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segunda-feira, 17 de maio de 2010

José Serra e o pós-keynesianismo

por Leandro Roque, domingo, 25 de abril de 2010


Existem três vertentes keynesianas, cada uma com muito pouco ou praticamente nada em comum com as outras duas: os keynesianos ortodoxos, os neo-keynesianos e os pós-keynesianos.Os keynesianos ortodoxos foram quase que totalmente dizimados pela estagflação da década de 1970 nos EUA. Como eles advogavam que o estado aumentasse os gastos para reduzir o desemprego e reduzisse os gastos para reduzir a inflação de preços, eles simplesmente não tinham solução para o que fazer quando ocorresse inflação e desemprego altos ao mesmo tempo. Esse era um fenômeno que eles julgavam impossível. Após a década de 70, a maioria sumiu de cena.Entretanto, ainda restaram alguns fósseis. Dentre estes, o mais proeminente é James Kenneth Galbraith, filho do lendário keynesiano ortodoxo John Kenneth Galbraith. Suas colunas, que anualmente atormentam o mundo no website The Nation, mostram que James herdou a ignorância econômica de seu pai — só que com mais vigor. Em sua última pérola, o ilustre diz explicitamente que déficits são maravilhosos, que gastos estatais são supimpas e que — está sentado? — é a dívida pública que faz uma economia crescer.Se você acha que eu estou inventando ou exagerando, pode clicar aqui e conferir por sua conta e risco. Se você não souber inglês, esteja certo de que você está — parodiando Thomas Woods sobre Paul Krugman — "vivendo uma vida muito mais tranquila que a minha". Já os neo-keynesianos são Keynes com sabor de Chicago. São vulgarmente chamados de neoclássicos. Seus representantes mais ilustres são Gregory Mankiw e Olivier Blanchard, ambos populares autores de livros-texto de macroeconomia adotados pelas principais universidades do mundo. Coloque um neo-keynesiano e um chicaguista numa mesa e eles trocarão muito mais carícias do que ofensas. São também inimigos figadais dos pós-keynesianos.Finalmente, os pós-keynesianos. Estes se autoproclamam os verdadeiros keynesianos. Consideram os keynesianos ortodoxos muito pueris e os neo-keynesianos muito ignorantes. Apenas eles, os pós-keynesianos, realmente leram e entenderam Keynes — ou é o que eles próprios dizem. O problema é que ler Keynes é uma coisa, entender é outra. O fato de A Teoria Geral ser absolutamente incompreensível explica bem esse fenômeno bizarro: o mesmo livro gerou três vertentes que não se entendem, não se bicam e se vituperam mutuamente.Economicamente, os pós-keynesianos estão, por assim dizer, à direita dos keynesianos ortodoxos e à esquerda dos neo-keynesianos, que eles chamam de neoliberais. Quanto a estes últimos, as principais diferenças estão na política monetária. Para um pós-keynesiano, a moeda é o segredo de tudo. É ela quem gera a riqueza de uma economia. Se o país não está crescendo, se a economia está aquela pasmaceira, basta imprimir dinheiro e reduzir os juros. O crescimento virá como que por gravidade. É fácil encontrar nas universidades (e eu falo isso de experiência própria, pois tive um professor pós-keynesiano) professores pós-keynesianos que dizem com absoluta convicção que o banco central não deve ter parcimônia na impressão de dinheiro. Quanto mais dinheiro, maiores serão os salários, maior será a demanda, maior será o crescimento econômico. Inflação? "Ah, isso é perfeitamente ajustável. Basta controlar os gastos do governo". Desemprego? "É só aumentar os gastos e duplicar a velocidade da impressora." Capital e produção? "Hein?! O que é isso?"Sim, para um pós-keynesiano, a manipulação monetária é tudo. É da moeda que vem a riqueza. São os juros baixos, tendentes a zero, que propiciam investimentos vultosos e profícuos. O fato de o capital advir da poupança é, para eles, uma ficção. O fato de a produção ter necessariamente de vir antes do consumo é bobagem. E, principalmente, o fato de papel pintado gerar demanda mas não necessariamente gerar oferta (pois oferta precisa de produção e produção precisa de capital e capital só advém da poupança) é algo desimportante — na verdade, isso sequer é considerado. Para um pós-keynesiano, basta você imprimir dinheiro, que as coisas surgem.

Esse professor pós-keynesiano que tive na universidade vivia tecendo loas ao Fed, ainda em 2006. "Aquilo, sim, é que é um banco central heterodoxo, pós-keynesiano mesmo! Lá não tem essa bobagem de contenção monetária que praticamos aqui". Isso, obviamente, foi antes da crise econômica. É bem provável que hoje ele não mais fale isso. No entanto, não podemos ignorar a exatidão e a honestidade de sua análise.Feitas essas considerações, vamos ao título dessa postagem. Algumas pessoas já me perguntaram: "Afinal, qual a ideologia de José Serra?" E eu respondo sem pestanejar: "Pós-keynesiano".Alguns mais bem informados, que se esforçam para ter boa vontade com o tucano e que fazem de tudo para tentar vê-lo como alguém mais amigável ao mercado do que sua insípida rival, ainda tentam contra-argumentar recorrendo aos seguintes fatos: ele foi o mais entusiasmado proponente da privatização da Vale e da telefonia, foi um dos relatores da Lei de Responsabilidade Fiscal, não é do tipo que, ao contrário de Lula, sai dando aumentos desregrados para o funcionalismo público (prefere investir em infraestrutura), não é de estourar o orçamento e incorrer em déficits, além de ser a favor das concessões de estradas e aeroportos para a iniciativa privada.E eu retruco: "pós-keynesiano". Poucos sabem, mas os pós-keynesianos, ao contrário do que o senso comum imagina, não dão muita pelota para esse debate "empresa estatal vs. empresa privada". É perfeitamente possível você encontrar pós-keynesianos a favor da privatização da Petrobras e da Eletrobras, por exemplo. Da mesma forma, eles não acham que o estado deva necessariamente mexer com minério, aço, aviões, petróleo, fertilizante e nanotecnologia. Essa fixação com empresa estatal é um fetiche puramente marxista, e não keynesiano.Da mesma forma, é bastante comum você ouvir pós-keynesiano defendendo orçamento equilibrado. É lógico que, durante recessões, essa defesa vai esmorecer; porém, ainda assim, seria correto dizer que, em tempos normais, os pós-keynesianos são sim a favor de um orçamento equilibrado — o que não quer dizer que eles sejam a favor do corte de gastos; no máximo, uma restriçãozinha aqui e ali.Agora, como é possível imaginar, esse pessoal é casca-grossa justamente na área monetária. Para eles, crédito fácil é condição sine qua non para o crescimento econômico robusto. Dinheiro farto e juros baixos — por meio da canetada — são o caminho da criação de riqueza e da prosperidade. E isso é muito mais perigoso do que criar estatal de fertilizante. Estatal gera desperdício e privilégios políticos; crédito fácil gera ciclos econômicos, destroi capital, aumenta a pobreza e atrasa o progresso.É mais fácil selar a paz entre judeus e árabes do que convencer um pós-keynesiano de que a estatização do crédito e a manipulação dos juros — ambas as medidas explicitamente defendidas por Keynes em A Teoria Geral — são nefastas para a economia. Caixa Econômica, Banco do Brasil e BNDES são entidades sacrossantas para um pós-keynesiano. Bancos públicos, com seu crédito facilitado, são os genuínos fomentadores do crescimento sustentável. Já o Banco Central, a instituição que é para o pós-keynesiano o que o GOSPLAN era para o politburo, pode tanto ser uma entidade extremamente benévola — se presidida por um pós-keynesiano que não tenha parcimônia com a impressora — ou totalmente malévola — se presidida por um Gustavo Franco ou até mesmo por um relaxado Henrique Meirelles, por exemplo.O histórico das declarações de Serra a respeito das políticas adotadas pelo Banco Central confirma sua posição. Era crítico ríspido do chicaguista Gustavo Franco (o que menos expandiu a base monetária do país), por quem nutria "desprezo intelectual". Foi admirador de Armínio Fraga, pós-keynesiano enrustido (o que mais expandiu a base monetária do país). E foi crítico, no início áspero, hoje comedido, de Henrique Meirelles, também chicaguista (cuja expansão da base é um meio termo entre Franco e Fraga).
Serra é pós-keynesiano. E sua rival é uma marxista mussoliniana (no sentido corporativista do termo). Estamos bem.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.
Fonte: Instituto Von Mises Brasil

Hoje nas manchetes - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Acordo Irã, Turquia e Brasil

O Presidente Lula foi, sozinho, ao Irã. Trabalhou o dia todo com os chefes políticos e do governo iraniano e, no anoitecer, saiu o acordo. O Premier da Turquia, que não tinha acompanhado o Presidente Brasileiro, embarcou para o Irã e no amanhecer desta segunda feira o acordo estava terminado.

Teve de tudo. A tradicional grosseria americana através dos seus grandes jornais como o Washington Post: "A insistência dos líderes brasileiro e turco em negociar com esses bandidos é parcialmente devido a suas ambições de demonstrar que são líderes de potências globais emergentes capazes de desafiar os Estados Unidos".

A grande imprensa brasileira vacilou muito, especialmente em dois sentidos: não valorizar as ações do governo Lula ou medo, pura e simples, de ser grande e se ombrear aos humores do império. Apenas têm o sentimento medular do que ameaça o jornal americano em seu editorial.

Não tem novidade alguma em Israel mostrar ceticismo, isso é o natural, especialmente para seus governos nacionalistas de direita, que precisam do conflito com as nações do Oriente Médio para sustentar um dos governos mais odientos da modernidade. O comportamento do Acordo no futuro não há de ser diferente de qualquer acordo em que exista uma tensão adrede construída: o controle da energia nuclear apenas por algumas nações.

A novidade mesmo é que o Governo Brasileiro percebeu a dimensão do seu próprio país. E custa para muita gente, com graduações e pós-graduações, compreender que a história é mudança e que a cautela além de uma boa prática pode ser, também, o escudo dos covardes e daqueles com a síndrome da subordinação.

Anáguas ao mar

Um filme de 1959 sobre a guerra no pacífico chamava-se, em Português: Anáguas a Bordo. Título que, por semelhança, lembra aquelas manchas de petróleo sobre a superfície de um dos mares mais queridos do mundo. O azul do mar das Caraíbas, ou do Golfo do México.

O argumento: as grandes multinacionais estão “c e andando” para a humanidade e a natureza. Como se pode ter uma abordagem do problema e não se ter solução para o erro desta abordagem. Olhe que estamos falando da “British Petroleum” uma das empresas com maior “experiência” em exploração de petróleo em águas profundas.

Procura-se o Titanic do James Cameron e o riso pálida de Sigourney Weaver dando lições de moral ao terceiro mundo. Sabe o que a BP disse quando o líder maior dos americanos explicitou que pagariam o prejuízo provocado ao meio ambiente e à sociedade americana: pagaremos o que acharmos justo.

domingo, 16 de maio de 2010

As sacolas de plástico dos supermercados e o projeto de Lei Ficha Limpa. Por José do Vale Pinheiro Feitosa

Eu, tu, ele, ninguém quer prejudicar a natureza. Pode ser que eles queiram, mas no singular ninguém quer. Do mesmo modo ninguém quer aproveitador sendo nosso representante no poder público.

Mesmo assim desconfio das boas intenções desta campanha contra a sacola de plástico nos supermercados. Tenho a impressão que não passa de um modo de reduzir custos dos comerciantes e de aumentar a venda de sacos plásticos para o lixo.

Como tudo que é calhorda, apenas se fala de um lado da questão. Ora se não é bom carregar as compras em saco de plástico, igualmente não o é ensacar o lixo. Assim como as compras em geral nas lojas, do mesmo modo os frascos de plástico, os plásticos nos automóveis, as cadeiras e mesas e assim por dia que o plástico se multiplica na nossa vida mais do que meus dedos tocando nestas teclas de quê mesmo?

E como desconfio deste “projeto popular da ficha limpa”. Parece sujeira dos poderosos com todo tido de perseguição às lideranças. Agora os juízes mandarão na política. Os malandros terão, todos, ficha limpa.

De “madrugada” vão lavar suas fichas e jogar a sujeira nos adversários. Podem anotar esta: todo sujeito que bate no peito de alto e bom som afirmando uma honestidade franciscana, normalmente tem o cinismo dos cardeais que condenaram o santo.

Política é a natureza de dialogar e lutar por uma unidade de ação no campo da divergência. Toda regra que exista para excluir quem quer que seja do campo já tem um nome histórico bem conhecido dos brasileiros.

Ficha limpa é cassação política. Ordenada por “doutos” que falam um “tecniquês” que ninguém entende e que aplicam a sentença com a firmeza do carrasco ou de ditador de plantão.

Muito além dos Abismos

André Ruschi Santa Cruz, Aracruz, Espírito Santo, Brasil, 10 de maio de 2010

ruschi1@terra.com.br Reproduções e traduções autorizadas. Comunique email com a cópia.


Só conhece a corrente do rio e o rio, aquele que por ele navegou, naufragou e a transpôs, podendo assim transitar e conhecer ambas as margens.

Só conhece as ondas do lago e sua força, aquele que viveu e presenciou o grão de areia do fundo mover-se com a força do movimento de gotas de água do lago, que se move silenciosamente através do movimento conjunto de bilhões de gotas de água, empurrando bilhões de grãos de areia.

Só conhece a sabedoria, aquele que sabe que não sabe, e por saber que não sabe, quando erra, aprende com humildade. O que aprendeu é guardado cuidadosamente como algo que não deve ser esquecido. Sua memória, sendo originada na humildade está livre da vaidade e é considerada como Sabedoria para sempre ser lembrada e jamais esquecida, para que seja usada sempre, para que aquele erro jamais seja repetido.
As ameaças à vida produzidas pela ignorância do homem não podem ser confundidas como obra da Divindade.

Quem conhece os abismos e os segredos que eles ocultam?
Quem tem poder sobre os abismos?

Não basta a luz ou o conhecimento simples dos homens para conhecer aquilo que ninguém nunca viu, ou o lugar que ninguém nunca foi.

Para esta sabedoria, seriam necessários meios que não existem e experiências que não foram feitas, com fins e objetivos que não temos como imaginar.

A água dos rios, lagos, fontes, oceanos, originam-se das portas do céu e das fendas dos abismos que vertem também fogo e cinzas.

Os homens que se intitulam Donos do Mundo, arvoram-se de sábios onipotentes com poder até sobre os mais profundos abismos. Como podem ter poder sobre aquilo que não sabem?

Não estariam equivocados?
Não seriam os abismos e seus próprios poderes oriundos das forças das chamas emanadas das sombras que controlariam estes que acham-se controladores dos Abismos?
Não seriam eles, os Donos do Mundo, meros escravos e servos destes poderes de Fogo e Trevas?

A Divindade dispôs a forma viva do homem na esfera da luz, onde o dia e a noite se alternam, e nada impede que a luz se manifeste.

Na sombra dos Abismos, a Divindade dispôs as forças que somente a própria Divindade, através da mecânica cósmica, rege e determina suas manifestações.

Então, os Donos do Mundo, em sua arrogância e poder equivocados, pois não é originado da verdadeira Sabedoria, profanam as portas dos Abismos, movidos pela ambição. Ao supor que o controlam, acham-se onipotentes e comportam-se enfurecidamente porque não compreendem o Poder dos Abismos.

Quando um abismo se rompe, sua forma se revela na marca e características das trevas que contornam as chamas, como um Demônio ávido por libertar-se dos grilhões dos Abismos.

Ao libertar-se, por onde passam, deixam um rastro de destruição, morte, catástrofe, tragédia, extinção, eliminação, dor, sofrimento, desastre, doença, contaminação, odores venenosos, desgraças, maldições e esquecimento da própria vida e da luz de onde ela se originou.

Quantos Abismos mais serão violados?
Quantos Demônios mais serão libertados?
Por que o homem ainda não aprendeu?
Não bastou a Bomba Atômica?
O Plutônio?
As Dioxinas?
Os venenos?
A 2ª Guerra Mundial?
Quantos demônio mais?
Por que medicamentos viraram drogas perversas?
Por que o valor do dinheiro é maior do que o próprio trabalho?
Por que o poder, das armas e da força é a maior do que da própria sabedoria?
Por que foram destruídas as sábias Civilizações Inca e Asteca?
As 7 pragas do Egito?
A destruição de Sodoma e Gomorra?
O Dilúvio?
O plástico e sua poluição fatal para a ordem da vida?
O aquecimento do planeta?
A extinção das florestas e a formação de desertos?

Rios, peixes e nações inteiras, outrora férteis com milhões de habitantes, agora desérticos, sujos e com multidões famintas, desesperadas e comportamento degenerado...Quem se lembra da pureza da vida?

E ainda, como ousam os Donos do Mundo afirmarem-se como tais e com poder sobre os Abismos e os Demônios?
Se isto é verdade, então por que estes Demônios espalham-se sobre a Terra em seus quatro cantos?
Onde está o poder que afirmam possuírem? Por que não o usam para conter a multiplicação da danação terrena?
Não seria por que mentem e nada sabem?
Ou porque estão iludidos e delirantes como os piores dementes?
Ou por que deleitam-se na falsidade?
Quem são aqueles que deleitam-se na falsidade, na perversidade e no ato da má ação?
Quem erra mais?
O ignorante ou aquele que deleita-se com prazer na falsidade e no proveito que angaria premeditadamente com sua má ação?
Que poder e sabedoria podem originar-se destes atos?
Semelhante, certamente, à falsa sabedoria e atos dos Demônios, somente o Inferno, como a esfera das desgraças, podem ser criados por tais atos.
Então vejam para onde vão e qual o caminho sem caminho e o rastro funesto que deixam, para que isto não seja esquecido e não se repita nunca mais.
Pois como será o fim?
Quem o conhece?
Nem o mais sábio dos homens ousaria desafiar este limite.
Então, por que ainda persistimos nestes erros?
O que falta reconhecer pra assumirmos a humildade de não saber, e assim, só assim, iniciar o eterno aprendizado da Sabedoria, aonde não há fim previsto, a não ser o próprio limite da Divindade?
E qual é o limite da Divindade?
Não há.
Mas o inverso sim tem um limite e é imposto pela própria Divindade e da natureza do que é.
E aqueles que trilharem o caminho do Fim, da dissipação de suas essências e da energia de suas vidas e de milhões...
O que farão quando chegar o fim?
O que farão?
Mentirão?
Trairão?
A quem? E como?
Quais serão as conseqüências?

Se a sentença de um simples ladrão de bancos, que rouba apenas dinheiro sem vida, é ser meramente fuzilado na própria rua ou lugar de seu crime, quando encontrado, qual será a sentença dos Donos do Mundo, que furtam a vida e o seu porvir libertando os Demônios dos Abismos?
Evidências e provas não são suficientes?
O que seria suficiente?
Talvez se soubessem que não passam de imbecis, de ação torpe, pois são movidos pela fúria, brutalidade e mesquinharia.
Pois isto é o que lhes será cobrado.
E como pagarão?
De quem emprestarão?
E como saberão reconhecer os valores que necessitam para transpor o Fim e ir além?
E se não podem transpor este limite, para onde irão?
O que sabem disto?
O que aprenderam com os rios e lagos?
Se destruíram a fonte do saber através de suas perversas paixões pela falsidade, como puderam aprender?
Se destroem os meios que os libertariam das Trevas do Fim, estão condenando-se a si próprios a este Destino.
Fazem por que querem ou porque são movidos pelas sombras...?
Estes são os escravos das Trevas e as diferenças entre os servos da Luz.
Fim...

sábado, 15 de maio de 2010

Pensamento para o Dia 15/05/2010


“Assim como o creme está presente no leite, o fogo no combustível, assim também a realização do Divino é um resultado certo para aqueles que cumprem práticas espirituais. Mesmo se alcançar a Libertação não for obtida diretamente como uma conseqüência de tomar o nome do Senhor, os seguintes frutos são claramente evidentes: (i) a companhia do grande, (ii) a verdade, (iii) o contentamento, e (iv) o controle dos sentidos. Através de qualquer dessas portas, pode-se entrar; quer uma pessoa seja um chefe de família ou um recluso ou um membro de qualquer outra classe, pode-se seguramente chegar ao Senhor. Isso é certo!”
Sathya Sai Baba

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“Há muitas forças destrutivas do mundo. Mas, felizmente, junto com elas existem também forças construtivas. Como estudantes do Verdadeiro Conhecimento (Vidya), vocês não devem transformar-se em adoradores de bombas e máquinas. Devem transformar-se em pessoas ativas, adorando o Divino. Autoridade e poder são intoxicantes poderosos. Eles poluirão a pessoa até que ela esteja completamente destruída. Eles produzem infortúnio. Mas o conhecimento verdadeiro lhe conferirá plenitude e fortuna.”
Sathya Sai Baba

Padarias espirituais - Emerson Monteiro

Elmano Pinheiro Rodrigues, cearense de Farias Brito, supervisor editorial da Universidade Nacional de Brasília, desenvolve projeto cultural de semear a boa leitura pelo Brasil. Quando de férias no Cariri, em janeiro deste ano, ele aproveito a ocasião para dar início a mais 40 pontos de bibliotecas nas cidades do Sul do Ceará.
A proposta de Elmano é incentivar a preservação da memória das personalidades locais nas comunidades onde elas viveram e prestaram serviço, as quais, com o passar do tempo, ficariam esquecidas na memória social, adotando seus nomes para as novas bibliotecas fundadas por ele. Um dos exemplos que apresenta: Abelardo Arrais, líder no distrito de Quincuncá, em Farias Brito, o qual, para resgatar memória e obra do líder, realizou na localidade a instalação do que considerar uma “padaria espiritual”, referência ao movimento literário cearense do final do século XIX, em Fortaleza, capitaneado por vários intelectuais, dentre os quais o escritor Antônio Sales. Tinham preocupação idêntica de fomentar o gosto pela leitura no seio da grande população, através de constantes atividades de divulgação das obras literárias.
No seu ofício profissional, Elmano Rodrigues se movimenta com desenvoltura junto às editoras e autoridades, tanto na Capital Federal quanto no Sudeste do Brasil, reunindo por doação livros e conseguindo o transporte destes aos lugares mais distantes que sejam do território brasileiro.
Os livros são adquiridos junto a ministérios, editoras, universidades e secretarias, sobretudo no Distrito Federal.
Para iniciar uma padaria espiritual, ele oferece a primeira cota de 500 livros, aos quais depois virá reunir novas publicações, a depender do interesse de quem se dispuser a levar em frente o trabalho inicial.
Afinal, o livro define bem o que representa um bom amigo. Sempre do nosso lado, observa silencioso nossos passos e traz o apoio nas horas de solidão e dificuldade, além de nos alegras nas horas de lazer. Houve alguém que, com propriedade, afirmou que “uma casa sem livros é uma casa sem alma”.
O livro segue sendo a maior invenção de toda a humanidade, pois se acha na origem das demais iniciativas humanas, somando experiências e transmitindo as novas práticas, de geração a geração.
Quem ainda não despertou para a riqueza da leitura dos livros deve tomar a feliz iniciativa e começar o hábito da leitura o quanto antes, só então irá reconhecer o que tantos vêm dizendo a séculos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sem palavrões! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Na última visita que eu e Magali fizemos ao Crato, sentimos falta da Movelaria Irmãos Rola na Rua Ratisbona, bem próximo da Estação do Trem. Depois soubemos que o seu proprietário havia falecido. Os móveis ali fabricados eram de excelente qualidade.

A propósito dessa ótima movelaria que o Crato perdeu, juntamente com seu honesto proprietário, lembrei-me de uma pequena história que ouvi sobre os móveis fabricados por essa tradicional oficina da nossa terra.

Robertinho ia cursar o terceiro científico, atual “ensino médio” e, teve de ir estudar em Recife para tentar o vestibular no curso de engenharia. Rapaz de inteligência privilegiada, possuidor de extraordinária presença de espírito, bem valia o esforço que seus pais empreenderiam para que ele seguisse adiante nos estudos. Robertinho se reuniu com mais dois colegas de turma e juntos alugaram um apartamento confortável na Boa Vista, local onde o cratense que visita a capital pernambucana pode encontrar na certa, com vários universitários do Crato que por lá estudam.

Decorridos cerca de três meses de moradia em comum, a camaradagem dos três colegas cratenses aumentava cada vez mais de intensidade. E Robertinho era o mais brincalhão dos três, recitando a cada observação que fazia um sonoro palavrão. Mas isto até o dia em que dona Lurdinha, mãe de um colega do Robertinho foi visitar o filho, para saber como ele estava instalado, enfim, verificar se tudo ia bem, como ia de estudo, e mais uma porção de coisas que toda mãe se preocupa quando se trata do “bem estar” dos filhos.

A presença daquela senhora entre os três estudantes não inibiu Robertinho de pronunciar seus sonoros palavrões. Até que, dona Lurdinha, sentindo-se incomodada em ouvir tantos nomes feios, muito dos quais ela nem imaginava que existissem falou sério com ele: “Robertinho, você vai me fazer um grande favor! Vai me respeitar e enquanto eu estiver aqui não quero ouvir nenhum nome feio saindo da sua boca imunda!”

Claro que Robertinho se melindrou. Sempre que a dona Lurdinha estava em casa, ele se recolhia ao seu quarto, deixando para fazer suas refeições em outros horários ou quando não, se privando de algumas delas. E isto dona Lurdinha percebeu claramente.

Certo dia, ao atravessar o corredor do apartamento, dona Lurdinha viu a porta do quarto de Robertinho aberta e, ele estudando, apoiado numa bonita escrivaninha. Tentando quebrar o gelo, ela puxou conversa: “Que móveis lindos os seus, Robertinho! Onde você os comprou?” “No Crato!” Respondeu Robertinho. E dona Lurdinha quis saber mais: “No Crato? Em que lugar?” E encerrando a conversa, Robertinho acrescentou: “Naquela Movelaria cujo nome é um grande palavrão! E a senhora me proibiu de falar palavrão!”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo
A história é verídica e os nomes dos personagens fictícios para preservar suas identidades.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

RESPOSTA A UM INCRÉDULO

Pedro Esmeraldo
Durante a leitura, por volta do texto sombrio, às vezes de coração partido, tomo conhecimento de conversas desagradáveis que por falta de compreensão e, ao mesmo tempo, passo a responder as palavras indecifráveis de alguém que, por certo, anda com a consciência perturbada que vive atirando pedras em minha pessoa. Com certeza, pensa que eu passo a me igualar as demais pessoas de comportamento duvidoso.

Não meu amigo, o que mais prezo é manter firme a minha consciência e pedir a Deus que me conduza com tranquilidade e saiba conduzir o trabalho com acerto e dignidade, lutando pelo bem comum, traduzindo com fidelidade o pensamento de um povo. Quero afirmar que o que mais prezo é manter a consciência livre de não procurar sujar as minhas mãos, evitando desde já cair na armadilha, procurando seguir os exemplos do meu pai que era um homem reto, honesto e visava dignar-se pelo bem comum através da economia e do bem estar do povo.

Em todas as minhas atividades. utilizo o bom procedimento sem usar o exagero do vil metal, pois tenho como meta manter a paz através do trabalho honesto e auspicioso dentro de um comportamento útil e severo, tentando conseguir o trabalho utilitário a fim de engrandecer a minha terra.

Desejo-lhe afirmar, assim penso eu, pedindo a Deus que me conduza para o caminho da honestidade e nunca ingressar na política indigna que por certo vemos atualmente no Brasil. Assim dizem: "que em terra de sapo de cócoras com ele" e eu não sei andar de cócoras e nem desejo aprender.

Afirmo-lhes ainda que constantemente oro pedindo ao Altíssimo ajuda moral e que seja um cidadão vibrante e altaneiro, desejando perseverança com o intuito de marchar serenamente em procura do desenvolvimento da minha cidade.

A essa pessoa maldosa que vem denegrir a minha imagem afirmo com palavras corretas e com sinceridade procurarei igualar-me as pessoas dignas e com bom comportamento social.

Não senhor, antes de falar de mim peço que venha primeiramente conhecer-me e verificar que não sou aquela pessoa maldosa, e que não rezo na mesma cartilha de certos políticos corruptos e não farei acordo escuso que poderá manchar a minha dignidade.

Antes quero pedir: não fale mal de mim, particularmente aos cidadãos que não me conhecem profundamente. O que desejo é enaltecer todas as pessoas que para mim são honradas, desde que provem o contrário. O que mais me anseia é combater o comodismo e lutar pelo desenvolvimento.

Agora senhor, pense bem não procure acusar sem provas, porque não aceito críticas desairosas que não sabem de onde partiu.

Crato, 12 de Maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Morre em Fortaleza o jornalista Cláudio Pereira

O Jornalista Cláudio Pereira faleceu na manhã desta quarta-feira, por volta das 5h30min, no Hospital Monte Klinikun. Ele estava internado há semanas, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com várias complicações de saúde e necessitava de transfusões de sangue.

O fato de ser paraplégico devido a um acidente de carro sofrido nos meados dos anos 70, não tirou sua vontade de viver. O jornalista tinha uma intensa vida social e cultural.

Cláudio Pereira já foi presidente da extinta Fundação Cultural de Fortaleza, na gestão do ex-prefeito Antônio Cambraia, assim como também dirigiu a Associação Cearense de Imprensa (ACI). (Fonte: Ceará Agora)

COMPOSITORES DO BRASIL


“Felicidade afogada morreu
A esperança foi fundo e voltou
Foi ao fundo e voltou
Foi ao fundo e ficou”
(Lamento, samba de 1958)

ASSIS VALENTE

Por Zé Nilton

Baiano do campo da Pólvora, Salvador, Assis Valente é considerado um clássico na Música Popular Brasileira. Inspiradíssimo, fez canções que encantaram os grandes cantores e cantoras do rádio na década de 1940. Uma delas, Carmem Miranda, que também foi sua paixão secreta, dizem, gravou muitas músicas suas.

Seu começo nas lides musicais data da década de 1930, mais precisamente em 1932, quando conhece o exímio sambista (e mais tarde pintor primitivo) Heitor dos Prazeres. Impressionado com a facilidade de Assis fazer versos, Heitor encoraja-o a compor sambas.

De saída Assis Valente mostra sua verve satírica e, como naqueles tempos era “elegante” falar francês ou usar termos franceses (essa influência observava-se também nas artes, particularmente na literatura), Assis parte para a crítica a esse maneirismo e compõe um clássico da MPB chamado “Tem francesa no morro”, gravado por Araci Cortes.

Assis Valente deixou sua marca na panteão da Música Popular Brasileira pela expressividade de suas composições ora de alegria ora de tristeza. Isto reflete uma inseparável angústia que o fez tirar a vida depois de três tentativas.

Tinha a obstinação dos suicidas que foi potencializada pelo esquecimento popular de que muitos dos grandes compositores padeceram.

Num texto escrito para a coleção da Música Popular Brasileira é narrado assim o fim de sua vida:

“Sozinho, separado da mulher desde 1942, amargurado pelo esquecimento popular, Assis mergulha cada vez mais num poço de angústia.

Por fim, o menino que sempre viveu em Assis junta os cacos de sua vida: passa pela SBACEM (órgão arrecadador de direitos autorais), telefona ao editor Vitale, dá instruções para seu laboratório e vai para a praia do Russel. Perto de um parque infantil, ingere uma garrafa de guaraná com formicida. Eram 6 horas da tarde do dia 10 de março de 1958”.

A homenagem do programa COMPOSITORES DO BRASIL desta quinta-feira a Assis Valente. Vamos comentar algumas de suas composições, como:

ESTE SAMBA FOI FEITO PRA VOCÊ, de Assis Valente com Mário Reis o conjunto Diabos Do Céu.
UVA DE CAMINHÃO, de Assis Valente com Carmem Miranda.
FEZ BOBAGEM, de Assis Valente com Aracy de Almeida.
ALEGRIA, de Assis Valente e Durval Maia, com Tadeu Franco.
TEM FRANCESA NO MORRO, de Assis Valente com Aracy Cortes
CAI, CAI, BALÃO, de Assis Valente, com Francisco Alves e Aurora Miranda.
BOAS FESTAS (Papai Noel), de Assis Valente com Hebe Camargo e Os 4 amigos.
CAMISA LISTADA, de Assis Valente com Carmem Miranda.
BRASIL PANDEIRO, de Assis Valente com o conjunto Anjos do Inferno.
BONECA DE PANO, e Assis Valente com Os Demônios da Garoa.
E O MUNDO NÃO SE ACABOU, de Assis Valente com Carmem Miranda
MARIA BOA, de Assis Valente com Maria Alcina.

Quem ouvir verá !

COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Quintas-feiras, de 14 às 13 horas
Apoio: Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri
Retransmissão: www.cratinho.blogspot.com

Escolhendo candidatos - por Marcos Coimbra

Hoje fiz uma postagem em que identificava os elementos estratégicos da Campanha da Oposição ao Governo Lula. Chamava a atenção para o fato de que ela se basearia exclusivamente no perfil do candidato pois este seria o único preparado para promover avanços nas políticas públicas. Contava a experiência política do candidato Serrra. No final da tarde vi este artigo do Marcos Coimbra, um dos sócios da Vox Populi, em que abordava, com base em pesquisa esta questão. Não estou postando o artigo todo, apenas um trecho em que apresenta os resultados. A matéria inteira se encontra no Correio Brasiliense.

"Uma pesquisa recente da Vox Populi permite ver isso com clareza. Usando uma lista com oito atributos desejáveis para um candidato a presidente (baseada em pesquisas em profundidade anteriores), pediu-se aos entrevistados que escolhessem os três mais importantes. De todos, os dois mais mal colocados foram “ter experiência administrativa” e “ter experiência política”.

Em primeiro lugar, ficou a honestidade, algo que não surpreende ninguém, haja vista nossa experiência nos últimos anos. Em segundo, “conhecer e entender os problemas do povo”, acompanhado, em terceiro, por seu irmão gêmeo “ter condições de resolver os problemas do povo”. Em quarto lugar, estava “ter ideias novas para o Brasil” e, daí em diante, os restantes foram igualmente desimportantes. Segurando a lanterna, “ter experiência política”.

O sucesso popular de Lula, em comparação à percepção de fracasso de Fernando Henrique está, muito provavelmente, na raiz do que se vê hoje em dia. Se aquele que não tinha curso superior e “nunca tinha sido nada” deu tão mais certo que um dos mais ilustres intelectuais de sua geração, o problema é o critério.

Ser “mais preparado” saiu de moda. Será que a campanha Serra consegue reabilitá-lo?"

A oposição avançou suas posições - por José do Vale Pinheiro Feitosa

A oposição resolveu prolongar o governo Lula. Como é oposição tem de mostrar-se mais contundente no continuísmo. Como fará isso?

Convencendo a sociedade que o Governo Lula é o acerto do Governo FHC. O Lula só é sucesso porque FHC aplainou o terreno, tirou os obstáculos e deixou o país prontinho para ir adiante com qualquer governo. Aliás, o Lula está repetindo este mantra ao dizer que não interessa quem ganhe, nada poderá mudar a reta ao destino virtuoso do país cujo curso já foi traçado.

A oposição usará as seguintes teses da terra aplainada: a Lei de Responsabilidade Fiscal é deles e ainda teve a oposição do PT; Alain Touraine, filósofo francês, disse que os “períodos de FHC e Lula são parte do mesmo projeto; as privatizações trouxeram benefícios para o país; os programas sociais foram uma continuidade de FHC e serão melhorados pela oposição.

O interessante é que a oposição considera injúria ao candidato Serra coisas ditas pelos petistas do tipo “Serra vai privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica”. Ou mentem para não perder votos, ou se colocam exatamente no mesmo espectro do que é o Governo Lula.

Explorar as contradições do adversário é comum em política, mas usar em campanhas da oposição a continuidade do governo adversário não é comum. Tentarão, em estilo estruturalista, “desconstruir” o conceito de “continuidade” com outro que é o “avanço”. Aqui as digitais de esquerda do PSDB, enevoando o DEM, pois “avanço” é tido como “salto qualitativo”.

Pretendem usar a referência empresarial do mérito entre os dois candidatos: quem estaria mais preparado para o “avanço” entre os dois? Mas isso seria pelo PSDB, existe o dedo do DEM, quando avanço será: “não haverá hipótese alguma para transgressão à Lei de Responsabilidade Fiscal, festival de boquinhas aos companheiros e nem a entrega dos fundos de pensão aos ex-sindicalistas amigos.”

O conteúdo é frágil como a “moralidade” de esquina, dobrou-a é outra. Não toca nas questões principais do “avanço”. Para a situação o Mendonça de Barros, ícone do PSDB, não pode ser excluído com suas “consultorias de mercado” da categoria de amigos ou de boquinhas.

A chave do “avanço” levar Serra mais à esquerda do DEM e de FHC. Isso é interessante, na tese da “continuidade”, desconstruída em “avanço”, pois torna o “avanço” dependente do Serra. Na oposição dizem: Serra não se ajusta ao figurino de vilão que o PT aplicou a FHC; Serra, assim como Dilma, não se origina da classe rica, é classe média; Serra não pode ser rotulado como direitista, reacionário, candidato dos ricos que irá privatizar o patrimônio público do país.

Quem ouviu a entrevista de Serra na CBN é isso o que ocorreu. Parece que vão tirar o candidato da oposição do conforto do “centro” e jogá-lo mais para a “esquerda”, com o objetivo de confundir a situação e o eleitor. Isso vai desencadear contradições nos tradicionais aliados do candidato, especialmente os grupos políticos mais à direita e a grande mídia que o apóia. Mas terá o papel de levar a candidata da situação a um movimento pendular, ou mais para a direita ou para um discurso mais à esquerda do que o Serra.

Enfim a campanha parece que será mesmo toda ela de esquerda, e não adianta a direita roer as unhas de raiva, dizendo que esquerda e direita não existe.

Pensamento para o Dia 12/05/2010


“No jardim de seu coração, você deve plantar e cuidar da rosa da Divindade, do jasmim da humildade e do lírio da generosidade. Em seu armário de remédios, você deve manter em prontidão os comprimidos do discernimento, as gotas de autocontrole e três talcos indispensáveis da fé, da devoção e da paciência. Através do uso desses medicamentos, você pode esquivar-se da doença grave chamada ignorância (Ajnana).”
Sathya Sai Baba

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“Um bom caráter é a jóia preciosa da vida humana. O próprio nascimento humano é a conseqüência de inúmeras boas ações e não deve ser desperdiçado. Essa chance deve ser utilizada em toda sua extensão. Com um anseio profundo e disciplina firme, você deve esforçar-se para experimentar a divindade e redimir-se.”
Sathya Sai Baba

DICAS PARA UMA BOA SAÚDE 12052010: Alimentos Poderosos – Os Editores



Aqui estou no maravilhoso e violento Rio de Janeiro. Hoje inicio, nesse blog maravilhoso das minhas queridas amigas e amigos do Cariri, um conjunto de textos com esse título acima. A idéia surgiu após a compra da Revista “ALIMENTOS PODEROSOS (Ano I No 1, Editora ALTO ASTRAL): Fortaleça o seu organismo e previna diversas doenças!”.

O conteúdo dessa Revista segue-se na ordem abaixo:

a) Colesterol;
b) Pressão Alta;
c) Diabetes ;
d) Câncer;
e) Osteosporose;
f) Prisão de Ventre;
g) Alimentos que emagrecem;
h) Dieta;
i) Anemia;
j) Memória;
k) Insônia e ansiedade;
l) Gripe e Resfriado;
m) Beleza;
n) Afrodisíacos;
o) Energéticos.

A idéia é publicar a cada dia uma dica desse conteúdo listado. Hoje, iniciarei com uma apresentação dos EDITORES. Acompanhem!

OS EDITORES

“Novos tratamentos e remédios são anunciados todos os dias com a promessa de prevenir e combater doenças. Com o tempo, alguns se mostram consistentes, mas a maioria naufraga rapidamente na própria ineficácia e também por conta da ganância dos laboratórios farmacológicos.

À margem das descobertas milagrosas caminham os alimentos naturais, que devem ser consumidos com regularidade e um pouquinho de disciplina, mas proporcionam uma saúde integral e permanente. Colesterol, anemia, prisão de ventre e muitos outros problemas podem ser resolvidos quando se conhece o poder dos alimentos! Boa leitura.
Os Editores” (p.3).

Bernardo Melgaço
NÚCLEO DE ESTUDOS SOBRE CIÊNCIA, ESPIRITUALIDADE E FILOSOFIA (NECEF/URCA)
HTTP://bernardomelgaco.blogspot.com
bernardomelgaco@hotmail.com

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Socialismo estará no futuro? - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Este texto será o terceiro e último com os quais tentei abordar as questões que envolveram profundamente a crise do socialismo, como um estágio antecipado do ainda “inacabado” das possibilidades do capitalismo. Tive dois leitores que se manifestaram. O professor Zé Nilton que bem tocou na questão do evolucionismo marxista, como uma lei determinística que levaria, necessariamente, ao socialismo (no blog cariri agora). A isso chamou utopia e o com qual, em tese, não discordo . O outro comentário foi do Germano Batista, que embora acusando que o primeiro texto não dizia “coisa com coisa”, compreendeu muito bem que o caminho para uma discussão possível do porvir socialista estaria nos limites do capitalismo como forma básica de instituir uma civilização e de organizar sua vida material.

De cara, me coloco na posição de todo aquele que tenta sintetizar questões complexas. Qual seja compor com enormes lacunas o que de fato ocorreu em três séculos do pensamento humano; tentar segurar uma linha sintética e por último procurar ser claro. Por isso peço desculpas, pois sei das dificuldades e reconheço meus limites na tarefa. Mas ousar é poder e vamos adiante.

Não se pode pensar no socialismo, no estágio atual da história, sem conhecer as bases e a dinâmica evolutiva do capitalismo. Por isso é muito apropriado o conhecimento de Economia Política e, especialmente, acompanhar a sua extensa literatura. A matriz do pensamento marxista, que escolhi como a idéia fundamental de socialismo, desde o segundo texto, é “O Capital”. A partir deste texto e toda a literatura que o analisa, criou-se o que se denominou de “instrumento científico” para avaliar a evolução capitalista, inclusive subsidiado pela questão central do Iluminismo (entre os quais Rousseau) que é a própria racionalidade.

Como imaginar o futuro do pensamento socialista, no estágio atual do capitalismo globalizado, quando ocorreu uma das maiores revoluções desde os tempos da revolução agrícola? Qual seja a urbanização da maior parte da humanidade. Vivendo em concentrações complexas, consumidoras de enormes quantidades de energia e matéria prima, promotora de volumes nunca vistos de novos materiais, rejeitados do processo de produção, distribuição e consumo de bens e serviços que se denomina corriqueiramente como lixo.

Mais ainda, mesmo que se defronte com uma enorme crise no capitalismo central, nunca se viu tão acelerada a inclusão de camadas enormes de consumidores de bens e serviços deste sistema de produção como agora. Na Ásia se tem o maior exemplo disto, já ocorrera no Japão, depois na Coréia do Sul, a China, Tailândia, Malásia e a Índia. Não diferente ocorre no Vietnã que toda a minha geração tem como referência de uma luta revolucionária anti-capitalista. Todos, sem exceção, criando classes médias, novos ricos, mas, principalmente, engrossando o oceano que banha todas as costas da humanidade com produtos e mercadorias num mercado mundial multiforme e muito diferente de tudo que se conhecia.

Aliás, o segundo mercado mundial em termos de população e avidez por consumo se encontra na África. Os Chineses sabem disto e hoje despertam, em termos de consumo nas ruas das capitais africanas, muito mais do que os antigos países ocidentais foram capazes. Na África se abre uma segunda fronteira dinâmica de urbanização, consumo de produtos industrializados e de serviços dependentes de tecnologia de base científica.

Onde isso vai dar? Numa escala de concorrência por recursos primários e por colocação de produtos transformados. Aí temos, na primeira face, a dos recursos primários, as questões ambientais, a fragilidade do uso das energias não renováveis e por último a atitude humana de manter-se em plena capacidade criativa e inovadora. Um parêntese: mais do que nunca a humanidade depende de si mesma para se inovar e renovar no processo histórico em que vive. O novo é quase sinônimo de sobrevivência da espécie e de decadências de civilizações.

Na face da colocação de produtos transformados, o problema continua numa ampliação terrível. Não vou citar estatísticas, mas apenas realçar que existem questões centrais na estrutura do capitalismo que implicam em grandes problemas: a propriedade certamente é uma delas. A outra, decorre desta, que é a distribuição da riqueza através deste gargalo composto por acúmulo e apropriação, que em outros termos, significa poder de uma minoria decidir pela maioria. A evidência deste mecanismo é, por demais, conhecida: a produção de alimentos num ano dá para alimentar quase uma população e meia, e, no entanto, milhões morrem de fome.

A questão, por exemplo, da inovação. Tudo aquilo que significou revolução na humanidade, ocorreu com o aumento do conhecimento científico e a aplicação das leis naturais e da organização social ao progresso material das pessoas. Mas aí, este ímpeto criador, se vê cerceado pela patente, que produz milhões de efeitos ao contrário da inovação. Um exemplo clássico é o do inventor Edison quando dominou o processo de geração, distribuição e iluminação pública com a energia elétrica, tendo que enfrentar os velhos monopolistas da iluminação a gás. Isso ocorre como um verdadeiro horror na medicina científica, quando uma simples pílula, por exemplo, de hipoglicemiante, pode ser a diferença entre a vida e a morte de uma pessoa.

Agora tentando responder à pergunta que me fiz: o socialismo estará no futuro? Não necessariamente uma proposição acabada com base nos termos atuais. Mas certamente uma sociedade diferente daquele velho capitalismo centrado no pensamento ocidental com suas instituições e métodos de produção, distribuição e consumo. Ouso um pouco mais: a questão ambiental ainda ressurgirá como forma de ajuste nos três componentes citados da geração de riquezas. E ressurgirá como uma igualdade de ajuste, mais equânime e muito mais discutida por maiorias. Outro componente central é uma tese otimista.

Neste tipo de sociedade urbana que é industrial (transformadora) e que joga, essencialmente, com energia e massa, talvez o horizonte esteja em experimentos complexos como o do CERN na Suíça, quando o centro do pensamento se encontrará na natureza de partícula da matéria e em processos de altas energias. Se algo se inovar por aí, o que se terá é uma sociedade muito mais transformadora, com necessidades mais racionais de geração, distribuição e consumo. Neste ponto, teríamos, quem sabe, chegado a algo assemelhado ao que os pensadores dos séculos XVIII e XIX chamaram de socialismo.

Por fim, o texto foi longo. Tinha que acabar agora para não perder a meia dúzia de leitores que ainda tinha. Mas como promessa é dívida, acho que, pelo menos no possível a mim mesmo, disse ao Dihelson Mendonça que faria.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cobras venenosas na política cratense – Por Pedro Esmeraldo

O cidadão cratense assusta quando observa o desinteresse de alguns políticos, já que permanecem quietos e alheados diante dos problemas que são muitos e que tenham de enfrentar com dificuldade por mais ténue que sejam; não reagem, ficam quietos, pedem ajuda sem nem sequer ser privilegiados. Não enfrentam com dignidade os obstáculos, não praticam um bom desempenho com a administração séria e honesta. Deixam tudo "correr frouxo" como que, "quem vier atrás, resolva esses problemas".

Ultimamente há uma serie de contrapeso; devem ser solucionados: Mas isso tem que adquirir com lutas intensas procurando solucioná-los com muita disposição a fim de colocar o Crato num caminho reto, de crescimento económico e demográfico . Mas o que? Isto não acontece por que preferem esperar com muita calma, pensando que as coisas podem melhorar e sem retribuir com forças suficientes com o intuito de readquirir o património perdido desta cidade.

Deixam de lado todos os acontecimentos ocorridos em favor do Crato, mas nada fazem por que ficam mudos, sem saber reagir e têem medo de enfrentar o batente e por isso, abocanham todas as coisas boas do Crato. Ficam simplesmente meneando a cabeça, dizendo amém. Depois com o ocorrer do tempo, apoiam esses algozes, através do voto, chegando a eleger ao mais alto grau da esfera política. E nós, simplesmente nós, temos que aceitar as migalhas que sobram de outro município que por justiça não deveremos nada de favor para receber grandes melhoramentos, alegam que são os maiorais, e o município mais populoso da região. Pura Balela!

Essa medida errónea estarrecedora, devem ser compreendida que nos não pertencemos ao bugre podre da região, portanto, não devemos ocultar as mazelas desses políticos inconsequentes que só nos vêem causar mal.

Sim meus amigos, aproximam-se as eleições, devemos marchar com serenidade e não nos rebaixemos mansamente diante desses urubus que só nos vêem buscar votos e depois ficam dando mordidas de cobras venenosas, abocanhando o naco desta cidade. Fujam desses crocodilos perniciosos, cutucando-os com varas compridas, botando toda essa massa negra para correr e deixem-nos em paz.

Por esse motivo, até quando devemos tomar cuidado desses malditos perseguidores que por trás das montanhas tenebrosas querem enganar o povo através de cratenses inconsequentes que os apoiam integralmente, talvez recebendo alguns dotes, mas sem pensar nas consequências sombrias que há no futuro.

Não devemos encobrir esses erros que metem medo. Tomemos cuidado e sejamos vigilantes e não vamos ouvir conversas fiadas desses cratenses, que por sua vez, são os verdadeiros entreguistas que devemos repudiá-los.

Cratenses: temos possibilidades de crescer sem a presença desses cruéis inimigos, inoperantes e desequilibrados do Crato que consideramos vendilhões da pátria.

JUAZEIRO, MEU ABRAÇO – Por Jorge Carvalho

Tenho pela cidade caririense o meu mais íntimo afeto. A mais profunda admiração. O meu maior respeito. A minha grande consideração. Sua gente trabalhadora. Seu comércio pujante. Seu carisma religioso que ultrapassa o Nordeste, o país e “invade” o exterior. Essa última referência pela figura religiosa, política e carismática do seu primeiro prefeito: O Padre Cícero. Templos religiosos que são locais de visitas e romarias durante todo o ano: Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, Igreja dos Franciscanos, do Socorro, Coluna do Horto. Praça Padre Cícero, talvez o “coração” da cidade. Movimentadíssima, dia a noite. Finais de semana noturnos de encontro entre amigos, casais em agradáveis namoros, idosos em salutar bate-papo, crianças em desinibidas brincadeiras infantis. Bares e lanchonetes “cheias” em descontraídos ambientes. Um comércio que a coloca entre as cidades do Nordeste como uma referência econômica atraente e propulsor do desenvolvimento maior da Meca do Cariri. No campo educacional, marcha a passos rápidos e precisos no alcance de possibilitar ao Cariri, aos caririenses e nordestinos oportunidades vocacionais das mais variadas qualificações. Meu abraço Juazeiro, um abraço fraterno a cada juazeirense, a cada morador desta progressista cidade. A cada um, cada uma que “pisa”, que caminha por suas ruas históricas, suas calçadas, becos e avenidas peculiares, suas praças propícias ao necessário e diário lazer, onde crianças, jovens, adultos e idosos se confraternizam em momentos incomparáveis. Juazeiro onde em cada casa, em cada residência, o trabalho, a oração, o bom, o bem habita. Aproveito para lembrar que em nosso programa (Rapadura Culturarte) já tivemos a alegre oportunidade e destacar em simples homenagens, os senhores e instituições a seguir: Alcely Sobreira, Cícero Roberto, Dr. Geraldo Meneses. Dr. Carlos Macedo, Dr. Raimundo Macedo, Dr. Mauro Sampaio, Edvan Pires, Franco Barbosa, Fábio Carneirinho, Folha de Juazeiro, Folha da Manhã, Icasa, Jota Farias, João Barbosa, João Eudes, João Hilário, Jorge Pinheiro, Jornal do Cariri, Juazeiro do Norte (homenagem ao município em um dos seus aniversários em 22 de julho), Jornal Nação Romeira, Luis Carlos de Lima, Matutino Progresso, Maria do Rosário, Maciel Silva, Moraca, O Regional, Pedro Duarte, Pedro Bandeira, Poeta Ermano Moraes, Rádios Iracema, Progresso, Verde Vale AM, Tempo FM, Vale FM, Raimundo Araújo, Socorro Alencar, TV Verde Vale, Wellington Costa, Zé de Benona. Juazeiro, sempre a visito, principalmente em orações na Igreja do Socorro ou em agradáveis conversas na Praça Padre Cícero em noites bem proveitosas. Vou tá “ligado” no verdão do Cariri na série B do futebol brasileiro, mesmo sendo torcedor do Guarani Esporte Clube – o leão do mercado. Um abraço Luciêr Meneses. “Tou” lhe ouvindo no “arquivo musical”. Juazeiro, juazeirenses: um forte abraço.

Jorge Carvalho

Pensamento para o Dia 10/05/2010


“Ingerir alimentos é um ritual sagrado, um Yajna. Não deve ser realizado durante os momentos de ansiedade ou de transtornos emocionais. O alimento deve ser considerado remédio para a doença da fome e sustento para a vida. Trate cada dificuldade que encontrar como uma feliz oportunidade de desenvolver sua mente e de fortalecer-se espiritualmente.”
Sathya Sai Baba

domingo, 9 de maio de 2010

Duas mulheres, duas mães! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo








H
oje, este domingo é denominado dia das mães. Mas eu considero como dia das mães todos os dias do ano, dos séculos e séculos sem fim, amém! Porém, ao despertar, lembrei-me de duas mães especiais: a minha mãe e a mãe dos meus três filhos. Através delas, nesse dia, rendo minhas homenagens a todas as mães do mundo.

A minha mãe se estivesse viva, completaria em breve 110 anos! Isto mesmo! Ela nasceu em 1900, ainda no século XIX, numa época em que as mulheres do Crato pouco ou quase nada estudavam. Ela possuía apenas o curso primário incompleto, mas para mim, jamais vi uma pessoa tão sábia. Fui o seu décimo sexto filho, dos quais, seis já haviam morrido ainda crianças.

Fui educado por minha mãe com muito amor e pequenas doses de provérbios, preciosos conselhos, que ainda hoje norteiam minha vida. “O mato tem olho e as paredes têm ouvidos.”; “Casa teu filho, com a filha do teu vizinho”; “Ver, ouvir e calar: vida tranqüila tu terás!” Repetia isto várias vezes quando tive de ir estudar em Salvador, onde residiria com uma tia.

Jamais a minha mãe me surrou como era a pedagogia dos pais de então. Quando fazia alguma traquinagem digna de uma boa surra, ela nos dirigia um olhar diferente que penetrava em nossa alma e doía mais que mil chicotadas. Mas aquele olhar ficou guardado na minha memória para sempre...

Foi através da minha mãe que, pela primeira vez na minha vida, ouvi falar de Jesus. E enquanto eu brincava, ela se sentava por perto e contava tantas histórias sobre Ele, que quando eu fui ler os Evangelhos, já os conhecia por completo, pela voz da minha mãe.

A outra mãe a quem também dirijo esta homenagem é Magali, a mãe dos meus filhos. Minha fiel companheira há mais de trinta e sete anos, soube também distribuir amor, educar e formar nossos três filhos, que hoje são para nós dois, motivo de muito orgulho.
Meiga, suave, delicada, todos que conhecem Magali notam que ela é possuidora de uma educação que foi forjada no berço familiar e irradia isso para todos que dela se aproximam.

Estas duas mulheres são para mim modelo de mães. Ah! Como seria maravilhoso se todos os filhos honrassem suas mães em todos os dias da vida!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Homenagem a minha mãe- por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Hoje, dia das mães, é a data em que os filhos querem presentear suas mães em agradecimento ao amor, carinho e dedicação que todas elas têm pelos seus filhos.

O dia das mães deveria ser comemorado diariamente, não com presentes materiais, mas com amor, carinho, atenção e sempre valorizando a mulher, que enxerga em cada filho um presente de Deus. Toda mãe dedica aos filhos um amor incondicional.

Nesta data está completando dois meses que a minha mãe faleceu. A saudade é grande, mas sei que ela cumpriu sua missão na vida sendo esposa e mãe exemplar.

Maria Eneida de Figueiredo, minha mãe, casou com meu pai Aníbal Viana de Figueiredo e conseguiram completar sessentas anos de vida a dois. Foi uma longa convivência, que mesmo com as dificuldades enfrentadas, procuraram viver da melhor forma possível. Este foi um casamento de muita união fundamentada no amor. Acredito que eles colocaram nos alicerces da família as palavras de Jesus: “quem ouve as minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha.” (Mt 7,24-25) O matrimônio dos meus pais foi construído sobre a rocha do amor e das bênçãos de Deus. Portanto não poderia deixar de ter sido uma união feliz.

Após a partida do meu pai, a saúde da minha mãe foi se agravando e depois de três anos e dez meses foi a vez dela ir ao encontro de Deus.

Do casamento de meus pais nasceram oito filhos. Lembro-me sempre de toda a dedicação da minha mãe cuidando dos filhos e, ensinando a todos eles o caminho do bem. Ela procurou passar para os filhos os valores morais e cristãos, através do seu testemunho de vida. Uma mulher digna, de muita fibra, que ao longo da vida nos ensinou que o mais importante do que riquezas materiais é o amor ao próximo, o respeito pelas pessoas e a honestidade. Sempre nos incentivou a estudar e a cumprir com nossas obrigações de estudante.

Eu admirava muito o otimismo e a simpatia dela, sempre com um sorriso nos lábios. Por essa qualidade, construiu muitas amizades, pois com a sua alegria e delicadeza atraía muitos amigos. Aprendi com ela que devemos ser fiéis aos amigos e à família. Com o seu exemplo, nos ensinou a respeitar o ser humano, independente da sua condição social.

Tenho muita gratidão pelo amor que ela nos dedicou e os ensinamentos deixados, todos com o objetivo de nos tornar pessoas ajustadas, condição necessária para construção de uma sociedade melhor.
Agradeço a Deus por ter tido uma mãe tão amorosa e dedicada. Pela memória dela homenageio a todas as mães.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo