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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Letrista nega música à campanha de Dilma Rousseff

“A canção ‘Nada Será Como Antes’, de Milton Nascimento, foi negada à equipe da candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, que desejava utilizá-la na campanha, segundo o letrista Ronaldo Bastos, coautor da música junto com o cantor. Bastos criticou duramente a proposta do governo Lula de alterar a Lei de Direitos Autorais, durante encontro de artistas com o presidenciável tucano, José Serra, no Rio de Janeiro, na madrugada de quarta para quinta-feira. Segundo ele, a alteração permitiria, por exemplo, à campanha de Dilma usar a composição sem a autorização dos autores, por não ter fim comercial. “Pediram ‘Nada Será Como Antes’ para a campanha da Dilma; eu e Milton não deixamos. Eles querem, no futuro, poder de certa forma confiscar as obras de seus autores”, atacou Bastos, referindo-se ao Ministério da Cultura, que propôs a alteração da lei “às vésperas do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo”.

Pela proposta do Governo, publicada na internet para receber propostas em meados de junho, “não constitui ofensa aos direitos autorais a reprodução, distribuição e comunicação ao público de obras protegidas, dispensando-se, inclusive, a prévia e expressa autorização do titular e a necessidade de remuneração por parte de quem as utiliza, quando essa utilização for (…) feita na medida justificada para o fim a se atingir, sem prejudicar a exploração normal da obra utilizada e nem causar prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores”.

Para Bastos, a mudança tiraria o controle dos autores sobre a utilização de suas próprias obras, bastando que o uso não fosse comercial. “O Ministério da Cultura anda mal das pernas. Quer interferir no trabalho dos autores e, para isso, montou uma rede de apoios que diz representar a sociedade, mas vai de UNE a um pessoal que tem o nome de Partido Pirata. Enquanto isso, somente 30% dos usuários de música, que vão de casas noturnas e bares a supermercados, pagam direitos autorais.

Gostaria que a Receita Federal agisse tanto para cobrá-los quanto para cobrar impostos para o Governo. Aliás, fora isso, (compositores) não precisamos de nada do Governo. Não queremos”.”

Fonte: Portal Terra - Via Blog do Eliomar de Lima

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Que é isso? Um leão que reza? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Poucas famílias cultivam o saudável hábito de agradecer a Deus as refeições que fazem. Aliás, não somos muito de agradecer as graças que Deus constantemente derrama sobre todos indistintamente. Nós pedimos em demasia, mas pouco agradecemos os benefícios recebidos.

Há alguns anos, reunidos com um grupo de amigos, refletíamos sobre a necessidade de agradecer a Deus e pedir bênçãos pelo alimento de cada dia. Alguém leu numa revista, uma pequena história que ficou martelando minha cabeça. Numa época em que se pretende promulgar uma lei que deveria existir no coração de cada pai e mãe, qual seja: formar e educar os filhos com amor e não com palmadas, vi nessa história uma forma diferente, criativa e sem violência de como um pai deve instruir os filhos. Principalmente quando se pretende impor alguma regrinha que eles não desejam cumprir.

Um pai de três crianças, ao participar de um retiro religioso, retornou à sua casa decidido a fazer orações de agradecimento antes das refeições. “De hoje em diante nós vamos rezar antes do almoço e do jantar.” Ordenou o pai, sob protestos imediatos dos filhos. “Xi, pai, rezar? Isso é muito careta!” Protestou um dos meninos. Então o pai com muita habilidade perguntou: “Está bem, mas contar uma historinha pode?” “Ah, será muito legal!” Disseram todos a uma só voz. E o pai contou a seguinte história.

Um caçador estava numa floresta da África fazendo uma grande caçada. Quando já retornava para casa, deu de cara com um enorme leão à sua frente. Não perdeu tempo. Todo trêmulo, apontou a espingarda bem na testa do leão e deu um tiro. Mas errou. Era a última bala que havia. Então fechou os olhos e esperou ser devorado pelo leão. Passados uns dois minutos, que lhe pareceram séculos, pensou que o leão havia desistido de lhe devorar e fora embora. Mas quando ele abriu os olhos, o leão estava à sua frente, de joelhos, mãos postas e olhando para o céu dizia: “Meu Deus, eu vos agradeço este alimento que colocaste na minha mesa.” As crianças gostaram muito da história.

No dia seguinte, à hora do almoço, os meninos já estavam sentados, quando o pai ordenou: “Levantem-se todos!” Em seguida perguntou: “Como foi que o leão disse diante daquele caçador lá na África?” E as crianças responderam: “Meu Deus, eu vos agradeço este alimento que colocaste...”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

CRIAR MUNICÍPIOS PRÁ QUÊ E PRÁ QUEM? - José do Vale Pinheiro Feitosa

Aqui na distância parece que existe um furor separatista no cariri. Distritos desejam emancipar-se e os deputados, com vistas às suas campanhas eleitorais deste ano, aprovam, pois tudo se justifica quando o objeto da justificativa é o voto popular. Um desejo histórico de possuir “currais eleitorais” entre os futuros munícipes.

Aí se pensa em mais uma partilha nos diversos fundos dirigidos aos municípios, nos gastos com a burocracia necessária e para fazer funcionar os poderes. Não imagine que tudo vai se resumir ao legislativo e ao executivo municipal: tem repercussões deste o endereçamento postal até no judiciário e nas políticas estaduais.

A criação de municípios é tão grave que não poderia ser objeto apenas da representação política, mas sim da democracia direta. Por que todos os eleitores do Crato não podem votar num plebiscito para saber se é conveniente criar o município de Ponta da Serra? Qual é a lógica por trás desta decisão?

Alguém dirá que Ponta da Serra está prejudicada por ser distrito do Crato. Vamos discutir o assunto? Apresentar os argumentos. Então Santa Fé poderia igualmente pensar em algo. E toda a região do Belmonte com a encosta criando um município de terras altas? Deste modo a justificativa pode ser qualquer uma. Mas é preciso parlamentar com o povo.

Vamos que Ponta da Serra não tenha o que merece. Isso se resolverá com a separação? De modo algum estará garantido. Não existe uma racionalidade de eficiência neste furor de criar municípios no Brasil. Agora que tal os nossos representantes na Assembléia Legislativa promulgar e regulamentar uma lei na constituição do estado que garanta a plena defesa dos distritos em relação às suas sedes e ao poder executivo municipal?

Por que não se aperfeiçoam os mecanismos de exercício municipal criando orçamentos distritais, políticas distritais, controles sociais e outros instrumentos que garantam o equilíbrio entre as partes? Isso garantiria muito maior eficiência na gestão do que a criação de mais uma máquina a consumir meios para a função dela mesma.

A discussão da criação destes municípios está fora de lugar e me chamou muito atenção que entre aqueles que escrevem nos blogs, só o Pedro Esmeraldo tocou no assunto. E o mais grave um assessor da prefeitura do Crato chegou a justificar a criação do município de Ponta da Serra e eu não entendi mais nada. Ou entendi tudo?


“Pobre não é um
Pobre é mais de cem
Muito mais de mil
Mais que um milhão
E vejam só...
E só de vez em quando
Pobre é feliz”
(Cicatrizes, Zé Kéti)

ZÉ KÉTI

Por Zé Nilton

Em dezembro de 1964 o parafuso da ditadura militar implantada no Brasil em 31 de março daquele ano ainda não havia iniciado o aperto ao madeiral das artes e dos artistas no país.

Estamos no momento do grande movimento no teatro brasileiro com repercussão significativa para a Música Popular Brasileira. Dois renomados compositores compunham o elenco do Show Opinião – João do Vale e Zé Kéti. Duas trajetórias de vida com origens de classe e de cor parecidas. Igualmente donos de uma musicalidade a serviço da transformação do homem e do mundo.

O inspirado compositor e poeta José Flores de Jesus – na carteira de identidade do Brasil de baixo - confirmam a tese do eminente crítico Tinhorão. Os compositores cariocas são oriundos das classes subalternas da sociedade, sobrevivendo de pequenos ofícios ou de empregos de baixo status no funcionalismo público. Zé Kéti chegou a largar a vida de artista para trabalhar como soldado de Polícia no Rio nos começos da década de 1940. Assim como Lupicínio Rodrigues e tantos outros, a corporação não segurou a inquietude rolando na cabeça do soldado Flores.

Cantou o mundo em que viveu e por via de conseqüência produziu uma vasta obra de inegável valor para a identidade de nossa musicalidade. O morro, a periferia, os botequins, os lugares dos pobres são espaços marcantes na poética denunciadora deste excelente compositor brasileiro.

Naqueles idos dos anos de chumbo e até recentemente a nossa classe média acalentava o sonho (o discreto charme da burguesia?) de transformação social de realidade teimando buscar nas raízes culturais brasileiras seu suporte teórico para a ação revolucionária. Foi nesta que o Teatro de Arena – lá estão Augusto Boal, Oduvaldo Viana, Armando Costa, Paulo Pontes, Tereza Goulart, CPC da Une – elevou o experiente compositor Zé Kéti à condição de artista cênico.

A peça Opinião foi baseada na sua música. A opinião de um caboclo que reinventa o cotidiano “apesar de você” e dos dissabores da vida de pobreza:

“Daqui do morro eu não saio não
Se não tem água eu furo um poço
Se não tem carne eu compro um osso
E ponho na sopa
E deixa andar”
...(Opinião).

Igualmente, suas músicas são transformadas em trilhas sonoras nas películas de Nelson Ferreira dos Santos, Roberto Santos, Leon Hirszman, Cacá Diegues...

Nossa homenagem ao renovador da Música Popular Brasileira, no programa Compositores do Brasil desta quinta.

De conversa em conversa, apresentaremos um pouco de sua história enquanto ouviremos:

ABERTURA, com Zé Kéti, Nara leão, João do Vale etc.
CICATRIZ, Zé Kéti e Hermínio Belo de Carvalho com Zé Kéti
PEÇO LICENÇA, de Zé Kéti com Zé Kéti
A VOZ DO MORRO, de Zé Kéti com Os Demônios da Garoa
O FAVELADO, de Zé Kéti com João do Vale, Zé Kéti e Nara Leão
MALVADEZA DURÃO, de Zé Kéti com Elizeth Cardoso
PRAÇA 11, BERÇO DO SAMBA, de Zé Kéti com Zé Kéti
VOCÊ NÃO FOI LEGAL, de Zé Kéti e Celso Castro, com Wilson Miranda
DIZ QUE FUI POR AI, de Zé Kéti Hortêncio Rocha, com Zé Kéti
OPINIÃO, de Zé Kéti com Zé Kéti
NEGA DINA, de Zé Kéti com Zé Renato & Alcione
MASCARADA, de Zé Kéti e Elton Medeiros, com Zé Kéti
MÁSCARA NEGRA, de Zé Kéti com Zé Kéti

Quem ouvir verá!

Informações:
Programa Compositores do Brasil
Sempre às quintas-feiras, de 14 horas as 15 h.
Rádio Educadora do Cariri – 1020 kz
Pesquisa,produção e apresentação de Zé Nilton
Retransmitido pela www:cratinho.blogspot.com

A coisa certa, na hora certa - Emerson Monteiro

Tantas vezes nos pegamos a considerar se agora estamos onde deveríamos estar, que, ao menor sinal de desencanto, queremos logo saber qual seria um outro jeito de agir e procurar alguma inspiração que satisfizesse as nossas ações improvisadas. Por isso, existem os jogos de azar e os ledores da sorte espalhados neste chão.
As voltas que dá o mundo impõem condições rigorosas no uso do tempo e da liberdade. E uma palavra dita fora de hora, ou de maneira equivocada, corre o risco, não raras vezes, de cobrar preços elevados em termos de sofrimento, o que leva a pensar se haveria outros modos de trabalhar a vida e acertar com mais frequência, sem a presença tão rotineira do erro.
As considerações filosóficas criam esquemas de as pessoas funcionarem com mais sucesso quando gastam idade e saúde, estudos esses que demonstram, em mil doutrinas, religiões tradicionais, saídas particulares e até aventuras errantes, desastrosas, quanto à existência.
Os autores mergulham fundo nessa busca de rever o tempo que passou nas suas vidas, um esforço extremo de consertar aquilo em que falharam, e recuperar a fase auspiciosa da juventude, através dos frutos aprendidos nas experiências. No entanto, o que passou, passou; não volta mais; no que pesem as belas produções artísticas disso resultantes. Lindas melodias, raros livros, telas afamadas.
Os rastros deixados na estrada desta vida significam aquilo em que se transformaram os verdes anos de cada criatura, marcas fixadas no próprio corpo das pessoas, sobretudo na face engelhada, olhares cansados, caminhar incerto; nos dentes perdidos, barriga aumentada, frágil musculatura.
- Ah, se, quando jovem, eu soubesse do que agora sei tudo seria bem diferente na minha história, – afirmam de alguns espectadores arrependidos. Se, palavrinha poderosa, contudo, neste caso, ineficaz para gerar novas consequências. O que significa mesmo já ficou gravado nas trilhas da eternidade, restos de saudades, frustrações, lembranças.
Daí essa dúvida recorrente de saber sempre do lugar certo e da coisa certa ao se encaminhar durante cada momento. Parar e pensar, calcular, planejar, pois todo cuidado é pouco, na utilização dos dons preciosos de existir e dispor da saúde enquanto andamos nesta jornada cotidiana.
Uma crença positiva e as largas esperanças enchem os dias, alegram o espírito e alimentam o trato com os nossos semelhantes, isto sem preconceito e com animação e respeito, nutrientes essenciais da boa convivência. Naquilo que ignoramos, a realidade ensina que sábio é quem planta o bem para depois colher as dádivas da santa felicidade.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pensamento para o Dia 13/07/2010


“Ler e desfrutar das histórias de glória do Senhor, em algum lugar sagrado como um templo, santuário, ermida de um santo ou na companhia de pessoas virtuosas e boas, é uma fonte de grande inspiração e alegria. Isso fará você esquecer todo o resto. Gosto por tal literatura saudável é o resultado acumulado de mérito e esforço. Você pode até mesmo aproximar-se de homens piedosos, servi-los e ouvir sua exposição da glória de Deus. Ouvir só será suficiente no início. Mais tarde, as histórias vão despertar o interesse na natureza e nas características de Deus e os aspirantes encontrarão e seguirão o caminho para a Auto-realização.”
Sathya Sai Baba

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“As pessoas têm três instrumentos principais para se elevarem: inteligência, mente e sentidos. Quando a mente fica escravizada pelos sentidos, você ficará emaranhado e preso. Quando a mesma mente é regulada pelo intelecto, você pode tornar-se consciente da sua própria Realidade. A potência de sua mente pode ser promovida por boas práticas como meditação, repetição do nome do Senhor, canto devocional e adoração. O poder mental obtido conforme as práticas espirituais deve ficar longe dos caminhos errados. Sua mente deve ser liberada do controle dos sentidos e guiada pelo princípio da inteligência. Desse modo, o progresso espiritual será rápido.”
Sathya Sai Baba

Lançamento do livro “Cariricaturas em Verso e Prosa”

Press-release de Claude Bloc

Colaboradores de um dos tantos BLOGS editados na região do Cariri, o Cariricaturas, em número de 33 autores resolveram editar uma antologia com poemas, crônicas, contos e ensaios, sob o título “ Cariricaturas em Verso e Prosa”.

Coordenado por Socorro Moreira, Claude Bloc e Émerson Monteiro, os autores desse livro estarão logrando o trabalho publicado em Juazeiro do Norte – CE, pelo BSG Bureau de Serviços Gráficos, no dia24 de Julho, em uma noite de autógrafos coletiva, com uma performance poética seguida de uma festa dançante animada por Hugo Linard e banda.

Para essa festa de lançamento, estão sendo vendidas 100 mesas no preço de R$ 40,00 cada uma, o que dará direito a um exemplar da obra lançada.

O livro é o renascimento da região após a grande diáspora dos anos 60, quando a primeira grande geração (estou usando um conceito alargado para geração que envolve da metade dos anos 50 até o final dos anos 70) de universitários teve que ir ao litoral encontrar oportunidade. Pois bem, este livro é a desfeita daquele êxodo.

Por isso é que, materialmente, o Cariricaturas em Verso e Prosa está ligado à internet. Foi este instrumento de telecomunicação e processamento rápido que permitiu este reencontro. Que fez o território ser muito maior do que os que permanecem nele.

Pelo livro do Cariricaturas a região é um centro simbólico além das limitações do espaço e do esquecimento do tempo. Ele desnuda aquilo que suspeitavam estivesse encantado, mas na realidade é um encanto de sedução, pois tudo o mais está tão evidente a quem queira enxergar.

Em 24 de julho quando as páginas começarem a ser lidas, o orgulho de sermos um ente coletivo será maior do que a mera casualidade de ter ali a denominação de autor ou não. Seremos um ser múltiplo como desejam todas as nações.

Seremos um povo. Não uma tribo. Não esqueçamos que os cariris eram um povo. Que os portugueses eram um povo. E os africanos eram muitos, mas com um único cordão umbilical de se tornarem cearenses, caririenses, cratenses.

Adaptação dos textos de Émerson Monteiro e José do Vale Pinheiro Feitosa.

Paulo Moura morre aos 77 anos no Rio


Do G1 RJ

O clarinetista Paulo Moura, de 77 anos, morreu de câncer, no fim da noite desta segunda-feira (12), na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. As informações são da assessoria do hospital. Paulo Moura estava internado desde o dia 4 de julho. Ainda não há informações sobre o enterro do músico.

Paulista de São José do Rio Preto, Paulo Moura nasceu no dia 15 de julho de 1932, numa família de instrumentistas. Aos 9 anos, ele pediu para estudar música e começou a tocar clarineta. Aos 14, ele entrou para o conjunto do pai.

Paulo Moura gravou o primeiro dos 40 discos em 1956. Ele chegou a integrar a orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Moura tocou com grandes nomes da MPB, como Elis Regina e Milton Nascimento.

Um dos saxofonistas e clarinetistas mais requisitados no Brasil e no exterior, Paulo Moura foi reconhecido no ano 2000 com o Grammy - o maior prêmio da música mundial, com seu trabalho "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas”. Em 2009, ele se apresentou na Tunísia e no Equador., e lançou o CD AfroBossaNova.

Cédulas eleitorais - Emerson Monteiro

Em um desses programas de televisão que mostram personagens remanescentes da história, assisti a depoimento de um senhor alemão que presenciou o momento exato quando Hitler reuniu multidão, lotando o maior estádio de futebol de Berlim, para, depois de emocionado discurso, consultar a propósito da sua decisão de fazer frente ao resto do mundo e iniciar a Segunda Guerra Mundial, destruindo a paz e ceifando milhões de vidas.
Naquele momento de consulta popular através da aclamação pública, o entrevistado via se configurar iminente a séria catástrofe que atingiria a humanidade inteira, por conta do gesto tresloucado ali resolvido sem qualquer apelação. Contudo nada pôde fazer para impedir a horda que avassalaria os destinos da civilização, porquanto seu voto representou apenas minoria vencida, em meio aos gritos histéricos da massa humana que, favorável ao espírito do ditador incoerente e perverso, assinava cheque em branco entregue nas mãos de frio e sanguinolento psicopata.
Soubesse o elefante a força que tem, o leão não seria o rei dos animais, afirma provérbio indiano, para considerar a verdade indiscutível dos acontecimentos na balança das coletividades.
Avaliassem os eleitores o peso de cada um dos votos que depositam nas urnas, e as sociedades decerto haveriam de conquistar níveis superiores de aperfeiçoamento e progresso durante toda a sua caminhada evolutiva.
Certa vez, ouvi D. Violeta Arraes falar com propriedade a respeito do quanto o povo francês considera importantes os turnos eleitorais, instantes solenes das decisões do futuro. Isso por conta do que a França já sofreu nas garras de aventureiros incompetentes, que lhe submeteram aos traumas de tragédias imensas, porquanto nenhuma família francesa atravessou o século XX sem amargurar o drama da escolhas infelizes de irresponsáveis que dominaram o continente europeu, levando-o a marcas dolorosas e profundas.
Bertolt Brecht, vítima dos desmandos da guerra, define sem meios tons a importância da democracia no poema O analfabeto político, quando assim define:
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que de sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Coletivo Camaradas fará ação no bairro Independência no Crato

Camaradas se reunirão para lançamento do Cordel de Salete Maria e Assembléia.


Debates Tambores, brincadeiras e poesia farão parte de mais uma ação do Coletivo Camaradas na periferia do Crato. No próximo dia 31, o grupo realizará sua Assembléia e o lançamento do Cordel do Coletivo feito pela cordelista e advogada Salete Maria.


A Assembléia terá como objetivo fazer a renovação da coordenação e discutir o plano de atuação da organização e será realizada na sede da Associação dos Moradores do Bairro Independência. Já o lançamento do cordel será na Praça da Comunidade e vista envolver a população através da apresentação do Grupo de Tambores dos Camaradas, recital coletivo, dramatizações e brincadeiras infantis.


Para o Coordenador do Coletivo Camaradas, Alexandre Lucas, o grupo tem sempre uma preocupação em realizar suas atividades em locais onde está a população excluída do acesso a produção do pensar e fazer artístico. “É forte entre os camaradas o conceito de que não fazemos arte para os artistas. Fazemos arte com e para o povo”, afirma Lucas.


Salete Maria presenteia o Coletivo Camaradas com Cordel


Salete Maria é advogada, professora universitária, ativista pelos Direitos Humanos; tem inúmeros cordéis publicados e premiados, sendo a maioria deles sobre direitos das mulheres e temas ligados às questões marginais e periféricas. Salete vem ao longo dos anos desenvolvendo uma poética de preocupação e reflexão social. A poesia da cordeslista é emancipatória e já teve cordéis premiados pela Fundação Cultural do Estado da Bahia-FUNCEB, recitados pela poetisa Deth Haak, musicados pela cantora Socorro Lira, citados pelo jornalista Arnaldo Jabor e referenciado por diversos pesquisadores brasileiros e apreciado por amantes da literatura popular e da cultura oral Brasil e de outros países. A professora Salete desenvolver a sua pesquisa na área de direito e gênero na América, já tendo visitado países como Colômbia e México aonde estar atualmente. Alexandre Lucas destaca na apresentação do Cordel que Salete tem uma trajetória marcada pela inquietação artística e intelectual, mas sempre ajuntada a história do seu povo e a reflexão do seu tempo. “É um orgulho termos um cordel escrito por uma personalidade do nosso campo estético. Salete defende a nossa perspectiva de arte”, ressalta o coordenador do Coletivo.

domingo, 11 de julho de 2010

Tarcisio Pinheiro - José do Vale PInheiro Feitosa

Das coisas que não gosto de fazer, apenas dizem de mim. Nada tem com quem goste. Pois o que eu gosto não tem escala de valor alguma. Apenas uma referência pessoal que se construiu por muitos motivos.

Por isso vou fazer uma coisa que não gosto. Falar de alguém só por que tenha parentesco comigo. Mas o faço por um motivo secundário: quando ele saiu do Crato para fazer faculdade eu era muito novo para lembrar-me dele. Quando retornou, era minha vez de sair.

Mas ele o tinha por uma curiosidade, mesmo naqueles tempos idos, uma singularidade: minha mãe e o pai dele eram primos carnais. O que vem a ser isso? O pai da minha mãe era irmão do pai dele e assim como as respectivas esposas eram igualmente irmãs. Joaquim e Hermógenes por um lado e Amélia e Raimunda pelo outro.

Gisélia Pinheiro, minha mãe e Expedito Pinheiro, pai de Tarcísio Pinheiro eram primos carnais. E vi Tarcísio sempre de passagem em raras visitas. Era muito presente na memória da casa do meu Pai e da Maria do Carmo Feitosa, minha madrasta e mãe dos irmãos caçulas que me dão uma sensação de juventude prolongada.

O motivo principal para falar de Tarcísio Pinheiro é que Maria do Carmo estava procurando algo transcendental para agradecer a Tarcísio pelo que ele foi, em carisma, tolerância e, sobretudo, adivinhação para ela. Tarcísio Pinheiro tinha uma coisa essencial em ser médico ou profissional de saúde de um modo em geral.

Este essencial é gostar de gente. Se preocupar com a pessoa e está sempre ao seu lado quando uma das maiores angústia peal qua se pode passar acontece que é a doença. Por isso este é o dom essencial ao médico, gostar de gente, saber falar com o corpo dela e seu psiquismo individual. Antecipar-se, ou mesmo, atalhar forças que podem piorar a situação de qualquer pessoa.

Sabe quando alguém se encontra perdido? A palavra diz tudo: não encontra seu destino e nem a si. E quando no meio daquele ermo, aparecia Tarcísio Pinheiro, com seu gesto humilde, sua voz doce, mas de comando, convicta, contundente, dirigia alguém ao rumo delas mesmas.

Tarcísio Pinheiro deve ter tido desafetos, um colega que sentiu algo com a prática dele. Uma paciente que não avaliou a verdadeira dimensão do seu empenho. Mas isso eu só especulo por que reconheço Tarcísio na espécie humana e todos os humanos têm seus contraditórios.

A rigor nos raros momentos em que estive com Tarcísio, pude sentir aquele espelho suave da lâmina de água de um açude após as três horas da tarde. Querendo defini-lo com mais precisão vou direto ao que conheço: era o reverso da personalidade exuberante e barulhenta de Expedito Pinheiro.

Tarcísio Pinheiro nem precisa de averiguação para ultrapassar o umbral das pessoas queridas. Ele já nasceu com seu ingresso no umbigo.

As portas do abismo - Emerson Monteiro

O ser humano vive para responder a desafios, sendo esses ainda mais variados nos dias atuais, desde doenças transmitidas nas relações íntimas até as desigualdades sociais expressas nos da violência urbana que predomina, sobretudo nas cidades maiores, sem no entanto isentar dos crimes bárbaros as menores comunidades, em sua grande parte originados da falta de formação moral, do índice de agressividade crescente dos tempos ditos modernos e da utilização indiscriminada de substâncias bloqueadoras das funções da racionalidade.
Neste ponto histórico da nossa espécie, os exageros se apresentam com tamanha dominação que muitos se deixam abandonar sob o impacto desses desafios, quais meros escravos das avassaladoras ondas de uma destruição perversa.
O senso crítico bem que pode prevenir a vacilação comprometedora. Já partir da infância, os jovens devem dispor de estrutura para superar o sugadouro em que se transformou a cultura de massa, tendo ao comando a televisão, espécie de tóxico permissivo, de poderes inimagináveis, máquina do desequilíbrio, outro tipo de droga, quase sempre usada de modo equivocado para vender sensacionalismo, tolerada acima de qualquer avaliação prévia.
Assim, dizíamos, os jovens têm de descobrir desde cedo como criar firmeza para atravessar a longa jornada no planeta, independente da opinião de terceiros, pois a vida é, na verdade, uma missão individual, fora do juízo dos outros, considerando-se a saúde mental como a peça chave do equilíbrio naquilo que iremos cumprir no rumo da felicidade perene.
Quando detêm consciência do que fazem, os moços procuram agir com superioridade em relação a todos esses fatores adversos. Põem-se a par do valor das coisas simples, dentre elas a lucidez, construindo em si um sonho novo no coração, dentro da realização futura, a esperança dos tempos.
O jovem de hoje nem sempre possui condições de vencer o mar tormentoso da droga, porém deve fazê-lo, custe o que custar de sacrifício das vaidades e afoiteza, em nome de sua própria sobrevivência, porque traz consigo a semente do amor e da paz, respostas plenas de renovação de nossa espécie.
Avalie com carinho essa perspectiva: mantenha sua sobriedade no decorre da vida e verá como as reservas serão suficientes para vencer a todos os desafios. Só então perceberá o quanto há de sapiência nos mistérios da Natureza.

Quanta custa cada deputado e senador – por Augusto Nunes


Fonte: Veja on line

O preço oficial que aparece na folha de pagamento é de R$ 16.512,09, mas cada um dos 513 deputados brasileiros custa aos cofres públicos pelo menos R$ 99 mil por mês. Total da despesa com a Câmara: R$ 50.787.000,00. O gasto com cada um dos 81 senadores (cujo salário é igual ao dos deputados) é de R$ 120 mil. Com o Senado, portanto, a despesa soma R$ 9.720.000,00 por mês.

Os números foram extraídos de um levantamento realizado pelo site Congresso em Foco, com base em informações da Câmara, do Senado e da Ong Transparência Brasil, e vem acompanhado de um aviso: “o valor ainda pode aumentar com a incorporação de serviços e cotas difíceis de mensurar”. Entre as “dúvidas” estão a verba destinada a “correspondências mensais” (de 4 mil a 159 mil), o plano de saúde vitalício e ilimitado, as diversas cotas de impressões e “materiais de expediente”.

O último reajuste, que elevou o salário dos antigos R$ 12 mil para os atuais R$ 16.512,09 por mês, ocorreu em 2007. Além do 13º salário, os parlamentares têm direito a duas ajudas de custo (em fevereiro e em dezembro), que efetivamente correspondem ao 14º e ao 15º salários. Entre os benefícios mais generosos figuram as verbas que garantem o pagamento de despesas com passagens aéreas, fretamento de aeronaves, correspondência, telefone (a conta do celular, por exemplo, é ilimitada), combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação das atividades parlamentares, aluguel de escritórios políticos, materiais de expediente, assinatura de publicações e serviços de TV e internet e a contratação de segurança privada.

Essas despesas não incluem a gastança com os quase 36 mil funcionários públicos do Legislativo, população superior à de centenas de cidades brasileiras.

sábado, 10 de julho de 2010

Grandes atrações da Expocrato estarão no Palco Sonoro URCA/BNB

Começa nesta segunda-feira e prossegue até sábado o Palco dos Artistas do Cariri na Expocrato. Alguns artistas chamam de Palco da Resistência por ser um dos poucos espaços que eles tem para se apresentarem.

O Palco Sonoro da Universidade Regional do Cariri – URCA e do Banco do Nordeste trarão mais de 20 atrações musicais e teatrais. O Palco é um dos poucos espaços destinados aos artistas regionais numa das mais antigas e maiores festas do interior do Estado.

Esse ano a reitoria da Universidade teve que recorrer a Comissão Gestora da Expocrato para pedir autorização na realização do palco. Tendo em vista que a Comissão tinha proibido o uso de aparelhos sonoros em algumas partes do Parque de Exposição.

A intenção do Palco é garantir não só a participação dos artistas regionais, mas a diversidade e a pluralidade musical do Cariri. Com o tema “A tradução contemporânea de nossas tradições” será apresentado no Palco Sonoro: música instrumental, forró pé-de-serra, hip-hop, jazz, reggae, pop-rock, maracatu e outras sonoridades e misturas musicais.

O Palco é uma realização da Universidade Regional do Cariri, através da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX, Instituto Ecológico Cultural Martins Filho – IEC e conta com a parceria do Centro Cultural do Banco do Nordeste. A produção é da Oca-Officinas de Cultura Artes & produtos derivados e o Coletivo Camaradas.



Veja a Programação - Clique na Imagem

Reocrdando: Wilson Simonal - Por Océlio Teixeira

Embaixadas do Cariri - Luiz Domingos de Luna*

O que caracteriza o povo caririense é justamente a tenacidade, a superação de desafios, a busca de horizontes promissores, assim, na rolagem do tempo, a presença do caririense é uma constante nos mais diversos espaços geográficos; principalmente nas grandes cidades, metrópoles, inclusive, a representatividade do tecido sociológico das cidades do cariri, nos grandes centros urbanos, é algo que poderia ser norteado para o bem estar das cidades mães, a união, a formação de associações representativas das cidades de origem, é sempre uma vertente positiva, pois o elo entre os grandes centros e o cariri na construção de uma ponte interativa, séria e comprometida com a base, é fonte de problematização, questionamento, foco de luz e civilidade.
A internet é uma ferramenta que pode ser muito útil na consolidação destes blocos com visão as origens, pois o egresso, não deve ser visto como um “exilado”, ou viver numa reminiscência eterna, vez que a força interativa, constante e coesa, via mundo on-line é um portal a viver dentro de espaços a referenciais diferenciados, porém, sempre à luz da cola sociológica do passado congelado às atualizações do presente e com a visão de futuro assegurada a unicidade dos participantes deste processo social globalizado acessível a todos.
Urge assim, que cada embaixada, tenha o seu próprio estatuto, objetivos bem claros, determinados e concisos, sendo que, a visão de futuro promissor, o facho da civilidade, do progresso, da harmonia, sejam premissas para o norteamento da qualificação do quadro social, pois a liga epistemológica contida neste canal é corrente de luz e vida para todos que estiverem compartilhando com este processo, que é sempre foco de entrelaçamento das “forças vivas pulsativas” em uma sociedade que almeja com o futuro, onde o progresso, a harmonia de convívio social, fonte, pois, assim, todos de fato e direito, possam ter a possibilidade de ser felizes de forma plena e pluralizada.
(*) Professor – Aurora - Ceará
(*) Colaborador do Blog Cariri Agora

UMA CARGA ELEGANTE DE PROTESTO – Por Pedro Esmeraldo


Somos contra ao pensamento antipatriótico (aquele que não tem patriotismo) que vive constaniemente contrário ao município do Crato e anda com métodos fantasiosos, às vezes, sublevando através de conversas enganosas, dizendo para o povo que esta separação é bom para o Crato. Isto não passa de idiotismo de alguns habitantes de distritos irrelevantes que por ora almejam a emancipar-se à força.

Não temos objeção alguma, mas, convém notar, todos os cratenses devem estar unidos com muita prudência familiar, trazendo em si a paz espiritual com o trabalho solidário.

Queremos permanecer unidos, lutando ombro a ombro, procurando um ponto de apoio para nos sustentar com forças igualitárias entre todas as camadas da população, quer sejam pobres, quer sejam ricas. Tememos as consequências sombrias desses distritos, pois não há comparação de atividades, unindo as forças das correntes aliadas e que venham futuramente trazer o progresso e estímulo a um movimento no futuro próximo.

Mais de uma vez, lembramos a esse povo que não temos nenhuma satisfação de maior querença com esse distrito, mas tão somente de o apoiarmos, dando condições de elevar-se com galhardia, visto que além de ser proeminente (querendo ser elevado) não tem poder econômico suficiente para se proteger com firmeza num campo sólido e que não seja manipulado por um bando de políticos ansiosos de progredir. Mas, avisamos que a maioria desses homens políticos vivem manipulados por esses malfeitores que andam pulando de galha em galha, catando votos, querendo ser importante, onde prolífera a corrupção que ora está em voga neste país.

Relembramos que avisamos em crônicas anteriores que alguns distritos de Fortaleza permaneceram onde estão sem nunca pensar em emancipar-se e hoje vivem beneficiados pela força da paz. Adquirem pontos positivos equilibrados e avantajados em seu crescimento, sendo favorável a uma cadeia de produção que medrou o desenvolvimento evoluído.

Ficamos magoados com certos líderes locais, visto que não têm conhecimentos de causas sentimentais e enjoativas. Aliam-se a esses políticos macambúzios que assaltam a cidade sem ter nada a perder aqui, dizendo que são filhos adotivos, mas que possuem ideias rnacarrônicas, pois querem provocar a divisão de um povo unido e trabalhador.

Também ficamos ressentidos com alguns líderes locais pontasserranos que vivem ouvindo conversas desconexas provenientes desses falsos líderes. Não têm amor ao Crato, já que vivem pregando esse movimento de curta duração. Esses homens não têm amor à terra comum, não enxergam o que vem pela frente, visto que querem elevar-se com categoria à emancipar distritos. Devem ser repudiados pelo povo que permanece com pensamento positivo, contornado por uma faculdade lógica de comparar as ideias permitidas do conceito brilhante do indivíduo dotado de faculdade intelectiva.

Longe de nós o pensamento irrefreável de querer açambarcar esse movimento monopolizador de certos políticos desconsiderados pelos acordos danosos que virão modificar o comportamento absurdo desses intrometidos que consideramos como abutres que invadem o Crato

Mas um vez gritamos: cratenses, não se deixe embriagar-se, não sejam ingênuos, não acreditem em conversas ocas que só vem nos trazer o mal! Por bondade, não ouça essas palavras que nos causam nojo e talvez nos causem má sorte em nossas atividades

Crato CE, 09 de Julho de 2010

A Taça do Mundo é nossa! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Ela é nossa! Mas não é a taça que será erguida amanhã pelo capitão da equipe vencedora da XIX Copa do Mundo. Mas o gesto de Bellini mostrado na foto ai do lado é nosso. A taça, um dos troféus mais bonitos que surgiu sob a vontade de Jules Rimet, um francês que criou a Copa do Mundo, não está mais conosco. Infelizmente foi roubada por mãos inescrupulosas e derretida para venda aos receptadores. Existe apenas uma réplica para lembrar que ela ficou no Brasil. Mas o orgulho de tê-la conquistado definitivamente e o gesto de erguer a taça do mundo ao recebê-la pertence aos nossos jogadores e a nós brasileiros e ninguém poderá roubá-los.

Depois de Bellini todos os campeões mundiais ao receberem a taça, repetiram este gesto tão bonito e emocionante surgido por acaso. Antes os capitães deixavam-se fotografar com a taça à frente do corpo. Em 1958, os fotógrafos brasileiros estavam postados atrás de uma multidão de colegas de outros países e pediram a Bellini: “ergue a taça!” E ele a levantou de uma forma tão bonita que é repetido até pelos campeões de outros esportes.
Que os craques das gerações futuras joguem com mais amor e coloquem a alma no bico das chuteiras para que o povo brasileiro tenha a esperança renovada a cada quatro anos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo