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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Geopark Araripe recebe Selo Verde, durante 5º Congresso Internacional da Unesco, no Japão


Será entregue durante o 5º Congresso Internacional da Unesco sobre Geoparks - o Geoparks 2012, que acontece de 12 a 15 de maio na cidade Shimabara Nagazaki, no Japão, o Selo Verde para o Geopark Araripe. O evento reúne representantes de geoparks do mundo todo e acontece no Shimabara Fukko Arena e no Mt Unzen Disaster Memorial Hall. Uma comitiva do Estado do Ceará participa da solenidade, composta pelo coordenador do projeto, Patrício Melo, Vice-Reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), e o secretário das Cidades, Camilo Santana.

O selo representa a aprovação dos projetos desenvolvidos pelo Geopak durante os primeiros quatro anos de criação, por meio da URCA. O projeto possui nove geossítios em seis cidades do Cariri e é o único nas Américas, sendo hoje importante impulsionador para que novos geoparks sejam criados no Brasil e países da América do Sul.

O secretário das Cidades destaca a importância da participação do Estado no evento, para integração de experiências. O selo representa a revalidação de todo o processo de elaboração e criação do projeto do Geopark Araripe, segundo Camilo, possibilitando o aval internacional da Rede Global de Geoparks, da Unesco.

De acordo com Camilo Santana, a participação no congresso também envolve palestras a respeito do Geopark por meio da coordenação e técnicos que estarão presentes nos debates. Ele afirma que será uma forma de fortalecer as parcerias, com apresentação do Geopark Araripe durante conferência.

O secretário destaca a realização de novos investimentos. Nesta nova fase serão aplicados cerca de R$ 7 milhões em projetos, numa parceria da Secretaria das Cidades com o Banco Mundial. Além da fase de sinalização dos geossítios nos municípios, serão adquiridos novos veículos. Outro grande volume de investimentos será realizado na área de infraestrutura nos geossítios da Colina do Horto; na área da Cachoeira de Missão Velha, onde será inserida uma proteção (guarda-copos); e em Santana do Cariri. Segundo Camilo, todos os geossítios serão beneficiados.

A sede administrativa do Geopark Araripe foi inaugurada em março, por meio de investimentos do Ministério do Turismo. O projeto inaugura a nova fase, com a revalidação do selo, após avaliação dos consultores da Rede Global, que estiveram na região para verificar os avanços no projeto, realizar observações em relação ao que precisa ser melhorado e aprovar o selo verde.

De acordo com o coordenador Patrício Melo, o Geopark se encontra com vários projetos em execução. Ele afirma que o projeto lançou as bases e agora aguarda vôos maiores. “Estamos preparados para ser o grande articulador e mediador do desenvolvimento sustentável nos municípios que integram o projeto, tendo como atuações o turismo de natureza, conservação do meio ambiente, além da educação ambiental como temáticas”, frisa. Ele acrescenta que esses projetos não excluem a atuação dos governos, que têm procurado articular as instâncias governamentais e sociais.

Estão previstos para esse ano a elaboração dos projetos executivos para estrutura mínima dos geossítios, por meio de um projeto de R$ 160 mil, inserindo o guarda-copos na cachoeira de Missão Velha e o projeto de engenharia. Também está previsto estacionamentos nas áreas dos nove geossítios. O Vice-Reitor prevê que até o final de 2013 os projetos deverão estar edificados.

Fonte: URCA

Estreia de Boa Noite Cinderela


Um campo florido guardado por cães pastores simboliza as dualidades humanas: de um lado o desejo, o sonho e a esperança. De outro, a realidade. (Pina Bausch)


Somos criados para acreditar no sonho, no príncipe encantado, no mundo perfeito, no final feliz.
Com o andar da carruagem vamos, paulatinamente, nos afastando da doçura e ingenuidade dos contos de fadas e sendo devorados pelas brutalidades cotidianas.
Percebemos que a vida é dura e para sobreviver é preciso também enrijecer-se.
Desprezos, falsidades, traições, crimes bárbaros.
Cada vez mais nos decepcionamos com o mau-caratismo de alguns seres humanos.
Por onde anda o amor, a amizade e a delicadeza na contemporaneidade?
Boa noite cinderela é a nova montagem da Alysson Amancio Companhia,
um espetáculo de dança contemporânea que almeja provocar essas questões sobre os espectadores.
A afetividade está findada a extinção?
Era uma vez...

Alysson Amancio

Ficha Técnica
Direção, dramaturgia e coreografia: Alysson Amancio
Interpretes-criadores: Adriano Modesto,  Alyne Souza, Faeina Jorge, Kelyenne Maia, Luciana Araujo, Lucivânia Lima, Michele santos, Rosilene Diniz
Pesquisa musical, cabelo e maquiagem: Alyne Sousa e Alysson Amancio
Ensaiadora: Luciana Araújo
Assessoria teatral: Duilio Cunha
Figurino: Ariane Morais
Iluminação: Luiz Renato
Assistente de iluminação e operação de luz: Raimundo Lopes
Fotografia: Diego Linard
Arte: Jota Júnior
Assessoria de Imprensa: Monica Batista
Produção: Jota Júnior Santos, Luciany Maria Mendes, Nilo Junior callou
  
SERVIÇO:  Boa Noite Cinderela, dias 17, 18, 19, 24, 25 e 26 de maio de 2012
sempre ás 20h no Teatro do SESC Patativa do Assaré - Juazeiro do Norte/Ce
  
Assessoria de Imprensa: Monica Batista

quinta-feira, 10 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O CRATO EM TRÊS TEMPOS ou DOS ERROS E DA VERDADE


Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto
Professor URCA

PRIMEIRO TEMPO
A ARROGÂNCIA DO PRESENTE
                        Vendo hoje a triste decadência da antiga e briosa Vila Real do Crato parece até fantasioso dizer, como se deram os fatos, que foi a Comarca mais antiga de todo o interior cearense, de próspero comércio, firme influência política no Estado e alhures e berço de diversas expressões culturais, das mais elaboradas desenvolvidas nos seus colégios e seminário às de raízes populares mais legítimas, a exemplo das bandas cabaçais e reisados. Observar a cidade esburacada e deformada realmente nos induz a desacreditar mesmo que é esta a terra (por nascimento ou adoção) tão amadas de figuras ímpares da história do Brasil, como poder-se-ia dizer de D. Bárbara de Alencar e seus filhos, como o valente herói Tristão Gonçalves ou o velho senador José Martiniano, por sua vez pai do mestre romancista José de Alencar. Não pode mesmo lugar tão desamado por seus administradores e representantes legislativos, eleitos estes do sufrágio, ter já sido declamado pelo ilustre amor de outras ainda mais luzentes figuras, como mais recentemente na história poderíamos falar dos irmãos Miguel e Violeta Arraes, mesmo do atual Governador de Pernambuco, cidadão emérito do Crato, Sr. Eduardo Campos. É tão grande o número de glamorosas figuras que tem algum tipo de relação de honesto afeto à cidade quanto é proporcionalmente o inegável estado de abandono que sofre a terra do Frei Carlos Maria, seu honorífico fundador.
                        Exemplo e símbolo maior do dito abandono, sem dúvidas encontramos no canal do Rio Grangeiro (ou talvez melhor fosse dizer, daquele tenebroso lugar de barreiras em destroços, em eminente risco de desabamento, que oferece real perigo aos passantes, tão assolado como talvez não tivesse ficado se fosse atingido por bombardeiros, ao qual ainda teimamos os cratenses por chamar de canal do Rio Grangeiro). Se ao velho beato José Lourenço se permitisse ver a terrível cena do rio tal qual se encontra hoje é certo que pensaria que as bombas do Caldeirão se replicaram agora em plena cidade do Crato. Antes mesmo tivéssemos sido vítimas de ataque militar, pois assim talvez fóssemos capazes de sensibilizar a indeclinável ajuda humanitária da qual calamitosamente necessita a cidade e seus desolados habitantes.
                        Nem disto os pobres cratenses são capazes. Ao reverso do que a necessidade e o bom senso administrativo imporiam em situação tão urgente, todos os níveis do poder nos abandonaram, tal qual abandona a nave e sua desavisada tripulação o desonesto capitão diante do desastre iminente. O Prefeito se diz sem recursos, mas peca pela omissão de não realizar o possível e incapacidade de manter um mínimo que seja nível de diálogo com as demais esferas de poder. O Governo Estadual peca por haver mal administrado a obra emergencial de recuperação, com evidentes erros de projeto. A União, ao tempo em que de fato deverá apurar as cabíveis responsabilidades, teria o dever moral, humanitário e até mesmo jurídico de amparar os verdadeiros inocentes e únicas vítimas de toda a história, que é a população atingida pelo desastre natural, mas ao mesmo tempo moral e histórico que se abateu sobre aquela que a um longínquo, quase esquecido tempo, já foi a prestigiosa capital da cultura cearense. Só nos resta mesmo pedir a Deus seu providencial socorro!

SEGUNDO TEMPO
A MIOPIA DO PASSADO
                        Para muito além de suas belezas naturais, desde jovem povoado o Crato já apresentava a pujança econômica e cultural que lhe marcaria o passado glamoroso com a mesma intensidade que a saudade dele o presente decadente. Darcy Ribeiro em sua obra O Povo Brasileiro dá vibrante relato da importância regional do comércio local simbolizado pelo ainda raro remanescente prédio da Rede Viação Cearense, definitivamente um dos muito poucos que ainda não foram criminosamente demolidos na cúmplice sombra da omissão do poder público local. Padre Cícero e o milagre de Juazeiro viriam soterrar a soberba arrogância da oligarquia descendente tanto da elite antes canaviera e oligárquica que propriamente revolucionária, quanto do clero romanizado e contrário à igreja popular e missionária do velho Ibiapina, que desta feita em Cícero e seu povoado organizado, disciplinado e casto encontrou o mais legítimo e forte de seus seguidores. Se a Casa de Caridade de Crato e a semente missionária de seu fundador foram tomados pela hierarquia da Igreja, Maria de Araújo e seu estridente milagre transformaram Juazeiro em símbolo da resistência sertaneja ao poder secular da cruz da Igreja e da espada do Estado.
                        Nos mesmos cem anos em que a pequena igreja construída pelo Padre Cícero (a partir da velha capela que encontrou no lugar) cresceu junto com a mesma força da urbe se transmudando o templo na basílica menor e a cidade na metrópole que são uma e outra hoje, o Crato do bacamarteiro Coronel Antonio Luiz se reduziu a esta deplorável cicatriz do pujante centro que fora, com as coisas que tinha (o cratinha, afinal) composto que era por uma vanguarda boêmia, rica, culta e religiosa, de loginquas raízes judias, cuja memória medieval não fora ainda inteiramente esquecida. Enquanto Juazeiro se construiu para a história como o quase único palco do milagre da beata, braço armado da tomada do poder por Floro Bartolomeu e propulsor da economia regional, o Crato se apresentou como sede da resistência da hierarquia romanizada e servil aos interesses da decadente elite econômica e religiosa, que ao termo da centúria ainda braveja a avareza de seus sentimentos e a miupia de sua estreita consciência de mundo, não fazendo questão de arrefecer sequer o confesso rancor ao sucesso da vizinha, a quem atribui a culpa de seu personalíssimo e intransferível fracasso.
                        O criminoso inquérito presidido pelo monsenhor Alexandrino, que se valeu da vil tortura (que a vista da legislação de hoje é típico crime de abuso de autoridade), a retratação do então Padre Quintino, que depois se tornaria primeiro bispo do Crato, que de início atestou ter não somente testemunhado a versão da hóstia em sangue, como dado ele mesmo comunhão à beata e depois capitulou desdizendo absolutamente tudo, o sumisso dos lenços ensangüentados da igreja da Sé de Crato e tantos mais fatos ocorridos nos últimos cento e poucos anos são todos tentativas frustradas pelas quais buscou o Crato destruir o que ao final terminou sendo: a terra do Cearense do século XX.

TERCEIRO TEMPO
OS HERÓIS DECAPITADOS
                        Se é verdade que o Crato desde sua mais tênue idade teve sempre em sua estrutura social uma elite prepotente, egocêntrica, mas ao mesmo tempo muito mau instruída, incompetente mesmo, também o é que por suas ruas históricas também passaram grandes nomes de vanguarda, pessoas visionárias, que compreendiam perfeitamente a importância geopolítica e econômica que os sopés da Chapada do Araripe poderiam ter no desenvolvimento do Ceará, do Nordeste e mesmo do Brasil. A mais dorida verdade, porém, é perceber que os energúmenos venceram a batalha.
                        O próprio Raimundo Borges, intelectual da mais alta e legítima estirpe do Cariri, confessa (Memória Histórica da Comarca do Crato) a injustiça colorida de indisfarçada vingança que foi a condenação e morte por fuzilamento de Pinto Madeira, reconhecido desafeto que era da heróica família Alencar. Mas também houve José Lourenço, expulso de sua concessão de terras dada pelo padrinho de todos os pobres, Padre Cícero, sob o calor do bombardeio que se abateu sobre o Caldeirão. José Marrocos, símbolo maior da intelectualidade cratense de todos os tempos, também amargou do azedo fel da perseguição e incompreensão de seus conterrâneos, e sequer mesmo pôde descansar em paz, pois que mesmo depois de morto ainda não teve seus bens facilmente desvencilhados em favor de quem lhes deixara por abusiva ordem do então Juiz da velha e briosa Comarca de Crato. Nos anos de chumbo da ditadura militar dos anos sessenta e setenta do século passado, também cá houveram os perseguidos do sistema, notadamente estudantes. Nos anos noventa, ciclicamente o mesmo torna a ocorrer.
                        Nos últimos anos, no que pese a incômoda decadência que se abate em toda a cidade, seja na zona rural com suas estradas esburacadas e mal cuidadas, seja na urbe, com suas ruas ainda mais esburacadas, de asfalto deformado e com uma das suas principais avenidas quase toda interditada, como é o que se dá com a avenida do canal, aquela velha elite persiste mais arrogante ainda. Exemplo é o do Prefeito Municipal, que apesar de todas as evidências de desterro, não aceita que a imprensa lhe critique no que quer que seja, processando prontamente tantos quanto não enxerguem a próspera, limpa e bem zelada cidade que ele governa em seus agora já raros discursos.
                        De bom mesmo só ficou a boemia e os artistas populares, todos absolutamente desvinculados daquela elite míope, especialmente dos trôpegos detentores do poder local, a quem historicamente se pode sim atribuir as razões e as culpas de terem transmudado uma das mais célebres cidades cearenses na penúria atual. Agora, só resta mesmo admirar a beleza do passado, pois que o futuro se foi no bonde da história.

Autor: Jorge Emicles Pinheiro


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Banda Sol na Macambira e Tambores do Encantado se apresentarão no Crato



A Praça Siqueira Campos na cidade do Crato nesta quinta-feira, dia 10, a partir das 18h00, se transformará no terreiro para apresentação e brincadeira da Banda Sol na Macambira e Tambores do Encantado, além performances teatrais e distribuição gratuita de cordéis. 


Isso tudo é para fugir dos padrões formais de lançamento de livros e documentários, o espaço fechado e as formalidades serão substituídas pela Praça e a interação com o público no lançamento do livro e do documentário “Entranhamentos entre Arte, Estética, Política, Cultura e Educação” do artista/educador Alexandre Lucas. Essa é mais uma realização no caráter do Coletivo Camaradas. 


TAMBORES DO ENCANTADO 
 O grupo Tambores do Encantado é fruto do projeto “Arte e Cultura para Pessoa com Deficiência” resultado da parceria entre a APAE Crato e a Petrobras Distribuidora. 

A banda nascida em 2009 é formada pelos alunos da APAE-Crato a partir das aulas de prática instrumental e das reflexões sobre as culturas afro-brasileira, indígena e manifestações populares do nordeste, em especial as tradições kariris. 

Traz na música “cafuza” a possibilidade de discutir a inclusão da pessoa com deficiência, democratizar o acesso a cultura Cariri e assim estimular o respeito e preservação da nossa memória cultural. 

Em 2011 foi classificada e contemplada com o Prêmio Arte e Cultura Inclusiva 2011 – Edição Albertina Brasil – “Nada Sobre Nós Sem Nós” da Escola Brasil e Ministério da Cultura. 

BANDA SOL NA MACAMBIRA 

A Sol na Macambira nascida em Juazeiro do Norte-CE, 2005 conquistou grande expressividade na musica regional e está fincada nas raízes caririenses. Faz de suas canções um instrumento de estudo, divulgação e crítica a exploração do homem do sertão. 

No espetáculo Canto Novo, inaugura uma fase de recriação que vai da nova formação ao passeio sonoro pelo Cariri, conta histórias e canta o cotidiano por meio da mistura de linguagens artísticas e ritmos regionais traz elementos como Palhaço Mateus e Jaraguá. 

Proporciona valiosa degustação de sua original construção musical e encanta a todos os públicos com seus pífanos, rabecas e tambores perfumados com poesia. 
  
Serviço: 
Banda Sol na Macambira 
(88)88212644 – Jean Alex/Jessika Bezerra

domingo, 6 de maio de 2012

II Encontro de Zootecnia acontecerá em Crato


AS MÃES DO MONSENHOR


                                               Luiz Domingos de Luna*

Aurora porta no seu seio protetor, na amamentação diária, na maternidade responsável, a candura de uma mãe dedicada ao seu primeiro filho da Rede Pública Estadual de Ensino no cariri cearense ,o educandário Escola Monsenhor Vicente Bezerra, {15 de março 1927}, o zelo, a predisposição, o planejamento prévio, a aglutinação do pensar feminino, já impresso e timbrado no DNA de preservação da espécie, característica básica da mulher, faz do querido Bairro do Araçá o berço esplêndido para o acolhimento primeiro, deste filho no cariri.

A Luz da racionalidade, da razão pura, sendo entregue este projeto aos racionalistas, com certeza, este filho ilustre de Aurora teria sido abortado, pois o espaço geográfico e a paisagem social não tinham o ouro nem a prata para oferecer ao recém nascido, Muitos gritavam que o Educandário iria ser um uma criança raquítica, frágil, doente e que seria melhor levar a criança para um centro mais desenvolvido. Foi uma verdadeira guerra entre a Razão pura, cristalina e a emoção do universo feminino das queridas mães do bairro Araçá e por extensão as mães de Aurora como um todo.

A refrega continuou, até quando os racionalistas cansados de ouvir tanta cantilena emotiva por parte das mães aurorenses, desabafaram em alto e bom tom: - Esta criança deveria ser abortada, mas dada a teimosia de vocês não mais que 05 anos ela será vitimada pela desnutrição o morrerá a míngua, isto servirá de lição para todas vocês em tentar lutar por uma vida que nós sabemos que é uma sobrevida para a morte.

Foi feita uma corrente forte e coesa das mães de Aurora para amamentar a criança, as pioneiras foram às mães do bairro Araçá, que mobilizaram toda zona rural, num verdadeiro arrastão digno do heroísmo e a bravura da mulher aurorense.

Assim, com o leite doado pelas heroínas do universo feminino de Aurora, o rebento – Educandário Monsenhor Vicente Bezerra foi criado e alimentado, nutrido e amado pelas mãos carinhosas das mães do querido bairro do Araçá.

A Criança hoje tem 85 anos, mas continua sob o manto protetor do universo feminino, uma luz a brilhar no horizonte da educação no cariri cearense, não por acaso, o dia das mães comemoração da luta incansável destas heroínas – o pátio interno da Escola Monsenhor Vicente Bezerra sempre foi, é, e será a maior concentração de mulheres aurorenses neste dia que representa a vitoria de todas as mulheres de Aurora.

(*) Professor da Escola e Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra- Aurora –CE. CEP: 63.360.000. TEL: (88) 35433903. Email do autor: falcaodouradoarte@gmail.com


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Banda Jardim Suspenso se apresenta no Cariri em comemoração ao Dia das Mães

Banda Jardim Suspenso se apresenta no Cariri em comemoração ao Dia das Mães

A banda cearense Jardim Suspenso, fará seu primeiro show na Região do Cariri, na cidade do Crato no próximo dia 12, a partir das 22h, no Terraçus Bar e Petiscaria. A festa organizada pela Sertão Pop Produções homenageia as mães caririenses, pois acontece na véspera do Dia das Mães. Para isso está trazendo duas bandas onde a mulher é destaque: para abrir o evento Banda Godivas, do Crato, formada por mulheres e o show que elas nos apresentarão é em cima da obra de Roberto Carlos. A outra, de Fortaleza, é a Jardim Suspenso, que faz uma releitura da obra da Rainha Rita Lee. "Naturalmente será um grande evento e em um momento muito especial, pois achamos que as mães são a mola-mestra da família e portanto merecem essa grande homenagem através da música", afirma Kaika Luiz, produtor do evento. A banda Jardim Suspenso está na cena musical cearense desde 2010 e desde então vem realizando show de releitura da obra de Rita Lee e de seu ex-grupo, Os Mutantes. A banda tem se apresentado em importantes espaços culturais, eventos de Fortaleza e programas de TV. Fora da capital, já se realizaram show na Região Metropolitana e na cidade Sobral. O grupo é formado por Joanice Sampaio (vocal), Pedro de Farias (guitarra), Victor Fontenele (baixo) e Carlinhos Perdigão (bateria). Serviço: Festa do Rei e da Rainha Tributo à Rita Lee, com a banda Jardim Suspenso (Fortaleza) Tributo a Roberto Carlos, com a banda Godivas (Crato) Terraçus - Bar e Petiscaria Dia 12 de maio, a partir das 22h Av. Pedro Felício Cavalcanti - 1969, 63106-010 Crato-CE Info: (88) 9666.9666 (88) 3521.5398 (88) 8824.2131

Matéria publicada no blog Sobreart do jornalista Marcus Peixoto.
http://sobrearte-marcuspeixoto.blogspot.com.br/2012/05/banda-jardim-suspenso-se-apresenta-no.html

Coletivo Camaradas lança livro e documentário no Crato sobre arte e engajamento político

Banda Sol na Macambira, performances, distribuição de cordéis e muita descontração deverão marcar o lançamento do livro e documentário “Entranhamentos entre Arte, estética, política, cultura e educação”. 

A Praça Siqueira Campos no Crato será mais uma vez ocupada pelo Coletivo Camaradas, no dia 10 de maio, a partir das 18 horas. Desta vez o grupo fará o lançamento do livro e documentário “Entranhamentos entre Arte, estética, política, cultura e educação” do artista/educador Alexandre Lucas. O livro trata-se de uma coletânea de artigos baseados em experimentos, vivências e reflexões do autor, através da sua participação em coletivos de artes, como é o caso do Coletivo Camaradas. O livro tem caráter pedagógico e aborda a questão da arte de forma contextualizada com os aspectos sociais, políticos e culturais.

Já o documentário reúne falas de 56 pessoas, entre artistas, pesquisadores e produtores culturais de diversos estados brasileiros. Para produzir o documentário foram captadas imagens nas cidades de Recife-PE, Rio de Janeiro - RJ, Fortaleza, Aracati e na região do Cariri. O livro faz questionamentos sobre o papel social do artista e do educador, a partir de uma tomada de posição política ligada aos interesses das camadas populares. As experiências compartilhadas ao longo dos anos com os coletivos e artistas de outros estados, através do Programa Nacional de Interferência Ambiental – PIA e do Instituto Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA possibilitou acumular argumentos para a produção do livro e do documentário. 

A apresentação do livro é feita pelo filósofo e cineasta Rosemberg Cariry que entre outras questões cita : "Entre estes novos movimentos, destaco a marcante presença do Coletivo Camaradas, à frente do qual está Alexandre Lucas e uma “nação aguerrida” de jovens artistas, com uma perspectiva mais ampla do país e do mundo, levando artes e culturas em todas as frentes; das universidades às escolas públicas, das feiras às romarias, dos palcos às praças das pequenas cidades do sertão."

Para a arte/educadora, doutoranda pela Universidade de Sevilla em Artes Visuais e Educação, Sislândia Brito, “O artista/educador Alexandre Lucas tem um trabalho de engajamento político e de comprometimento com as causas populares na sua arte”, e destaca que “sempre com a preocupação de uma arte de interação com o público, seu trabalho sempre evidencia que é necessário possibilitar e criar condições para que o grande público se sinta parte do fazer artístico”.

O livro e o documentário serão disponibilizados gratuitamente pela internet e distribuídos as escolas.

"A arte é um diálogo constante entre o eu e a sua coletividade, que acarreta relações e necessidades humanas de atrelar o indivíduo ao seu entorno social." diz Alexandre Lucas no seu livro.

Serviço: 
Kit Livro e documentário “Entranhamentos entre Arte, estética, política, cultura e educação” Lançamento – Dia 10 de maio ( quinta-feira), às 18h00, no Praça Siqueira Campos – Crato/CE Investimento: R$ 10,00

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pingo de Fortaleza - Uma chuva de musicalidade comprometida




Compositor, músico, brincante, pesquisador  e produtor cultural Pingo de Fortaleza é um artista  que nasceu um ano antes do Golpe Militar e que se envolveu com a música  e com outras linguagens artísticas na adolescência. Recebe esse pseudônimo por ter nascido prematuro. Com uma grandeza de olhar ele destaca que definir o que é  popular e  contemporâneo  está cada fez mais é difícil e perigoso usar estas compartimentações no campo da cultura e da arte. 


Alexandre Lucas – Quem é Pingo de Fortaleza?

Pingo de Fortaleza - João Wanderley Roberto Militão, nascido prematuro em Fortaleza no dia 08 de fevereiro de 1963, músico desde a adolescência e um eterno apaixonado pela arte da vida e pelas artes.

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória?

Pingo de Fortaleza - Comecei ainda menino tocando violão no bairro José Walter e em seguida junto aos amigos da ETFCE onde cursei meu segundo grau, depois fui cursar música na UECE e neste tempo já havia me envolvido com parceiros do teatro e da poesia. Ali no universo do movimento estudantil do inicio da década de 1980 fiz minhas primeiras apresentações e meus primeiros espetáculos individuais. Depois gravei meu primeiro LP em 1986 e nunca mais parei de produzir e seguir nesta viagem musical.

Alexandre Lucas – Como se deu sua relação com a música?

Pingo de Fortaleza - De forma natural, recebendo informações de todas as formas e linguagens e se fortaleceu na adolescência com a audição das músicas do Pessoal do Ceará.




Alexandre Lucas – você é autor do livro Maracatu Az de Ouro – 70 anos de memórias, loas e batuques. O que representa a publicação deste livro para o Maracatu Cearense?

Pingo de Fortaleza - Tenho mantido um envolvimento com o universo da cultura do maracatu do Ceará desde 1990 quando criei a canção Maculelê, acho que o livro traduz um pouco todo o meu aprendizado neste segmento e revela através da história do Maracatu Az de Ouro que ainda precisamos de muitos registros para reconhecer profundamente à rica e significativa presença do maracatu na cidade de Fortaleza.

Alexandre Lucas – Além de pesquisador, você é brincante de Maracatu. Isso possibilitou um olhar diferenciado para produção do seu livro?

Pingo de Fortaleza - Ser brincante me deu mais felicidade em conseguir produzir este trabalho, pois vivo este universo e procuro recriá-lo sempre.

Alexandre Lucas – você é um dos fundadores do Maracatu Solar. Como vem sendo desenvolvido esse trabalho?

Pingo de Fortaleza - O Maracatu SOLAR é um Programa de Formação Cultural Continuada da ONG SOLAR (ONG criada por mim e alguns parceiros em 2005) e de certa forma essa atividade deu mais visibilidade e articulação a SOLAR e também nos possibilitou uma prática mais livre desta manifestação.

Alexandre Lucas – Você agrega na sua musicalidade o popular e o contemporâneo?

Pingo de Fortaleza - Em minha arte agrego sempre aquilo que me vem de inspiração e atualmente tenho usado pouco essas nomeclaturas, por compreender que todas os gêneros estão de certa forma conjugados e que está cada fez mais é difícil e perigoso usar estas compartimentações no campo da cultura e da arte.

Alexandre Lucas – Como você ver a relação em entre arte e política?

Pingo de Fortaleza - Acho que no campo filosófico a arte é parte integrante das relações humanas na sociedade, portanto qualquer fazer artístico é uma ação política, contudo não me refiro à política de estado ou governo.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos.

Pingo de Fortaleza - Depois dos cds Prata 950 (2009), Ressonância Instrumental (2010) e Axé de Luz(2011), pretendo lançar um novo livro sobre os universo rítmico do maracatu do Ceará e estou trabalhando num projeto intitulado "Pérolas do Centauro - 40 Anos da Música Cearense e 30 Anos da Musicalidade de Pingo de Fortaleza (1972-2012, Compositores e Intérpretes)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Carta aos pretensos candidatos à Prefeitura do Crato


Outro olhar para políticas públicas para cultura

Pensar numa “Cidade da Cultura” no Crato pressupõe existirem cidades sem cultura. Logo essa indagação nos faz pensar sobre que conceito de cultura nos referimos e o que essa afirmação provoca no âmbito das discussões das políticas públicas para a cultura.

Podemos afirmar que o termo “Crato: Cidade da Cultura” é uma invenção das elites econômicas e intelectuais conservadoras da década de 50 do século passado, para se contrapor ao crescimento urbano, estético, econômico e social de Juazeiro do Norte, numa disputa que ainda hoje ronda as visões barristas que nos separam e nos atrofiam. Essa afirmação teve a serventia de colocar os cratenses num falso patamar de superioridade cultural e artística.

Apesar de este conceito ter permanecido, ele foi reinventado, negado e hibridizado ao longo dos anos, a partir de concepções diversas e divergentes, mas que comungam com a ideia de defesa do território simbólico e espacial.

A região do Cariri, notadamente as cidades de Crato e Juazeiro do Norte tem uma produção estética e artística efervescente, criativa e misturada em que o tradicional se mescla do contemporâneo, em que o popular e o erudito se hibridam fazendo frente à hegemonia da cultura de massa. Em que a tradição e os novos tradutores da cultura, arte e estética se brindam nos terreiros e nas conexões cibernéticas.

O discurso sobre o “artista da terra” e da “cultura de raiz” deve ser substituído por uma compreensão mais ampla e consistente, que considere os agentes da produção simbólica (artistas), como seres dotados de identidade e história, que dialogam constantemente com o seu umbigo social e o mundo e que não rastejam em terras úmidas, como as minhocas. Mas que são voadores e andarilhos, dóceis e bravos, resistentes e frágeis. Trabalhadores que trocam a sua mão de obra manual/intelectual pela sua subsistência. A produção intelectual e artística não deve ser vista com um hobby ou uma vitrine gratuita de apresentações. Por lado a cultura não é vegetal e por isso não pode ter raízes. A cultura é viva, é dinâmica, se reinventa, se hibrida, criar teias, se modifica constantemente e não se enclausura em padrões fixos ou determinações institucionais.

Essas colocações desapontam as concepções de gestão cultural ou de políticas públicas para a cultura que assinalam como caminhos visões que privilegiem determinadas produções simbólicas em detrimentos de outras perfazendo muitas vezes o percurso ilusório do discurso da “Cidade da Cultura”. Por lado, é inviável pensar que a gestão da cultura é um banco de financiamento público para todos e tudo.

Para pensar a gestão da cultura e das políticas para cultura no Crato se deve considerar as conquistas alcançadas, visando consolidar-las e aprofundar-las para evitar retrocessos e atropelos pelas gestões posteriores.

Outro fator, importante neste aspecto é que o Crato não ficou a margem dos processos de discussões da conjuntura nacional no tocante a políticas públicas para cultura e deu inicio a alguns aspectos jurídicos que devem ser reforçados e tornados triviais para a população e o poder público.
Diante do exposto, apresento algumas questões que são essenciais para refletir sobre as políticas públicas e a gestão da cultura na cidade do Crato. Para facilitar o entendimento se compreende como políticas publicas, ações que tem caráter “permanente” e são amparadas por aspectos jurídicos e gestão da cultura como formas organizacionais de gerir o setor e normalmente tem um caráter efêmero e se modificada de gestor para gestor.

A intenção não é recriar a roda, mas reforçar concepções que vem sendo defendidas pelos diversos agentes da produção simbólica e intelectual do campo progressista no país e que ganhou conteúdo e forma mais encorpada a partir do governo Lula, tendo como referencial dessas concepções figuras como Celio Turino, Juca Ferreira, TT Catalão, Gilberto Gil, Sergio Mamberti, Américo Córdula e Marilena Chaui, dentre outros e que teve como caixa de ressonância e empoderamento os diversos segmentos organizados do povo brasileiro que cotidianamente se reinventam, se pluralizam, se diversificam e se hibridizam, em cada ponto vivo das culturas do Brasil.

Quais são, portanto esses norteadores para se pensar as políticas e a gestão da cultura no Crato?
É preciso ter um norte que não seja fechado, mas que carregue um direcionamento que compreenda a cultura e a produção simbólica como direitos humanos, capaz de possibilitar que as pessoas possam se desenvolver e participar plenamente da vida.

Portanto é imprescindível que as políticas públicas para cultura sejam refletidas de forma intersetorial, pois ela deve ter ligação com o desenvolvimento econômico, social, educacional, turístico, comunitário, agrário e desportivo da cidade e da população.

Outra questão fundamental é garantir a acessibilidade da população as diversidades de linguagens estéticas e artísticas e as manifestações culturais de caráter tradicional e contemporâneo visando o entrelaçamento do popular e do erudito, do regional e do universal, sem hierarquias ou segmentações.

O patrimônio histórico, cultural, arquitetônico e artístico da cidade deve se tornar patrimônio vivo da população, o que só possível com a interação e processos educativos baseados em relações de identidade e pertencimento.

É necessário criar mecanismos de consulta permanente com os diversos segmentos para vislumbrar e efetivar políticas públicas, bem como possibilitar a criação de uma rede formada a partir do reconhecimento dos trabalhos de grupos e artistas nas comunidades rurais e urbanas como elemento de potencializar a troca de saberes e fazeres e o empoderamento político dos agentes culturais numa tentativa de redescobrir a produção simbólica do nosso povo.

Outra questão fundamental é agilizar o funcionamento do Fundo Municipal de Cultura e uma política de edital que incentive a produção artística de forma desburocratizada.

Criação de uma política de ocupação dos equipamentos culturais de forma permanente e adequação das necessidades técnicas.

Continuidade e consolidação dos eventos que vem sendo desenvolvido no Município pelo Poder Público Municipal, em especial o Festival Cariri da Canção, Abril prá Juventude e o Festival de Quadrilhas Juninas e incentivo aos demais eventos que já fazem parte do calendário turístico da cidade.

Revisão, discussão e aplicabilidade das resoluções da Conferência Municipal da Cultura.

Reconhecer as escolas como centros privilegiados de fruição e disseminação da cultura, da estética e das artes no sentido de transformar/adaptar esses equipamentos em espaços vivos de estudos, vivências, experimentações e circulação dos saberes e fazeres tradicionais e contemporâneos, regionais e universais, eruditos e populares. É primordial que as escolas possam atender as determinações da resolução estadual 411/2006 que fixa normas para o componente curricular Artes, no âmbito do Sistema de Ensino do Estado do Ceará, que vem sendo severamente descumprido pelo Governo Estadual e pelos Governos Municipais.

Esse é um ensaio para esboçar uma perspectiva mais abrangente que possa perpassar gestões e entregar ao povo o legitimo direito de protagonizar suas escolhas estéticas, artísticas e culturais de forma ativa e permanente.



Alexandre Lucas
Coordenador do Coletivo Camaradas, integrante do Coletivo Nacional Programa de Interferência Ambiental – PIA, pedagogo e artista/educador.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Faleceu o advogado e bancário aposentado Hélio Teles Pinheiro



Faleceu o bancário aposentado do Banco do Brasil e advogado cratense Hélio Teles Pinheiro, filho de Gilberto Dummar, saudoso radialista, que se notabilizou como um dos apresentadores do programa Juca e Jeremias, pela Rádio Araripe do Crato, e Dona Ester. Hélio cresceu sob as sombras dos oitizeiros do antigo Parque Municipal, hoje Praça Alexandre Arraes, no bairro do Pimenta, em Crato, quando, na adolescência, integrou os movimentos artísticos cratenses e participou dos lendários festivais da canção que ocorreram em Crato na década de 1970.  

Funcionário aposentado do Banco do Brasil e advogado militante, também conhecido, entre os amigos mais próximos, pelo carinhoso apelido de “Manga Rosa”, devido à cor de sua face, - era uma pessoa que amava a vida em toda sua plenitude. Violonista, era um boêmio que alegrava os ambientes que frequentava, como o Restaurante Guanabara (O Neném) e, ultimamente, o Cantinho do Pimenta.

Pessoa amiga e amável, caridosa e prestativa, sempre tinha uma palavra de apoio e de carinho para com os seus interlocutores. Nos últimos anos, passou a frequentar assiduamente o Terço dos Homens, que acontece todas as quintas-feiras na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no bairro do Pimenta, em Crato.

O seu exemplo de pessoa íntegra, honrada e ética foi motivador da construção de um enorme leque  de amizades sinceras e perenes. Portanto, sua partida desta dimensão física, deixa uma profunda tristeza e uma imensa saudade em todos aqueles que tiveram o privilégio do seu convívio. 

Jaquelina Rolim – Uma visão além dos olhos



Deficiente visual, massoterapeuta, fotografa e presidenta do Centro Educativo do Cariri de Apoio as Pessoas com Deficiência Visual - CEC, Jaquelina Rolim de Oliveira consegue enxergar além do seu umbigo e diz que qualquer deficiência só tem dificuldade quando não existe acessibilidade e acrescenta que não se admite a inclusão social sem o acesso à formação pessoal e profissional.

Alexandre Lucas – Quem é Jaquelina Rolim de Oliveira?

Jaquelina Rolim - Sonhadora com um mundo igualitário onde “ser diferente é normal”. Com baixa visão decorrente da perda gradual da visão na área central da retina, luto por uma sociedade justa e inclusiva, sem indiferença e com melhorias de vidas. Humilde serva de Deus com fé para enfrentar os desafios do dia a dia crendo na vitória.

Alexandre Lucas – Como teve inicio seu contato com a fotografia?

Jaquelina Rolim - Lendo alguns livros do fotógrafo cego EvgenBavcar despertou em mim o interesse pela fotografia.Espelhada no seu exemplo de superação decidi ir além dos meus limites e entrar no universo da arte.O primeiro contato foi no curso de fotografia ministrado pela professora Nívea Uchôa no SENAC Crato-CE.

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Jaquelina Rolim - Comecei a fotografar a partir das experiências adquiridas no curso básico de Fotografia Digital, promovido pelo SENAC do Crato – CE e após fazer o curso de aperfeiçoamento, ministrado pelo renomado professor e profissional de fotografia, Dimang Kon Beu, radicado em Minas Gerais.

Alexandre Lucas - O que você gosta de fotografar?

Jaquelina Rolim - Prefiro registrar imagens do dia a dia que muitas vezes passam despercebidas para a maioria das pessoas. Imagens de lugares, pessoas e situações que nos remetem a sensações de tranquilidade, quietude e vida.

Alexandre Lucas - Você acha que a fotografia é um instrumento político?

Jaquelina Rolim - Com certeza. A fotografia apresenta e denuncia situações de lugares e pessoas no seu cotidiano.

Alexandre Lucas – Você tem deficiência visual e é fotografa. Quais as dificuldades?

Jaquelina Rolim – Qualquer deficiência só tem dificuldade quando não existe acessibilidade. As melhores câmaras digitais ainda não oferecem acessibilidade completa, sendo a principal dificuldade encontrada.

Alexandre Lucas – Os deficientes visuais criaram o Centro Educativo do Cariri de Apoio as Pessoas com Deficiência Visual e você é a presidenta. Qual a função desse Centro?

Jaquelina Rolim - O CEC é uma Associação de Utilidade Pública, sem fins lucrativos.
Objetiva se estabelecer na região do Cariri, como referência na prestação de serviços de apoio para pessoas com deficiência visual. Através da educação, cultura e lazer oferece atendimentos de formação com reforço escolar, atendimentos psicológicos, oficinas de música, teatro, dança, gastronomia, esporte, cursos de braille, informática, esculturas em argila, fotografia entre outros.
Não se admite a inclusão social sem o acesso à formação pessoal e profissional. Esse é o caminho para alcançar o sucesso.

Alexandre Lucas – Quais as principais bandeiras de lutas dos deficientes visuais do Cariri?

Jaquelina Rolim - Inclusão no mercado de trabalho, acessibilidade na educação e em ambientes culturais com a presença de um profissional audiodescritor.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Jaquelina Rolim - Continuarei com a Exposição Fotográfica Olhar do Coração. Em parceria com o CEC lutando pela inclusão. Estaremos na Expocrato 2012 com stand mostrando nossa proposta e acolhendo os deficientes.

Contatos:

Jaquelina Caldas Rolim de Oliveira
E-mail: jmjkea1@gmail.com

Exposição Fotográfica Olhar do Coração
www.olhardocoracao.com
E-mail: olhardocoracao@gmail.com

CEC
www.cecariri.com
E-mail: ceccariri@gmail.com

domingo, 15 de abril de 2012

Conservação do solo - Por José de Arimatéa dos Santos


José de Arimatéa dos Santos
Um planeta que a cada dia aumenta o número de habitantes precisa de mais alimentos para o consumo. E nisso é óbvio o aumento da produção de mais alimentos, mas com o devido cuidado com o solo. E infelizmente dentro de uma visão capitalista muitos não querem respeitar os princípios básicos de respeito a natureza e seus recursos.
E o solo é um dos mais importantes nesse processo. O que vemos é o avanço da agricultura e pecuária, principalmente o chamado agronegócio, em áreas de florestas. Desmata para o cultivo da monocultura e/ou da criação de gado em grandes extensões, além de desalojar populações indígenas e se instaura um clima de violência e hostilidades no campo. Quero ressaltar que é necessário o bom senso e a exploração dos recursos naturais de forma mais equilibrada e sempre a respeitar os ditames da natureza
O Brasil possui grandes áreas agricultáveis e com um solo de primeiríssima qualidade que devem ser explorados para a produção de alimentos para os brasileiros e para a exportação. Isso é uma verdade inquestionável, mas é necessário que essas exploração seja de uma maneira que respeite os limites do solo e seus ciclos de produção.
O homem é inteligente e deve usar essa inteligência na conservação do solo e nos cuidados básicos de não poluí-lo com agrotóxicos. Vale ressaltar que já há no mundo uma vertente de só se alimentar com alimentos limpos e sem nenhum tipo de agrotóxico químico. Os alimentos ditos orgânicos estão a começar a ganhar as mesas do mundo de forma mais forte e nisso se passa o verdadeiro cuidado com o solo. O solo bem cuidado significa a riqueza no presente e futuro e a certeza do fim da fome no mundo.
Todos os cidadãos brasileiros devem analisar e observar que a conservação do solo representa a real importância para o futuro do Brasil e do mundo por ser um dos maiores celeiros de produção de alimentos e que essa produção seja de forma que mantenha sempre o solo saudável e pronto para se produzir mais e com melhor qualidade sempre.
15 de abril - Dia Nacional da Conservação do Solo 

A Carroça de Mamulengos - Emerson Monteiro

Um clã organizado que viaja o Brasil produzindo arte popular através de espetáculos circenses, eis o retrato resumido dessa trupe de artistas formada de irmãos da mesma família para festas de intensa alegria, músicas e cores, mostradas em praça pública, revivendo no palco das ruas e praças do Cariri as boas noites do que oferece silenciosa felicidade, aos olhos brilhantes de crianças atenciosas ao novo que recebem.

O prenúncio desse grupo de artistas remonta 1975, em Brasília, quando seu idealizador, Carlos Gomide, trabalhava de junto do diretor de teatro Humberto Pedrancini, em outro grupo chamado Carroça. Ano seguinte e conheceria o espetáculo Festança no reino da mata verde, do Mamulengo Só Riso, assim reforçando o gosto pelo teatro de bonecos.

Em 1978, Carlos conheceu Antônio Alves Pequeno (Antônio do Babau), mestre brincante paraibano da cidade de Mari, buscando-o em 1979 para desenvolver o aprendizado nos espetáculos dos bonecos. Um ano e meio de convivência seria o suficiente para o discípulo estruturar o conjunto de bonecos da mesma brincadeira e receber permissão do mestre para levar adiante a tradição milenar em viagens pelo País, isto que vem informado no site do grupo na Internet.

Em 1982, ainda no Distrito Federal, se incorporou ao elenco das peças a teatróloga Schirley França, futura esposa de Carlos Gomide, de cuja relação nasceriam os oitos filhos do casal que compõem a base atual da caravana artística que nos visita: Maria, Antonio, Francisco, João, Pedro, Mateus, Luzia e Isabel.

Na melhor qualidade desses espetáculos, em turnê patrocinada dentre outros pela Petrobras, a Carroça de Mamulengos alimenta o encanto da arte espontânea dos terreiros, feiras e festivais, essência natural das manifestações coletivas de cunho popular, o que traduze em termos presentes os primórdios da Grécia mais antiga, naquilo que chamaram ditirambo, fonte arcaica do teatro moderno e do cinema industrial.

Desta maneira, revivem sonhos e vivências comunitárias em ações plenas de música, dança, jogos, diversões, folguedos, confraternização, força pulsante dos universos da beleza inesperada, isso diante da tecnologia artificiosa destes dias massificados da artificialidade vendida aos borbotões nos vídeos distanciados da gente.

Nossos votos de boas vindas e sucesso à Cia. Carroça de Mamulengos nas cidades do Cariri que desfrutam a luminosidade dos instantes mágicos que traz ao povo.

TV Chapada do Araripe está de Cara Nova e prepara programas semanais de Entrevistas e Shows


Novidade no Ar...




A TV Chapada do Araripe ( Antes referenciada como TVCrato ) é uma coleção crescente de vídeos, reportagens, entrevistas e apresentações musicais direcionadas a mostrar a Arte, Cultura e a Informação na região do Cariri Cearense. Estamos trabalhando atualmente no sentido de disponibilizar novos programas semanais, que estrearão em breve. O novo site abriga as produções da WEB-TV Chapada do Araripe exibidos ao longo de vários anos, e pode ser acessado pelo link: www.tvchapadadoararipe.com

Veja as novas vinhetas da TV Chapada do Araripe:

Uma das novas vinhetas do canal:



Vinheta do Programa "DM STUDIO", que está em fase de pré-produção:



Já está em fase de pré-produção o mais novo programa da TV Chapada do Araripe, o "DM STUDIO", apresentado pelo pianista Dihelson Mendonça, o programa será mais que um Talk Show; Trará toda semana um convidado para entrevista, reportagens sobre os assuntos que foram destaque durante a semana no Cariri, no Brasil e no Mundo. Em breve!

Dihelson Mendonça
Administrador do Sistema Chapada do Araripe de Comunicação

www.tvchapadadoararipe.com
www.radiochapadadoararipe.com
www.chapadadoararipe.com ( Portal de notícias do cariri )
www.blogdocrato.com ( o maior acervo do Crato na Internet )
www.filhoseamigosdocrato.com ( Comunidade do Crato no facebook )

quinta-feira, 12 de abril de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

CIA. CEARENSE DE TEATRO BRINCANTE NO 15º PALCO GIRATÓRIO DO SESC


Cia. Cearense de Teatro Brincante
15º Festival Palco Giratório do SESC
Fortaleza-Ceará 



"A DONZELA E O CANGACEIRO"
Texto e Direção de Cacá Araújo
Música de Lifanco


11.Abril.2012 - 20h
Teatro SESC Emiliano Queiroz 


SINOPSE:
A ambição desmedida do homem rico, a ganância cruel do norte-americano e a trama infernal vinda das trevas ameaçam o Sítio Fundão, importante reserva ecológica brasileira. As forças do mal, lideradas pelo Bode-Preto, entram em disputa ferrenha pelo domínio da área, mas são enfrentadas pela legião do bem, comandada pela Caipora, deusa protetora da natureza. Somente o amor pode salvar o sítio da destruição total. Um enigma, proferido pela esfinge de Seu Jefrésso, contém o segredo capaz de restabelecer a paz e a harmonia. Donzela Flor, símbolo de pureza, precisa ser desencantada. O cangaceiro Edimundo Virgulino, valente e destemido, luta com bravura para salvar o sítio e conquistar o coração da donzela.


ELENCO: 
Mateus (Cacá Araújo), Catirina (Françoi Fernandes), Pafúncio Pedregôso e Seu Jefrésso (Franciolli Luciano), Cafuçú (Paulo Henrique Macêdo), Feiticeira Catrevage (Jonyzia Fernandes), Vicença (Joseany Oliveira), Dona Colombina (Rosa Waleska Nobre), Donzela Flor (Charline Moura), Caipora (Orleyna Moura), Troncho Sam (Márcio Silvestre), Edimundo Virgulino (Paulo Fernandes), Bode-Preto (Joênio Alves). 

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"A COMÉDIA DA MALDIÇÃO"
Texto e Direção de Cacá Araújo 
Música de Lifanco


12.Abril.2012 - 20h
CUCA Che Guevara


13.Abril.2012 - 19h
Praça da Juventude da Serrinha


14.Abril.2012 - 17h
Praça da Juventude do Bom Sucesso


SINOPSE:
Num pequeno povoado do interior nordestino, a linda jovem Ana Expedita, louca de paixão pelo Vigário Felizberto, vale-se de uma infalível simpatia para conquistar o coração do amado: serve-lhe café coado no fundo da calcinha. Com ele amancebada, é condenada à terrível maldição de virar Mula-sem-cabeça. 

Sabendo da desgraça da filha, a rica Viúva Fantina encarrega os homens da cidade da tarefa de descobrir como desfazer o encantamento e ganhar muita riqueza. É aí que o cachaceiro Tandô, antigo namorado da viúva, se transforma em herói. Mas a menina não podia ver batina e...

ELENCO: 
Vigário Felizberto (Márcio Silvestre), Ana Expedita (Jonyzia Fernandes), Tandô (Cacá Araújo), Irmã Francilina e Ladra (Charline Moura), Beata Carmélia (Joseany Oliveira), Cibita (Lorenna Gonçalves), Zulmira e Leide Zefa (Rosa Waleska Nobre), Dono da Bodega (Paulo Fernandes), Fotógrafo Jorjão (Paulo Henrique Macêdo), Viúva Fantina (Orleyna Moura), Mãe Luzia (Joênyo Alves), Violeiro (Lifanco), Brincante da Mula (Josernany Oliveira), Padre Sebastião (Franciolli Luciano).