"Embarcaram na conquista de um sonho, mas só encontraram o pesadelo" - Alina Revuelta, filha de Fidel Castro
“Os ministros de Relações Exteriores dos 27 países membros da União Européia decidiram nesta quinta-feira retirar as sanções diplomáticas que impõem a Cuba. A intenção manifestada pelas autoridades européias é de abrir o diálogo, depois das reformas políticas e econômicas implantadas pelo novo governante cubano, Raúl Castro. Entre as condições que os ministros europeus impuseram ao regime cubano em troca do fim das sanções estão a libertação de todos os prisioneiros políticos, o acesso à internet para todos os cubanos e a permissão da viagem de todas as delegações européias à ilha, reunindo-se tanto com a oposição quanto com os membros do governo. A UE se comprometeu ainda a "destacar perante o governo cubano seu ponto de vista sobre a democracia, os direitos humanos universais e as liberdades fundamentais", e a pedir que se respeite a liberdade de expressão e de informação. República Checa e Suécia foram relutantes em aprovar a medida, argumentando que Cuba deveria melhorar a situação dos direitos humanos antes do fim das restrições”.
Meu comentário:
O Reino da Suécia e a República Checa têm razão. Com muito estardalhaço, divulga-se que Raul, o novo ditador cubano – oriundo da dinastia Castro – promoveu três medidas de impacto em benefício da miserável população da ilha-cárcere. Quais seriam essas mudanças? O povo poderá ter livre acesso aos hotéis de Cuba (antes restrito aos turistas) e poderá comprar, a partir de agora, computadores e telefones celulares. Afinal, Cuba – o ícone das esquerdas jurássicas – deixará de ser o único país das Américas a não dispor desses benefícios.
Entretanto, dói dize-lo, a ilha-prisão continua, no mais, como dantes. Os cubanos – mesmo a minoria que recebe dólares de parentes residentes nos EUA (e, com isso, terá oportunidade de adquirir computador ou celular) continuarão submetidos ao um sistema político autoritário que suprimiu a liberdade de expressão e de imprensa. Continuarão vivendo numa ilha onde é proibida a livre organização política e o direito de ir e vir.
Os avanços excepcionais da social democracia na Europa, nos últimos 50 anos, provam que a democracia é o melhor regime político para promover mudanças sociais que levam à redução das desigualdades.
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Houve mudanças em Cuba? - por Armando Rafael
quarta-feira, 18 de junho de 2008
VIOLETA ARRAES GERVAISEAU
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"Diário do Nordeste": Perda - Luto na cultura cearense
O cenário cultural cearense fica mais pobre, com a partida de Violeta Arraes Gervaiseau. A intelectual que dirigiu a Secult e a URCA faleceu ontem, no Rio de Janeiro, aos 82 anosInternada desde 8 de maio, dia de seu 82º aniversário, Violeta Arraes se despediu ontem, às 7h55. Portadora de câncer de pulmão, faleceu, segundo familiares, vítima de pneumonia e de infecção, no Hospital Copa D´Or, no bairro da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, contando com o acompanhamento de amigos e parentes. Entre eles os filhos Maria Benigna, Henry e Jean-Paul, e o marido, o francês Pierre Maurice Gervaiseau, 83 anos.Convidada para assumir a Secretaria de Cultura do Governo do Estado em 1988, no primeiro governo de Tasso Jereissati, Violeta Arraes manteve um discurso de procurar ir além da produção de obras e eventos, desenvolvendo um conceito mais amplo de cultura - para além dos produtos culturais. Já em 1997 assumiu a Reitoria da Universidade Regional do Cariri (URCA), para a qual já contribuíra em bandeiras como a defesa do reconhecimento da Chapada do Araripe como área de proteção ambiental. Ali permaneceu até 2003, mantendo a ênfase em uma atuação que, transcendendo a academia, reforçasse a cultura cearense. A mesma que agora se vê entristecida com sua adeus.
PENSAMENTOS DE VIOLETA:
VIOLETA ARRAES: UM RAIO DE LUZ QUE SE FOI, MAS QUE SE FEZ CARNE E ESPÍRITO ENTRE NÓS
Acabei de ler o texto do meu querido amigo André Herzog (que foi cruel e impiedosamente demonizado pelos seus adversários na URCA) a quem respeito e considero muito. Fiquei comovido com suas palavras de esclarecimento sobre o raio de luz feminino chamado Violeta Arraes.
E em ti, minha querida senhora, posso reconhecer nas palavras de HERZOG que sua semente será cultivada por todos aqueles que se abriram para sua luz sabedoria – criadora!Um dia quem sabe do outro lado da existência todos nós possamos celebrar juntos a vida transcendental de Deus. A senhora não morreu – apenas voltou o seu foco de luz para o outro lado da vida. Obrigado!
terça-feira, 17 de junho de 2008
Violeta, a guerreira que se foi – por André Herzog
Violeta Arraes em seu gabinete na URCA
Violeta Arraes visita reserva fossilífera em Santana do CaririMaria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau
Violeta Arraes nasceu em 1926, na pequena cidade de Araripe, localizada na grande bacia sedimentar do Sul do Ceará. Cursou o Primário no Grupo Escolar de Crato e iniciou o Curso Secundário no Colégio Santa Tereza de Jesus, também em Crato.Aos 14 anos se transfere para o Rio de Janeiro, sob a orientação do conceituado irmão político, Miguel Arraes. Ali, cursou o Clássico no Colégio Sacré-Couer de Marie e no Colégio Santo Amaro.
Conheceu o Padre Hélder Câmara, de quem se tornou muito próxima e foi colaboradora formal como militante do Secretariado Nacional da Ação Católica.Formada em Sociologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, Violeta Arraes Gervaiseau tem uma vida marcada pela ação cultural e política. Foi presidente da JUC de 1948 a 1950. Foi representante brasileira no Congresso Internacional da JUC na Europa no Ano Santo de 1950.Estagiou um ano na França, no Centro Internacional de Economia e Humanismo, dirigido pelo Padre Lebret, onde conheceu seu marido, Pierre Maurice Gervaiseau, com quem se casou em Recife, em 1951.
De 1958 a 1964 reside em Recife, onde foi uma das iniciadoras do Movimento de Cultura Popular juntamente com Paulo Freire. Participou ainda dos movimentos de educação de base, ligada ao Cinema Novo e ao mundo artístico e literário. Nesse período, juntamente com Pierre Gervaiseau, Economista e cooperante Francês na SUDENE colaborou na ação política do Governador Miguel Arraes.Testemunhou os acontecimentos que culminou com a deposição e prisão do Governador Miguel Arraes no dia 1ºº de abril de 1964. Presa, juntamente com seu marido, quando chegava ao arcebispado para visitar D. Hélder Câmara no seu primeiro dia de bispo de Recife e Olinda. Foi expulsa do país com sua família quatro meses depois.
Na França, onde residiu a partir de 1964, cursou pós-graduação em psicologia e exerceu a função de psicoterapeuta no serviço do renomado Dr. Widlocher.Juntamente com Pierre Gervaiseau, coordenou e produziu na Europa vários eventos objetivando a difusão da cultura brasileira nas áreas cinematográficas, teatral, musical. Atuou ainda na tradução de livros e organização de debates sobre a cultura brasileira. Promoveu e participou de grupos de reflexão sobre os problemas sociais e políticos dos países da América Latina, em particular com as revistas "Esprit", "Les Temps Modernes", "Croissance des Jeunes Nations" e o jornal "le Monde".Militante ativa pela redemocratização do Brasil, contou com o apoio integral de várias instituições e personalidades políticas e religiosas as quais se manteve sempre ligada. Nesse período se relacionou com Mike Bride, fundador da Anistia Internacional, e que mais tarde seria laureado com o Prêmio Nobel da Paz; Olof Palm, ministro sueco; Lélio Basso, senador italiano; Hubert Beauve Mery, fundador do jornal "le Monde"; Jacques Delors, da Comunidade Européia, Michel Rocard, deputado europeu e ministro francês e Leonel Jospin, primeiro ministro francês.
Em 1979, ano da anistia, retorna ao Brasil, engajando-se na campanha pelas "Diretas Já" e retomando o contato estreito com a vida cultural e política do país. Foi convidada por Tancredo Neves para ser a adida cultural na Embaixada do Brasil em paris, o que não se concretizou pelas razões que todos conhecem.Com o fim do regime autoritário militar no país foi convidada a trabalhar como adida no Projeto França-Brasil, na Embaixada brasileira em Paris. De 1984 a 1986, Violeta se dedicou a elaborar e desenvolver o projeto, realizando vários eventos significativos, entre os quais merece ser destacado, a exposição de Arte Popular Brasileira, no Museu de Arte Moderna, contando com hegemônica participação da arte nordestina.Em 1988, em reconhecimento as suas intensas atividades, recebeu convite do Governador Tasso Jereissati para assumir a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Desde a posse até o fim de sua gestão, Violeta Arraes desenvolveu um projeto que contemplou não apenas a realização de obras e eventos, mas principalmente, a implementação de um programa cuja pedagogia e filosofia buscava conscientizar toda a sociedade sobre o real e amplo conceito de cultura.
Coordenou inúmeros trabalhos de recuperação de prédios tombados pelo Patrimônio Histórico, em um esforço que culminou com a reforma e restauração do Theatro José de Alencar, devolvido à população cearense em janeiro de 1991. Também se pode destacar o resgate da Biblioteca Menezes Pimentel, a recuperação da antiga sede da Assembléia Provincial e a mudança de sede do Arquivo e do Museu do Estado.Realizou vários eventos abrangendo as mais diversas manifestações artístico-culturais, entre as quais um seminário realizado em 1988 sobre a temática da comunicação que reuniu os mais expressivos nomes da televisão, rádio e cinema do país, e contou com a participação de um dos maiores teóricos do assunto, Romand Mattellart. Viabilizou a realização, em Fortaleza, do FestRio, Festival Internacional de Cinema.
Organizou ainda, em Canindé, uma homenagem a Dom Hélder Câmara com a presença de Bispos e Cardeais do Brasil e do exterior, reunindo um público de mais de 70 mil pessoas, com a cobertura de oito redes de televisão estrangeiras.Na área da música, vale destacar o projeto "Um Canto em Cada Canto", desenvolvido na periferia de Fortaleza, beneficiando cerca de 600 crianças carentes e que ao mesmo tempo promoveu o trabalho de monitores, regentes, compositores e arranjadores locais. A Secretaria de Cultura incentivou, também, através de apoio financeiro, artistas populares, como os reunidos no Clube do Chorinho e na Associação de Cantadores do Nordeste. No setor de folclore, realizou Mostras de Folclore e o projeto Festas e Folguedos. Finalmente, a frente da SECULT, inventariou todas as associações e manifestações culturais do Estado do Ceará.
De volta a Paris em 1991, continuou a participar e defender vários projetos de importância para a cultura brasileira como o filme "Credi-me" de Bia Lessa e o espetáculo "Imitação da Vida" de Maria Betânia com a pesquisa de texto de Fernando Pessoa. Sempre ao lado do marido, integrou um grupo de estudos instituído na Universidade Regional do Cariri (URCA) que defendia o reconhecimento da Chapada do Araripe como área de proteção ambiental. Esta preocupação levou a contatos com a direção do Museu de História Natural de Paris, tendo assim a oportunidade de acompanhar o diretor do museu e renomado paleontologista Prof. Philipe Taquet e sua equipe numa missão ao Laos.
Em 1997 assumiu o seu último desafio, a Reitoria da Universidade Regional do Cariri. Com ela, trouxe um novo projeto em mente, que tem procurado incansavelmente realizar, com coerência: a dinamização da cultura do sertão.Assim, a Reitora Violeta Arraes percebeu sua missão e a Universidade, com as seguintes palavras: "O projeto da URCA só pode ser entendido como um projeto coletivo. O que tento fazer é captar os anseios da comunidade acadêmica e da região onde estamos, em plena Bacia do Araripe, fronteira com Pernambuco, Paraíba e Piauí. Isso por si só já determina um certo número de prioridades, pois temos que levar em conta as singularidades da região, como a floresta em plena área semi-árida, a reserva fossilífera, o manancial de água encravado no meio do sertão nordestino. Nesse contexto, acho que a universidade deve ser o veículo transmissor do conhecimento voltado para o desenvolvimento sustentável dessa riqueza natural. É sua missão formar e inserir profissionais na sociedade, assim como transmitir valores de convivência para que tenhamos cidadãos convictos do ideal de uma sociedade justa e igualitária.A nova cultura terá a marca da integração e da participação nos benefícios do desenvolvimento sustentável, cujo símbolo há de ser sempre o uso racional da Chapada do Araripe, dádiva da natureza e desafio permanente para nossa criatividade e inteligência, e elo de união da população dos estados do Ceará, Pernanmbuco, Paraíba e Piauí."
segunda-feira, 16 de junho de 2008
No próximo dia 31 de outubro a capela de Santa Teresa de Jesus completará 85 anos da sua inauguração. Devemos a construção dessa capela à Cruzada Carmelitana, uma associação religiosa existente em Crato, fundada em 1914, pelo então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Penha - padre Quintino, um ano depois eleito primeiro bispo da nossa diocese.
A Cruzada Carmelitana era formada por senhoras e jovens da sociedade cratense. Além da parte religiosa, seus membros desenvolviam uma grande ação social na comunidade. Na prática religiosa, basta destacar que as festas de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho) e Santa Teresa d’Ávila (15 de outubro) eram comemoradas com grande pompa, precedidas de Tríduo Festivo e encerradas com uma missa solene. Tudo acompanhado pelo Coral das Teresinas, onde se sobressaía a maravilhosa voz de Iraídes Gonçalves. De tudo isso só nos restam as gratas lembranças e os registros históricos...
Foi notável o empenho da Cruzada Carmelitana na construção da sua capela. As ricas obras talhadas em madeira de lei (altar-mor, quatro nichos laterais, confessionário, sólio episcopal, bancada e grade do altar) foram esculpidas por Mestre José Lucas, conhecido artista cratense. Tão bonito é o sólio episcopal que, posteriormente, ele foi cedido à Sé Catedral, onde ainda hoje está, tendo servido aos cinco bispos da diocese do Crato.
As imagens da capela foram adquiridas na Itália. No altar-mor está o “Trio Carmelitano”: Santa Teresa d’Ávila pontifica como padroeira, tendo ao seu lado Nossa Senhora do Carmo e São José. Os quatro nichos laterais abrigam as estátuas de São João da Cruz, Santa Teresinha do Menino Jesus, São Geraldo e São Quintino.
Toda a construção e acervo da capela de Santa Teresa foram viabilizados no primeiro quartel do século passado, quando o Crato vivia longe (quase isolado) dos grandes centros do Brasil. Naqueles tempos, as estradas e os meios de comunicação eram precários e a nossa economia dependia unicamente do produzido nas fainas agrícolas e na incipiente pecuária da época. Mas o importante é que o povo tinha fé!
Tanta, que este pequeno templo aí está, para atestar essa fé...
A capelinha - talvez por desígnio da Divina Providência - resistiu às más administrações públicas do Crato, responsáveis pela destruição de prédios históricos, a exemplo de todo o quarteirão da rua Miguel Limaverde. Resistiu às falsas idéias de modernismo, que tiveram como auge a medíocre década 60 e a construção do “monstrengo” chamado Brasília. Resistiu até aos tempos confusos pós Concílio Ecumênico Vaticano II, tempos esses felizmente encerrados com a eleição do Papa João Paulo II, para a Cátedra de São Pedro, em 1978.
Pouca gente sabe: essa capela é propriedade da diocese do Crato, e está, há longos anos, sob a custódia da Congregação das Filhas de Santa Teresa, que souberam conserva-la em toda a sua originalidade. Que ela permaneça, neste novo século há pouco iniciado, do jeito que está. Sacral! Altaneira! Digna! Plena de Imponderáveis... No cenário do nosso maltratado patrimônio arquitetônico a capela de Santa Teresa de Jesus é “um edifício que conta o passado ao presente...”.
Orgulho de ser político
Um filho advogado, engenheiro, administrador, professor, médico, todo mundo quer! Mas você DESEJARIA, do fundo do seu coração, um filho político de carreira? Você vê isso com muita freqüência? No Brasil de hoje? Difícil encontrar um pai, muito menos uma mãe, desejando uma carreira política para um filho. Ao pé da letra, não há nada demais nisso. Pelo contrário, ter a oportunidade de administrar o desenvolvimento de uma cidade, um estado, ou até mesmo um país, de criar leis que beneficiem o bem estar de um povo e o progresso de uma nação, é das tarefas mais nobres que um homem pode receber.
Mas vamos aos fatos. Todos os dias ao abrirmos os jornais, ou ligarmos a televisão, vimos o que? Escândalos! Um atrás do outro! Em todos os partidos, por todo Brasil. Interrompidos apenas por: Futebol, Carnaval, Natal, uma catástrofe natural ou um “crime bárbaro” de vez em quando. Nos últimos anos, os “esquemas” começaram a ser desbaratados e as máscaras começaram a cair, uma a uma. Mas a coisa parece estar impregnada. Político do quilate do ex-senador Jefferson Péres é exceção, e não a regra. Como pode um possível pretendente a um cargo público entrar numa campanha sabendo que suas despesas somariam 2, 3, 4...vezes o valor total de seus 4 anos de mandato? Não dá? E não venha me dizer que a campanha é financiada por empresários, pois quem dá quer receber! E de que jeito este “investimento“ volta? Deus sabe... Acho até que Deus preferia nem saber!
E o povo não vê? Vê! Mas finge que não vê que os tais não vão pra cadeia, porque CPIs acabam em pizza, porque denuncia não dá em nada, nada dá em nada! “Ruim com ele, pior sem ele!”, “Rouba, mas faz!”. A realidade parece clara. A verdade parece estar à vista de todos, mas parece que somos um povo “acostumado”, “conformado”, “apático”. Desconhecedores do nosso valor somos tangidos como gado, a cada 4 anos, para um curral onde se oferecem: camisas, bonés, cimento, tijolo, um belo e ludibriante discurso com trio-elétrico animado por alguma banda de forró da moda. E depois disso? Depois disso você vota, e como se diz por aqui, perde seu valor! O eleito assume o cargo e faz o que quer, do jeito que quer, afinal ele foi eleito...
Sabemos que políticos dizem ter orgulho de serem políticos. Que se orgulham de “serem”: vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores ou presidente, neste país. Mais interessante é que NÓS tenhamos orgulho dos políticos que temos! Aliás, a postura imperial de alguns deles, percebida através da arrogância e tom de superioridade, faz parecer que mal sabem que, quando eleitos, “estão” e não “são” vereadores, prefeitos, etc... Se conscientes fossem, revestiriam-se do cargo sabendo que ele é transitório. O Brasil que viu o império virar república, a escravidão ser abolida, o trabalhador ter direitos garantidos, precisa agora ver o estado ser governado e legislado por homens honestos e capazes de promover os melhoramentos, maciçamente, “prometidos” de: educação, saúde, emprego, transporte, moradia e segurança. Neste mar de desesperança, existe uma única praia, o voto. Bom que fosse não obrigatório, mas já que não o é, melhor que fosse dado a algum político, no bom sentido da palavra, preparado para servir AO POVO. Tenhamos orgulho de votar. Tenhamos orgulho de nossos governantes.
domingo, 15 de junho de 2008
NOTICIAS DO DOMINGO
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Acerca das "reservas indígenas" - por Armando Lopes Rafael
Sei que vou mexer, outra vez, num vespeiro...
Ao contrário de certas visões idílicas e falseadas de hoje, historiadores do porte de um Varnahagen ou de um Pe. Serafim Leite nos mostra, em suas obras, a face real dos primitivos índios brasileiros.
Nas ocas onde moravam, apesar do pouco espaço, viviam esparramados de cem a duzentos índios, em meio a um odor nauseabundo, pois eles eram tão preguiçosos que nem se levantavam das pútridas redes, onde dormiam, para satisfazer suas necessidades naturais.
Em muitas tribos, além do canibalismo, eram comuns o homossexualismo, o alcoolismo e o infanticídio. Uma criança que nascesse com defeito físico era de pronto assassinada. Às vezes matavam até recém-nascidos do sexo feminino, quando entendiam que a população de mulheres já estava no número ideal. Afinal a mulher não servia para a luta com as tribos rivais.
Hoje só se dá ênfase ao caráter exploratório dos portugueses, sugando as riquezas da colônia. É verdade que isso também aconteceu. Mas, diferente dos Estados Unidos – que dizimaram impiedosamente populações indígenas no seu território – os portugueses foram responsáveis pela ação missionária e civilizatória dos índios no Brasil. Muitos portugueses se casaram com índias dando início a numerosas famílias que ainda hoje possuem descendentes espalhados pelo Brasil.
Hoje, diferente do início da colonização portuguesa, o governo federal vem criando reservas indígenas (algumas maiores do que alguns países europeus) trancafiando ali os poucos milhares de índios aculturados existentes no Brasil. E tudo sob o argumento da preservação da “cultura indígena" e incentivando o retorno deles à barbárie de uma vida nômade, longe do progresso e das conquistas científicas dos tempos atuais.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
EM MATÉRIA DE SAÚDE A CAMPANHA AMERICANA É MAIS CORRETA QUE A CAMPANHA DOS LIBERAIS TERCEIRO MUNDISTA DO BRASIL
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quarta-feira, 11 de junho de 2008
A bandeira do Ceará - por Armando Lopes Rafael
Bandeira do Ceará
Bandeira do Brasil ImpérioVale o registro: a bandeira do Brasil Império foi criada por inspiração do Imperador Dom Pedro I. Este escolheu o verde (cor da Casa Real dos Bragança) e o amarelo (cor da Casa dos Habsburgo, da Imperatriz Leopoldina). Coube ao pintor Debret fazer o desenho da bela bandeira verde-ouro, que continua a ser o nosso maior símbolo, apesar das modificações citadas acima.
Dos atuais pavilhões dos estados brasileiros, o único a lembrar a Bandeira da Monarquia é o do Ceará. Ela surgiu assim: o comerciante fortalezense João Tibúrcio Albano tinha por hábito – no início do século passado – hastear, nas datas importantes, a bandeira do Maranhão, terra da sua esposa. Como cearense João Tibúrcio Albano ficava frustrado, pois seu torrão natal ainda não possuía um pavilhão. Um dia teve a idéia de adaptar às armas do Ceará numa bandeira brasileira. Para isso, mudou a cor da esfera. Saiu a azul com estrelas substituída pela esfera de cor branca. Consta no Anuário do Ceará: “por muito tempo a bandeira idealizada por João Tibúrcio Albano serviu de modelo a muitas outras que tremularam nas sacadas dos nossos educandários. Só em 1922 o Presidente Justiniano de Serpa assinava decreto instituindo o pavilhão cearense, determinando fosse este formado do retângulo verde e o losango amarelo da bandeira nacional, tendo ao centro um circulo branco em meio do qual deveria situar-se o escudo do Ceará”. Em 1967 o Governador Plácido Castelo assinou a Lei 8.889 que definia a composição da bandeira do Ceará.
A história do Estado tem desses fatos interessantes! A exemplo da Consagração do Ceará ao Coração de Jesus, feita por iniciativa do nosso primeiro bispo, Dom Luiz Antônio dos Santos, com anuência das mais altas autoridades civis e militares da província, em 15 de setembro de 1878. Talvez por isso, apesar da insânia e violência dos dias atuais, o Ceará – terra de gente religiosa e pacífica – continua a trilhar os caminhos da civilização cristã.
terça-feira, 10 de junho de 2008
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