modo energético para a freqüência adequada, talvez seja necessário aplicar-lhe certa dose de energia sutil, o que pode fazer com que seus sistemas bioenergéticos passem a vibrar de forma apropriada.

Existem formas de tratamento que interagem também com a energia do ser humano como a acupuntura, a homeopatia, a antroposofia, a cromoterapia, os florais, os fatores de auto-organização, os elixires de pedras preciosas, o passe magnético, a prece, a água fluída, etc.

No entanto, a medicina não deve ter como foco apenas o tratamento do corpo, pois dessa forma não obterá a cura, mas apenas a melhora dos sintomas.


O ideal é que se possa detectar as doenças num estágio suficientemente precoce para impedir a manifestação física da doença em nível celular.

A doença é o caminho pelo qual o ser humano pode seguir rumo à cura. Quanto maior for nossa compreensão, maior nosso aproveitamento das coisas que nos cercam.

A cura acontece através da incorporação daquilo que está faltando e, portanto, ela não é possível sem uma expansão da consciência.


Responsabilidades de médico e paciente no processo de cura.

Papel do espiritismo

O princípio mais importante para a medicina que trabalha com as vibrações é o conceito de que os seres humanos são sistemas dinâmicos de energia, refletindo padrões evolutivos do crescimento da alma.

O médico não deve ser apenas um agente promotor da cura, mas também um educador. No entanto, o paciente é o principal responsável pela sua cura.

É muito mais fácil tomar um comprimido que proporcione um rápido “conserto” do organismo, do que modificar os hábitos potencialmente insalubres que possam contribuir para o problema da saúde.

Cada ser humano é responsável pela busca do seu equilíbrio e da sua harmonia. O espiritismo auxilia no tratamento da consciência humana, lhe apresentando novos valores, educando o espírito.

Muitos pacientes só adotam hábitos mais saudáveis após algum acontecimento traumático ou o diagnóstico de uma doença grave.

O médico do futuro combinará o conhecimento científico e o conhecimento espiritual a fim de promover a cura em todos os níveis.

FIM
Todos que desejarem acesso ao conteúdo desta apresentação enviem e-mail para
josejotz@yahoo.com.br
indicando no assunto “Palestra Medicina e espiritismo”
OBRIGADO

BIBLIOGRAFIA
- Porque adoecemos? Novos horizontes do conhecimento médico espirita - Associação Médico Espírita de Minas Gerais.
- Porque adoecemos? Volume II Principios para a medicina da alma. Associação Médico Espírita de Minas Gerais.
- Doenças, cura e saúde a luz do espiritismo. Geziel Andrade.
- Medicina Vibracional. Uma medicino para o futuro. Richard Gerber.
- Escutando os sentimentos. Wanderley S. de Oliveira.
- Diga-me onde doi e eu te direi por quê. Michael Odoul. Editora Campus.


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Prof. Bernardo Melgaço da Silva (coordenador do Núcleo de Estudos sobre Ciência, Espiritualidade e Filosofia - NECEF da URCA). Nesse momento estou de licença para tratamento de saúde no Rio de Janeiro (e-mail: bernardomelgaco@hotmail.com). Eu recomendo também os seguintes livros e videos:

a) Medicina Vivracional: Medicina do Futuro (Médico e Pesquisador Richard Gerbert);
b) Mãos de Luz (Física e ex-pesquisadora da NASA, Barbara Ann Brenam);
c) As 7 Leis Espirituais do Sucesso (Médico e Pesquisador Indiano e residente no Estados Unidos Deepak Chopra);
d) O Ponto de Mutação (Físico e Pesquisador Fritjof Capra)
e) Quem Somos Nós (Vários especialistas, pesquisadores e PhDs que buscam uma conexão entre a ciência moderna (principalmente a Física Quântica) e a Espiritualidade Consciente;
d) Universo Autoconsciente (PhD em Física Quântica com vários livros e artigos de divulgação internacional, Ami Goswami;
e) Entrevista com Ami Goswami no programa RODA VIVA (programa de TV brasileira - eu tenho uma cópia em DVD e posso disponibilizar para quem desejar se atualizar sobre o tema);
f) Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado(COPPE/UFRJ)do Prof. Bernardo Melgaço - tenho cópia em CD;
g) O Fluir da Virtude e da Retidão: Dharma Vahini (mestre espiritual indiano Bhagavan Sri Sathya Sai Baba – Publicação Sai – para maiores esclarecimentos acesse o site dessa Fundação).

O Palanque é nosso!

Conferência Municipal da Cultura do Crato

Dia 02/10/2009 ( sexta-feira)
Horário: Das 8h às 17 horas
Local: Auditório do Centro Cultural do Araripe – REFSA


Camaradas, companheiros, artistas, brincantes, produtores e amigos,

Estamos num momento de mobilização para a Conferência Municipal da Cultura no Crato que será nesta sexta-feira, a partir das 8 horas (manhã), no Auditório do Centro Cultural do Araripe REFSA.

Lamentamos e discordamos do processo de divulgação da conferência que foi divulgado de “ultima hora”, ou seja, no dia 30 de agosto.

Entendemos que esse é um momento importante para discutir as demandas das políticas públicas para a cultura e que deve ter ampla mobilização e divulgação.

Neste sentido, o Coletivo Camaradas estará empenhado em construir, mobilizar, divulgar e articular com amplos setores da sociedade o êxito desta Conferência como parte integrante de construção do Plano Nacional de Cultura. Esse é um dos passos para fortalecer a política pública que vem sendo consolidada no país, o que repercute diretamente nos municípios e estados.

Saudações culturais,


Alexandre Lucas
Coordenador do Coletivo Camaradas

Metrô do Cariri será inaugurado em novembro



Estação do crato é uma das mais avançadas durante a construção do metrô de superfície (Foto: Elizângela Santos)


Depois de quatro anos, o metrô de superfície, entre as cidades do Crato e Juazeiro do Norte, será inaugurado

As obras de construção das estações do metrô de superfície, que ligará as cidades de Crato e Juazeiro, deverão avançar para que a inauguração realmente ocorra no dia 24 de novembro. Esta data foi definida em Brasília, na última terça-feira, em reunião do governador Cid Gomes, com o ministro das Cidades, Márcio Fortes. O projeto do metrô do Cariri começou a ser desenvolvido no segundo semestre de 2005, ainda no governo de Lúcio Alcântara, com o objetivo de oferecer o transporte de passageiros sobre trilhos, ligando os dois municípios.

Facilitar a movimentação entre as duas cidades está entre os objetivos para consolidar a formação da Região Metropolitana do Cariri. No processo de urbanização da região, Crato e Juazeiro são as cidades mais desenvolvidas. Serão inaugurados pelo governador Cid Gomes 13,6 quilômetros de extensão da linha e as nove estações ao longo do percurso. A previsão é que o metrô do Cariri tenha uma demanda inicial de cinco mil passageiros por dia. O projeto teve investimento em mais de R$ 25 mil. Uma das estações mais desenvolvidas é a do Crato, nas proximidades da antiga estação de trens do município.

Mesmo com as obras avançadas, ainda está faltando a coberta e os funcionários afirmam que, para concluir os trabalhos no prazo previsto pelo governo, é necessário que seja redobrada a carga horária dos serviços.

O percurso de Juazeiro do Norte a Crato será feito em 28 minutos por veículos leves sobre trilhos (VLTs). São duas composições com tração a diesel hidráulico mecânica, formado por dois carros equipados com ar condicionado, com passagem tipo "gangway" e capacidade de transporte de 330 passageiros por composição. A velocidade máxima atingida pelo VLT é de 60 km/h. Os trens foram fabricados pela empresa Bom Sinal, do município de Barbalha, também no Cariri.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER (DIÁRIO DO NORDESTE)