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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sobre Dilma pelo Ex-Marido - José do Vale Pinheiro Feitosa

Conheci Carlos Araújo e Dilma Roussef na militância do PDT nacional. O mais importante, não sou amigo deles, mas na convivência pública não eram pessoas superficiais, que fazem tipo. Acreditavam no que falavam, tinham base no que diziam e viviam para o que acreditavam. Durante a campanha eleitoral do primeiro turno não forcei a barra de ninguém sobre o voto, não pretendo fazer o mesmo agora, mas não poderei ficar omisso à onda de boatos da extrema direita envolvida no Golpe Militar de 64, na TFP e nas práticas errôneas da campanha adversária à da Dilma. Enquanto escrevia este abriu uma janela de e-mail avisando que acabara de receber um SPAM com um texto de Reinaldo Azevedo da VEJA parece que sobre o aborto. Por isso posto esta entrevista feita no Jornal O Globo com o Carlos Araujo ex-marido de Dilma:

Em casa nunca teve murro na mesa'

O advogado Carlos Araújo, de 72 anos, é só elogios à ex-mulher, Dilma Rousseff; inclusive sobre seu temperamento forte

ENTREVISTA
Carlos Araújo

casarão às margens do lago Guaíba, em Porto Alegre, as únicas reminiscências dos tempos de militância e da luta armada do casal Vanda e Max são quadros na parede com fotos do comunista Mao Tsé-Tung. A casa foi dividida pelos dois por 30 anos. Hoje, está tomada por fotos da filha dos dois, Paula, e pilhas de cartazes de propaganda da campanha da agora ex-mulher de Max, que, na verdade, se chama Carlos Araújo: Dilma Rousseff, a Vanda.

A rotina do advogado de 72 anos, que se levanta às 3h para ir ao escritório, onde defende causas de operários, em nada se parece com o glamour da vida de Dilma em Brasília. De hábitos simples, Carlos sofre de enfisema.

Vive acompanhado de dois cachorros e, atualmente, da ex-sogra, dona Dilma Jane, e de uma tia da candidata, dona Arilda. Apesar do tubo de oxigênio na sala e da proibição de fumar, não foi desautorizado pelos médicos a tomar uma cervejinha diária, “não muito gelada”.

Há dez dias, ele relembrou sua história com a ex-mulher, que acompanha da sala com dois telões de LCD — um para o noticiário e outro para os jogos de futebol.

Carlos diz que não ajuda na campanha por causa da doença, que o impede de suportar o clima seco de Brasília. A última vez que visitou a ex-mulher foi quando ela teve câncer, no ano passado. Ficou com ela uns 10 dias no início do tratamento. Em setembro, voltaram a se encontrar, quando ela esteve no Rio Grande do Sul: — Não faço nada na campanha. Gostaria muito de estar em Brasília, na retaguarda, ajudando em algo. Mas não posso.

Após a separação, no fim da década de 90, Dilma comprou um apartamento no mesmo bairro para que os dois continuassem próximos, por causa de Paula. Dilma não se casou novamente.

Carlos tem uma namorada, que diz dar-se muito bem com Dilma.

— Presidente tem essa coisa da primeira-dama. Se um dia a Dilma precisar, estarei a seu lado — diz Carlos.

Viveram 30 anos juntos e até hoje Carlos tem admiração inequívoca pela ex-mulher. O temperamento forte dela não é negado por ele. Mas “aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa”, diz ele sobre a fama da ex-ministra em Brasília. Em entrevista ao GLOBO, Carlos relembra o passado e diz acreditar na vitória de Dilma.

Maria Lima* e João Guedes
PORTO ALEGRE

O GLOBO: Quando e onde o senhor conheceu Dilma?

CARLOS ARAÚJO: Em 1969, no Rio, numa reunião. Ela era da Colina, e meu grupo não tinha nome. Com a fusão, virou o Var-Palmares. Ela tinha 19 anos e eu, 30. Na segunda reunião, já estava apaixonado. Um mês após, estávamos morando juntos.

Ela era linda, um espetáculo! Esse negócio que falam de amor à primeira vista, né?

O que mais chamou sua atenção em Dilma?

CARLOS: Ela ser tão jovem e tão entregue à luta política.

Uma inteligência muito forte e pujante. E sua beleza.

Que música marcou a relação?

CARLOS: Rita, do Chico Buarque.

Namorávamos, às vezes, no apartamento em que a gente ia, mas a gente não podia ficar por questão de segurança. Namorávamos em praças, bairros mais retirados. De vez em quando ali por Ipanema, Jardim de Alá.

Mas ela já era casada (com Claudio Galeno Linhares)...

CARLOS: Mas só formalmente, o casamento já estava se desfazendo, não conviviam mais, viviam foragidos.

Quando nos conhecemos, ela falou para o marido que íamos viver juntos. Eu e o marido dela ficamos amigos, militamos juntos. Ele foi para o exterior, se casou, teve filhos. Em 76, voltou e veio morar na minha casa. Eu o abriguei por um bom tempo.

Moraram os três nesta casa?

CARLOS: Eu e Dilma morávamos aqui. Ele veio com a mulher e os filhos.

Não tinha ciúmes?

CARLOS: Podia ter ciúmes de outra situação, não dele, cada um já tinha seu rumo. Sou um bom ex-marido. Falo bem da Dilma, não é? Não falo mal.

Nesses 30 anos de convivência, em que momentos ela era mais brava e mais delicada?

CARLOS: Não existe pessoa mais ou menos brava. Dilma sempre teve temperamento forte, é da personalidade dela. O que tirava ela do sério era deslealdade, falta de companheirismo, a pessoa não ter palavra, dar bola nas costas. Não sei como ela faz lá (em Brasília). Aqui em casa nunca teve esse negócio de dar murro na mesa.

Quem mandava na casa?

CARLOS: Nossos parâmetros não eram esses, de quem manda, não manda. Éramos companheiros.

Não era nosso estilo um mandar no outro. Foi uma bela convivência. Tivemos uma vida boa juntos, tenho recordação boa, não é saudade.

Como foram as prisões?

CARLOS: A dela foi em São Paulo.

Ela foi presa sete meses antes de mim. Eu estava no Rio.

Como ficou sabendo?

CARLOS: Quando ela foi presa, a primeira coisa que fiquei sabendo foi seu nome verdadeiro, que não sabia durante o ano que vivemos juntos. Naquele tempo, eles publicavam o nome, de onde era, filho de quem, logo em seguida. Soube que ela se chamava Dilma porque vi lá: filha de fulano, mineira. Até então, a única coisa que sabia dela era que era mineira. Pela regra de segurança, ninguém sabia nada de ninguém. Ela também não, sabia que eu era Carlos.

Se encontraram na prisão?

CARLOS: Fui para São Paulo.

Antes, ficamos incomunicáveis.

Era uma loucura! Tinha cartazes nas ruas, aeroportos, rodoviárias, com nossos nomes e foto escrito “procurados”. Depois que fui preso, passei por um lugar por onde ela já tinha passado, na Rua Tutoia, na tortura.

Depois fui para o Dops e para o presídio. Ela já estava no presídio, mas não nos vimos. Três meses depois, ia ser transferido para o Rio, me botaram num camburão e eu vi, de longe, que ela estava no outro camburão.

Íamos ser ouvidos no Rio e fomos para a frente do juiz. Nos abraçamos rapidamente e logo nos separaram. E só fomos nos ver de novo um ano depois, no presídio de Tiradentes, em São Paulo, onde tínhamos direito a receber visita da família juntos.

Três anos depois ela foi solta e o senhor não...

CARLOS: Sim. Ela foi a Minas, visitar os pais e veio morar nesta casa, com meus pais. Depois que fui solto, moramos juntos 30 anos.

O senhor foi para o presídio da Ilha da Pólvora..

CARLOS: Eu ficava na prisão e ela aqui. Não dava para fugir de lá, era uma ilha pequena. A gente não ficava na casa da pólvora. Só à noite. A prisão era a ilha.

Naquele momento, achava que ela ia chegar tão longe?

CARLOS: Ninguém achava, né? Não fazia parte dos projetos: ah, quero ser presidente! Não tinha ambição nenhuma. Ela queria se formar em economia e fazer política.

(Quando Lula a escolheu) Acho que ela estava no lugar certo na hora certa. E o Lula escolheu muito bem. Que presidente pode contar com uma pessoa como a Dilma, confiar cegamente que não vai ter bola nas costas? Ela tem o sentimento profundo da lealdade.

Foi difícil para ela passar por essa transformação? Plástica, cabelo, voz...

CARLOS: Não foi nenhum sacrifício.

Fui até enfermeiro dela quando fez a plástica. Dilma nunca se preparou para ser presidente e teve que encarar. A plástica foi bem, não foi aquela coisa exagerada, ela assimilou bem, acho que gostou.

E o guarda-roupa, o senhor acha que melhorou?

CARLOS: Está bom. Melhorou.

Antigamente, a Dilma era como eu. Sou atirado nas cordas. Ela também era meio atiradona mas, depois de um certo momento, ela tomou gosto. Gostou de se pintar. Gostou de se arrumar bem, de ir no cabeleireiro toda a semana, fazer as unhas.

O senhor é confidente dela?

CARLOS: Não. Sou amigo. Minha vida com a Dilma é uma vida não-política. Quando o Lula acenou para ela, ela veio conversar comigo e Paula. O que vocês acham? Ela não tinha dúvida, queria conversar. Disse que estava em condições, que ia se preparar da melhor forma possível.

Não titubeou, nem tinha receio.

Pelo menos, não revelou.

Aí veio a doença...

CARLOS: Nos pegou desprevenidos.

Quando ela falou a primeira vez, ficamos muito emocionados, sensibilizados, preocupados.

Mas ela disse: tudo indica que é benigno. Ela disse que tudo indicava que não era maligno, mas sentia energia de enfrentar a situação mesmo que fosse o pior. A gente só pensou em dar carinho e ser solidário.

Temeram pela campanha?

CARLOS: Não. Mesmo porque quando vieram os resultados, que era benigno, que era curável rapidamente, com equipe de bons médicos... Não era maligno.

Ela fez quimioterapia para cortar aquele quisto, para não se tornar maligno.

O que o senhor sente ao ver na internet que a Dilma é uma perigosa ex-terrorista?

CARLOS: É a baixaria dos que apoiavam a ditadura para prejudicá-la, para ganhar no tapetão.

O que ela tem de perigosa? A Dilma nunca pegou em armas.

Não era o setor dela.

E qual era o setor dela?

CARLOS: Era o mais político, de organizar movimentos, preparar o pessoal, fazer propaganda.

Desde quando pegar em armas é terrorismo? A gente tem orgulho do que viveu, era uma jovem corajosa, desprendida, entregando sua juventude, sua dor. Foi para a luta achando que ia morrer.

Muita coisa que fizemos foi equivocado politicamente, tudo bem. Mas isso é outra coisa.


TODOS VAMOS AO TEATRO!!!

Oi, gente!
Fiquem de olho na maior agenda de espetáculos do Nordeste!!!



A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, Cia. Cearense de Teatro Brincante - Acopiara-CE (dia 15 de out.), Juazeiro do Norte-CE (dia 30 de out.) e Crato-CE (dia 11 de nov.).
O PECADO DE CLARA MENINA, Cia. Cearense de Teatro Brincante - dia 12 de novembro, em Crato-CE.

2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE - de 5 a 27 de novembro de 2010, no Teatro Rachel de Queiroz (palco e arena), Crato-CE - A maior mostra do teatro cearense!!! 43 espetáculos de teatro e dança (a programação oficial será divulgada amanhã). O Cariri mostra a sua arte e reafirma sua identidade!!!

Beijos Brincantes!!!

Cacá Araújo
(88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430

Juazeiro lança projeto Uma Biblioteca em Cada Comunidade

O projeto Uma Biblioteca em Cada Comunidade será lançado, no dia 15 de outubro, às 19h, no Pólo de Atendimento do Bairro João Cabral, pelo Prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana, e pelo Secretário de Cultura, Fábio Carneirinho. Na oportunidade será inaugurada a primeira Biblioteca Comunitária denominada de Padaria Espiritual Enock Rodrigues, com um acervo de mais de três mil livros. “Esta será um protótipo para as 19 bibliotecas que serão criadas pela Administração até o Centenário de Juazeiro. A Secretaria de Cultura pretende, até o final do ano, criar mais seis, nas seguintes localidades: bairros Vila Nova, Frei Damião, Parque Antônio Vieira, Sítio Gavião, ONG Juriti e Socorro”, enfatiza Franco Barbosa, Assessor Técnico da Secretaria de Cultura, autor do projeto.
Os livros foram doados pela Fundação Enock Rodrigues, através de Elmano Rodrigues, que se fará presente à abertura dessa primeira biblioteca. A seleção do acervo para cada comunidade está sendo realizada pela Empresa Junior da Universidade Federal do Ceará, com os alunos do curso de Biblioteconomia. Uma parte das 12 toneladas de livros doados pela Fundação será destinada ainda aos sítios Malhada e Assentamento 10 de Abril, em Crato, como também a comunidades de Barbalha, Antonina do Norte, Mauriti e Caririaçu.
Neste sentido, Fábio Carneirinho está convidando você e sua família para se fazer presente ao evento, e solicita a todos doação de livros para as próximas bibliotecas, não importa a quantidade, pode ser um livro e pode ser uma caixa, ou mais. Dê um presente a Juazeiro neste Centenário.

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária

Dia 12, terça-feira

CRIANÇA E ARTE - Especial Dia das Crianças

Artes Integradas - ARTE RETIRANTE
Local: Associação Comunitária Partilhando Vida - ACPVIDA (Juazeiro do Norte-CE)

8h Comemoração Dia das Crianças. Série de oficinas e brincadeiras para crianças de comunidades carentes.

10h Bibliotequinha Virtual. Instrutora: Janaina Negreiros. 240min

10h Escola de Cultura Especial (Creche São Miguel) - Visita dos alunos da Creche São Miguel ao Centro Cultural BNB Cariri.

10h30 Esculturas com balões - Cia Pirralhos (Juazeiro do Norte-CE)

Música Especial
11h Banda Tabua de Pirulito (Crato) - Com um repertório que mescla desde o que foi sucesso nas décadas de 1980, 1990 e composições próprias, a banda traz um show repleto de músicas infantis e muita alegria pra criançada. 60min

11h Pintura de Rosto - Bete Gomes (Juazeiro do Norte-CE)

12h30 Teatro Infantil: Tio G. (Juazeiro do Norte-CE). Num encontro inusitado o Clown Magic (Tio G ) encanta a platéia com sua ingenuidade, técnica e muita graça. Por meio de um show de ilusionismo e humor misturando atrapalhadas, mágicas clássicas com criações próprias. 50min.

14h Bibliotequinha Virtual. Instrutor: Gilvan de Sousa. 240min.

14h Teatro Infantil: Maria Adormecida. Grupo Marias (Fortaleza - CE) Era uma vez uma maldição e um desejo quase incontrolável de uma princesa, que não podia, mas queria ser dona de sua própria historia e para isso saiu atrás de sua quarta fada madrinha. Era uma vez uma princesa chamada Maria. 60min

15h Oficina de Arte: Arte com Dedoches.Francisco Teixeira (Juazeiro do Norte -CE) A oficina consiste na criação de personagens que ganham vida a partir da imaginação e movimentação dos dedos. 90min.

16h Teatro Infantil: Maria Adormecida. Grupo Marias (Fortaleza - CE). 60min

Historia/Patrimônio - Tradição Cultural
Local: Praça Pe. Cícero.

17h Apresentação da Banda Cabaçal da Paz (Juazeiro do Norte - CE) e do Reisado Mirim São Miguel (Juazeiro do Norte - CE). 60min

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - CARIRI
Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63030-210
Tel: 88- 3512 2855 fax: 88 3511 4582

domingo, 10 de outubro de 2010

Recompondo um esquecimento - José do Vale Pinheiro Feitosa

Há muito que me prometera elogiar o(s) administrador (es) do Cariri Agora pelo design do blog. Especialmente pelas fotos grandes no topo do blog. Primeiro por serem uma novidade como abertura e segundo pelas escolhas de conteúdo, inclusive por terem se modificado. As fotos escolhidas até agora mostram uma coisa essencial num "discurso", a natureza da idéia.

As fotos mostram efetivamente o Cariri, não bem expressam o Agora, mas aí este agora é subordinado ao território. Por isso mesmo o Cariri vem em primeiro lugar, mesmo que a imagem venha no futuro a mostrar um símbolo do hodierno, as escolhas das fotos extraíram o contéudo da região. Nas primeiras vi que a autoria era do Batim e aproveitou para mostrar meu apreço ao trabalho dele.

Afinal consegui recompor o que me prometera e ainda não o fizera.

Fundamentalismo nas eleições

Com um artigo na Folha de São Paulo – O Fundamentalismo nas Eleições – o jornalista Jânio de Freitas disse: “Na essência, o fundamentalismo que aqui se torna eleitoral tem a ver com o papel subalterno que as religiões médio-orientais e ocidentais atribuem à mulher. Esse ser que nem na arca de Noé teve um lugar, não teve um lugar entre apóstolos e não foi convidada à última ceia. Nasce com as impurezas que a fazem incapaz para o sacerdócio e, ainda hoje, deve esconder-se do mundo sob véus e burcas e hábitos, quando não é apedrejada pelos castigos que isentam os homens. Nesse tratamento aos considerados filhos de Deus, o fundamentalismo encontra no aborto o crime de homicídio na promessa de pessoa que é o feto. A vida acima de tudo. Não, porém, a vida da mulher que não quis ou nem pode ter o encargo de um filho e, entregue à solução única do aborto precário, perde a vida aos milhares e milhões. É vida de mulher, só.

Por uma porta secundária o tema do aborto acaba por revelar uma grande novidade, que parece ter se escondendo entre PT e PSDB, entre Lula e FHC, entre Serra e o machismo militante: uma mulher tem, pela primeira vez no Brasil, a real oportunidade de ser Presidente da República. E isso vai depender desta mulher saber conquistar os corações da maioria dos brasileiros. Afinal estamos num patamar superior da evolução política. Não pela Dilma como personagem, mas pela mulher como essência da humanidade.

A importância de um amigo - Emerson Monteiro

Ninguém é sozinho. Por mais que se escute dizer, custam séculos reconhecer e integrar à personalidade os valores definitivos desta sabedoria. As facilidades de pular fora, pensar outros conceitos, permitem que mudemos de afirmação quase a cada novo pensamento, pela corrida frouxa das pessoas viverem saltando de galho em galho, como quem troca de roupa, e querer renovar o estoque das filosofias que alimentam a superficialidade. Enchem a barriga das euforias e voam.

Contudo mergulham nas palavras e deixam de lado as vezes reais para estabelecer um caráter maduro, definitivo, de juntar as peças dos quebra-cabeças nos ensinos deste mundo.
Ninguém, por si só, seria suficiente toda hora, nas ações da sobrevivência, pois a natureza impõe participação coletiva no caldeirão social. Daí o espírito de aproximação que orienta a constante busca, nos movimentos humanos para a coletividade.

Por mais independente queira ser, há ocasiões quando o tempo fecha e tudo parece afastar toda segurança, que desaparece qual fumaça no vento. Nessas horas, trabalham os elementos, quebrando o prazer do egoísmo vaidoso, pois homem alguém é uma ilha, comprovou um poeta e descobriram as gerações.

No auge da dificuldade, vai abaixo a máscara do isolamento e as mãos sobem na direção dos outros, ou dos céus. Despidas alternativas de encontrar respostas, as crises e os impedimentos naturais da imensa jornada batem na cara o metal da desilusão. Convencidos nas facilidades aparentes, os poderosos dobram os joelhos e rezam aflitos.

Um amigo, uma amiga, vale seu peso em ouro. Quem duvidar que descubra a certeza desta cogitação. Os que fogem acomodados imaginam meios de morar sozinho feito jabuti, esquecidos, porém, dos riscos da floresta, onde domina o imponderável, no minuto seguinte, conquanto o futuro a Deus pertence.

Nessa riqueza da comunicação, eis aqui, portanto, a lembrança de quanto vale o amigo. Gosto de afirmar aos meus filhos que os dedos de uma mão são suficientes para contar o número dos amigos que se conquista na curta jornada desta vida. E saber que toda pessoa representa uma porta aberta a novas amizades... 

Quanta grandeza conquistar novos amigos e descobrir o infinito dessas inúmeras oportunidades.

Rede Blogs do Cariri - 46 Blogs e Websites promovendo a Integração do Sul do Ceará


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Num trabalho de integração regional que começou em meados de 2006, alguns meses depois do pioneiro Blog do Crato haver sido lançado, a Rede Blogs do Cariri é hoje a maior Rede de Blogs da Região Sul do Estado do Ceará, que compreende Centro-Sul, Cariri e região do Vale do Salgado, e atualmente congrega mais de 46 Blogs e Websites. Em todos eles, estão estampados além da logomarca de pertencentes à rede, e de um mural que integra as mensagens dos diversos visitantes de todos os Blogs, o Player da Rádio Chapada do Araripe, estação de web-rádio que traz o melhor da Música de Qualidade, seja na MPB - Música Popular Brasileira, a Música Instrumental, Clássica, Jazz, etc. A grande ênfase da Rádio, entretanto, reside na divulgação dos artistas Caririenses e da Região Sul do Estado do Ceará. Instalada numa plataforma de 46 websites, ajuda sobremaneira os artistas do Cariri a divulgaresm seus trabalhos diariamente para milhares de visitantes e leitores dos Blogs. A Rádio Chapada do Araripe também está instalada em diversos sites da Europa, Estados Unidos e Ásia, através de muitos voluntários, que retransmitem a programação.

Um sonho antigo que se torna realidade

Somente com a chegada da internet Banda Larga às diversas localidades do sul do estado do Ceará foi posssível realizar um sonho de muitos anos: o da integração entre as várias cidades da região. Dihelson Mendonça, autor da Rede Blogs do Cariri, acessa a internet desde 1994, quando ela chegou ao Brasil, e vislumbrou as imensas possibilidades da comunicação virtual, como um meio capaz de fornecer aos usuários, notícias de sua cidade e da região em tempo real. Hoje, essa integração se tornou possível através da Rede de Blogs do Cariri, pois o internauta não só tem acesso às últimas notícias da região através de um passeio virtual pelos Blogs das cidades, bem como participar da solução dos problemas, e influir no seu próprio futuro, através de reivindicações e discussões.

Mensagem do Administrador

"Quero me congratular com todos os administradores dos Blogs filiados, nestes quase 5 anos de Rede Blogs do Cariri, e pedir que levem seu trabalho adiante, sempre atualizando seus blogs, elaborando estratégias de comunicação, e sobretudo, promovendo a verdade, a sua cidade, as belezas e as dificuldades porque passa cada uma delas, buscando soluções para um mundo melhor. Continuemos nessa luta pela integração e pela comunicação entre as pessoas da região Sul-Cearense."

Visite o Site Oficial: www.blogsdocariri.blogspot.com
( O.B.S - O Blog Cariri Agora tambem faz parte da Rede Blogs do Cariri )

Nova pesquisa Datafolha: Dilma, 48% e Serra, 41% nas intenções de votos

Pesquisa Datafolha divulgada na edição de domingo, 10, do jornal 'Folha de S.Paulo' aponta a candidata do PT à Presidência da República com 48% das intenções de votos contra 41% de José Serra (PSDB). Em número de votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 54% contra 46% de Serra. 4% dos eleitores afirmaram que irão votar em branco ou nulo e outros 7% estão indecisos.

Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 1º e 2 de outubro, o instituto havia feito uma simulação para o segundo turno. Dilma aparecia com 52% dos votos totais contra 40% de Serra. 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo e 3% estavam indecisos.

Herança de Marina - O Datafolha questionou também os eleitores de Marina Silva (PV), que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno, sobre a intenção de voto no segundo turno. 51% dos que votaram em Marina no primeiro turno declararam voto em Serra. Dilma herda 22% dos votos de Marina. Na pesquisa anterior, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Serra tinha 50% às vésperas do primeiro turno. O número de indecisos entre os verdes teve um aumento considerável, passando de 4% no primeiro turno para 18%.

Estratificação - Na divisão por região, Dilma aparece com ampla vantagem no Nordeste, onde registra 62% das intenções de voto, contra 31% de Serra. No Sudeste, há empate técnico (situação em que a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro): o tucano registra 44% contra 41% da petista. No Norte/Centro-Oeste, o cenário também é de empate técnico: Serra tem 46% e Dilma, 44%. A região Sul é a única onde Serra lidera fora da margem de erro: 48% a 43%.

Na segmentação por renda, Dilma lidera por 52% a 37% entre quem ganha até 2 salários mínimos e por 47% a 41% entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos. Já Serra obtém 48% contra 40% entre a população que ganha de 5 a 10 salários mínimos e 58% contra 33% entre quem ganha mais de 10 salários mínimos.

Dilma lidera entre os homens, por 52% a 39%. Entre as mulheres, empate técnico: 43% para a petista contra 44% de Serra. Na segmentação por escolaridade, Dilma lidera entre quem tem o ensino fundamental, com 54%, contra 36%. Entre os eleitores que têm o ensino médio, outro empate técnico: 44% para Dilma, 45% para Serra. O tucano lidera com 50% das intenções de voto entre eleitores com curso superior, contra 36% de Dilma.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal e pela Rede Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado na sexta-feira, 8, com 3.265 eleitores em 201 municípios e está registrado no TSE com o número 35114/2010.

Fonte: Datafolha, via Blog do Crato

Zéca Preto e Chico de Zébra - Por: Dihelson Mendonça



Zeca Preto era um desses clássicos caboclos nordestinos. 1:90m de puro sangue e músculos. A natureza havia lhe conferido uma força privilegiada, o que era reforçado ainda mais, pelo seu trabalho de servente de pedreiro, quando passava o dia carregando latas cheias de concreto para as construções, rendendo-lhe o carinhoso apelido de "Jabobêu" por parte dos colegas. Além daquele famoso "rabo de galo" lá no bar do Queléu, onde atualizava as prosas com os companheiros de sinuca, Zeca também adorava paquerar as pequenas do vilarejo.

Chico de Zébra, ao contrário, era um Cearense baixinho, bigode aparado, fala fina, metido a valentão, peixeira sempre na cintura, pois era um exímio cortador de cana. Em três coisas Chico acreditava: em Jesus, Maria Santíssima, e na honra da família. Trajando sua costumeira e surrada bermuda jeans, hoje sem cor, e um chapéu remanescente dos tempos em que largou o trabalho de pescador lá em Camocim, Chico morava numa choupana, com seus 2 filhos pequenos e claro, a sua formosa Antonieta, que embora para os dias de hoje já andasse meio decaída, já fora considerada a moça mais bela de Cotergipe. Religioso, aos domingos Chico levava a prole a assistir às chorosas homilias do vigário local, quando retiravam do armário as suas chitas mais imponentes.

Mas há tempos, andava acabrunhado o velho Chico. As más línguas do lugar haviam chegado até seus ouvidos, que Jabobêu andava dando em cima da sua Antonieta, e embora ele não tivesse a menor prova da veracidade dos boatos, que a cada dia se agigantavam em Cotergipe, isso estava roubando as suas noites de sono. Como medida preventiva, Chico começou a espalhar na redondeza, a fama de ser bom atirador de facas e que iria partir a cara do primeiro condenado que paquerasse a sua "fiel" esposa.

Zeca, folgado como sempre, não se deixava intimidar por esses ataques de ciúmes, e lá do Bar do Queléu, continuava com aquele olho de urubu esperando a vítima, pra cima da mulher do Chico, até o dia em que, tomando umas pingas a mais, começou a falar bobagens, e disse pra todo mundo:

"Antonieta é que é mulher! Ainda vai ser minha, num é pra tá com um bestalhão como aquele Chico de Zébra. Chico além de Fela da Puta, é Corno!" - Foi aquele alvoroço na cidade. A notícia se espalhou como fogo em mato de novembro, até chegar aos ouvidos de Chico, que logicamente, ficou indignado, e passava a noite resmungando, apesar dos muitos chás de camomila e erva cidreira que Antonieta lhe preparava. "-- Eu vou matar aquele desgraçado!", dizia. A mulher ainda tentava acalmá-lo: "- Chico, você num vá fazer uma besteira, homem de Deus, olha os teus 2 filhos pequenos pra criar..."

Mas Chico estava se sentindo humilhado e firmemente determinado a passar essa estória a limpo. Correu o boato na cidade, de que iria matar Zeca Preto, que quando soube, caiu na gargalhada, não ficando nem um pouco intimidado. Zeca, na verdade, se deliciava com as notícias vindas das bandas do Chico, que garantiu tomar satisfações.

Não suportando mais aquela terrível situação, pois ao passar pelas ruas de Cotergipe, até as crianças já zombavam: -- Ali vai Chico de Zébra, o corno da cidade!", Chico decidiu que o Sábado à tarde seria o momento ideal para a execução de seu plano macabro. Iria se encontrar finalmente com Zeca Preto no bar do Queléu. "-- Quero ver se aquele vagabundo tem a coragem de dizer na minha cara o que ele anda dizendo por aí, nas costas..." resmungava.

No dia programado, Chico pegou a sua famosa peixeria, botou na cintura, tomou umas bicadas e saiu em direção ao Bar do Queléu. Nem é necessário dizer que metade da cidade o seguiu em povorosa. Crianças gritavam, mulheres choravam, e os homens naquele alvoroço, diziam: "hoje vai ter pau! hoje um dos dois se acaba ! Eita, Danou-se!"

Zéca Preto tava ainda conversando dentro do bar, quando olhou pela janela e viu a multidão vindo naquela direção, e alguém disse "Que diabo é aquilo, Zéca ? O povo endoidou ? " "Não! deixa estar! É o Chico que vem lavar a sua honra de corno!"

Chico, já com cara de valentão, "pegando ar" sob a gritaria do imenso público que o seguia, e aparentando uma coragem até então inexistente em sua vida, mesmo tendo apenas quase metade da altura de Zéca Preto, chegou defronte ao Bar do Queléu e gritou:

"Zéca Preto? Eu quero ver se tu é homem é agora!"

Fêz-se aquele silêncio no vilarejo.

"Eu quero é ver se tem homem nessa cidade!"

Zéca, dentro do bar, tomou a última lapada de cana, acendeu um cigarro e foi calmamente em direção à porta. Coçou a cabeça e disse:

"O que é que você quer, Chico ?"
"Eu vim lavar minha honra!" "Eu soube que você andou dizendo por aí que eu sou Corno. Isso é verdade ? Quero ver se você tem coragem de dizer que eu sou corno na minha frente, aqui, pra todo mundo escutar. Quero ver se tu é macho mesmo é agora, Zéca Preto!"

Zéca então, largou o cigarro, e ficando na frente do Chico, inclinou o enorme corpo negro, e olhando bem nos olhos, disse com uma voz grave e forte:

"Eu falei pra todo mundo e digo agora na sua cara, Chico: Você não só é o corno da cidade, mas é também um Fela da Puta, um viado e um baitola! E aquela sua mulhezinha Marieta, ainda vai ser minha. Agora abra a boca aí, e diga ao menos um "piu" pra gente se acertar os ponteiro agora! o que é que você veio fazer aqui mesmo ?" ( E começou a dar murros na parede ).

Chico de Zébra, então, tremendo como uma vara verde, e quase se mijando diante daquele vexame, com todo mundo olhando e esperando qualquer reação, pensou...pensou e com uma voz cada vez mais fina, soltou finalmente essa:

"ÊÊÊ...Ê.......Eu num disse ? ... Eu num disse, pessoal ? Taí. Dei valor a você, Zéca Preto! Pra mim homem tem que ser macho assim, que diz as coisa na lata, na cara. Num é como essa ruma de falso, de baitola daqui de Cotergipe, que alevanta falso de nóis pelas costa ! Homem pra mim tem que dizê as coisa assim, na cara. Agora eu tô por dentro que tu é macho mesmo! " E fechando a boca, saiu cabisbaixo e de fininho no meio da multidão.

Zeca Preto, voltando para o bar, pegou um taco da sinuca, e enquanto passava o giz azul, deu uma "goipada". Queléu, o dono, então falou: "E aí, Zeca, como é que tu sabia que ele ia se desmanchar daquele jeito ?"

Zeca Preto fez uma cara de "amassa prego" com o cigarro no canto da boca, e olhando por cima do taco com um olho fechado, apenas resmungou de lado:

"É porque nesse mundo, Queléu, até pra ser um bom corno como Chico, é preciso já nascer com talento!"

Por: Dihelson Mendonça

BlogHumor - Parte 2 - Essa turma não tem mais o que inventar ! - Vídeo humoristico mostra Hitler comentando as decisões de Lula


NE
- E
vem o fim de semana, quando publicamos a nossa costumeira seção BlogHumor. Desta feita, com charges aos candidatos. Para sermos imparciais, trazemos uma para cada um. Estes 2 artigos estão publicados hoje no Site do Jornal "O Povo OnLine", no famoso Blog de Eliomar de Lima. O vídeo é incrivelmente hilário. Apesar das irrealidades e exageros em muitas colocações, deve ser encarado apenas como humor. Se você assistiu ao filme original "The Bunker" os últimos dias de Hitler, vale a pena conferir essa nova versão que já é sucesso...




"Olha só o que a turma da internet inventou: um vídeo, hilário por sinal, que deve ser visto comendo pipoca."

Fonte: Eliomar de Lima - O POVO OnLine

BlogHumor Parte 1 - Essa turma não tem mais o que inventar ! - Parte I - A nova estratégia de Serra

E vem o Fim-de-Semana, tempo de publicarmos a nossa costumeira seção BlogHumor, em que hoje temos "charges" respectivas aos dois candidatos, para não sermos parciais. As matérias foram publicadas hoje no Blog do Eliomar de Lima, do Jornal "O Povo", Fortaleza - CE.


Estratégia de Serra para o 2º turno
Publicado: 08-10-2010 | Autor: Eliomar de Lima | Categoria(s): Brasil, Eleições 2010
O POVO Online. Link para a matéria:

sábado, 9 de outubro de 2010

Os Prêmios Nobel da Semana - José do Vale Pinheiro Feitosa

Dois russos, um Peruano e um Chinês se destacaram na máquina de tornar famosos, alguns já famosos e outros nem tanto, do Prêmio Nobel. Os Vikings continuam em seus Drakar, movidos a remo e vela, pelos mares da política Européia fazendo saques rápidos para fustigar certos impérios e ajudarem a outros.

O prêmio Nobel dados aos russos foi pelo desenvolvimento de uma “ultrapelícula” com apenas um átomo de carbono e que dará um salto enorme no processamento de informações e ao potencial em geral dos circuitos eletrônicos. É um prêmio mais técnico, mas aponta o caminho para os investimentos futuros: em quem e no quê.

Já o Prêmio de Literatura atribuído ao Vargas Llosa tem um dom fantástico de politizar. Primeiro dando uma martelada na ferradura, as línguas latinas tão esquecidas ao prêmio. Afinal o prêmio é o espelho da potência editorial das línguas Anglo-Saxônicas. Os Italianos e Franceses de vez em quando. Mas Espanhol e Português é a grande premiação negada. O Brasil nunca foi. Não tem mercado editorial?

Outra coisa é o próprio Vargas Llosa um escritor que milita num feroz neoliberalismo, que combate a esquerda latino-americana. Com isso o prêmio fatalmente se associa a este componente do escritor. A outra coisa é a fábula do fotógrafo cego. O político Vargas Llosa é incapaz de compreender as próprias narrativas que constrói, de denúncia da violência contra os pobres e as minorias.

O Prêmio da Paz ao Chinês é o mais politizado de todos. Aliás, sempre foi. Mas nesse ano é a prova cabal que os desdobramentos da crise econômica mundial estão em curso acelerado para o conflito. A questão interna da democracia chinesa é igual a zero para os investimentos estrangeiros no país, para as reservas chinesas nas letras do tesouro americano e outros interesses maiores.

A questão é que a equação chinesa e americana na crise se encontra em dificuldade. O Dólar, o Yuan, o Real e muitas moedas do mundo precisam de um acordo em que não se permita uma guerra cambial que aprofunde a crise muito mais ainda. Acontece é que a contradição no mercado mundial é muito grande. Parecem inconciliáveis.

Os EUA querem a desvalorização rápida em mais de 20% do Yuan. Quer a saída da sua crise apertando o outro. Os EUA se tornaram um país de consumidores, está se desindustrializando, prevalece o emprego no setor de serviços e todas as marcas que pegam nas prateleiras têm “made in out EUA”.

O Nobel da Paz serve de combustível para o embate entre a primeira e a segunda economia do mundo. Democracia, direitos humanos, liberdade política, faz parte da pantomima de cenário a esconder outro drama. O drama do conflito generalizado tão comuns nas crises econômicas mundiais.

Lennon aos 70 anos de idade? - José do Vale Pinheiro Feitosa

E John Lennon hein? Se ainda fosse vivo estaria completando hoje 70 anos de idade. E este “se” nos leva a imaginar coisas.

Estaria o Lennon passeando num “of Road” pelas trilhas aburguesadas das últimas terras ditas indenes dos EUA, mas que já de muito estão contaminadas? Teria abandonado o Central Park e moraria num Rancho da Califórnia, tão imenso e desmedido como as fantasias de todos os milionários?

Ou o nosso Lennon continuava um rebelde, dando murros em ponta de faca, tendo sido expulso dos EUA por Bush e ido morar nas Ilhas Virgens por suas posições contra as guerras do Iraque e do Irã? Estaria futucando o Obama pelo desemprego que acabará com uma geração inteira de trabalhadores nos EUA? Ele hoje estaria fazendo perguntas sobre a escolha do Prêmio Nobel da Paz para o dissidente chinês. Um prêmio que tem muito pouco de paz, mas serve para fustigar dentro da guerra obscura das moedas subvalorizadas?

E Lennon ainda estaria com a seiva criadora da música ou como o Chico se retira para escrever romances? Quem sabe ainda manteria a criatividade, agora amenizada, ao gosto das salinhas de classe média? Como o nosso Caetano Velloso estaria na campanha dos Republicanos, mesmo sabendo do Tea Party de madame Palin?

Como seria o Lennon aos setenta anos se aquela bala mortal não fizesse fugir o seu sopro de vida? E muito nos conforma aquele momento radical que não permitiu um quadro de aceitação integral do sistema a quem condenava?

Mesmo assim a nossa imaginação poderia pensar muitas coisas. Uma delas é que ou ele tinha partido para uma ruptura definitiva ou se acomodaria mesmo que mantendo suas posições liberais. Certamente que a pasmaceira dos anos 80 e 90 e os 10 do segundo milênio morreu. A pasmaceira morreu em 2008.

Agora é a crise. E na crise as rupturas recomeçam. Umas autoritárias e outras libertárias. Estamos nos anos jovens do jovem Lennon. Retornamos a eles. Vamos viver muitos solavancos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Lula chama ex-ministra de "extraordinária companheira"...o mundo dá muitas voltas


NE - "O que não se faz pra ganhar as eleições..."

Lula chamou a ex-candidata do PV a presidente, senadora Marina Silva (PT-AC) - cujo apoio agora os petistas cobiçam - de "extraordinária companheira". "Entrou (no governo) quando eu quis e saiu quando ela quis. Quando ela decidiu sair do governo eu compreendi, quando saiu do PT compreendi, quando quis ser candidata eu compreendi, e agora compreendo que vá demorar um pouco para tomar a decisão. E talvez nem tome decisão, vá ficar um pouco neutra. Mas é importante lembrar que os eleitores vão-se movimentando, não estão parados." O presidente afirmou que, se conhece o tipo de voto dado a Marina, avalia que boa parte vai para Dilma. "Qual foi o recado que a população deu no dia 3? Diferentemente do que diziam, que o povo tinha medo de votar em mulher, 67% dos votos foram para as mulheres. Significa que o povo deu um recado: queremos uma mulher na Presidência da República", declarou.

Pra quem saiu por divergências insustentáveis junto à Casa Civil e o próprio Presidente, não deixa de ser engraçado ouvir uma coisa dessas vinda do ex-patrão.

Com informações do: Blog de Iguatu

As escolhas políticas da Campanha de Serra - José do Vale Pinheiro Feitosa

A democracia é como o sol a pino: clareia os espaços ensombrados da sociedade. Assim como o sistema de saúde descobre os casos de catapora uma vez que os doentes o procura.

Vejamos alguns temas que a campanha a Presidente de José Serra está trazendo à luz: aborto, homossexualismo, religiosidade (ou não), preconceito partidário, aversão à políticas de transferência de renda, venda das estatais, dureza contra certos governos sul americanos e estado mínimo.

As quatro últimas referências são estruturais na aliança política de Serra e nos anos noventa tiveram imenso vigor ideológico através do Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso. Naqueles anos noventa era uma ideologia mundial, com grandes efeitos na América Latina e pergunte-se a qualquer cidadão médio norte americano com seu domicílio a perigo o que acha desta fase neoliberal.

O preconceito partidário contra o PT na campanha de Serra poderia bem ser atribuído ao embate normal na política. O PT, o PDT, o PSB, por exemplo, não deixariam de criticar a prática do PSDB e do DEM e menos ainda de generalizar a crítica. Mas o que a campanha do Serra está fazendo é um movimento reacionário, fundamentalista, de perseguição ao PT e sua candidata, incluindo os demais partidos da frente, usando-se como correia de transmissão da mídia principal, de setores golpistas de certas igrejas e grupos radicais de extrema direita.

Sobre o aborto o que fazem é uma aberração política. O aborto existe em larga escala, clandestino, com concurso de médicos formados e registrados nos conselhos de classe, com enfermeiros, pessoas práticas e até mesmo com a própria mulher se pondo em risco. É natural que toda a sociedade democrática entenda o seguinte: uma vez iluminado este vão obscuro, pretendemos criar regras gerais de proteção das mulheres. E isso em sociedades democráticas se chama lei e as leis são para serem cumpridas.

Portanto o aborto deve ser um assunto democrático, não pode cair neste fundamentalismo oportunista que surgiu na campanha de Serra, buscando uma farsa com religiosos que só pensam no chicote sobre o lombo dos outros. Alguém aí tem dúvida sobre o papel da pílula anticoncepcional, sobre os métodos anticonceptivos, mas, no entanto, o Papa atual prefere negar a reconhecer a sua ampla realidade. É esta negação antidemocrática que permeia a campanha oposicionista. E poderia ser diferente e mais esclarecedora, mas optou pela farsa. Não cumprirá nada que promete aos grupos fundamentalistas ou então vai governar como um Aiatolá do Irã.

Ontem e hoje, foi a vez de Índio da Costa, o candidato a vice-presidente, na chapa do Serra, condenar uma lei contra a discriminação ao homossexualismo e diz que se o Serra for eleito irá vetá-la. Novamente um vão esclarecido, não tem nenhuma razão biológica, psicológica ou ética que justifique como aberração ou desvio as preferências homossexuais de alguém. Portanto não se podem perseguir homossexuais e perseguir é demonstrar aversão a eles ou a seu comportamento. É isso que o Projeto de Lei 122 que Serra vetará regula no comportamento social.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

BAILA COMIGO - Festa Retrô


Chegou o momento de você usar novamente a velha calça desbotada, boca-de-sino, a camisa Cacharrel (nesse calor?), sapato cavalo-de-aço, cordão-de-são-francisco, camisa Hang Ten, polaina, anel de brucutu, colar com o símbolo paz e amor e tamanco Dr. School. Não exagerem no perfume Lancaster, para os homens, e Contouré, para as mulheres. Vocês certamente vão escutar shame, shame, shame, Lady Marmalade, don't let me down, “Baila Comigo” e outros grandes sucessos das paradas. Não levem o lança perfume, pois não estamos no carnaval e ainda é proibido rsrsr
Eu vou de macacão LEE, procurar uma menina pra "tirar um sarro" e, quem sabe, tomar uma cuba libre dançando "My mistake"! rsrsrsr
Essa festa vai ser um barato! Venha à caráter para o espetáculo ficar mais bonito. Faça parte da decoração e do encantamento da noitada! (a vestimenta não á obrigatória, mas certamente vai ficar "de cinema" se você for vestido(a) com a moda dos anos 60, 70 ou 80).

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL


NOEL ROSA X WILSON BATISTA
A Peleja Musical do Século XX

Por Zé Nilton

Prefiro chamar de peleja e não de polêmica a refrega musical ocorrida no começo dos anos 30 entre Noel Rosa e Wilson Batista. Peleja é melhor que polêmica. Peleja é assim como uma teima. Um teima daqui, o outro teima dali, e a coisa se desembesta ficando cada vez mais interessante. Peleja conota um sentido musical e está mais pras coisas se saírem de um jeito alegre e em paz. Já polêmica, bom, o certo é que a Música Popular Brasileira ficou mais robusta e marcou toda uma geração de grandes sambistas o encontro desses dois titãs na velha/nova Rio de Janeiro.

Wilson Batista é de Campos e Noel carioquíssimo. Este é três anos mais novo que aquele. Interessante é que no plano da musicalidade ambos falam a mesma linguagem do samba urbano. A questão não está posta em termos do contraste rural x urbano, e sim do espaço físico, musical e o enfoque da época em cima de temas como a malandragem, a vadiagem, o bamba do não trabalho etc.

Nesta perspectiva fica demarcada a questão de classe na escrita e na temática. As letras de Noel são mais rebuscadas e de fino acabamento. Noel filho da classe média, branco e estudante de medicina. Wilson Batista vem de uma família pobre, preto e seu aprendizado do mundo se dá nos lugares da boemia e da marginalidade. Sua escrita é rica em conteúdo, direta é por vezes agressiva, sem perder o encanto.

Mas tudo começou quando Wilson Batista sob o pseudônimo de Mário Santoro lançou a música “Lenço no Pescoço”. Na época estava havendo um movimento dentro da MPB no sentido de (re) valorizar temas mais poéticos em detrimento dos atuais insistentemente focados em orgias, gandaias e nas “delícias do não trabalhar”, no dizer de Almirante. Noel ouviu bem e retrucou Wilson Batista com a música “Rapaz Folgado”, aconselhando-o a trilhar por outro caminho na estética e na vida.

Então, é toda esta conversa em torno do assunto embalada pelas músicas de ambos que apresentaremos nesta quinta feira no Compositores do Brasil, programa radiofônico levado ao ar pela Rádio Educadora do Cariri, de Crato.

Na sequencia:

LENÇO NO PESCOÇO, de Wilson Batista com Sílvio Caldas e Diabos do Céu, 1933;
RAPAZ FOLGADO, de Noel Rosa com Mart´nália e Martinho da Vila
MOCINHO DA VILA, de Wilson Batista com Jorge Veiga
FEITIÇO DA VILA, de Noel Rosa com Aracy de Almeida
CONVERSA FIADA, de Wilson Batista Moreira da Silva
PALPITE INFELIZ, de Noel Rosa com João Gilberto
FRANKENSTEIN DA VILA, de Wilson Batista com Jorge Veiga
JOÃO NINGUÉM, de Noel Rosa com Antônio Carlos Jobim
TERRA DE CEGO, de Wilson Batista com Jorge Veiga
DEIXA DE SER CONVENCIDA, de Noel Rosa e Wilson Batista com Roberto Paiva

Quem ouvir verá!

Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri(www.radioeducadoradocariri.com)
Acesse: www.blogdocrato.com
Quintas-feiras. De 14 às 15 h.
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Direção Geral: Dr. Geraldo Correia Braga


O crime do aborto - Emerson Monteiro

O saber natural em sua ação persistente criou as condições de gerar filhos e os seres humanos em sua ignorância os expelem a sangue frio natimortos, quais eliminassem animais desnecessários, seus próprios semelhantes.
Houvesse leis pela preservação da vida em soberbas características de contenção dos desmandos praticados em redor do mundo e, decerto, a história mostraria inegáveis oportunidades de felicidade a esses tontos mortais esfomeados de prazer imediato.
Jamais, senão agora, demonstrações de ausência de lucidez parecerem crescer no horizonte esfumaçado da destruição na flor da idade, em meio aos escombros da barbárie que toma conta dos séculos. Símbolos de paz viraram motivos de ausência de critério, nas promoções desencontradas de minorias vencidas.
Mas falávamos da covardia do aborto... Que pouca honestidade para com os semelhantes a nascer essa atitude dos legisladores lusitanos... Nem de longe se deve imaginar uma coisa dessas para o Brasil, povo originário dos avôs do outro lado das marés, que desta vez desistem de querer renovar a espécie. Exemplos melhores já nos deram, com certeza... Lições práticas de vida, a língua, o sentimento latino, o fervor, a musicalidade. Agora, contudo, quebraram a cara e nós nos negamos a segui-los.
Tirar a vida, como querer? Não sabemos repor o viver de quem morre, por isso não se devem eliminar os seres humanos que aguardam as mesmas chances de brotar, crescer e conhecer.
A morte dos inocentes em gestação clama consciência, portanto. Falar na esperança dessas vidinhas em sumidouro, desejos de viver na lama dos ausentes, dói e requer disposição de ânimo aos que lutam pela paz. Aquilo que seria a festa das famílias, chegar de novos filhos, torna-se chama apagada no vento abusivo de vazias palavras soltas, derramadas.
E falar em amor exige coerência a uma civilização bandida, revirada nos laços das armadilhas, caminhos tortuosos, vilã matreira de poucas luzes. Gritos de promessas, entretanto, rasgam o espaço de sombra. A força de sobreviver, falando alto nas entranhas das gentes, indica o valor carinhoso de novos sonhos.
Quisessem reverter os quadros fantasmagóricos da indigência e praticassem hábitos justos e alegres de salvar os que, mais que antes, precisam nascer...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Documentário resgata história do Reisado Dedé de Luna

Tradição e inovação são características do Reisado Dede de Luna no Bairro Muriti no Cidade do Crato. O reisado teve sua primeira formação em 1955, no sítio Cobras constituída por homens que animavam as renovações em sítios do Município, as brincadeiras duravam de um dia para o outro. A segunda formação ocorreu em 1984 já no Bairro Muriti e tendo a frente as filhas do Mestre José Francisco Luna popularmente conhecido como Dedé de Luna.

O grupo inicialmente era denominado de Decolores, após a morte do Mestre em 2002, a filhas prestaram uma homenagem mudando o nome do Reisado para Dedé de Luna.

Atualmente constituído por 30 brincantes a maioria mulheres, o reisado se destaca pela inovação das roupas que recebem detalhes minuciosos de lantejoulas, espelhos e tecidos brilhosos. O traje se diferencia dos demais reisados da Região do Cariri.

Atualmente coordenado pela filhas, mestra Mazé e mestra Penha, o trabalho vem se renovando e crescendo, além do reisado, o grupo mantém ainda teatro de rua, coco, lapinha e reisado infantil.

A história do grupo será resgatará através de documentário que contará a trajetória desse reisado que vem se mantendo vivo há várias décadas. O documentário será o terceiro desenvolvido pelo Projeto “No Terreiro dos Brincantes” que é realizado pelo Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA e o Coletivo Camaradas.

O primeiro documentário foi sobre as “Mulheres do Coco da Batateira” e o segundo sobre a “Mestra Zulene Galdino”.

Para a Mestra Mazé esse documentário é importante para o grupo, pois fica na memória das pessoas. Ela destaca que resgatará uma história que vem de uma tradição e que servirá como fonte de pesquisa para estudiosos do assunto.

A acadêmica de História da URCA e monitoria do Projeto “No Terreiro dos Brincantes”, Ana Cristina de Sales enfatiza que esse trabalho é uma forma de se aproximar e conhecer a realidade dos grupos da cultura popular. Ela destaca que os documentários são importantes recursos pedagógicos para serem utilizado em sala de aula.