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domingo, 3 de novembro de 2013

5ª GUERRILHA COMEÇARÁ DIA 5 DE NOVEMBRO


5ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
Crato | Cariri | Ceará | Brasil | 5 a 20 de novembro de 2013


PROGRAMAÇÃO GERAL

Trincheira Rua
Praça Siqueira Campos

Dia 5 (ter)
19h – Abertura 
20h – PELEJAS DE UM CORAÇÃO (Livre, 40 min, Grupo Cícera de Experimentos Cênicos, Juazeiro do Norte)

Dia 6 (qua) 
20h – O BAÚ DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min, Cia. Arte e Cultura de Teatro, Crato) 

Dia 7 (qui)
20h – APAESHOW - RESGATANDO TRADIÇÕES E VALORES DE NOSSA GENTE (Livre, 50 min, Cia. de Artes da APAE, Juazeiro do Norte)

Dia 8 (sex) 
20h – O BAILE DO MENINO DEUS (Infantil, 50min, Grupo de Teatro Zaíla Lavor, Juazeiro do Norte)


Trincheira Palco
Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva

Dia 9 (sab) 
17h – O BOI DA CARA PRETA (Infantil, 50min, Grupo de Teatro Zaíla Lavor, Juazeiro do Norte)
19h – O HÓSPEDE (12 anos, 50min, Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte)
20h30min – QUANDO AS GALINHAS GEMEM (14 anos, 40min, Grupo Teatro em Película / Núcleo Cariri, Crato)

Dia 10 (dom)
17h – PIMPÃO, O PALHAÇO TRAPALHÃO (Infantil, 50min, Cia. Kanoistraveisdinovo de Teatro, Crato) 
19h – A DONZELA E O CANGACEIRO (Livre, 60min, Cia. Brasileira de Teatro Brincante, Crato)
20h30min – MARCAS (12 anos, 50min, Trupe dos Pensantes, Crato)

Dia 11 (seg)
19h – A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min, Cia. Brasileira de Teatro Brincante, Crato)
20h30min – REMINISCÊNCIAS (16 anos, 60min, Grupo de Teatro Ganimedes, Juazeiro)

Dia12 (ter)
19h – O EVANESCENTE CAMINHO (12 anos, 50min, Cia. Engenharia Cênica, Juazeiro)
20h30min – MEMÓRIAS DE UM CABARÉ (12 anos, dança-teatro, Cia. de Dança Vidar’t, Projeto Nova Vida, Crato)

Dia 13 (qua)
19h – ESPERANDO COMADRE DAIANA (Livre, 60min, Cia. Livremente de Teatro, Juazeiro) 
20h30min – MAIS PERTO (14 anos, 50 min, Grupo de Teatro Centauro, Crato) 

Dia14 (qui)
19h – AVISEM QUE FAZ MAL (14 anos, 50min, Coletivo Dama de Vermelho, Juazeiro) / QUERO COMER SEU CORAÇÃO (14 anos, 50min, Grupo de Teatro Duavesso, Crato) 

Dia 15 (sex)
17h – LINDO BALÃO AZUL (Infantil, 40min, Grupo de Teatro Centauro, Crato) 
19h – MALENTENDIDO (14 anos, 50min, Cia. Kanoistraveisdinovo de Teatro, Crato) 
20h30min – AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 80min, Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte)

Dia 16 (sab)
17h – A LIÇÃO MALUQUINHA (Infantil, 50min, Grupo Ninho de Teatro, Crato) 
19h – E AGORA NÓS? (12 anos, 50min, Grupo Teatral Loa, Fortaleza) 
20h30min – # HAMLET MÁQUINA (18 anos, 50min, Grupo Plantas Embaixo do Aquário, Crato) 

Dia 17 (dom)
17h – O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (12 anos, 50min, Cia. Mandacaru de Artes e Eventos) 
19h – OS 3 PORQUINHOS (Infantil, 50min, Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato) 
20h30min – UMA ÚLTIMA VEZ (18 anos, 65min, Cia. Arte e Cultura de Teatro, Crato) 

Dia 18 (seg)
19h – QUANDO NOS ENCONTRAMOS FOI TARDE DEMAIS (14 anos, dança-teatro, 50min, Grupo Cícera de Experimentos Cênicos, Juazeiro do Norte)
20h30min – EMBRIAGADA (14 anos, 50min, Cia. Teatral Moreira Campos, Fortaleza)

Dia 19 (ter)
19h – (S)EM MIM (14 anos, dança-teatro, 40min, Inspire Espaço de Dança, Juazeiro do Norte)

Dia 20 (qua)
19h – O MENINO FOTÓGRAFO O MENINO FOTÓGRAFO (10 anos, 50min, Grupo Ninho de Teatro e Cia. Engenharia Cênica, Crato e Juazeiro)
20h30min – RETRATO (Livre, 50min, Cia. Yoko de Teatro, Crato) 


POLÍTICA CULTURAL E FORMAÇÃO
Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva

RODA DE CONVERSA
- POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A CULTURA NO CONTEXTO DA GUERRILHA
Dia 6 (qua), 15 às 17h (Com Cacá Araújo | Ação Pró-Cooperativa de Artes Cênicas do Cariri) 


MESA REDONDA
- LEGISLAÇÃO DO ARTISTA E AÇÃO SINDICAL
Dia 9 (sab), 15 às 17h (Com Oscar Roney e Itami de Morais | SATED-CE) 

OFICINAS
- CANTO, CENA, CORPOMENTE – PREPARANDO O ATOR/BAILARINO/CANTOR 
De 6 a 10, das 15 às 18h (15h/a | Coordenação de Márcio Rodrigues)
- PERFORMANCE: O CORPO COMO ELEMENTO DE REFLEXÃO SOCIAL
Dia 7 (sex), das 14 às 17h (03 h/a | Com Alexandre Lucas | Coletivo Camaradas)
- AQUILO QUE EU LEMBRO FAZ CORPO EM MIM: OUVINDO A VOZ DOS MOVIMENTOS CORPORAIS
Dias 15 e 16, das 14 às 18h (08 h/a | Grupo Cícera de Experimentos Cênicos) 


RELEASE:

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um evento reconhecido no calendário da cultura nordestina e de profunda significação para o desenvolvimento das artes cênicas no Cariri cearense, fruto que é da vitalidade e pujança das companhias aqui sediadas. 

Realizamos quatro edições (2009, 2010, 2011 e 2012), mobilizando, incluindo e difundindo quase duas centenas de espetáculos de teatro, dança e circo, produzidos e realizados por cerca de 30 companhias em funcionamento na região e prestigiados por milhares de espectadores de todas as idades. Em 2013, com 32 espetáculos que traduzem o talento dos artistas caririzeiros, mais uma vez faremos brilhar os céus de nossas almas. 

Somos um movimento de afirmação e resistência cultural que procura estimular e fortalecer a produção regional em artes cênicas, valorizando artistas e grupos locais como importantes na consolidação da nossa identidade e preparando a região para intercâmbio que não exclua o valoroso patrimônio cênico de nossas gentes.

Cacá Araújo
Idealizador e Coordenador da Guerrilha do Ato Dramático Caririense

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Doutor dá palestras gratuitas CAMINHO DO AMOR DIVINO em qualquer lugar veja minha história no Facebook Educação Para o Terceiro Milênio

Doutor dá palestras gratuitas CAMINHO DO AMOR DIVINO em qualquer lugar veja minha história no Facebook Educação Para o Terceiro Milênio

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Professor Pinheiro: Sejamos todos canalhas

Deputado Estadual pelo PT Professor Pinheiro  é ex-secretário de Cultura do Estado do Ceará 


Por Alexandre Lucas*

Dois discursos, duas compreensões de caminhos e o mesmo partido marcaram a abertura da III Conferência Estadual de Cultura do Ceará realizada em Fortaleza,  no período 20 a 23 de setembro de 2013. O discurso de saída do ex-secretário de Cultura, o professor Pinheiro, que deixa a pasta para assumir sua vaga na Assembleia Legislativa e o discurso de chegada do novo Secretário, o professor Paulo Mamede, apesar de serem do mesmo partido, apontou  a contradição de discursos.    
    
Nas duas gestões do Governo Cid Gomes, a Secretaria de Cultura do Estado vem sendo dirigida pelo Partido dos Trabalhadores – PT. O que tem demonstrando uma série de equívocos e contradições comparada aos avanços que vem ocorrendo na conjuntura nacional.  O que percebemos neste período foram um atrofiamento e a criação de um sistema inoperante de gestão e de políticas públicas para a cultura, essa foi uma marca presente nas duas ultimas gestões dos professores Auto Filho e Pinheiro.

Os trabalhos da Secretaria  Estadual de Cultura concentraram suas ações, quando tiveram, na região metropolitana de Fortaleza, a lógica de acesso aos recursos públicos da cultura para a população foi invertida, a política de editais passou a analisar aspectos jurídicos em primeiro plano e como secundário o conteúdo dos projetos, privilegiando neste caso restritos círculos.   O atraso na liberação de recursos para pagamento de editais e cachês foi uma das identidades desta instituição. Os fóruns de linguagens se concentraram também na capital cearense. As ações de formação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura  que antes circulavam pelas regiões do Estado foram cessadas. Não é percebida nenhuma política pública que se caracterize como vetor de desenvolvimento social, econômico e sustentável para o conjunto da população cearense que tenha sido brotada destas gestões. Temos ainda grandes problemas no que diz respeito à própria estrutura de funcionamento e operacionalização da SECULT – CE.

Por outro lado, vivemos uma conjuntura de ascensão dos movimentos sociais ligados à arte e a cultura em nosso país, um dos fatores que impulsionaram essa situação foi o avanço das forças progressistas no campo institucional, a partir do Governo Lula.

O Ministério da Cultura teve avanços consideráveis no que diz respeito à ampliação, diversificação e descentralização dos recursos públicos para financiamento da cultura, bem como o entendimento da necessidade  das políticas intersetoriais como elemento estruturante de desenvolvimento, que caminhem  além de uma gestão de governo.

Um dos destaques do Governo Lula foi o Programa Cultura Viva (O Programa dos Pontos de Cultura) que se caracterizou como principal política pública do Ministério da Cultura, Dentre os fatores destacamos que representou o programa que mais descentralizou recursos públicos para cultura no Brasil. No Governo de Fernando Henrique Cardoso, o Ministério da Cultura tinha cerca de 100 convênios com instituições de grande porte, a maioria vinculada ao sistema financeiro, como as fundações culturais bancárias. Já no final do Governo Lula esse numero chega próximo a 3.000 convênios com as mais diversas instituições e movimentos sociais ligados às culturas e as artes do povo Brasileiro, atingido as populações da zona rural e urbana, da cultura digital e indígena,  do hip-hop  e dos terreiros de candomblé, das escolas de samba e das escolas para pessoas com necessidades educacionais especiais. Mas, o Cultura Viva representou mais que descentralização de recursos, representou também a compreensão da importância do domínio dos recursos tecnológicos, a partir dos kits multimídia que foram proporcionados a cada “ponto” e que puderam fazer com que a diversidade do povo brasileiro  redescobrisse  e descobrisse  o Brasil, contando as suas histórias com os seus olhares e percebendo a partir do olhar do outro. Esses pontos espalhados pelo Brasil criaram as suas teias, os seus intercâmbios e as suas articulações políticas que ultrapassaram o viés institucional e que contribuiu para o acrescentamento das lutas e o empoderamento dos movimentos sociais ligados a cultura, tendo destaque, por exemplo, a luta pela  PEC 150 que prevê o percentual de recursos para a cultura de 2% para a União, 1,5% para os Estados e 1% para os Municípios, bem como do Projeto de Lei do Cultura Viva.

Apesar de temos sofrido com o retrocesso da atual gestão do Ministério da Cultura em relação ao Programa Cultura Viva, continuamos avivados  defendendo a retomada deste Programa, agora como Política de Estado.    

Nesta compreensão, os movimentos sociais da Cultura foram protagonistas por avanços nas políticas públicas do Ministério da Cultura. De acordo com o idealizador do Programa Cultura Viva, o historiador Célio Turino “É preciso transformar o Cultura Viva em política pública efetivamente apropriada pelo povo”.   

Esse dois paralelos tem um entendimento diferenciado do papel e das formas de dialogo com os movimentos sociais. Parece-me que o primeiro, que está relacionado à situação do Ceará se prisma no discurso dos movimentos sociais, mas que não consegue torna-lo orgânico dentro da sua estrutura de gestão e o segundo parece que torna os movimentos sociais  parte integrante da gestão, sem cair no servilismo. Vale ressaltar que me remeto no caso da conjuntura nacional nas gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira.

Mas o que isso tem haver com a III Conferência de Cultura do Ceará?  Vamos contextualizar, em agosto de 2012, artistas de diversas cidades cearenses começaram a se mobilizar politicamente em torno do Movimento Arte e Resistência – MAR, o qual discutiu e apresentou diversas críticas e proposições para a gestão da cultura. Pela internet circulou uma petição pública  que contou com cerca de três mil assinaturas de artistas, produtores, pesquisadores, brincantes, escritores e gestores culturais. O documento foi encaminhado ao Governador e ao Secretário de Cultura da época, Professor Pinheiro.

O documento continha sete eixos de proposições: 1 – Gestão: Reestruturação e qualificação da SECULT-CE, 2 – Autonomia da Secretaria da Cultura, 3 – Formação, 4 – Equipamentos Culturais,  5 – Editais, 6 – Produção e Circulação e  7 – Recurso/Orçamento. O Governador Cid Gomes recebeu a documentação e dias posteriores anunciou um pacote para a pasta da  cultura. O pacote  não contemplava as reivindicações do documento na sua essência, apenas anunciava basicamente duas coisas: reformas de equipamentos culturais e realização de concurso.

O documento entregue tinha dossiês também das seguintes linguagens: Dança, Teatro, Áudio Visual, Circo, Música, Patrimônio, Artes Visuais. A Documentação foi referenda por 98 entidades, entre companhias, grupos e coletivos das cidades de Crato, Fortaleza, Maracanaú, Paracuru, Itapipoca, Tabuleiro do Norte e Juazeiro do Norte.

Entretanto, essa demanda foi desprezada e as vozes dos diversos segmentos  abafadas. O ex-secretário  que enche a boca para manifestar  sua identidade ideológica e que aos quatro cantos diz ser das fileiras do Partido dos Trabalhadores carrega um discurso contraditório entre concepção e tratamento dado aos movimentos sociais, um discurso de ódio aos acontecimentos de agosto de 2012. Não existe uma receita, isso é claro, para compreender a   conjuntura da Secretaria de Cultura do Estado, diante das  dimensões e complexidades que é enfrentar um órgão com poucos recursos, mas é preciso para qualquer gestor, em especial, aos que em tese está ligado as forças progressistas fazer um esforço  para escutar, mediar e encaminhar as demandas dos movimentos sociais.  

Ao finalizar o seu discurso de abertura da Conferência e despedida da Secretaria, o professor Pinheiro falou de forma clara e imperativa duas coisas: chamou a movimento de 2012 de Canalha e a outra coisa  foi dizer  que iria lutar pela aprovação do Plano Estadual de Cultura na Assembleia Legislativa. O Plano é fruto de uma série de encontros não capitalizados politicamente, mas é um instrumento importante para avançar nos marcos jurídicos da cultura e das conquistas sociais, muitas das proposições do documento encaminhado ao Governador estão contidas no Plano.   

Desta forma podemos compreender que agora o professor Pinheiro quer ser um canalha, seja canalha professor, terá o nosso apoio!

Já o atual secretário Paulo Mamede, também do PT,  disse no seu discurso  que veio para ser ponte, logo se conclui que os caminhos estavam interrompidos e acrescentou dizendo que “Eu tenho lado, meu lado, é os movimentos sociais”. Pois é professor Pinheiro, o secretário Mamede já veio canalha. Agora só falta você! Sejamos todos canalhas.

*Pedagogo e artista/educador. 
alexandrelucas65@hotmail.com 

 


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Edelson Diniz – Mais incentivos para as artes visuais


Artista que despontou nos Salões de Outubro na década de oitenta no Crato, Edelson Diniz  tem propriedade no que faz e fala. Criativamente inquieto, tem um trabalho que nos remete a cultura e a religiosidade popular. Para o artista, no Cariri existe uma produção de qualidade, mas alerta que o campo das artes visuais precisa de incentivos para  qualificar e difundir o que se faz por aqui.      

Alexandre Lucas - Quem é Edelson Diniz?

Edelson Diniz - Pra ser sincero, acho estranho dizer quem eu sou, sou estado de espírito, ás vezes artista, ás vezes bandido...

Alexandre Lucas – Como ocorreram seus primeiros contatos com a arte?

Edelson Diniz - Foi com um irmão meu, ele desenhava quando eu era criança, só que nunca se dedicou, seguiu outro rumo. Dai me senti a vontade pra me apropriar do talento dele e aliar ao que eu ainda hoje tento fazer.


Alexandre Lucas – Quais as suas influências artísticas?

Edelson Diniz - Eu diria que tudo pode me influenciar, não existe um cardápio de influências no meu processo de criação e construção. Notoriamente pode se perceber certa apropriação de traços, cores e formas do nosso folclore e da religiosidade popular, acho que é o mais evidente na maioria dos meus trabalhos.

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória:

Edelson Diniz – Despontei nos Salões de Outubro em Crato, nos anos 80, participei ativamente dos Movimentos OCA – Officinas de Cultura e Artes, Movimento Xá de Flor. Depois fui funcionário da Secretaria de Cultura de Juazeiro por quase 15 anos, foi de lá onde surgiu muita influência, uma vez que eu desenvolvia um trabalho com os grupos folclóricos. Hoje, produzo e tento sobreviver na medida das possibilidades do meu trabalho.

Alexandre Lucas - Como você caracteriza o seu trabalho?

Edelson Diniz - Múltiplo

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?

Edelson Diniz - Não vejo relação prática entre política e cultura, a cultura oficial inviabiliza muitas vezes a produção e criação artística, vejo um certo excesso de teoria.

Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?

Edelson Diniz - Não sei se contribuo socialmente com meu trabalho, minha única meta, é encher os olhos de quem aprecia o que faço e mostro. Pode ser que influencie de alguma forma em alguém, mas não existe uma preocupação de focar uma contribuição.

Alexandre Lucas – Como você ver a produção das artes visuais na Região Metropolitana do Cariri?

Edelson Diniz - A qualidade é boa, temos grandes artistas, a produção poderia ser melhor, se houvesse mais incentivos, uma política pública prática, que sugerisse infraestrutura para qualificar e difundir o que se faz por aqui.

Alexandre Lucas – O Salão de Outubro fez história na região do Cariri. Fale sobre o significado desse movimento para as artes no Cariri.

Edelson Diniz - Significou muito na época em que acontecia, o formato era abrangente, o acesso era fácil, e a receptividade era a melhor, diria que é o alicerce de todos os movimentos que hoje existem aqui no Crato hoje em dia. Quem está à frente desses novos movimentos, passaram pelo Salão de Outubro.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?


Edelson Diniz - Pretendo fazer uma sugestão de um  projeto para iluminar e ornamentar a cidade do Crato no próximo final de ano, sugiro que sejam criados critérios para avaliação de projetos, tipo ver o lado técnico, pesquisa de arte etc, . Fica sugestão.

sábado, 31 de agosto de 2013

5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense

INSCREVA SEU ESPETÁCULO!




Release

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um evento reconhecido no calendário da cultura cearense e de profunda significação no desenvolvimento das artes cênicas do Cariri, fruto que é da vitalidade e pujança das companhias aqui sediadas. Em 2013, mais uma vez fará brilhar os céus de nossas almas com espetáculos em ruas, praças e palcos. 

O movimento é indispensável à luta em favor da diversidade, respeito e afirmação da identidade cultural brasileira a partir da dramaturgia e encenação produzidas no Cariri cearense. Reunirá expressivo contingente de dramaturgos, atores, diretores, produtores e técnicos de companhias de artes cênicas respaldadas pela perseverança e seriedade na pesquisa e realização de seus trabalhos. 

A 5ª edição da Guerrilha do Ato Dramático Caririense tem sua realização prevista para o período de 26 de outubro a 07 de novembro de 2013, no Teatro Ponto das Artes (Sociedade Cariri das Artes, Crato-CE), Casa Ninho (Crato-CE), Teatro Adalberto Vamozi (SESC Crato-CE), Teatrinho da RFFSA (Crato-CE) e em praças e ruas da cidade do Crato-CE.


Regulamento

Apresentação

Artigo 1º - A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um movimento de afirmação da identidade cultural brasileira, a partir da exposição de espetáculos de artes cênicas produzidos e realizados no Cariri cearense, cuja finalidade maior é promover e difundir o teatro, a dança e o circo, contribuindo para seu desenvolvimento, valorização, conquista de plateias e intercâmbio. 

Artigo 2º - A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é uma realização da Sociedade Cariri das Artes em cooperação com companhias e grupos em atividade na região, sendo esta sua 5ª edição.

Artigo 3º - A 5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense acontecerá no período de 26 de outubro a 07 de novembro de 2013, no Cariri, Estado do Ceará, e sua organização e funcionamento são regidos pelo presente Regulamento.

Participação

Artigo 4º - Poderão participar companhias e grupos de teatro, dança e circo em atividade na região do Cariri cearense, com espetáculo de duração mínima de 40 minutos, nas modalidades palco à italiana, espaço alternativo e rua.

Parágrafo Primeiro – Os espetáculos submetidos à seleção terão, obrigatoriamente, que já ter estreado até o ato de sua inscrição, não sendo vedada a participação de espetáculos que tenham sido apresentados em edições anteriores da Guerrilha. 

Parágrafo Segundo – A convite da Comissão Organizadora, sem prejuízo da participação de grupos/companhias locais, companhias e grupos de outras regiões do estado, do restante do país e estrangeiras poderão integrar a programação, como forma de incremento do intercâmbio e compartilhamento de processos criativos.

Inscrição

Artigo 5º - A inscrição na 5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense deverá ser feita EXCLUSIVAMENTE em Encontro de Agendamento, a ser realizada no dia 10 de setembro de 2013 (terça-feira), às 18h, no Teatro Ponto das Artes, Rua Nelson Alencar, n° 420, Centro, Crato-CE, Tel.: (88) 3523.5148 | (88) 8801.0897 | (88) 9960.4466, com a seguinte pauta:

1. História, Princípios e Fundamentos da Guerrilha do Ato Dramático Caririense;
2. Inscrição de espetáculos pelos grupos e companhias presentes;
3. Definição de locais, datas e horários de apresentação;
4. Formatação da Programação Oficial pelo Coletivo de Grupos e Companhias da Guerrilha. 

Parágrafo Primeiro – Não será permitida a inscrição de espetáculo cujo grupo/companhia não esteja representado no referido Encontro de Agendamento. 

Parágrafo Segundo – Para efetivar a inscrição, é obrigatória a apresentação dos seguintes itens:

a. Ficha técnica básica com elenco, corpo técnico e necessidades técnico-operacionais;
b. Sinopse;
c. Mapa e planilha de iluminação;
d. Vídeo completo do espetáculo (ou link de acesso na internet);
e. Até 3 fotos em boa resolução;
f. Relação nominal dos integrantes com nome completo, número de RG, CPF e Registro Profissional (caso tenha);
g. Termo de cessão de direitos/autorização de montagem emitida pelo autor, SBAT ou outro órgão de representação legal;
h. Breve currículo da companhia/grupo. 

Parágrafo Terceiro – A ficha de inscrição aqui tratada, assim como as informações nela indicadas, poderão ser solicitadas pelo endereço eletrônico 

cariridasartes@yahoo.com.br 

ou coletadas no blog 

http://guerrilhadoatodramaticocaririense.blogspot.com.br/

ou, também, na página

https://www.facebook.com/GuerrilhaDoAtoDramaticoCaririense

Parágrafo Quarto – Os grupos/companhias convidados deverão realizar inscrição entregando pessoalmente ou enviando o material elencado no Parágrafo Segundo do presente Artigo, via correios, com Aviso de Recebimento (AR), para o endereço abaixo: 

SOCIEDADE CARIRI DAS ARTES 
5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense 2013 
Rua Nelson Alencar, 420 
Centro, Crato-CE, CEP: 63.100-110 

Cachês

Artigo 6º – Cada grupo/companhia receberá, por espetáculo apresentado, o correspondente ao rateio, em partes iguais, da receita líquida do arrecadado na bilheteria de todos os espetáculos realizados em espaços fechados e dos recursos advindos de patrocínio/s para este fim. 

Parágrafo Único – Entende-se por receita líquida o resultado obtido após a subtração das despesas com energia elétrica, camarim e serviços de terceiros, da arrecadação geral da Guerrilha (bilheteria e patrocínios).

Disposições Gerais 

Artigo 7º – A 5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense será composta de espetáculos selecionados e convidados.

Parágrafo Único – A quantidade de espetáculos será determinada pela Comissão Organizadora, observando o princípio da inclusão e cultural de grupos e companhias do Cariri cearense e a prática de intercâmbio com outras regiões, estados e países.

Artigo 8º – Cada grupo/companhia será responsável por suas despesas referentes a deslocamento, alimentação e hospedagem, sendo o camarim, de responsabilidade da organização da Guerrilha. 

Artigo 9° – A divulgação geral do movimento será de responsabilidade de grupos e companhias integrantes da programação, a partir de material impresso e virtual fornecido pela Comissão Organizadora da Guerrilha.

Parágrafo Primeiro – Caberá aos grupos/companhias a produção de peças de marketing virtual e divulgar seus espetáculos na rede mundial de computadores, podendo, também, às suas expensas, mandar confeccionar divulgação impressa e utilizar-se de outros meios que lhes forem possíveis.

Parágrafo Segundo – Os grupos/companhias deverão, através de seus membros, cooperar na divulgação de cada espetáculo em particular, compartilhando postagens em seus perfis, bem como nas redes sociais e distribuindo releases via mala direta.

Artigo 10 – A Curadoria dos espetáculos selecionados e convidados caberá à Comissão Organizadora designada pela Sociedade Cariri das Artes, ouvindo o Coletivo de Grupos e Companhias da Guerrilha, podendo ser solicitado apoio técnico e consultoria de pessoas com notório conhecimento na área.

Artigo 11 – A data, horário e local de cada espetáculo serão definidos no Encontro de Agendamento, a ser realizado no dia 10 de setembro de 2013, às 18h, no Teatro Ponto das Artes.

Parágrafo Único – A Programação Oficial será publicada até o dia 30 de setembro de 2013.

Artigo 12 - Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora da 5ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense, depois de ouvido o Coletivo de Grupos e Companhias da Guerrilha. 


Crato-Cariri-Ceará, 29 de agosto de 2013.


A Guerrilha do Ato Dramático Caririense



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Claudia Leitão - A dimensão econômica da cultura precisa avançar


A ex-secretária de Cultura do Estado do Ceará, a  pesquisadora e gestora cultural, Claudia Leitão foi uma das principais formuladoras e incentivadoras da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura. A professora acredita que é avalia que o Brasil avançou na dimensão simbólica e cidadã nos últimos anos, mas ressalta que é preciso avançar no campo econômico da cultura.  

Alexandre Lucas - Quem é Claudia Leitão?

Claudia Leitão - Uma professora e pesquisadora brasileira, uma gestora cultural apaixonada pela reflexão sobre as políticas públicas de cultura, especialmente, sobre as conexões entre a cultura e o desenvolvimento. 

Alexandre Lucas -  Como se deu sua inserção no campo das Políticas Públicas para Cultura?

Claudia Leitão - Eu me graduei em Direito e, em seguida, em Música. A cultura e o conhecimento científico sempre atravessaram a minha vida. De início, através dos estudos da flauta, no Conservatório Alberto Nepomuceno, em Fortaleza. Depois, graças ao meu  doutorado em Sociologia na Sorbonne, em Paris. A descoberta da cultura, na perspectiva das políticas públicas, acontece dentro da minha trajetória acadêmica na Universidade Estadual no Ceará, quando coordenei a primeira especialização em Gestão Cultural. Mas, certamente, meu grande "mergulho" no universo das políticas públicas da cultura se deu quando fui secretária de cultura do Ceará, entre 2003 e 2006. Esses quatro anos mudaram meu olhar sobre meu Estado mas, também, sobre minha vida acadêmica. E esse "divisor  de águas" se dá quando, no início da minha gestão, inicio com minha equipe o  planejamento da Secult. O Plano, produto desse processo, tornou-se um documento fundador de nossa gestão, uma declaração política da nossa decisão de trazermos para o Estado a tarefa de liderança na formulação, implantação, monitoramento e avaliação de políticas públicas (e não governamentais,!) de cultura. O mais interessante foi a coincidência de termos, naquele momento, chegando ao MinC, o ministro Gilberto Gil. Esse "encontro" foi muito inspirador e resultou em muita cumplicidade entre o Ceará e Brasília durante quatro anos.

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Claudia Leitão -  Minha graduação em Direito me levou a fazer mestrado em Sociologia Juríica na USP. Minha licenciatura em Educação Artística me instigou a fazer  doutorado em Sociologia na Sorbonne. Penso que essas formações que parecem díspares, são absolutamente necessárias e afins quando falamos em políticas públicas e gestão cultural.

Alexandre Lucas – Um dos focos da sua área de pesquisa é o desenvolvimento sustentável.  Qual a relação entre cultura e desenvolvimento?

Claudia Leitão - As relações entre cultura e desenvolvimento são antigas, mas a sua compreensão vem se transformando, especialmente, ao longo do século 20. De início, a cultura foi considerada uma variável determinista do desenvolvimento e, por isso, tornou-se praticamente um "fatalismo" a favor ou contra o chamado "desenvolvimento" de povos e civilizações. Essa visão foi responsável por inúmeras intervenções ou projetos equivocados de desenvolvimento, quase sempre "exógenos" e, por isso, distantes dos desejos das populações para quem foram destinados. Nas últimas décadas do século 20 e início do século 21, inicia-se uma etapa mais alvissareira nas relações entre cultura e desenvolvimento. Ela vai dar lugar a uma visão "endógena" do desenvolvimento, ou seja, a um "desenvolvimento com envolvimento" das comunidades e populações. Nesse momento, a cultura deixa de ser uma "condenação" mas passa a ser um a priori para o empoderamento e o protagonismo dos indivíduos. E mais. A cultura passa a ser considerada pela Convenção da Diversdade Cultural, produzida pela Unesco, como o quarto pilar do desenvolvimento, ou seja, a cultura passa a qualificar os modelos de desenvolvimento no novo século.

Alexandre Lucas – Como você avalia a políticas públicas para cultura no Ceará?

Claudia Leitão - Um dos problemas relativos às políticas públicas no Ceará, mas também em todo o pais, sejam essas políticas culturais ou não, é o relativo à continuidade ou à perenidade das mesmas. Políticas de Governo no Brasil ainda são compreendidas e tomadas como políticas de Estado. O resultado é que muitas políticas, programas e ações sofrem com sua descontinuidade. No plano federal, estadual e municipal essa problemática acontece e é danosa para o Brasil.
 
Alexandre Lucas - O que é a Economia Criativa?

Claudia Leitão - O conceito de economia criativa está em construção, especialmente no Brasil, um país que poderá liderar, na próxima década, a construção de um modelo de desenvolvimento local e regional para o mundo, a partir da formulação de políticas públicas para a criação, produção, circulação, difusão, consumo e fruição de bens e serviços culturais e criativos. A dinâmica econômica dos bens intangíveis não é a mesma da indústria tradicional. E, por isso, carece de estudos e pesquisas, para que sejam produzidos diagnósticos dos setores culturais, em suas especificidades, além da necessidade de se mapear as vocações regionais. Mas, não tenho dúvida que a diversidade cultural brasileira poderá se tornar um ativo econômico importante para a inclusão produtiva em nosso país.

Alexandre Lucas -   Uma das críticas a Economia Criativa é sobre risco de mercantilização da produção artística. Como Você ver essa questão?

Claudia Leitão - A ausência de políticas públicas que intervenham e estabeleçam regras para os mercados, acaba permitindo  que essas mercantilização se dê da forma radical e excludente. Por isso, é tarefa do Estado enfrentar as assimetrias produzidas pelo sistema capitalista, estabelecendo as " regras do jogo" para a economia,especialmente, para a economia da cultura, garantindo, enfim, sua sustentabilidade.

Alexandre Lucas -  A partir da gestão do primeiro Governo Lula o país vive uma nova conjuntura no campo das Políticas Públicas para Cultura, o que gerou um novo protagonismo dos movimentos culturais da cultura. Qual a sua percepção em relação a essa questão?

Claudia Leitão - Penso que a partir do Governo Lula, o Ministério da Cultura alçou novos patamares na formulação de políticas públicas para a cultura. O programa "Cultura Viva" é o exemplo de uma política cultural que privilegia e reconhece a ação dos pequenos, ou seja, daqueles que produzem cultura nos territórios mais longínquos do país. Mas, se o MinC avançou nas dimensões simbólica e cidadã da cultura, considero que a dimensão econômica necessita ainda avançar. Os desafios da Secretaria da Economia Criativa são grandiosos: produzir dados confiáveis sobre o campo cultural e criativo brasileiros, formar profissionais qualificados, oferecer fomento aos empreendedores criativos e definir marcos legais que permitam o florescimento da economia criativa brasileira.

Alexandre Lucas -  Um dos grandes  desafios para as políticas públicas para a cultura  é a criação de um marco legal que garanta a sustentabilidade financeira. Como é o caso da PEC 150 que prevê a garantia de 2% do orçamento da União, 1,5% dos Estados e 1% dos Municípios para a Cultura.  O que representa isso para o desenvolvimento do país?

Claudia Leitão - Aos poucos, o campo cultural vai conquistando garantias jurídicas. Os "direitos culturais", direitos de terceira geração, hoje são considerados direitos humanos fundamentais. A legislação recém aprovada do Sistema Nacional de Cultura é estratégica para o avanço da políticas públicas de cultura no pais. Mas, não acredito que a PEC 150 seja aprovada a curto prazo. De qualquer forma, outros marcos legais precisam ser criados, e talvez sejam mais viáveis a curto ou médio prazos. São marcos trabalhistas, previdenciários, tributários, civis, administrativos, entre outros. Precisamos de uma Frente Parlamentar da Economia Criativa Brasileira, antes que os chineses inviabilizem as dinâmicas econômicas dos nossps bens e serviços culturais.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O QUE APRENDI NA VIDA? HOJE (20/08/2013) COMPLETEI 61 ANOS!

O QUE APRENDI NA VIDA? HOJE (20/08/2013) COMPLETEI 61 ANOS! Acabei de tomar o meu café da manhã e vim para o computador escrever sobre o que aprendi na vida que passou tão rápida. E dessa forma deixar um legado para os meus netos e meus irmãos da humanidade que buscam um sentido na vida. A vida me ensinou muitas coisas com grandes personalidades da nossa história e outras que não encontrei em nenhum livro que li (a minha tese de doutorado teve 18 páginas só de bibliografia!). E eu li dezenas ou centenas de livros ao longo desses 61 anos de vida. Farei um resumo do que a vida me ensinou. A primeira lição que recebi da vida foi ter a coragem de realizar meus sonhos e enfrentar a vida mesmo que os obstáculos fossem extremamente difíceis. Eu aprendi que trabalhar era importante, mas o mais importante do que trabalhar era aprender a tecnologia nova e inédita para mim, sem pensar em ganhar mais dinheiro com isso. Eu aprendi a não competir com ninguém. E que para ser culto e inteligente eu tinha que me disciplinar em ler vários livros, revistas, jornais e textos bem diversificados. E continuar perseguindo o conhecimento aonde ninguém acreditava que ele estivesse. A minha vida me ensinou que o que chamamos de fantasia pode um dia ser real, belo, fantástico e maravilhoso. Tento lembrar do meu passado e vejo que algo extraordinário me ajudou, algo invisível poderoso e maravilhoso evitou que eu passasse por tragédias e desastres terríveis. E foram tantos acontecimentos e fenômenos que fico surpreso por ainda estar vivo e com saúde, mesmo um pouco debilitado. Aprendi na vida que a caridade é essencial e é uma virtude que devemos praticar todos os dias para com os nossos semelhantes carentes de recursos e cheios de necessidades pessoais. E foram tantos os momentos que passei que me surpreendo quando me lembro que até aos 40 anos de idade eu gostava de me misturar as crianças para saltar pipa no Aterro do Flamengo (bairro nobre e rico do Rio de Janeiro – Flamengo). Aprendi com Kafka e a minha própria vida material e espiritual de que da vida se tira vários livros, mas dos livros se tira pouco – bem pouco! – a vida. Aprendi com 16 anos de idade com Francisco Otaviano que quem nasceu em brancas nuvens e em plácido repouso adormeceu; quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro da vida, passou pela vida e não viveu. Aprendi que o mais importante de tudo na vida é vivenciar o fantástico e deslumbrante Amor Divino que acontece no centro do peito humano. Aprendi também que o verdadeiro sábio não é aquele que sabe tudo, mas aquele que aprende a distinguir o que é essencial e o que não é para se viver pleno, feliz e livre de suas construções ou fardos psicológicos. Aprendi na vida que o tempo não existe, só existe o agora. Aprendi que a vida não tem fim e nem início, mas apenas um ou mais caminhos de aprendizagem ad infinitum no aqui e agora. Aprendi que o dinheiro é energia e tem o poder de trazer bem-estar, mas que, por si só, nunca trás a felicidade para ninguém. Aprendi na vida que o trabalho tanto dignifica quanto danifica a estrutura energética de qualquer ser humano, por isso devemos dosar nossa energia física e sutil. Aprendi, portanto, que não é a substância que mata, mas a dose. E aprendi que todos os seres humanos são irmãos e irmãs de um mesmo Pai: Deus! Aprendi também que devemos agradecer a Deus por tudo que aconteceu e está acontecendo porque Deus sabe o que faz. Aprendi na vida a me espelhar nas grandes personalidades humanas que deram suas vidas com exemplos de conduta impecável: Buda, Gandhi, Einstein, Espinoza, Charles Chaplin, Jesus Cristo, Sathya Sai Baba, Chico Xavier, Sócrates, Platão, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, São Francisco de Assis, São Francisco Neri, Yogananda, Krisnamurti, Krishna, Lutero, Papa Francisco, Barbara Ann Brennan, Richard Gerber, Miguel de Simoni. Aprendi na vida que nossa existência humana e o mundo que nos rodeia está impregnada de três elementos essenciais interdependentes: vida-consciência-energia. Aprendi também que somos responsáveis pelo nosso próprio destino, só depende da forma como usamos nossa energia e consciência a favor ou contra as Leis Universais de Deus. Aprendi na vida que todo ser humano é um microcosmo numa relação com o macrocosmo e que tudo está interligado e interdependente. Aprendi também que não vim do macaco, mas de um poder Amoroso Criador do Universo: Deus! Aprendi também que sem fé e sem silêncio interior nunca ouviremos Deus falar conosco. E que Deus está em tudo e em todos. Aprendi a valorizar as amizades sinceras que sabem perdoar nossas falhas e não zombam de nós quando escorregamos num detalhe pequeno de ignorância. Aprendi a valorizar os bons livros e os bons filmes que com mensagens inteligentes e sensíveis nos ensinam mais um passo na longa e penosa jornada da vida. Aprendi também a ouvir e ver a natureza manifestando a beleza de Deus Criador. Aprendi também que as músicas suaves e bem feitas elevam nossos espíritos e alegram nossas almas. Aprendi também a sentir empatia pelo outro e reconhecer a criatividade do outro com seus exemplos de filosofia de vida. Aprendi que rir faz bem a saúde, mas aprendi também que rir da ignorância alheia é um pecado infantil. Aprendi que a crítica é aquele processo de reflexão que desvela e mostra o que o outro não conseguiu ver e mostrar em suas argumentações. Aprendi a respeitar a verdade de cada um, pois cada um tem um Deus interior em si mesmo, e muitas das vezes não está consciente disso. Aprendi na vida que a nossa existência aparentemente é caótica, mas que existe um poder oculto que coloca em ordem o caos. E aprendi também que devemos reconhecer o que de fato somos e não esperar o reconhecimento de ninguém. Aprendi também que mais vale um silêncio prudente do que uma palavra errada. Aprendi na vida que a evolução é um poder invisível que nos empurra para superar os obstáculos imprevisíveis colocados de propósito pelo nosso próprio Espírito Divino. Aprendi também que todo ser humano é uma esponja que absorve tudo que entra pelos seus cinco sentidos e pela razão humana. Aprendi na vida que existem outros padrões de energia em estados vibratórios que nenhum instrumento científico consegue detectar. Aprendi na vida que a sensibilidade é a mãe da sabedoria, e o que o poder não está no acumulo de conhecimento, mas no caráter burilado ou refinado a cada segundo, a cada instante em que respiramos em nossa vida cotidiana. Aprendi a valorizar o lado espiritual mais do que o lado material. E que a vida espiritual segue as mesmas leis naturais da vida material. Aprendi na vida que nossas vidas em verdade é uma grande escola que não deixa espaço para olhar para o lado e copiar do outro, temos que aprender sozinho numa relação dialógica com Deus. Aprendi na vida que devemos dar um passo em direção a Deus e que Ele dá dez passos em direção a nós. Aprendi na vida que o problema humano é o mesmo problema divino quando conseguimos responder um encontramos a resposta para o outro, ou seja, que a criatura está entrelaçada com o Criador. E aprendi também que Deus está mais perto de nós do que o elétron está girando em relação ao seu núcleo atômico. Aprendi que a força da cooperação é mais humana e divina do que o poder da competição. Aprendi também que o maior grau de conhecimento que o ser humano possa alcançar é o Amor Divino através de uma disciplina árdua e impecável de autoconhecimento. Aprendi na vida que nunca estamos sozinhos mesmo que estejamos numa ilha no meio do oceano Atlântico ou Pacífico. Aprendi na vida a separar e distinguir o sexo instintivo-animal do Amor Divino. Aprendi na vida que quando você aprende a ouvir a si mesmo ninguém mais consegue lhe entender porque a intuição transcende a razão e o instinto. Aprendi na vida que devemos morrer em vida para renascermos num outro estado de consciência transcendental, holístico, universal e inexplicável. Aprendi na vida que a sabedoria nasce num silêncio interior onde Deus fala mansamente e calmamente com doçura. Aprendi na vida que Deus quer que cada um volte a viver no paraíso dele aqui mesmo na Terra. Aprendi na vida que o pensamento é energia pura. Aprendi também que a intuição é a base da espiritualidade. Aprendi que nunca devemos desanimar mesmo que o nosso corpo reclame de dor devido a uma doença grave e “incurável” (p.ex.: um câncer avançado). E que a esperança em Deus é a última que deve morrer e nascer em vida para sermos Filhos e Filhas de Deus. Aprendi na vida a perdoar aqueles que já foram julgados e condenados à prisão humana pelos seus pecados e estão jogados numa sucata humana que chamamos de presídio brasileiro. Aprendi a sentir piedade de qualquer ladrão, estuprador, matador que está pagando pelos seus pecados e continuarão pagando em suas encarnações futuras: eles não sabem o que fazem ou fizeram! Eu aprendi na vida que a verdadeira espiritualidade é algo tão sério que deveríamos ter o cuidado com cada pensamento ou sentimento emitido, porque a lei da natureza de Deus é um bumerangue, ou seja, ela volta para aquele que emitiu a energia inconscientemente. E também que cada um é responsável e vai pagar mais cedo ou mais tarde o pensamento, o sentimento ou o ato praticado de bem ou de mal. Aprendi na vida que devemos filtrar tudo aquilo que entra no nosso inconsciente via televisão, rádio, internet e outras tecnologias que nos induzem para um caminho fácil, mas desastroso no futuro. Aprendi que a vida espiritual é um caminho estreito e sua porta é extremamente pequena e perfeita. Aprendi na vida que ficar “positivo” não é desejar bens materiais, mas adquirir força de vontade para conquistar bens espirituais: paz, alegria, felicidade, harmonia, caridade, solidariedade, compaixão, amizade, respeito, tolerância, empatia, sinceridade, prudência, fé, coragem, autosuperação, autotransformação, autoconsciência, autocontrole, autoconhecimento, autorealização, autoconfiança, auto-estima, autoperdão. Aprendi na vida, com Alice Bayle, que homem é um ponto de luz divina, envolto por numerosos envoltórios, como uma luz escondida numa lanterna. Esta lanterna pode ser fechada e escura, ou aberta e irradiante. Tanto pode ser uma luz brilhante diante dos olhos dos homens, como uma coisa oculta, sem utilidade para os demais. Aprendi na vida, com Sir Thomas Browne, que existe em nós alguma coisa que pode existir sem nós e existirá depois de nós; alguma coisa que antes de nós não tinha história e que não se pode dizer como em nós entrou. Aprendi na vida, com o índio Dom Juan (nas histórias de Carlos Castãneda), que, para percebermos essas outras regiões [mundos ou realidades paralelas], precisamos não apenas desejá-las. Precisamos de energia suficiente para agarrá-las. Ele dizia que sua existência é constante e independe de nosso conhecimento, mas sua inacessibilidade é totalmente consequência de nosso condicionamento energético. Em outras palavras: apenas por causa de nosso condicionamento somos compelidos a presumir que o mundo de nossa vida cotidiana é o único mundo possível. Aprendi, com Sathya Sai Baba, que a luminosidade no rosto, esplendor no olhar, aparência firme, voz nobre, sentimento de caridade e bondade imutável, são os sintomas de um poder de vontade que está em desenvolvimento. Uma mente sem agitações, um olhar limpo e alegre são os sinais de uma pessoa em quem a paz se está implantada. Aprendi com uma pessoa anônima que o que caracteriza o homem, o que o diferencia dos demais seres vivos, é a sua capacidade de aspirar, de ir além da sua realidade presente, para alcançar outra realidade projetada, elaborada com a inteligência e o coração. O homem, neste sentido, é um projetista. Projetista de sua própria vida. Aliás, o homem começa a definhar e mesmo morrer quando não mais projeta e só se atem a satisfazer necessidades. Aprendi na vida que devemos colocar os princípios sagrados perto e uma meta a ser alcançada muito longe de ti. Com certeza dificilmente tu alcançarás a meta. Mas, também com certeza nunca se perderás de Deus. Se os que estão perto de ti duvidarem de suas verdades, isso não importa. O que importa é que tu em nenhum momento duvides de Deus que estará infinitamente mais perto de ti do que eles. Pois, na vida a gente se confunde (ou se funde) com os princípios daquilo que colocamos e percebemos mais perto de nós. Aprendi com Peter Russel, que enquanto nos deixamos envolver pelas inúmeras facetas da vida, perdemos o acesso à experiência da união com tudo; perdemos a ligação com o que acontece debaixo da superfície de nossas ações diárias. Justamente por isso o renascimento das tradições espirituais nos tempos modernos é tão significativo. O de que precisamos, mais do que de qualquer coisa, é uma transformação profunda e espiritual. Somente assim conseguiremos perceber e realizar a transformação dos nossos valores, da qual necessitamos para sobreviver nesse período de transição. Aprendi com Lennon/MaCartney que todos nós precisamos de Amor (“All you need is love” Lennon/MaCartney). Aprendi com Acácio Vieira (brasileiro, morador do Rio de Janeiro, amigo, compadre e irmão espiritual) que os extraterrestres se comunicam com ele e querem ajudar a humanidade terrestre em seu processo de autodestruição inconsciente. Aprendi que os extraterrestres, muitos deles estão vivendo entre nós, e nós não o reconhecemos porque estamos num nível espiritual muito pequeno. Eles são extremamente evoluídos tanto tecnologicamente quanto espiritualmente. Aprendi também que a vida é um mistério e que precisa ser revelada em cada um por si mesmo, ou seja, ninguém pode fazer esse processo por nós. Aprendi que temos um ego gigantesco que nos impede de ver a luz divina em nós mesmos. E que para tanto precisamos nos disciplinarmos para uma grande transformação existencial retirando o véu ou pano escuro da nossa visão racional-instintiva. Aprendi também que os sentimentos desequilibrados criam a maioria de nossas doenças. E que somos capazes, se assim quisermos, de alcançar a felicidade, a paz, o amor divino, a tolerância, ou seja, qualquer sentimento nobre em qualquer momento ou instante, pois só depende da nossa fé inabalável em Deus e de nossa disciplina interior (os hindus chamam de Sadhana). Aprendi que existem milhões de caminhos a seguir, mas o único que devemos dar o devido valor é o “coração” (intuição). Aprendi que podemos aprender qualquer coisa, pois só depende da força de vontade, fé, perseverança e sensibilidade desenvolvida. Aprendi que o cosmo está habitado por seres humanos extraordinários. Aprendi com um servidor, um senhor de idade avançada extremamente humilde e pobre, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/COPPE), o nome dele é “Jesus” que é possível ser analfabeto na Terra e aprender com seres humanos em outras galáxias, com conhecimentos tais que jamais ser humano terrestre daqui pode nos ensinar. Aprendi que a vida é uma grande escola de múltiplos saberes e experiências inexplicáveis e extraordinárias. Aprendi com Jesus Cristo que devemos amar uns aos outros. Aprendi com Albert Einstein que se eu pensar 99 vezes nada descobrirei, mas se mergulhar num profundo silêncio, a Verdade se revelará. Aprendi com Buda que não existe conflito entre o bem e mal, mas entre a ignorância e a sabedoria. Aprendi com a PONTE PARA LIBERDADE que as afirmações e mantras EU SOU faz com que nos aproximemos da Presença Divina do Criador. Aprendi por vivência própria que o demônio é uma criação humana e não tem nada a ver com Deus. E Deus não está em conflito com ele. E que nós temos um poder divino e não precisamos ter medo dessa força do mal do astral. Aprendi muito, mas aprendi também que terei de continuar aprendendo, conforme afirmou D. Juan nas histórias de Carlos Castãneda, até o meu último suspiro dessa vida terrena. Aprendi com a física quântica que o observador afeta o objeto observado. Aprendi com Gandhi que o único tirano que devemos aceitar em nossas vidas é uma voz doce e suave dentro de nós. Aprendi, portanto, que não existe limite que nos impeçam de conhecer a cada segundo a fantástica Consciência-de-Deus – ou seja, a vida é e sempre será.....fantástica!!!!! bernardomelgacos@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/ página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com