01 DE JUNHO DE 2011 – LANÇAMENTO DO EDITAL
02 A 09 DE JUNHO DE 2011 – INSCRIÇÕES
13 DE JUNHO DE 2011 - RESULTADO DA ANALISE DOS DOCUMENTOS E DIVULGAÇÃO DA DATA DO TREINAMENTO COM O CIEE
Maiores informações: (88)3102-1287
Foto: Heládio Duarte

Num esforço concentrado entre Elmano Rodrigues (foto), da Fundação Enoch Rodrigues, e Franco Barbosa, assessor técnico da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, Juazeiro recebeu, neste sábado, 28 de maio de 2011, mais 35 mil livros, vindos diretamente de Brasília, doados por diversas instituições, como: a Escola de Administração Fazendária, ESAF, Ecocâmara, Câmara dos Deputados, Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Fundação Assis Chateaubriand, Chico Aquino, da Assessoria da Presidência da Câmara dos Deputados, etc.
Há um ano, Elmano Rodrigues, que já faz este trabalho para todo Brasil, começou a juntar livros para o projeto UMA BIBLIOTECA EM CADA COMUNIDADE, que tem como objetivo instalar, no ano do Centenário em Juazeiro do Norte, 20 bibliotecas. Neste sentido, em setembro do ano passado, vieram de Brasília 35 mil livros, somando agora mais 35 mil. São esforços desse cearense que nasceu em Farias Brito, reside há 30 anos em Brasília e é funcionário da Editora da Universidade de Brasília. O trabalho de Elmano Rodrigues começa receber apoio da mídia nacional e das instituições, e de mais de 50 editoras de Brasília. O projeto das bibliotecas comunitárias agora recebeu o apoio da Escola de Administração Fazendária, com doações de mais de 100 prateleiras, e 700 bibliocampos.
Segundo Franco Barbosa, a princípio os bairros de Juazeiro do Norte que serão beneficiados são Aeroporto, João Cabral, Frei Damião, São José, Parque Antônio Vieira, Betolândia, Jardim Gonzaga, Horto, Limoeiro, Tiradentes, Socorro; e, na Zona Rural, Sitio Popo, Carás, São Gonçalo e Gavião.
RECICLAGEM
A Prefeitura de Juazeiro do Norte tem uma preocupação especial com a formação de profissionais especializados para suprir as necessidades do mercado de trabalho na Região em diversas áreas, especialmente em reciclagem, dando uma contribuição especial para a preservação do meio ambiente, colocando como exemplo o belo trabalho que vem sendo realizado pela Universidade Patativa do Assaré no Bairro Vila Nova, que já vem atraindo a atenção de setores de áreas governamentais que já começam a contribuir no desenvolvimento e fomento das instituições, tornando-as autossustentáveis.
A Universidade Patativa do Assaré em parceria com a Prefeitura Municipal abriu a primeira biblioteca comunitária do Bairro Aeroporto, com mais de 4 mil títulos. E o acesso da comunidade aos livros, segundo Palácio Leite, diretor da instituição, é uma prioridade. “As bibliotecas comunitárias devem ficar sob a custódia de instituições confiáveis. Não é qualquer associação comunitária que vai receber uma biblioteca. É preciso que o trabalho com a comunidade seja eficiente, e acessibilidade aos livros seja constatada”, enfatiza Franco Barbosa.

Barbalha: Festa do Pau da Bandeira, uma tradição colonialFotos: Heládio Teles Duarte

Assisti recentemente ao filme Guerra e Paz (1957), superprodução do diretor americano King Vidor, com Henry Fonda, Audrey Hepburn e Mel Ferrer, dentre outros destaques, que aos dez anos vira pela primeira vez no Cine Moderno, em Crato, bem cuidada e rica montagem cinematográfica do célebre romance de Leon Tolstói, obra imorredoura da literatura universal.
Aprendemos que bom é reler; e, no caso dos filmes, rever. Atualizar a leitura de peças antes conhecidas, quando, então, desaparecerá a ansiedade em conhecer o final, e se mergulhará na interpretação dos detalhes com visão mais ampla e apurada no tempo.
Depois disso, a trama romanceada nos personagens russos das guerras napoleônicas impõe sua força ao decorrer dos acontecimentos, mostrando capacidade extrema daquele povo de resistir aos desafios de sua história. A beleza exótica de Audrey Hepburn domina o papel de Natasha, personagem ingênua, contraponto ideal para mundos em conflito, a inocência original que nutre de ânimo os vencidos. Enquanto que o senso crítico de Pierre (Henry Fonda) conduzirá testemunho do contexto em queda livre diante do inesperado, formulando meios de superar o imperfeito.
Mas o que toca na essência do drama significaria a destruição das tropas francesas em retirada convulsa, vítimas da eficiência do general Inverno, com o que não laborou Napoleão Bonaparte no ímpeto das conquistas, vendo-se em condição de fragorosa decepção, ao furor das baixas temperaturas, da fome e da neve, dizimando preciosos efetivos. Esta lição Hitler não aprenderia, lá na frente, quando jogou os alemães a circunstâncias parecidas, no mesmo território, amargurando a maior derrota das campanhas nazistas aos custos, inclusive, de rendição humilhante na Segunda Grande Guerra, mérito do bem sucedido general Inverno.
Recordo, na fleuma dos soviéticos perante a dor, sua busca pela transformação socialista que propôs e que redundaria no fracasso de 70 anos de vivências do recente século. Com a fibra heróica da civilização milenar, o sonho justo e igualitário ver-se-ia por terra, face às humanas limitações em realizar a perfeição nos grupamentos comunitários. Eles, os russos, chegaram longe nesse projeto de transformação social, contudo haverá longo percurso pela frente até a concretização plena da solidariedade e da paz em termos coletivos, porquanto, no íntimo, o egoísmo ainda impera e detém a consciência das massas. Sem o aprimoramento real dos indivíduos jamais se chegará à verdadeira fraternidade neste chão, pois.
Juazeiro do Norte, uma cidade que nasceu de um sonho e tomou o rumo do desenvolvimento por um milagre. FOTO: ARQUIVO
CAPELA DO SOCORRO, nas primeiras décadas do século XX. Se o local não tivesse sofrido modificações arquitetônicas seria tombado - FOTOS: ARQUIVO DANIEL WALKER E ELIZÂNGELA SANTOS
A RUA SANTA Luzia, no Centro da cidade, e sua transformação ao longo de décadas.
FOTOS: ARQUIVO DANIEL WALKER E ELIZÂNGELA SANTOS
Hoje, a rua Santa Luzia é um dos principais corredores comerciais de Juazeiro do Norte, com a presença de lojas de vários segmentos - FOTOS: ARQUIVO DANIEL WALKER E ELIZÂNGELA SANTOS
A terra de Padre Cícero tem, ao longo destes 100 anos, se destaca na região como um polo de novas oportunidades
Uma cidade que nasceu de um sonho e tomou o rumo do desenvolvimento por um milagre. Assim, o Padre Cícero Romão Batista iniciou sua morada e, respectivamente, marcou o seu sacerdócio anos mais tarde. Das imagens oníricas do "Padim" da terra que teria que cuidar ao fenômeno da hóstia que virou sangue na boca da beata Maria Araújo, os rumos da cidade promissora, em poucos anos, tomou força. De lá para cá, não mais parou.
As oficinas incentivadas para cada casa e, em cada oficina um oratório, se multiplicaram. O Padre Cícero recebia os novos moradores direcionando-os para o trabalho e a oração. E para os que aqui já estavam também. Mas o crescimento de Juazeiro tomou proporções maiores e, hoje, é um polo regional. A economia vem se fortalecendo ao longo dos anos e a área educacional está em expansão, com os cursos universitários que se multiplicaram em pouco menos de uma década. São, principalmente, instituições particulares.
Local estratégico - A localização geográfica, em relação às capitais nordestinas, além da constante dinâmica, com confluência dos consumidores de toda a região do Cariri, todos os dias, atraídas pelo comércio local, destaca a cidade no cenário da Região Metropolitana do Cariri (RMC). São quase 250 mil habitantes, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E mais a somar, com a população flutuante. Durante as maiores romarias do ano, esse número chega a triplicar. A cidade vira um formigueiro humano.
Para os técnicos, esse reflexo no desenvolvimento, mesmo diante do aspecto positivo do crescimento econômico, traz preocupações quanto ao planejamento urbano. O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Juazeiro, mesmo feito em 2000, não poderá abraçar a curto prazo todas as demandas. Tantas mudanças ao longo de um século de existência, proporcionam ações emergentes de planejamento urbano.
Não deu para ver a Juazeiro histórica crescer. Os pesquisadores tentam adivinhar em fotografias o que restou de um passado edificado. Um deles é Daniel Walker, que possui um rico acervo fotográfico do que pode ser resgatado dessa memória tão recente. Ele lamenta a ausência de zelo pelo patrimônio. Uma área urbana pequena, que entra nos distritos e nos sítios dos seus arredores, com a força total das construções, vai incorporando tudo ao redor.
Modernização - Os velhos casarões vão se esgotando e dando lugar a prédios modernos. A fase é de verticalização, com os edifícios redesenhando a paisagem urbana. Do alto do Horto, como disse em tom forte o cantor Luiz Gonzaga, o padrinho está vivo. O visionário de uma terra que se suplanta e renasce a cada dia maior, nos empreendimentos que se multiplicam em todos os cantos da cidade. A população, que no início de sua formação se encontrava em cerca de 95% no campo, tem essa lógica invertida nos tempos atuais.
A centenária Juazeiro é diferente da maioria das cidades do Cariri. A paisagem é árida. Quase não há floresta. O geossítio da Colina do Horto privilegia o espaço onde há um pouco dessa natureza. Por iniciativa da administração do Horto, foi iniciado, há alguns anos, um projeto de reflorestamento da área.
Juazeiro passou a ser o terceiro polo calçadista do Brasil. As fábricas saíram dos fundos dos quintais e formalizam mão-de-obra. São mais de 16 mil empregos diretos neste setor. O comércio atacadista traz empresas de grupos internacionais. O perfil do empreendedor local avança, agrega força em rede, para competir. É uma nova realidade. O Juazeiro muda. Uma terra em constante metamorfose.
Investimentos - A iniciativa privada investe por todos os lados, com novos empreendimentos. Além da duplicação do atual Cariri Shopping, com investimentos de R$ 70 milhões, mais um, em breve, será iniciado, com o nome da cidade. Serão mais cerca de R$ 50 milhões investidos. No próximo dia 12 de julho, mais um grande supermercado, com uma cadeia de lojas, será inaugurado. O Hiperbompreço, da rede Walmart, está tendo investimentos de mais de R$ 30 milhões na cidade.
Para o economista Micaelson Lacerda, o Município de Juazeiro do Norte vem apresentando uma dinâmica econômica singular nos últimos anos.
Ele explica que esse dinamismo é decorrente, principalmente, da indústria e dos serviços em conjunto com importantes investimentos públicos dos governos Federal e do Estado, nos últimos anos.
Fique por dentro
Metropolitana
Criada por uma Lei Complementar Estadual nº 78, de 29 de junho de 2009. A Região Metropolitana do Cariri (RMC) surgiu a partir da interligação entre os Municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, denominada Crajubar. Somando-se a eles, as cidades limítrofes situadas no Cariri cearense: Caririaçu, Missão Velha, Farias Brito, Jardim, Nova Olinda e Santana do Cariri. Tem como área de influência a região Sul do Ceará e é divisa entre o Ceará e Pernambuco. O Município do Crato é o maior em área, com 1.009 km². Juazeiro do Norte é o menor Município, com 248km², e também o mais populoso, com 249.936 habitantes. Nova Olinda é o de menor população: 14.256 habitantes. Juazeiro, pelo seu desenvolvimento, se destaca neste contexto.
População
250 Mil habitantes é a estimativa populacional da cidade de Juazeiro do Norte, segundo dados do último Censo, em 2010. É a terceira cidade mais populosa do Ceará e a maior do interior
Elizângela Santos
Repórter
Diário do Nordeste
Em Brasília, ex-presidente tem se revezado em encontros com líderes e aconselhou ministro a ter traquejo com a base
iG São Paulo
