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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DE PROFECIAS E DE BUSCAS - Por Zé Nilton





Encontramo-nos no interior de um
novo ciclo - um dos semitons da grande ressonância - que teve início
em 3114 anos AC e que se completará
em 2012.






A Grande Força nos encaminha, através do alinhamento galáctico, para o novo, que não é a morte do velho...






Mas o renascer de uma nova era, que trará finalmente a redenção do homem com o mundo, com a natureza e consigo mesmo.






A pomba da paz virá radiante, e as
trombetas anunciarão a voz do grande guardião, que cantará: Deus vos salve o relógio que andando atrasado serviu de sinal ao verbo encarnado...




Daqui de onde estou, no "Rancho a Morada da Vida", a 910m acima do nível do mar, no interior da sagrada Chapada do Araripe, após contemplar o luar de dezembro, desejo a todos os amigos um Natal cheio de luz e que no Ano Novo venhamos a convergir para a manutenção do amor em nossos corações.




Por Zé Nilton

Feliz Natal - Por Océlio Teixeira

Queremos aproveitar o momento para desejar a todos os colaboradores, leitores e leitoras deste Blog um Natal muito especial, com a mensagem da missão de Cristo, presente em Lucas, 4:18-19.

"O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor”.

Feliz Natal e um Ano Novo cheio da presença de Deus, qué o Caminho, a Verdade e a Vida.

São os votos de Océlio e Maria da Paz

O Clero de Bom Humor – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O Padre Gilson, ao celebrar missa na Lagoa Redonda, um bairro da periferia de Fortaleza, ouvia uma resposta diferente para a tradicional saudação: “O Senhor esteja convosco”. Apurou bem os ouvidos e notou que uma velhinha, que sentava no banco da frente, assim respondia a essa oração: “Ele está com medo de nós”.
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Padre Pita, um irmão do nosso inesquecível Padre Lauro, era também muito apegado à sua carteirinha de cédulas. Quando rezava a missa das nove horas do domingo, em Fortaleza, ao pronunciar o “eu pecador” e dizer: “porque pequei muitas vezes, por minha culpa,” (bateu com a mão nos peitos e sentiu falta da carteira), imediatamente colocou as mãos sobre os dois bolsos laterais da batina, enquanto dizia: “por minha tão grande culpa”, (e a carteira também não estava lá). Por fim, prosseguiu a oração levando as mãos aos dois bolsos de trás, exclamando: “por minha máxima culpa”. Gritou: “Roubaram minha carteira!”
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Os alunos do Curso Cientifico do Colégio Diocesano do Crato viram um jumento roendo tocos de capim de burro pelos cantos do meio-fio da Rua Nelson Alencar. Conduziram o animal até a sala de aula, durante o intervalo do recreio. O Padre David entrou para aula de Física, fez de conta que não viu o animal na sala e ministrou sua aula com toda tranqüilidade possível, como era seu costume. Ao final, foi até o local onde o jumentinho a tudo assistia com redobrada atenção e assim falou para o burrico: – “Avise aos seus colegas que na próxima aula vai haver prova.”
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Anualmente, o saudoso Padre Murilo celebrava a páscoa dos funcionários da Coelce em Juazeiro do Norte. Entre as inúmeras virtudes das quais ele era possuidor, uma eu admirava muito, pois assim como eu, ele era torcedor do Vasco da Gama do Rio de Janeiro. Em 1988, a páscoa ocorreu depois de um jogo decisivo do Vasco contra o Flamengo. O Vasco sagrou-se campeão carioca, ao vencer seu rival com um único gol marcado pelo jogador Cocada, um ex-flamenguista. Na benção final da missa, após pronunciar a mensagem: “Ide em paz, que o Senhor vos acompanhe”, o Padre Murilo emendou: “Agora vocês vão para casa, comam uma cocada e bebam um copo d’água.”
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Dario Maia Coimbra, mais conhecido pelos juazeirenses por “Darinho”, devia vinte cruzeiros a um amigo que faleceu, sem que antes ele tivesse pagado tal dívida, naturalmente corroída pela inflação. Então ele foi se informar com o Padre Murilo, se ele poderia celebrar uma missa pela alma do seu credor com o dinheiro daquela dívida, e mandar o que sobrasse para os familiares do morto. Padre Murilo lhe respondeu que com aquela quantia não daria para celebrar nem meia missa. – “Nem mal celebrada?” – Insistiu Darinho. – “Nem celebrada por mim.” – Respondeu Padre Murilo.
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Padre Quinderé, talvez o mais espirituoso dos sacerdotes cearenses, chegou atrasado para celebrar a missa das seis horas na Igreja do Carmo. Quando vestia os paramentos na sacristia, uma velhinha se aproximou pedindo para que ele a ouvisse em confissão, pois não desejava passar um dia sem comungar. Ele lembrou-se que a confessara na tarde anterior e perguntou: “Criatura de Deus, que pecado tão grave você cometeu de ontem para hoje?” Então a beata perguntou: “Padre, eu queria saber se ventar na Igreja é pecado?” – “Depende, se não apagar as velas, pode ventar à vontade.”
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Os vizinhos do Padre Quinderé estavam escandalizados com o que se passava na casa do sacerdote, situada numa esquina. Então convocaram um senhor muito católico para ir falar com ele. “Monsenhor, desculpe-me vir até aqui ocupar seu precioso tempo. Mas está acontecendo uma coisa na sua casa, que está chocando toda a vizinhança. Temos certeza que não é do seu conhecimento.” – “Explique-se logo homem.” – Suplicou-lhe o padre, com muita curiosidade. – “É que a Maria, sua cozinheira, deixa a janela do quarto do oitão somente encostada e depois das dez horas da noite, o namorado dela entra no quarto pela janela.” O padre agradeceu a informação e prometeu tomar as providências. Cedo da noite, armou uma rede no quarto do oitão e disse para a empregada: “Maria hoje eu vou dormir aqui. Você vá dormir no seu quarto.” – “Mas padre, e o leite que eu recebo do leiteiro todas as manhãs pela janela?” – Perguntou-lhe a empregada. – “Vá receber pela porta da frente.” – Dito isso, o padre deitou-se e aguardou até as dez horas da noite. Ouviu a janela ser aberta e fez-se dormindo. O namorado da Maria foi direto para rede e passou a mão por baixo. O padre levantou-se de um só pulo e disposto a enfrentar o invasor, perguntou: – “Que é que você está fazendo aqui, rapaz?” – “Padre Quinderé, desculpe se eu lhe acordei, mas eu só queria saber que dia é hoje?”– Gaguejou o namorado da Maria. – “E você está pensando que o meu “fiofó” é calendário? ”– No dia seguinte, Maria não amanheceu mais na casa do padre.
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Padre Quinderé, no final da vida, retirou-se para Maranguape, sua terra. Definhava a olhos vistos, estando em pele e osso, além de cego. O Arcebispo de Fortaleza foi visitá-lo. Para confortá-lo disse: – “Padre Quinderé, o senhor é um homem feliz. Está preste a atravessar os umbrais do Paraíso e falar com Jesus, contemplar a face de Deus.” E o padre, com a voz quase inaudível, sussurrou: – É, mas Maranguape é tão bonzinho!”


NOTA: Monsenhor José Alves Quinderé foi um sacerdote de extraordinárias virtudes, aliada a alegria de viver consolidada pela fé na ressurreição. Ex-professor de Latim do Liceu do Ceará, fundador do Colégio Cearense, deputado estadual em duas legislaturas e secretário do Arcebispo de Fortaleza, Dom Manoel da Silva Gomes.
Para saber mais sobre o Padre Quinderé, recomendo aos amigos a leitura do livro: “Padre Quinderé, o Apóstolo da Alegria.” de Fernanda Quinderé, Edições ao Livro Técnico, Fortaleza – 2004.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Copiando tudo e pirateando sempre

Por Alexandre Lucas*


O direito a liberdade, a diversidade e ao conhecimento da produção cultural e cientifica da humanidade é furtado pela lógica do mercado capitalista. Um punhado de empresários que formam a grande industrial cultural monopolizam os gostos, os hábitos e impõem a ideologia dominante, como ferramenta para desarmar as camadas populares de uma concepção ampla e critica da realidade. O Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos é negligenciado a todo vapor, ou será que gozamos do artigo que diz “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

Uma cultura feita em laboratório e produzida em escala maciça sinaliza para o que Karl Marx apontava “A produção cria o consumidor...A produção produz não só um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto” é neste contexto que é determinado os bens de consumo da alma, como afirma Edgar Morin ao referir-se a industria cultural “A produção cultural é determinada pelo próprio mercado”.

A grande barreira é de ordem econômica. O segmento da indústria cultural, que inclui o mercado editorial, musical, audiovisual, os veículos de comunicação, dentre outros são beneficiado com impostos diferenciados, ou seja, impostos menores, comparadas a outros segmentos da economia. Entretanto, o grande público, não é beneficiado com essa diferenciação, ficando a mercê desta perversa façanha burguesa, tendo em vista que os diversos aparatos jurídicos e a visão mercantilista são avessos a acessibilidade e a democratização da produção cientifica e cultural como componentes para emancipação humana.

O acesso aos bens culturais, ainda continua sendo um grande privilégio para poucos. As camadas populares não tem acesso as salas de cinema, ao livro, ao CD, ao DVD, a internet, a pluralidade e diversidade das linguagens artísticas, as descobertas e aos benefícios da ciência e da tecnologia, pois o acesso é escasso e caro. Vale destacar que existem de fato diversas conexões que sustentam essa exclusão, dentre elas, a legislação do direito autoral, a de concessão para funcionamento das Rádios e TV, a lei que dispõe sobre patentes e o financiamento público para uso privado, a exemplo dos recursos destinados as universidades para pesquisa cientifica e que posteriormente beneficia os grupelhos de empresários ou os recursos públicos que são destinados a produção cinematográfica, que após os filmes prontos, a sua circulação ocorre nas arquibancadas dos Shoppings Centers da vida capitalista.

Por outro lado cria-se o dissenso popular e a alternativa contra o mercado e a favor da democratização da produção cultural e cientifica, notoriamente multiplicam-se as formas de possibilitar que o livro possa ser barateado, através da fotocópia, que a música e o cinema possa ser adquirido por valores acessíveis em qualquer calçada e a internet tornou-se a grande hospedeira de baixo custo que disponibiliza instantaneamente um vasto e infinito acervo bibliográfico, cinematográfico, musical, pictórico, fotográfico, etc. A quem defenda que isso seja uma ilegalidade e criem obstáculos e mecanismos de repressão para impedir esses avanços. Esses são certamente os que estão do lado oposto da emancipação humana e concretamente afinados com os interesses homem/mulher mercadoria.

Concomitantemente, a defesa desta suposta ilegalidade devemos travar uma batalhar pela modificação da legislação atual para que aponte e que reconheça a produção cientifica e cultural como patrimônio da humanidade e que para ela esteja a serviço. É preciso subverter a infame mentalidade privada/capital, impondo uma luta contra a ilegalidade social que é legitimada pela lei mercadológica.

Se a lógica é outra, a nossa também tem que ser outra. Por isso na conjuntura atual só podemos concluir que copia e pirataria é difusão cultural.

*Coordenador do Coletivo Camaradas, pedagogo e artista/educador.

Pensamento para o Dia 21/12/2009


“A vida sustentada pelo alimento é curta; a vida sustentada pelo Atma é eterna. Não reivindique uma vida longa, mas uma vida divina. Não se esforce para permanecer na Terra por mais anos, mas por mais virtudes no coração. Buda conhecia a Verdade e a propagava ao mundo. Tudo é tristeza. Tudo é vazio. Tudo é efêmero e poluído. Desse modo, o homem sábio deve cumprir os deveres que lhe são atribuídos com discernimento, diligência e desprendimento. Desempenhe o papel, mas mantenha sua identidade não afetada.”
Sathya Sai Baba

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Comentário de Bernardo Melgaço:

As palavras de Sai Baba encontram ressonância em minha alma. Por isso, gosto de divulgar as palavras desse santo homem indiano. Feliz daquele que sentir essa ressonância em seu coração, pois terá a experiência da centelha divina falando para sua própria alma. E para mim esse fenõmeno de percepção e sintonia é a Verdade de Deus se manifestando doce e sabiamente.
Certa vez, em 1988, me ajoelhei e implorei escondido (no banheiro para ninguém ver)para que a intuição (a voz da centelha divina) não mais falasse na minha consciência. E ao sair (com o máximo cuidado para que ninguém da casa visse o que estava acontecendo)do banheiro com os olhos cheios de lágrimas fui para o meu quarto no fundo da minha casa e me joguei na cama (segurando as lágrimas e a emoção), e por surpresa minha surgiu de repente a minha madrasta para me consolar dizendo: "Bernardo, você não pode pedir isso, pois você é........(o conteúdo dessa última frase é algo que guardo como segredo entre eu e Deus).

domingo, 20 de dezembro de 2009

Estelionatários se passam por Anjos da Enfermagem

O nome do Instituto Anjos da Enfermagem está sendo usado na prática de crime de estelionato. Pessoas estariam se passando por funcionários autorizados a fazer captação de doações que seriam para a entidade. Essas pessoas, inclusive, já teriam atuado da mesma forma em cidades vizinhas.

Em nota oficial, a direção do Instituto Anjo da Enfermagem está comunicando à comunidade barbalhense e regiões circunvizinhas, que os interessados em realizar doações para a instituição, devem fazê-lo diretamente na sede localizada na Avenida Costa Cavalcanti, 392, no Centro de Barbalha ou às pessoas devidamente credenciadas, identificadas com fardamento e crachá. Informações adicionais: (88) 3523-3555.

O Instituto Anjos da Enfermagem desenvolve ações voltadas para a humanização da saúde através de arteterapia e em especial com crianças e pacientes portadores de câncer.

Fonte: Cetama (Via site do Jornal do Cariri)

Estádio de Juazeiro do Norte precisa de uma reforma urgente

Jogo do desespero no Romeirão: a Secretaria de Esportes de Juazeiro do Norte e os dois times da cidade, Icasa e Guarani, não sabem de onde tirar dinheiro para começar a reforma do estádio.


Hoje, a situação é assim: parte da estrutura está se deteriorando, a instalação elétrica é precária e os refletores têm doze lâmpadas queimadas. O Romeirão precisa de uma reforma urgente. Sem dinheiro, a prefeitura de Juazeiro do Norte e representantes de Icasa e Guarani passaram a bola para o Governo do Estado. Eles querem R$ 2 milhões para começar a reforma.

Reforma total do Romeirão está orçada em R$ 26 milhões
Se a partida ficar no zero a zero, tem gente que já pensa em privatizar o estádio municipal. Mas a prefeitura não admite. O projeto para a reforma total do Romeirão está orçado em R$ 26 milhões. A prefeitura quer dobrar a capacidade para 20 mil torcedores.

Icasa corre risco de disputar a Série B na Capital
A reforma tem que acontecer até maio do ano que vem. Se não, o Icasa corre o sério risco de não jogar nenhuma partida da Série B em Juazeiro do Norte.Para o torcedor icasiano, o time corre outro risco: ficar sem torcida se tiver que jogar em outra cidade.

Fonte: Site da TV Verdes Mares Cariri

Uns imortais fetichistas - Por Emerson Monteiro

Fetichismo, essa mania corrosiva que se tem de juntar coisas das margens dos rios, sejam pequenas ou grandes. Culto de objetos materiais ou apego a eles. E fazemos isso vida a fora, vida a dentro. Aonde se vai, junta troço. Viaja-se e a bagagem vale pelas lembranças que se transporta, para si ou para os outros. Morre-se e ficam relíquias, botijas, testamentos recheados de bens materiais; os baús, as recordações dos amigos, nas rodas; as histórias infalíveis, resgates insistentes.
Fetiche: objeto animado ou inanimado, feito pelo homem, ao que se atribui culto. Enquanto o tempo consome a matéria, apegamo-nos aos garranchos das ribanceiras, no afã de perpetuar o imperpetuável que escoa das vertentes abertas nas elevadas cordilheiras. Nisso de contrapeso seremos hábeis em reunir motivos de fixação que nada fixam, desfeitos na paisagem móvel da existência, dias aquecidos de impermanências graves, lições infindas, perenes em tudo, por tudo, portanto.
Anéis e dedos que também não ficam. Caravanas que passam aos cães que ladram e passam no mesmíssimo formato da pauta dessa ópera insólita, estridente, agônica, permeada de silêncios agudos.
Sonha-se no esquecimento das horas, companheiras constantes de pêndulos que se movem impávidos. Nuvens suaves de outono, inverno, primavera, verão. Sol que vem e vai e fica, e nós é que vamos.
O esforço de cristalizar as coisas se transforma em rochas fósseis, rochas cristais, marcas de espécies extintas no aço, no petróleo, nas enciclopédias, na lama dos guetos. Na história de bichos-alimária, cães de palha. Todos, todas esfoladas, esfolados vivos, felizes bonecos de papelão.
Energia infinda, essa, sim, que permanece no fluir universal, na busca de Deus das criaturas. O rugir dos ventos nas folhas que se balançam e caem. O som de eras milenares em muralhas que se desmoronam dos monumentos carcomidos e reconstruídos de suor e impulsos desconectados. As imaginações de lideranças retocando civilizações que se debatem na busca de permanecer nas páginas esvoaçantes dos reinos ilusórios. Tropas armadas em conquistas estéreis, incógnitas dramas de quem padece as derrotas. Guardadas as lanças e proporções no terço dos armamentos enferrujados nas praças cheias de gente vaidosa, nos festins descompassados... Castelos vazios, horas calmas, madrugadas espasmódicas desses faustos de angústia.
Nos bolsos, a imunidade, seixos frios se misturam nas contas do rosário de lágrimas que se fizera saudade solta, croaxando no peito, e malas pesadas nos braços mortais da infinita espera. Olhos fixos na miragem desses invernos desconhecidos. Firmeza na voz e pigarro na garganta seca. Fora, cantam os pardais, efetivos a formar outra vez seus velhos ninhos teimosos, nos beirais de construções; a paisagem fantasmagórica do extático, testemunha imbatível do definitivo encontro; repulsão e expectativas.
Nesse dia e desse jeito de cenário, os artesões do depois vêm elaborando fios e tecerão longas auroras, nos cabos de luzes multicolores, em volta das marcas erguidas no seio das catedrais de pedra. Notas harmônicas envolvem as palmas abertas de um tempo que deposita nas estrelas seus filhos diletos. Aqueles velhos fetiches guardados se somam em muitos nós, apegos desfeitos nas pessoas. Serão almas livres aladas que pairam no além, aonde Deus espera de braços abertos.
Antes, éramos todos fetichistas contumazes e mudamos o sentido daquilo que nos alimentava. Nos lábios, favos de mel. Lindos laços envolveram os seres e nisso vem o dia raiar nos páramos suaves dos vínculos eternos, bloco útil das emoções permanentes.

Paraense e cearense radicado na Alemanha vencem o Festival de Vídeo do Minuto com tema Padre Cícero

Um paraense e um cearense radicado na Alemanha foram os dois vencedores do Festival de Vídeo do Minuto com o tema "Padre Cícero", patrocinado pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Rodrigo Aben-Athar, de Belém (PA), ganhou o Prêmio Aquisição BNB, no valor de R$ 2 mil, com o vídeo "O dia em que Padim voltou ao Crato"; e Dada Petrole, cearense natural da cidade do Crato e residente em Münster (Alemanha), conquistou o Prêmio Especial Romaria, no valor de R$ 1 mil, com o vídeo "Dia dos mortos".

Houve ainda duas menções honrosas: Larissa Nalini, de Ribeirão Preto (SP), com o vídeo "Padim"; e Rodrigo Garcia Macedo, do Rio de Janeiro, com o vídeo "Padim de Juazeiro". Os quatro premiados também receberam o Troféu Minuto.

Segundo o diretor e produtor executivo do Festival do Minuto, Gustavo Steinberg, foram inscritos 100 e selecionados 61 vídeos sobre o Padre Cícero pela curadoria do evento.

"Desses 61 vídeos, 34 (ou 55,7%) foram produzidos por realizadores da região Nordeste, traduzindo um recorde absoluto de participação da região no Festival do Minuto. Esses números demonstram uma escolha acertada do tema e do foco da ação durante a romaria em Juazeiro do Norte, no último dia 2 de novembro", analisa Steinberg.

Cearense do Século
O Padre Cícero é até hoje considerado o Cearense do Século. Durante uma missa celebrada por ele em 1889, em Juazeiro do Norte, ocorreu o primeiro de uma série de milagres que o tornaram lendário: uma hóstia ministrada pelo sacerdote a uma beata transformou-se em sangue na boca da religiosa. Tal fenômeno se repetiu diversas vezes durante cerca de dois anos. Rapidamente espalhou-se a notícia de que acontecera um milagre.

A partir daí, o mito do Padre Cícero passou a ter fortíssima influência social e religiosa em todo o Estado do Ceará, e Juazeiro do Norte tornou-se uma cidade-santuário e um dos maiores centros de romarias e religiosidade popular do Brasil. É lá que está sepultado o famoso Padim Ciço, maior benfeitor da cidade e santo popular.

Sobre o Festival do Minuto
O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991. É, hoje, o maior festival de vídeo da América Latina, tendo inspirado festivais semelhantes em mais de 40 países. Desde 2007, o Festival do Minuto brasileiro tornou-se permanente e online: passou a receber e exibir vídeos diretamente pela Internet, no http://www.festivaldominuto.com.br/ .

Oficina da Palavra - por Stela Siebra Brito

“Os leitores são viajantes, circulam nas terras de outras pessoas, nômades que caçam furtivamente nos campos que não escreveram”.
(Michel de Certeau)
Objetivando estimular o prazer e o interesse pelo exercício da leitura de poesia e da contação de histórias, a Oficina da Palavra oportuniza a descoberta de valores individuais e propicia o exercício da autoria através do diálogo entre as linguagens (poesia, histórias, música, dança em roda).
DESENVOLVIMENTO DA OFICINA
A ação terá como prioridade atingir um público formado por pessoas que amam a poesia e/ou a contação de histórias. A oficina acontecerá, na cidade do Crato, nos dias 29 e 30 de dezembro/09 e nos dias 6, 7 e 8 de janeiro/10.

O encerramento da Oficina da Palavra será no sábado, dia 9, com um Recital de Poesias e Contação de Histórias, feitos pelos participantes.

Todas as dinâmicas serão realizadas em círculos, já que no círculo se trabalha o equilíbrio entre o indivíduo e o coletivo. Na roda, somos convidados a estarmos presentes, a participarmos de maneira plena dos processos de transformação social.

Cada encontro será iniciado com uma atividade de expressão corporal - para aquecimento e relaxamento das tensões musculares - e com uma dinâmica de aquecimento vocal - para relaxar e ativar, especialmente, os órgãos da fala.

Entendemos que estas duas atividades conduzem a um relaxamento não só do corpo, mas também da mente, favorecem o equilíbrio físico e emocional, possibilitando uma respiração mais livre e consciente, o que, inevitavelmente, conduz a uma maior concentração e encontro pessoal com sua essência.

Os exercícios de voz facilitam o desempenho da leitura, com a boa articulação das palavras, sonorização, entonação e pontuação adequadas, além de permitirem uma maior soltura das pessoas, que passam a ler e a narrar de forma mais espontânea e confiante. Para complementar os exercícios de voz, brincaremos com parlendas e trava-língua. A música e a dança estarão presentes através de dinâmicas diárias de danças circulares e de atividades com poemas musicados.

Colocados em círculo, percebemos a nossa identificação com o outro. O círculo é essencialmente inclusivo. Ignorar um componente ou a manifestação de um componente da roda seria, num certo sentido, ir contra a tendência natural do círculo.

A produção escrita será estimulada através da brincadeira da remessa de cartões postais no final da oficina, o que será uma oportunidade para os participantes exercitarem a imaginação e a criatividade, registrando, por escrito, a memória desta experiência e de outras memórias guardadas com eles. Neste caso, o lembrar não será apenas reviver, mas, sobretudo, recriar.

Por Stela Siebra Brito

As inscrições estão abertas. Formalizem através do e-mail: sauska_8@hotmail.com
Valor do Investimento: R$ 50,00
Local : SCAC (Sociedade de Cultura Artística do Crato – Teatro Rachel de Queiroz)
Vagas limitadas: 25 , no máximo. (Até o momento , registramos mais de 10 participantes)
Cronograma : 29 e 30.12; 06 a 08.01.2010.
09.01.2010- Recital de encerramento (Teatro Rachel de Queiroz)
Horário: das 19 às 21 h.
Maiores informações: 088- 3523.2867.

Coordenação: Claude Bloc e Socorro Moreira.
Apoio logístico: Divani Cabral

O SIGNIFICADO MAIS ELEVADO DO NATAL: REVELAÇÃO DO AMOR DE DEUS-PAI


Quando decidimos, por livre e espontânea vontade, mudar primeiro a nossa visão, então, entenderemos com um leve sorriso nos lábios essa afirmativa magistral de Platão: "Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo". E daí para frente poderemos saborear não só Platão, mas também os conteúdos de sabedoria de Sócrates, Jesus Cristo, Buda, Einstein, Kant, Pascal, Voltaire, Descartes, Alan Kardec, André Luiz, Zarastruta, Gandhi, Charles Chaplin e tantos outros personagens da história humana.

O ato de conhecer, a partir dessa transformação real, não terá um fim, um objetivo utilitário, ideológico e mecânico de acumulo de informações em nossa psique, mas se tornará uma "fruta deliciosa" da qual sempre gostaremos de comê-la sem ficarmos enfastiados. O ato de saber se qualificará. As nossas críticas deixarão de ser invejosas, passando a ser respeitosas, compreensivas e até mesmo admiradoras.

Puxa vida! Como me delicio com esta frase-pensamento de Kafka: "Da vida se tira vários livros, mas dos livros se tira pouco, bem pouco a vida". E esta de Buda: "O louco que se diz louco esse tem algo de prudente, mas o louco que se diz sábio esse é realmente louco". E como o mestre Einstein foi brilhante. Vejamos o que ele disse: "Raros são aqueles que vêem com os próprios olhos e, sentem com sua própria sensibilidade". Jesus Cristo, nem se fala, vejamos: "Vim para trazer luz aos cegos e cegar os que estão vendo".

Nessa nova etapa existencial, desenvolveremos um sentido incomum de compaixão por todos aqueles que ainda não viram em si mesmo, sua própria fonte de luz-sabedoria-Amor. Em outras palavras, o próprio Deus-Pai manifestado, presente num estado de contemplação e benção a todos os seus Filhos. E a consciência de Deus-Pai é o caminho iluminado que devemos seguir em nossa viagem interior.

A qualidade de vida essencial é precisamente um salto ontológico. Um gigantesco salto além do pensamento e da visão racional do homem moderno. Esse salto é a transcendência do homem em direção à consciência cósmica. Uma consciência de sabedoria em Amor. E quando penetramos na atmosfera desse universo-consciência, começamos a compreender o porquê do desespero, da angustia, da infelicidade, da dor, da desigualdade social e da miséria espiritual de milhões ou bilhões de seres que estão vivendo nesse planeta.

Mesmo com a sabedoria e visão que alcançamos ao entrar nessa "atmosfera", nossos esforços estarão sempre dependentes de um princípio básico e universal: a liberdade de Deus-Pai. A liberdade de ser, de cada um, é algo profundamente sagrado. Por isso, mais do que nunca precisamos saber o significado ontológico da palavra "renúncia". É preciso renúncia para a vida dos valores terrenos, uma vez que esse princípio sagrado de liberdade coloca o ser humano numa questão de decisão e escolha que somente o próprio homem, o próprio indivíduo poderá (auto)solucionar.

Mas, o que realmente pretendemos com a conquista da liberdade ontológica? Essa resposta é na verdade um longo caminho de desenvolvimento da sensibilidade, da inteligência e da vontade humana. E a meta, sem dúvida, é o Amor. Mas, qual deles?

O homem vem buscando incessantemente o Amor. Em várias épocas, encontramos referências das experiências humanas com "algo" que o homem vem denominando de "Amor". A reverência para com esse fenômeno, é visível. Seja na poesia, na música, no cinema, nas novelas, nos contos românticos etc. Podemos falar de algo que transcende qualquer semântica? Ficamos mudo quando queremos falar do Amor Cósmico de Deus-Pai. É uma aparente contradição.

Mas, o que é Amor? Podemos caracterizá-lo ou defini-lo segundo os nossos condicionamentos? Qualquer definição é uma incógnita. A única coisa que todos têm em comum, na descrição do Amor, é na personalização do fenômeno: "ele é agradável", "nos dá satisfação" e "nos faz sentir bem".

Amor -palavra que não define a grandeza do que seja o próprio, o significado de sua manifestação. Vivemos tendo como referência um encontro futuro com algo que denominamos de "Amor". Queremos experienciar em nós e no outro o Amor. Queremos Amar. E compartilhar o Amor. Quem não quer Amar? É difícil imaginar alguém que não queira Amar. E ser feliz no Amor. Mas, o que será mesmo esse tal Amor que buscamos? A que fim ele nos leva ou eleva? O que está por detrás da busca desse desconhecido Amor? Buscamos a experiência do Amor, porque instintivamente e intuitivamente sabemos que ele é necessário e imprescindível. A vida humana depende do Amor para se manter equilibrada e harmoniosa.

As nossas experiências nos dão a idéia e o indício do que seja Amor, mas o Amor em sua plenitude se distancia dessas experiências. E assim, ficamos a mercê de um nível de vibração do Amor, acreditando que estamos vivenciando o próprio. As experiências que realizamos em busca do Amor, nos faz criar uma contraparte desse fenômeno: o objeto do Amor ou desejo sensual. Esse objeto, criado e recriado em cada nova experiência assume o papel do próprio. Assim, se perdemos ou nos distanciamos desse objeto, acabamos sofrendo. Identificamos o Amor, a partir do seu objeto. Várias são as identificações dadas para o objeto do Amor. Essas identificações, são manifestações subjetivas tais como: sensualidade, sexualidade, carência afetiva, bondade, paixão, desejo, etc.

Em nome do Amor, ou melhor, do objeto do Amor, construímos uma realidade de relações humanas. Agimos segundo as orientações dessas relações criadas e convencionadas pela sociedade. O Amor passa ser definido segundo um modelo estático, ou melhor, segundo um protótipo, um modelo de relação objetiva ou subjetiva tal como: "Amar é fazer..." ou "Amar não é fazer...", e assim por diante.

Nesse sentido, a luz não pode ser descoberta, mas ao contrário é ela quem nos revela e nos des-cobre da escuridão da criação no processo de evolução no salto a partir de si mesma. A luz é Deus. E Deus é AMOR CÓSMICO UNIVERSAL. O homem é uma centelha dessa LUZ de Deus. E o homem somente consegue revelar essa Verdade no caminho do autoconhecimento da luz do Amor de Deus em si e para si mesmo. Bem-Aventurados são aqueles que conseguem por seu próprio esforço sair da escuridão da visão racional e alcançam a luz da estrela interior que anuncia o nascimento daquele que veio para nos mostrar o caminho verdadeiro do Amor de Deus.

Ecos de Copenhague - por José do Vale Pinheiro Feitosa sobre um texto do blog off do jornal la libération.

O desfecho da Conferência de Copenhague ainda ecoa no mundo . Afinal a mudança do clima não se descola da produção mundial e tampouco da crise financeira atual. Os atores da conferência eram os Estados Nacionais e o que se viu foi exatamente isso: a história em transformação e um processo de encontrar o novo. Não seria diferente e muita gente deve ter percebido isso: desde o início do século XX, quando se tomou consciência que a inteligência humana aplicada à produção resultara na maior produtividade jamais vista, que se busca uma sociedade mais solidária e menos sujeita à crises cíclicas, inclusive com guerras. Durante todo o século XX, mesmo quando se tratava de lutas pelo fim do colonialismo, havia uma forte desejo de progresso material e de uma sociedade menos exploradora do homem pelo homem. Não tenhamos dúvida, esta questão do clima está nesta mesma matriz, procurar uma ordem mundial mais solidária e menos exploradora, portanto com menos privilegiados.

Mais ainda, como a ordem mundial se faz pelos Estados Nacionais, aquele com maior poder, que mais se apropria da produção mundial, no caso os EUA, sempre ditou os rumos e as regras da acumulação. Agora a coisa toda está em crise. Atores que não tinham peso começam a aparecer. Outros que não poderiam se manifestar, começam a questionar. E os ator principal, os EUA, não conseguem mais dar o rumo.

Este texto abaixo foi publicado no "le blog off" do Journal La Libération e foi traduzido pela Caia Fittipaldi. Para não aumentar muito a postagem, vou colocar nos comentários o texto original em Francês para aqueles que tenham facilidade com a língua poderem fazer sua checagem sobre a tradução para o Português:

"É verdade que, sendo eu argentina, o que aqui escrevo parecerá meio esquisito. Paciência. Acabamos de assistir, no quadro da total degringolada das negociações sobre o clima em Copenhague, ao fracasso final de uma superpotência (os EUA) e à vigorosa entrada em cena de uma nação (Brasil) que esperava impaciente para ocupar seu lugar.

Os discursos de Obama e Lula foram muito mais que discursos sobre as questões que se esperava que nossos chefes de Estado devessem resolver em Copenhague. Esses dois discursos, em minha opinião, marcarão para sempre a longa e tortuosa história do declínio do império norte-americano.

Recusar-se a negociar é o primeiro sinal de fraqueza dos “poderosos”. Hoje, Obama não deu qualquer sinal de qualquer flexibilidade possível, nos três temas que pôs sobre a mesa. E isso, depois de ter cuidadosamente evitado assumir que os EUA são os principais responsáveis históricos pela acumulação na atmosfera, de gases de efeito estufa.

Quanto a Lula... tudo é liderança, vontade, desejo, ambição. Evidentemente Lula não é perfeito – mas a questão não é essa. O que interessa é que Lula mostrou aos olhos do mundo que seu país está pronto para jogar o jogo dos grandes, na quadra principal.

Assistimos na 6ª-feira em Copenhague, já disse, ao fracasso de uma superpotência encarquilhada, curvada sobre ela mesma, afogada em instituições anacrônicas, sufocada por lobbies impressionantes, sitiada por mídias que condenam os cidadãos à ignorância e ao medo do próximo, e os fazem sufocar de medo do futuro.

É chegada a hora da potência descomplexada e abertamente ambiciosa e desejante do Presidente Lula. Lula não se assusta ante a tarefa de assumir o comando de um barco quase completamente naufragado."

AS GRANDES CRISES DO MUNDO ATUAL: UM CENÁRIO POSSÍVEL DE ACONTECER?


As crises sempre rondaram nosso modo de viver e ser. E quando menos esperamos somos assaltados novamente por elas. E para que não sejamos pegos de surpresa precisamos estar bem informados e criar estratégias para uma situação de emergência. Posso citar as principais crises do mundo moderno: a) crise da razão instrumental; b) crise moral e ética; c) crise energética; d) crise ecológica; e) crise econômica; f) crise ideológica; g) crise existencial. Em síntese vivemos uma mega-crise geral que nos afeta e nos impede de sermos livres e felizes de fato.

O grande desafio é entender essa mega-crise quando estamos a um passo de sentir sua força destruidora e transformadora, por exemplo, na crise econômica da maior economia do mundo (E.U.A). Podemos compará-la a um furacão que vai se formando lentamente no oceano. E assim, logo que cresce em força destrói tudo que encontra pela frente no continente. E com certeza os prognósticos apontam indícios de que ela poderá acontecer (ou não) de fato varrendo economias nacionais no mundo inteiro. Isto porque, o sistema econômico mundial está interligado e interdependente. E se a economia americana entrar de novo em recessão puxará de vez as economias nacionais em crescimento: Japão, China, índia, Brasil etc. O olho desse furacão em formação é sem dúvida a economia dos E.U.A. Os especialistas afirmam que a dívida do povo americano corresponde ao PIB americano, ou seja, 11 trilhões de dólares. E a dívida pública americana está nesse mesmo tamanho – 11 trilhões de dólares! E como o Brasil ainda tem sua moeda atrelada ao dólar – imagine o que vai acontecer quando o dólar despencar de vez? Uma pessoa bem informada agiria com prudência sabendo dessa situação, poupando agora para se manter seguro na hora em que o furacão econômico provocar a grande crise recessiva.

A outra grande crise em curso é sem dúvida a energética. Vejamos porque. A força produtiva do mundo depende do consumo de energia básica ou primária (petróleo, gás, carvão, energia nuclear, hidrelétrica etc.) para a produção de energia secundária (energia elétrica e outras formas de energia). A matriz energética mundial é bem diversificada. Alguns países como o Brasil utilizam-se de energia “limpa” como a hidrelétrica. Outros ao contrário consomem energias não limpas (p.ex.: queima de petróleo (e seus derivados) e carvão mineral e vegetal) que por sua vez põe em risco a qualidade de vida do planeta. Grandes potências, como os E.U.A, optaram estrategicamente, em séculos passados, por energias não limpas, e agora além de sofrer pressões internacionais precisam mudar sua matriz energética, uma vez que o impacto (social e ambiental) e o custo dessas energias aumentam a cada ano. E eles sabem que não podem mudar sua matriz energética de uma hora para outra (por isso mesmo que os E.U.A não assinaram o tratado de KIOTO). A crise energética puxa uma outra crise: a crise ecológica.

Na busca crescente de novas fontes de energia (não renováveis) o impacto é inevitável. Para se produzir precisa-se explorar e retirar recursos e explorar fontes de energia da natureza – não existe mágica ou milagre! Estudos vêm mostrando que a produção de alimentos sofrerá grandes alterações devido à mudança climática já em curso. O aumento de temperatura do planeta de 2 ou mais graus Celsius afetará diversas culturas no campo, fazendo com que se invista em novas pesquisas genéticas ou provocando a migração dessas culturas para países de clima frio (p.ex.: o café de São Paulo poderá ir para a Argentina).

A crise ecológica afetará populações imensas - os chamados refugiados do clima. Ou seja, uma imensa massa humana terá que deixar sua terra natal em busca de um clima que permita uma sobrevivência mínima. Essa massa de gente faminta, sem terra e sem perspectiva de sobrevivência inchará os grandes centros urbanos, fazendo com que se mude o planejamento dessas cidades e conseqüentemente o controle social e as políticas públicas. A violência tenderá a aumentar e com isso novas formas ou mecanismos de coação, por parte do Estado através de suas leis, deverão tornar a vida social altamente regulada.

Nesse contexto, a crise política surge porque as classes excluídas reivindicarão e lutarão por terra, trabalho e capital. E com a crise econômica em andamento, não se permitirá uma distribuição equitativa da riqueza nacional, o caos moral se instalará de vez. A vida social perderá seu eixo de equilíbrio, e milhões de pessoas no mundo inteiro sucumbirão (p. ex.: na África) devido à carência de informação, conhecimento, matéria-prima, trabalho, água e terras habitáveis. É importante frisar que a população mundial aumentou 6 vezes de 1840 para cá (de 1 bilhão para 6 bilhões). E o processo de desertificação aumenta ano a ano. Isso implica dizer e inferir, que se a população mundial aumenta e os recursos do planeta (a matéria-prima diminui também devido à alta produção e o alto consumo dos países industrializados) o cenário que se apresenta é de escassez para os pobres e acumulação para os ricos numa guerra ideológica e cultural - entre nações desiguais! A luta pela sobrevivência vem se dando no campo científico e tecnológico.

A divisão de tarefas no mundo globalizado vem acontecendo em três partes: os criadores, os produtores e os consumidores. Os criadores exigem atualização de conhecimento em função da demanda de novos produtos, novas tecnologias e novos serviços. A riqueza dos criadores vem sendo realizada a custa da exploração da natureza, submissão e dependência dos outros dois (os produtores e os consumidores). Essa situação conduz a massa humana global a se voltar para sua realização material mínima (para não sucumbir ou ficar excluída e morrer) forçando a todos negarem sua realização espiritual e existencial.

No grande encontro das nações – COP-15 – em Copenhague ficou evidente que os grandes não querem se comprometer em contribuir para resolver de fato a mega crise ecológica que poderá inviabilizar a vida saudável no planeta. Milhões de indivíduos perderão suas terras e terão suas vidas ameaçadas diante dos impactos do aquecimento global. O cenário está sendo montado, mas mesmo assim as decisões são lentas no sentido de frear ou minimizar os efeitos das mudanças climáticas já em curso. No meio de tudo isso se encontra o cidadão comum, trabalhador, trabalhadora, empregado ou patrão tocando suas vidas sem poder interferir ou mudar a lógica da destruição planetária: eles são peças da própria engrenagem alienada de produção e consumo desequilibrado.

O fascínio da ciência humana em controlar e dominar a natureza vem provocando o seu próprio descontrole e desgoverno no processo de criação, produção e consumo. As ideologias (de esquerda ou de direita) nada poderão fazer para criar um novo paradigma revolucionário e transformador para a união e bem de todos sem distinção. E como conseqüência desse caos social, ecológico, ético e tecnológico teremos dois mundos distintos: os excluídos e os incluídos. Os excluídos serão aqueles dominados e explorados pela cultura do mais forte e do melhor. Os incluídos, por sua vez, serão aqueles que conseguiram impor suas ideologias e culturas do darwinismo social: vence o mais qualificado e mais insensível a dor alheia. A solidariedade, nesse contexto, será um princípio muito disseminado, mas pouco praticado. A busca mais elevada de sua natureza interior será substituída pela busca menos elevada exterior na disputa por um pedaço de chão, de pão, de recurso e de capital. Daí surgirá uma mega crise interior como conseqüência de um processo de conquista fora de sua própria natureza e consciência de si-existencial. Atualmente nos tornamos seres dependentes do trabalho pragmático e instrumental em busca de uma “felicidade” apenas formal, ilusória e material.

O poder da lógica racional alienante e predominante na estratégia de produção e consumo acelerado, impedirá a evolução da sensibilidade humana. E assim, a lógica do coração será esquecida e o Amor se esfriará mais ainda, gelando cada coração humano. E a vida perderá sentido de ser e existir – se as crises continuarem crescendo como estão atualmente!

Prof.(URCA) Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

Cariri

Tarso Araújo

JARDIM
Uma situação inusitada em Jardim. Prefeito e vice-prefeito cassados. Agora, forças políticas e sociedade se preparam para mais um pleito. Os dois lados tiveram baixas, e agora deve surgir um novo nome para conduzir os destinos desta bela cidade.

VENDAS
Neste fim de ano, um dos segmentos que mais se aumenta as vendas é o de material de construção. As vendas podem significar faturamento garantido para muitas lojas e depósitos de material de construção. Perto do Natal, é período de se, literalmente, arrumar a casa. Pintar a casa, fazer aquela reforma para valorizar o imóvel, são decisões tomadas, no fim do ano. Daí porque o setor cresce no Cariri, nesse finalzinho de 2009, correspondente a 15% no aumento das vendas. Telhas, tintas, massa, cimento e areia estão entre os matérias mais comprados.

CORDEL
O lançamento do folheto de cordel de autoria de Ulisses Germano - A História do espinho que furou o olho de Lampião & que foi realizado no Salão de Atos da Urca, no Crato, é uma fábula, um cordel-farsa que conta a história do encontro do espinho de Quipá com uma autoridade familiarizada com a propina e a pilhagem chamada Dedurô. A musicalização e dramatização do cordel ficaram por conta do próprio autor auxiliado pelos músicos e contra-regras Batista Magoo (violão e guitarra) e Rogério (percussão).

BARRAGINHAS
O prefeito Dr. Santana assinou o convênio para construção de 100 barraginhas na zona rural de Juazeiro. O convênio assinado com a Fundação Mussambê servirá construção de barraginhas que tem como objetivo reter água que cai nos períodos invernosos. As barraginhas serão feitas por técnicos da Mussambê com acompanhamento de servidores da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedeta) de Juazeiro do Norte.

BRINQUEDOS
O comércio do triângulo Crajubar, com a chegada do fim de ano, pode ter uma superação de suas expectativas. No setor de brinquedos, por exemplo, a pressão da criançada nos pais pode significar um aumento nas vendas, se comparado com o ano de 2008. Mesmo sem expressar porcentagens e margens de lucro, alguns empresários comemoram o aumento nas vendas, que estaria ligada ao aumento do número de empregos no Ceará, o que afeta positivamente o Cariri. O setor de brinquedos deve, portanto, reagir ao marasmo do primeiro semestre e fechar com uma cotação superior a 15% acima de 2008. Já no tocante aos empregos, se no Ceará o aumento foi positivo, o Cariri não ficou atrás. Houve um aumento de 11% no número de empregos ofertados.

AGENTES DE LEITURA
A Região do Cariri participou, em Fortaleza, do 3º Encontro de Agentes de Leitura do Ceará. O evento possibilitou uma troca de experiências entre os agentes de leitura cearenses, que são num total de 356. Do Cariri participam delegações dos municípios de Assaré, Jardim, Salitre e Nova Olinda.

CID NO CARIRI
Nesta segunda-feira, 21, o governador Cid Gomes (PSB) vem a Juazeiro do Norte e assina a ordem de serviço para as obras do Centro de Apoio aos Romeiros. Uma antiga reivindicação da sociedade agora atendida pelo governador. Cid Gomes inaugura o CEO e visita outras cidades da região.

ÁGUAS
O secretário do Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana, foi conhecer de perto o novo Sistema de Abastecimento de Água da localidade Currais de Baixo, no Crato. Instalado através do Projeto São José, o poço de grande vazão na área rural vem facilitar a vida de 129 famílias que moram no entorno. Os moradores se reuniram para agradecer e parabenizar ao Governo do Ceará que, desde 2008, já instalou 580 sistemas de abastecimento pelo interior do Estado.

RONALDO ANGELIM merece todas as homenagens que vem recebendo no Cariri. Herói do Flamengo que ficou com o título brasileiro de 2009, Angelim é o típico homem do campo, humilde, simples e trabalhador. O sucesso no futebol é fruto de sua persistência.
Fonte: O Povo On Line

Pensamento para o Dia 20/12/2009


“A vida é um mosaico de prazer e dor; a tristeza é um intervalo entre dois momentos de alegria. A paz é uma pausa entre duas guerras. Não há rosa sem espinho; o colhedor diligente evitará as picadas e colherá a flor. Não há abelha sem ferrão; a habilidade reside, a despeito disso, em recolher o mel. Os problemas e as angústias podem assaltá-lo, mas você não deve permitir que eles o desviem do caminho do dever e da dedicação. O mundo hoje é afligido por ansiedade, medo, depressão, ódio, ganância e desconfiança. A única maneira de o mundo corrigir-se é o ser humano perceber seu destino elevado, pois todo homem anseia por duas bênçãos – obtenção de alegria e fuga da dor.”
Sathya Sai Baba

sábado, 19 de dezembro de 2009

Hoje tem Chico César na Rffsa.


Todo mundo lá!

O ABANDONO DO PALÁCIO EPISCOPAL

Pedro Esmeraldo
Muita gente nos pede para descrever e expor motivos em relação ao abandono do palácio episcopal. À princípio, relutamos muito, pois consideramos como sendo propriedade privada e não temos o hábito de meter a colher em propriedade alheia.

Possuímos clara impressão que esse majestoso palácio episcopal pertencente a esfera particular, compete somente a diocese solucionar o seu problema e por isso temos de ficar por fora do problema, observando o desenrolar dos acontecimento quando ela, a diocese pode resolver e recuperá-lo instantaneamente, modernizando e transformando em museu sacro desta diocese.

Tempos depois, caímos em profunda reflexão, mudamos de idéia: notamos que a maioria do património diocesano é fruto de doação do povo a igreja de Cristo. Por isso esse povo tem o interesse de cobrar por que razão o nosso fiel pastor diocesano menosprezou esse património, sem dar a mínima satisfação ao povo do Crato, visto que, teem a satisfação de gritar, reclamar por esses descases desses erros e ao mesmo tempo, sejam solucionados com muita pressa esses problemas.

É de nossa obrigação colaborar com o digno pastor a fim de aumentar o património diocesano, procurando ajudar com muita fidelidade para melhorar com tecnologia moderna, esse prédio que está abandonado.

O antigo palácio episcopal foi construído por Dom Francisco de Assis Pires, baiano de nascimento, deixou um legado a todos os fiéis, pois esse digno pastor diocesano amealhou recursos próprios e construiu o palácio a fim de doar à diocese, com simpatia e com palavras simples, ficando a diocese mais beneficiada, e deixou o povo inebriado com o seu comportamento franciscano.

Ocorreu uma lacuna quando a criação da diocese do Crato não foi construído primeiramente o palácio episcopal (Monsenhor Montenegro).

A diocese do Crato foi criada sem nenhum património Dom Quintino, o primeiro bispo na sua simplicidade, fixou residência em casa cedida pela família Teles. (Os quatro Luzeiros de Monsenhor Montenegro).

Dom Francisco, o segundo bispo, começou a modelar esse património trazendo os seus bens, herdado do seu pai e construiu obra arquitetônica para a diocese do Crato.

E agora, todos sem alegria, veem com muita mágoa esse abandono desse palácio e ao mesmo tempo, imploram ao Sr. Bispo diocesano, pedindo que deixe de lado os atos supérfluos e venha reerguer novamente esse palácio, visto que consideramos um grande património da diocese, torando-se uma grande relíquia histórica, construída por Dom Francisco

E agora, por que o Sr. Bispo não se afaste da pieguice e vem contribuir com mais vantagens, aumentando os bens patrimoniais, melhorando a qualidade espiritual, fugindo dos desregramento religioso e se dedicando exclusivamente a religiosidade dos fiéis.
Crato, 17 de dezembro de 2009

Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária


Dia 19 de dezembro, sábado

- ATIVIDADES INFANTIS - CRIANÇA E ARTE

14h Teatro Infantil: Animartistas. 50min.

14h Bibliotequinha Virtual. Instrutor: Gilvan de Sousa

O objetivo é despertar o interesse das crianças pela internet, mediante a realização de atividades educativas e jogos. 240min.

15h30 Contação de Histórias: Uma História Puxa a Outra, com Bete Pacheco (Juazeiro do Norte-CE)

Contar histórias é uma arte antiga, passada de geração a geração. Ouvindo histórias, desenvolvemos o gosto pela leitura, ampliamos nosso vocabulário e educamos nossa atenção, estimulando nossa imaginação de forma bem divertida. 60min.

16h Teatro Infantil: Animartistas.

17h Sessão Curumim: T'Choupi. 70min.


- CINEMA - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE

15h História e Estética do Videoclipe. 180min.

- ESPECIAIS - CINEMA - ARTE RETIRANTE

19h As Aventuras de Azur e Asmar.

Os meninos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher, Jenane. Eles cresceram como se fossem irmãos, até serem separados. Amar cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a lendária Fada dos Djins e, quando se torna adulto, decide partir à sua procura, contando com a ajuda do andarilho Crapoux. É quando Azur e Asmar se reencontram, agora não mais como irmãos, mas como rivais na busca da Fada. Animação. Cor. Dublado. Livre. 2006. 109min.

Local: Sítio Carrapato, Distrito do Lameiro, Jaraguáfilmes. Fone: 88 9619 1898 / 9619 1897


- MÚSICA - ROCK CORDEL

19h30 Banda Los The Os.

Formada em fins de 2006 no Cariri, a Los The Os busca valorizar as raízes e o estilo moderno do rock'n'roll e do blues. Desse vasto repertório de blues e rock'n'roll, a banda também tem um projeto paralelo no qual faz cover da maior banda de todos os tempos: The Beatles, intitulado LOS THE BEATLES. Neste show a banda vai celebrar os 40 anos de Abbey Road (26/09/1969), 12° álbum dos Beatles. Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época e é considerado por muitos um dos melhores. 60min.


Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)

As ONG’s amigas das FARC

Mary Anastasia O’Grady


No momento em que os Estados Unidos se preparam para enviar 30.000 soldados adicionais ao Afeganistão em uma missão que incluirá defender a população civil em uma narco-economia, a experiência da Colômbia com o narcotráfico e o terrorismo poderia ser útil.
O testemunho do ex-segundo no comando da quinta frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, FARC, que opera na região bananeira de Urabá, também um centro do narcotráfico, poderia servir como a primeira lição.
O ex-comandante guerrilheiro Daniel Sierra Martínez, cognome “Samir”, se entregou às autoridades colombianas em dezembro de 2008 em resposta a uma oferta de reconciliação nacional do presidente Álvaro Uribe. Em troca de uma redução da pena, teve que dar informações sobre o que fez durante as duas décadas em que pertenceu às FARC.
Na semana passada, as autoridades colombianas concordaram em permitir que “Samir” se sentasse comigo e me falasse de sua experiência como guerrilheiro. Samir me deu muita informação sobre o negócio da cocaína das FARC e sua exploração da população civil em zonas designadas por “organizações não-governamentais” como “comunidades de paz”. Também me disse que os supostos pacifistas que dirigem a ONG local eram seus aliados e uma ferramenta importante das FARC em seu esforço para desacreditar o Exército.
Em um discurso em setembro de 2003, o presidente Uribe expressou seu temor ante a possibilidade de que alguns grupos de “direitos humanos” fossem fachadas para os terroristas. Chris Dodd, um democrata que representa o estado de Connecticut, atacou o presidente colombiano por fazer essas declarações. Porém, os comentários de Uribe estavam respaldados por informação recolhida pelos serviços de inteligência da Colômbia. Agora, o testemunho de “Samir” e de muitos outros que saíram da selva, dá mais peso a asseveração de Uribe.
O território da quinta frente inclui um povoado chamado San José de Apartadó, que foi designado como uma comunidade de paz em meados dos anos 90, seguindo um plano proposto pela diocese católica. A idéia era criar um lugar onde a população civil pudesse viver sem medo dos paramilitares ou da guerrilha. Como reportei em novembro de 2003, a administração desta proposta, que prometeu o pleno desarmamento de todas as partes residentes na “comunidade de paz”, foi posta nas mãos de um grupo composto por pessoas de diferentes congregações religiosas chamado “Justiça e Paz”, uma ONG colombiana. “Justiça” tem o respaldo da Anistia Internacional e das Brigadas Internacionais de Paz.
Porém, a comunidade de paz em San José de Apartadó, segundo Samir, estava muito longe de ser neutra. Ao contrário, diz, as FARC tinham uma relação próxima com seus lideres desde o princípio. Samir diz que a comunidade de paz era um refúgio para os rebeldes feridos e doentes das FARC, e para armazenar fornecimentos médicos. Diz também que os fornecedores do grupo armado se reuniam com guerrilheiros no povoado, onde sempre havia também cinco ou seis membros das Brigadas Internacionais de Paz.
Segundo Samir, a comunidade de paz ajudou as FARC em seu esforço para rotular o Exército colombiano como um violador dos direitos humanos. Quando a comunidade se preparava para acusar alguém de uma violação dos direitos humanos, Samir organizava as “testemunhas” arrumando membros das FARC que posavam de civis para que dessem seu “testemunho”.
Edward Lancheros, um membro do conselho da comunidade de paz e seus associados (que incluem um padre jesuíta chamado Javier Giraldo, e Gloria Cuartas, a prefeita de esquerda da municipalidade que inclui San José de Aparatadó), insistiram que “a paz” requeria que o Exército se mantivesse distante dessa zona. Porém, os paramilitares não estavam dispostos a acatar tal convenção. Quando houve enfrentamentos entre as FARC e os “paras”, diz Samir, a comunidade de paz jogou um papel determinante em dar forma à história para fomentar o público a culpar o governo.
Um incidente deste tipo ocorreu no ano 2000, quando os “paras” detiveram uma ambulância que transportava um guerrilheira doente e dispararam. Samir diz que a comunidade de paz disse que ela era um membro de seu grupo e alegou que o Exército a matou. A comunidade também ajudou a ocultar a presença das FARC na zona. Em 2005, disse Samir, um guerrilheiro das FARC chamado “Alejandro” foi assassinado pelos “paras”. A comunidade de paz insistiu que ele era um civil que fazia parte de seu grupo.
Samir diz que não esteve de acordo com a decisão das FARC de se envolver no narcotráfico e de trabalhar com paramilitares que transportavam droga. Também objetou a exploração da população local por parte do grupo guerrilheiro. Cansado de tudo isso, liderou uma tentativa de pôr limite aos abusos das FARC e, em 2008, mais de duas dúzias de zonas declararam sua independência da comunidade de paz. Samir foi então acusado de ser infiltrado do Exército e o Secretariado das FARC ordenou que fosse submetido a um conselho de guerra. Samir então, decidiu se entregar.
Evidentemente, seus adversários o acusam de inventar tudo isto para congratular-se com o governo. Porém, o que não se pode negar é que enquanto as FARC foram desacreditadas pelo grosso da população rural, foi o Exército da Colômbia, não a assim chamada “comunidade de paz”, quem pacificou Urabá e deu nova vida a seus habitantes.


Fonte: www.eldiarioexterior.com
Tradução: Graça Salgueiro

Pensamento para o Dia 19/12/2009


“Você deve praticar moderação na alimentação, no sono e no exercício. Bom alimento, em quantidades moderadas, em intervalos regulares: essa é a prescrição. Alimento sátvico promove o autocontrole e a inteligência, mais que os alimentos rajásicos e tamásicos. O sono também deve ser regulado e moderado; ele é tão importante quanto o trabalho e o alimento. O alimento deve ser limpo e puro, e obtido através de meios puros, e a força dele derivada deve ser dirigida para objetivos sagrados.”
Sathya Sai Baba

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“O Atma não é afetado por qualquer que seja o assunto ou objeto. Mesmo se os sentidos, a mente e a inteligência estiverem inativos, isso não afetará o Atma. Eles não têm nada a ver com o Atma, aquilo que você realmente é. Reconhecer o Atma como tal entidade, impassível e desapegada, é o segredo da Sabedoria (Jnana). O ser humano é fundamentalmente saudável e feliz. Sua natureza é a alegria. Então, quando ele está feliz e saudável, ninguém está surpreso ou preocupado. Mas angústia e tristeza são estranhas a sua constituição. Elas são o resultado de uma ilusão que tem dominado sua natureza. Assim, as pessoas ficam preocupadas e começam a descobrir como se tornaram tão iludidas.”
Sathya Sai Baba