Tempos difíceis são os tempos de ternura para todos nós, porquanto as crises impõem normas, no fim de superar seus obstáculos. Ninguém sofre em vão. O que mostra a diferença no saber sofrer é o jeito de responder às crises.
Estes tempos dagora pedem sérias atitudes em termos de carinho com que se deva conviver junto dos outros nos grupamentos da sociedade. Para onde se vira, uma demanda de atenção exige dos sentimentos da bondade.
Ruas estreitas pelo crescimento das populações das cidades; ruídos variados e agressivos com o aumento da intensidade das máquinas de som mais alto; a luta pela sobrevivência; a competição pelo poder a todo custo, sobretudo de quem demonstra mais sagacidade na área das conquistas sociais; o estudo, que pede concentração e esforço da juventude; etc.
O trânsito cresceu além da capacidade dos becos e das ruas, nas cidades, com a ligeireza dos veículos bem acima da tranquilidade construída no passado distante. A violência provocada pelas drogas, mal de proporções alarmantes que corrói as instituições de controle. E outros.
Afinal, um painel assustador em termos e proporções, portas abertas no alvorecer do famigerado terceiro milênio da humanidade.
Enquanto isso, a vida continuará, sem sombra de dúvidas, e quem for podre que se quebre, sincera e realista determinação popular. O espetáculo da existência seguirá em frente, com certeza. A raça dos homens haverá de encontrar um jeito bom de resolver suas próprias equações, o que vem acontecendo desde que se conhecem os acontecimentos.
No entanto, de dentro da casca de cada pessoa surge a condição particular de encontrar o gesto importante, nesta hora crítica. Os mestres da história vêm indicando modos civilizados para dissolver tantos bloqueios da alma humana. Oferecem novos sentimentos de paz, alegria, conformação, humildade, paciência, perseverança, justiça, amor, acima de tudo, o amor.
Valor de imensa cotação essa coisa de amor, que manifesta fraternidade e companheirismo nas estradas do viver sadio. Simples de demonstrar e difícil, porém não impossível, de praticar, nos tempos da atualidade. Descobrir, pois, os tratos afáveis da esperança por meio do amor entre as pessoas, eis a urgente proposta coletiva para que os humanos arrastem com sabedoria seus pés no lodo esquisito destes tempos de tantas e desafiadoras interrogações.
Seja colaborador do Cariri Agora
sábado, 18 de setembro de 2010
Tempos de ternura - Emerson Monteiro
Biblioteca pólo realiza campanha do livro
A coordenação da Biblioteca Pública Municipal de Juazeiro do Norte está lançando a campanha ARRECADAÇÃO DE LIVROS PARA AS PADARIAS ESPIRITUAIS, com objetivo de conseguir abastecer as 20 bibliotecas comunitárias que serão instaladas em Juazeiro do Norte até o Centenário e outras da Região Metropolitana, que estão sendo criadas. Segundo o coordenador da Biblioteca, Franco Barbosa, a Fundação Enoch Rodrigues de Brasília já doou mais de 25 mil títulos, que chegaram nesta quarta-feira, dia 08 de setembro. “Nós precisamos de 60 mil livros nos próximo 10 meses. Por isso estamos solicitando de todas as pessoas que puderem doar livros para este grande projeto social que procurem a Biblioteca Pública Municipal Possidônio Silva Bem, e façam a doação do que for possível. Um livro, dois livros, uma caixa, duas caixas, cinco caixas; o que tiver para doar. Quem não puder vir trazer a doação, basta ligar para os telefones abaixo mencionados, que o carro da Secretaria de Cultura de Juazeiro vai até o seu endereço. Não importa o tipo do livro, aceitamos e recebendo livros didáticos e paradidáticos”, ressalta o coordenador.
Para cada biblioteca serão destinados entre dois a três mil títulos. Basta ligar para a Biblioteca Pública, deixar seu endereço e telefone que os livros serão recolhidos, especialmente quando for de uma caixa em diante.
No primeiro momento, serão inauguradas seis bibliotecas, nos seguintes bairros: Frei Damião, João Cabral, Antônio Vieira, Vila Nova, Aeroporto e no São Gonçalo, na zona rural de Juazeiro do Norte, como também abastecer e criar outras padarias espirituais em Crato, Barbalha, Antonina do Norte, Assaré, Missão Velha, Mauriti e Caririaçu.
Endereço:
Rua Santo Agostinho s/n.º, vizinho à CAGECE.
Centro - Juazeiro do Norte CE.
Tels.: 88 / 3511 1999 / 8804 0715 / 9995 6850 / 8813 4487.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Vamos Correr? - José do Vale Pinheiro Feitosa
Zuleica com roupas de jogging, serelepe para algumas voltas correndo no Parque de Exposições, em pleno das 4h30min dos galos cantantes. Passa na frente da casa de Antonio de Selma. Antonio, para surpresa geral, está com uma mangueira aguando suas plantas desidratadas. É costume esquecer, mas naquele dia, no calor dos eventos jornalísticos da noite passada, ele, o maior repórter do interior (não só do estado, é do Brasil, mas há quem diga que do mundo e eu concordo) não estica a soneca do amanhecer. Vai para suas roseiras com mangueira e tudo.
Zuleica pára e diz: vamos?
Ho..ho...ho... – é a resposta do nosso De Selma. Seu olhar de persiana arriada, como o de Luiz de Borba, é mais expressivo do que todas as reportagens que fez o ano todo.
Zuleica, continua: e a Erenice?
- É Guerra!
- ???? – isso estava estampado no rosto de Zuleica e De Selma continua:
- Tropa perdendo, no recuo é pior do que animal na armadilha, vale tudo: bala dundum, gás mostarda, o negócio é matar, esfolar, não deixar nem rastro.
- E o tribunal de Genebra? – Zuleica brinca.
- Já viu a Bósnia? Com sangue nos dentes só existe o instinto de matar. Depois vem o arrependimento quando o sangue jorrou para o lado deles. Aí vai dizer que só fez o que lhe mandaram. Foi a mídia que trouxe a munição. Foi o inimigo que lhe provocou o ódio irracional. Viu Hitler, suicidou-se para não assumir a história.
Zuleica com os olhos arregalados repete se ele não quer pôr um tênis e ir correr para espalhar o sangue.
- Vou não. Não. Não vou mesmo. Interrompe as negativas um pouco enquanto reflete algo e continua: Nem que o papa peça. Arrematou na língua do “P”.
Zuleica adora provocar De Selma para ouvir as tiradas deles e pergunta o porquê.
- Não vou porque disseram que fazer exercício rejuvenescia. Então fiz esteira com o Doutor, comprei tênis, meias apropriadas, até estes spray de tira chulé eu comprei. E sai com a esperança de que com uma semana, já tivesse rejuvenescido pelo menos um mês. Como são cinqüenta e duas por ano, num ano eu teria voltado no tempo quatro anos. Mas o quê? Qual o quê? Todo mundo era velho. Aquilo faz é envelhecer as pessoas. Não vou mais. Não me chame para corrida que eu deito.
Corrupção na Casa Civil: Planalto sabia de lobby desde fevereiro, diz jornal
Reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira (17), afirma que o Palácio do Planalto já sabia, pelo menos desde o mês de fevereiro deste ano, que havia lobby dentro da Casa Civil, assim como a cobrança de vantagens para a intermediação de empréstimos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
As notícias têm dois lados - José do Vale Pinheiro Feitosa
Andei ausente dos blogs do Cariri por mais de mes, cuidando de escrever um longo texto sobre eventos ocorridos na Índia e na Etiópia no final da Campanha de Erradicação da Varíola. Acho-me obrigado a escrever para os blogs para os quais fui convidado e tento contribuir. Com melhor de mim é claro. Nem sempre do agrado, mas por isso é que somos indivíduos com direito ao contraditório.
O meu afastamento coincide com este período eleitoral que refuto da maior importância para a formação do nosso povo. Até quando criticamos o processo e o comportamento das pessoas estamos contribuindo. Por isso vou fazer aqui o que não gosto.
O Professor Armando Rafael que tem importância de opinião na região e ao qual reputo respeito, acaba de postar uma matéria da Veja quase que se vangloriando da sua ação do que ainda se encontra no campo das "denúncias". Do que será apurado e esclarecido. Não agora, o fato é que a Ministra saiu. Para satisfação de um lado em disputa eleitoral. É isso o que a postagem diz. Por isso resolvi, para trazer o outro lado da notícia a carta da Ministra na ocasião da sua exoneração.
Excelentíssimo Senhor
Luiz Inácio Lula da Silva
DD Presidente da República
Nesta
Senhor Presidente,
Nos últimos dias fui surpreendida por uma série de matérias veiculadas por alguns órgãos da imprensa contendo acusações que envolvem funcionários e familiares meus.
Tenho respondido uma a uma, buscando esclarecer o que se publica e, principalmente, a verdade dos fatos, defrontando-me com toda sorte de afirmações, ilações ou mentiras que visam desacreditar meu trabalho e atingir o governo ao qual sirvo.
Não posso, não devo e nem quero furtar-me à tarefa de esclarecer todas essas acusações e nem posso deixar qualquer dúvida pairando acerca de minha honradez e da seriedade com a qual me porto no serviço público. Nada fiz ou permiti que se fizesse, ao longo de toda essa trajetória de trinta anos, que não tenha sido no estrito cumprimento de meus deveres.
Agradeço a confiança de Vossa Excelência ao designar-me para a honrosa função de Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, e solicito em caráter irrevogável que aceite meu pedido de demissão.
Cabe-me, daqui por diante, a missão de lutar para que a verdade dos fatos seja restabelecida.
Brasília (DF), 15 de setembro de 2010.
Uma agenda possível - José do Vale Pinheiro Feitosa
Reformas em Cuba
Uma das notícias mais importantes da semana foi o anúncio de que o Governo Cubano dispensará um terço da mão de obra do país: 500 mil trabalhadores. Que o processo será feito por demissão, realizando reformas para facilitar a abertura de pequenos negócios privados, pela realocação de gente na agricultura e pela absorção no setor empresarial privado.
Isso tem um peso simbólico imenso sobre a esquerda latino americana e irá abrir o sorriso dos liberais do mercado. Andei buscando no Granma algum ponto de vista cubano, mas não encontrei. Achei alguma coisa por manifestações isoladas de lideranças venezuelanas. Este é um tema para acompanhamento. Um tema de agenda histórica.
A Inglaterra e o Papa
Este é um assunto importante. A mídia viaja na maionese das manifestações contra a Igreja pela pedofilia. É vício de assunto. A importância não está bem aí: o duradouro é o chamamento da Inglaterra para um aprofundamento dos Anglicanos com Roma. Isso é novidade, isso diz muito sobre o rearranjo da Europa. Mesmo que não der em nada, apenas seja as grandes movimentações diplomáticas inconseqüentes, como aquelas da década de trinta, antes da Segunda Grande Guerra.
O papel da mídia nas eleições brasileiras
É tão intenso, tão contínuo que até o Jornal El Pais, mesmo sendo conservador prestou atenção ao comportamento da imprensa brasileira. Nesta altura da campanha eleitoral existem muitas análises do fato: a postura ideológica raivosa da velha direita golpista; a terceirização dos partidos de oposição para a mídia; o ódio das famílias donas dos veículos contra o governo popular e assim por diante.
Precisa um toque novo nisto tudo. Será que este povo não está apenas fazendo seu preço para o próximo governo brasileiro? Aliada do vampirismo que sangra a bolsa popular, a mídia apenas sobe sua cotação.
Os eleitos no Ceará
Estive por aí até bem pouco tempo. Era o tempo das favas contadas. Tudo de uma monotonia atroz. Ninguém que venha para se alertar sobre as grandes transações com a costa litorânea do Estado, com a “avolumação” da violência, com os graves problemas do sistema de saúde e educacional. Ninguém tem idéia para pregar: apenas peça de marketing para se vender. E o povo humilde, vende, por trocados, o direito destes picaretas a terem um escritório no Poder Legislativo. E eles sabem que é assim que funciona. Como um cachimbo de crack.
E o Senado?
Menino, mas se o Tasso escorregar, tudo mundo veria os Gomes andando com as próprias pernas.
Denúncias da VEJA -- mais uma vez – estavam certas --Erenice Guerra foi demitida da Casa Civil do governo Lula (postado por Armando Rafael)
Nos bastidores, fala-se em Miriam Belchior, secretária-executiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para ficar à frente da Casa Civil. O presidente se reuniu nesta quinta-feira com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, também para discutir o caso.
Denúncias – A sucessora da candidata petista à Presidência não resistiu às denúnicas publicadas em VEJA desta semana, que revelaram que seu filho, Israel Guerra, comanda um esquema de lobby dentro da Casa Civil. Por meio do pagamento de uma “taxa de sucesso”, o filho da ministra facilita a aproximação entre empresários e o governo. Israel é dono da empresa Capital Assessoria e Consultoria e marcava reuniões entre os interessados no negócio e a ministra para garantir sua influência no contrato.
Nesta quinta-feira, o jornal Folha de S.Paulo publicou nova denúncia contra o filho de Erenice Guerra. Segundo o empresário Rubnei Quícoli, Israel pedia 40.000 reais mensais para ajudá-lo a liberar um empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Aos olhos do Planalto e do PT, no entanto, o erro mais grave de Erenice foi relacionar o seu caso à campanha presidencial, dizendo que os ataques eram um ato de desespero de um candidato – o tucano José Serra – “já derrotado”. Todo o esforço da campanha de Dilma Rousseff era para manter dissociadas as questões da Casa Civil e do processo eleitoral.
Fonte: VEJA on line
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
COMPOSITORES DO BRASIL

NO TEMPO DOS FESTIVAIS
Parte II
“É um tempo de guerra
É um tempo sem sol”...
Por Zé Nilton
Quando a TV Rio lança o primeiro Festival Internacional da Canção Popular, numa série de sete, de 1966 a 1972, e logo assumido pela novel Rede Globo, o tempo ainda não havia fechado de todo para o lado das liberdades civis. Respirava-se um ar de liberdade, vigiada, claro, mas as artes podiam falar do Brasil de então e o mundo não se acabava.
A partir do segundo e, mais precisamente do terceiro, em 1968, o dragão da maldade já andava solto, espreitando a tudo e a todos bem de perto, punindo hereges e rasgando heresias.
A classe média e a juventude estudantil urbanas enchiam o Maracanazinho, no Rio de Janeiro, e através da música engrossava o coro de que era “proibido proibir”.
Daqui da terra a gente tomava conhecimento pelo rádio, e quem podia, pelas raras revistas que chegavam. A indústria fonográfica lançava no outro dia do festival as músicas vencedoras e aquelas aplaudidas pelo povo.
Tempos bons aqueles.
No COMPOSITORES DO BRASIL, programa da Rádio Educadora do Cariri desta quinta-feira, vamos falar e tocar algumas músicas dos três primeiros festivais internacionais, ocorridos respectivamente em 1966, 1967 e 1968.
Vamos rever músicas que nunca mais saíram da memória do tempo e de quantos curtiram a vida, apesar de você.
Um passeio pelas canções de amor, de ternura do início, até as de protestos daquele ano negro para a História do Brasil, 1968.
Na sequencia:
1.Festival Internacional da Canção, 1966
a.SAVEIROS, de Dori Caymmi e Nelson Mota, com Nana Caymmi
b.O CAVALEIRO, de Tuca e Geraldo Vandré com Geraldo Vandré
2.Festival Internacional da Canção. 1967
a.MARGARIDA, de Gutenberg Guarabira com Gutenberg Guarabira
b.TRAVESSIA, de Milton Nascimento e Fernando Brandt, com Milton Nascimento
c.CAROLINA, de Chico Buarque de Holanda, com Cynara e Cybele
d.SÃO DOS DO NORTE QUEVEM, de Capiba e Ariano Suassuna, com Claudionor Germano
3.Festival Internacional da Canção. 1968
a)SABIÁ, de Tom Jobim e Chico Buarque com Cynara e Cybele (vencedora da fase internacional)
b)PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES, de Geraldo Vandré com Geraldo Vandré
c)ANDAÇA, de Dori Caymmi, Eduardo Souto e Paulo Tapajós, com Beth Carvalho e os Goden Boys
Quem ouvir verá!
Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Todas as quintas-feiras de 14 às 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Acesse: www.radioeducadoradocariri.com pelo
www.blogdocrato.com
Ah! essa imprensa golpista – postado por Armando Rafael
Deu na Folha de S. Paulo
Caso Erenice: auditoria liga irmão da ministra a desvios
O irmão da ministra Erenice Guerra, da Casa Civil (foto ao lado), José Euricélio Alves de Carvalho é apontado por auditoria do governo como responsável pelo desvio de R$ 5,8 milhões da editora da UnB em contratos fantasmas, o que incluiu pagamentos a ele próprio e a Israel Guerra, filho da ministra que atua como lobista. A folha de pagamentos suspeitos da editora traz pelo menos R$ 134 mil destinados a José Euricélio e a Israel Guerra entre os anos de 2005 e 2008, período em que Erenice ocupava a Secretaria Executiva da Casa Civil e era subordinada à então ministra Dilma Rousseff.Fonte:Blog de Ricardo Noblat
Socialismo faliu de vez!
Por Manuel de Cascais
Agora é mesmo verdade. Cuba, o último Estado a sério (a Coreia do Norte não conta e a China há
muito que não fala em socialismo) que se proclama socialista, anunciou ao mundo que vai despedir UM MILHÃO de funcionários públicos. Os socialistas estão sempre a bramar contra o setor privado, culpando-o de todas as malfeitorias, a principal sendo o enriquecimento, mas agora o governo cubano está a tentar convencer os (poucos) privados de Cuba a aceitarem os desempregados do sector público.Afinal, 50 anos de sacrifícios, assassinatos políticos, prisões em massa de adversários políticos, tanta miséria escondida, tanto atraso, e para quê? Para confessarem agora que tudo fracassou? Já sei que num qualquer estertor desesperado, os admiradores da experiência cubana vão atirar aos quatro ventos que foram os EUA os responsáveis por este fracasso, com o boicote econômico que dura há décadas. Tal não colhe, para quem conhece como eu a realidade cubana. Cuba teve apoio financeiro de muitas potências do outrora chamado leste, e mesmo depois desse Leste falir, muitas potências europeias, sobretudo do Norte, apoiaram Cuba com inúmeros créditos para renovarem estruturas e equipamentos.
Nada funciona, nem existem os serviços mínimos de sanidade ou conforto. É uma miséria em suma, e a vida social é uma mentira. Alguns artistas com renome internacional ou atletas de alta competição ainda têm autorização para comprar produtos e equipamentos importados, como TVs, ar condicionado nas casas ou automóveis. A restante população, mesmo que tenha dinheiro, nada pode comprar, a não ser arriscando-se no imenso e florescente mercado negro. A corrupção material dos burocratas do regime é total, tudo e todos se compram e vendem. Para quê tanto sacrifício e tanta mentira que sacrificaram uma geração inteira?
Fonte: http://godblessportugal.blogs.sapo.pt/55715.html
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Mãe das Dores - Emerson Monteiro
15 de setembro, mais uma festa católica de Nossa Senhora das Dores, marcada em Juazeiro do Norte, na paróquia a ela dedicada, por fortes manifestações populares em seu louvor, com a presença de algumas centenas de milhares de fiéis daqui e provenientes de tantas outras localidades nordestinas, próximas e distantes.
O culto à santa, uma das expressões místicas da mãe de Jesus, vincula-se às tradições da gente brasileira, trazido na cultura cristã da catequese portuguesa, estabelecido nesse espírito religioso próprio das crenças ibéricas.
A Virgem prefigura, pois, os sofrimentos por que passou Maria na conta das marcas fincadas pelas agonias da paixão do Filho, assistidas no tronco da cruz, lá no alto do Gólgota.
Transpostos ao viver das populações sertanejas, tais sofrimentos indicam, na alma dessas pessoas, o espinho cotidiano das intempéries físicas do mundo de injustiças sociais e carências seculares.
Padre Cícero Romão Batista, o pároco que consagrou em Juazeiro a data, nos inícios da cidade, expressa a escolha do símbolo de mensagem transcendente da resistência aos obstáculos da vida que se vive, aqui neste chão áspero, quente, sob desigualdades, pesares, na luz da esperança em dias melhores, nos ditames de valores elevados, olhos postos nos horizontes da fé.
As condições da persistência indicam, por isso, notícias que fluem da coragem de crer e sobreviver além das limitações dos planos inferiores, bem menos reais aos fiéis do que os valores imortais de um coração religioso, resignado e temente a Deus.
A cada ano, massas humanas reúnem-se nas praças, igrejas e ruas; cantam, rezam, clamam, imploram, transpiram; alegram-se e sofrem nas despedidas; energia que circula no seio das celebrações, qual sinal infinito do amor à verdade em forma de comunhão dos que sempre voltam.
Numa transfusão suprema de bons esforços para visitar a Meca nordestina, os romeiros cumprem, há mais de século, esse itinerário que traduze seus sentimentos originais, envoltos nas dificuldades comuns. Chegam em transportes de carga, ônibus, carros menores, motocicletas, bicicletas, a pé; de todas as idades e diversos níveis. Caminham confiantes, através dos pontos históricos. Reduzem naturais obstáculos. Miscigenam culturas; fazem amizades, e por vezes ficam mais tempo, deixando expressões íntimas do mistério existencial de pessoas dignas e obstinadas, na busca dos caminhos da realização definitiva, nas estradas distantes.
Portanto, cabe aos caririenses dignificar esses lugares de que são depositários dos nordestinos que retornam sinceros para revê-los, fortes símbolos de sacralidade pura, que os alimenta no recôndito da viva imagem de Maria, também nossa Mãe das Dores.
“Deu a louca” na Casa Civil! -- postado por Armando Lopes Rafael
domingo, 12 de setembro de 2010
O papel da monarquia brasileira - José do Vale Pinheiro Feitosa
Um país do tamanho do Brasil não se fragmentou como a América Espanhola como se houvesse algo que o aglutinasse. José Bonifácio puxou a sua postura conservadora, não mexeu nos interesses provinciais e adotou a monarquia por sucessão da portuguesa, sem apagar o mito do superior hierárquico implantado no período colonial, utilizando-se de Dom Pedro I. Vale lembrar que o processo foi muito tenso e a qualquer momento poderia se romper: a luta contra os portugueses que controlavam todas as outras províncias à exceção de São Paulo, Minas e Rio; as sucessivas guerras de secessão provincianas, no Pará, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Sul e até mesmo São Paulo. Guerras que marcaram principalmente o período da regência.
É uma boa análise e embasada na nossa realidade. Isso é a prova de que a Monarquia é um sistema universalmente melhor? Pelo contrário naquele momento as monarquias estavam esgotadas politicamente. Esgotadas em face da emergência da burguesia e do operariado urbano, do iluminismo, das revoluções inglesas, americanas e francesas, a revolução industrial e o surgimento do capitalismo. Uma pausa: falar em Inglaterra e sua milenar monarquia? Ela, que é apenas simbólica, não é mais monarquia, é apenas um mito para sustentar o Estado Nacional. Monarquia constitucional é algo como um capitalismo social.
Os EUA, do mesmo modo, não apenas preservaram a unidade federativa, como até se expandiu imperialmente e tomou metade do continente dos mexicanos. Pois para os EUA, o ressurgimento da República, trazendo o legado da Grécia antiga, se mostrou viável e com um vigor histórico sem igual. A República Americana se tornou o maior sucesso da revolução burguesa do capitalismo e o republicanismo se tornou o espelho de todas as grandes nações, da Rússia Czarista ao Império Chinês, à esfacelada Índia e até mesmo o Japão que é apenas uma monarquia como a Inglaterra o é.
Nada se iguala ao modelo brasileiro quando comparado ao México, que é um exemplo de integridade territorial, apesar da voracidade dos EUA, e que, também, andou passando por uma Monarquia. De outra natureza, sem sentido histórico e como uma farsa da casa dos Habsburgos que dominavam a Espanha de então. O que estou dizendo é que a Monarquia mexicana além de uma farsa não teve qualquer papel na manutenção da sua integridade territorial. Quem a fez foram as classes emergentes no México com a própria modernização de suas forças produtivas, com a força dos campesinato e as sucessivas revoluções desta natureza nascidas no campo.
O estudo da história continua fascinante para qualquer jovem que queira dedicar-se a ela. Especialmente se este jovem tem a capacidade de olhar lateralmente, sem cair naquelas fórmulas verticais, que impõe verdades como a perfuração de um poço de água. Fala na água, mas não no ciclo das águas no planeta. Aliás, a coisa toda anda piorando como a prateleira de um supermercado, em que se vendem pacotes de “drops” ideológicos, numa vontade de criar ranking de preconceitos tão comuns nas publicações das revistas brasileira, desde uma Super Interessante até a degeneração furibunda de uma Revista Veja.
Uma solidão eletrônica - Emerson Monteiro
Se ficar parado defronte a um televisor, assistindo calado ao drama de outros personagens, resolvesse o enigma da humanidade, já haveríamos, com saldo suficiente, descoberto a resposta procurada desde que o mundo é mundo. Porém a grande aventura continua pelas vidas adentro, na mesma tentativa igual às noites frias que atravessam os guardas noturnos e seus radinhos agarrados aos programas da madrugada, catando notícias do mais profundo mistério.
Essa tal de solidão vem de muito longe, dos tempos imemoriais. Nas primeiras imagens pictóricas da civilização, na era da magia simpática, figuras foram desenhadas nos bastidores das cavernas pelos homens pré-históricos, ali parados caçadores, de olhos grudados nas cenas de animais acesos à luz dos fachos de alcatrão, querendo planejar as expedições dos dias posteriores nas ramagens da floresta.
Hoje, velhas cenas ressurgem ao toque de alguns botões das telas incandescentes de vídeos, televisões, computadores, celulares, figuras animadas que invadem a memória, repetições de caçadas silenciosas a esfinges, que persistem noutros exemplares do animal pré-histórico que somos nós.
Sentinelas avançadas da tecnologia, apalpamos paredes rústicas de prisões deste solo comum, armados de tacapes, arcos e flechas, lanças, fuzis, lanternas amoladas, pé ante pé, no roteiro das interrogações, ladeiras adiante...
Lançamos foguetes ao espaço, que retornaram vazios, espelhos de nós próprios, calendários de asas e eras, comunicação circular das carcomidas aventuras. Mergulhamos oceanos munidos de câmeras poderosas para colher lembranças redivivas de biologias e destroços de antigamente, muralhas e algumas incompreensões mantidas entre povos dissidentes, concorrentes, a peso do ouro escondido nas entranhas da Terra.
Nisso, o tropel segue arrancando raízes, levantando poeira, sacudindo pedras, faíscas, minérios, desembalada carreira na forma de letras, palavras, apegos, fracos na carne e fortes na alma, atores de epopéias e sujeitos de saudades imensas das gerações que se foram e vão.
De jeito que aquietar os ossos chega o sono, machucados egoísmos caducos dificultam a revelação. Resta, no entanto, suplicar nas orações ao Deus desconhecido da Grécia; à Deusa liberdade francesa; ao Tupã dos ameríndios; ao Deus inexistente dos budistas; no furor dos elementos, da ciência dos alquímicos. Rezar nessa montanha silenciosa de claridade intensa, oráculo dos tempos atuais. Perscrutar, com amor, as entranhas da mãe solidão, na frente deste muro de lamentações da história e seus equívocos de porões escuros. Com tais manias, os lobos, uivando para luas de cristal, vagos sufistas de ondas eletrônicas, emitem sinais de socorro, e exaustos e sós retornam melhores dos montes distantes das ilusões contrafeitas.
Programação RAPADURA CULTURARTE
“RAPADURA CULTURARTE”
18 de Setembro de 2010
Local: Praça da Sé
Horário: 8 horas
“Dedicado ao Dia do Radialista”, 21 de Setembro, e ao Mês da Imprensa, Setembro
01. Homenagem ao Bairro Pimenta.
Tributo de saudade ao trio Os Três do Nordeste.
02. Apresentações Artísticas e Culturais da E.E.I.E.F. Liceu Diocesano
Apresentações: E.E.F. Dom Quintino – Projeto Folclore
03. Homenagens (Medalha de Honra ao Mérito): Raimundo da Franca, Zito Borges, José Gomes da Franca (Zé Elias), Manoel Favela e Raimundo Jaguaribe
04. Histórico do Rádio e da Imprensa no Cariri ( Huberto Cabral)
Artigo: Viva o Rádio – Jorge Carvalho
05. Entrega de Diploma de Honra ao Mérito
- Radialistas do Cariri: vivos e falecidos, em atividade ou afastados
- Emissora de rádio: Araripe, Educadora, Progresso, Cetama, Verde Vale, Tempo, Vale, Princesa e São Francisco
06. Apresentação do Reisado do Boi Crioulo – Salitre/CE e do Grupo Urucongo – Sítio Chico Gomes – Crato/CE
07. Show Musical
Fonte: Jorge Carvalho
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A felicidade não se compra - Emerson Monteiro
A verdadeira arte permanece, independente da transitoriedade das circunstâncias, dos acontecimentos que lhe deram origem e até da duração da existência física dos que a produziram. Em sentido inverso, a arte de qualidade duvidosa, além de não merecer classificação de arte, nasce com seus dias contados, por vezes virando lixo antes mesmo de ser conhecida.
Tal consideração quer falar de perto a propósito de um filme lançado em 1946, há mais de 60 anos, portanto, intitulado “A felicidade não se compra”, do diretor norte-americano Frank Capra, estrelado, dentre outros, pelo consagrado ator James Stewart, bem nos inícios de sua brilhante carreira.
A película em preto e branco, de duas horas e nove minutos, circulou o mundo e obteve das maiores consagrações do cinema em todos os tempos. Eis, então, uma obra de arte eterna, qual dissemos, isto em qualquer momento da história humana, digna de chegar aos apreciadores da beleza como bela mensagem de otimismo a toda prova, uma realização que encheu salas de exibição anos a fio em variados países.
Essa narrativa cinematográfica, oferecida ao público em uma fase de sofrimento coletivo recentemente provocado pela Segunda Guerra Mundial recém finda, aborda momentos difíceis de uma família do interior dos Estados Unidos, atingida por sérias privações sem, no entanto, desistir da esperança e da firmeza da fé.
Um pai de família bem situado na vida se depara, de uma hora para outra, com obstáculos que lhe comprometem a rotina da família, diante da incompreensão de outros e adversidades sociais avassaladoras.
O encaminhamento das situações segue numa escala de impossibilidades, e demonstra quase nenhuma chance ao êxito que, no desfecho emocional e clímax valioso, dar-se-á, em plena noite de Natal.
Enquanto ocorrem os desdobramentos do roteiro, o diretor transmite, em estilo magistral, a grandeza de alma que sustenta o ânimo dos personagens, envolvendo também os espectadores nos passos geniais da transposição para a tela do livro homônimo, escrito por Philip Van Doren Stern.
Raros instantes da criação artística obtiveram, pois, as glórias que esse trabalho de Frank Capra veio, com justiça, merecer, a significar bom motivo de os apreciadores da sétima arte buscarem conhecer a destacada produção do cinema internacional.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
A COMÉDIA NOVAMENTE EM CARTAZ!!!

TEATRO RACHEL DE QUEIROZ - CRATO-CE
18(sab), 19(dom) e 20(seg) de setembro de 2010, às 20h
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 4,00 (antecipado)
TEATRO DRAGÃO DO MAR - FORTALEZA-CE
29(qua) de setembro de 2010, às 20h
Entrada: 1Kg de alimento não perecível
Quem vai pela cabeça dos outros? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Há muito tempo que eu não escuto uma expressão popular usada insistentemente pelos moradores da região do Cariri, por volta das décadas de 1950 e 1960: “Quem vai pela cabeça dos outros é piolho.” Era equivalente a outra sabedoria de pára-choques de caminhão, “Se conselho fosse bom era vendido...” Ambas estão em desuso, talvez por influência dos modernos escritórios de consultoria que vendem seus conselhos para empresas multinacionais, que os compram a peso de ouro, para que depois, nós paguemos a conta. De minha parte, toda vez que eu fui pela cabeça dos outros, terminei de uma forma ou de outra “quebrando a cara.”Nos primeiros anos da década de 1980, o Rotary Clube do Crato trouxe à nossa cidade um famoso psicólogo de Fortaleza para aconselhar os casais cratenses. Como bom rotariano que éramos, eu e Magali comparecemos. Foi numa tarde de um sábado, com auditório lotado de casais, onde muitos ensinamentos foram derramados por aquele mestre das ciências da alma. Numa palestra bastante agradável, o psicólogo, que também era sacerdote católico, discorreu sobre sexo, como viver em harmonia e principalmente a educação e formação dos nossos filhos. Enfim, coisas que todo pai e mãe desejam e gostam de ouvir para imediatamente porem em prática. Entre os muitos conselhos que ele nos deu, havia um aparentemente pertinente. “Levem os filhos qualquer dia ao local de trabalho, para que eles vejam a luta de vocês para ganhar o pão.”
Na semana seguinte, numa bela tarde, lá ia eu em direção à Coelce, meu local de trabalho, acompanhado pelos meus três filhos, com idade de oito, seis e quatro anos, respectivamente. Ao chegarem, desceram do carro feito loucos, correram pelos corredores e jardins, visitaram todas as salas e numa fração de segundo exploraram todos os pontos da repartição, um prédio de dois pavimentos, que ocupava quase um quarteirão. Depressa descobriram a cantina e eu os apresentei ao dono, dizendo que servisse tudo que eles quisessem. No final do expediente, faria o pagamento das despesas. Quanta coragem! Mas era assim que eu pensava: deixando-os livres, poderia ter um pouco de sossego e trabalhar com tranqüilidade.
Vez por outra, eles subiam ao andar superior, abriam a porta da minha sala de trabalho, olhavam de soslaio e desapareciam em seguida. Lá pelas quatro horas, o mais novo deles, cansou e sentou-se por alguns minutos num sofá defronte ao meu birô. Continuei trabalhando, atendendo ao telefone, recebendo clientes e registrando alguns dados para ordens de serviços. E o caçula, sentado ali, balançando as perninhas e observando tudo. Quando eu o olhava, ele sorria meio desconfiado.
Finalmente, o dia terminou e antes de sair, lembrei-me de pagar a conta que eles fizeram na cantina. Puxa! Que conta salgada! Os três consumiram todo o estoque de chocolates, bombons, sorvetes e comeram sanduíches por um ano inteiro, para felicidade do cantineiro, que nunca havia vendido tanto em tão breve espaço de tempo.
Mas ao chegar à nossa casa, é que notei a grandiosa besteira que fiz, indo pela cabeça daquele psicólogo. Ao receber as crianças, Magali exclamou para eles: “Ih! Passaram a tarde toda vendo o papai trabalhar...” Ao que o mais novo, aquele que demorou alguns minutinhos descansando na poltrona à minha frente, respondeu: “Papai não trabalha, não. Passa o tempo todo atendendo telefone e escrevendo uma cópia, sem olhar para nenhum livro...”
É isso mesmo! Eu mereci!... Quem mandou ir pela cabeça de psicólogo? Grande piolho é o que eu fui!
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
CARIRIANAS
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