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domingo, 12 de setembro de 2010

Programação RAPADURA CULTURARTE

“RAPADURA CULTURARTE”
18 de Setembro de 2010
Local: Praça da Sé
Horário: 8 horas

“Dedicado ao Dia do Radialista”, 21 de Setembro, e ao  Mês da Imprensa, Setembro

01. Homenagem ao Bairro Pimenta.
Tributo de saudade ao trio Os Três do Nordeste.

02. Apresentações Artísticas e Culturais da E.E.I.E.F. Liceu Diocesano
Apresentações: E.E.F. Dom Quintino – Projeto Folclore

03. Homenagens (Medalha de Honra ao Mérito): Raimundo da Franca, Zito Borges, José Gomes da Franca (Zé Elias), Manoel Favela e Raimundo Jaguaribe

04. Histórico do Rádio e da Imprensa no Cariri ( Huberto Cabral)
Artigo: Viva o Rádio – Jorge Carvalho

05. Entrega de Diploma de Honra ao Mérito
- Radialistas do Cariri: vivos e falecidos, em atividade ou afastados
 - Emissora de rádio: Araripe, Educadora, Progresso, Cetama, Verde Vale, Tempo, Vale, Princesa e São Francisco

06. Apresentação do Reisado do Boi Crioulo – Salitre/CE  e do Grupo Urucongo – Sítio Chico Gomes – Crato/CE

07. Show Musical

Fonte: Jorge Carvalho

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A felicidade não se compra - Emerson Monteiro

A verdadeira arte permanece, independente da transitoriedade das circunstâncias, dos acontecimentos que lhe deram origem e até da duração da existência física dos que a produziram. Em sentido inverso, a arte de qualidade duvidosa, além de não merecer classificação de arte, nasce com seus dias contados, por vezes virando lixo antes mesmo de ser conhecida.
Tal consideração quer falar de perto a propósito de um filme lançado em 1946, há mais de 60 anos, portanto, intitulado “A felicidade não se compra”, do diretor norte-americano Frank Capra, estrelado, dentre outros, pelo consagrado ator James Stewart, bem nos inícios de sua brilhante carreira.
A película em preto e branco, de duas horas e nove minutos, circulou o mundo e obteve das maiores consagrações do cinema em todos os tempos. Eis, então, uma obra de arte eterna, qual dissemos, isto em qualquer momento da história humana, digna de chegar aos apreciadores da beleza como bela mensagem de otimismo a toda prova, uma realização que encheu salas de exibição anos a fio em variados países.
Essa narrativa cinematográfica, oferecida ao público em uma fase de sofrimento coletivo recentemente provocado pela Segunda Guerra Mundial recém finda, aborda momentos difíceis de uma família do interior dos Estados Unidos, atingida por sérias privações sem, no entanto, desistir da esperança e da firmeza da fé.
Um pai de família bem situado na vida se depara, de uma hora para outra, com obstáculos que lhe comprometem a rotina da família, diante da incompreensão de outros e adversidades sociais avassaladoras.
O encaminhamento das situações segue numa escala de impossibilidades, e demonstra quase nenhuma chance ao êxito que, no desfecho emocional e clímax valioso, dar-se-á, em plena noite de Natal.
Enquanto ocorrem os desdobramentos do roteiro, o diretor transmite, em estilo magistral, a grandeza de alma que sustenta o ânimo dos personagens, envolvendo também os espectadores nos passos geniais da transposição para a tela do livro homônimo, escrito por Philip Van Doren Stern.
Raros instantes da criação artística obtiveram, pois, as glórias que esse trabalho de Frank Capra veio, com justiça, merecer, a significar bom motivo de os apreciadores da sétima arte buscarem conhecer a destacada produção do cinema internacional.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A COMÉDIA NOVAMENTE EM CARTAZ!!!



TEATRO RACHEL DE QUEIROZ - CRATO-CE
18(sab), 19(dom) e 20(seg) de setembro de 2010, às 20h
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 4,00 (antecipado)

TEATRO DRAGÃO DO MAR - FORTALEZA-CE
29(qua) de setembro de 2010, às 20h
Entrada: 1Kg de alimento não perecível

Quem vai pela cabeça dos outros? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Há muito tempo que eu não escuto uma expressão popular usada insistentemente pelos moradores da região do Cariri, por volta das décadas de 1950 e 1960: “Quem vai pela cabeça dos outros é piolho.” Era equivalente a outra sabedoria de pára-choques de caminhão, “Se conselho fosse bom era vendido...” Ambas estão em desuso, talvez por influência dos modernos escritórios de consultoria que vendem seus conselhos para empresas multinacionais, que os compram a peso de ouro, para que depois, nós paguemos a conta. De minha parte, toda vez que eu fui pela cabeça dos outros, terminei de uma forma ou de outra “quebrando a cara.

Nos primeiros anos da década de 1980, o Rotary Clube do Crato trouxe à nossa cidade um famoso psicólogo de Fortaleza para aconselhar os casais cratenses. Como bom rotariano que éramos, eu e Magali comparecemos. Foi numa tarde de um sábado, com auditório lotado de casais, onde muitos ensinamentos foram derramados por aquele mestre das ciências da alma. Numa palestra bastante agradável, o psicólogo, que também era sacerdote católico, discorreu sobre sexo, como viver em harmonia e principalmente a educação e formação dos nossos filhos. Enfim, coisas que todo pai e mãe desejam e gostam de ouvir para imediatamente porem em prática. Entre os muitos conselhos que ele nos deu, havia um aparentemente pertinente. “Levem os filhos qualquer dia ao local de trabalho, para que eles vejam a luta de vocês para ganhar o pão.”

Na semana seguinte, numa bela tarde, lá ia eu em direção à Coelce, meu local de trabalho, acompanhado pelos meus três filhos, com idade de oito, seis e quatro anos, respectivamente. Ao chegarem, desceram do carro feito loucos, correram pelos corredores e jardins, visitaram todas as salas e numa fração de segundo exploraram todos os pontos da repartição, um prédio de dois pavimentos, que ocupava quase um quarteirão. Depressa descobriram a cantina e eu os apresentei ao dono, dizendo que servisse tudo que eles quisessem. No final do expediente, faria o pagamento das despesas. Quanta coragem! Mas era assim que eu pensava: deixando-os livres, poderia ter um pouco de sossego e trabalhar com tranqüilidade.

Vez por outra, eles subiam ao andar superior, abriam a porta da minha sala de trabalho, olhavam de soslaio e desapareciam em seguida. Lá pelas quatro horas, o mais novo deles, cansou e sentou-se por alguns minutos num sofá defronte ao meu birô. Continuei trabalhando, atendendo ao telefone, recebendo clientes e registrando alguns dados para ordens de serviços. E o caçula, sentado ali, balançando as perninhas e observando tudo. Quando eu o olhava, ele sorria meio desconfiado.

Finalmente, o dia terminou e antes de sair, lembrei-me de pagar a conta que eles fizeram na cantina. Puxa! Que conta salgada! Os três consumiram todo o estoque de chocolates, bombons, sorvetes e comeram sanduíches por um ano inteiro, para felicidade do cantineiro, que nunca havia vendido tanto em tão breve espaço de tempo.

Mas ao chegar à nossa casa, é que notei a grandiosa besteira que fiz, indo pela cabeça daquele psicólogo. Ao receber as crianças, Magali exclamou para eles: “Ih! Passaram a tarde toda vendo o papai trabalhar...” Ao que o mais novo, aquele que demorou alguns minutinhos descansando na poltrona à minha frente, respondeu: “Papai não trabalha, não. Passa o tempo todo atendendo telefone e escrevendo uma cópia, sem olhar para nenhum livro...”

É isso mesmo! Eu mereci!... Quem mandou ir pela cabeça de psicólogo? Grande piolho é o que eu fui!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

CARIRIANAS


DA IBIAPABA

Por Zé Nilton*

Sabe chilito, aquela coisinha feito binga de cabrito, amarelinha, que faz a festa da criançada pobre do Nordeste? Pouco se encontra à venda em Viçosa do Ceará. Estamos na terra da peta, uma iguaria feita de polvilho, um filhós pequeno, crocante, muito gostoso e que só faz bem. Nas ruazinhas das partes altas da velha cidade, uma casa e outra não, do lado direito da rua, e em todas as casas da esquerda, o fabrico doméstico de peta não chega pra quem quer. Viçosa do Ceará é pródiga em peta, pródiga em cachaça e igualmente pródiga em história.

Olha só: a maior concentração de índios da capitania de Pernambuco resultou no maior aldeamento indígena do Nordeste, aqui na Serra da Ibiapaba. Todos os olhares da catequese por via lusitana acorreu para a Serra Grande a partir da segunda metade do século XVII . Em 1700 se instala seu primeiro Aldeamento e Missão dos Índios Tabajara, em Viçosa da Ibiapaba.

Destas terras altas se narram episódios e figuras marcantes da trajetória da colonização portuguesa no Ceará e no Nordeste. Desde a saga do primeiro emissário jesuíta enviado de Pernambuco para aplacar a ira da indiada na Ibiapaba, logo após a beligerante passagem de Pero Coelho, e que resolvendo seguir até o Maranhão, o padre Francisco Pinto, terminou por ser trucidado pelos índios da nação Trarairiús, salvando-se seu coadjutor, o padre Luiz Filgueira.

Padre Pinto tornou-se o santo de todas as tribos do médio e baixo Jaguaribe e zona norte do Siará Grande. Tem também a passagem do intelectual, exímio orador e temido pelas cortes da época, o padre Antonio Vieira. Sem falar do imponente índio tabajara, na defesa documental de Tristão de Alencar Araripe(1), o assim batizado Antonio Felipe Camarão, aliás, Dom Antonio Felpe Camarão, título inédito dispensado a um índio,outorgado pelo Rei Felipe IV, por sua luta contra os holandeses desde o Ceará até Pernambuco.

A Ibiapaba é lembrada igualmente como paisagem e lugar de contendas portuguesas, indígenas e francesas na famosa obra do capuchinho Claude D´Abbeville, escrita em França no ano de 1614, logo após sua brava permanência de quatro meses em terras maranhenses.

Viera junto a uma companhia francesa a mando do rei Luiz XIII cujo fito era instalar a França Equinocial após a malograda tentativa da França Antártica, no Rio de Janeiro. E como missão católica, tirar os povos indígenas dos confins do inferno e trazê-los à purificação cristã.

Sua descrição sobre a passagem pela enseada de Camucim, olhando a Serra Grande, bem distante, é de uma sutileza própria da escrita dos viajantes europeus.

Sem dúvida uma leitura pra lá de prazerosa sobre uma faceta político-religiosa-militar empreendida por uma França ávida em implantar colônias no novo mundo.

Eurocentrismo, etnocentrismo, visão de mundo e forte inclinação apologética à parte, Claude d´Abbeville narra em detalhes a bravura da empresa francesa e todas as conquistas e todas as ações positivas e negativas em favor da salvação das almas selváticas e do domínio francês no Maranhão e terras circunvizinhas. Narra a história, a geografia, a cosmologia, a cosmogonia e a antropologia da grande nação Tupinambá, habitante do litoral brasileiro e sua concentração na Ilha do Maranhão.

Dei-me a mim um presente nos meus completos e bem vividos sessenta anos, a ansiada leitura da “ História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão e terras circunvizinhas”, do padre d´Abbeville, reprodução fac-similar da edição publicada pela Livraria Martins Editora, em 1945; tradução de Sérgio Milliet.

Dela e de outras obras como a de Jean de Lery, de Frei Martinho de Nantes, de Ives d`Evreux, de Vicencio Mamiani, de André de Thevet e de tantos viajantes e missionários que descreveram seus encontros com o outro, os índios do Brasil, sejam do litoral sejam dos sertões, tenho a lamentar a falta desses escritos sobre os nossos Cariri da parte do Ceará.

É imergir num quebra cabeça a tarefa de historicizar de seu ponto de vista a saga guerreira e duas vezes vencidas a passagem desses povos pelos solos que pisamos.

Só para dizer, nunca me convenceu a infame característica Cariri difundida pelo seu mais ferrenho oponente o Tupi, e alimentada e reproduzida por quase todos os escritores indigenistas como “calados, desconfiados e macambúzios”. Um povo que sustentou uma luta inglória por tanto tempo, como ser isto? Bom, mas aí é outra história.

Escrevo estas linhas da capital da Ibiapaba, Tianguá, terra de caboclos trabalhadores, a perfeita mistura dos Tabajara com europeus.

(*)Antropólogo. Professor do Departamento de Ciências Sociais da URCA. jn-figueiredo@hotmail.com
(1)História da Província do Ceará, dos tempos primitivos até 1850. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2002.

Antes tarde do que nunca -- postado por Armando Rafael


Fidel Castro admite que modelo cubano não funciona mais

Fonte: jornal O POVO com matéria da AFP

Fidel Castro adotou um tom de incomum de arrependimento sobre fatos do passado, revelou entrevista

O "modelo cubano" já não funciona, inclusive na própria ilha, admitiu o líder Fidel Castro à revista americana The Atlantic, que publica nesta quarta-feira uma entrevista com o "comandante". Entrevistado ao longo de vários dias pelo jornalista americano, Fidel Castro adotou um tom de incomum de arrependimento sobre fatos do passado, revela a entrevista, que está sendo publicada desde a segunda-feira passada.


Castro, 84 anos, disse a Goldberg estar arrependido por ter pedido em 1962 ao líder soviético Nikita Kruschev, durante a crise dos mísseis, que atacasse os Estados Unidos com armas nucleares caso fosse preciso.O ex-presidente cubano voltou recentemente à vida pública, particularmente para alertar sobre o risco de uma guerra nuclear no Oriente Médio devido à queda de braço entre Israel e Irã.


Na mesma entrevista, Fidel criticou a retórica antissemita usada pelo presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad: "Não acredito que alguém tenha sido mais difamado que os judeus. Diria que muito mais do que os muçulmanos. Foram mais difamados que os muçulmanos porque são acusados e caluniados por tudo. Ninguém culpa os muçulmanos de nada". "Os judeus tiveram uma vida muito mais dura do que a nossa. Não há nada que se compare ao Holocausto".Segundo o líder cubano, o governo iraniano contribuiria para a paz se tentasse entender porque os israelenses temem por sua existência.


Goldberg foi convidado pelo próprio Fidel, que se interessou por um artigo seu sobre as tensões entre Irã e Israel.

AFP

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Meu planeta natal - Aquarius

Luiz Domingos de Luna*

Quão grande foi minha emoção, quando fui indicado para sair de minha galáxia Atenas, para passear na Via – Láctea sei lá, talvez o nome tenha sido muito doce, ou algum mecanismo fonético que disparou no meu chip, gerando assim, a primeira emoção que senti, na verdade, não chega a isto, pois nós aquarianos não temos estas características humanas.
Na minha fase de preparação para a viagem, que a bem da verdade foi muito árdua, o treinamento exigiu muito de mim, a capacitação para a respiração, alimentação, lidar com a gravidade, foi algo que, infelizmente, fui reprovado logo de cara. Pensei planeta terra nunca mais, porém o instrutor antes de tirar o capacete para minha exclusão do projeto, para minha felicidade ou infelicidade, a luz vermelha acendeu, no nosso código consultou o computador central, o relatório saiu na hora, de todos, eu consegui passar na parte mais complexa do projeto, sentir emoções e processar pensamentos novos. Não sei se foi bom ou ruim, visto o teste de gravitação universal, ser uma grande moleza, para os meus irmãos Aquarianos e o mais difícil para mim. Já o teste cognitivo passei, e os meus irmãos há anos luz da complexidade do processar pensamentos lógicos, o criador do projeto foi logo dizendo, a gravidade não é problema para nós ele deve causar problema para os terrestres, vez que lá têm campo gravitacional positivo, Aqui isto não existe, e nisto deletaram o meu histórico gravitacional, e eu já comecei a ficar preocupado com a maracutaia, dos meus irmãos Aquarianos, e pensei, quando chegar no planeta terra vou ter que dizer que o criador do projeto, apagou a minha reprovação no teste gravitacional, e aí, com certeza o revisor vai me mandar de volta para o meu planeta natal Aquarius.
Nesta lógica, fiz uma viagem longa e cansativa, mas sempre consciente de que a volta seria o mais rápido possível.
Ao Chegar ao planeta terra, uma vista privilegiada, mesmo acima da velocidade da luz, quando desci da nave, meus irmãos já práticos com a força gravitacional deram um Show de disciplina e beleza, como eu já sabia que nesta parte eu não iria me dar bem, fique por último e como não podia ser diferente me esborrachei no chão.
O Revisor verificou todo o meu histórico, deu o sinal afirmativo de permanência no planeta terra, mas mesmo assim, eu perguntei o que ele tinha achado da minha reprovação no teste gravitacional, ele foi taxativo, isto não é uma preocupação sua, mas sim, dos terráqueos e você é um aquariano.
Lembre-se quando você cair estará sempre praticando uma ação da Terra, mas quando levantar estará numa ação Aquariana, visto em Aquarius não ter gravidade.
-Entendeu?
Não
-Certeza?
Nenhuma
-Dúvida?
Todas
-Mas é assim que a coisa funciona
(*) Professor - Aurora - Ceará

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Política de frivolidade – Por Pedro Esmeraldo

Crato sofre, seus filhos esperneiam porque não sabem conduzir o seu pensamento de equilíbrio mental, e os políticos acomodam-se, pois vivem totalmente isolados na zona de convergência governamental.

Não temos a mínima ideia de quando esses políticos vão resolver trabalhar e sair desse pensamento negativo. Permanecem impassíveis, sem lutar para conquistar o favorecimento de melhores obras. Não criam geração de emprego e de rendas.

Lembramos que o Crato do passado teve uma economia de peso regional, já que foi favorecido pelas culturas da cana-de-açúcar e de algodão, que deram grandes dotes da riqueza deste município.

Hoje, após a queda desses produtos, a cidade do Crato adormeceu, parou pelo caminho do desespero econômico, não soube aproveitar a modernidade com equilíbrio, com forças produtivas que pudessem acelerar o desenvolvimento cratense. O município não pode expandir-se devido o esfriamento econômico. A cidade caiu em profunda depressão financeira. Não esboçou reação, faltando coragem de seus filhos de enfrentar a luta pela movimentação de economia com o trabalho sincero e honesto.

Após a década de 1980, a cidade foi assaltado por um grupo de políticos sombrios, forçando abdicação da nobreza e da seriedade. Entregou os pontos, não estimulou a juventude, cedeu o município aos inimigos e que com certeza aproveitaram-se das fraquezas desses políticos, levando todos os seus patrimônios adquiridos ao longo dos anos.

Notamos que Crato é a cidade-mãe de todas as outras e, portanto, deviam respeitá-la e jamais virem com esperteza, mas com objetividade, respeitando a sua economia.

Com medidas equilibradas e austeras, o Crato seguirá caminho florescente e saberá aproveitar o contorno da modernidade e luta do desenvolvimento. Por esse motivo, os políticos cratenses devem evitar abusos dos vizinhos inimigos, que veem nos enganar com políticas embusteiras, que deixam os cratenses atoleimados.

Houve época em que Crato possuía uma economia agrícola promissora e não soube aproveitar o seu trabalho dentro de uma produção moderna. O cratense não soube acompanhar a modernidade, afastou-se do trabalho tecnológico, continuou com métodos antigos, sem melhoria de produtividade.

Povo acostumado ao antigo regime agrícola ficou aparvalhado e não soube separar o joio do trigo, aproximou-se dos penetras, estimulando uma política corrupta que não soube enxergar o avanço da tecnologia.

Enfim, esses políticos corruptos, aproximaram-se do Crato, ludibriando-o a fim de conquistar o nosso patrimônio.

Daí por diante, o homem de bem se afastou da política, entregando o barco aos acomodados que assumiram com frivolidade e inexperiência, contaminados por homens de mau caráter que entregam o Crato aos malditos inimigos.


Crato-CE, 03 de setembro de 2010.


P.S. Recado a Dielson Mendonça: Não perdemos nosso sonho, mas fazemos nossa parte na luta pela nossa terra, coisa que todo cratense deve fazer, para depois colhermos bons frutos.

Os novos "aloprados" -- postado por Armando Lopes Rafael


Fonte: Veja on line
FHC condena devassa de sigilos e vê risco de retrocesso democrático

O sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso criticou a atitude do governo petista diante da quebra de sigilo fiscal de tucanos. Em um artigo publicado neste domingo em jornais do país, FHC definiu a atual fase brasileira como uma “democracia virtual”, que “existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito atual”.Fernando Henrique afirma que o “edifício” da democracia está erguido no país, “a arquitetura é bela, mas quando alguém bate à porta a monumentalidade das formas institucionais se desfaz num eco que indica estar a casa vazia por dentro”.


O ex-presidente recrimina o alto escalão do governo, que, “com a maior desfaçatez do mundo”, tenta minimizar os efeitos do escândalo e afastar interesses políticos da violação de dados sigilosos. Lembrando o dossiê feito em 2008 pelos adversários contra ele e a esposa, Ruth Cardoso, na tentativa de acusá-los de uso indevido de verba pública durante seu mandato, o sociólogo dispara: “Estamos todos felizes no embalo de uma sensação de bonança que deriva de uma boa conjuntura econômica e da solidez das reformas do governo anterior”.

O ex-presidente considera “escandalosa” a postura política tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha de Dilma Rousseff à Presidência, “dando ao povo a impressão de que o chefe da nação é chefe de uma facção em guerra para arrasar as outras correntes políticas”. FHC lamenta que ainda não tenha sido feito um pedido para cancelar as candidaturas beneficiadas pelo que chama de “abuso da utilização do prestígio do presidente”, que poderia levar à consolidação de uma democracia plebiscitária. “Na marcha em que vamos, na hipótese de vitória governista – que ainda dá para evitar – incorremos no risco futuro de vivermos uma simulação política ao estilo do Partido Revolucionário Institucional (PRI) mexicano – se o PT conseguir a proeza de ser ‘hegemônico’ – ou do peronismo, se, mais do que a força de um partido, preponderar a figura do líder”.

Oposição – No artigo, Fernando Henrique chega a reconhecer equívocos da oposição: “Pode ter havido erros de marketing nas campanhas oposicionistas, assim como é certo que a oposição se opôs menos do que devia à usurpação de seus próprios feitos pelos atuais ocupantes do poder. Esperneou menos diante dos pequenos assassinatos das instituições que vêm sendo perpetrados há muito tempo, como no caso das quebras reiteradas de sigilo”. O texto afirma que, nestas eleições, “estamos decidindo se queremos correr o risco de um retrocesso democrático em nome do personalismo paternal (e, amanhã, quem sabe, maternal)” e finaliza afirmando que há tempo para derrotar o “passo atrás" no caminho da institucionalização democrática: “Eleição se ganha no dia”.

domingo, 5 de setembro de 2010

Em busca da felicidade II – Por Magali e Carlos

* Magali de Figueiredo Esmeraldo
* Carlos Eduardo Esmeraldo

Confesso que a primeira vez em que eu ouvi falar em Tomé-Açu, as bases da minha estrutura emocional balançaram. Estava há dois meses em Belém, trabalhando no setor de orçamento e licitação da Engenorte Ltda, uma construtora paraense, especializada em obras de saneamento. Foi numa manhã de um sete de setembro, quando eu assistia ao desfile militar do sesquicentenário da nossa independência, no 12° andar do prédio onde funcionava o escritório da empresa. Terminado o desfile, o dono da construtora veio ao meu encontro e comunicou que eu iria gerenciar a obra de pavimentação primária de uma estrada entre Tomé-Açu e Paragominas. E laconicamente me disse que eu viajaria no dia seguinte. Aconselhou-me viajar de barco, para melhor apreciar as belezas da mata amazônica. O mesmo barco que iria conduzir os tratores, caminhões e demais equipamentos necessários ao desenvolvimento dos trabalhos.

Na verdade, o barco não era bem um barco, mas um barulhento rebocador, com uma cabine coberta, como se fosse um coxo, onde havia dois estrados nas laterais. Saímos às oito horas da noite, de modo que não foi possível apreciar as belezas da selva amazônica. Assim também, como foi difícil conciliar o sono, com o barulho ensurdecedor do motor do rebocador.

Cheguei a Tomé-Açu pela manhã. Era uma cidade triste, às margens de um rio bastante largo, com construções simples, todas elas de madeira e repleta de rostos orientais. Fiquei sabendo que ali era a terra da pimenta do reino, plantada em grande quantidade pela colônia de japoneses e seus descendentes, radicados no Pará há mais de trinta anos.

No hotel, indicaram-me um certo Osamu, nissei de voz macia e muito simpático, ao qual contratei seus trabalhos de transporte numa Kombi, enquanto não chegava uma picape que serviria para meus deslocamentos.

Osamu conhecia tudo na região. Depressa me mostrou os locais do município, composto por duas vilas: Quatro Bocas da Jamic, onde ficava o aeroporto, a sede da cooperativa dos plantadores de pimenta, a igreja e o padre italiano, com o qual depressa fiz amizade. A outra vila seria Quatro Bocas do Breu, onde ao lado da estrada eu escolhi o local para montar o acampamento.

Enquanto Carlos trabalhava para economizar um pouco para alugar e comprar os móveis da nossa casa, eu terminava meu curso de História em Crato. Para amenizar as saudades, escrevíamos todos os dias um para o outro. Dávamos muito trabalho aos carteiros. Contávamos os minutos e os segundos para chegar esse tão esperado dia. Tínhamos certeza que nossa união ia ser para a vida toda. Seria muito bom que todos os casais pensassem assim, pois haveria menos separações.

Depois de três meses de trabalho em Tomé-Açu, solicitei cinco dias de licença para casar, aproveitando o feriado de oito de dezembro, o final de semana e os dias necessários à nossa viagem. Para minha surpresa, o meu chefe me liberou até o dia vinte de dezembro e me deu a passagem aérea até Fortaleza, como presente. Após nosso casamento, chegamos a Quatro Bocas do Breu no dia 18 de dezembro e no dia seguinte fomos a Belém, pois tinha que participar da licitação de uma obra.

Quando chegamos a Quatro Bocas do Breu, um pequeno povoado no meio da Floresta Amazônica, que pertencia à cidade de Tomé Açu, no Pará, eu fiquei emocionada ao pisar pela primeira vez na casinha branca, toda de madeira, que seria o nosso lar. Após seis dias de casados, três dos quais enfrentando a longa viagem de Crato a Tomé Açu, foi um alívio chegarmos para vivenciar a nova etapa de nossas vidas. Tudo era novo para mim, que chegava ali pela primeira vez. Carlos já estava há seis meses trabalhando e, foi ele que organizou nossa morada. Tudo muito simples, pois ele não sabia até quando ficaríamos ali. Está ainda bem nítido na minha memória como era a casa e o que tinha dentro dela. Uma cozinha com um fogão de quatro bocas e um pequeno armário de madeira rústica, construído lá mesmo. Um pote com água e uma quartinha, pois não havia energia elétrica. A energia chegava só a noite, de um motor da Construtora Engenorte e as luzes se apagavam as nove horas da noite. A sala tinha uma mesa feita também com madeira local envernizada de amarelo e quatro tamboretes. Havia um banheiro. No canto da sala tinha a escadinha que subia para o nosso quarto. Os móveis do quarto eram no mesmo estilo dos da sala. Simples e rústicos. Um guarda roupa e uma cama de casal. Carlos tinha um rádio de pilhas que não pegava durante o dia, somente à noite. Tínhamos também uma radiola portátil de pilhas e alguns discos e livros.

Embora tivéssemos recebido muitos presentes de casamento: pratarias, bandejas de inox, bomboniere, nada disso iria servir para essa vida que levaríamos. Por isso ficaram guardados no Crato, na casa de meus pais.

Havia um único armazém na vila, que era composta por uma pequena rua de casas, que cortava a estrada em cruz, daí a origem do nome Quatro Bocas. O interessante é que no dia seguinte à nossa chegada, fomos abastecer nossa casa nesse armazém. Nele compramos panelas, pratos, talheres, copos e produtos alimentícios. O armazém era muito sortido, quase um mini-mercado dos dias de hoje. Seu proprietário era um japonês muito simpático que também era dono da casinha de madeira onde morávamos.

Mesmo morando nesse pequeno povoado da Floresta Amazônica, vivendo com simplicidade e tendo que tomar toda semana remédios para evitar a malária, eu e Carlos aceitamos a nova vida e enfrentamos os desafios para fazermos a felicidade um do outro. Isto nos provou que podemos ser felizes na simplicidade. A verdadeira felicidade não vem das coisas materiais, do conforto, mas sim do amor, do respeito, da compreensão, da união, do diálogo e da confiança em Deus.

Carlos trabalhava todos os dias e folgava apenas no domingo à tarde. Mas vinha almoçar em casa. Nas tardes de domingo saímos passeando pelos igarapés (riachos), e muitas vezes ele me ensinava a dirigir. Aproveitávamos para ir à missa numa outra vila próximo a Tomé-Açu. Às vezes o padre italiano passava filmes antigos no salão paroquial. Para um lugar que não tinha televisão, mal pegávamos as rádios, era um ótimo programa.

Quando eu ainda estava em Crato, Carlos trabalhando em Tomé-Açu, ele me contou que viu uma onça grande atravessando a estrada em plena selva. Intensifiquei minhas orações pedindo a Deus que o livrasse de todos os perigos. Quando já estávamos casados, o horário dele chegar em casa era sempre seis horas da tarde. Um belo dia, ele teve que atravessar o Rio Capim para acompanhar os trabalhos da estrada próximos a Paragominas, e não pode chegar cedo, nem tinha com me avisar, pois não havia telefone. Passou do horário em que ele costumava chegar. E eu fiquei muito preocupada, pensando ter acontecido alguma coisa, pois já eram nove horas da noite. Chorava e fazia minhas orações pedindo a Deus que Carlos estivesse bem, pois naquele momento estávamos começando a construir nossa vida a dois, em busca da felicidade. Para a minha alegria, Deus ouviu minhas preces e logo ele chegou são e salvo.

Não havíamos completado um mês que nós dois morávamos nessa casinha, quando começaram as chuvas. Chovia tanto, e com tanta intensidade, como jamais eu havia visto na minha vida. Nossos trabalhos foram paralisados, pois até os tratores atolavam no lamaçal em que se transformou o solo paraense. Foi então que recebi pelo malote uma ordem para me apresentar com urgência à direção da empresa em Belém. Pensei que fosse um aviso de demissão. Mas quando lá cheguei, fui convidado para almoçar com o meu chefe em seu apartamento. No final do almoço fui informado que a obra de Tomé-Açu ficaria paralisada até julho e seriamos transferidos para outra estrada em Goiás. Outra viagem, novas aventuras.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo e Carlos Eduardo Esmeraldo

Padarias Espirituais no Cariri - Emerson Monteiro

Recebemos do jornalista e escritor Franco Barbosa um e-mail informando que, nesta segunda-feira (06 de setembro de 2010), chegarão ao Cariri 12 toneladas de livros encaminhados de Brasília por Elmano Pinheiro Rodrigues. Esse material se destina às bibliotecas comunitárias de Juazeiro do Norte, aos assentamentos do Crato e às bibliotecas comunitárias de Mauriti, Barbalha, Araripe e Antonina do Norte CE, dando seguimento ao projeto das Padarias Espirituais iniciado por Elmano Rodrigues em todo o Brasil.
A proposta de Elmano é incentivar a preservação da memória das personalidades locais nas comunidades onde elas viveram e prestaram serviço, as quais, com o passar do tempo, ficariam esquecidas na memória social, adotando seus nomes para as novas bibliotecas fundadas por ele. Um dos exemplos que apresenta: Abelardo Arrais, líder no distrito de Quincuncá, em Farias Brito, o qual, para resgatar memória e obra do líder, realizou na localidade a instalação do que considerar uma padaria espiritual, referência ao movimento literário cearense do final do século XIX, em Fortaleza, capitaneado por vários intelectuais, dentre os quais o escritor Antônio Sales. Tinham preocupação idêntica, de fomentar o gosto pela leitura no seio da grande população, através de constantes atividades de divulgação das obras literárias.
No seu ofício profissional, Elmano Rodrigues se movimenta com desenvoltura junto às editoras e autoridades, tanto na Capital Federal quanto no Sudeste do Brasil, reunindo por doação livros e conseguindo o transporte destes aos lugares mais distantes que sejam do território brasileiro.
Os livros são adquiridos junto a ministérios, editoras, universidades e secretarias, sobretudo no Distrito Federal.
Para iniciar uma padaria espiritual, ele oferece a primeira cota de 500 livros, aos quais depois virá reunir novas publicações, a depender do interesse de quem se dispuser a levar em frente o trabalho inicial.

Coletivo promove oficina de formação para novos integrantes


Umas das exigências para ser do Coletivo Camaradas é estudar sobre arte numa perspectiva histórica e social. O grupo desenvolve um trabalho de arte que envolve a compreensão da arte relacionada com a estética, política, cultura e educação.


Os Camaradas visando agregar novos integrantes e possibilitar o entendimento das idéias defendidas pelo Coletivo realizará no período de 16 a 18 deste mês, no auditório do Centro Cultural do Araripe, no Crato, a Oficina “O que é o Coletivo Camaradas?”.


A oficina tem como objetivo abordar temas como a história do coletivo, arte e marxismo e o papel político do Coletivo Camaradas. Além das abordagens teóricas e informativas serão realizadas intervenções urbanas, na qual os participantes poderão vivenciar um pouco do fazer e pensar artístico do grupo.


As ações vivenciais serão desenvolvidas pelos artistas Ricardo Campos, Marlon Torres, Fatinha Gomes, Amanda Priscila e Edival Dias.


A estudante Janaina Felix, integrante do Coletivo, destaca a importância da oficina para aproximação com o próprio universo da arte. Ele frisa “defendemos que a arte faça parte da nossa vida”.


A atriz Sâmia Xavier enfatiza que o coletivo não faz arte pela arte, mas uma arte política, com um aspecto revolucionário. “Esse talvez seja o nosso diferencial e fazemos questão de mostrar”, ressalta a atriz.


O artista e acadêmico do curso de Artes Visuais da Universidade Regional do Cariri, Ricardo Campos diz que a sua motivação em participar do Coletivo é a idéia de discutir e propor ações nas periferias. Ele comenta ainda que é importante a ponte feita pelos Camaradas em propiciar o dialogo da arte contemporânea com o povo.


A oficina é direcionada para as pessoas que tenham interesse em ingressar no Coletivo. As inscrições poderão ser efetuadas pela internet, basta enviar um e-mail manifestando o seu interesse para coletivocamaradas@gmail.com


Serviço:
Oficina “O que é o Coletivo Camaradas?”
Dias 16 e 17 de setembro, das 18h30 às 21h00
Dia 18, das 8h00 às 12h30
Local: Auditório do Centro Cultural do Araripe
Informações adicionais:
(88)99772082

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O bobo não é palhaço




Bufão! Que culpa tem o palhaço? Alegre, colorido, corajoso e capaz de encantar gerações e multidões com suas ações risíveis.

Não entendo que culpa tem o nosso personagem universal. Creio que nenhuma. O palhaço é mesmo isento de ser punido por proclamar o riso. Ele decreta a palhaçada sem nenhum protocolo. O nosso riso não perpassa por regras, vem espontaneamente, nem precisamos comprar nem vender o riso.

Mas calma, nem sempre é assim a história. Ainda tem muito bobo da corte, rondando os palácios das elites econômicas, não os confunda com os palhaços. Os palhaços merecem respeito, deixemos jorrar a palhaçada, o povo quer rir com a alegria que humaniza.

Deverás não posso ser amigo do rei, portanto não posso ter um bobo da corte, também não quero ter um guardião parasita, tipo esses bobos da corte. Esses bufões são escudeiros dos seus interesses, só querem ser corte. Cortejam para lá e para cá, rezam todos os dias pelo aumento do peso dos seus bolsos. Esses bobos são uma patota de espertalhões. Ainda têm muitos que são os bobos tapiocas mudam de lado quando as coisas esquentam ou fracassam.

A origem dos bobos da corte tem início no período medieval, nome dado ao serviçal da Monarquia responsável por entreter os reis e rainhas, uma espécie de bajuladores de plantão, coisa muito típica ainda na contemporaneidade. Acredito que seja possível que existam cursos profissionalizantes de bajulação, com carga horária eterna.

Creio que a palhaçada está liberada, apesar de ainda existirem muitos bobos da corte, que nada te a ver a alegria do povo. Mas quem será o rei, neste tempo de decadência de reinados? É difícil identificar, mas ele vem sempre com um discurso de ordeiro, imparcial e de defesa da sua propriedade capital. Cuidado, os reis estão soltos e os seus bobos ainda os fazem rir.

Salve a palhaçada!



Alexandre Lucas

Pedagogo, Artista/educador e Coordenador do Coletivo Camaradas

Mestre et Blaget – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Quando eu trabalhava na Engenorte Ldta, uma construtora de Belém que construía a estrada São João d’Aliança/Alto Paraíso em Goiás, eu e Magali recebíamos mensalmente a visita do senhor Orlando Machado, um dos diretores daquela construtora. Ele ia inspecionar os trabalhos todos os meses e ficava dois ou três dias hospedado em nossa casa. À noite, após o jantar, o senhor Orlando contava muitas histórias. Algumas ficaram retidas na minha memória. Tentarei narrar uma delas, embora já transcorridos quase trinta oito anos de quando escutei aquelas histórias.

Na década de 1930, havia no Rio de Janeiro, então capital do país, uma grande loja de um francês denominada “Mestre et Blaget”. Numa manhã de sábado, um cidadão engravatado, com sotaque estrangeiro, procurou comprar um cadilakc, último modelo. Ao ser informado pelo gerente da loja que o preço era 150 contos de réis, solicitou efetuar o pagamento com um cheque do Banco do Brasil.

Tudo ajustado, o carro foi entregue por volta do meio dia. Ao chegar ao hotel, estacionou o carrão na frente da portaria e desceu para pegar a chave do apartamento onde estava alojado. No balcão da recepção havia um telegrama urgente, procedente de Buenos Aires. Ao ler, o hóspede, presumivelmente um argentino, procurou imediatamente o gerente e lhe mostrou o telegrama, dizendo: “Veja esse telegrama. Acabei de comprar aquele cadilakc que está lá fora. Conforme o senhor pode ler, eu deverei estar em Buenos Aires segunda-feira às oito horas da manhã, para assinar um contrato de um grande empreendimento, sob pena de ter de pagar uma multa contratual de hum milhão de dólares caso eu não compareça na hora marcada. Irei agora mesmo para o Aeroporto para conseguir um vôo urgente. Para que meu prejuízo não seja maior, eu lhe ofereço o carro por cinqüenta contos de réis”. O gerente respondeu que iria pensar e antes dele sair para o aeroporto lhe daria uma resposta.

Quando o hóspede subiu ao seu apartamento, o gerente telefonou para loja Mestre et Blaget contando a inacreditável história daquele hóspede que queria lhe vender um carro novíssimo, saído da loja, por apenas cinqüenta contos de réis. Como todos poderiam supor o cheque não deveria ter fundos. Infelizmente a agência do Banco do Brasil estava fechada. Naquela época, os bancos abriam aos sábados até o meio dia. Mesmo sem ter certeza, o gerente da loja acionou a policia, que resolveu prender o estrangeiro. No momento da prisão ele protestou, dizendo que tinha de estar em Buenos Aires na segunda-feira às oito horas da manhã, sob pena de ser multado em hum milhão de dólares. Não havia crime algum em vender um carro por cinqüenta contos, embora o tivesse adquirido por um preço três vezes maior. Mas ninguém deu ouvidos às ameaças de processo judicial por perdas materiais e danos morais que aquele estrangeiro fazia.

Na segunda-feira, o gerente da loja Mestre et Blaget foi com um delegado de polícia até a agência do Banco do Brasil. Ao solicitar ao gerente do banco se o cheque possuía fundos, se surpreendeu com a resposta de que na conta daquele cliente havia fundos para mais de dez cheques naquele o valor.

O Delegado e o comerciante foram imediatamente à prisão para soltar o cliente. O gerente da loja solicitou-lhe mil pedidos de desculpas pelo mal entendido. E o argentino afirmou: “Não haverá desculpas. Perdi um milhão de dólares e sairei daqui para procurar um advogado e abrir um processo judicial contra vocês todos.”

Antes de contratar o advogado, o cidadão com sotaque argentino foi ao hotel e encontrou outro telegrama lhe informando que ele não havia comparecido no horário previsto e seria multado em um milhão de dólares, que deveriam ser pagos antes do final da semana.

Resumindo a história: não somente o cheque possuía fundo, como também existiam o contrato, o projeto do empreendimento e a empresa contratante, com endereço certo e funcionamento legalizado perante as leis argentinas. Tudo foi devidamente apurado pela justiça e a Mestre et Blaget teve de pagar uma indenização de mais de um milhão de dólares. Quase quebrava e teve de mudar o nome. Passou a se chamar Mesbla S/A unindo as iniciais do nome antigo. A partir daí cresceu, teve lojas espalhadas por todo Brasil, inclusive um escritório de vendas no Crato, até década de 1950.

Anos depois, constatou-se que tudo não passara de um grandioso golpe montado com precisão de detalhes em todas as suas ações por uma quadrilha internacional.

Se a Mesbla sobreviveu a requintados golpistas internacionais e se tornou um gigante do setor de serviços, infelizmente sucumbiu sessenta anos depois com o advento do chamado Plano Real. Não somente a Mesbla, mas as Casas Pernambucanas, o Mappin e tantas outras grandes cadeias de lojas desapareceram com o advento da auto-regulamentação do mercado implantada por políticas neoliberais.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Nota do Autor: Em 03 de setembro de 2008 fiz minha primeira postagem no Blog do Crato por intermédio de seu editor Dihelson Mendonça. Com o presente texto completo cem postagens de minha autoria realizadas nos blogs do Cariri.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Por que não gritamos? – por Pedro Esmeraldo

O Doutor Wellington Alves de Souza (Tonton), médico e intelectual cratense, residente em Fortaleza, é um dos defensores da cidade do Crato. Constantemente, diz palavras elogiosas enquadrando-nos como grandes lutadores dessa cidade. Fala com facilidade, dizendo que somos corajosos e somente nós, uma gleba de defensores do município, lutamos sozinhos sem a preocupação dos políticos. Diz que não devemos esmorecer nessa jornada e ficamos inquietos com a passividade dos políticos que não reagem aos insultos governamentais. Também, lembramos de outras figuras corajosas que sempre trabalham em praticar atos defensivos de sua terra: tratam-se dos jornalistas Armando Rafael, Antônio Vicelmo , Dielson Mendonça, Emerson Monteiro, Carlos Rafael, José Nilton Mariano, Claude Bloc, Carlos Esmeraldo, Jurandir Temóteo e outros que deixamos de mencionar porque não estamos lembrando agora.

Por sua vez, enaltecemos as figuras dos ex-prefeitos, capitão Ariovaldo, doutor Humberto Macário e Pedro Felício Cavalcante que deixaram marcos indeléveis e contribuíram para o desenvolvimento da cidade como: a criação da URCA, a implantação do Colégio Agrícola e outros logradouros que servirão de medida desenvolvimentista do município. Além dessas pessoas, existem outros lutadores que vivem no anonimato, mas com muita convicção, protestam contra as arbitrariedades. Tudo isso é executado pela horda de malfeitores que desejam a cidade do Crato no ostracismo.

Outro dia, demonstramos revolta, diante de um político que permanece de crista baixa e que tem medo de falar, já que perguntamos a esse senhor porque não reage à discórdia e à calúnia e não vai em frente, combatendo os inimigos, a fim de afastar do nosso meio e empurrá-los para fora da cidade. Crato não precisa de penetras. Deixem o Crato para os cratenses. Agora estamos muito tristes e indignados com as atitudes deletérias de nossos políticos, que, até hoje, não dizem o que vêm fazer e assistem pacificamente a perda dos bens da cidade. Pedimos a esses indignos políticos do Crato que renunciem. Por que colocam os cratenses para escanteio?

Por que não cooperar com o povo, retribuindo com o trabalho digno em benefício do próprio povo? Por que não protestar contra as injustiças, através de passeatas, comícios e outros tipos de manifestações que façam jus ao desenvolvimento da cidade? Não, meus amigos, precisamos reagir, pois o povo tem necessidade de quem trabalha com amor e honestidade. É para isto que pagamos imposto e os queremos de volta com benefícios e grandes melhoramentos.

Não podemos dormir. Temos que enfrentar os inimigos e queremos que empurrem esses algozes para fora da cidade. Afinal, cooperamos para sermos beneficiados e não beneficiar a terceiros. Afinal, por que não reagimos? Onde andam os órgãos representativos do município? Pra que servem Lions, Rotary, CDL, sindicatos, Associação Comercial que, por hora, permanecem mudos e não reagem contra os insultos dos provocadores indigestos?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL


WALDIR AZEVEDO

Por Zé Nilton

Quem de nossa geração não foi tomado de rara emoção ao ouvir os choros e as músicas de e com Waldir Azevedo? O músico e compositor da mais alta estirpe no manejo (solo) do cavaquinho não só está inserido no contexto do que há de melhor no estilo, como fez história nessa arte, porquanto deixou uma plêiade de seguidores Brasil afora.

Gosto de imaginar haver uma certa dedilhagem do cavaquinho de Waldir talvez nascida da introjeção da clássica “Apanhei-te, cavaquinho”, de Ernesto Nazaré. Se assim for, mérito para os dois. O saltitado de alguns choros informa uma música desvirtuada do sentido do choro. Eis aí a grande surpresa do choro: apesar de dolente, de triste, é alegre, também, porque saltitante; leva a gente pra fora do que poderia fazer lágrimas lá dentro.

E foi de lágrimas algumas de suas composições, como a música “Minhas mãos, meu cavaquinho”, composta como um hino revigorante logo após o acidente doméstico ter-lhe decepado parte do dedo anular da mão esquerda. Logo na mão esquerda.

Permita-me, caro leitor, falar do consagrado compositor aliando a algo pessoal.

A música de Waldir Azevedo me faz lembrar um tempo maravilhoso, aquele vivido quando a Rua Bambina, no Rio de Janeiro, era a jóia de Botafogo. Rua calma em oposição ao ruído constante das vias de rolagem da Praia de Botafogo, sua paralela.

Francisco Sávio Couto Pinheiro, Savito – o gênio do vestibular, nos anos setenta, ao lado de José Flávio Vieira - meu colega de apartamento. Mais ainda, escolheu-me para ser seu camarada. Dividíamos um dos quartos do pequeno apartamento. Fui pra lá por seu intermédio. Ele queria aprender violão e eu alargar o meu francês. Ele saiu-se melhor, não por culpa dele.

Toda a noite ao apagar a luz ligava sua pequena vitrola. Um único disco rodava. Carlos Poyares nos embalava tocando entre outros o grande Waldir Azevedo. Pela madrugada raspava a agulha a última volta do acetato, rompendo o silêncio...A música marca o tempo. Hoje, avulta-se à memória aquele quarto tal qual a imagem do poeta Manuel Bandeira no “Poema do Beco”, toda vez que ouço a introdução de “Carinhoso”, de Pixinguinha, faixa primeira do disco de Poyares.

Nesta quinta-feira é a vez de falarmos e ouvirmos o talentoso Waldir Azevedo no programa radiofônico da Rádio Educadora do Cariri, COMPOSITORES DO BRASIL.

Na sequencia:

Brasileirinho
Vê se gostas
Pedacinho do Céu
Contrates
Delicado
Minhas Mãos, Meu Cavaquinho
Chiquita
Camundongo
Flor do Cerrado

Quem ouvir verá!

Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducaroradocariri.com)
Acesse. www. blogdocrato.com
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas de 14 às 15 horas

Espetáculo de Dança do Cariri será apresentado na Europa



A pré-estréia do espetáculo Arte e Cultura em Transe acontece nesta sexta-feira, no Teatro Salviano Arraes, no Crato. O espetáculo é resultado de pesquisa em torno da formação do povo brasileiro.

A diversidade e a junção dos elementos que compõe a dança brasileira a partir das influências indígenas, africana e européia estão presentes no espetáculo “Arte e Cultura em transe”. O espetáculo busca explorar predominante as raízes afro-brasileiras tão presentes na mistura do caldeirão cultural do nosso povo.

Arte e Cultura em transe será apresentado na Alemanha já agora no dia 14 de setembro e terá agenda preenchida até o dia 06 de outubro. O espetáculo é dirigido pela coreografa Edilânia Rodrigues e Elisangela Nepomuceno que fazem parte da Companhia de Dança Vid´Art do Projeto Nova Vida.

Para esse primeiro momento participarão cinco dançarinos, além da coreografa Edilânia Rodrigues e do músico Ronaldo da Silva.

A ida da companhia para Alemanha se deu pela parceria desenvolvida pelo Projeto Nova Vida e a entidade alemã Aktionskreis Pater Beda. O Nova Vida é uma ONG que foi criada em 1992, cujas ações têm como foco uma educação voltada para a cidadania através do acompanhamento educacional, cultural e formação profissional de crianças, adolescentes e suas respectivas famílias. A entidade funciona na Comunidade do Gesso no Crato, antiga zona de prostituição que por muitos anos sofreu com a inexistência de políticas públicas.

Além da Alemanha a Companhia participa em agosto do próximo ano da Jornada Mundial da Juventude que será realizada na Espanha. Para esse evento deverão participar um numero maior de integrantes.

Para a coreografa, Edilânia Rodrigues existe uma grande expectativa em torno da ida para Europa. Ela destaca que a intenção é aproveitar a oportunidade para fazer intercâmbio e compartilhar experiências tanto artísticas, como culturais. A coreografa enfatiza que o espetáculo foi montado a partir dos elementos da brasilidade, além de abordar outras questões como meio ambiente, seca e religiosidade de matriz africana.

O espetáculo poderá ser visto nesta sexta-feira, a partir das 19 horas, no Teatro Salviano Arraes, no Crato.Entrada franca. A pré-estréia no Cariri visa aglutinar e perceber os olhares dos dançarinos, coreógrafos, diretores teatrais, músicos e atores em torno do espetáculo.

Serviço:

Projeto Nova Vida

www.novavida.apoio.de

(88) 33523/4036/35234166

Coordenador do Projeto Hermano José de Sousa (88)88063056

Email: hermanojosedesousa@yahoo.com.br

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Coletivo Camaradas aciona OAB e Justiça Eleitoral contra poluição visual


Justiça Eleitoral e OAB já estão com fotos da poluição visual gerada pelos candidatos nas praças da cidade Crato.


Na manhã desta ultima segunda, dia 30, o Coletivo Camaradas encaminhou ao juiz da 27ª Zonal Eleitoral, Antonio Wandeberg Francelino Freitas e ao presidente da subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Crato, Fabrício Siebra Felício Calou documento que alerta sobre a poluição visual provocada pelos candidatos dos diversos partidos políticos e coligações nas praças da cidade do Crato, através da colocação de cavaletes com imagens eleitorais.

O fato vem gerando insatisfação na população. Algumas placas impedem a livre circulação dos transeuntes, já outras atrapalham a visibilidade dos motoristas. De acordo com o documento encaminhado a Justiça Eleitoral os “camaradas” afirmam “entendemos que a colocação indiscriminada destes cavaletes na cidade e em especial nas praças vem gerando insatisfação e prejudicando a livre circulação dos transeuntes, dificultando a visualidade dos motoristas e produzindo uma enxurrada poluitiva. Sem contar que, como o caso não é localizado, isso gera uma incalculável degradação ambiental, tendo em vista, a quantidade de madeiras e papeis gastos com essas ações na época eleitoral, em outras palavras, representa a derrubada da vegetação brasileira”

O grupo solicita que o documento encaminhado a Justiça seja enviado aos partidos e coligações com o intuito de tornar pública a insatisfação dos eleitores. O documento entregue na OAB sugere uma tomada de posição em relação à questão.

O documento foi encaminhado a Justiça Eleitoral e a OAB, após o Coletivo teve realizado a intervenção urbana denominada “Ação Poluição” que consistiu na colocação temporária de cavaletes com a inscrição “Ação Poluição” ao lado das imagens do candidatos e registro fotográfico, o qual foi disponibilizado virtualmente. Nos documentos entregues pelo Coletivo Camaradas foi anexado o registro da fotográfico da ação que consta de mais de 200 fotos em praças da cidade do Crato.

O ser e o tempo são só um - Emerson Monteiro

O homem e a hora são um só
Quando Deus faz a história é feita.
O mais é carne, cujo pó
A terra espreita.


Fernando Pessoa.

Um, o seu outro lado; outro, o inverso de si mesmo. A integração absoluta do objeto no sujeito que perfaz do todo a face única, indivisível. O tudo e o nada numa unidade essencial e pura, uma unidade que mergulha o mistério do ser, reunindo a um só instante o tempo que resta e o bloco das consistências infinitas que um dia principiaram a ser, nas marcas de formas trabalhadas no confronto do dois em só uno e pronto, atritar persistente de esferas a rolar no abismo da eternidade, ao sabor do destino.
Predissessem limites e reflexos vazios contornariam a fronteira das marés, nos continentes dos mares, nos rios, linhas imaginárias de traços inevitáveis, porém vagos e inúteis, meras ficções de lábios rotos e gargantas secas entre terra e água. Pontos soltos a desenhar os céus com traços invisíveis, estridentes sonhos da inexistência, somas vultosas subtraídas e esquecidas em porões escuros de naus malassombradas, desaparecidas na bruma dos segredos.
Isso de perguntar da filosofia, nas questões reflexivas de alta profundidade, quer-se crer adiamento dos encontros definitivos com a sorte das estradas desertas, nas cinzentas, frias e ausentes madrugadas de prenhes de respostas contundentes, pois estas foram ali postas, dadas em graves acentos de bocas escancaradas e momentos de furor.
Ninguém alegue, pois, desconhecimento da lei depois das pistas avermelhadas de fogo e sangue prescritas nas alvoradas, tramas do reluzir das pedras. À ponta da língua do pensamento vêm e vão golfadas de sinais da solução do enigma, nas perguntas da vida. Desconfiados de que sabem a derradeira expressão da história futura, bichos arrastam os ossos ressequidos em caudas poeirentas pelo do deserto da existência, reluzentes lagartos de vaidade agressivas preocupações, quais teimosos animais de carga feridos nas vistas diante das claridades da luz.
Alimárias encandeadas, percorrem as trilhas toscas, aprofundadas no pisar das gerações, e andam aos tombos, formigas cambaleantes soltas no vento feitas folhas de árvores fantasmagóricas, sacrossantas miragens da adoração das tribos impacientes de antigamente. Pavios acesos e olhos apagados, o tropel das massas invade o território santo em blocos repetitivos, ao som dos trovões monumentais que quase ecoam sem final, às paredes metálicas de cordilheiras de fumaça.
Nas tripas enoveladas das entranhas, assim, dos tenebrosos monstros entontecidos ao zumbir do enxame feroz de insetos arcaicos atiçados de propósito pelas presas nas teias do pensamento, a dúvida de dentro seriam as dúvidas de fora, valor exclusivo das espécies individuais. Embaixo e no alto. Fora e dentro. Túnica sem costura. Essência de coisa em si e sujeito próprio de todos criador. Pomo particular e pronto.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Boa música no Salviano Arraes - Emerson Monteiro

Na noite deste domingo (29 de agosto), os cratenses foram brindados com a apresentação musical dos cantores e compositores cearenses Marcos Lessa e Aparecida Silvino, que moram em Fortaleza. No auditório Salviano Arraes, acompanhados por Ibertson Nobre, Lifanco, Francisco Silvino e Célio Lessa, em ocasião das mais inspiradas, os músicos ofereceram ao bom público que compareceu ao espetáculo um repertório primoroso, com a influência da melhor MPB.
Numa alternativa de qualidade pelo bom gosto da arte oferecida, momentos assim propiciam o encontro dos aficcionados por estilo musical refinado que, de certeza, tem admiradores em toda a Região.
A música oferecida pelos dois compositores e o modo informal com que se desenvolveu o show puseram em dia o bom gosto do Cariri, nesta fase da história artística brasileira que deixa um tanto a dever em relação aos tempos áureos de nossa música.
Os espectadores que se deslocaram ao Cine Teatro Moderno, cheios de satisfação, aplaudiram de pé o raro momento propiciado nessa noite de final de semana em Crato, numa produção que teve o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura.