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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Faleceu o advogado e bancário aposentado Hélio Teles Pinheiro



Faleceu o bancário aposentado do Banco do Brasil e advogado cratense Hélio Teles Pinheiro, filho de Gilberto Dummar, saudoso radialista, que se notabilizou como um dos apresentadores do programa Juca e Jeremias, pela Rádio Araripe do Crato, e Dona Ester. Hélio cresceu sob as sombras dos oitizeiros do antigo Parque Municipal, hoje Praça Alexandre Arraes, no bairro do Pimenta, em Crato, quando, na adolescência, integrou os movimentos artísticos cratenses e participou dos lendários festivais da canção que ocorreram em Crato na década de 1970.  

Funcionário aposentado do Banco do Brasil e advogado militante, também conhecido, entre os amigos mais próximos, pelo carinhoso apelido de “Manga Rosa”, devido à cor de sua face, - era uma pessoa que amava a vida em toda sua plenitude. Violonista, era um boêmio que alegrava os ambientes que frequentava, como o Restaurante Guanabara (O Neném) e, ultimamente, o Cantinho do Pimenta.

Pessoa amiga e amável, caridosa e prestativa, sempre tinha uma palavra de apoio e de carinho para com os seus interlocutores. Nos últimos anos, passou a frequentar assiduamente o Terço dos Homens, que acontece todas as quintas-feiras na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no bairro do Pimenta, em Crato.

O seu exemplo de pessoa íntegra, honrada e ética foi motivador da construção de um enorme leque  de amizades sinceras e perenes. Portanto, sua partida desta dimensão física, deixa uma profunda tristeza e uma imensa saudade em todos aqueles que tiveram o privilégio do seu convívio. 

Jaquelina Rolim – Uma visão além dos olhos



Deficiente visual, massoterapeuta, fotografa e presidenta do Centro Educativo do Cariri de Apoio as Pessoas com Deficiência Visual - CEC, Jaquelina Rolim de Oliveira consegue enxergar além do seu umbigo e diz que qualquer deficiência só tem dificuldade quando não existe acessibilidade e acrescenta que não se admite a inclusão social sem o acesso à formação pessoal e profissional.

Alexandre Lucas – Quem é Jaquelina Rolim de Oliveira?

Jaquelina Rolim - Sonhadora com um mundo igualitário onde “ser diferente é normal”. Com baixa visão decorrente da perda gradual da visão na área central da retina, luto por uma sociedade justa e inclusiva, sem indiferença e com melhorias de vidas. Humilde serva de Deus com fé para enfrentar os desafios do dia a dia crendo na vitória.

Alexandre Lucas – Como teve inicio seu contato com a fotografia?

Jaquelina Rolim - Lendo alguns livros do fotógrafo cego EvgenBavcar despertou em mim o interesse pela fotografia.Espelhada no seu exemplo de superação decidi ir além dos meus limites e entrar no universo da arte.O primeiro contato foi no curso de fotografia ministrado pela professora Nívea Uchôa no SENAC Crato-CE.

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Jaquelina Rolim - Comecei a fotografar a partir das experiências adquiridas no curso básico de Fotografia Digital, promovido pelo SENAC do Crato – CE e após fazer o curso de aperfeiçoamento, ministrado pelo renomado professor e profissional de fotografia, Dimang Kon Beu, radicado em Minas Gerais.

Alexandre Lucas - O que você gosta de fotografar?

Jaquelina Rolim - Prefiro registrar imagens do dia a dia que muitas vezes passam despercebidas para a maioria das pessoas. Imagens de lugares, pessoas e situações que nos remetem a sensações de tranquilidade, quietude e vida.

Alexandre Lucas - Você acha que a fotografia é um instrumento político?

Jaquelina Rolim - Com certeza. A fotografia apresenta e denuncia situações de lugares e pessoas no seu cotidiano.

Alexandre Lucas – Você tem deficiência visual e é fotografa. Quais as dificuldades?

Jaquelina Rolim – Qualquer deficiência só tem dificuldade quando não existe acessibilidade. As melhores câmaras digitais ainda não oferecem acessibilidade completa, sendo a principal dificuldade encontrada.

Alexandre Lucas – Os deficientes visuais criaram o Centro Educativo do Cariri de Apoio as Pessoas com Deficiência Visual e você é a presidenta. Qual a função desse Centro?

Jaquelina Rolim - O CEC é uma Associação de Utilidade Pública, sem fins lucrativos.
Objetiva se estabelecer na região do Cariri, como referência na prestação de serviços de apoio para pessoas com deficiência visual. Através da educação, cultura e lazer oferece atendimentos de formação com reforço escolar, atendimentos psicológicos, oficinas de música, teatro, dança, gastronomia, esporte, cursos de braille, informática, esculturas em argila, fotografia entre outros.
Não se admite a inclusão social sem o acesso à formação pessoal e profissional. Esse é o caminho para alcançar o sucesso.

Alexandre Lucas – Quais as principais bandeiras de lutas dos deficientes visuais do Cariri?

Jaquelina Rolim - Inclusão no mercado de trabalho, acessibilidade na educação e em ambientes culturais com a presença de um profissional audiodescritor.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Jaquelina Rolim - Continuarei com a Exposição Fotográfica Olhar do Coração. Em parceria com o CEC lutando pela inclusão. Estaremos na Expocrato 2012 com stand mostrando nossa proposta e acolhendo os deficientes.

Contatos:

Jaquelina Caldas Rolim de Oliveira
E-mail: jmjkea1@gmail.com

Exposição Fotográfica Olhar do Coração
www.olhardocoracao.com
E-mail: olhardocoracao@gmail.com

CEC
www.cecariri.com
E-mail: ceccariri@gmail.com

domingo, 15 de abril de 2012

Conservação do solo - Por José de Arimatéa dos Santos


José de Arimatéa dos Santos
Um planeta que a cada dia aumenta o número de habitantes precisa de mais alimentos para o consumo. E nisso é óbvio o aumento da produção de mais alimentos, mas com o devido cuidado com o solo. E infelizmente dentro de uma visão capitalista muitos não querem respeitar os princípios básicos de respeito a natureza e seus recursos.
E o solo é um dos mais importantes nesse processo. O que vemos é o avanço da agricultura e pecuária, principalmente o chamado agronegócio, em áreas de florestas. Desmata para o cultivo da monocultura e/ou da criação de gado em grandes extensões, além de desalojar populações indígenas e se instaura um clima de violência e hostilidades no campo. Quero ressaltar que é necessário o bom senso e a exploração dos recursos naturais de forma mais equilibrada e sempre a respeitar os ditames da natureza
O Brasil possui grandes áreas agricultáveis e com um solo de primeiríssima qualidade que devem ser explorados para a produção de alimentos para os brasileiros e para a exportação. Isso é uma verdade inquestionável, mas é necessário que essas exploração seja de uma maneira que respeite os limites do solo e seus ciclos de produção.
O homem é inteligente e deve usar essa inteligência na conservação do solo e nos cuidados básicos de não poluí-lo com agrotóxicos. Vale ressaltar que já há no mundo uma vertente de só se alimentar com alimentos limpos e sem nenhum tipo de agrotóxico químico. Os alimentos ditos orgânicos estão a começar a ganhar as mesas do mundo de forma mais forte e nisso se passa o verdadeiro cuidado com o solo. O solo bem cuidado significa a riqueza no presente e futuro e a certeza do fim da fome no mundo.
Todos os cidadãos brasileiros devem analisar e observar que a conservação do solo representa a real importância para o futuro do Brasil e do mundo por ser um dos maiores celeiros de produção de alimentos e que essa produção seja de forma que mantenha sempre o solo saudável e pronto para se produzir mais e com melhor qualidade sempre.
15 de abril - Dia Nacional da Conservação do Solo 

A Carroça de Mamulengos - Emerson Monteiro

Um clã organizado que viaja o Brasil produzindo arte popular através de espetáculos circenses, eis o retrato resumido dessa trupe de artistas formada de irmãos da mesma família para festas de intensa alegria, músicas e cores, mostradas em praça pública, revivendo no palco das ruas e praças do Cariri as boas noites do que oferece silenciosa felicidade, aos olhos brilhantes de crianças atenciosas ao novo que recebem.

O prenúncio desse grupo de artistas remonta 1975, em Brasília, quando seu idealizador, Carlos Gomide, trabalhava de junto do diretor de teatro Humberto Pedrancini, em outro grupo chamado Carroça. Ano seguinte e conheceria o espetáculo Festança no reino da mata verde, do Mamulengo Só Riso, assim reforçando o gosto pelo teatro de bonecos.

Em 1978, Carlos conheceu Antônio Alves Pequeno (Antônio do Babau), mestre brincante paraibano da cidade de Mari, buscando-o em 1979 para desenvolver o aprendizado nos espetáculos dos bonecos. Um ano e meio de convivência seria o suficiente para o discípulo estruturar o conjunto de bonecos da mesma brincadeira e receber permissão do mestre para levar adiante a tradição milenar em viagens pelo País, isto que vem informado no site do grupo na Internet.

Em 1982, ainda no Distrito Federal, se incorporou ao elenco das peças a teatróloga Schirley França, futura esposa de Carlos Gomide, de cuja relação nasceriam os oitos filhos do casal que compõem a base atual da caravana artística que nos visita: Maria, Antonio, Francisco, João, Pedro, Mateus, Luzia e Isabel.

Na melhor qualidade desses espetáculos, em turnê patrocinada dentre outros pela Petrobras, a Carroça de Mamulengos alimenta o encanto da arte espontânea dos terreiros, feiras e festivais, essência natural das manifestações coletivas de cunho popular, o que traduze em termos presentes os primórdios da Grécia mais antiga, naquilo que chamaram ditirambo, fonte arcaica do teatro moderno e do cinema industrial.

Desta maneira, revivem sonhos e vivências comunitárias em ações plenas de música, dança, jogos, diversões, folguedos, confraternização, força pulsante dos universos da beleza inesperada, isso diante da tecnologia artificiosa destes dias massificados da artificialidade vendida aos borbotões nos vídeos distanciados da gente.

Nossos votos de boas vindas e sucesso à Cia. Carroça de Mamulengos nas cidades do Cariri que desfrutam a luminosidade dos instantes mágicos que traz ao povo.

TV Chapada do Araripe está de Cara Nova e prepara programas semanais de Entrevistas e Shows


Novidade no Ar...




A TV Chapada do Araripe ( Antes referenciada como TVCrato ) é uma coleção crescente de vídeos, reportagens, entrevistas e apresentações musicais direcionadas a mostrar a Arte, Cultura e a Informação na região do Cariri Cearense. Estamos trabalhando atualmente no sentido de disponibilizar novos programas semanais, que estrearão em breve. O novo site abriga as produções da WEB-TV Chapada do Araripe exibidos ao longo de vários anos, e pode ser acessado pelo link: www.tvchapadadoararipe.com

Veja as novas vinhetas da TV Chapada do Araripe:

Uma das novas vinhetas do canal:



Vinheta do Programa "DM STUDIO", que está em fase de pré-produção:



Já está em fase de pré-produção o mais novo programa da TV Chapada do Araripe, o "DM STUDIO", apresentado pelo pianista Dihelson Mendonça, o programa será mais que um Talk Show; Trará toda semana um convidado para entrevista, reportagens sobre os assuntos que foram destaque durante a semana no Cariri, no Brasil e no Mundo. Em breve!

Dihelson Mendonça
Administrador do Sistema Chapada do Araripe de Comunicação

www.tvchapadadoararipe.com
www.radiochapadadoararipe.com
www.chapadadoararipe.com ( Portal de notícias do cariri )
www.blogdocrato.com ( o maior acervo do Crato na Internet )
www.filhoseamigosdocrato.com ( Comunidade do Crato no facebook )

quinta-feira, 12 de abril de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

CIA. CEARENSE DE TEATRO BRINCANTE NO 15º PALCO GIRATÓRIO DO SESC


Cia. Cearense de Teatro Brincante
15º Festival Palco Giratório do SESC
Fortaleza-Ceará 



"A DONZELA E O CANGACEIRO"
Texto e Direção de Cacá Araújo
Música de Lifanco


11.Abril.2012 - 20h
Teatro SESC Emiliano Queiroz 


SINOPSE:
A ambição desmedida do homem rico, a ganância cruel do norte-americano e a trama infernal vinda das trevas ameaçam o Sítio Fundão, importante reserva ecológica brasileira. As forças do mal, lideradas pelo Bode-Preto, entram em disputa ferrenha pelo domínio da área, mas são enfrentadas pela legião do bem, comandada pela Caipora, deusa protetora da natureza. Somente o amor pode salvar o sítio da destruição total. Um enigma, proferido pela esfinge de Seu Jefrésso, contém o segredo capaz de restabelecer a paz e a harmonia. Donzela Flor, símbolo de pureza, precisa ser desencantada. O cangaceiro Edimundo Virgulino, valente e destemido, luta com bravura para salvar o sítio e conquistar o coração da donzela.


ELENCO: 
Mateus (Cacá Araújo), Catirina (Françoi Fernandes), Pafúncio Pedregôso e Seu Jefrésso (Franciolli Luciano), Cafuçú (Paulo Henrique Macêdo), Feiticeira Catrevage (Jonyzia Fernandes), Vicença (Joseany Oliveira), Dona Colombina (Rosa Waleska Nobre), Donzela Flor (Charline Moura), Caipora (Orleyna Moura), Troncho Sam (Márcio Silvestre), Edimundo Virgulino (Paulo Fernandes), Bode-Preto (Joênio Alves). 

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"A COMÉDIA DA MALDIÇÃO"
Texto e Direção de Cacá Araújo 
Música de Lifanco


12.Abril.2012 - 20h
CUCA Che Guevara


13.Abril.2012 - 19h
Praça da Juventude da Serrinha


14.Abril.2012 - 17h
Praça da Juventude do Bom Sucesso


SINOPSE:
Num pequeno povoado do interior nordestino, a linda jovem Ana Expedita, louca de paixão pelo Vigário Felizberto, vale-se de uma infalível simpatia para conquistar o coração do amado: serve-lhe café coado no fundo da calcinha. Com ele amancebada, é condenada à terrível maldição de virar Mula-sem-cabeça. 

Sabendo da desgraça da filha, a rica Viúva Fantina encarrega os homens da cidade da tarefa de descobrir como desfazer o encantamento e ganhar muita riqueza. É aí que o cachaceiro Tandô, antigo namorado da viúva, se transforma em herói. Mas a menina não podia ver batina e...

ELENCO: 
Vigário Felizberto (Márcio Silvestre), Ana Expedita (Jonyzia Fernandes), Tandô (Cacá Araújo), Irmã Francilina e Ladra (Charline Moura), Beata Carmélia (Joseany Oliveira), Cibita (Lorenna Gonçalves), Zulmira e Leide Zefa (Rosa Waleska Nobre), Dono da Bodega (Paulo Fernandes), Fotógrafo Jorjão (Paulo Henrique Macêdo), Viúva Fantina (Orleyna Moura), Mãe Luzia (Joênyo Alves), Violeiro (Lifanco), Brincante da Mula (Josernany Oliveira), Padre Sebastião (Franciolli Luciano). 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Auci Ventura - A artista de Cara pro mundo




Compositora, pesquisadora, educadora, cantora e "viajada". Auci Ventura se contagiou pela música ainda na infância, a partir das cantigas das brincadeiras de criança. Para a artista “é chegada à hora da reeducação do ouvido, de aprender e ensinar com prazer, abrir o caminho que devemos trilhar na descoberta dos sons. A propósito, o que deve fazer de todos nós, ouvintes atentos do nosso meio ambiente”. Uma artista preocupada com o mundo e com o conteúdo da sua musicalidade.

Alexandre Lucas - Quem é Auci Ventura?

Auci Ventura - Uma pessoa comum que ousa sobreviver daquilo que mais gosta de fazer: CANTAR, que acredita em Deus, gosta de privacidade e de silêncio, amante incondicional da paz e da justiça!
Detesta pessoas desonestas e abomina qualquer tipo de violência, assim como, todo e qualquer tipo de preconceito. Uma pessoa que separa seu lixo a mais de 30 anos e que acredita nessa atitude para ajudar o planeta.

Alexandre Lucas - Como se deu seu contato com a Música?

Auci Ventura - Acho que se deu meio que por acaso, desde criança por volta dos 7 anos nas brincadeiras de calçadas, era muito comum nos anos 70 as cantigas de roda do universo infantil aqui no Cariri.
Aos 8 anos fiz minha primeira apresentação no rádio, com Senhor “Eloia”, aos 9 já estava em São Paulo, aos 16 fiz minha primeira música, (toquei meus primeiros acordes no violão), fiz teatro. Aos 20 já cantava profissionalmente, aos 24, graduada em Educação Artística. O tempo voa kkkkkk.

Alexandre Lucas - Como Caracteriza sua Musicalidade?

Auci Ventura - Como uma propriedade natural inerente a meu ser, que tem por necessidade expansão e divisão. É inquietante e sempre em busca de novas emoções, advindas do universo de sons naturais e artificiais do todo existencial.

Alexandre Lucas - Qual a diferença em tocar em barzinhos e palcos?

Auci Ventura - Palcos Alternativos= Público pré selecionado, convocado.
Barzinhos = Público Livre e diverso (muda só o público, o trabalho em si para mim é igual). O que me importa é mostrar o trabalho, amo todo tipo de público de leigos a críticos.

Alexandre Lucas – Você compôs uma música de protesto contra a Indústria Cultural, qual sua análise das músicas tocadas nos veículos de comunicação de massa?

Auci Ventura - Já fiz várias musicas de protesto, principalmente nos anos 80, a que fiz atualmente trata de questões urgentes da contemporaneidade, lamentavelmente a música tocada para o grande público é de uma qualidade de enlatados para consumo imediato, ainda bem que são descartáveis, não permanecem.
A indústria cultural de enlatados artísticos, lança sem análise qualitativa seus produtos para um público alienável, sem educação auditiva que se condiciona com facilidade pela execução exagerada que a mídia propicia através dos jabás, que dá no que dá: LIXO!

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre Arte e Política?

Auci Ventura - A Arte está para Política, assim como o farol está para escuridão! É o Norte que dirige o olhar através das diferentes expressões para o acerto final. Que ousa, contesta e segue em frente adaptando-se as diferentes marés sejam cheias ou mansas, que percebe o movimento e cria estratégias para mudar o absurdo.

Alexandre Lucas - Qual a sua percepção sobre a musicalidade produzida na região do Cariri?

Auci Ventura - O Conceito de Musicalidade e Musicalidade Cariri:O que tenho a acrescentar nesse sentido, é que de fato são poucos os artistas da região que mostram em seus trabalhos musicais, elementos dessa musicalidade regional, o que de fato na verdade não tem nada de excepcional em sua estética formal. As referências históricas quanto à etnomusicologia local seguem os mesmo padrões de pesquisas antropológicas de diversas regiões do Brasil, o que afasta a idéia de ineditismo, exceto pela corrente gonzagueana que já faz parte do movimento modernista. Não quero aqui desmerecer os talentos regionais, que alias cito com muito carinho na pesquisa. Apenas quero focar no que realmente ficou na memória.
Tenho percebido através do Teatro, da literatura e das artes visuais produzidas no Cariri, uma representação mais fiel dos caracteres da cultura cariri, a música ainda deixa muito a desejar, mesmo porque em sua origem primitiva, o registro que temos de partituras chega a ser melodias enfadonhas e sem graça. (Auci Ventura apresentou a monografia com o tema: “MUSICALIDADE CARIRI:” UMA PROPOSTA EM ARTE – EDUCAÇÃO)

Alexandre Lucas - Quais os seus próximos trabalhos?

Deixo aqui um pouco do meu momento, que é de muito isolamento e concentração, entre Chapada do Araripe (Silêncio) x Urbanidade perturbada (Barulhos Urbanos), estou no limite, penso em dar uma volta novamente pelo mundo e levar um pouco da escola que pratiquei aqui para outros territórios do planeta. internacionais e nacionais. Me preparando para qualquer proposta descente. kkkk!!!!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

OVERDOSE DE ALEGRIA E MARAVILHOSOS ESPETÁCULOS!


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Vi Macunaíma na Rua na Praça Padre Cícero e emendei com um Samba de Rosas no Terreiro da Mestra Margarida. Oh, Terrinha Boa! Essa do Teatro Patativa do Assaré, quase que caía nas Garras do Capa Bode de frente ao Rinoceronte. É um Pingado de Nós, é um Mistério da Cascata, é um Recorte Silvestre das Bodas de Arame. Isso é Teatro-Evento no SESC JUAZEIRO nessa noite de sábado para domingo num mês de março repleto de homenagens ao Teatro e com um público caririense empolgado por arte e diversidade.

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Ivan Timbó, Felipe Casaux e Vitoriano com a “Turnê cearense”, encheram de muito ritmo o primeiro momento musical do OVERDOZE no SESC JUAZEIRO. Depois foi a vez do Dj Xamex e João do Crato que transformaram a noite de sábado em uma só harmonia.


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Overdoze: O Cariri unido pela arte e pela diversão!

O SESC JUAZEIRO foi palco de um dos eventos mais descontraídos do ano! Todas as tribos reunidas com a intenção de assistir excelentes espetáculos e shows. Não houve stress pra quem soube curtir a companhia dos conhecidos e amigos entre uma fila da peça teatral e a expectativa de uma apresentação musical. Mais uma vez a qualidade artística se alinhou ao entretenimento cultural.

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Programa Cultura SESC Cariri
(88) 3587 1065 (SESC Juazeiro)
(88) 3523 4444 (SESC Crato)

Cordel de Graça na Praça

Quem gosta de cordel? Os causos contados pelas poesias populares e impressos em livretos apresentam histórias possíveis e impossíveis de acontecerem. Mas também podem falar do Coletivo Camaradas, sobre a Arte ou sobre liberdade. Assim como também podem ser distribuídos na praça! E isto é o que vai acontecer no próximo dia 12 de abril, às 17 horas, na Praça Siqueira Campos, na cidade do Crato.

Os cordéis foram produzidos pelo Coletivo Camaradas, com o apoio do Ministério da Cultura, por meio do Prêmio de Literatura de Cordel - Edição Patativa do Assaré. Durante o lançamento haverá leituras musicadas e dramatizadas de poemas com Jean Alex, Mura Batista, Lilian Carvalho, Edival Dias e brincantes.

Você já pode ir pensando no que vai encontrar nos cordéis. Os títulos que serão lançados no dia 12 são os seguintes: Coletivo Camaradas (Mura Batista), Coletivo: Camaradas (Salete Maria), Quem são esses camaradas? (Nezite Alencar), A arte que humaniza (Adailton Ferreira), Quando a arte humaniza (Maercio Lopes), Libertando através da Arte (Mura Batista) e A brincadeira vai começar (Josenir Lacerda). Os dois primeiros são relançamentos de cordéis já publicados pelos autores.

Os livretos também serão distribuídos durante as ações do Coletivo Camaradas, nas escolas da região e em bibliotecas. Na segunda parte do projeto, a ser realizada em abril, estes sete títulos serão lançados em versão digital. Além dos já lançados em forma impressa, serão adicionados mais dois: A donzela e o cangaceiro (Cacá Araújo) e Auto do Caldeirão (Oswald Barroso).

Venha e conheça mais sobre o Coletivo Camaradas justamente em uma das expressões mais populares da arte: o cordel.

domingo, 1 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

SEMANA SESC DE ARTES CÊNICAS SESC JUAZEIRO

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SEMANA SESC DE ARTES CÊNICAS SESC JUAZEIRO
Segunda semana com apresentações de Teatro Infantil!

Juazeiro do Norte pôde conferir três apresentações que trouxeram beleza, inventividade e conscientização. Na tarde do dia 28/03, o Grupo Armadilhas Cênicas apresentou na Escola Maria Germano o Terreiro de Histórias que resgatou a arte das histórias contadas em voz alta, com muitos gestos e entonações acentuadas e usando narrativas de escritores consagrados como Clarice Lispector e Guimarães Rosa ao lado de causos de domínio popular. Na tarde seguinte foi a vez da Companhia Anjos da Alegria e Elos de Teatro encenarem o texto super original de Xico Abreu, O Cravo e a Rosa, que imagina as dificuldades que Cravínio enfrentou para namorar a descolada Rosidelma. Fechando as apresentações na tarde de sexta-feira, Dom Poder e a Revolta da Natureza, do Grupo Expressões Humanas de Fortaleza, que com muita música e entusiasmo chamaram as crianças do Teatro Patativa do Assaré a se rebelarem contra aqueles que poluam e destruam o meio ambiente.


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Programa Cultura SESC Cariri
(88) 3587 1065 (SESC Juazeiro)
(88) 3523 4444 (SESC Crato)

HOJE - Sexta-Feira, dia 30 - Dihelson Mendonça é entrevistado no Programa Cariri Encantado da Rádio Educadora do Cariri

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HOJE, Sexta-Feira, dia 30 de Março
Horário: 14:00
Rádio Educadora do Cariri
O programa pode ser ouvido pelo Blog do Crato ou qualquer site da Rede Blogs do Ceará que tenha o player da Rádio Chapada do Araripe - Ex. Cariricult, Cariricaturas, Blog do Sanharol, Beto Fernandes, etc, ou pelo site da Rádio Educadora:

www.radioeducadoradocariri.com

quinta-feira, 29 de março de 2012

Guto Bitu – Comicamente seco e poético





Se o cearense tem fama de humorista, Luiz Augusto Bitu não fica de fora dessa afirmação. Uma poesia nas estirpes marginal e bem humorada é uma das características desse poeta. Guto Bitu, esculpi, modela, desenha, pinta e escreve e diz que sua obra é “cercada do comportamento cearense, se divertir é básico pra mim, então isso se reflete no que eu faço. Já o urbanismo está em mim como as seqüelas de uma tuberculose, não posso retirar esse universo depois de ter passado tanto tempo inserido nessa fria realidade”.






Alexandre Lucas - Quem é Guto Bitu?

Guto Bitu - Luiz Augusto Bitu
É um tabuleiro sem peça
É um cheque mate as avessa
Na faculdade mental
É o cão soprando cal
Nas vistas de quem é cego
É o prego que entorta
Quando entra na parede
É um balanço de rede
É um rangido de porta
É uma folha que corta
A água que mata a sede
Luiz Augusto Bitu 10/11/09

Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Guto Bitu -Tento sobreviver de arte desde adolescente, mas faço arte e sou artista desde criança. Tive meus primeiros contatos reais com mundo profissional na arte depois da maior idade e após isso foi só encarar a coisa como minha própria vida e não uma mera profissão. Não gosto da palavra trabalho me cheira a algo maquinado, um esforço em vão para pessoas que não o merecem. Arte não é isso.

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Guto Bitu - Minha arte tem como maior influencia eu mesmo, já pensei muito sobre isso, sei que tem muita gente, cada um com a sua informação, para somar na minha arte, mas quem equilibra estas informações sou eu, aí é a diferença do verdadeiro artista (pessoa que leva a arte com profundidade) e aqueles que só copiam o que lhes inspira.

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Guto Bitu - Minha trajetória é algo que ainda começa, apesar de estar inserido no mundo da arte desde criança, mas para mim está apenas se iniciando e como todo início tem pouca coisa pra falar e muito mais a se observar. É por isso que insisto sempre em algo tão rebuscado para me expressar.

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?

Guto Bitu - Tenho medo de falar sobre política, pois não a vivemos na real e sim a politicagem, então nesse assunto estou fora, isso me parece mais com time de futebol. Sou um crítico social e comportamental esses universo só me serve como matéria prima e não como medida.
Não gosto nem de botar arte perto de política que é para não sujar a arte.

Alexandre Lucas - Você é um artista com forte preocupação ambiental?

Guto Bitu - Sempre fui e sempre serei.

Alexandre Lucas - Quais os trabalhos que você já fez neste sentido?

Guto Bitu - Tudo. Sempre tenho como preocupação a natureza que estou inserida.

Alexandre Lucas - Como surgiu a poesia na sua vida?

Guto Bitu - Como um desafio, de repente, embolada, martelando, galopando a beira mar. Via a poesia como iluminação, como dom e eu que era um reles mal aluno, não teria essa iluminação divina. Até o dia que me disseram: duvido que tu faças, fiz e tirei o primeiro e o terceiro lugar com as minhas respectivas primeira e segunda poesias escritas, com esse incentivo nunca mais parei, tenho necessidade de escrever, detesto ler, sei que é meio egoísta, contudo poesia é minha terapia e se tenho público é por que eles tem identificação com minhas inquietações.


Alexandre Lucas - Qual a importância de você ser membro da Academia dos Cordelistas do Crato?

Guto Bitu - A Academia pra mim é algo nostálgico, me faz lembrar mestre Elói, meu primeiro grande incentivador na poesia. Tento permanecer lá, apesar de minha vida irregular e cigana, com a missão, que a maioria lá abraçou: prosseguir com sonho de seu Elói e não deixar a nossa querida literatura de cordel morrer.

Alexandre Lucas - O humor e a urbanidade é uma das características do seu trabalho?

Guto Bitu - Acho que refletimos nossas realidades. Apesar de achar que no trabalho não exista humor, nem quando se é palhaço. Vejo minha obra cercada do comportamento cearense, se divertir é básico pra mim, então isso se reflete no que eu faço. Já o urbanismo está em mim como as seqüelas de uma tuberculose, não posso retirar esse universo depois de ter passado tanto tempo inserido nessa fria realidade.

Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?

Guto Bitu - Essa só vou poder responder se você substituir essa palavra trabalho, creio eu que queira dizer obra e isso só vou poder responder 30 anos depois de morrer.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Guto Bitu - Nenhum se tudo der certo, sombra e água fresca. Trabalho é pra escravo eu já me alforriei.

quarta-feira, 28 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

Dias 28 e 29 de abril de 2012 o SESC Juazeiro realiza o "Sertão OTAKU"


O Sertão OTAKU[1] é um evento voltado às novas tendências da cultura pop internacional, ou seja, tem como principal foco animes, mangás, HQ’s, tecnologia, videogames, filmes etc.
Desde 2009, o SESC Juazeiro vem oportunizando ao público em geral, ações voltadas às novas tendências da cultura pop mundial, onde os diversos campos das artes se relacionam numa atmosfera lúdica sem fronteiras, gerando diálogos entre mundos “aparentemente” bem distantes, como o mangá Japonês e o cordel nordestino.


O incentivo a leitura também é uma das grandes preocupações dentro desse projeto, que pela primeira vez publicará um Mangá (História em quadrinhos no estilo japonês) falando sobre a fundação da cidade de Juazeiro. O referido mangá foi feito por adolescentes juazeirenses que viram nessa forma de expressão, uma maneira diferente de contar a história da sua cidade. 


[1] A palavra otaku é um termo usado no Japão para designar um fã por um determinado assunto, qualquer que seja. No ocidente, a palavra começou a ser utilizada como uma gíria para rotular fãs de animes e mangás em geral, mas que agora também incorpora diversas manifestações da cultura Pop mundial como um todo.

sábado, 24 de março de 2012

3º Dia da Semana SESC de Artes Cênicas - Juazeiro

CÁRCERE: “LIBERDADE AINDA QUE TARDIA”
A platéia do Teatro Patativa do Assaré do SESC JUAZEIRO pôde prestigiar nesta noite de 24 de março ao depoimento de um artista sobre os caminhos da liberdade rumo ao melhor de nossos sonhos. Tem uma hora na peça que o personagem fala que todo mundo sonha em ser alguma coisa no futuro, mas que ninguém sonha em um dia ser presidiário. E tem outro momento que ele conta uma piada onde um desesperado se joga do 20° andar e que quando chega, em queda livre, ao décimo andar ele diz pra si mesmo: “Até aqui tudo bem”. Esse personagem é um pianista, preso por tráfico de drogas e que conta do tempo que passou, incentivado pelo seu tio, preparando-se para tocar piano, porque antes dele se aproximar de um piano, ele precisava estar pronto pra ele. Uma metáfora do tipo que diz: precisamos de ensaio pra ser livres ou que perdemos muito tempo nos preparando para sermos livres. Texto de Saulo Ribeiro  com intensa interpretação de Vinícius Piedade que deixou a todos, ao final, muito mais livres ou com algum gosto de liberdade na boca.

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Programa Cultura SESC Cariri
(88) 3587 1065 (SESC Juazeiro)
(88) 3523 4444 (SESC Crato)

sexta-feira, 23 de março de 2012

2° Dia da Semana SESC de Artes Cênicas - Juazeiro

A DONZELA E O CANGACEIRO: UMA HISTÓRIADE AMOR À NATUREZA

Um público de peso prestigiou a belíssima apresentação de A Donzela e o Cangaceiro, texto rimado e Direção acertada de Cacá Araujo, com figurino e maquiagem criativas e exuberantes de Joênio Alves (que faz o Bode, sobre o qual é feita uma incrível expectativa durante a história). As expectativas, aliás, são todas confirmadas e superadas pelo talento dos atores e pela beleza poética e dramática da narrativa. Mateu e Catirina são os mestres de cerimônia que abrem o espetáculo e antecedem a aparição dos dois caçadores, Pafunço e Cafuçu e da maléfica Catrevagem. Todos os personagens encantam e convencem. O feitiço lançado pela Caipora (foto) como vingança da Natureza por todo o mal que o caçador faz à selva transforma este cordel encenado num conto de fadas que lembra A Bela Adormecida. Este é um excelente exemplo de teatro engajado na luta pela valorização da cultura popular e do meio ambiente!

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Abertura da Semana SESC de Artes Cênicas - Juazeiro

MENINO FOTÓGRAFO

Sons e Imagens da religiosidade popular

Como é lindo o colorido das roupas desse povo que sabe dar cor e intensidade à vida, mesmo que ao redor reine a pobreza, a violência, a miséria e a ignorância. Com velas em punho, abrem as portas do teatro e vão buscar a platéia para uma procissão que os transportará para a dimensão limítrofe entre o imaginário e a religiosidade popular do cariri cearense. Entoando cantos em uníssono, em determinado momento as vozes ganham independência e o que era um único canto, torna-se uma mixórdia. Existe muita energia e alegria durante todo o espetáculo. A Salve Rainha é recitada por eles, desconstruída e reinterpretada e ganha uma identidade tão íntima que vem seguida da Lagarta Pintada. A Semana SESC  de Artes Cênicas começou com o pé de direito!

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