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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Escolhendo candidatos - por Marcos Coimbra

Hoje fiz uma postagem em que identificava os elementos estratégicos da Campanha da Oposição ao Governo Lula. Chamava a atenção para o fato de que ela se basearia exclusivamente no perfil do candidato pois este seria o único preparado para promover avanços nas políticas públicas. Contava a experiência política do candidato Serrra. No final da tarde vi este artigo do Marcos Coimbra, um dos sócios da Vox Populi, em que abordava, com base em pesquisa esta questão. Não estou postando o artigo todo, apenas um trecho em que apresenta os resultados. A matéria inteira se encontra no Correio Brasiliense.

"Uma pesquisa recente da Vox Populi permite ver isso com clareza. Usando uma lista com oito atributos desejáveis para um candidato a presidente (baseada em pesquisas em profundidade anteriores), pediu-se aos entrevistados que escolhessem os três mais importantes. De todos, os dois mais mal colocados foram “ter experiência administrativa” e “ter experiência política”.

Em primeiro lugar, ficou a honestidade, algo que não surpreende ninguém, haja vista nossa experiência nos últimos anos. Em segundo, “conhecer e entender os problemas do povo”, acompanhado, em terceiro, por seu irmão gêmeo “ter condições de resolver os problemas do povo”. Em quarto lugar, estava “ter ideias novas para o Brasil” e, daí em diante, os restantes foram igualmente desimportantes. Segurando a lanterna, “ter experiência política”.

O sucesso popular de Lula, em comparação à percepção de fracasso de Fernando Henrique está, muito provavelmente, na raiz do que se vê hoje em dia. Se aquele que não tinha curso superior e “nunca tinha sido nada” deu tão mais certo que um dos mais ilustres intelectuais de sua geração, o problema é o critério.

Ser “mais preparado” saiu de moda. Será que a campanha Serra consegue reabilitá-lo?"

A oposição avançou suas posições - por José do Vale Pinheiro Feitosa

A oposição resolveu prolongar o governo Lula. Como é oposição tem de mostrar-se mais contundente no continuísmo. Como fará isso?

Convencendo a sociedade que o Governo Lula é o acerto do Governo FHC. O Lula só é sucesso porque FHC aplainou o terreno, tirou os obstáculos e deixou o país prontinho para ir adiante com qualquer governo. Aliás, o Lula está repetindo este mantra ao dizer que não interessa quem ganhe, nada poderá mudar a reta ao destino virtuoso do país cujo curso já foi traçado.

A oposição usará as seguintes teses da terra aplainada: a Lei de Responsabilidade Fiscal é deles e ainda teve a oposição do PT; Alain Touraine, filósofo francês, disse que os “períodos de FHC e Lula são parte do mesmo projeto; as privatizações trouxeram benefícios para o país; os programas sociais foram uma continuidade de FHC e serão melhorados pela oposição.

O interessante é que a oposição considera injúria ao candidato Serra coisas ditas pelos petistas do tipo “Serra vai privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica”. Ou mentem para não perder votos, ou se colocam exatamente no mesmo espectro do que é o Governo Lula.

Explorar as contradições do adversário é comum em política, mas usar em campanhas da oposição a continuidade do governo adversário não é comum. Tentarão, em estilo estruturalista, “desconstruir” o conceito de “continuidade” com outro que é o “avanço”. Aqui as digitais de esquerda do PSDB, enevoando o DEM, pois “avanço” é tido como “salto qualitativo”.

Pretendem usar a referência empresarial do mérito entre os dois candidatos: quem estaria mais preparado para o “avanço” entre os dois? Mas isso seria pelo PSDB, existe o dedo do DEM, quando avanço será: “não haverá hipótese alguma para transgressão à Lei de Responsabilidade Fiscal, festival de boquinhas aos companheiros e nem a entrega dos fundos de pensão aos ex-sindicalistas amigos.”

O conteúdo é frágil como a “moralidade” de esquina, dobrou-a é outra. Não toca nas questões principais do “avanço”. Para a situação o Mendonça de Barros, ícone do PSDB, não pode ser excluído com suas “consultorias de mercado” da categoria de amigos ou de boquinhas.

A chave do “avanço” levar Serra mais à esquerda do DEM e de FHC. Isso é interessante, na tese da “continuidade”, desconstruída em “avanço”, pois torna o “avanço” dependente do Serra. Na oposição dizem: Serra não se ajusta ao figurino de vilão que o PT aplicou a FHC; Serra, assim como Dilma, não se origina da classe rica, é classe média; Serra não pode ser rotulado como direitista, reacionário, candidato dos ricos que irá privatizar o patrimônio público do país.

Quem ouviu a entrevista de Serra na CBN é isso o que ocorreu. Parece que vão tirar o candidato da oposição do conforto do “centro” e jogá-lo mais para a “esquerda”, com o objetivo de confundir a situação e o eleitor. Isso vai desencadear contradições nos tradicionais aliados do candidato, especialmente os grupos políticos mais à direita e a grande mídia que o apóia. Mas terá o papel de levar a candidata da situação a um movimento pendular, ou mais para a direita ou para um discurso mais à esquerda do que o Serra.

Enfim a campanha parece que será mesmo toda ela de esquerda, e não adianta a direita roer as unhas de raiva, dizendo que esquerda e direita não existe.

Pensamento para o Dia 12/05/2010


“No jardim de seu coração, você deve plantar e cuidar da rosa da Divindade, do jasmim da humildade e do lírio da generosidade. Em seu armário de remédios, você deve manter em prontidão os comprimidos do discernimento, as gotas de autocontrole e três talcos indispensáveis da fé, da devoção e da paciência. Através do uso desses medicamentos, você pode esquivar-se da doença grave chamada ignorância (Ajnana).”
Sathya Sai Baba

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“Um bom caráter é a jóia preciosa da vida humana. O próprio nascimento humano é a conseqüência de inúmeras boas ações e não deve ser desperdiçado. Essa chance deve ser utilizada em toda sua extensão. Com um anseio profundo e disciplina firme, você deve esforçar-se para experimentar a divindade e redimir-se.”
Sathya Sai Baba

DICAS PARA UMA BOA SAÚDE 12052010: Alimentos Poderosos – Os Editores



Aqui estou no maravilhoso e violento Rio de Janeiro. Hoje inicio, nesse blog maravilhoso das minhas queridas amigas e amigos do Cariri, um conjunto de textos com esse título acima. A idéia surgiu após a compra da Revista “ALIMENTOS PODEROSOS (Ano I No 1, Editora ALTO ASTRAL): Fortaleça o seu organismo e previna diversas doenças!”.

O conteúdo dessa Revista segue-se na ordem abaixo:

a) Colesterol;
b) Pressão Alta;
c) Diabetes ;
d) Câncer;
e) Osteosporose;
f) Prisão de Ventre;
g) Alimentos que emagrecem;
h) Dieta;
i) Anemia;
j) Memória;
k) Insônia e ansiedade;
l) Gripe e Resfriado;
m) Beleza;
n) Afrodisíacos;
o) Energéticos.

A idéia é publicar a cada dia uma dica desse conteúdo listado. Hoje, iniciarei com uma apresentação dos EDITORES. Acompanhem!

OS EDITORES

“Novos tratamentos e remédios são anunciados todos os dias com a promessa de prevenir e combater doenças. Com o tempo, alguns se mostram consistentes, mas a maioria naufraga rapidamente na própria ineficácia e também por conta da ganância dos laboratórios farmacológicos.

À margem das descobertas milagrosas caminham os alimentos naturais, que devem ser consumidos com regularidade e um pouquinho de disciplina, mas proporcionam uma saúde integral e permanente. Colesterol, anemia, prisão de ventre e muitos outros problemas podem ser resolvidos quando se conhece o poder dos alimentos! Boa leitura.
Os Editores” (p.3).

Bernardo Melgaço
NÚCLEO DE ESTUDOS SOBRE CIÊNCIA, ESPIRITUALIDADE E FILOSOFIA (NECEF/URCA)
HTTP://bernardomelgaco.blogspot.com
bernardomelgaco@hotmail.com

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Socialismo estará no futuro? - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Este texto será o terceiro e último com os quais tentei abordar as questões que envolveram profundamente a crise do socialismo, como um estágio antecipado do ainda “inacabado” das possibilidades do capitalismo. Tive dois leitores que se manifestaram. O professor Zé Nilton que bem tocou na questão do evolucionismo marxista, como uma lei determinística que levaria, necessariamente, ao socialismo (no blog cariri agora). A isso chamou utopia e o com qual, em tese, não discordo . O outro comentário foi do Germano Batista, que embora acusando que o primeiro texto não dizia “coisa com coisa”, compreendeu muito bem que o caminho para uma discussão possível do porvir socialista estaria nos limites do capitalismo como forma básica de instituir uma civilização e de organizar sua vida material.

De cara, me coloco na posição de todo aquele que tenta sintetizar questões complexas. Qual seja compor com enormes lacunas o que de fato ocorreu em três séculos do pensamento humano; tentar segurar uma linha sintética e por último procurar ser claro. Por isso peço desculpas, pois sei das dificuldades e reconheço meus limites na tarefa. Mas ousar é poder e vamos adiante.

Não se pode pensar no socialismo, no estágio atual da história, sem conhecer as bases e a dinâmica evolutiva do capitalismo. Por isso é muito apropriado o conhecimento de Economia Política e, especialmente, acompanhar a sua extensa literatura. A matriz do pensamento marxista, que escolhi como a idéia fundamental de socialismo, desde o segundo texto, é “O Capital”. A partir deste texto e toda a literatura que o analisa, criou-se o que se denominou de “instrumento científico” para avaliar a evolução capitalista, inclusive subsidiado pela questão central do Iluminismo (entre os quais Rousseau) que é a própria racionalidade.

Como imaginar o futuro do pensamento socialista, no estágio atual do capitalismo globalizado, quando ocorreu uma das maiores revoluções desde os tempos da revolução agrícola? Qual seja a urbanização da maior parte da humanidade. Vivendo em concentrações complexas, consumidoras de enormes quantidades de energia e matéria prima, promotora de volumes nunca vistos de novos materiais, rejeitados do processo de produção, distribuição e consumo de bens e serviços que se denomina corriqueiramente como lixo.

Mais ainda, mesmo que se defronte com uma enorme crise no capitalismo central, nunca se viu tão acelerada a inclusão de camadas enormes de consumidores de bens e serviços deste sistema de produção como agora. Na Ásia se tem o maior exemplo disto, já ocorrera no Japão, depois na Coréia do Sul, a China, Tailândia, Malásia e a Índia. Não diferente ocorre no Vietnã que toda a minha geração tem como referência de uma luta revolucionária anti-capitalista. Todos, sem exceção, criando classes médias, novos ricos, mas, principalmente, engrossando o oceano que banha todas as costas da humanidade com produtos e mercadorias num mercado mundial multiforme e muito diferente de tudo que se conhecia.

Aliás, o segundo mercado mundial em termos de população e avidez por consumo se encontra na África. Os Chineses sabem disto e hoje despertam, em termos de consumo nas ruas das capitais africanas, muito mais do que os antigos países ocidentais foram capazes. Na África se abre uma segunda fronteira dinâmica de urbanização, consumo de produtos industrializados e de serviços dependentes de tecnologia de base científica.

Onde isso vai dar? Numa escala de concorrência por recursos primários e por colocação de produtos transformados. Aí temos, na primeira face, a dos recursos primários, as questões ambientais, a fragilidade do uso das energias não renováveis e por último a atitude humana de manter-se em plena capacidade criativa e inovadora. Um parêntese: mais do que nunca a humanidade depende de si mesma para se inovar e renovar no processo histórico em que vive. O novo é quase sinônimo de sobrevivência da espécie e de decadências de civilizações.

Na face da colocação de produtos transformados, o problema continua numa ampliação terrível. Não vou citar estatísticas, mas apenas realçar que existem questões centrais na estrutura do capitalismo que implicam em grandes problemas: a propriedade certamente é uma delas. A outra, decorre desta, que é a distribuição da riqueza através deste gargalo composto por acúmulo e apropriação, que em outros termos, significa poder de uma minoria decidir pela maioria. A evidência deste mecanismo é, por demais, conhecida: a produção de alimentos num ano dá para alimentar quase uma população e meia, e, no entanto, milhões morrem de fome.

A questão, por exemplo, da inovação. Tudo aquilo que significou revolução na humanidade, ocorreu com o aumento do conhecimento científico e a aplicação das leis naturais e da organização social ao progresso material das pessoas. Mas aí, este ímpeto criador, se vê cerceado pela patente, que produz milhões de efeitos ao contrário da inovação. Um exemplo clássico é o do inventor Edison quando dominou o processo de geração, distribuição e iluminação pública com a energia elétrica, tendo que enfrentar os velhos monopolistas da iluminação a gás. Isso ocorre como um verdadeiro horror na medicina científica, quando uma simples pílula, por exemplo, de hipoglicemiante, pode ser a diferença entre a vida e a morte de uma pessoa.

Agora tentando responder à pergunta que me fiz: o socialismo estará no futuro? Não necessariamente uma proposição acabada com base nos termos atuais. Mas certamente uma sociedade diferente daquele velho capitalismo centrado no pensamento ocidental com suas instituições e métodos de produção, distribuição e consumo. Ouso um pouco mais: a questão ambiental ainda ressurgirá como forma de ajuste nos três componentes citados da geração de riquezas. E ressurgirá como uma igualdade de ajuste, mais equânime e muito mais discutida por maiorias. Outro componente central é uma tese otimista.

Neste tipo de sociedade urbana que é industrial (transformadora) e que joga, essencialmente, com energia e massa, talvez o horizonte esteja em experimentos complexos como o do CERN na Suíça, quando o centro do pensamento se encontrará na natureza de partícula da matéria e em processos de altas energias. Se algo se inovar por aí, o que se terá é uma sociedade muito mais transformadora, com necessidades mais racionais de geração, distribuição e consumo. Neste ponto, teríamos, quem sabe, chegado a algo assemelhado ao que os pensadores dos séculos XVIII e XIX chamaram de socialismo.

Por fim, o texto foi longo. Tinha que acabar agora para não perder a meia dúzia de leitores que ainda tinha. Mas como promessa é dívida, acho que, pelo menos no possível a mim mesmo, disse ao Dihelson Mendonça que faria.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cobras venenosas na política cratense – Por Pedro Esmeraldo

O cidadão cratense assusta quando observa o desinteresse de alguns políticos, já que permanecem quietos e alheados diante dos problemas que são muitos e que tenham de enfrentar com dificuldade por mais ténue que sejam; não reagem, ficam quietos, pedem ajuda sem nem sequer ser privilegiados. Não enfrentam com dignidade os obstáculos, não praticam um bom desempenho com a administração séria e honesta. Deixam tudo "correr frouxo" como que, "quem vier atrás, resolva esses problemas".

Ultimamente há uma serie de contrapeso; devem ser solucionados: Mas isso tem que adquirir com lutas intensas procurando solucioná-los com muita disposição a fim de colocar o Crato num caminho reto, de crescimento económico e demográfico . Mas o que? Isto não acontece por que preferem esperar com muita calma, pensando que as coisas podem melhorar e sem retribuir com forças suficientes com o intuito de readquirir o património perdido desta cidade.

Deixam de lado todos os acontecimentos ocorridos em favor do Crato, mas nada fazem por que ficam mudos, sem saber reagir e têem medo de enfrentar o batente e por isso, abocanham todas as coisas boas do Crato. Ficam simplesmente meneando a cabeça, dizendo amém. Depois com o ocorrer do tempo, apoiam esses algozes, através do voto, chegando a eleger ao mais alto grau da esfera política. E nós, simplesmente nós, temos que aceitar as migalhas que sobram de outro município que por justiça não deveremos nada de favor para receber grandes melhoramentos, alegam que são os maiorais, e o município mais populoso da região. Pura Balela!

Essa medida errónea estarrecedora, devem ser compreendida que nos não pertencemos ao bugre podre da região, portanto, não devemos ocultar as mazelas desses políticos inconsequentes que só nos vêem causar mal.

Sim meus amigos, aproximam-se as eleições, devemos marchar com serenidade e não nos rebaixemos mansamente diante desses urubus que só nos vêem buscar votos e depois ficam dando mordidas de cobras venenosas, abocanhando o naco desta cidade. Fujam desses crocodilos perniciosos, cutucando-os com varas compridas, botando toda essa massa negra para correr e deixem-nos em paz.

Por esse motivo, até quando devemos tomar cuidado desses malditos perseguidores que por trás das montanhas tenebrosas querem enganar o povo através de cratenses inconsequentes que os apoiam integralmente, talvez recebendo alguns dotes, mas sem pensar nas consequências sombrias que há no futuro.

Não devemos encobrir esses erros que metem medo. Tomemos cuidado e sejamos vigilantes e não vamos ouvir conversas fiadas desses cratenses, que por sua vez, são os verdadeiros entreguistas que devemos repudiá-los.

Cratenses: temos possibilidades de crescer sem a presença desses cruéis inimigos, inoperantes e desequilibrados do Crato que consideramos vendilhões da pátria.

JUAZEIRO, MEU ABRAÇO – Por Jorge Carvalho

Tenho pela cidade caririense o meu mais íntimo afeto. A mais profunda admiração. O meu maior respeito. A minha grande consideração. Sua gente trabalhadora. Seu comércio pujante. Seu carisma religioso que ultrapassa o Nordeste, o país e “invade” o exterior. Essa última referência pela figura religiosa, política e carismática do seu primeiro prefeito: O Padre Cícero. Templos religiosos que são locais de visitas e romarias durante todo o ano: Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, Igreja dos Franciscanos, do Socorro, Coluna do Horto. Praça Padre Cícero, talvez o “coração” da cidade. Movimentadíssima, dia a noite. Finais de semana noturnos de encontro entre amigos, casais em agradáveis namoros, idosos em salutar bate-papo, crianças em desinibidas brincadeiras infantis. Bares e lanchonetes “cheias” em descontraídos ambientes. Um comércio que a coloca entre as cidades do Nordeste como uma referência econômica atraente e propulsor do desenvolvimento maior da Meca do Cariri. No campo educacional, marcha a passos rápidos e precisos no alcance de possibilitar ao Cariri, aos caririenses e nordestinos oportunidades vocacionais das mais variadas qualificações. Meu abraço Juazeiro, um abraço fraterno a cada juazeirense, a cada morador desta progressista cidade. A cada um, cada uma que “pisa”, que caminha por suas ruas históricas, suas calçadas, becos e avenidas peculiares, suas praças propícias ao necessário e diário lazer, onde crianças, jovens, adultos e idosos se confraternizam em momentos incomparáveis. Juazeiro onde em cada casa, em cada residência, o trabalho, a oração, o bom, o bem habita. Aproveito para lembrar que em nosso programa (Rapadura Culturarte) já tivemos a alegre oportunidade e destacar em simples homenagens, os senhores e instituições a seguir: Alcely Sobreira, Cícero Roberto, Dr. Geraldo Meneses. Dr. Carlos Macedo, Dr. Raimundo Macedo, Dr. Mauro Sampaio, Edvan Pires, Franco Barbosa, Fábio Carneirinho, Folha de Juazeiro, Folha da Manhã, Icasa, Jota Farias, João Barbosa, João Eudes, João Hilário, Jorge Pinheiro, Jornal do Cariri, Juazeiro do Norte (homenagem ao município em um dos seus aniversários em 22 de julho), Jornal Nação Romeira, Luis Carlos de Lima, Matutino Progresso, Maria do Rosário, Maciel Silva, Moraca, O Regional, Pedro Duarte, Pedro Bandeira, Poeta Ermano Moraes, Rádios Iracema, Progresso, Verde Vale AM, Tempo FM, Vale FM, Raimundo Araújo, Socorro Alencar, TV Verde Vale, Wellington Costa, Zé de Benona. Juazeiro, sempre a visito, principalmente em orações na Igreja do Socorro ou em agradáveis conversas na Praça Padre Cícero em noites bem proveitosas. Vou tá “ligado” no verdão do Cariri na série B do futebol brasileiro, mesmo sendo torcedor do Guarani Esporte Clube – o leão do mercado. Um abraço Luciêr Meneses. “Tou” lhe ouvindo no “arquivo musical”. Juazeiro, juazeirenses: um forte abraço.

Jorge Carvalho

Pensamento para o Dia 10/05/2010


“Ingerir alimentos é um ritual sagrado, um Yajna. Não deve ser realizado durante os momentos de ansiedade ou de transtornos emocionais. O alimento deve ser considerado remédio para a doença da fome e sustento para a vida. Trate cada dificuldade que encontrar como uma feliz oportunidade de desenvolver sua mente e de fortalecer-se espiritualmente.”
Sathya Sai Baba

domingo, 9 de maio de 2010

Duas mulheres, duas mães! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo








H
oje, este domingo é denominado dia das mães. Mas eu considero como dia das mães todos os dias do ano, dos séculos e séculos sem fim, amém! Porém, ao despertar, lembrei-me de duas mães especiais: a minha mãe e a mãe dos meus três filhos. Através delas, nesse dia, rendo minhas homenagens a todas as mães do mundo.

A minha mãe se estivesse viva, completaria em breve 110 anos! Isto mesmo! Ela nasceu em 1900, ainda no século XIX, numa época em que as mulheres do Crato pouco ou quase nada estudavam. Ela possuía apenas o curso primário incompleto, mas para mim, jamais vi uma pessoa tão sábia. Fui o seu décimo sexto filho, dos quais, seis já haviam morrido ainda crianças.

Fui educado por minha mãe com muito amor e pequenas doses de provérbios, preciosos conselhos, que ainda hoje norteiam minha vida. “O mato tem olho e as paredes têm ouvidos.”; “Casa teu filho, com a filha do teu vizinho”; “Ver, ouvir e calar: vida tranqüila tu terás!” Repetia isto várias vezes quando tive de ir estudar em Salvador, onde residiria com uma tia.

Jamais a minha mãe me surrou como era a pedagogia dos pais de então. Quando fazia alguma traquinagem digna de uma boa surra, ela nos dirigia um olhar diferente que penetrava em nossa alma e doía mais que mil chicotadas. Mas aquele olhar ficou guardado na minha memória para sempre...

Foi através da minha mãe que, pela primeira vez na minha vida, ouvi falar de Jesus. E enquanto eu brincava, ela se sentava por perto e contava tantas histórias sobre Ele, que quando eu fui ler os Evangelhos, já os conhecia por completo, pela voz da minha mãe.

A outra mãe a quem também dirijo esta homenagem é Magali, a mãe dos meus filhos. Minha fiel companheira há mais de trinta e sete anos, soube também distribuir amor, educar e formar nossos três filhos, que hoje são para nós dois, motivo de muito orgulho.
Meiga, suave, delicada, todos que conhecem Magali notam que ela é possuidora de uma educação que foi forjada no berço familiar e irradia isso para todos que dela se aproximam.

Estas duas mulheres são para mim modelo de mães. Ah! Como seria maravilhoso se todos os filhos honrassem suas mães em todos os dias da vida!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Homenagem a minha mãe- por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Hoje, dia das mães, é a data em que os filhos querem presentear suas mães em agradecimento ao amor, carinho e dedicação que todas elas têm pelos seus filhos.

O dia das mães deveria ser comemorado diariamente, não com presentes materiais, mas com amor, carinho, atenção e sempre valorizando a mulher, que enxerga em cada filho um presente de Deus. Toda mãe dedica aos filhos um amor incondicional.

Nesta data está completando dois meses que a minha mãe faleceu. A saudade é grande, mas sei que ela cumpriu sua missão na vida sendo esposa e mãe exemplar.

Maria Eneida de Figueiredo, minha mãe, casou com meu pai Aníbal Viana de Figueiredo e conseguiram completar sessentas anos de vida a dois. Foi uma longa convivência, que mesmo com as dificuldades enfrentadas, procuraram viver da melhor forma possível. Este foi um casamento de muita união fundamentada no amor. Acredito que eles colocaram nos alicerces da família as palavras de Jesus: “quem ouve as minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha.” (Mt 7,24-25) O matrimônio dos meus pais foi construído sobre a rocha do amor e das bênçãos de Deus. Portanto não poderia deixar de ter sido uma união feliz.

Após a partida do meu pai, a saúde da minha mãe foi se agravando e depois de três anos e dez meses foi a vez dela ir ao encontro de Deus.

Do casamento de meus pais nasceram oito filhos. Lembro-me sempre de toda a dedicação da minha mãe cuidando dos filhos e, ensinando a todos eles o caminho do bem. Ela procurou passar para os filhos os valores morais e cristãos, através do seu testemunho de vida. Uma mulher digna, de muita fibra, que ao longo da vida nos ensinou que o mais importante do que riquezas materiais é o amor ao próximo, o respeito pelas pessoas e a honestidade. Sempre nos incentivou a estudar e a cumprir com nossas obrigações de estudante.

Eu admirava muito o otimismo e a simpatia dela, sempre com um sorriso nos lábios. Por essa qualidade, construiu muitas amizades, pois com a sua alegria e delicadeza atraía muitos amigos. Aprendi com ela que devemos ser fiéis aos amigos e à família. Com o seu exemplo, nos ensinou a respeitar o ser humano, independente da sua condição social.

Tenho muita gratidão pelo amor que ela nos dedicou e os ensinamentos deixados, todos com o objetivo de nos tornar pessoas ajustadas, condição necessária para construção de uma sociedade melhor.
Agradeço a Deus por ter tido uma mãe tão amorosa e dedicada. Pela memória dela homenageio a todas as mães.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo


sábado, 8 de maio de 2010

Pensamento para o Dia 08/05/2010


“O sabor dos alimentos não pode ser apreciado se a pessoa está doente ou se a mente está imersa em outra coisa. Da mesma forma, mesmo se você estiver envolvido em práticas espirituais, você não experimentará o contentamento se seu coração estiver cheio de más qualidades. Você pode saborear a doçura havendo açúcar na língua. No entanto, se houver mesmo um traço de amargura na boca, toda sua boca terá o gosto amargo. Portanto, aqueles que aspiram alcançar a Santa Presença do Senhor devem cultivar bons hábitos, disciplina e nobres qualidades. As costumeiras formas habituais de vida não o levam a Deus automaticamente. Você deve praticar disciplina espiritual (Sadhana) para modificá-la da maneira adequada.”
Sathya Sai Baba

As bases da crise do socialismo no fim do século XX - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Não sendo um substitutivo religioso, o que aconteceu com os partidos que lutavam pelo socialismo nos séculos XIX e XX? Em primeiro lugar, é importante se ter a noção que o socialismo, como idéia política mais bem constituída, surgiu na própria Revolução Francesa. Destacam-se Babeuf, com a Conspiração dos Iguais; os socialistas utópicos franceses e ingleses lá no início do século XIX (Fourier, Saint Simon, Owen etc.) e os Cartistas ingleses que foram os primeiros a incorporar idéias socialistas de democracia, igualdade e coletivismo em movimentos de trabalhadores.

Após a revolução de 1848 na França, quando efetivamente a classe dos trabalhadores enfrentou as estruturas da burguesia, começa, de fato, o movimento socialista que repercute até hoje e que nasce de um documento seminal que é o Manifesto Comunista de Marx e Engels. Deste modo, o socialismo deixa de ser encarado como um ideal para o qual se podiam fazer planos de um futuro Canaã, e passa a ser produto das leis do desenvolvimento do capitalismo. Entenda-se este desenvolvimento com as mesmas bases que Darwin aplicou à evolução da espécie. Ou seja, a transformação que implica em novas formas de estrutura e função. Aliás, em discurso no enterro de Marx, proferido por Engels, ele comparou o papel científico de Marx ao que Darwin tinha feito nas ciências naturais.

Para simplificar, as bases da luta pelo socialismo estavam no desenvolvimento do próprio capitalismo. Nada mais dialético, no sentido filosófico do modo alemão de estabelecer uma análise e um pensamento complexo para o comum da época. Neste desenvolvimento implicam-se as contradições que toda estrutura produtiva tem, qual sejam, os seus limites a partir dos quais deixam de ser. Entre elas grandes questões como: a migração rural urbana gerando excedente de pessoas ao sistema produtivo; o trabalho (infantil, da mulher, jornada, acidentes e doenças etc.); a renda, a aposentadoria, a emergência tecnológica e assim por diante.

A verdade é que todos estes limites, quase quatro séculos de capitalismo, estão presentes em todo o planeta. E nisso é que surge a crise do socialismo histórico em duas fases, antes da primeira guerra mundial e depois da segunda. A primeira crise efetivamente foi o surgimento dos partidos de natureza social democrático, que bebiam nas teses do socialismo. À proporção que estes partidos foram adquirindo natureza de massa, foram tendo que negociar dentro do parlamento e tendo que incorporar os segmentos que emergiram no século XX como a classe média. Com isso se passou a um plano moderado da luta revolucionária e se adquiriu uma natureza extremamente reformista, negociada nos termos do limite do capitalismo e que, por isso mesmo, não só o preservava, como o modernizava e reduzia seus choques com os trabalhadores.

A outra foi a Revolução Russa se tornando a força hegemônica no movimento comunista internacional. Antes que você perceba, esclarecerei uma questão: o movimento comunista internacional não era de natureza idealista, era uma estrutura de análise racional das contradições do desenvolvimento capitalista. Então, a Revolução Russa ao se tornar a força dominante, praticamente subordinou o cenário da luta internacionalista aos objetivos da grande União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Esta contradição foi, ideologicamente, muito bem explorada pelas forças organizadas do pensamento liberal e capitalista.

Quando a União Soviética caiu e todos os Estados que estavam sob sua esfera de influência, mais do que a derrocada do comunismo ou de sua forma autoritária e totalitária, o que se viu foi a emergência de outra fase do capitalismo. Chamado globalizado, criando um sistema de trocas amplas no mundo, envolvendo capitais e mercadorias, além de pessoas de um lado para outro. Quando, por outro lado, os comunistas acabrunhados, passando por intenso revisionismo, se abespinhavam diante da quebra da hegemonia, de modo independente surgiam novas forças contraditórias em todo mundo. Exemplos: o movimento pela preservação do meio ambiente, as lutas contra a globalização, o “terrorismo” islâmico, os embates por ocasião dos encontros do G7 e assim por diante.

A concentração da renda, a liberdade dos capitais e a hegemonia do liberalismo em bases mais sofisticadas de Estado mínimo e da quebra dos direitos sociais, atingiram o outro componente da crise do socialismo, que foi a Social Democracia. Os direitos sociais, mediados pelos Estados Nacionais por meio de suas moedas, estão sobre forte ataque da roda do fluxo financeiro desta nova fase do capitalismo.

O fim da União Soviética não significou apenas o fim do modo de produção socialista, mas o reforço da nova fase do capitalismo, que é o imperialismo. Imediatamente, surgiram pólos alternativos a esta hegemonia, tais como a União Européia e a China. Isto, em 2010, está em plena ebulição. Os EUA, maior representante da forma imperialista está em crise, bem como a União Européia; por sua vez a China se encontra numa encruzilhada, ou bem se acerta no resto do mundo ou se volta para dentro de si.

Na próxima semana, tentarei abordar a difícil questão do que acontecerá, tomando como marco o momento atual. É difícil, porque toda a análise socialista sempre teve, no fundo, a questão da crise final do capitalismo e isso não se viu na prática. A chamada crise final foi, para muitos socialistas, aquilo que os Judeus e depois os Cristãos sempre esperaram, ainda em vida, o retorno do Messias.

No coração da gente - Emerson Monteiro

Passadas se foram situações emocionais e, por vezes, permanecem no âmago do peito, bem no crivo do coração, retardatárias, incoerentes, as mesmas impressões de intenso fervor indefinido nas palavras silenciosas que gritam. Há pouco, impactos vividos no mais profundo da alma pediam gritantes explicações sem resposta, pois dependiam do outros, que duraram dias, meses, existências.
Quais zumbis de qualidade e cores estridentes, tons maiores de ansiedade e desprezo, tais formações nodulosas, invadem a serenidade apenas aparente do cotidiano, filhos diletos das paixões universais, no palco interior desse peito, se arriscam percorrer, por tempo descomunal, os intermináveis corredores dos recônditos lugares do corpo, entra na trilha dos pensamentos através de excursões permanentes de retorno intermitente.
Nisto, bestas solitários portadoras de saudades sombrias, arrastam consigo bolsas pesadas de dúvidas impermeáveis, mágoas fragorosas, culpas sepulcrais, exigências endurecidas, vastas penumbras recorrentes, e, contra a vontade, nos transportam a dimensões reservadas de cavernas escuras, quais guerreiros de dramas ancestrais, postigos de chapéus empoeirados nas jornadas sórdidas da experiência, largados ao abandono diante do monturo supérfluo de horas mortas.
Restos das refeições felizes ali se mexem encarquilhadas, larvas da série da gente nos instantes saboreados quase sempre ao lado de criaturas humanas bonitas, charmosas, fragmentos fantasmas de espelhos desbotados que amareleceram, pétalas secas de livros atirados nas gavetas esquecidas; eles a nos esfregar a cara de palpites pegajosos, reclamos de outras margens impossíveis, erros aflitivos de lances duvidosos, digamos em resumo.
Nalguns momentos, funcionam, sem quaisquer cerimônias, de inimigos da paz interna das tréguas, a chutar contra o patrimônio pessoal. Noutros, agem parecido com micro e dolorosos incidentes suspensos no horizonte do tórax; convergem nuvens de chumbo que teimam em não chover jamais; máscaras de azia, bolos estomacais, cólicas, coceiras...
Só raramente advérbio de modo providencial, menos denso, chega-nos desconfiado em socorro, trazendo notícias de jardins ensolarados, alentos ainda tardios, nervosos, a nutrir de reparo às frustrações lancinantes, marcas vermelhas na vastidão das ilhas abandonadas, testemunhos inconvenientes de perdidos sonhos, amores equivocados, inúteis paisagens das insônias, constelações do universo distante, nos mundos inconscientes; esperanças, talvez, de acasos fortuitos, portais reencarnatórios das soluções futuras, tropel harmonioso dos degraus da verdade eterna.
São os vultos sorrateiros de si próprio, matéria vigorosa da individualidade prepotente, sentimentos, digamos assim, elaborados na ausência da ternura, na busca de termos melhor categorizados.
Bom, nisso de identificar os tais estilhaços flutuantes da corrente sanguínea do ser abstrato e sua dor de existir, império talentoso dos casos clínicos particulares das criaturas atuais, invade-se o tempo da eternidade, nos seis pontos cardeais do intrépido infinito; se chora sozinho, se chora pelos cantos; elaboram-se cantilenas melodiosas, versos quadrados, modernos, perpassados de litanias fragorosas, vendavais insubmissos de súplica que varrem impiedosos as superfícies emolduradas nos eufemismos culturais de letras maiúsculas, decentes, dos valores imortais. Elaborações filosóficas exemplares trabalham as lufadas de tempestade, transformando-as em brisas suaves de manhãs inesquecíveis, conceito civilizado da persistência, feras descomunais extintas se nos mudam mais mansos animais de estimação; quadros fortes de museus; livros encadernados e suas lombadas brilhantes, dose certa depositada nas prateleiras das academias públicas, pedaços conservados nos sarcófagos das gerações futuras; fogueiras apagadas viram rescaldos mornos, a encher de lágrimas doces olhos ardentes...
E cada um rompe o hímen da cena seguinte, com as faces das corujas atormentadas, porém calmas no esquecimento de quem vive com pressão cardíaca nas raias da normalidade, medidas ideais do expediente, destemor na ponta da língua afiada, épicos do espetáculo revivido, máquinas da permanência, seres eficientes do inesgotável destino, altivos palatinos da utopia, páginas de velhos almanaques, último lançamento de grife, etc. Sentimento, generosidade, coração. Expressão, animação, vida. A alma perpétua deste mundo. Veemência de sentimento; entusiasmo, arrebatamento. Pessoa, indivíduo... Arre, quanta letra em espaço tão pequeno só para dizer que dói viver, e angustia sentir paixão não correspondida...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Socialismo: uma questão de fé? - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Vou postar aqui nos blogs da região, por sugestão de Dihelson Mendonça, entre dois e três textos, sobre o assunto do Socialismo hoje. Pretendo, de cara, superar aquele velho debate da Guerra Fria em que se apresentavam as vantagens e desvantagens do sistema de produção capitalista e do sistema de produção socialista. O assunto é histórico e as opções em história nunca são atos de fé e tampouco, uma fabulação de como deve funcionar o mundo.

Um fato central é que ao se discutir o socialismo, necessariamente se debate a superação do capitalismo que historicamente o precede. Por uma questão filosófica, na raiz do pensamento socialista histórico, a sua emergência se daria pelas contradições entre os detentores de capital (capitalista, ou classe burguesa) e os trabalhadores explorados pelo capital (operários) e que resultaria noutra forma de organização da produção, distribuição e consumo de bens.

A análise histórica, também, tem demonstrado que tanto a formulação dos objetivos políticos dos partidos socialistas, quanto a realidade transformadora, tem se acelerado com base nas crises do próprio capitalismo. Estas crises cíclicas do capitalismo geraram conflitos armados de intensidade, revoluções políticas e, também, a emergência de certo radicalismo assentado na estrutura do Estado Capitalista, que são os regimes fascistas no século XX. Observação: não inclui no mesmo bolo os regimes soviéticos e chineses, pois de algum modo não eram capitalistas no sentido liberal de sua raiz.

Portanto, não se falou, até aqui, em atos de fé, em catecismos ou em um idealismo meramente espiritual. Tudo se encontra na base da vida material das pessoas, na economia como se reconhece desde o século XIX. E por isso que as crises do capitalismo se mostram tão agudas como momentos transformadores.

Agora mesmo, no caso dos EUA, da Grécia, o comportamento errático das bolsas; a Letônia, a Romênia e outros que começarão a ser notícia nas próximas semanas; em tudo campeia a contradição. Revoltas nas ruas de Atenas. Nos EUA pelo menos dois atentados, aquele do avião e este em Time Square não se originam no surrado terrorismo islâmico, mas na frustração do homem médio americano com a crise. Mesmo este caso do Paquistanês, não passa de um americano frustrado. Além do mais a ultra direita americana tem se tomado de um protagonismo que deixa de joelhos o velho modelo da democracia liberal.

O mais crítico é que a contradição é entre o capitalismo financeiro e a social democracia que pretendia reformar o capitalismo antes que este evoluísse para a forma socialista. Esta contradição, no que se costuma identificar como Neoliberalismo, significou um retrocesso histórico fundamental, o capitalismo é incompatível com os chamados direitos sociais (incluindo previdência, serviços públicos, trabalhistas etc.).

As lições políticas, os objetivos e as ações adquirem feições ao longo da agudeza contraditória. Por exemplo, nas ruas da Grécia a queima de bancos com a morte de três pessoas. A frustração popular com o próprio parlamento, que aprovou, por maioria, o sacrifício popular, enquanto gritavam nas ruas. Do mesmo modo que se viram a queda dos regimes comunistas no leste europeu, o movimento popular é capaz de subverter a ordem como se encontra estabelecida.

Isso irá piorar pela inflexibilidade do sistema financeiro, todo ele corroído por falsidades, com uma necessidade insuperável de mais juros e lucros. Além do mais a interligação entre os bancos, arrastando para a cena política os próprios Estados Nacionais que, ou bem atendem aos bancos ou ao povo nas ruas. Além do mais nesta altura o valor dos negócios, efetuados em bolsa de valores, estão absolutamente sem parâmetros. A verdade é que um simples “erro de digitação” pode levar a bolsa de N. York a um novo crash. Ontem os prejuízos de certos investidores foram imensos e a credibilidade desta bolsa está comprometida.

Para sintetizar este clima, vou apresentar um trecho de entrevista do Rapper, Mano Browm ao responder sobre o que achava de um dos candidatos (as) à presidência da república, o qual omito o nome para não reduzir a argumentação a esta disputa eleitoral em curso:

O(a) fulano(a) ? O(a) fulano(a) é um(a) cara neutro(a), é um(a) cara neutro(a). Se ela(e) tiver uma criança pobre magra e uma criança rica gordinha e ela(e) tiver um sanduíche, ela(e) joga para o alto e faz aleluia. Ele(a) não dar para o pobre. Esse é o tipo de justiça que ele(a) faz. Esse é a(o) Fulana(o), malandro. Não espere dele(a) um sentimento que um negro teria, um cara operário. Ela(e) é um(a) cara de classe média da ...., filho de ...., que trabalhou, lutou muito também, que dar muito valor pru dinheiro, pru status que ela(e) alcançou, e pela luta da família pobre .... dele.”

Pensamento para o Dia 07/05/2010


“Quando alguém está envolvido no mundo, apenas pensamentos mundanos surgem durante seus últimos momentos. Para aqueles que anseiam sinceramente pelo Senhor, o Senhor se apresentará. Pode-se amar seus amigos e parentes, respeitá-los e mantê-los de bom humor enquanto se move pelo mundo. Mas, enquanto estiver no mundo, é preciso oferecer amor e fidelidade abundantes por toda vida somente ao Senhor, ninguém mais.”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pensamento para o Dia 06/05/2010


“Mais perfumado que as flores com doce aroma, como o jasmim e o lírio, mais suave que a manteiga, mais bonito que o olho do pavão, mais agradável que o luar, é o amor de uma mãe. A vida humana é uma viagem do ‘eu’ para o ‘Nós’. Nessa pequena viagem, você deve desligar-se do corpo e desenvolver apego ao ‘Eu Superior’. Para isso, a graça da mãe é muito essencial.”
Sathya Sai Baba

Penas ao vento – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Por estes dias, não sem motivo algum, lembrei-me de uma pequena história que minha mãe me contou há muitos anos, quando eu era ainda uma criança.

Um mestre, que era muito sábio, possuía muitos discípulos. Certo dia, encontrou um dos seus discípulos numa animada roda de conversa com os amigos. Aproximou-se dele sem se fazer notar e sem querer, escutou que ele falava mal de um dos seus amigos, fazendo injúrias e o desqualificando com atributos dos quais aquele amigo não era possuidor. O mestre se aproximou do discípulo e lhe disse que estava na hora de receber a lição daquele dia.

Os dois andaram durante algum tempo em silêncio até chegarem defronte a uma torre muito alta. O mestre convidou o discípulo para juntos subirem até o mais alto daquela torre. Quando chegaram ao topo, havia alguns sacos desses que se colocam feijão para o transporte. Então o mestre ordenou ao discípulo que pegasse um daqueles sacos e jogasse todo seu conteúdo pela janela da torre ao chão. Este obedeceu, levantou o saco com as duas mãos, estranhando que seu peso fosse incrivelmente tão leve. Abriu o saco e viu que estava cheio de penas. Obedeceu à ordem do mestre e atirou fora todo o seu conteúdo. Ficou alguns minutos observando as penas voarem para longe, espalhando-se por toda a parte, ao sabor dos ventos. Depois que as penas voaram para os mais distantes lugares, sujando várias ruas e praças, o mestre ordenou: “Agora, meu filho, você vai descer e recolher todas aquelas penas e recolocá-las nesse saco.” “Mas mestre é impossível fazer isso! Não posso recolher todas aquelas penas, pois muitas voaram para longe.” E o mestre lhe disse: “Assim são as injúrias e calúnias que se faz contra um ser humano. Jamais poderão ser reparadas.”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O Manto da Ordem Santa Cruz - Penitentes - Igreja Rural Laica


Luiz Domingos de Luna *

É incrível ver a história humana solver no espaço tempo como uma estrela a emitir a sua luz na infinitude do cosmo, porém, se ela existe ou não é uma abstração e objeto de estudo dos cientistas astrônomos, pois é interesse da ciência.

Quando o assunto é norteado para a atuação da Ordem Santo Cruz – Penitentes – Santa Igreja de Roma, tudo vira um imbróglio generalizado, os escritores e abnegados do assunto via de regra, usam uma linguagem laica para explicar o sagrado, e o sagrado na sua constância atemporal, com justa razão, guarda no cofre do mundo espiritual os mistérios de fé, na constância da linha inalterada da alma humana em projeção de fé em expansão.

A matéria a vagar, um fragmento ao martírio, como semente de fé para os que professam um ponto de referência, uma luz, um ponto de segurança neste espaço tempo dissolvido em momentos, dúvidas para uns, mistérios para outros, certeza, incertezas um manto a cobrir todo o aparato existencial como um carrossel giratório sem um eixo lógico, parece que a tônica do tema, o alimento do debate é sempre a dúvida, a certeza parecer ser o que menos importa, até parece que o grande objetivo é a criação de versões.

Não há seriedade no aprofundamento dos assuntos pertinentes ao estudo da Ordem Santa Cruz por quê? Ora, o estado brasileiro é laico, porém nada impede um estudo feito ou direcionado para um setor religioso, com a finalidade do engrandecimento da epistemologia genética da humanidade para o bem

Qualquer cova perdida no matagal da ignorância laica é motivo para parar o processo, ou mesmo, o estudo a que se pretende, por quê. Existe uma dívida, um débito material, um débito espiritual uma guerra entre o mundo material e o mundo espiritual.

Dá para conciliar um estudo sério com um ponto de partida entre estes dois mundos, ou a natureza humana precisa desta cisão para existir.

Até quando temos que conviver com este manto.

É um manto Laico

-Não sei

É um manto Religioso

-Não sei

Se soubesse diria?

-Com certeza não

Mas é assim que a coisa funciona
(*) Professor –Aurora- Ceará
(*) Colaborador do blog Cariri Agora

Valorizar o que é realmente importante - Postado por Océlio Teixeira

Flamengo e Coríntians - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Que palavras para falar de Flamengo e Coríntians ontem no Pacaembu? Jogo de noventa minutos, prá cima, pressionando, arrumando, pelo centro, laterais, na risca do campo. Penalidade feita de má fé? Nem sei se houve, mas alguém pode achar e me calo. Mas as faltas que aconteceram foram de disputa, no drible, no desarme, na faina para atingir a meta da rede.

Os cartões amarelos foram mais do poder de disciplina do juiz do que deslealdade dos jogadores de ambos os campos. Nem provocação entre jogadores, que não apenas aquelas do entrechoque, e o jogo não era qualquer um. Tratava-se dos times das principais torcidas nacionais, uma no Rio e resto do Brasil e a outra em São Paulo.

O Coríntians vinha no embalo, crescendo no campeonato, mereceu a classificação para esta fase. O Flamengo era como certo Exército Brancaleone, atrapalhado, como que avançando na probabilidade e acertando na sorte. A torcida acreditava, é da natureza de toda torcida, acreditar para soltar o grito com mais força ainda, contra os ouvidos de quem duvidava.

E veio o jogo do Maracanã. Apenas um bobalhão como eu, que não vinha de partida em partida, somente tomava pulso pelas manchetes, nem lia a matéria, disse: o Flamengo tira o Coríntians. Sem base qualquer, referência alguma, apenas um sentimento do passado e o Flamengo do tamanho do Maracanã. Opa! Esta figura é banal?! Tamanho do Maracanã, mas não falei das dimensões físicas do estádio. Quis dizer do tamanho de espírito de jogo e do volume de credo na camisa do Flamengo.

E ontem o Coríntians precisava de dois gols e o fez com a maior categoria, abafando a perplexidade do time do flamengo, terminando o primeiro tempo com agenda marcada para a fase seguinte. A torcida do Coríntians era de uma beleza que só existe no futebol e no Brasil. Importam as besteiras policiais do pós jogo, mas falo daquele momento. Dos rostos em felicidade e este substantivo é tão importante que se inscreveu até mesmo na enxuta Constituição dos EUA. A felicidade pode se inscrever entre os direitos fundamentais da humanidade.

O segundo tempo começou com o treinador do flamengo dizendo que o time voltaria completamente diferente. Confesso que desdenhei a esperança do técnico. Mas não tive oportunidade de conjugar os tempos do verbo desdenhar, o Flamengo era outro em campo e nem passei da primeira pessoa, quando o Coríntians levava um gol. E tudo em campo mudou e o Coríntians, embora ganhando no jogo, perdia no campeonato.

E eis que o efeito causado pela psicologia coletiva, pelo histórico dos embates entre ambos, pelo peso da camisa frente à esperança frustrada da torcida, dar aos eventos de bola toda uma “sorte” cujo dado parece viciado. Uma jogada certa, precisa, se frustra por centímetros. Um ataque perfeito esbarra no bate e rebate, meio atordoado, do adversário e, resulta em nada. Ao contrário, o adversário mesmo quando erra, tem por efeito perigo às traves que não podem levar gol naquele momento.

E foi assim que minha alegria de torcedor foi se amargurando com os olhares sofridos dos Corintianos. Com suas unhas moídas na ponta dos seus dentes, ora de um dedo da mão direita e em seguida, para outra mão e nem tinha acabado os restos das unhas anteriores. A moça chorando no abraço ao namorado. Aquele rosto por trás da tela do campo, um pouco na sombra, profundo como as crateras da lua.

Se tivesse o dom de sustar a dor dos Corintianos, não o trocaria certamente pela alegria de torcedor do Flamengo, mas o faria com a compreensão de quem é o Coríntians. Não o seu passado de glória, mas a sua presença, da glória deste povo sofrido da periferia desta descomunal cidade. Deste povo que é feliz e por assim o ser, diz de uma humanidade mais plena e menos artificial.

Mas, confesso, no Rio sou Flamengo, em São Paulo Coríntians e no Ceará, sou Ceará. E do mesmo modo tenho a compreensão pelos outros que não são perfeitos.