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domingo, 8 de agosto de 2010
Instituto Federal Educação, Ciência e Tecnologia - Campus Crato - lança programa Qualidade de Vida
Ser pai – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Ser pai é tomar nos braços o recém-nascido, contemplá-lo com incontida alegria, e ver naquele pequenino ser um pedaço da sua própria carne!Ser pai é voltar a ser criança e com os filhos brincar, cheio de esperança; com eles jogar sinuca, ping-pong, pião, bola de gude e futebol. É projetar naquelas frágeis criaturas uma a vida melhor, um futuro brilhante, radiante, para o qual não conseguimos alcançar. Vibrar com as vitórias de cada um deles, como se nossas elas fossem.
Ser pai é sofrer com o choro incontido, que nem sempre entendemos o sentido e, tomar para si as dores dos filhos, sejam eles ainda pequenos ou adultos, e defendê-los com unhas e dentes dos perigos e agressões que a vida sempre nos reserva.
Ser pai é viver intensamente hoje, as virtudes que desejamos ver nos filhos amanhã.
Ser pai é ter aquela sensação de masculinidade. Contemplar aquela pequena e divina criatura e sentir-se indigno de colaborar com Deus, em sua infinita obra criadora.
Ser pai é possuir o dom da gratuidade, uma verdadeira vocação!
Ser pai é abraçar os netinhos e verificar recompensado, que a vida se renova a cada dia e continua num novo alvorecer. E numa prece de agradecimento pela missão cumprida, dizer: obrigado Senhor! Teu servo agradece por tantas alegrias nesta vida.
Dedicado ao meu querido pai, um modelo de vida, que Deus levou para junto dele há 44 anos, com a mesma idade que eu terei no próximo Natal. (65 anos, 3 meses e 10 dias)
Em 08.08.2010
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Hiroshima nunca mais!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Imagens - Emerson Monteiro
Elas vêm de novo se achegando aqui por perto espraiando pelo firmamento do juízo, e tomam conta desse universo inteiro de mim. Os fragmentos amarelecidos nas lufadas de vento em folhas sacudidas, multidão impaciente, dão mostras de vida nas árvores da Serra. Junto, cantos esparsos, pipilados intermitentes de aves friorentas, ponteiam cada instante, assinalando o rufar do relógio preso dentro do guarda-roupa indiferente na condição da casa. E fiapos soltos de pensamentos voam libertos pelo ar, quais acordes sincopados de velhas sinfonias do mais distante passado. As cicatrizes do aprendizado, que a história oferece ao sentimento porejam de interrogações, nos toques abandonados de reluzentes aventuras arcaicas ao sol da manhã fria. São porta-lápis de aulas anteriores que invadem o querer da gente de falas, lembranças de filmes, livros, poemas, numa sala vazia das pessoas que se ausentaram, deixando saudades contundentes na existência audaz, enquanto o barco, impávido, seguia sua jornada-correnteza nos caminhos a acima.
Imagens grudadas nas paredes da memória que ardem, pois, notícias agitam o esquecimento ainda meio adormecido. Tantas palavras aqui depositadas em tomos empoeirados, nas prateleiras das coisas fugazes, biblioteca milenar de quimeras, sonhos, névoas, estremecimentos, motores eternos, quase trilhos, que circulam dimensões consistentes, acordes, cantigas, histórias, palmas acesas, o farol aberto das enseadas, grilhões rompidos e normas restabelecidas.
Cruzar pontes levadiças, cavaleiros andantes, vultos escondidos sob capuzes misteriosos, sombras que desfilam na retina imortal de olhos ensolarados, alvoradas festivas ao gosto próspero do viver sorridente que brinca semi-deuses conosco quadro a quadro.
Quantas cartas vagam silenciosas, a transcorrer os espaços aquecidos da alma. Quantas vagas... Então, número infinito de perguntas pulula na tela verde-azul em gotas suaves de ondas quebrando ao acaso, luzes vindas bem de dentro; com isso, mostram avisos de outras formações em movimento, mesma sequência de objetos ofertados às portas e janelas entregues no sereno circunstancial das horas.
Um pulsar de veias no só cuida de aumentar o cenário interior entranhado pela música do vento. Estrelas que latejam céus de ritmos persistentes. Contudo, cheiro de vida preenche o bojo dos sentidos, circula em volta do mastro do coração e desce pelas encostas adormecidas do corpo, tatuando marcas indeléveis, gravadas para sempre na eternidade de um todo coerente sem desaparecer ingrato nas curvas macias e carinhosas dos lençóis.
OBS.: Notas de uma madrugada fria de domingo, inícios do mês de agosto de 2010.
"Escrever não é fácil, não há glamour", diz Ronaldo Correia de Brito
FABIO VICTOR (ENVIADO ESPECIAL A PARATY )
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
COMPOSITORES DO BRASIL
a gente tem que ser,
em primeiro lugar, anarfabeto".
ADORINAN BARBOSA
Por Zé Nilton
Diz-se que Adorinan Barbosa é o heterônimo do cantor, compositor, humorista e ator João Rubinato. O homem é descendente de italianos, daí essa capacidade para viver o cômico e o trágico tanto na música como na vida artística.
Criou todos esses personagens no bairro do Bixiga e não no de Jaçanã como diz na música Trem das Onze. Por ali e suas imediações ele descreveu histórias dos pobres, dos desvalidos, dos boêmios, dos arruaceiros, dos trabalhadores sem valor, tirando sarro de tudo e de todos. Deu-lhes voz e vez porque os registrou no que há de melhor na Música Popular Brasileira – o samba (paulista).
O ouvido de Adorinan Barbosa foi privilegiado. Captou os sons audíveis e inaudíveis das falas e das músicas do povo. Matéria prima de sua criação artística e musical. Na música, ou melhor, no samba, música do povo, brincou com o ritmo e com as palavras. Caiu no gosto da plebe. E quando os ilustrados viram que era bom, adoraram e adotaram Adorinan, e São Paulo nunca mais parou de ser a referência de um samba genuíno, de raiz e bonito.
Aliás, quando ouço ou leio “S.Paulo, túmulo do samba”, rogo à Santa Cecília –Mãe, perdoai porque eles não sabem o que dizem...E lanço meus ouvidos para a música de Adorinan, num ato de desagravo.
Conheci Adorinan primeiro em filmes, nos de Mazzaropi. Sessão dominical das 13 horas, Cine Cassino. Tudo muito normal – o calor e o filme em preto e branco. Lembro-me de “Candinho”, “A Carrocinha” e um de cangaceiros.
Sou vidrado na voz de Adorinan Barbosa. Voz de taboca, diria meu pai. Esta voz gaga e rouca entra no ritmo e no compasso de suas músicas e lhes conferem identidade. Nunca o ouvi interpretando músicas de outros compositores. Daria certo?
Cem anos de Adorinan, nesse dia 02 de agosto. Na verdade, idade em dois nos antecipada para garantir os benefícios da C.L.T. Aqui me lembrei de outra voz rouca: Nelson Cavaquinho, antecipação de idade para servir ao Exército.
Assim como você, falaria muito de Adorinan porque ouvi e ouço muito suas músicas. Vamos ficar por aqui deixando um convite para saborear algumas de suas obras-primas amanhã no Compositores do Brasil.
Na sequencia:
UM SAMBA NO BEXIGA, com Demônios da Garoa
ABRIGO DE VAGABUNDO, com Adorinan Barbosa
BOM DIA, TRISTEZA, de Adorinan Barbosa e Tom Jobim, com Maysa
CONSELHO DE MULHER, (porgressio), de Adorina Barbosa e Oswaldo Moles, com Demônios da Garoa
TORRESMO A MILANEZA, de Adorinan Barbosa e Carlinhos Vergueiros, com Adorinan Barbosa, Clementina de Jesus e Carlinhos Vergueiros
TIRO AO ALVARO, de Adorinan Barbosa e Oswaldo Moles, com Adorinan Barbosa e Elis Regina
PROVA DE CARINHO, de Adorinan Barbosa e Hervê Cordovil com Demônios da Garoa
DESPEJO NA FAVELA, com Adorinan Barbosa e Gonzaguinha
AS MARIPOSAS, com Demônios da Garoa
TREM DAS ONZE, com Demônios da Garoa
SAMBA DO ARNESTO, de Adorina Barbosa e Alocin com Demônios da Garoa
SAUDOSA MALOCA, com Demônios da Garoa
TRISTE MARGARIDA, com Adoniran Barbosa.
Quem ouvir verá!
Programa Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Todas as quintas-feiras, de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Retransmissão: www.cratinho.blogspot.com
Cariri sediará encontro do PIA
Encontro promete agitar a cena artística local com a participação de artistas de diversos estados brasileiros.
O Coletivo Camaradas realiza entre os dias 17 e 21 de agosto o encontro dos PIAdores no Cariri – “A Cidade Não Pára”. O objetivo é conceder mais força à formação de artistas e desenvolver vivências na cidade. Como público alvo estão focados os jovens das zonas periféricas de Crato. Por meio de uma programação ampla que perpassa intervenções urbanas, oficinas, debates, exibição de vídeos, shows e troca de acervos artísticos dos coletivos, os processos de fazer e pensar artísticos serão postos em cheque.
Para participar
As inscrições poderão ser realizadas no CCBNB e na PROEX da URCA, ou nas escolas públicas parceiras. O número de vagas por manifestações ofertadas é limitado.
Evento: encontro dos PIAdores no Cariri – “A Cidade Não Pára”
Data: 17 a 21 de agosto
Horário e local: ver programação
O que é o Encontro dos PIAdores no Cariri?
A Cidade não Para - Encontro dos Piadores no Cariri - O Coletivo Camaradas promove, dentro da programação do IV BNB Agosto das Artes, o 1º encontro do PIA (Programa de Interferência Ambiental) no Cariri. O PIA é uma plataforma de artistas contemporâneos que agrega integrantes de diferentes coletivos do Brasil. O Encontro constará de intervenções urbanas, vivências, oficinas, debates, exibição de vídeos, shows e troca de acervos artísticos dos coletivos.
Oficinas
PARADO EM MOVIMENTO - Ação-grafite-vídeo-pintura
Ministrante: Tales Bedeschi –MG
Vagas: 10
A oficina-ação que resgata o processo criativo do sul-africano Willian Kentridge e as ações do coletivo BLU. A proposta é resgatar personagens e condições de produção local para criação de um repertório imagético que vai dar origem a uma animação em stop-motion. A animação nada mais é que o registro fotográfico da formação de uma pintura em um painel, que, na verdade, será um muro da cidade.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
INTERVENÇÃO/ OFICINA - AÇÃO DE CINEMA
Ministrantes: Renata Nascimento e Cauê Rocha – BA
Vagas:10
Ação de cinema é uma intervenção que converte espaços vários em local de exibição de filmes buscando resgatar a experiência coletiva de ir ao cinema como exercício coletivo de convivência, não apenas no ato de ver o filme, mas das conversas pós filme, da possibilidade de compartilhar histórias pessoais.
A oficina é parte preparatória para a Ação, em quatro dias os participantes vão experimentar o fazer cinematográfico de forma simples e objetiva produzindo um pequeno trailler da vida, e das histórias da comunidade ou local escolhido, segundo suas próprias perspectivas. No quarto e último dia será realizada a “Ação de Cinema” onde será apresentado algum curta metragem e o trailler produzido na oficina
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
PINTURA EM LENÇÓIS
Ministrantes: Kamila Souza e Angélica Gadelha – Fortaleza/CE
Vagas: 30
Utilizando meios de psicologia transpessoal na vivencia conjunta da prática da pintura como meio de facilitar a fluência de idéias, de palavras metamorfoseadas em meio as cores e as formas que para cada ser presente, para cada olhar, identifiquem suas formas de sentir e identificar o que há na cidade. O que há em termos de sentimento perante o espaço físico e nele introduzir o produto final: Os lençóis pintados.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
STENCIL
Ministrante: Amanda Priscila – Crato/CE
Vagas: 15
A oficina visa discutir a possibilidade do fazer artístico no espaço urbano, através do stencil. Técnica de reprodução de imagens a partir do reaproveitamento de Radiografias, a qual poder ser utilizada em vários suportes com camisas e paredes.
Dias: 18 a 20 de agosto de 2010
Horário: 8h00mim às 11h00min
Local: Centro Cultural do Araripe
CRIPTOGRAFIA
Ministrante: Tatá Nascimento – SP
Vagas: 20
A criptografia trabalha com códigos ou linguagens para inventar maneiras diferentes de combinar códigos para gerar mensagens secretas. De forma lúdica Tatá Nascimento abordará nesta oficina possibilidades de se criar imagens a partir de combinações.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
CADERNOS DE REGISTROS
Ministrante: Gabriela Monteiro – RJ
Vagas: 10
Na oficina Cadernos de Registro os participantes são convidados a criar seus próprios cadernos. Aprenderão uma das técnicas da encadernação tradicional para criar um instrumento que permitirá brincar com a memória, o mundo onde vivem e seus saberes. Além do aprendizado da técnica da encadernação os participantes serão convidados a fazer uso do caderno produzido como um instrumento de registro de suas realidades e sonhos, numa busca por despertar e desenvolver o processo criativo de cada um.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00min às 11h00min
Local: Teatro Raquel de Queiroz
CORPOS D´ÁGUA (Nascente do Crato)
Ministrante: Floriana Brayner - SP
Vagas: 30
Os participantes serão convidados a imergir num processo de investigação-ação sobre os corpos d’água de sua região, ou seja nascentes, córregos e rios. Uma bússola mágica guiará o grupo, servindo de plataforma de lançamento de proposições e sistematização do processo. Dinâmicas de sensibilização e integração do grupo, aliados a estudos de campo e compartilhamento de repertório compõe o processo que culminará na criação de uma intervenção coletiva.
Dia: 18 de agosto de2010
Horário: 13h00min às 18h30min
Local: Balneário da Nascente
GRAFITE
Ministrante: Marlon Torres Crato/CE
Vagas: 15
A partir da reflexão da temática do Encontro “A cidade não pára”, os participantes se aproximarão desta técnica artística que utiliza as paredes das cidades como uma grande galeria aberta ao público.
Dias: 18 a 20 de agosto de 2010.
Horário: 14h00min às 16h30
Local: Centro Cultural do Araripe
Intervenções Urbanas
Dias: 17 a 21 de agosto de 2010.
Momentos inusitados poderão ocorrer na cidade Crato. Durante todos os dias estarão sendo realizadas intervenções urbanas individuais e coletivas, algumas como resultado das oficinas.
Mostra de Vídeos
A Praça Prefeitura do Crato receberá telão para exibição de vídeos e filmes dos coletivos ligados ao PIA e produções de artistas do Cariri.
Dias: 18 e 19 de agosto de 2010.
Horário: 20h00min
Local: Praça da Prefeitura
Seminário do CUCA Cariri
O seminário visa aglutinar acadêmicos e artistas para fortalecer o Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA Cariri e para preparação da caravana do Cariri à Bienal da UNE que pela primeira vez será no Ceará em de 2011.
Dia: 20 de agosto de 2010
Horário: 14h00min às 17h00
Local: Salão de Atos da URCA
Roda de conversa : Arte e Cidade
A cidade não Pára será o mote da roda de conversa que visa discutir o espaço urbano como possibilidade de reflexão estética e social, a partir das experiências dos artistas Tales Bedeshi – MG, Floryana Brayner – SP, Gabriela Monteiro RJ e Alexandre Lucas – CE
Dia: 20 de agosto de 2010.
Horário: 19h00 às 21h00
Local: Auditório do Centro Cultural do Banco do Nordeste
Grande Festa de Encerramento
Lançamento da Bienal da UNE no Cariri
Os artistas e grupos musicais ocuparam o bairro mais populoso e operário da cidade do Crato, o bairro Seminário para fazer uma grande festa popular com a alegria e a diversidade musical do nosso povo com a participação da Tambozada - Grupo de Cortejo Coletivo Camaradas, Grupo de Dança do Projeto Nova Vida,Grupo de Hip Hop Superação, MC Albeniso, Quarto Estágio, Fatinha Gomes, Liberdade e Raiz.
Casa Atelier
Casa localizada na Rua Cel. Luiz Teixeira, 1208 – Centro –Crato, que servirá para alojar os artistas e será um dos espaços para vivências e troca de experiências estética/artísticas durante o Encontro.
Realização:
Coletivo Camaradas/PIA
Acesso Grátis:
www.coletivocamaradas.blogspot.com
www.piabrasil.wordpress.com
Mais informações
Alexandre Lucas (88)99772082
coletivocamaradas@gmail.com
Parcerias:
CCBNB
Secretaria de Esporte e Juventude de Juazeiro do Norte
Secrataria da Cultura, Esporte e Juventude do Crato
SESC
Sociedade de Cultura Artistica doCrato
PROEX/URCA
Sociedade Cariri das Artes
Companhia Cearense de Teatro Brincante
Projeto Nova Vida
CUCA Carirri
CUCA da UNE
VOCÊ AINDA ACREDITA EM VEREADOR? – Por Pedro Esmeraldo
Ultimamente, alguns deles dançam na maré mansa, aceitando a influência de abutres, e dormem facilmente entregando os pontos com habilidade.
Isto nem é bom falar porque poderemos cair na desanimação e permanecer numa ansiedade. Vimos o Crato esquecido sem comando e, pasmem!, senhores: a cidade está cada vez mais desorganizada pelos provocadores inimigos.
Por isso queremos lembrar aos nobres vereadores que não querem ter amor ao Crato e consideramos, como a maior autoridade legislativa, que não deixem o Crato cair no esquecimento. Dêem valor à prata de casa , visto que a cidade está amargurada devido a falta de amor dos políticos que entregam o Crato aos seus inimigos.
Não é de bom alvitre que todas as curvas do indiferentismo sejam provenientes desses representantes do povo. Pedindo que através do trabalho saiam da dificuldade e desempenhem bons papéis, aliando-se a pessoas honestas que tenham amor ao Crato.
Vejam bem, agora talvez não seja preciso explicar, pois temos plena convicção que o Crato sofre devido às mazelas provocadas por esses políticos inoportunos e que se vendem por qualquer preço desprezando o progresso da cidade.
Senhores, lembrem dos anos passados, quando que o Crato perdeu, na calada da noite, o Campus da UFC devido à fragilidade desses políticos. Se não têm coragem de trabalhar, afastem-se da política e entreguem o Crato a quem queira trabalhar.
Agora mesmo, deparamos com a queda SESI, em tempo passado, a mola mestra do lazer para os trabalhadores cratenses. Devido à fraqueza e á incompetência dos péssimos administradores, a cidade não evoluiu e agora estamos apreensivos, olhando para o céu e pedindo a Deus que nos afastem de nós os homens preguiçosos
Obs: Dizem que a dor ensina a gemer. Parece que esses políticos já estão sentindo a dor do desespero e da discórdia popular, já que estão querendo se movimentar em defesa da cidade.
Crato- CE, 03 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Em busca da felicidade – Por Magali e Carlos
*Magali de Figueiredo Esmeraldo
* Carlos Eduardo Esmeraldo
Alguns dos meus parentes gostavam de fazer uns tipos de brincadeiras desagradáveis com os jovens recém casados da nossa família. Para evitar que nós fossemos vitimas, espalhei para todos que iríamos passar os três primeiros dias no Hotel Municipal de Juazeiro, recém inaugurado. Mas um dos meus irmãos cedeu a casa dele, às margens da estrada Crato-Juazeiro. Então passamos três dias maravilhosos, com despesas zero, café, almoço, merenda e jantar enviados por minha mãe. Foi tão bom que até pensei em ficarmos assim para o resto da vida. Mas três dias depois, o trabalho me esperava.
Os laços do amor verdadeiro entre um casal são tão fortes que, como diz a Bíblia “o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne”. Foi isso que aconteceu comigo e com Carlos, e logo após os três primeiros dias do nosso casamento, lotamos o bagageiro de um “fuscão branco” e partimos para enfrentar as estradas do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará com destino a Tomé-Açu no Pará, onde Carlos estava trabalhando na construção da estrada Tomé Açu – Paragominas.
Eu com vinte e três anos e ele com vinte sete nos sentíamos pronto para o início da construção de nossa família. Apesar de sair do conforto e da proteção da casa de meus pais e também morar numa cidade como o Crato, ótimo lugar para se viver, onde nasci e estava acostumada. Estava, portanto disposta a juntos superarmos as dificuldades que teríamos pela frente. As estradas sem asfalto eram o que iríamos encontrar e todos os perigos que poderiam ocorrer numa viagem longa. A nossa residência seria numa pequena aldeia, de casas construídas com madeira e localizada na floresta amazônica. “Quatro Bocas do Breu” era o nome desse lugarejo próximo da cidade de Tomé-Açu.
Mesmo enfrentando a falta de conforto, eu estava confiante e decidida a fazer Carlos feliz e, tinha certeza que também ele iria me fazer feliz.
Antes do nosso casamento Carlos já deixou nossa casa alugada. Era uma construção de paredes, piso e telhado de madeira que foi caiada de branco por iniciativa dele, para que se tornasse mais acolhedora. Delicadeza e sensibilidade de quem ama e quer agradar a pessoa amada. A confiança era grande tanto minha quanto dele que estávamos dando os passos acertados para nossa felicidade.
Eu já vivia longe de casa há mais de oito anos e, portanto estava acostumado a uma vida de dificuldades, agravada pelo desconforto e a falta dos entes queridos. Para Magali seria a primeira vez que sairia de casa, agora definitivamente para sempre e, isso me fez vislumbrar uma enorme responsabilidade. Então procurava tratá-la com todo carinho, não ferir sua sensibilidade, atitude mantida até os dias de hoje, quase trinta e oito anos depois.
Partimos do Crato para Tomé-Açu no dia quinze de dezembro, pois Carlos deveria estar em Belém no dia vinte. A despedida foi dolorosa, pois saí chorando, deixei minha mãe também chorando e meu pai e irmãos com saudades. Logo enxuguei as lágrimas, confiante seguimos viagem com a certeza de que facilmente me adaptaria a minha nova vida.
A falta de conforto começava no transporte: um fuscão apertado, repleto de bagagens, sem som e sem ar condicionado, mas nada disso nos afetava, pois a alegria e a confiança nos acompanhavam.
Como não havia som no carro, suprimos essa falta com um toca-fitas portátil. “E haja Paulinho da Viola cantando: “minha viola vai pro fundo do baú”; Paul Mauriat com “L’amour est blue”. Ainda hoje, quando ouço a música “Mamy Blue”, sinto-me rasgando aquelas estradas ora poeirentas, ora lamacentas. Horríveis as estradas, inesquecíveis as músicas.
Saímos do Crato à uma hora da tarde, subimos a Serra do Araripe até o “Posto do Exu”, um posto de gasolina localizado antes de se descer a serra para Exu à esquerda e Araripe à direita. Na ladeira, próximo de Araripe uma pedra enorme bateu na barriga do carro e travou a caixa de marcha, de modo que tivemos de andar na terceira até Picos. Lá os mecânicos afirmaram que havia danificado a tampa seletora da caixa de marcha e só no Crato ou Teresina haveria conserto. A sorte é que de Picos até Teresina, a estrada já estava asfaltada, e eu havia trabalhado um ano antes no projeto dessa estrada, de modo que por conhecê-la bem, pudemos trafegar devagar e chegar à capital do Piauí, à uma hora da madrugada. Passamos a manhã do sábado em Teresina e às onze horas o carro já estava consertado. Almoçamos e continuamos a viagem. A estrada estava asfaltada até Peritoró, no Maranhão. De lá entramos numa rodovia sem pavimentação que nos levaria até Porto Franco na Belém – Brasília. Passamos por Presidente Dutra, uma cidade mais ou menos do porte do Crato. Como era ainda dia claro, resolvemos ir mais adiante, até Dom Pedro. Uma cidade velha, sem luz elétrica, cujo hotel era um casarão com banheiro e privada no fundo do quintal. O quarto em que nos colocaram tinha uma cama de casal da marca patente, colchão de estofo de algodão e era separado por uma meia parede dos demais cômodos da casa. Como vocês devem observar, aposento muito adequado para um casal em “lua de mel”...
No domingo viajamos o dia todo, e dormimos em Imperatriz, às margens da Belém-Brasília. No dia seguinte seguimos viagem até Paragominas. Lá almoçamos. Continuamos o restante da nossa viagem pela estrada de serviços da futura rodovia que estávamos construindo. Cem quilômetros nos separavam de “Quatro Bocas do Breu”, nosso ponto final, uma vilazinha de pouco mais de 10 casas de madeira e o acampamento da construtora.
Quando avistamos a pequena casinha de madeira com os raios solares do cair da tarde deixando-a mais branquinha do que era, senti a emoção de saber que este seria o nosso lar. Mas nós moramos nela pouco mais de um mês e Carlos foi transferido para Goiás. Outra viagem de Belém até Brasília em estrada de terra.

Anos mais tarde, quando já morávamos no Crato, ao ouvir pelas rádios o cantor Gilson cantando: “Eu queria ter na vida simplesmente. Um lugar de mato verde. Pra plantar e pra colher. Ter uma casinha branca de varanda. Um quintal e uma janela. Para ver o sol nascer.” Lembrávamos dessa casinha de nossos primeiros anos.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo e Carlos Eduardo Esmeraldo
Um Panorama das Estações de Rádio do Cariri - Por: Dihelson Mendonça
- Não toca no Rádio
- Não Sai na TV
- Não tocam em Shows
- As novas gerações estão se esquecendo quem foi Luiz Gonzaga, O Rei do Baião.
Hoje é o aniversário de morte do maior ícone cultural do Nordeste, o grande Luiz Gonzaga, compositor, sanfoneiro e acima de tudo, uma voz que está para o Nordeste assim como Louis Armstrong está para os Estados Unidos. A grande pena, é que as novas gerações não irão tomar conhecimento de quem foi LUIZ GONZAGA, porque a música deste não toca mais na grande "Máfia" ( ou Panelinha ) que se formou nas Rádios, que está quase toda vendida ao Cartel do Forró Eletrônico. Se nós entrevistarmos qualquer desses garotos de escola pública, chegaremos à triste constatação de que quase nenhum deles saberá quem foi o Rei do Baião.Prova disso, é que outro dia, minha namorada, que é professora numa escola pública, esteve numa excursão com seus alunos, e durante o trajeto, com uma finalidade até "cultural", tentou colocar um disco do não menos conhecido Gilberto Gil, para eles escutarem ( e vejam que é um cantor costumeiramente bastante aceito e apreciado ), quando muitos dos presentes disseram:
"Tira isso aí, Professora! - Quem é esse cara ?"
"Alunos, esse é o Gilberto Gil, um grande cantor e compositor que vocês precisam conhecer"
E AGORA, A VERDADE, DITA PELA BOCA DOS ALUNOS:
"Professora, bota aviões do Forró, porque esse cara aí não toca "nem" na Rádio, ninguém sabe nem quem é..."
Amigos, a que ponto chegamos! O Cartel do Forró Eletrônico se apoderou por completo da mídia radiofônica e impede que qualquer outro estilo musical seja tocado. As novas gerações crescem ouvindo porcaria e sendo privadas de qualquer conhecimento sobre a grande variedade de música existente no planeta, e os grandes mestres. Estamos formando uma geração sem qualquer juízo crítico, manipulados por meia dúzia de canalhas da mídia radiofônica que controlam o que a plebe rude deve ouvir ou não, privando-os do acesso às artes e à cultura. Ora, um povo que é conduzido como massa de manobra, é um prato cheio para os políticos e o controle social.
Estamos vivendo uma verdadeira DITADURA das estações de Rádio, um pleno MONOPÓLIO, onde as estações, sustentadas por uma estrutura perversa e milionária das Bandas de Forró Eletrônico, cortaram todas as outras opções para o povo. Só tocam mesmo o que ELES quiserem. É uma questão de massificação mesmo, como nunca houve. No cariri, você liga o rádio, e pode acontecer de pegar até 3 estações tocando uma única música. Seria isso de Graça ? Quanto vocês acham que as estações recebem para fazer isso ? Eles não tocam mais músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Paulinho da Viola, nem Rock, nem Reggae, nem praticamente qualquer autor nacional da MPB. Que dirá os pobres compositores e cantores do Cariri, relegados ao centésimo plano...Outro dia, o artista caririense Pachelly Jamacaru foi a uma estação de Rádio local para divulgar o seu novo disco, e foi muito maltratado. Deram-lhe as costas. O apresentador do programa da hora, disse textualmente: "Olha se vocês quiserem botar no programa de vocês, podem tocar. No meu...Tô Fora!"
Essa é a Realidade da maioria das Rádios Caririenses. Não se enganem. É com muita má vontade, se eles tocarem algo diferente do que o cartel lhes dita. Por isso, brindamos à nossa própria estação, a Rádio CHAPADA DO ARARIPE - INTERNET - 24 Horas. Ela mostra a diversidade da música. Lá, a música de qualidade é sempre o prato do dia. Lá, os artistas do Cariri tem prioridade.
Acessem:
www.radiochapadadoararipe.com
E Fujam da Máfia das Rádios do Cariri.
Dihelson Mendonça
domingo, 1 de agosto de 2010
Crônicas de uma geração: o baile Rock à Fantasia
sábado, 31 de julho de 2010
Karimay acabou de falecer
Como entender um mistério? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Há alguns dias, eu e Magali fomos convidados para falar para um grupo de jovens casais que se preparavam para a cerimônia de seus casamentos. É claro que além da nossa experiência pessoal, consultamos alguns livros. Num deles, vi algo que muito me emocionou e me transportou aos meus oito anos de idade, nas aulas de catecismo da minha querida e saudosa tia Esmeraldina, a irmã mais velha da minha mãe. Naquela época, eu me preparava para fazer a minha primeira comunhão. De repente, minha memória me fez ouvir a voz da tia Esmeraldina me perguntando sobre o mistério da Santíssima Trindade: O Pai é Deus? O Filho é Deus? O Espírito Santo é Deus? A cada uma dessas perguntas eu respondia sim, sem nada entender. E acredito que ninguém ainda hoje entenda tais mistérios. Mas lendo o livro “Os Sacramentos” de Dom Hilário Moser*, encontrei uma definição de Deus que satisfaz a quem pensa como eu, em aceitar a existência desse mistério principal da nossa fé. Abaixo, tomo a liberdade de compartilhar com aqueles que se deram ao trabalho de ler até aqui o que rabisco, a mesma emoção que eu senti ao ler as palavras de Dom Hilário. “O nosso Deus não é um Deus solitário, é um Deus-Família. Ele é Pai que tem um Filho. E o amor que vai do Pai ao Filho e do Filho ao Pai é tão perfeito que é uma Pessoa, o Espírito Santo. Assim, em Deus há uma contínua corrente de amor entre as três Pessoas divinas. O Pai está todo voltado para o Filho, o Filho está todo voltado para o Pai, e o Espírito Santo mantém Pai e Filho voltados um para o outro. Este é o grande mistério da Santíssima Trindade. É difícil para nós, criaturas, entender esse mistério, mas assim é o nosso Deus e é assim que a Bíblia nos fala de Deus.”
Descobrimos que essas sábias palavras têm tudo a ver com a formação de uma família, onde o amor deve fluir entre o casal e os filhos, da mesma forma que circula na suprema divindade. O amor do marido para a mulher, o amor da mulher para o marido deve ser tão intenso quanto o amor dos pais para com os filhos e dos filhos para com os pais. Isto nada mais é que o reflexo do amor de Deus atuando sobre a família. Se todas as famílias do mundo colocassem esse mistério em suas vidas, vivendo sob o influxo do Espírito Santo, certamente não existiria tantas agressões entre os seres humanos, não haveria guerras, exploração do homem pelo homem e a pobreza; não somente a pobreza material, mas principalmente a pobreza moral, a maior de todas as misérias.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Dom Hilário Moser é bispo emérito de Tubarão-SC
Crônicas de uma geração: o Bar de Abidoral
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Uma questão de idade – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Há trinta e sete anos, recém-casados, eu e Carlos fomos morar na cidade de São João d’Aliança em Goiás, distante cento e cinqüenta e dois quilômetros de Brasília. Nessa época, Carlos trabalhava na construção da estrada São João d’Aliança a Alto Paraíso. São João d’Aliança era uma cidade antiga de uma única rua. Alugamos uma casa e como Carlos trabalhava o dia todo, eu ficava muito sozinha. Antes que pudesse me dar conta que seria difícil ter amigas nessa pequena cidade, duas mulheres com idade de mais ou menos sessenta anos, nossas vizinhas, vieram nos fazer uma visita. Elas foram tão acolhedoras, tão educadas que me senti grata pela delicadeza delas. Apesar da diferença de idade minha e de Carlos, para as nossas novas amigas, pois eu tinha vinte e três anos e Carlos vinte e sete, nos alegramos em ter pessoas tão boas morando perto de nós. Assim ganharíamos experiência com elas e, elas se alegrariam com a nossa juventude.Moramos apenas dois meses nessa cidade, mas foi o suficiente para reconhecer o quanto as nossas amigas eram bondosas, como a maioria das pessoas que moram em cidades pequenas. Fomos convidados por elas para passar um domingo em Alto Paraíso, uma região montanhosa, cheia de vales e muito verde, onde elas tinham uma irmã que morava lá. À medida que subíamos a serra, ficávamos maravilhados com a beleza de um rio que descia ordenadamente. Era uma visão radiante da natureza. Fomos muito bem recebidos pela família das nossas amigas. Lá chegando, elas nos ofereceram papa de milho. Olhando a mesa repleta de pratos cheios de uma papa amarela, eu logo desconfiei que fosse canjica e aceitei. Carlos disse que não queria. E eu sabendo o quanto ele gosta de canjica, perguntei por que não aceitou e expliquei o que era. Ele respondeu: “É canjica? Então eu quero!” Rimos muito e explicamos a elas que aquilo que elas chamavam papa de milho, na nossa terra é canjica.
Ainda hoje lembro com carinho dessas duas mulheres maravilhosas que nos trataram tão bem e, supriram a falta que sentíamos dos nossos familiares. Com essas lembranças agradeço a Deus por ter colocado no nosso caminho essas pessoas de bem. Tem gente que vem ao mundo para distribuir bondade e sempre são recompensadas pelas Bênçãos Divinas.
Relembrando os fatos ocorridos em épocas passadas, notamos como a nossa percepção do tempo muda à medida que os anos passam. Há mais de quinze anos estávamos conversando com uma prima de Carlos sobre esse período em que moramos em São João da Aliança. Então sem pensar, fui dizendo para ela, que lá nós só tínhamos como amigas duas velhinhas de sessenta anos. Entretanto não foi no sentido de desvalorizar minhas amigas, mas para ressaltar a nossa diferença de idade. Mesmo assim a prima de Carlos, quase que me crucificou, pois essa era a idade dela. Tive muito trabalho para consertar meu erro. Fui explicar que com vinte três anos, achava que pessoas com mais de sessenta anos já eram velhas. Mas com minha idade do momento já não pensava assim. O certo é que fui perdoada e hoje tenho muito cuidado quando o assunto é idade. Aprendi a lição, pois viver é um eterno aprendizado.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
A FEIRA DE ANTIGAMENTE – POR PEDRO ESMERALDO
Era coordenada por uma legião enorme de romeiros que marchava em direção do Crato a fim de buscar seus bens necessários para sua subsistência.
A feira do Crato sempre foi considerada uma das maiores feiras do nordeste. Tinha toda espécie de bugiganga, como especiarias, cereais e também pequenos animais domésticos: aves canoras, suínos, ovinos e caprinos. Era longa e seu movimento assustador. Não havia outro igual.
O povo de Juazeiro, possuidor de grande vocação para as obras artesanais, fabricava seus utensílios durante a semana, após o movimento do seu trabalho árduo na agricultura; produzia durante a semana a sua cultura agrícola para depois vir movimentar seus negócios na feira do Crato.
Era uma comunidade pacífica e capacitada para pendores artesanais com grande movimentação de utensílios domésticos, o que aproveitava o seu labor com a venda nesta devida feira. Os mais pobres não tinham condições financeiras e carregavam na cabeça os seus produtos manufaturados, os mais bem aquinhoados utilizavam seu transporte utilitário que eram as carroças de tração animal, o que vinha ser mais atenuantes na sua tarefa, e os menos possuidores de recursos teriam de concordar com as sujeições dos fiscais da prefeituras.
Nessa época, quase não havia carro, já que as duas principais cidades do cariri eram incipientes no movimento progressista e não podiam movimentar, de maneira alguma, os seus serviços com mais eficiência em busca da civilização mais bem acentuada, além disso, arcavam com poucos recursos financeiros e ainda não possuíam métodos educativos evoluídos. Esses movimentos eram suavizados e controlados pelos poderosos coronéis do sertão. Por isso, os técnicos da produção agrícola traziam pouco poder aquisitivo ao sertanejo que era completamente rudimentar, pois eram dominados por uma classe ruborizada e grosseira de pseudo-protencionistas.
Nesse período, ou sejam entre as décadas de 40 e 50, observava-se um comportamento ruidoso, deixando todo o pessoal submisso, sem procurar meios favoráveis para melhorar sua vida económica. Esses movimentos eram controlados pelos poderosos coronéis, a fim de se locupletarem com as benesses dos trabalhos agrícolas e procuravam controlar a submissão que, há tanto, dilacerava os pobres, deixando-os conviver em absoluta pobreza.
Por sua vez, causava admiração em observar a coragem desse povo humilde conduzir as suas quinquilharias para movimentar a feira do Crato.
Convém notar que essa classe pobre durante dias e noites, tinha que se desloca das suas atividades agrícolas para administrar em casa a sua tarefa artesanal, fabricando rudimentarmente os seus utensílios para, juntamente com a mulher e filhos, complementar com produto agrícola a sua economia. Fabricava de tudo desde vassouras, bacias de flandres, foice, espingardas, garruchas etc.
Hoje, devido a modernidade, não temos mais esse movimento febril, já que as coisas mudaram tudo para melhor, pois vemos um trabalho mais sofisticado e com melhoria de produtividade e adequando ao tempo moderno. Esse tempo de miséria já passou. Graças a Deus.
Crato-CE, 29 de Julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A COMÉDIA DA MALDIÇÃO NA PRAÇA DA SÉ - CRATO-CE - SÁBADO - 20 HORAS
A Cia. Cearense de Teatro Brincante - Ponto de Cultura do Brasil - apresenta: A Comédia da Maldição! Um dos mais aplaudidos espetáculos dos últimos tempos... Na Praça da Sé, em Crato-CE, neste sábado, 31 de julho, às 20 horas, na programação do I Festival do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Estado do Ceará.
Elenco: Cacá Araújo (Tandô); Carla Hemanuela (Mãe Luzia); Charline Moura (Irmã Francilina); Jardas Araújo (Cantador); Edival Dias (Padre Sebastião); Joênio Alves (Dono da Bodega); Jonyzia Fernandes (Ana Expedita); Joseany Oliveira (Leide Zefa); Josernany Oliveira (Brincante da Mula); Lílian Carvalho (Beata Carmélia); Lorenna Gonçalves (Cibita); Márcio Silvestre (Vigário Felizberto); Orleyna Moura (Viúva Fantina); Paula Amorim (Ladra); Paulo Henrique Macêdo (Fotógrafo Jorjão); Samara Neres (Zulmira); Músicos: Lifanco (viola) e elenco (percussão).
Técnica: Texto e Direção Geral - Cacá Araújo; Assistência de Direção - Orleyna Moura; Cenografia - França Soares; Sonoplastia - Cacá Araújo; Iluminação - Danilo Brito; Maquiagem - Carla Hemanuela e Joênio Alves; Figurino - Orleyna Moura e Carla Hemanuela; Guarda-Roupa - Luciana Ferreira; Operação de Som - Gabriela Melo; Operação de Luz - Danilo Brito; Música - Lifanco e Cacá Araújo; Fotografia - Gessy Maia; Cinegrafia – Toyota; Produção Executiva - Mônica Batista; Produção Geral - Sociedade Cariri das Artes.
Promoção: SATED/CE
Apoio: Prefeitura Municipal do Crato / Sociedade de Cultura Artística do Crato / Sandálias Brisa / Coletivo Camaradas
“É dito que ‘o sucesso traz sucesso’. Mas como o sucesso deve ser alcançado e qual sucesso você deve almejar? A Bhagavad Ghita declara: ‘Shraddhavan Labhathe Jnanam’ (‘O perseverante buscador assegura sabedoria’). Isso significa que, sem perseverança e seriedade, nenhum sucesso pode ser alcançado. O homem não é capaz de fazer progressos significativos em direção ao Divino devido à ausência de esforço árduo na esfera espiritual. Sem a prática espiritual, a leitura de livros religiosos e ouvir discursos espirituais não têm valor. Estudar as Escrituras e recitar os nomes de Deus podem ser bons atos por si próprios. Mas se não houver amor, que é a base de toda disciplina espiritual (Sadhana), eles não têm utilidade.”
Sathya Sai Baba
Entrepontos encerra seu primeiro ciclo de encontros no Crato (CE)

O programa Entrepontos chega à quarta cidade do interior cearense na próxima terça, 3 de Agosto. O projeto é uma ação prévia da IX Feira da Música de Fortaleza. O fim do primeiro ciclo do Entrepontos marca a véspera da Feira, que acontecerá no período de 18 a 21 de agosto no Centro Dragão do Mar
O Crato (CE) é a última cidade do primeiro ciclo do programa Entrepontos. A série de encontros no interior cearense passou por Guaramiranga, Itapipoca e Quixadá antes de chegar ao município da região do Cariri. De 3 a 6 de agosto, o Crato recebe o encontro que envolverá músicos, técnicos, produtores e demais agentes do universo musical. Este público terá a oportunidade gratuita de interagir com convidados do Ceará e de outros estados do Brasil, assistir palestras e participar de grupos de trabalho (GTs) divididos em três áreas de capacitação da música – Comunicação; Gestão de Carreira e Produção; e Direção e Técnicas de Palco.
O Entrepontos já reúne resultados da experiência de realização do encontro nas três primeiras cidades deste ciclo. Em Guaramiranga, cerca de 40 pessoas participaram dos GTs e diagnosticaram, junto aos facilitadores, a necessidade de se organizar um núcleo produtivo para dar conta da boa movimentação do calendário cultural da cidade. A leitura parte da sugestão de que o expediente de projetos culturais realizados no município, como o Festival de Jazz & Blues e o Festival Nordestino de Teatro, pode reunir uma presença mais significativa de mão-de-obra local.
Em Itapipoca, o grupo que reuniu em torno de 70 pessoas traçou um planejamento de ações para a cena musical do município. Mobilizar uma atividade envolvendo a música de Itapipoca na Feira da Música de Fortaleza; programar uma mostra de músicos locais na capital cearense; organizar uma mostra de música na própria região; e realizar ensaios abertos da orquestra da cidade foram algumas dessas ações.
A cidade de Quixadá reuniu aproximadamente 40 pessoas, a exemplo de Guaramiranga, distribuídas entre os GTs. Na agenda quixadaense, os participantes planejaram organizar uma grande caravana para a Feira da Música; mobilizar uma atividade envolvendo a música de Quixadá também na Feira; estimular o intercâmbio Fortaleza – Quixadá entre os artistas locais; levar a tecnologia de transmissão de shows ao vivo pela Internet para outros eventos da cidade.
Em comum, os GTs de comunicação das três cidades criaram uma lista de discussão online e um blog a fim de reforçar – respectivamente - a comunicação entre os agentes do município e de conectar a produção local com o resto do mundo. O Entrepontos finaliza os encontros desta série traçando um mapeamento da cadeia produtiva da música em cada cidade, de acordo com a participação nos GTs. A atividade sugere um posicionamento para que cada participante entenda a sua responsabilidade com a cena musical local. Até então, em torno de 150 pessoas já receberam o certificado de participação no Entrepontos.
A realização do EntrePontos é da Associação dos Produtores de Discos do Ceará (ProDisc), com a parceria do Sebrae (CE) e incentivo do Sistema Estadual da Cultura (SIEC). No Crato, o programa conta com apoio da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do município e do Sebrae local.
O Encontro – O Entrepontos abre a sua programação para empreendedores, gestores culturais e de entretenimento, estudantes e profissionais vinculados às linguagens artísticas e áreas afins, como Design, Moda, Comunicação Social e Turismo. O acesso é gratuito e as inscrições prévias estão abertas na sede do Sebrae do Crato (Rua Senador Pompeu, 341, Centro).
A dinâmica de cada encontro segue o esquema abaixo:
- Encontro Geral, com abertura do evento e reconhecimento dos participantes de cada município;
- Palestras temáticas, com a realização dos painéis de troca de experiências com convidados do Ceará e de fora do Estado;
- Grupos de Trabalho (GT), facilitados por agentes de reconhecido saber e experiência nas áreas de Comunicação; Gestão de Carreira e Produção; Direção e Técnicas de Palco;
- Laboratório Musical. É a atividade final do encontro, momento em que os participantes acompanharão a realização de um evento musical – com apresentação de três atrações. O laboratório será o espaço para a aplicação de conhecimentos adquiridos nos GTs, à medida do potencial e aprendizado de cada participante e de seu respectivo entendimento sobre o evento.
Programação
* Crato
Locais: Palestras e GTs na sede local do Sebrae (Rua Senador Pompeu, 341, Centro) e shows no Centro Cultural do Araripe (Largo da RFFSA – antiga estação ferroviária)
Acesso: Gratuito
- 3/8:
14 às 19h30 – Encontro geral (com intervalo)
- 4/8:
14 às 17h – Grupos de Trabalho
17h30 às 19h30 – Painel com Benjamin Taubkin (pianista do selo Núcleo Contemporâneo e membro da ABMI – Associação Brasileira de Música Independente/SP) e Amaudson Ximenes (Associação Cultural Cearense do Rock – ACR/CE)
- 5/8:
14 às 17h – Grupos de Trabalho
17h30 – Preparação para o laboratório musical
- 6/8:
9 às 16h – Laboratório musical
17h – Sorteio de brindes e finalização dos GTs
20 às 22h – Shows com Felipe Cazaux (CE) e bandas locais
Serviço – EntrePontos – série de encontros, realizada no interior do Ceará, com foco na capacitação em negócios da música. Dias 30 de junho a 3 de julho em Guaramiranga (CE), 14 a 17 de julho em Itapipoca (CE), 21 a 24 de julho em Quixadá (CE) e 3 a 6 de agosto no Crato (CE). Acesso: Gratuito. Informações gerais: (85) 3262.5011 – entrepontosce@gmail.com
Mais informações para a Imprensa: (85) 8690.2466 – fgurgel@gmail.com (Felipe Gurgel) e (85) 8846.6092 – debmedeiros@gmail.com (Débora Medeiros)






