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domingo, 7 de agosto de 2011

A felicidade - Por José de Arimatéa dos Santos


Foto: José de Arimatéa dos Santos
 Acredito que a felicidade é encontrada nos momentos mais imprevisíveis. É claro que não existe uma receita para ser feliz. O que pode ser felicidade para mim pode não ser para meu semelhante. Cada ser humano tem a sua felicidade bem peculiar e o importante é que haja uma felicidade no conjunto da humanidade através da convivência pacífica entre todos.
O lado da alegria e do bem querer ao nosso semelhante ajuda e muito. Mesmo sendo tão complicado cuidar da minha vida, cheia de paradoxos, é importante ajudar meu amigo ou amiga sempre com palavras de incentivo e com pensamentos positivos. É assim que propago a minha felicidade.
Vamos falar dos outros. Mas falar bem, exaltar as qualidades. Elogiar. É muito bom. É possível ser feliz e fazer também muita gente feliz. Compartilhar essa felicidade é a senha ou caminho para uma verdadeira humanidade.
Olhar para frente é importante. E ter sempre uma agenda positiva. E nessa agenda se faz necessário acreditar nas pessoas e observar mais os entes da natureza. O início do dia e o sol a brilhar no horizonte ou aquela manhã de chuva fina em que friozinho e o barulho dessa chuva em dia de domingo nos convida a ficar na cama. Verdadeira contemplação da vida.
Sou uma pessoa que procuro conviver da melhor maneira possível com meus colegas de trabalho, meus vizinhos e pessoas da minha comunidade. Sei que é difícil, pois quantas pessoas são difíceis no convívio e só pensam em si. O egoísmo e às vezes o "estrelismo" tomam de conta de pessoas assim. Mas esses companheiros ou companheiras são as pedras que atravessam no nosso caminho. É normal na convivência humana pessoas dessa estirpe.
Ao nosso jeito podemos ser felizes. O sonho de um mundo mais humano é possível. Procuro catalisar os momentos felizes e desejo o mesmo para todos. Pensar positivo e mais amizade verdadeira faz do nosso mundo um lugar mais bonito e prazeroso. Tudo de bom. Felicidade.

Prof. Virgílio Arraes, da UNB, faz palestra na URCA


O Salão de Atos Prof. José Newton Alves de Souza, no Campus do Pimenta da URCA, em Crato, estava completamente lotado, ainda com algumas dezenas de pessoas em pé nas alas de passeio laterais. O motivo de tanta gente reunida era a palestra do renomado especialista em relações internacionais contemporâneas e política externa do Brasil e catedrático de História da Universidade de Brasília, professor Virgílio Caixeta Arraes. O público era formado basicamente por alunos e professores do Curso de História da URCA, mas também por alunos de outros cursos da IES, como os de Ciências Econômicas, além de interessados em geral.

Pontualmente as 19 horas do dia 1 de agosto, o prof. Virgílio Arraes começou a sua palestra sobre a política externa dos EUA, no período compreendido entre 1991 até o presente momento. Portanto, uma época de intensa atuação dos norte-americanos no campo bélico, vide a Guerra do Golfo, a intervenção dos Estados Unidos na guerra civil que dilacerou a antiga Iugoslávia e os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, que motivaram o Império Ianque a invadir o Afeganistão e o Iraque, na pretensa luta do bom americanismo contra o “Eixo do Mal”, como assim justificou o então presidente George W. Bush aquelas expedições militares que reuniu uma coalizão de até 45 países.

Com a preocupação de se fazer entendido pela eclética platéia, o prof. Virgílio Arraes usou de muito didatismo para explicar as complexas relações internacionais do mundo contemporâneo, com equilíbrio nas opiniões que complementavam os precisos dados apresentados. Também, vez por outra, engraçadas tiradas de humor.

Ao final, instaurou-se um profícuo debate, onde o palestrante respondeu a todos os questionamentos advindos do público. A sensação culminante foi de plena satisfação entre todos os presentes.

O evento foi promovido pelo Departamento de História da Universidade Regional do Cariri – URCA, a partir de proposta do cratense, hoje residente em Recife, Joaquim Pinheiro.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

João Paulo II - Emerson Monteiro


Veja só como os assuntos se organizam na cabeça da gente para chegar ao papel. Ontem, no início da tarde, me preparando para rápido cochilo, no programa Forró do Povo de Deus, da Rádio FM Padre Cícero, ouvi J. Farias cantar a música Obrigado, João Paulo, de Luiz Gonzaga.

Mais tarde, ao despertar, o baião ainda persistiu rondando meus pensamentos por mais algum tempo, João Paulo II / De Deus, grande graça / O povo te abraça / Em ti, vê Jesus / Feliz te agradece / Por o visitares / E a Cristo adorares / Na Terra da Luz.

Já à noite, na casa de um amigo, me deparei com álbum editado pelo jornal O Povo, de Fortaleza, com a retrospectiva da publicação desde seus inícios em 1928, fundada que fora pelo jornalista Demócrito Rocha. Lá estavam, no meio de muitos acontecimentos que marcara o período, as andanças de João Paulo II pelo mundo, a visitar os fiéis católicos, nas inúmeras viagens que realizou, inclusive duas vezes nas terras do Brasil. Fotografias das figuras importantes que marcaram o século XX desfilavam pelas páginas, Nelson Mandela, John Lennon, Mahatma Gandhi, John Kennedy, Che Guevara, Mao-Tsé-Tung, Martin Luther King e tantos, e tantos outros.

Das personalidades mais influentes dos séculos do Catolicismo, João Paulo trouxe na divisa latina do seu papado a insígnia De labore solis, que, em português, significa Do trabalho do Sol, interpretando qual seu modo de acompanhar a Terra nos movimentos constantes de rotação e translação em volta do Sol e do próprio eixo.

Incansável, realizou excursões ao resto do mundo, descentralizado das preocupações anteriores do Vaticano, com isto demonstrando carinho imenso pelos povos e lugares onde andou a beijar o solo em que chegasse.

No Ceará, receberia a feliz homenagem nessa canção sertaneja de bela feitura. João Paulo II... / A tua visita / É graça bendita / Pro povo cristão / É felicidade / Privar da amizade / Do teu coração. / Pastor muito amado / De amor nosso brado / A Deus levarás. / E a Roma voltando / Saudades deixando / Entre nós ficarás. Letra inspirada do padre Gothardo Lemos e música do Rei do Baião, que este interpretou com alegria, expressou com propriedade o tributo dos nordestinos a quem a Igreja cogita tornar santo e o transformou em beato neste ano de 2011.

Raros papas de outra nacionalidade que não a italiana ocuparam o trono de São Pedro. Karol Jósef Wojtyla foi um desses, que deixaria lembranças imorredouras no seio da humanidade. Virtuoso, amigo, desempenhou relevante papel sociopolítico no milênio que passou, dando exemplo de bondade entre os líderes da cena mundial, agora motivo deste rápido comentário.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO PROTAGONISTAS – 05/08/2011

Lançamento radiofônico do disco “Santa Fé em Cantos”, com Emerson Monteiro e Francisco Silvino

Tem novidade no ar. Uma agradável surpresa. Um disco musical voador. Que plana fagueiro e alegre pelos céus do Cariri, anunciando coisas boas, um bom agouro de paz e fé.

Trata-se do disco Santa Fé em Cantos. Uma bem elaborada coletânea de composições musicais, reunindo músicos, compositores, letristas e intérpretes, dentre veteranos e novatos, com canções e arranjos bem urdidos e tramados.

A direção do projeto foi de Emerson Monteiro (foto). E é o próprio Emerson que o apresenta:

“Veja o que acontece quando um grupo de amigos, de apreciadores da boa música, poetas, cantores, compositores nas horas vagas, resolve somar a força da inspiração e chegar ao público com suas canções e vozes. Os meios técnicos contemporâneos permitem atitudes semelhantes. Ainda que o mercado teime em oferecer música massificada que esqueceu os tempos áureos da estética, existem as alternativas de renovação. Assim se propõe Santa Fé em Cantos, que ora lhe chega às mãos, trabalho afinado de sentimentos, acima de tudo fruto de autores que acreditam na melodia e no verso quais valores permanentes para alegrar e sentir o poder da beleza musical. Vamos cantar juntos a riqueza deste mutirão de qualidade sonora do Cariri Cearense.”

Onde ouvir
Todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas na Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.

Sentir a dor alheia - Emerson Monteiro



Isto já ensinam as religiões desde priscas eras, em se colocar no lugar do outro nas horas necessárias, para saber o que ele sentirá diante das circunstâncias que o levaram ao erro de comete delitos graves ou leves quais sejam. Antes dos julgamentos prévios há de haver essa formação de uma consciência da dor que ele amargura, e, só então, agir e condenar.

Tais avaliações anteriores às sentenças previnem o risco das limitações humanas; o impulso dos interesses particulares e injustos. Invés de jogar mais carga nas costas dos semelhantes pela precipitação, buscar, sim, diminuir o peso que outros carregam, porquanto, no solo comum das existências, funcionam bases maiores da justiça que predominam todo tempo.

Inúmeras vezes, o egoísmo dos desejos próprios determina as ações das criaturas, levando-as ao tribunal antes de realizar os julgamentos a que se propõem. No Evangelho, Jesus trata o assunto com extrema clareza quando fala de quem enxerga o argueiro no olho dos outros e não vê a trave que existe no olho de quem julga. Bem humano esse jeito de laborar, no transcorrer dos séculos.

Com isso, aprender a lição da transferência para si mesmo das agruras alheias, o que facilita sobremodo o gesto de viver, orientação dos campos da sabedoria. Observar na distância de algumas braças até compreender e julgar, e procurar a justiça nos armários da consciência individual, pois a lei superior mora gravada no íntimo do ser que somos, a fim de enquadrar os companheiros de viagem nos artigos em que é sujeito lá estarmos escondidos, eis uma norma de real valor, neste mundo ainda contraditório.

O resultado dessa atitude refinada produzirá frutos bons junto ao direito universal da Natureza, nos momentos que virão depois, guardando saldos positivos de bênçãos em forma de saúde perfeita, amizades, respeito coletivo e construção definitiva das esperanças de um paz social duradoura em benefício de todos nós.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Programa Cariri Encantado Sonoridades - 03/08/2011

Conexões musicais: João Gilberto & todas as bossas

João Gilberto nasceu em Juazeiro da Bahia em 10 de junho de 1934. Ele é a síntese da Bossa Nova com sua voz e seu violão inconfundíveis. Foi o maior influenciador de outros músicos que já apareceu na MPB, a exemplo de Chico Buarque e Caetano Veloso. Sem falar de quase todos os cantores, compositores e instrumentistas da primeira geração da Bossa Nova.

Com seu jeito tranquilo aliado a um trabalho que faz questão de ser impecável, por onde ele passou criou histórias pitorescas. Ninguém entendia como algum artista poderia ser tão difícil quanto ele. É conhecida de todos a história do show em que ele dispensou a orquestra e exigiu que se desligasse o ar condicionado. Quem não entendeu o chamou de chato ou excêntrico. Só quem sabe o som que vem da música, o compreendeu.

João Gilberto é aquele que chamamos de Mago ou de Mito. Um dos poucos músicos que carregam o som em suas entranhas - não permitindo distorções, meras invencionices ou truques de estúdio. João percebe qualquer semitom fora de lugar, pois é um perfeccionista, um verdadeiro gênio musical.


Base do texto de Carô Murgel.

As músicas que irão tocar no programa
1. Eu vim da Bahia (Gilberto Gil)
2. Palpite infeliz (Noel Rosa)
3. Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), com Stan Getz e Astrud Gilberto
4. Besame mucho (Consuelo Velasquez)
5. Eu quero um samba (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida)
6. Corcovado (Tom Jobim) - com Stan Getz e Astrud Gilberto
7. Doralice (Dorival Caymmi e Almeida) - com Stan Getz
8. Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça) - com Stan Getz
9. Pra machucar meu coração (Ary Barroso), com Stan Getz
10. Falsa Baiana (Geraldo Pereira)
11. Ave Maria do morro (Herivelto Martins)

Serviço
O programa Cariri Encantado Sonoridades é produzido pelas Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, e transmitido todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas pela Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.
Pesquisa, redação e apresentação de Carlos Rafael Dias.
Operação de áudio de Iderval Silva.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

FIM DE FÉRIAS - No Terraçus Bar e Petiscaria




Desfilando sucessos do rock das décadas de 60 a 90, as bandas "HOLYWOOD" e "REI BULLDOG" prometem festejar o final das férias no seu melhor estilo nessa sexta-feira, dia 5 de agosto, no TERRAÇUS BAR E PETISCARIA. A Holywood com o seu repertório voltado para as músicas que fizeram parte das trilhas sonoras dos comerciais do Cigarro Holywood e que já tem uma fantástica legião de fãs pelo Cariri afora, vai abrir a noitada. É a hora de esquentar o friozinho gostoso do sopé da Chapada do Araripe para ouvir as belas canções que a banda nos apresenta, para, em seguida, curtir o maravilhoso som da nova banda caririense que já conquistou o coração da moçada: a REI BULLDOG. Formada por roqueiros que veneram os Beatles, a banda cover dos garotos de Liverpool deverão completar a noitada, com sucessos inesquecíveis e muito som nessa noite que promete ser maravilhosa.

Atenção Beatlesmaníacos! Vamos viver esse fim de férias com toda a alegria e energia que essa noite de sexta-feira promete!

Vamos nessa Cariri!

INFORMAÇÕES:

SERTÃO POP PRODUÇÕES
KAIKA LUIZ
(88) 3521.5398 / 9666.9666 / 88242131

URCA coordena maior escavação paleontológica do Nordeste

A Universidade Regional do Cariri (URCA) está à frente de um projeto de três anos, que se inicia esta semana na região. Trata-se da maior escavação paleontológica controlada do Nordeste brasileiro, com a participação de cerca de 20 pesquisadores, estudantes de graduação, pós-graduação e docentes, além da presença do cientista renomado, internacionalmente, Alex Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Este projeto ainda conta com estudantes e docentes de universidades de estados do Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Pernambuco e do Cariri. O trabalho vem sendo coordenador pelo professor doutor da URCA, Álamo Feitosa.

Alex Kellner explica que a escavação controlada significa procura dos fósseis de acordo com os níveis das rochas, em que se consegue documentar em qual deles foi encontrado o tipo de fóssil.

Essa é a primeira etapa dos trabalhos, iniciada pela parte leste da Chapada do Araripe, área pouco pesquisada na área da paleontologia. O projeto conta com a parceria da URCA e Museu Nacional, e a participação da UFPE e UFRJ. O trabalho vem sendo desenvolvido por meio de projeto aprovado pelo CNPq, no valor de R$ 130 mil.

As escavações começaram no final se semana e terão continuidade, na localidade de Baixa Grande, no Distrito de Brejinho, em Araripe, até o próximo sábado. Os próximos municípios a serem visitados são Salitre e Campos Sales, até a proximidade do Ceará com o Piauí. A perspectiva é encontrar, além de fósseis comuns aos que já vêm sendo estudados há vários anos na região, pterossauros e dinossauros, que são os de maior porte.

Segundo o chefe da equipe, Álamo Feitosa, também coordenador do Geopark Araripe, que vem apoiando os trabalhos, nesta primeira semana de escavações deverão ser encontradas cerca de 4 mil peças de fósseis, que serão repassados para instituições da região, como o laboratório do Museu de Paleontologia, o Município de Araripe e Departamento Nacional de Proteção Mineral (DNPM).

A escavação está sendo registrada pela National Geographic e acompanhada pela cineasta Lara Velho, que já produziu documentários na Antártida, Mato Grosso, Minas Gerais e várias outras regiões sobre Paleontologia.

Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação e Edital do FIT serão lançados dia 10, na URCA

O Secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, René Barreira, e a Reitora da Universidade Regional do Cariri (URCA), Otonite Cortez, convidam para a apresentação do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável do Ceará 2011-2020 e do Edital do Fundo de Inovação Tecnológica do Estado do Ceará – FIT, destinado a apoiar empresas provadas (pequenas, médias e grandes) e estatais no desenvolvimento de produtos, métodos e processos inovadores. O evento acontece dia 10 de agosto, às 9 horas, no Salão de Atos da URCA. Mais informações pelo telefone (88) 3102.1292. Falar com Manuela – Gabinete do Vice-Reitor da URCA.

Pesquisadores e brincantes conversam sobre Cultura Popular na URCA

Será realizada no dia 3 de agosto, às 19 horas, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri a roda de conversa do projeto “No Terreiro dos Brincantes”, que abordará o tema ‘O que é cultura popular?’. O trabalho é desenvolvido pela Universidade Regional do Cariri – URCA, através do Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC.

A roda de conversa contará com a participação da Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenadora do Núcleo de Estudos Regionais da URCA, atuando nas áreas de Religião, Cultura Popular e Patrimônio Imaterial, Renata Marinho Paz; do dramaturgo, folclorista e pesquisador de cultura popular, Cacá Araújo; do pesquisador, artista/educador e integrante da União dos Artistas da Terra da Mãe de Deus, Jean Alex, e da Mestra Mazé , do Reisado Dedé de Luna.

O objetivo do evento é propiciar uma aproximação entre os pesquisadores e os brincantes, além de possibilitar que o público tenha a oportunidade de escutar os próprios feitores da cultura popular. O trabalho faz parte das ações de formação/vivência dos monitores do Projeto “No Terreiro dos Brincantes”, além deste momento que é aberto aos interessados no assunto. Os monitores terão ainda oficinas sobre noções de fotografia, filmagem, roteiro e produção cultural.

Essas são etapas preparatórias para a segunda edição do Projeto, que visa produzir documentários de curta duração sobre cultura popular, os quais são disponibilizados na Internet e as escolas, pesquisadores e brincantes. De acordo com a monitora do Projeto No Terreiro dos Brincantes, Alyne Feitosa, esse é momento para aprofundar o conhecimento sobre cultura popular e ressalta a importância de reunir no evento o erudito e o popular para compreensão estética, artística e cultural do povo do Cariri.

Para o professor doutor Roberto Siebra, atual diretor do Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, essa roda de conversa possibilita que a universidade se aproxime do conhecimento valoroso das manifestações populares. Ele enfatiza que esse conhecimento é na maioria das vezes desprezado por uma elite intelectual.

Fonte: Assessoria de Imprensa da URCA

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Crônicas cangaceiras - Emerson Monteiro


Em dias recentes, com satisfação recebi o livro Cariri: cangaço, coiteiros e adjacências, de Napoleão Tavares Neves, publicado pela Thesaurus Editora, de Brasília DF, em 2010. Sob o ordenamento das memórias recolhidas de suas observações e escutas, Dr. Napoleão descreve as presenças do cangaço na região do Cariri cearense e entorno através de crônicas bem narradas, fotografias primorosas de um passado que ainda perdura no seio desta humanidade, inclusive nos interiores sertanejos.

Capítulo a capítulo, vemos desfilar episódios marcantes que nutriram as histórias repassadas dos ancestrais da primeira metade do século XX, nas salas, varadas e bagaceiras de sítios e engenhos, dotes imorredores daquilo que praticaram coronéis, polícias e cangaceiros, desfilar de casos que apavoraram o imaginário social antes de chegar o tão propalado desenvolvimento da indústria moderna.

Enquanto escorrem das letras filmes desse acervo de rifles e punhais dos tempos em sobressalto, nas maldades dos Marcelinos, de Sabino, Antônio Silvino, Lampião, cenas horripilantes de crimes impunes dos dois lados do feudalismo em decadência, transcorria também a história do mesmo homem e das dimensões trágicas que carrega consigo na busca da perfeição.

Quando criança, ouvia, na escola, apenas o lado romântico das vitórias, nos acontecimentos históricos. Esse aspecto escabroso de cores amargas pouco aparecia na movimentação das tropas e dos confrontos. Achava até que o pior restava só na memória. No entanto ainda se anda longe dos dias de paz plena.

As versões escutadas pelo autor barbalhense, ora transmitidas através dessa obra literária que leio, atende às necessidades do conhecimento de assuntos ocorridos aqui por perto, lugares conhecido no desfilar dos calendários. As marcas cruéis da violência campeavam nas quebradas das serras, no meio dos marmeleiros das campinas esturricadas, nos brejos. Tiros, incêndios, cavalgadas, talhes de facões, medo, destruição, em época de ninguém obedecer aos ditames da Lei nas ações, fosse qual banda fosse que a executasse, casos típico dos fuzilados do Leitão, nos arredores de Barbalha, e do fogo das Guaribas, em Brejo Santo, para executar Chico Chicote.

Esse tropel de cenas guardadas pelo escritor transmite com maestria o panorama daquela fase rude que parece não ter fim diante das injustiças que pouco mudaram nos dias de hoje. A diferença mais forte, porém, é que as histórias tristes deixaram de ocupar as conversas noturnas das varandas brejeiras de sítios e fazendas, e repontam frescas na guerra aberta de extermínio a plena luz do dia nos programas televisivos dos horários de almoço da atualidade cangaceira.

Pesquisadores e brincantes conversam sobre Cultura Popular na URCA



O que é cultura popular? É o tema da roda de conversa realizada pelo Projeto “No Terreiro dos Brincantes” desenvolvido pela Universidade Regional do Cariri – URCA, através do Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC.

A roda de conversa acontecerá dia 03 de agosto (quarta-feira), às 19 horas, no Salão de Atos da URCA e contará com participação da Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará e coordenadora do Núcleo de Estudos Regionais da URCA , atuando nas áreas de Religião, Cultura Popular e Patrimônio Imaterial, Renata Marinho Paz; do dramaturgo, folclorista e pesquisador de cultura popular, Cacá Araújo; do pesquisador, artista/educador e integrante da União dos Artistas da Terra da Mãe de Deus, Jean Alex e da Mestra Mazé do Reisado Dedé de Luna.



A intenção do evento é propiciar uma aproximação entre os pesquisadores e os brincantes, além de possibilitar que o público tenha a oportunidade de escutar os próprios feitores da cultura popular.


O evento faz parte das ações de formação/vivencia dos monitores do Projeto “No Terreiro dos Brincantes”, além deste momento que é aberto aos interessados no assunto. Os monitores terão ainda oficinas sobre noções de fotografia, filmagem, roteiro e produção cultural.


Essas são etapas preparatórias para a segunda edição do Projeto que visa produzir documentários de curta duração sobre cultura popular, os quais são disponibilizados na Internet e as escolas, pesquisadores e brincantes.


De acordo com a monitora do Projeto No Terreiro dos Brincantes, Alyne Feitosa esse é momento para aprofundar o conhecimento sobre cultura popular e ressalta a importância de reunir no evento o erudito e o popular para compreensão estética, artística e cultural do povo do Cariri.


Para o professor doutor Roberto Siebra, atual diretor do Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, essa roda de conversa possibilita que a universidade se aproxime do conhecimento valoroso das manifestações populares. Ele enfatiza que esse conhecimento é na maioria das vezes desprezado por uma elite intelectual.

domingo, 31 de julho de 2011

ARTES CÊNICAS NO CARIRI!!!



3ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
De 29 de outubro a 19 de novembro de 2011
Teatro Rachel de Queiroz - Crato-CE - e ruas do Cariri

Um dos maiores acontecimentos na área de artes cênicas do Ceará, que se consolida como incentivador e difusor da produção caririense, foi idealizado pelo dramaturgo Cacá Araújo, teve sua primeira edição em 2009, e hoje conta com a adesão de cerca de 30 companhias e grupos de teatro e de dança em atividade na região.

A terceira guerrilha foi contemplada no Edital Cultural do Banco do Nordeste, de quem receberá patrocínio. Também terá apoio da Prefeitura Municipal do Crato e buscará parceria da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará para onde encaminhará solicitação de patrocínio ao Fundo Estadual de Cultura - FEC.

Importante reunião foi realizada na tarde do último sábado, no Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE), oportunidade em que houve a primeira chamada de espetáculos para a programação do evento e 20 espetáculos de teatro e de dança foram indicados por diretores e produtores das diversas companhias presentes.

De acordo com o dramaturgo Cacá Araújo, a programação oficial será divulgada depois da segunda chamada de espetáculos, devido à necessidade de ajustes visando à contemplação de um maior número de grupos.

Rios brasileiros - Por José de Arimatéa dos Santos

Foto: José de Arimatéa dos Santos

A beleza dos rios brasileiros é incontestável e grande fonte de riqueza para todo o país. É também importante falar sobre a variedade de espécies de peixes e outros animais e plantas. Vale ressaltar o aspecto turístico que esses rios proporcionam. No Brasil inteiro encontram-se rios que com suas águas abastecem as populações de muita cidade e é grande o número de ribeirinhos que depende do rio para sua sobrevivência. Os rios brasileiros são cartões postais que deixam o país muito bem no cenário mundial.
Mas nem tudo são flores. A ganância de muitos e o despreparo da fiscalização ambiental de muitos anos estão a destruir os rios brasileiros. A garimpagem exacerbada e sem controle ambiental deixam os rios mais poluídos, além de esgotos domésticos e industriais sem nenhum tratamentos jogados no leitos dos nossos rios. Cito também a falta da mata ciliar que protege os rios e em muitos rios é necessário replantá-la e assim devolver essa proteção natural.
Está tramitando no Senado Federal o novo Código Florestal que trará a regulamentação quanto a mata ciliar e proteção de topo de morro e das nascentes de rios. Espero que os senadores e senadoras possam realmente pensar no presente e no futuro do Brasil no aspecto de defesa dos rios brasileiros. Os rios brasileiros precisam e urgentemente de uma melhor proteção para que toda a nação possa usufruir de sua riqueza de forma sustentável e respeitosa. Toda a natureza exuberante desse país verde-amarelo agradece.

Palestra sobre a política externa contemporânea dos EUA


Pelo Prof. Virgílio Arraes
(Catedrático de História da Universidade de Brasília - UNB)

Dia 1 de agosto de 2011 (próxima segunda-feira), as 19 horas
No Salão de Atos da URCA (Campus do Pimenta, Crato)

Promoção: Departamento de História da Universidade Regional do Cariri – URCA

Breve currículo do palestrante - O professor Virgílio Caixeta Arraes é graduado em história pela UNB, com mestrado e doutorado na mesma universidade. Tem título de doutor, obtido em 2005, com a tese "Relações internacionais da Santa Sé: da fragilidade à busca de autonomia". É especialista em Relações Internacionais contemporâneas e política externa do Brasil. Foi consultor do Exército Brasileiro no estudo prospectivo "Construção de cenários para o ano 2.030” e assessor de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, em 2006 e 2007. É consultor do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Possui 103 trabalhos publicados em revistas especializadas, 155 matérias veiculadas em jornais e periódicos e cinco livros publicados. Foi orientador de várias teses de mestrado e cinco de doutorado na UNB.




sábado, 30 de julho de 2011

Encerramento da temporada "As Travestidas"















ENGENHARIA ERÓTICA

Segunda noite e mesma emoção repetida: brilho e verdade. O público cativo e mais aqueles que não deixam de se surpreender com as histórias de vida e com a volta por cima das travestis.














DJ FABINHO – nada de bate estaca repetitivo!

Muita inventividade e criatividade aproveitando as batidas tradicionais das boates em músicas com muita brasilidade.
O sambinha Eu bebo sim... levou todo mundo à loucura.


















VERÒNICA DECIDE MORRER - Incrível show de rock!

 A diva Verònica Valentino sobe ao palco com todo o gás e com interpretações que aliam força e teatralidade. Sua voz poderosa e sua presença magnética conquistaram imediatamente o público do Terreiro da Mestra Margarida. Era uma galera que vinha do Engenharia Erótica somada aos que já tinham curtido o show da banda na noite anterior na cidade do Crato, com quem tinha ficado desde a apresentação de Avental Todo Sujo de Ovo, com quem veio exatamente ouvir músicas como: Negro Gato, Não serve pra mim, Papai me empresta o carro, Ilegal, imoral ou engorda – e nesta hora, antes de começar a cantar, ela pediu um cigarro pra alguém na platéia. Muita gente bonita dançou e fotografou muito e quem quis ou não quis, dançou muito, porque não dava pra ficar parado de jeito nenhum! Fechamos com chave de ouro as três noites das Travestidas no SESC Juazeiro.

Programa Cultura SESC Cariri

(88) 3587 1065 (SESC Juazeiro)

(88) 3523 4444 (SESC Crato)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A EDUCAÇÃO NO PLANETA AQUARIUS

Luiz Domingos de Luna*

Outro dia fui convidado a retornar, ao meu planeta natal – Aquarius, como de sempre, peguei a nave e embarquei nem liguei mais para o processo de desintegração, matéria, energia, matéria escura, buracos negros, galáxias, quasares, velocidade, acelerador de partículas, motor de regressão de gravidade.

Como já estou acostumado com as mutações existenciais do universo paralelo, fiz desta vez uma viagem tranqüila e segura, vez estar desintegrado em íons imantados a um grande imã sem prejuízo molecular para minha reintegração material em Aquarius, ao entrar na nossa galáxia Atenas, nem ao som do ruído do redutor gravitacional me foi motivo de preocupação inicial á viagem.

Aos procedimentos, já bastante expostos na série aquarianos, fui convidado a participar da plenária. O Tema: A Educação no Planeta Aquarius, sentei na minha cadeirinha como de costume, o telão girava em 3D, eu nessa altura, já com um calafrio psicológico muito forte, na verdade somente uma forma pedagógica de explicar a situação aos humanos, vez em Aquarius a matéria inexiste, assim a plenário lotado a esperar o conferencista que chegou muito entusiasmado.

Eu como de costume já fui ficando desconfiado, pois em Aquarius não existe emoção o conferencista saudou a todos e abriu a conferência com a praxe de sempre, ao mérito, foi logo expondo: no universo o único planeta que não tem a educação sistemática é Aquarius somos os melhores em computação gráfica, em cibernética, dominamos todo o universo possível da tecnologia, mas ainda não temos um projeto educacional, creio isto ser um ponto negativo para a nosso soberania no espaço sideral, assim para a nossa superioridade intelectual seria oportuno para nós termos a melhor educação do universo.

Nós chegaríamos à perfeição. – Correto? Um colega lá na última fila indagou: - a educação é um valor básico na sociedade, mas tem um problema – o conferencista em aparte – Qual? -A educação é um bem durável e depende do fator tempo, vetor existencial que não existe em Aquarius, - isto tem solução – mas tem outro – uns conseguem aprisionar o conhecimento com mais facilidade e outros não. - Como assim? : É que a educação de qualidade plena depende da qualidade social, - O que é esta qualidade social - É todo infraestrutura social e econômica que deve existir para que o aluno saia de sua casa escola para escola apto a aprendizagem, pois, não tendo esta oportunidade igual para todos, os aptos aprendem e os não aptos não. Tendo esta qualificação social plena, a educação tem um fim comum de oportunidades a todos ?- Sim com certeza.

Chamem o projetista – O Projetista fez o esboço da Escola, quadro funcional, currículo e na verdade expôs tudo em detalhes minuciosos, com uma didática perfeita. A platéia aplausos geral para o projetista. Eu como sempre desconfiado de tanta emoção vez isto não existir em Aquarius. O Conferencista disse: Tudo aqui é baseado unicamente no mérito, somente no mérito. Nada pode esta acima do mérito, o mérito é quem vai definir a nossa educação- Certo – a Plenária aplaudiu geral uma verdadeira festa em Aquarius.

O sábio lentamente levantou de sua cadeirinha encarou bem o conferencista e indagou - o Mérito de quem mesmo? Do professor-Algum problema? Não é que eu pensei que o Mérito seria do aluno – Como aluno? Você sabe bem que em Aquarius a prioridade é a política e a educação com mérito para o professor – você sabe que em Aquarius não existe aluno. nem tão pouco aprendiz, muito menos esta qualidade social. E o mérito do aluno, e a qualidade social – quis saber o sábio – conferencista, isto a gente pensa depois, - depois quando? Quando a gente deixar o poder, será uma cobrança nossa.
Entendeu
-Não
Alguma dúvida
-Todas
Mas é assim que a coisa funciona.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora –Ceará.

Reedições de livros caririenses - Emerson Monteiro


Neste primeiro semestre de 2011, foram reeditadas pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, em parceria com as Universidades Federal do Ceará e Regional do Cariri, algumas das obras do escritor cearense J. de Figueiredo Filho, emérito historiador que viveu em Crato e desenvolveu atividades intelectuais de larga repercussão pelo País inteiro, sendo um dos fundadores do Instituto Cultural do Cariri ao qual pertenço.

Avô de dois dos meus amigos, Tiago e Flamínio Araripe, conheci o Prof. Figueiredo Filho quando ele proferira notável discurso por ocasião da vinda a Crato, em 21 de junho de 1964, do Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, no Dia do Município cratense. Ao pleno sol quente das 11h no céu aberto da Praça da Sé, Figueiredo falou a imensa plateia e palanque lotado de autoridades, durante meia hora, repassando os detalhes da epopeia do Cariri. Senhor do assunto e respeitável pesquisador das nossas origens libertárias cumpriu a valer seu ofício. Isto numa fase em que o Brasil afundava nos porões da ditadura que permaneceria no poder mais de duas décadas, com sérios danos às liberdades civis e aos direitos humanos, preço pago das modernizações econômicas que varia o mundo naquele tempo para instalar a globalização dos dias atuais.

Depois, já pelos idos da década de 70, frequentei a sede do ICC, na Rua Miguel Limaverde, instalada na sala principal da residência do historiador, com quem conversava boas horas e de quem adquiri o gosto pelos estudos caririenses bem a seu modo e dedicação.

Agora recebemos sete dos seus livros, reeditados em momento oportuno, para as novas gerações, através das Edições UFC, série Memória, da Coleção Nossa Cultura. Engenhos de Rapadura do Cariri, Folguedos Infantis do Cariri, os quatro volumes de História do Cariri e Cidade do Crato (este com Irineu Pinheiro) ganharam outra publicação como parte de dez títulos que enfocam a história e os costumes do Cariri.

Além desses, também mereceram novas edições Efemérides do Cariri e O Cariri, seu descobrimento, povoamento, costumes, de Irineu Pinheiro, e Juazeiro do Padre Cícero, de Floro Bartolomeu da Costa.

São trabalhos emblemáticos da civilização caririense, motivos autênticos da preservação de nossas tradições e valores, os quais, ao lado de outros ainda adormecidos, demonstram a profundidade que caracteriza a alma desta gente que iniciaria com sucesso a colonização cearense, primeiro aqui estabelecida e só então desenvolvida junto do litoral.

A Urca será federalizada? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Há poucos dias, o competente escritor e historiador Armando Rafael escreveu em sua coluna semanal: "Dilma Rousseff cria a Universidade Federal do Cariri. Juazeiro do Norte, justificadamente, fica com a sede por dois motivos: é a cidade onde está localizado o maior campus da UFC (na 3ª fase de expansão, enquanto o de Ciências Agrárias, em Crato, sequer foi concluído) e o campus que detém o maior número de cursos em funcionamento. Meses depois, a Urca é encampada pela Universidade Federal do Cariri. Crato fica com o Campus do Pimenta como prêmio de consolação..."

Mas está claro que a federalização da URCA é a vontade do Sr. Governador. Há a desculpa esfarrapada de que um Estado pobre como o Ceará não possui condições de manter três universidades.

Seria bom que se verifique a veracidade de alguns comentários que circularam pela cidade quando da criação da URCA, há quase vinte e cinco anos. Como todos sabem, a URCA somente foi viável pela cessão feita pela Diocese do Crato do acervo, cursos, prédios, bibliotecas, e outros bens que pertenciam à nossa diocese. A condição estabelecida naquela oportunidade pelo então Bispo Dom Vicente Matos era de que a doação do acervo estaria condicionada à sede da URCA (Reitoria) e muitos dos seus cursos ficarem no Crato.

Gostaria que o amigo Armando verificasse esse detalhe, consultando nos registros da Diocese, se o contrato de encampação realmente possui essa cláusula. Acredito que o padre Gonçalo poderá esclarecer sua existência. Se assim for, eis aí um ponto de apoio para os cratenses lutarem para que nossa terra não venha mais uma vez ser derrotada em suas pretensões. É importante que todos os cratense vistam a camisa do Crato e entrem logo em campo para que tal objetivo seja alcançado.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A Urca será federalizada? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Há poucos dias, o competente escritor e historiador Armando Rafael escreveu em sua coluna semanal: "Dilma Rousseff cria a Universidade Federal do Cariri. Juazeiro do Norte, justificadamente, fica com a sede por dois motivos: é a cidade onde está localizado o maior campus da UFC (na 3ª fase de expansão, enquanto o de Ciências Agrárias, em Crato, sequer foi concluído) e o campus que detém o maior número de cursos em funcionamento. Meses depois, a Urca é encampada pela Universidade Federal do Cariri. Crato fica com o Campus do Pimenta como prêmio de consolação..."

Mas está claro que a federalização da URCA é a vontade do Sr. Governador. Há a desculpa esfarrapada de que um Estado pobre como o Ceará não possui condições de manter três universidades.

Seria bom que se verifique a veracidade de alguns comentários que circularam pela cidade quando da criação da URCA, há quase vinte e cinco anos. Como todos sabem, a URCA somente foi viável pela cessão feita pela Diocese do Crato do acervo, cursos, prédios, bibliotecas, e outros bens que pertenciam à nossa diocese. A condição estabelecida naquela oportunidade pelo então Bispo Dom Vicente Matos era de que a doação do acervo estaria condicionada à sede da URCA (Reitoria) e muitos dos seus cursos ficarem no Crato.

Gostaria que o amigo Armando verificasse esse detalhe, consultando nos registros da Diocese, se o contrato de encampação realmente possui essa cláusula. Acredito que o padre Gonçalo poderá esclarecer sua existência. Se assim for, eis aí um ponto de apoio para os cratenses lutarem para que nossa terra não venha mais uma vez ser derrotada em suas pretensões. É importante que todos os cratense vistam a camisa do Crato e entrem logo em campo para que tal objetivo seja alcançado.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

quinta-feira, 28 de julho de 2011

CABARÉ DA DAMA – Uma Flor de Dama que desabrochou!



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O conto do gaúcho Caio Fernando Abreu, Dama da Noite, extraído do livro Os Dragões Não Conhecem o Paraíso e dedicado à escritora Márcia Denser foi maravilhosamente bem encenado por Silvero Pereira. A encenação desta noite foi a de número 300 e consolida 10 anos de pesquisa e oito, de apresentações que foram evoluindo no formato e na performance. No início, a peça concentrava-se apenas no texto de Caio e se chamava Uma Flor de Dama, nos últimos tempos foi inserido ao espetáculo shows de transformistas dublando divas da música pop nacional e internacional (todas foram excelentes e animaram e deslumbraram a platéia): Amy Winehouse, Lady Gaga, Preta Gil, Adèle ... e ganhou o nome que tem hoje. É esse clima de boate gay que impera na primeira parte que tanto encanta quanto  desnorteia o público, quando na sequencia, vemos a personagem que se senta e dialoga com um interlocutor que é descrito como um rapaz jovem de furo no queixo que está inserido na “roda” onde ficam aqueles que são aceitos, que não são marginalizados. O discurso vai da paquera à fúria ao escracho ao humor ao drama à ofensa à euforia à poesia: “Gosto de quem eu sou, não do que eu faço, porque escolhi ser quem eu sou”. O público vai sendo conquistado e levado a refletir sobre a condição do outro e a olharem mais atenciosamente à sua própria condição nesta vida. Um triunfo de apresentação!

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(Momento da homenagem a Silvero Pereira pelas "Travestidas")

E amanhã, no mesmo horário, é a vez de Engenharia Erótica.

Texto de Elvis Pinheiro.

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Programa Cultura SESC Cariri
(88) 3587 1065 (SESC Juazeiro)
(88) 3523 4444 (SESC Crato)

BATE-PAPO SOBRE CULTURA NA URCA