Outra vez falar das drogas, da fera que tomou para refém a sociedade, inoculando seu veneno sobre a doce flor da melhor juventude dos nossos tempos. Recentes notícias falam de um filme documentário na fase de conclusão denominado “Quebrando o tabu”, do cineasta brasileiro Fernando Grostein Andrade, que trata do assunto de modo a repensar aquilo o que Estado pode oferecer como alternativas para o fracasso na guerra às drogas.
Numa sequência de entrevistas com personalidades importantes; políticos, intelectuais e cientistas; Bill Clinton, Jimmy Carter, Dráuzio Varella, Gael Garcia Bernal, Paulo Coelho, etc.; esse trabalho quer indicar maneiras novas de abordar o grave problema, considerado muito mais uma questão de saúde pública do que, apenas, fator e origem da criminalidade. A dependência das drogas ocasiona males inimagináveis à família e à sociedade, deixando cicatrizes profundas na história, desde as remotas eras.
O maior perigo das substâncias estupefacientes é que prendem pelo prazer físico imediato, motivando a ânsia da repetição e estabelecendo a sujeição química dos seus usuários.
No filme, no meio de outros depoimentos, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton declara haver conhecido as drogas através da dependência de um seu irmão que se tornara dependente de cocaína, levando-o saber, na própria pele, os males da trágica matéria.
Flagelo avassalador, as drogas chegam inclusive às penitenciárias de segurança máxima, conforme analisa um dos entrevistados. Indiscriminadamente, vitimam todas as classes sociais, todas as idades, todos os países, raças e credos. Ninguém se dirá livre da infelicidade das drogas, que aparecem na gênese dos piores delitos e maldades humanas.
No filme, também o escritor Paulo Coelho observa os riscos a que incorrem pessoas quando assumem o ônus de conhecer as drogas, a partir de quando nada mais poderão decidir com liberdade. Uma viagem sinistra, as drogas impõem condições irreversíveis, da doença à morte, no confronto de situações extremas e destruidoras.
A fatalidade das perversas substâncias rasga os olhos desta civilização, limitando as providências dos governos, que ainda ignoram as proporções reais do terrível inimigo em termos de consequências atuais e futuras. Deste modo, sombras de medo percorrem ruas e palácios, numa escalada jamais vista admitida em tempo algum.
A ciência e os órgãos de segurança, só por si, enfrentam a crise na esperança dos meios ideais de, pelo menos, reduzir o prejuízo comum, enquanto a responsabilidade do problema pesa nas costas de gregos e troianos, pais, irmãos, filhos, amigos e desconhecidos, numa luta surda para conter os números da triste servidão.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Um monstro devastador - Emerson Monteiro
quinta-feira, 5 de maio de 2011
II Festa das Mães
Local: Crato Tênis Clube
Data: 6 de maio de 2011- 22 horas
Ingresso casal: R$ 30,00
Realização: Rotary Club de Crato e Casa da Amizade
Mostra de Bandas Armazém do Som & II Seminário Música e Comportamento 2011
Um amor para sempre - Emerson Monteiro
Existem infinitas abordagens para o fenômeno da morte entre os seres humanos. O assunto envolve as concepções filosóficas, religiosas, sentimentais, de quem o considere. Impacto extremo, a hora do desaparecimento da vida no corpo ocasiona dores atrozes, abalos devastadores, a exigir firmeza e renúncia dos que passam por isso, que são todos, sem nenhuma exceção. Sendo, pois, a morte o ponto final do processo vida e limite da pesquisa científica, nela se interrompem as avaliações do método e seus estudos matemáticos. Quando cessa a vida na carne, também cessa o objeto da cultura como instrumento de respostas para as ações da natureza. Nessa hora, entrem em campo os valores da metafísica, ramo da filosofia que cuida dos fenômenos depois da morte. Será o momento da religião, tendo a transcendência por sua principal abordagem do Universo.
Os credos religiosos trazem considerações a propósito do que resta quando as pessoas deixam de existir no mundo visível. Há hipóteses desde as religiões mais remotas, o hinduismo, o taoísmo, o zoroastrismo, até as escolas da atualidade. As respostas indicam aspectos tratados como matéria de fé. A formação adquirida pelos devotos significará, nesta hora, o valioso instrumento de superar a crise das perdas dos entes queridos. A aceitação inquestionável da existência de um Ser Superior, por exemplo, definirá, sobremodo, o quanto de sabedoria comanda tudo na Vida. Esse é o dado principal: Aceitar a existência de Deus, pai e criador do quanto existir.
A seguir, sustentar a permanência da vida após a morte, ali quando, um dia, se reencontrarão os que se amam, porquanto consciências individuais não morrem com o desaparecimento do corpo material.
E compreender que a força suprema do Amor organiza as existências, energia poderosa e permanente, justa e acessível, fruto maior das compreensões elevadas e motivo do que as criaturas realizam durante o tempo, neste pedaço de galáxia girando no grande Cosmo, no sentido de um dia seres perfeitas.
Nisso, os laços eternos jamais se desprenderão, pouco importando as justificativas apenas intelectuais para minorar as dores pungentes da distância física. No entanto, a linguagem que os corações desenvolvem entre si oferece consistência nas respostas às marcas da saudade que machuca. Essa linguagem estabelece o contato dos seres que, de verdade, se amam. Nesse contanto amoroso, por isso, acham-se as soluções para a dor da separação, porta aberta da Eternidade. No isolamento das horas amarguradas, transes só conhecido pelos que vivenciam, a voz de Deus e do seu amor tocará o íntimo profundo de pais que perdem seus filhos, ocasião própria de ouvir com bem clareza os que saem de cena, mas continuam vivendo tão perto de nós.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
VEJA PROGRAMAÇÃO DE ARTES CÊNICAS NO CRATO-CE
terça-feira, 3 de maio de 2011
Programa Cariri Encantado Sonoridades - 04/05/2011
SHOW DA BANDA CACO DE VIDRO (Pink Floyd cover)
O Evento acontecerá no TERRAÇUS - Bar e Petiscaria, que fica localizado no triângulo do Grangeiro, no dia 7 de maio, sábado, a partis das 21h. Não perca essa oporunidade de ver a banda Caco de Vidro, a melhor banda cover do Pink Floyd do nordeste. Esperamos você por lá.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Um sol ainda brilha em nosso caminho
Estamos respondendo criticas desagradáveis cometidas por pessoas provocativas o que pensamos em responder com altivez as suas provocações dirigidas cofnpletamente para nós porque nos deixaram intrigados pelas suas maldades.
Numa manhã de sol, vibrávamos de alegria quando surgiu um senhor com palavras entorpecentes e que nos deixaram com o coração cheio de mágoas, provocando discórdia inimaginável e ainda amargura incontrolável, tirando-nos da paz de espírito.
Não' compreendemos como há mente humana capacitada a causar desgosto incomensurável cheio de ódio e rancor, visando somente prejudicar o bom comportamento dos seus semelhantes.
Lembrando a esses ilustres amigos do peito, avisando-os que aqui estamos de passagem e não venham intrometer-se na seara alheia porque só ao dono compete julgar o seu caráter. Caminhamos numa estrada reta e pedimos a Deus que nos conduza para o lado da bondade e nunca querer tratar o seu semelhante com desdém que nos deixa sempre com p pensamento confuso e desequilibrado emocionalmente.
Aqui, nesta cidade, vez por outra aparece umas pessoa metidas a santinha, dizendo saber de tudo e quer sempre menosprezar os seus amigos a fim de mostrar-se que é alto suficiente no seu saber, e ao mesmo tempo, lembramos aos amigos de verdade que nos aparecem aqui e ali, agravando o ser humano com gestos hostis e não compreendem em dizer palavras amigáveis, mias tiram seu tempo para dizer asneiras, com gestos intoleráveis, ofendendo os seus semelhantes sem reparar o mal que lhes faz, com palavras torpes.
Recordamos ainda a esses filósofos qu$: quem diz o que quer; ouve o que não quer, portanto, devemos tomar cuidado e n^inca procurar divulgarmos defeitos dos outros, porque quem tem rabo de palha nãoj deve tocar fogo em rabo de ninguém porque senão o seu rabo por trás será queimado; por fim, pedimosj a Deus que nos oriente para seguir o caminho da bondade e com segurança democrática trazendo a paz e a liberdade e a livre expressão de pensamento.
Fiquem sabendo, senhores, que para viver numa comurjidade de peso, constituída por pessoas provocativas, temos que, em primeiro lugar!, praticar o bom procedimento e o respeito humano, tratando os amigos como pessoas dignas que faz jus a toda sociedade democrática. j
Longe de nós possuirmos esse pehsamento ignóbil, cheios de falhas, demonstrando serem amigos, mas, principalmente, dão os desprezes sem compreensão mutua, e não compreendem qué seus caminhos são cobertos de nuvens que impedem de elevar-se e equilibrar-se no mjeio da sociedade moderna.
Por outro lado, tornamos a repetir que oposição não significa intriga, mas, para nós, oposição é o direito de opor-se aos erros de seus chefes ou de quaisquer pessoas constituídas.
Crato/CE, 29 de Abril de 2011
Professor à moda antiga – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Vida de professor, hoje em dia, não é nada fácil! Já vai longe o tempo em que o professor era respeitado pelos seus alunos, com o mesmo nível de consideração e devoção reservado aos próprios pais. Época em que alunos eram verdadeiros discípulos e o professor, antes de tudo um mestre a dividir o saber com seus pupilos. Hoje não; o pobre do professor além dos baixos salários, carga horária estafante, ainda enfrenta um bando de jovens desinteressados, alunos de cara feia, mal-educados desde o berço, alguns deles drogados, quando não armados até os dentes.Às vezes, eu imagino o que seria dos pequenos estudantes do Século XXI, se porventura voltassem as normas disciplinares que existiam na época em que a minha mãe estudava nas escolas primárias do Crato. Aí pelos idos de 1910, há um século, portanto, todo dia de sábado havia a sabatina. Nada mais era do que uma argüição oral que o professor, de palmatória em punho, fazia aos alunos sobre todo o conteúdo ministrado durante a semana. Aquele que não soubesse responder, outro aluno era solicitado a passar um quinau, isto é fazer a correção daquilo que o colega não soubera. Se por ventura acertasse a resposta, era autorizado pelo mestre a aplicar certo número de “bolos” na palma da mão do coleguinha relapso. Se errasse, os dois recebiam do próprio professor a merecida sova.
Mas tal sistema disciplinar não era nem de longe, comparado ao que existia na Alemanha de 1785. Famosa pela rigidez de comportamento de seu povo, àquela época, o professor alemão ministrava suas aulas com um comprido e espesso cipó encostado a um canto da parede. Se algum aluno não soubesse a lição ou se comportasse de maneira inadequada era solicitado a retirar a camisa, ajoelhar-se e receber algumas lapadas nas costas.
Certo dia, um professor da cidade de Brunswick, não desejando surrar seus alunos de apenas oito anos, impôs a eles um terrível castigo, em troca de umas boas e merecidas cipoadas. Eles somente seriam liberados da sala de aula, após somarem os cem primeiros números naturais, isto é: um mais dois, mais três, mais quatro, até chegar a cem. Seria uma operação demorada para qualquer adulto, imagine para crianças já sentindo as agruras da fome a lhe roer o diminuto estômago. Menos de cinco minutos depois dessa ordem, um garotinho franzino, levantou-se e disse ao professor: “o resultado é 5050”. “Como você descobriu isso, meu filho?” Aquela criança lhe mostrou uma pequena fórmula que havia descoberto, antes de muitos matemáticos famosos daquela época: a soma dos termos de uma Progressão Aritmética.
Reza a lenda que o professor tirou a camisa, pegou o vergalhão, entregou àquele pequeno aluno, ajoelhou-se e disse para a classe: “Hoje eu estou diante de um gênio! Meu filho tome esta vara e bata nas minhas costas! Bata quantas vezes você quiser!” Não há registro histórico se aquele aluno surrou seu professor, para alegria dos seus coleguinhas. Mas ganhou do diretor da escola, uma bolsa de estudos que lhe possibilitou doutorar-se em Matemática, anos mais tarde.
Ah sim, antes que eu me esqueça! Qual era o nome daquele pequeno gênio? João Frederico Carl Gauss, um dos maiores matemáticos de todos os tempos. Responsável entre tantos feitos, pelo desenvolvimento da “Teoria dos Números”, da demonstração do “Teorema Fundamental da Álgebra”, e da famosa “Curva de Gauss”, para correções de dados estatísticos.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
A música e outros sinais - Emerson Monteiro

Quem passa, as pessoas; são elas quem passa no silêncio dessas paragens entranhas da consciência e no terno movimento, a refletir as horas e o seguir do correr inevitável das coisas. Espécie de saudade descomunal acompanha o deslizar da sombra que desce pela infinita ladeira dos instantes em sucessão.
As luzes que circulam em volta dessas poças d´água espalhadas pelo vento encantam canções que insistem tocar as células do esquecimento preguiçoso dentro da alma da gente. Aves, no céu alto, deslizam indiferentes em meio das mesmas marcas de nuvens rápidas que encobrem o céu acinzentado das cerrações nas manhãs, que vestem de fantasmas os dias que se foram através da fatalidade. Tetos de névoa tênue, véus de paisagens desaparecidas, ausentam-se, quando rondaram aqui tão perto, livres, porém, do controle dos nossos sonhos e braços de dominá-los.
Contar quanto andou nesses caminhos interiores ao som das pulsações demoraria igualmente a quantidade do que desfilou nas telas do presente, pois reviver é viver. Algo de constante aos olhos da repetição. Por isso, a diferença significa o tanto proporcional das saudades depositadas nos lixões e museus. Impressões permanecem do intervalo das paredes e das histórias, período exato de servir aos demais seres humanos, pratos da realização dos desejos. Paz, satisfação de viver. Em processo equivalente, uns desprezam as oportunidades para favorecer o esforço de outros que precisam. Reunir as forças suficientes de facilitar a jornada dos que arrastam fardos pesados, próximos, hoje, ontem, amanhã, disposição e trabalho em nome de quem necessita.
Ter medo de abandonar o percorrer dessas horas impacientes que jamais esperam pode pedir a vontade do serviço ao semelhante, única atitude que vence o morrer que o tempo tritura todo momento.
Romanos narravam lenda que falava de Cronos, o deus do tempo. Ele paria e devorava seus próprios filhos. Continua dominando os passos nas histórias das outras civilizações, ente misterioso que lhe toca adiantar os frutos que servem de alimento. Todos sem exceção calcam o cenário aos próprios pés. A música das esferas domina os sentidos, na audição. As cenas em ação, na visão. A mesa, no paladar. O perfume do estrume e das flores, no olfato. E no tocar dos objetos, o tato. E nós, atores principais do processo vida.
Alternativas de juntar num bloco este momento cabem no papel de instrumento de salvação criaturas, quebrar o cristal da inutilidade de olhar indiferente o rio correr sem responder ao que pergunta a música invisível do tempo no seio dos corações.
domingo, 1 de maio de 2011
DENÚNCIA - Governo CID GOMES sucateia o Crato, e leva os últimos órgãos do Crato para Juazeiro
EMATERCE, DER, Junta Comercial, SEFAZ, SEMACE, COGERH,UFC são alguns dos órgãos que irão para o novo Centro criado por Ciro Gomes em juazeiro do Norte.
Afinal, estamos falando de uma Região metropolitana do Cariri, ou de uma Região Metropolitana do Juazeiro ? Pelo acima exposto, vê-se um claro objetivo do Governo do Estado de pôr o Crato de joelhos, levando o que restava de órgãos que ainda funcionavam em cidades satélite. leia a seguir, uma crônica do prof.
Dr. Nivaldo Soares, secretário de Meio Ambiente e Controle urbano do Crato denuncia a manobra, e fala sobre essa dura “machadada” contra a cidade do Crato, pelas mãos perversas do Governador Cid Gomes:
Repetindo erros Por:
Nivaldo Soares de Almeida
Alegando reparar erros cometidos a mais de uma década atrás quando da concepção e construção do elefante branco denominado de Centro de Apoio aos Romeiros em Juazeiro do Norte, que se utilizou de uma montanha de recursos financeiros oriundo do Projeto de Desenvolvimento Urbano e Gestão de Recursos – PROURB, alem de outras fontes de recursos da União e do Estado, o governo Cid Gomes, através da Secretaria das Cidades que tem como titular o Caririense Camilo Santana resolveu transformar aquele enorme arcabouço estrutural que conta com uma área de 28.515,94 m², disposto por 05 (cinco) pavimentos, incluindo o térreo, em um Centro Multifuncional. Desta vez com recursos do Projeto Cidades do Ceará – Cariri Central. Melhor explicando, a decisão é tornar uma estrutura concebida para o atendimento às necessidades de hospedagem dos romeiros durante suas visitas a Juazeiro, em um espaço voltado à prestação diversificada de serviços a população regional, relativos à administração pública estadual e municipal, além do outras atividades. Sendo assim, o Centro Multifuncional poderá abrigar instituições públicas e/ou privadas da região do Cariri.
Como pré-requisito para a efetivação da obra e fator condicionante da efetividade dos investimentos, o Governo do Estado deverá garantir a sustentabilidade do empreendimento junto ao Banco Mundial. Para tanto, deverá apresentar ao Banco um elenco de órgãos, prioritariamente, prestadores de serviços relativos à administração pública estadual e municipal que passarão a funcionar no referido espaço. Ou seja, deslocar instituições e órgãos que atualmente funcionam, normalmente, na cidade de Juazeiro e nos municípios de Crato e Barbalha para ocupar a edificação referida.
Conforme documento expedido pela Secretaria das Cidades, para o Centro Multifuncional deverão ser transferidos, além da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) e o Museu de Arte Sacra Popular, as instituições e órgãos abaixo: 1. Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE), 2. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), 3. Departamento de Edificações e Rodovias (DER), 4. Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), 5. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE), 6. Instituto Centro de Ensino Tecnológico (CENTEC), 7. Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC), 8. Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECITECE), 9. Secretaria de Educação Ceará (SEDUC), 10. Secretaria da Fazenda (SEFAZ), 11. Secretaria da Saúde (SESA), 12. Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 13. Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE), 14. Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH), 15. Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte (PMJ), 16. Universidade Regional do Cariri (URCA), 17. Universidade Federal do Ceará (UFC).
A principio, tudo parece interessante e justificável, mas por trás esconde, pelo menos, três graves equívocos, a saber: O primeiro é o arcaico modelo insustentável de concentrar, fortemente, serviços públicos e/ou privados em lugares distantes da população usuária, aumentando a dependência de veículos automotivos. E no caso especifico de Juazeiro do Norte, o quadro é mais grave ainda em função de sua disposição urbanística, com ruas estreitas e convergentes, aliada a um movimentado comercio e constantes eventos religiosos que, necessariamente, provocam fechamento de ruas e congestionamentos no transito. O segundo é penalizar ou reduzir a importância dos municípios vizinhos, Crato e Barbalha, subtraindo deles órgãos estaduais que a muito funcionam nestes municípios. É o caso do DER-Crato, SEMACE-Crato, COGERH-Crato, URCA-Crato, alem de DETRAN-Juazeiro, localizado na av. Pe. Cícero, e CAGECE-Juazeiro próximo a av. Pe. Cícero, portanto, órgãos de atuação regional que ficam mais próximos dos usuários dos três municípios (Juazeiro, Crato e Barbalha) e dos municípios circunvizinhos. O terceiro é a localização do Centro Multifuncional em área periférica úmida, com limitações ambientais e de acesso, próximo ao rio Salgadinho para onde converge toda a drenagem pluvial e boa parte dos esgotos domésticos e industrial das zonas urbanas de Crato e Juazeiro, alem das proximidades da estação de tratamentos de esgotos de onde, invariavelmente, exala odores desagradáveis para todo seu entorno. Se não bastasse.
È primário entender que em intervenções urbanas desta magnitude há limites a serem considerados e interpretados numa lógica de pesquisa local e regional, desde as condicionantes naturais, socioeconômicas e culturais, passando pelos de segurança viária, transporte público entre outros. Assim sendo, a decisão da Secretaria das Cidades pode ser considerada desastrosa, e deixa claro que a mesma despreza os fundamentos básicos do planejamento urbano e de desenvolvimento equilibrado da região Metropolitana.
Se querem consertar equívocos, improvisar ou atender a conveniências de qualquer natureza sobre o malogrado Centro de Apoio aos Romeiros, que ocupem os espaços disponíveis com órgãos do Município de Juazeiro do Norte. Embora, da maneira que está posta, uma sala de órgãos e conseqüentemente de serviços diversos, é provável que a população usuária seja sacrificada. Diante do pernicioso fato, é preciso que a sociedade através de suas lideranças políticas e civil se manifeste no sentido de fazer os mentores do projeto raciocinarem sobre as conseqüência danosas a população regional.
DOCUMENTOS:
01 – Centro Multifuncional em PDF
02 – Diretrizes em PDF
Por: Nivaldo Soares
Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato
Com prefácio de Dihelson Mendonça
Foto: Wilson Bernardo e Dihelson Mendonça
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Alunos criam sala de aula ao ar livre no Crato
A proposta de criação de uma sala de aula ao ar livre surgiu após analise, a partir de produções textuais dos alunos avaliando as aulas de artes. Os estudantes apontaram como mais produtivas e prazerosas as atividades realizadas fora da sala de aula. Na Escola Polivalente os professores das diversas disciplinas utilizam para ministrar suas aulas, os laboratórios de Ciências e de Informática, a biblioteca e o Pátio.
A aluna Waleska Lima diz que a ideia é diferente e que os alunos aprendem quando eles tem liberdade. Ela acrescenta que nas aulas realizadas fora da sala, os alunos se concentram mais.
A sala de aula ao ar livre consistirá em aulas embaixo das árvores. O espaço reservado para as atividades receberá pinturas e placas produzidas pelos alunos, além de bancos confeccionados com garrafas PET. Os alunos estão movimentando o bairro Seminário, aonde fica localizada a escola. Uma campanha de arrecadação de garrafas PET está sendo realizada pelos alunos que estão indo de porta em porta recolher as PET, além dos bancos, os materiais serão transformadas em vassouras, vasilhas e depósitos de tintas e também serão utilizadas em experimentos artísticos.
O espaço deverá ser usado pelos professores das diversas disciplinas.
ESPETÁCULO INFANTIL NO TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Programa Cariri Encantado Sonoridades - 27/04/2011
Documentário registra a Malhação do Judas no Crato

A brincadeira da Malhação do Judas é uma das manifestações que carregam formas de envolvimento da população com a cultura popular. No Crato, a manifestação é realizada em diversos bairros, como é o caso do Alto da Penha, Comunidade do Gesso, Seminário, Gisélia Pinheiro, tendo destaque para a Festa Popular da Malhação dos Judas que é realizado na RFFSA pela Sociedade Cariri das Artes e da Sagrada Família que já tem uma tradição de mais de cem anos e é realizado no Largo da Prefeitura.
Para que as memórias destas manifestações possam fortalecer a identidade cultural da cidade e servir para as pesquisas sobre a cultura popular, a Universidade Regional do Cariri, através do Projeto “No Terreiro dos Brincantes” desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão - PROEX, Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC e o Coletivo Camaradas será produzido mais um documentário do Projeto.
De acordo com o coordenador do Projeto “No Terreiro dos Brincantes, Alexandre Lucas, o documentário será focado na relação entre a fusão da cultura popular com a cultura de massa. Ele destaca que esse é um dos fatores presentes nesta manifestação e frisa que em cada localidade população vai reinventando formas de manifestar a sua irreverência.
A previsão é que o documentário seja lançado no início de junho, em Praça Pública e contará com a apresentação de espetáculo teatral da Companhia Cearense de Teatro Brincante que tem como coordenador o dramaturgo, folclorista e criador da Festa Popular da Malhação dos Judas que todos os anos escolhe o seu o Judas por via de consulta eleitoral a população.
Serviços:
Universidade Regional do Cariri – URCA
Pró-Reitoria de Extensão – PROEX
Projeto “No Terreiro dos Brincantes”
(88) 31021212
Mostra de Bandas Armazém do Som & II Seminário Música e Comportamento 2011
Palestrante: Prof. Márcio Mattos, graduado em música, mestrado em etnomusicologia. Professor e Coordenador do curso de graduação em Música da Universidade Federal do Ceará-Campus Cariri;
Responsável: Felipe Cazaux; composto, cantor e guitarrista Paulista radicado no Ceará, um dos principais expoentes do cenário Blues da música cearense.
Professor: Ivânio Azevedo, professor de guitarra da Universidade Federal do Ceará-Campus Cariri. Graduação e mestrado em Filosofia. Graduação em Guitarra pelo IGeT-Campinas, especialização em Fusão. Também é coordenador do Laboratório de Estudos de Guitarra da UFC.
Professor: Weber dos Anjos: graduado em música, mestre em história, professor de violão e guitarra da Universidade Federal do Ceará-Campus Cariri
A riqueza e o tempo - Emerson Monteiro

De imaginar que tantos vivam qual quem mata o tempo, o cidadão médio resolve saber o que significa tempo, viver este período quando aqui, neste chão de possibilidades, realizar o que pretende. Porém poucos reconhecem o que pretendem, no entanto. Olham dos lados, atrás, à frente, e olha as águas de vasto oceano, cheios de preocupações, atribulações e desordem. Outros, descem à profundeza do mar e encontram os lenitivos de preencher o estirão da viagem com vaidades, instintos e posses. Já, lá adiante, os que buscam ter a aceitação interna, dentro do mundo de valores e sonhos.
Conquanto alguns poucos descubram a interpretação de que vida e tempo correspondam a uma mesma coisa, pois tempo mostra a cara na saúde e nas condições do corpo, as suas decisões e atitudes levam a pensar que vida e tempo são coisas diferentes. E ignoram os resultados do que realizem.
Noutro bloco, grupo reduzido estuda, trabalha, controla os sentimentos. Graças a esses poucos heróis, o barco permanece vagando na superfície das perguntas, querendo respostas do movimento dos dias e do relógio.
A famosa corrida do vil metal, das intenções materialistas e conceitos ocidentais, contudo, conduz a história, esquecida desses valores, no salve-se quem puder da sobrevivência. Ética e os ideais viraram discursos das manobras eleitoreiras. A classe dominante dos países ocupa os palacetes da ilusão e são poucos os que, de verdade, mandam no pedaço, a gastar o suor do povo em mãos gananciosas. Notícias requentadas, no meio do tempo de televisão, entopem a consciência das gentes. O costume de fabricar bombas e balas acinzenta de gazes as folhas dos calendários. É o tempo, de novo, sendo perdido no vento. Pessoas querendo reverter a marcha dos acontecimentos com propostas pessoais e tomam a si o direito de errar, matar, sem respeito ou responsabilidade.
Por onde andaria o custo dessas ações, ninguém consegue calcular e dizer o nome dos que manipulariam os cordões políticos das manadas vagando perdidas, abandonadas à própria sorte. Depois, chegará o senhor do tempo a pedir satisfação da farra. Filas quilométricas, que vão e que vêm, catam o pão e misturam com as lágrimas. Sim, o tempo perguntará aos surdos e responderá aos mudos suas leis de Eternidade. Quem fez ou deixou de fazer, nos passos das horas, subirá, ladeira acima, qual aquele Prometeu da lenda, a conduzir, nas encostas de elevada montanha, um rochedo que escorregará e voltará ao começo, necessitando subir novamente o velho itinerário.
Há espécie de religiosidade nisso tudo. Elevar o sentido da condição humana aos níveis superiores. Esquecer o quase nada que escorrega pelos dedos e estabelece padrões maiores de compreensão às vulgaridades, que deixaram imaginar as mil alternativas e um só Deus a lhes administrar todo tempo as engrenagens.











