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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

De Crato a Assaré no início do Século Vinte - por Magali de Figueiredo Esmeraldo.


Hoje com estradas asfaltadas, com muita facilidade, saindo de Crato, chegaremos a Assaré com aproximadamente hora e meia de viagem. Entretanto, não foi assim no relato do meu tio José Alves de Figueiredo Filho. No seu segundo livro, “Meu Mundo é uma Farmácia” ele narra à aventura de uma viagem dele e de sua família aos sertões de Assaré, que tinham fama de clima saudável e abundância de leite. O objetivo dessa viagem era visitar a farmácia do seu tio Paulo Viana, em Assaré. Ele explica que esse seu tio, que era irmão da sua mãe Emília, minha avó, em plena adolescência teve que procurar lugares mais pobres para estabelecer-se com a sua farmácia.

Nessa viagem, além do tio José e do seu tio Paulo, participaram também os seus pais José Alves de Figueiredo e Emília Viana de Figueiredo, meus avós e Elisa Viana, irmã de sua mãe. Viajava junto também seu irmão Mário, que como ele, era ainda muito criança, um pouco mais velho. Esse irmão dele viria a falecer mais tarde, aos dezoito anos, de diabetes. Naquela época ainda não havia a insulina.

Além das pessoas citadas acima, acompanhavam essa viagem alguns trabalhadores da família, como arrieiros. Era época de inverno e as muitas chuvas contribuíram para que houvesse muitos atoleiros. Freqüentemente graças à perícia dos arrieiros os burros eram arrancados dos atoleiros.

Em conseqüência das chuvas torrenciais, ficaram acampados dois dias nas Guaribas, distante seis quilômetros do Crato. Somente depois que cessaram as chuvas eles seguiam viagem. As terras muito alagadas e com muita chuvas caindo obrigavam a caravana a parar de vez em quando.

O tio José narra com muito sentimento, o desconforto que ele e seu irmão sofreram durante a viagem, pois eles viajavam sentados em dois caixões, um de cada lado do burro. Além do mais, iam juntos com os jumentos que levavam a bagagem e os mantimentos e, por isso se sentiam muito humilhados. Esses caixões foram construídos pelo seu pai e eram cobertos por um toldo de lona para protegê-los do sol e da chuva. No meu entender, o meu avô teve a boa intenção de proteger os filhos que, por serem pequenos, não podiam viajar em cavalos. Só quem viajava a cavalo eram seus pais, o tio e a tia. No entanto, o meu tio José não justificava essa iniciativa de seu pai de construir tal caixão. Reclamava muito das dificuldades: sacolejos, atoleiros, unhas de gatos, galhos e espinhos que entravam pelas caçambas e os feriam, além dos chuviscos e orvalho que os ensopavam. E ainda se envergonhavam da maneira como viajavam, pois despertava a curiosidade da meninada.

Ao contar a história dessa aventura, tio José descreve a maneira como as mulheres montavam a cavalo. Sentavam de lado e não escanchadas, como os homens. A mãe dele tinha medo e, para vencer as dificuldades rezava com muita fé todas as jaculatórias que aprendera na adoração, sempre que o cavalo dava solavancos. Já a tia Elisa tinha muita coragem, mesmo sentada de banda, cavalgava bem, corria galopava e marchava no cavalo.

Ao meio dia era hora do descanso. A caravana se arranchava em velhas casas sertanejas alpendradas. Os arrieiros tiravam as cargas e selas e os animais iam pastar livres do peso. Os mantimentos eram tirados dos animais. Quem se encarregava de temperar os alimentos eram as mulheres e, quem cozinhava eram os arrieiros.
As redes eram armadas nos alpendres. Depois do almoço, todos descansavam e somente às duas horas da tarde davam prosseguimento à viagem. Depois de enfrentar todas as adversidades no percurso, sol quente e chuvas, ao entardecer paravam novamente em outra casa alpendrada. Era costume na época, qualquer viajante ter direito de abrigar-se à sombra da casa amiga e acolhedora. Tanto ricos como pobres eram bem recebidos. Ao construir casas alpendradas, o objetivo do sertanejo, além de se abrigar dos raios solares nordestino, era também acolher o transeunte.

A memória prodigiosa de José de Figueiredo Filho, o fez lembrar-se de toda essa aventura, incluindo os balanços na rede, cantando as cantigas da cultura cearense, na noite em que pernoitaram em Nova Olinda.

Aprendeu tais modinhas com Maria Carimbé que trabalhava para sua família. Anos depois ele recordava esses momentos, ouvindo nos programas radiofônicos a “Hora da Saudade” que tocava todas as cantigas daquela época.

Finalmente chegaram a Assaré em uma manhã nublada. Para entrarem naquela localidade, tiveram que passar por uma estreita parede de um açude. Quando entraram nas primeiras ruas, a garotada os seguiu com a curiosidade ainda mais aguçada, por ver os meninos viajando como se fossem carga. Não foram vaiados porque procediam de um local mais adiantado do que aquele, segundo conta tio José. Todos os atropelos e canseiras foram compensados pelas maravilhosas férias em Assaré.

Adaptado Por Magali de Figueiredo Esmeraldo de “Meu Mundo é uma Farmácia” de J. de Figueiredo Filho – Coleção Alagadiço Novo – UFC, 1996 - páginas 35-38

Pensamento para o Dia 26/11/2009


“Esteja sempre impregnado de Amor. Não use palavras maldosas contra qualquer pessoa, pois as palavras ferem mais fatalmente que as flechas. Fale suave e docemente, e se compadeça com o sofrimento e a perda. Faça o que puder para colocar em prática o bálsamo da palavra suave e da ajuda oportuna. Não estrague a fé de qualquer pessoa na virtude e na Divindade. Encoraje os outros a terem essa fé, demonstrando, em sua própria vida, que a virtude é a própria recompensa e que Deus é todo-penetrante e todo-poderoso.”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A NATUREZA DA CONSCIÊNCIA E OS CAMPOS DE ENERGIA SUTIL DA REALIDADE HUMANA


Assim como existe a fronteira entre a ignorância e o conhecimento também existe a fronteira entre o conhecimento e o autoconhecimento. Pode o ignorante compreender o universo de um cientista e intelectual? Da mesma forma, pode um intelectual compreender o universo do santo e místico? Certamente não. As fronteiras que delimitam estes universos, separam realidades distintas, ainda que os ignorantes , cientistas e santos estejam aparentemente no mesmo "plano de existência". A fronteira que delimita o ignorante do cientista chamaremos de CONHECIMENTO, e a fronteira que delimita o cientista do santo chamaremos de SENSIBILIDADE.

A realidade não é somente aquilo que percebemos. Aquilo que não percebemos não deixa, apenas por esta razão, de existir. Assim, o cientista não percebe diretamente o elétron, apenas indiretamente, por seus efeitos, o que não o impede de afirmar-lhe a existência. O que percebemos está inserido dentro de uma faixa ou cone de percepção. A medida que aumentamos a sensibilidade do cone de percepção novas sinalizações de fenômenos são captadas do mundo "irreal".

"No dizer de Héyoan, cada um de nós tem um cone de percepção através do qual percebemos a realidade. Podemos usar a metáfora da freqüência para explicar esse conceito, significando o que cada um de nós é capaz de perceber dentro de certa faixa de freqüência.
Como humanos, tendemos a definir a realidade pelo que podemos perceber. Essa percepção inclui não somente todas as percepções humanas normais mas também suas extensões através dos instrumentos que construímos, como o microscópio e o telescópio. Aceitamos como real tudo o que está dentro do nosso cone de percepção, e como irreal tudo o que está fora dele. Se não podemos perceber alguma coisa, a razão é que ela não existe.
Toda vez que construímos um novo instrumento, aumentamos o cone de percepção e mais coisas são percebidas, de modo que elas se tornam reais" (BRENNAN,1990,p.242).

Mas será que podemos compreender algo sem que, para tanto, tenhamos que empregar esforço mental ou emocional? Acredito que não, pelo menos para o nível "normal" de consciência humana.

Podemos afinal efetivamente estudar o ser humano, ou mais precisamente, a consciência humana? A resposta positiva para essa pergunta tem por obstáculo fundamental o fato de se tratar de um estudo em que o "objeto" é ao mesmo tempo sujeito. Como pode um observador caracterizar um "objeto" se elementos como orgulho, pretensão, ansiedade, tensão, carência afetiva, auto-afirmação, insegurança, falta de confiança no outro ou em si mesmo,etc.- afetam a observação e interferem no "objeto" estudado? A "ciência oficial" estuda, no homem, o produto das descobertas mas não o "metaproduto" das descobertas. Um produto por exemplo seria a equação de Einstein -E = mc2-, enquanto que o metaproduto seria o trabalho de "sutilização da sensibilidade" que Einstein executou em si mesmo para chegar a esta descoberta. O conhecimento da natureza do produto e do "metaproduto" não é idêntico, mas complementar. Em se tratando do ser humano o produto é a sua percepção OBJETIVA e o "metaproduto" sua consciência de si NãO-OBJETIVA. Segundo JUNG (1991):

"Na elaboração de teorias e conceitos científicos há muita coisa de sorte pessoal. Há também uma equação pessoal psicológica e não apenas psicofísica. Enxergamos cores, mas não o comprimento das ondas. Esta realidade bem conhecida deve ser levada em conta na psicologia, mais do que em qualquer outro campo. O efeito dessa equação pessoal já começa na observação. Vemos aquilo que melhor podemos ver a partir de nós mesmos. Assim, vemos, em primeiro lugar, o cisco no olho do irmão. Sem dúvida o cisco está lá, mas a trave está no nosso olho - e perturbará de certa forma o ato de ver. Desconfio do princípio da "pura observação" na assim chamada psicologia objetiva, a não ser que nos limitemos á lente do cronoscópio, taquistoscópio e outros aparelhos "psicológicos". Assim nos garantimos também contra uma demasia exploração dos fatos psicológicos da experiência. Esta equação pessoal psicológica aparece mais ainda guando se trata de expor ou comunicar o que se observou, sem falar da concepção e abstração do material experimental. Em parte alguma, como no campo da psicologia, é exigência absolutamente básica que o observador e pesquisador sejam adequados a seu objeto, no sentido de serem capazes de ver uma e outra coisa. Exigir que só se olhe objetivamente nem entra em cogitação, pois isto é demais. O fato de a observação e a interpretação subjetivas concordarem com os fatos objetivos prova a verdade da concepção apenas na medida em que esta última não pretenda ser válida em geral, mas tão-somente para aquela área do objeto que está sendo considerada. Nesse sentido, é exatamente a trave no nosso próprio olho que nos possibilita ver o cisco no olho do irmão. E nesse caso a trave no nosso olho não prova que o irmão não tenha um cisco no seu olho, como ficou dito. Mas a perturbação de nossa visão leva facilmente a uma teoria geral de que todos os ciscos são traves. Reconhecer e levar em consideração o condicionamento subjetivo dos conhecimentos em geral e dos conhecimentos psicológicos em particular é a condição essencial e correta de uma psique diferente da do sujeito que observa. Esta condição só será satisfeita quando o observador estiver suficientemente informado sobre a extensão e a natureza de sua própria personalidade. E só poderá estar suficientemente informado quando se tiver libertado da influência niveladora das opiniões coletivas e, assim, tiver chegado a uma concepção clara de sua própria individualidade" (p.25-27).

A consciência do homem está relacionada aos princípios intrínsecos de desenvolvimento da percepção física e metafísica. O movimento e a evolução desses princípios acarretam uma mudança de percepção, fazendo com que a percepção se volte sobre si mesma. Esse "giro" de percepção pode engendrar um novo estado de sensibilidade ou um novo ângulo de visão em nosso estado psicológico.

BRENNAN (1990):
"A proporção que nos permitimos desenvolver novas sensibilidades, principiamos a ver o mundo inteiro de maneira muito diferente. Começamos a prestar mais atenção a aspectos da experiência que antes nos pareciam periféricos. Surprendemo-nos a usar uma nova linguagem para comunicar as novas experiências. Expressões como "vibracões más" ou "a energia ali era grande" estão se tornando comuns. Principiamos a notar e dar mais crédito a experiências como a de encontrar alguém e a de gostar ou desgostar desse alguém, num instante, sem nada saber a seu respeito. Gostamos de suas "vibrações"" (p.39).

Continuando a análise de BRENNAN temos:
"Todas essas experiências têm realidade nos campos de energia. O nosso velho mundo de sólidos objetos concretos está rodeado e impregnado de um mundo fluido de energia radiante, em constante movimento, em constante mutação, como o oceano"(p.39).

E BRENNAN (1990) complementa:
"Conquanto a experiência de cada pessoa seja única, existem experiências comuns gerais que as pessoas têm quando passam pelo processo de ampliação das percepções, ou de abertura do canal, como é freqüentemente chamado. Tais verificações servirão para encorajá-lo ao longo do caminho. Não, você não está ficando louco. Outros também estão ouvindo ruídos provenientes de "lugar nenhum" e vendo luzes que não estão ali. Tudo isso faz parte do início de certas mudanças maravilhosas que ocorrem na sua vida de modo inusitado, porém muito natural.
Há provas abundantes de que muitos seres humanos hoje em dia expandem seus cinco sentidos habituais em níveis supersensoriais. A maioria das pessoas possui em certo grau a Alta Percepção Sensorial sem percebê-lo necessariamente, e pode desenvolvê-la muito mais com diligente dedicação e estudo. É possível que já esteja ocorrendo uma transformação da consciência e que outras pessoas procurem desenvolver um sentido novo em que as informações são recebidas numa frequência diferente e possivelmente mais elevada" (p.28-29).

DENIS (1909) assim comenta:
"Todas as manifestações da natureza e da vida se resumem em vibrações, mais ou menos rápidas e extensas, conforme as causas que as produzem. Tudo vibra no universo: som, luz, calor, eletricidade, magnetismo, raios cósmicos, raios catódicos, ondas hertzianas, etc., não passam de modos diversos de ondulação da força e da substância universal, de sucessivos graus que constituem, em seu conjunto, a escala ascensional das manifestações da energia.
As gradações são muito afastadas umas das outras. O som percorre 340 metros por segundo; a luz, no mesmo tempo, faz o percurso de 300.000 quilômetros; a eletricidade se propaga com uma rapidez que se nos afigura incalculável. Os nossos sentidos físicos, porém, não nos permitem perceber todos os modos de vibração. Sua impotência para nos dar uma impressão completa das forças da natureza é um fato suficientemente conhecido para que tenhamos necessidade de insistir sobre esse ponto.
Só no domínio da ótica, sabemos que as ondas luminosas não nos impressionam a retina senão nos limites das sete cores do prisma, do vermelho ao violeta. Alem ou aquém dessas cores, as radiações solares escapam a nossa vista; chamam-se por isso raios obscuros" (p.46-47).


DENIS (1909) continua:
"Nessa prodigiosa ascensão, os nossos sentidos representam paradas muitíssimo espaçadas, estações disposta a consideráveis distâncias umas das outras, em uma estrada sem fim. Entre essas diversas paradas, por exemplo entre os sons agudos e os fenômenos do calor e da luz, destes, em seguida, até às zonas vibratórias afetadas pelos raios catódicos, há para nós como que abismos. Para seres, porém, dotados de sentidos mais sutis ou mais numerosos que os nossos, esses abismos, desertos e obscuros na aparência, não estariam preenchidos? Entre as vibrações percebidas pelo ouvido e as que nos impressionam a vista não há mais que o nada no domínio das forças e da vida universal?
Seria bem pouco sensato acreditá-lo, porque tudo na natureza se sucede, encadeia e se desdobra, de elo em elo, por gradativas transições. Em parte alguma há salto brusco, hiato, vácuo. O que resulta destas considerações é simplesmente a insuficiência do nosso organismo, demasiado pobre para perceber todas as modalidades da energia.
O que dizemos das forças em ação do universo, aplica-se igualmente ao conjunto dos seres e das coisas, sob suas diversas formas, em seus diferentes graus de condensação ou de rarefação.
O nosso conhecimento do universo se restringe ou dilata conforme o número e a delicadeza de nossos sentidos. O nosso organismo atual não nos permite abranger mais que um limitadíssimo círculo do império das coisas. A maior parte das formas da vida nos escapa. Venha, porém, um novo sentido acrescentar-se aos atuais, e imediatamente se há de o invisível revelar, será preenchido o vácuo, animado o que é hoje insensibilidade e inércia.
Poderíamos mesmo possuir sentidos diferentes, por sua estrutura anatômica, modificariam totalmente a natureza de nossas sensações atuais, de modo a nos fazer ouvir as cores e saborear os sons. Bastaria para isso que no lugar e posição da retina um feixe de nervos pudesse ligar o fundo do olho ao ouvido.
Nesse caso ouviríamos o que vemos. Em lugar de contemplar o céu estrelado, perceberíamos a harmonia das esferas, e nem por isso seriam menos exatos os nossos conhecimentos astronômicos. Se os nossos sentidos, em lugar de separados uns dos outros, estivessem reunidos, não possuiríamos mais que um único sentido generalizado, que perceberia ao mesmo tempo os diversos gêneros de fenômenos" (p.47-49).


E continuando com a análise de JUNG (1984):
"Se alguém pensa que uma crença sadia na existência dos arquétipos pode ser inculcada a partir de fora, é tão ingênuo quanto aqueles que querem proscrever a guerra ou a bomba atômica por meios legais. Essas medidas nos lembram aquele bispo que excomungou os besouros de sua diocese porque se haviam multiplicado incovenientemente. A mudança da consciência deve começar dentro de cada um e é um problema que data de séculos e depende, em primeiro lugar, de saber até onde alcança a capacidade de evolução da psique. Tudo o que sabemos hoje é que há indivíduos capazes de se desenvolver. Contudo, o seu número total escapa ao nosso conhecimento, da mesma forma como não sabemos qual seja a força sugestiva de uma consciência ampliada, isto é, não sabemos a influência que ela pode exercer sobre um círculo mais vasto. Efeitos desta espécie jamais dependem da racionalidade de uma idéia, mas bem mais da questão (que só podemos responder ex effectu - depois dos fatos): Uma época está madura ou não para mudança?" (p.159).

BRENNAN, Barbara Ann. Mãos de Luz: Um Guia Para a Cura Através do Campo de Energia Humana, 1ª ed., São Paulo: Ed. Pensamento, 1990.

DENIS, Léon. No Invisível: Espiritismo e Mediunidade, Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1909.

JUNG, C. G. - Tipos Psicológicos, Rio de Janeiro: Vozes,1991.

JUNG, C. G. A Natureza da Psique, Rio de Janeiro: Vozes, 1984.

MELGAÇO DA SILVA, Bernardo. Trabalho e Transformação: A Organização do Trabalho e o Nível de Consciência nas Sociedades Modernas, Dissertação de Mestrado, COPPE/UFRJ, 1982.

Dono de blog é condenado a pagar R$ 16 mil por comentário de internauta

Post abordava briga em colégio do CE; internauta insultou diretora. Blogueiro perdeu prazo para recurso e juiz ordenou penhora de bens.

Mariana Oliveira e Marília Juste
Do G1, em São Paulo

Por conta do comentário de um internauta em seu blog, o estudante de jornalismo Emílio Moreno da Silva Neto, de 33 anos, morador de Fortaleza (CE), foi condenado pela Justiça cearense no mês de julho a pagar uma indenização de R$ 16 mil.

Emílio perdeu o prazo para recorrer e, no último fim de semana, recebeu uma notificação de penhora de bens para o pagamento do valor.

O caso começou em março do ano passado, quando o universitário repercutiu em seu blog uma briga entre dois estudantes do Colégio Santa Cecília, na capital cearense. No comentário, um internauta insultou a diretora, uma freira chamada Eulália Maria Wanderley de Lima, e criticou sua atuação na intermediação da briga dos estudantes.

No segundo semestre do ano passado, a diretora da escola abriu uma ação por danos morais contra o blogueiro. Nas quatro primeiras audiências, segundo informações do Tribunal de Justiça do Ceará, o estudante compareceu e a diretora, não. Ela alegou viagens e outros compromissos profissionais.

Na quinta audiência, foi o estudante quem faltou, mas, ao contrário da diretora, não deu justificativas. Por conta disso, o juiz aceitou a ação e o condenou ao pagamento de 40 salários mínimos, o equivalente a R$ 16,6 mil na época. Emílio perdeu o prazo para recorrer e a ação transitou "em julgado" -- ou seja, não há mais possibilidade de recursos.

No último sábado, dia 21 de novembro, Emílio foi notificado sobre o mandado da Justiça de penhora de bens para pagar a quantia e tem possibilidade de tentar reverter a penhora.

O estudante afirma que não tem bens para serem penhorados e alega que tentou resolver o caso "amigavelmente". "O que eu realmente lamento é que não tenha havido um diálogo mais tranquilo, sem que houvesse a necessidade de uma ação na Justiça. Ofereci direito de resposta, apaguei de imediato o comentário. Enfim, acho que tudo isso é fruto de um grande equívoco. Lamento realmente."

Exclusão do comentário
O advogado Helder Nascimento, que defende a diretora da escola, porém, diz que antes de protocolar a ação pediu para que o comentário fosse retirado. "Pedimos para retirar e ele não retirou dizendo que era cerceamento da liberdade de expressão. Solicitamos que informasse quem era o titular do e-mail e ele se recusou. Não podemos deixar um cliente ser violentado."

Na versão do blogueiro, cerca de dois meses após o post e o comentário um escritório de advocacia da capital cearense entrou em contato com ele.

"Eles queriam, por telefone, que eu identificasse o autor do comentário. (...) No início achei que fosse algo muito estranho. Uma pessoa me liga e pede a identificação de um comentarista do blog. Eu não passei. Consultei o sindicato dos jornalistas do Ceará, a assessoria jurídica deles e no início de setembro chegou o mandato de citação do 11º Juizado Especial Cível."
O estudante afirma que, embora não tenha passado a identificação de imediato, retirou o comentário do ar após o primeiro contato. "A minha intenção desde o princípio foi produzir conteúdo relevante e acima de tudo, local. Nunca tive a intenção de promover ataque nenhum a ninguém."

Segundo Emílio, o e-mail dado pelo internauta era falso.

O advogado da freira, Helder Nascimento, diz que a Justiça avaliou o caso como "violação do direito de imagem". "Ele (Emílio) é o responsável pelo blog e foram veiculadas matérias ofensivas à pessoa que é uma religiosa, uma freira. E isso foi interpretado como excesso na liberdade de expressão."

Mediação
Para o advogado, o blogueiro deveria ter bloqueado as ofensas. "O blog tem mediador que faz a filtragem. Se isso existe tem uma finalidade, não está ali à toa. Ele permitiu que fosse veiculada uma ofensa a outra pessoa. (...) Embora ele não se sinta responsável, tem uma responsabilidade que extrapola o querer dele."

O advogado avalia ainda que a internet "não é um campo ilimitado". "Há muita discussão sobre o uso da internet. Mas há limite técnico em todas as relações, inclusive na internet."

Emílio diz se sentir injustiçado pela sentença. "Me sinto tão vítima quanto a Irmã Eulália. Na minha inexperiência jurídica, fui usado por alguém que certamente e deliberadamente queria atacar a diretora da escola e usou meu blog e a minha boa fé pra isso. Acho importante ponderar isso. Me sinto usado por um anônimo e punido por algo que eu nunca queria que tivesse acontecido."

De acordo com o estudante, o blog existe desde 2006 e analisa a mídia local e o cotidiano de Fortaleza.

Para o blogueiro, casos como o dele poderiam ser evitados com uma legislação clara sobre a internet.

"Quero mobilizar e sensibilizar as pessoas que militam nas redes sociais da importância de discutirmos e pressionarmos nossas autoridades para uma legislação clara e que possa amparar quem produz conteúdo na rede. Toda vez que conto essa história para alguém as pessoas ficam impressionadas. Há muita desinformação sobre tudo isso."
Fonte: G1

Não estamos sendo contemplados...

Por Pedro Esmeraldo

Ah! meus amigos, queremos desabafar as mágoas que temos dos poderosos e dos mexeriqueiros tão abundantes na região. Estamos convictos que esses cidadãos são levados pela máfia da “mão ligeira” e só nos tem trazido discórdia. Tudo causado pelo desejo de tornarem-se no “foco de progresso absoluto da região”, sugando o sangue dos outros municípios vizinhos, graças à proteção recebida das autoridades da capital.

Cremos que, com toda certeza, alguns de nós, pertencentes aos outros municípios que atualmente estão desprotegidos da massa governamental, sairemos um dia dessa dificuldade e seremos contemplados com novos investimentos, mesmo porque temos garra e buscaremos soerguer – acima da discórdia e dessa lama podre que ora nos atinge e contamina o ambiente – deixando-nos descontentamento e desarmonia. Ambas provocadas pela má fé e egoísmo de levar o progresso só para si.

Muita gente não compreenderá a causa da nossa revolta. Embora tenhamos dito que, posteriormente, seremos julgados pela benevolência de Deus. Visto que, segundo nosso pensamento, precisamos compreender que querem tirar tudo do Crato à força de um crescimento democrático e um equilíbrio regional. Temos convicção que futuramente lutaremos com muita fé e sempre auxiliados pelo Onipotente, com os olhos voltados para dias melhores.

No momento, estamos sendo castigados por essa massa discordante que ultimamente só pensa em relocalizar, noutro município, os melhoramentos previstos para nossa cidade. O Crato é sempre deixado de lado. Não vejo interesse de nossas lideranças na conclusão de obras como o Centro de Convenção e o monumento á Nossa Senhora de Fátima, no Barro Branco. O ritmo de trabalho, dessas obras, é lento. Às vezes são paralisados e, quando reiniciados, são tocados a passo de tartaruga, o que vem mostrar a má vontade dos órgãos administrativos do Estado. E ainda quer obrigar o povo a engolir tudo isso calado.

Enquanto isso as obras previstas para outras cidades andam bem rápidas, causando espécie à população cratense, que também quer ver sua cidade com o merecido destaque no contexto do Estado do Ceará.

Lançamos uma pergunta: também nós não pagamos impostos e tributos? Por que estamos esquecidos em relação a outros municípios cearenses? Notamos que somos empurrados para escanteio. Com sinceridade responderemos aos inimigos do Crato, aqueles que só vêm buscar o nosso voto no período eleitoral, diremos a esses homens públicos, incluindo os da zona norte do Ceará, que nós, os cratenses, não suportaremos mais essa desigualdade e nem iremos contribuir com nossos votos para a essas pessoas descomprometidas com o progresso do Crato.

Concluo dizendo a esses senhores: não pretendemos participar de facção partidária, praticadas sob o método do clientelismo: Procuraremos o que há de melhor, fazendo um trabalho intenso e com fé. E sairemos dessa balbúrdia na certeza que dias melhores virão para Crato num futuro próximo. E mais: não abraçaremos os lisonjeadores porque não nos interessa bajular ninguém, mas avisamos a esses verdadeiros inimigos que seremos diligentes e louvaremos a todas as pessoas interessadas no progresso do nosso Crato.

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária



Dia 26/11, quinta-feira

Especiais - Oficina - ARTE RETIRANTE
Local (Caririaçu)
14h Arte Mural. 240min.

Programa de Rádio – Rádio Educadora AM 1020
14 h Compositores do Brasil. 60min.

Música - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
14h O Protesto na Música Popular Brasileira. 180min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet. 180min.

Artes Visuais - SEMINÁRIO AVANÇADO DE ARTE
18h Identidades Culturais na Pós-Modernidade. 180min.

Música - PALCO INSTRUMENTAL
19h30 Pipoquinha. 60min.

Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os cegos e a geopolítica da América Latina.

Falar sobre o estado crítico em que se encontra a cultura do Brasil, do Nordeste e mais especificamente do Cariri tem se tornado necessário já que a visão sobre isso não é nem de longe vislumbrada pelos nossos jornalistas da mídia maior (seja televisiva ou escrita). A respeito desta última, perdemos no Brasil nos últimos anos a qualidade da erudição dos nossos escrevinhadores de notícias, que ia de um Nelson Rodrigues a um José Guilherme Merquior.
Se alguma cabeça pensante quiser perceber o fosso que separa a geração desses escritores/jornalistas basta consultar seus livros, onde alguns deles são compostos das matérias que os mesmos escreviam, para a qualidade da escrita que hoje vemos em nossos jornais, assim como o grau de completo desconhecimento sobre o que passa na cultura ocidental, pondo assim gigantescas viseiras em nossos “(de) formadores de opinião”. Não podemos dizer que “ignorar” seja o verbo perfeito para classificá-los, pois assim seríamos displicentes com outros como “disfarçar”, “enganar” ou “cegar”. Todos eles encaixam-se perfeitamente para noventa e nove por cento da mídia nacional aonde alguns chegaram a denominá-la de PIG (Partido da Imprensa Golpista).
Torna-se curioso tais observações, pois a mídia que é acusada de ser golpista é aquela que aparentemente sucumbe às tentações “do capital”, que supostamente vai de encontro às mudanças que atualmente ocorrem no Brasil, e/ou, no continente sul americano. A visão de uma impressa ineficiente de fato existe, porém, enxergar a grandiosidade do processo exigiria aos militantes de esquerda honestidade e percepção (quem achar um militante de esquerda com tais características não me mostre, pois será um oximoro). Numa perspectiva mais estadual podemos dizer que não sabemos de nada da geopolítica mundial e muito menos do importante processo de crescimento das esquerdas (seja por golpe de estado, ou por um aparente processo democrático de eleição) no continente latino americano iniciado desde os anos 60. Através da estratégia política traçada pelo italiano Antonio Gramsci, ideólogo que a maioria do povo brasileiro desconhece, e que a elite Cult que o conhece nega tal fenômeno, o povo brasileiro foi e é diariamente catequizado por uma doutrina socialista em que consiste primeiro ocupar a cena cultural, para que somente depois, caso a ala revolucionária esteja devidamente preparada possa acontecer à tomada do poder.
Ao ler as linhas acima o leitor pode imaginar que isso só pode ser fruto de uma mente muito fértil, ou do presente texto ter sido elaborado por algum partido de “direita” (como se houvesse algum partido de direita hoje no Brasil). Para não confundi-lo, demonstro com algumas poucas provas (e que se o leitor desconfiar poderá estudar alguns livros e verificar em outros sites) a extensão do processo. Como disse, o intuito de tomar o poder lentamente, ocupando primeiramente todos os espaços possíveis como jornais, (que ajuda a difundir para a grande massa a idéia esquerdista que a política socialista seria uma coisa benéfica, que o capital estrangeiro é culpado pela atual situação social do país, e que a imagem do capitalismo é de um conjunto de países que exploram outros países pobres) escolas, onde boa parte das disciplinas de história e geografia não só distorcem fatos como falsificam provas e difundem através de um extenso mercado editorial (que vai das primeiras séries até a universidade). Para conferir essa doutrinação observe no número de denúncias que o site http://www.escolasempartido.org/ tem conseguido organizar através de um trabalho notável totalmente desconhecido pela maioria dos pais. Aí estão denúncias de fraudes de conteúdos históricos nas mais diversas séries em escolas particulares públicas. Para que o leitor não fique assustado, é bom saber que o mercado editorial que produz a “elite” da intelligentsia é contaminado pelas mesmas fraudes de conteúdo histórico, cortes de obras importantes que rebateram os absurdos do socialismo desde co começo do século XX e que são omitidas criminosamente nas faculdades, dando aos alunos uma visão totalmente falha do processo, os induzindo de forma criminosa a adoção de ideologias que eles mesmos desconhecem. A editora Boi Tempo ( http://www.boitempo.com/ ) é uma das tantas que ignora totalmente gênios da economia que rebateram cabalmente o socialismo em todas as suas possibilidades como os economistas da escola austríaca, que vergonhosamente são publicadas no Brasil de modo improvisado por algumas poucas edições, ou agora pelo trabalho notável do jovem Rafael Hotz, estudante que traduz as obras do inglês para o português e as publica em seu blog http://enxurrada.blogspot.com/ .No blog (e não em nossas faculdades) encontramos obras traduzidas de Von Mises, Hayek, Rothbard, Charles Jhonson, entre outros, só para citar alguns dos maiores economistas do mundo que a mentalidade brasileira ignora quase que por completo.
Se o leitor até agora não leu nenhuma obra acima e nem nunca ouviu falar na figura do senhor Antonio Gramsci, infelizmente ignora do quanto foi catequizado, não só você através dos jornais, mas seu filho em sua escola, ou nas compras de sua esposa. Afinal, saber que produtos falsos vindos da China (comunista) como bolas Adidas, brinquedos de pelúcia, carvão, cimento, produtos elétricos entre tantos outros, são fabricados através da exploração de trabalhadores em regime de escravidão não é fácil de ser percebido. Como adivinhar o que se passa no outro lado do mundo? Certamente não é através da globo, da recordo ou tampouco no diário do nordeste ou no jornal o povo. O leitor que quiser tais informações terá que fazer um notável esforço que consiste em pesquisa e montagem de um extenso quebra cabeça que é gramscianamente escondido. Para dar uma colher de chá fica abaixo uma pequena lista de sites que poderá conferir as barbaridades do PT, sua relação com as FARC, MIR, os crimes do comunismo, fuzilamentos, corrupção e toda sorte de crimes que jamais você saberia se esperasse pela competência de quem comumente você pode ler: http://www.heitordepaola.com/index.asp, http://www.averdadesufocada.com/, http://alkimistasdobrasil.blogspot.com/ , http://www.cubaarchive.org/home/index.php , http://cubaarchive.org/home/index.php, http://www.armandoribas.com.ar/ , http://www.austriaco.blogspot.com/, http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/ , http://www.nivaldocordeiro.net/, http://www.ordemlivre.org/files/hayek-ocaminhodaservidao.pdf .
Estar no Cariri e ignorar toda essa articulação socialista que atualmente se passa na América Latina é quase que uma regra. Prolongar-se através do tema exigiria espaço que não daria para relatar nem mesmo através de um livro. No mais espero ter contribuído para um debate que está em águas profundas sufocadas não pela mão invisível de Adam Smith, mas pela mão discreta do senhor Antonio Gramsci.

Luiz Carlos Salatiel encerra Semana de Iniciação Cientifica da URCA



A XII Semana de Iniciação Cientifica da Universidade Regional doCariri – URCA que esse ano tem como tema “Ciência & Sociedade:Caminhos para o Futuro que iniciou na última segunda-feira, dia 23 eserá encerrada com o show muisical “Os Girassóis” do multiartista Luiz Carlos Salatiel, nesta sexta-feira, dia 27, a partir das 20h00, no Salão de Atos do Campus Pimenta.


Depois de seu “Contemporâneo”, o compositor e intérprete Luiz Carlos Salatiel nos traz neste novo espetáculo as canções que poderão constardo seu próximo Cd e que também receberá o nome de “Girassóis”, umareferência positiva à flor que sempre está voltada para a luz.


No repertório constam músicas autorais e em parceria com Zé FlávioVieira, Geraldo Urano, Abidoral Jamacaru, Pachelly Jamacaru, Zé NiltonFigueiredo, Cleivan Paiva, Tiago Araripe, dentre outros.


Neste show, a voz expressiva desse grande intérprete da canção caririense receberá o acompanhamento do melhor “time” de músicos daregião, ou seja: Ibbertson Nobre: teclados; Lifanco: violão e guitarra; João Neto:contra-baixo; Bonifácio Salvador: sax; Saul: bateria; CíceroTertuliano: percussão.

Biografia do Padre Cícero lidera ranking dos livros mais vendidos em SP


Por Renato Casimiro

Em apenas uma semana de vendas, a nova biografia do Padre Cícero é a primeira colocada no ranking dos livros mais vendidos na cidade de São Paulo, conforme boletim informativo da Livraria Cultura. Os lançamentos em Juazeiro do Norte e em Fortaleza estão confirmados para os dias 02 e 08.12. Em Juazeiro será no Centro Cultural BNB e em Fortaleza será no Centro de Cultura Dragão do Mar.

"Padre Cícero" é o resultado da pesquisa de Lira Neto . Nesta biografia, o autor se debruça sobre a vida do líder - Cícero Romão Batista, o Padim Ciço dos romeiros e fiéis. Baseado em documentos, o autor reconta os noventa anos de vida do sacerdote, desde seu nascimento no sertão cearense até a consagração como líder popular. A obra pretende desfazer equívocos históricos e ajudar a enxergar o homem por trás do mito. O livro é dividido em duas partes, que apresentam diferentes momentos da vida de Cícero. Em 'A Cruz', o foco está na religião - a ordenação como padre, os supostos milagres, os primeiros conflitos com o bispado cearense, que chegaram ao Vaticano e culminaram em seu afastamento da Igreja. Em 'A Espada', aborda a política, carreira que Cícero abraçou depois de proibido de ordenar. Depois de lutar pela emancipação de Juazeiro, cidade da qual foi prefeito por quase vinte anos, Cícero elegeu-se vice-presidente do estado do Ceará. Chegou a apadrinhar um exército de jagunços, numa revolução armada que levou à derrubada do governo local; aproximou-se de Lampião, de quem buscava apoio para combater a Coluna Prestes; arquitetou um pacto entre os coronéis sertanejos, que ajudou a apaziguar a região e fez de Juazeiro o centro das aristocracias rurais do Ceará. Já perto do fim da vida foi eleito deputado federal, e ainda fez oposição a Getúlio Vargas.

Saiu na Imprensa:

Folha de São Paulo (6/11/2009)

Cícero absolvido

Jornalista lança biografia de Padre Cícero, enquanto Vaticano estuda a reabilitação do religioso

SYLVIA COLOMBO

"Nosso Senhor não iria deixar a Europa para fazer milagres no Brasil." A frase teria sido dita por um religioso francês durante o período em que o padre Cícero Romão Batista (1844-1934) tentava provar que estranhos acontecimentos na paróquia que comandava, em Juazeiro do Norte, eram legítimas manifestações de Deus e não delírio de um bando de sertanejos fanáticos.


Pois agora, mais de setenta anos depois de morto, o líder religioso cearense tem a chance de ser aceito. O Vaticano, por obra do papa Bento 16, tem discutido a reabilitação do padre, que morreu proscrito. Seria o primeiro passo para uma provável canonização no futuro.


Por conta desse processo, a Igreja facilitou o acesso a documentos até então restritos a um jornalista também do Ceará, Lira Neto, 45. Ele já vinha estudando o tema há muitos anos, mas, até então, sem poder consultar essa documentação de primeira mão.


"Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão", não é o que pode sugerir a circunstância, ou seja, um relato parcial sobre o personagem. Trata-se de um aprofundado e isento estudo biográfico apresentado por meio de uma narrativa envolvente. Em entrevista à Folha, Lira Neto disse: "Os que confiaram documentos a mim sabem que eu não sou religioso e que não faria algo laudatório, mas, sim, um retrato equilibrado".


Livro nega imagem de líder místico


Lira Neto diz que Padre Cícero era hábil ao fazer alianças, o que permitiu manter liderança mesmo proscrito pela Igreja.


Para jornalista, ao absolver o padre agora, Vaticano tenta conter o avanço de evangélicos no Brasil e atrair fiéis que vão a Juazeiro.


Tudo começou em 1889, quando Cícero, então um jovem sacerdote de Juazeiro do Norte, ao oferecer a comunhão à beata Maria de Araújo, viu a hóstia simplesmente... sangrar.

O evento se repetiria inúmeras vezes, com diferentes audiências. Médicos foram chamados, mas não conseguiram explicar o fenômeno, considerado, a partir de então, um milagre pela população local.

Os homens da Igreja, porém, não acreditaram no que se passava. Julgaram Cícero um mistificador, um explorador da ingenuidade popular.

Os relatos do livro referentes a passagens supostamente milagrosas são muito vívidos. Apesar de não ser religioso, Lira Neto não nega de modo taxativo esses eventos. "Algo aconteceu ali", diz.

No texto, porém, deixa transparecer certa ironia com relação a episódios que parecem delirantes. "Uso um pouco de humor. Por outro lado, alimento um profundo respeito pela devoção alheia."

Para reconstruir tais eventos e o diálogo entre autoridades da Igreja no Brasil e destes com Roma e o tribunal do Santo Ofício, Lira Neto contou com o acervo da Cúria do Crato, onde estão mais de 900 cartas.

Também conseguiu uma fonte de informações valiosa no Vaticano, que não revela. O livro mostra como, suspenso das atividades sacerdotais, Cícero voltou-se para a política. Lira Neto acha que, assim, demonstrou capacidade de reinvenção. "Cícero foi engolfado pelo instante histórico que o gerou. Mas soube se posicionar e sobreviveu a outros beatos, varridos pela história."


O biógrafo diz querer desconstruir a imagem de místico caricato do líder. Considera-o um homem inteligente e sagaz ao fazer alianças. E muito, mas muito conservador. Era obcecado por reconstituir famílias desagregadas. Posicionava-se contra o samba e a cachaça. O tom de seus discursos, muitas vezes, era apocalíptico.


O autor chama a atenção para os dois universos diferentes que o formaram. "Tinha um pé no universo sertanejo, mas carregava a rigidez do seminário em que estudou. Não era culto, mas lia livros de autores ocultistas. Tinha dificuldade na articulação das ideias e concebia o mundo com simplicidade. Mas era hábil nas relações e, com isso, manteve-se."

Lira Neto trabalhou mais de dez anos no jornal "O Povo" como repórter e, depois, como ombudsman da publicação. Também é autor das biografias "Maysa" e "Castello".

Conta que sempre sonhou em escrever a história do Padre Cícero, mas que achava o personagem "grande demais". A perspectiva de mexer com documentos inéditos o estimulou a ir em frente com o projeto.

O jornalista não tem dúvida de que Cícero será absolvido. Considera que o interesse da Igreja Católica no processo é o de deter o avanço da Igreja Evangélica no Brasil ao atrair para si um ícone popular que costuma levar mais de 2,5 milhões de peregrinos todos os anos a Juazeiro do Norte.

Enquanto isso, a biografia alça voo. Já foi feito um acordo com o produtor Rodrigo Teixeira para uma versão cinematográfica. O filme, planejado para 2011, será dirigido por Sergio Machado ("Cidade Baixa").

PADRE CÍCERO - PODER, FÉ E GUERRA NO SERTÃO Autor: Lira Neto Lançamento: Companhia das Letras Preço: R$ 49 (576 págs.)

Sobre o autor:

LIRA NETO

O jornalista Lira Neto nasceu em Fortaleza em 1963. Nos anos 1970 e 1980 publicou poesia alternativa e pertenceu à chamada 'geração mimeógrafo'. Mora em São Paulo, onde se tornou colaborador do site No Mínimo e de jornais e revistas como Contigo!, Sexy, VIP, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. É autor de 'Castello - a marcha para a ditadura' (2004) e 'O inimigo do rei - uma biografia de José de Alencar' (2006), entre outros livros.


Enviado por Renato Casimiro


Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária

Dia 25/11 - quarta-feira

Especiais - ARTE RETIRANTE
Local (Caririaçu)
14h Oficina: Arte Mural. 240min.
16h Sessão Curumim: Spirit, O Corcel Indomável. 84min.

Música - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
14h O Protesto na Música Popular Brasileira. 180min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet. 180min.

Artes Visuais - SEMINÁRIO AVANÇADO DE ARTE
18h Identidades Culturais na Pós-Modernidade. 180min.

Especiais - Cinema - ARTE RETIRANTE
Local: Mauriti
19h O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto e A Ordem dos Penitentes. 73Min.

Especiais
19h Festcine Digital do Semi-Árido

Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

Pensamento para o Dia 25/11/2009


“O que significa a não-violência (Ahimsa)? Ela não é simplesmente abster-se de causar dano aos outros; implica também em abster-se de causar dano a si mesmo. Em relação à fala, a pessoa deve examinar se suas palavras causam dor aos outros. Ela deve ver se sua visão não está corrompida com más intenções ou maus pensamentos, e também não deve escutar conversa nociva de nenhuma pessoa. Todas essas coisas causam dano. Portanto, ela deveria cuidar para não dar espaço à má visão, a escutar o mal, à má fala, aos maus pensamentos e às más ações. E como se determina o que é ruim? Consultando sua consciência. Sempre que você age contra os ditames de sua consciência, maus resultados se seguirão.”
Sathya Sai Baba

terça-feira, 24 de novembro de 2009

IRMÃOS ILUMINADOS - HUMANOS NÃO TÊM CONSCIÊNCIA CÓSMICA-

Luiz Domingos de Luna*

Ao contemplar o emaranhado Cósmico do Universo, todo ser humano se sente impotente diante de tanta existência, satélites, planetas, quasares, galáxias, buracos negros e uma infinitude que o pensamento dos seres humanos, mesmo para os mais brilhantes gênios da humanidade, fica sempre a pergunta para que tudo isto? Que engenharia é esta? Como foi feito? Por que foi feito, como? Existe até os mais audaciosos que perguntam realmente estamos sós? É assustador saber que os seres humanos com todo o conhecimento adquirido ainda não tenham respostas para: De onde viemos? Para onde vamos? Porque estamos aqui? Qual a Missão humana? Diante de tanta beleza inteligível da existência, penso que outros seres universais já ultrapassaram a inteligência humana há muito {de longe}. Pois a morte é algo muito obsoleto, a dependência dos seres humanos com o meio ambiente é muito grande, estes animais racionais precisam de água, ar, gravidade, alimento, só sabem viver em grupos, parece que estão sempre assustados. Esta dependência exagerada do meio ambiente é com certeza um atraso intelectual muito grande. É muita repetição. A dor, o sofrimento e a morte são provas cabais de que a humanidade não está pronta para ter o controle do universo. Porém, entendo que outros irmãos nestas alturas, já têm a chave do controle universal, de há muito, a posse do bóson de higgs, que jamais poderá ser encontrado em fissão de partículas, ou de aceleração em velocidade variada, ou não, visto, a força gravitacional forte da terra ser impedimento pleno. Até quando teremos que clamar pela caridade intelectual dos nossos irmãos iluminados, que com certeza estão rindo destes seres racionais, em tese, mas que não conhecem a razão da existência do universo em expansão. Seres humanos - os grandes construtores de desertos.

Aos Seres Humanos - Onda de Luz!
Quebrando correntes
No tempo a passar
Mistérios a desvendar
A todo o momento

Se tudo fosse diferente
Teria o ser humano
O pensar, um plano.
Da existência presente

Que show arriscado
De um palco sem fim
O infinito vem a mim
Ou já foi programado

Tanta existência
Quem vai usufruir
O tempo destruir
Ou há consistência

A Vida acompanha
As etapas da curva
Existe uma luva
De potência tamanha

Controlar o processo
De toda imensidão
É plenitude da razão
Ou pensamento, ao inverso.

É do ser humano obrigação
Conhecer todo o infinito
Ou existe um conflito
Buscando interrogação?

Já não é chegado
A hora de saber
Do universo o porquê ?
Na existência – postado.
(*) Colaborador do blog cariri agora

A Cigana – por Carlos Eduardo Esmeraldo

O mês de novembro do já distante ano de 1963 transcorria lentamente. Nas rádios, ouvíamos insistentemente o sucesso do momento, a extraordinária canção de Tom Jobim, “Garota de Ipanema”, uma música que ainda hoje é sinônimo de Brasil pelo mundo afora, assim como “Aquarela do Brasil” é confundida com o nosso hino. No Crato, o rebuliço das mocinhas era a chegada de uma cigana que, instalara sua tenda num terreno baldio, ao lado da estação do trem, bem defronte da Drasa, a revendedora dos fusquinhas. A tal cigana era festejada porque segundo muitos acreditavam, adivinhava tudo e previa muitas coisas para o futuro, principalmente o príncipe encantado tão ansiosamente aguardado pelas sonhadoras. Eu ouvia dizer que até alguns rapazes foram vistos consultando a tal cigana. E a fila dobrava o quarteirão.

Para mim, aquele mês de novembro ficou gravado na memória como um marco significativo de muitas perdas. É que no inicio do mês, eu sofri uma grave contusão no joelho, durante uma disputadíssima partida de futebol de salão, um esporte muito em moda no Crato daquela época. Fiquei o mês inteiro preso à cama, com um extraordinário inchaço no joelho esquerdo, que deixou minha perna dobrada em ângulo de noventa graus. Não podia andar e sequer levantar-me da cama.

Uma das conseqüências dessa lesão teria sido a remota possibilidade da seleção brasileira tricampeã mundial de futebol em 1970 haver sido definitivamente desfalcada de um esforçado ponta-esquerda cratense. Uma grande perda minha e sorte do Rivelino. Além do mais, um tímido sonhador foi retirado da vida social da cidade por mais de um mês, isto é; da Praça Siqueira Campos.

Para fugir da monotonia daqueles dias, eu lia tudo que me chegava às mãos, desde Machado de Assis até as fotonovelas da revista “Capricho”. No Colégio Diocesano, por ordem do Monsenhor Montenegro, as minhas notas do mês de novembro foram repetidas, pois àquela altura já me encontrava aprovado por média. No final do mês, já estava completamente recuperado.

Em janeiro do ano seguinte, eu pisava firme com as duas pernas, sem nenhum vestígio da lesão que me prendera à cama durante um longo mês.

Certo dia, eu estava vindo do São José para o Crato, e ao descer de um ônibus defronte da estação do trem, avistei ao lado, a tal tendinha da cigana. Já não havia mais a extensa fila de antes. Não tive dúvidas. Entrei movido mais pela curiosidade, pois nunca dei muita bola para essas coisas de cartomante ou adivinhas. Não sou daqueles que acreditam em bruxarias. Para mim isto não existe. Acho mais importante deixar que as coisas aconteçam e confiar na proteção divina.

Entretanto, parece que algumas pessoas possuem algum tipo de percepção extra-sensorial, capaz de comunicar-se com os outros por algum processo telepático. A tal cigana poderia ser uma dessas. Mas acho que ela deu mesmo foi um tremendo chute. Assim que eu entrei, ela bateu com toda força na bola e acertou em cheio: “Você esteve doente, problema na perna, não foi?” Depois previu que eu faria um grande concurso nos próximos três anos, e que morreria rico e no exterior. Ao indagar em qual país, ela respondeu: “na minha terra, a Espanha!”.

Repito que eu nunca dei importância a essas tais previsões. Do meu passado, aquela charlatona acertou alguma coisa cobrando escanteios. Quanto ao futuro, tirando o previsível concurso vestibular, acredito que a cigana acertou na riqueza. Mas não necessariamente riqueza de bens materiais, como ela insinuava. A esta altura, estou mais preocupado em “ajuntar tesouros que nem a traça corrói ou os ladrões roubam”. Se eu hoje sou rico, é de felicidade, o que já uma grande fortuna.

Não foi possível ainda testar a outra previsão da artilharia daquela cigana com uma viagem à Espanha. Tenho certeza que algum dia eu e Magali iremos conhecer a Europa, inclusive a Espanha. E esperamos voltar vivos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Passos

Passos que passo
Passos que vem
Passos do além
Não sei o que faço

É como um compasso
De um tempo passado
Já foi um chamado
Na imensidão do espaço

Ouvi um grito
Parecia um trovão
Na escuridão
Estava aflito

Pulei noutro astro
Deixei a pisada
Ta lá registrada
Como um mastro

Luz em ebulição
Fiquei assustado
Parece ter entrado
Noutra dimensão

Tudo tão diferente
Um carrossel giratório
Um som vibratório
No meu consciente

Sonho ou realidade
Não sei precisar
É um vôo a voar
Não tem gravidade

Uma mão me puxou
Numa frieza gelada
Não sei mais de nada
Num novo mundo estou

Luiz Domingos de Luna - Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)

UMA ONDA DE GUERRILHAS NO CARIRI

Grupo de Guerrilheiros


Orleyna Moura e Cacá Araújo


GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE – TROFÉU JUSCELINO LEAL LOBO JÚNIOR

UMA LUTA VITORIOSA

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense, realizada pela Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato – Pontos de Cultura do Brasil, é a grande unanimidade quando se fala em artes cênicas do Cariri. Iniciada no dia 7 e encerrada em 22 de novembro de 2009, transformou-se na maior vitrine da criatividade cênica regional. A verdadeira mostra do Cariri! Cerca de 150 participantes, entre atores, produtores e técnicos! Quase 5.000 pessoas prestigiaram a Guerrilha!!!

O dramaturgo e guerrilheiro Cacá Araújo, idealizador e coordenador do projeto, afirma que a Guerrilha superou as expectativas de público, graças à qualidade dos espetáculos e à brava platéia local, que valoriza e prestigia os artistas e grupos da região. "A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um movimento de afirmação da identidade cultural do Cariri e do Brasil, é a expressão mais profunda da inventividade e ousadia de dramaturgos, atores e encenadores caririenses; é a maior mostra da produção local em artes cênicas e, na edição de 2010 grupos de outros municípios da região serão envolvidos”.

Outro fator importante é a unidade dos grupos teatrais em torno de uma ação de fortalecimento e divulgação de suas obras. Isso vai se desenvolver e representar um grande patrimônio para o turismo cultural e a educação de crianças, jovens e adultos.

O mais audacioso movimento em defesa das artes cênicas do Cariri contabilizou 16 espetáculos de teatro e dança. Todos do Cariri! Durante o encerramento, dia 22 de novembro, as companhias receberam o Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior e seus membros foram contemplados com certificados participação no grande evento. O destaque da solenidade foi a homenagem especial prestada pelos artistas-guerrilheiros à atriz e diretora Orleyna Moura, considerada a nossa 1ª Dama do Teatro Cearense, pelo transcurso de seus 31 anos de carreira, cuja dedicação nos enobrece e orgulha.

Companhias participantes: Cia. Teatral Anjos da Alegria (Crato), Cia Teatral Livremente (Juazeiro), Associação dos Artistas e Amigos da Arte de Juazeiro do Norte, Cia. Cearense de Teatro Brincante (Crato), Grupo Cênico da SCAC (Crato), Cia. Teatral Boca de Cena (Crato), Cia. Wancylus Gat Produções (Crato), Grupo Ninho de Teatro Juazeiro), Allysson Amancio Cia. de Dança (Juazeiro), Cia. Mandacaru de Arte e Eventos (Juazeiro).

Estimular e fortalecer a produção regional em artes cênicas, valorizando artistas e grupos locais como importantes na consolidação da identidade caririense, preparando a região para intercâmbio que não exclua o valoroso patrimônio cênico do nosso povo, eis alguns dos objetivos elencados pelos realizadores do evento, ressaltando a criação de uma cooperativa de artes cênicas como uma meta emergencial do movimento.

Cacá Araújo declara que a produção das artes cênicas no Cariri é intensa e diversificada. "Aqui temos excelentes dramaturgos, atores brilhantes, encenadores geniais, bailarinos e coreógrafos de extremo talento. Mas a maior virtude dos nossos artistas é o significativo abandono dos clichês e da estética ditada por mercenários instalados em grandes centros urbanos do Sul e Sudeste, principalmente através de ações midiáticas hegemonistas e preconceituosas em relação ao Nordeste", afirma, pontuando também que "o produto teatral do Cariri tem que ter o aroma, o rebolado, o ritmo, a história, a cultura do nosso povo, que, longe de significar isolamento, revela avassalador conteúdo universal e fortalece a identidade, soberania, a auto-estima e o sentimento de pertença".


GUERRILHA DAS ARTES TRADICIONAIS E CONTEMPORÂNEAS
UM PROJETO A SER CONSTRUÍDO E REALIZADO


Iniciativa semelhante deverá ser discutida com músicos, compositores, artistas plásticos, cineastas, mestres e brincantes de folguedos, poetas, bandas de todas as linguagens, produtores, comunicadores e sociedade em geral.

A idéia é criar a verdadeira vitrine da arte e da cultura caririenses no período da Exposição do Crato, respeitando a diversidade, do tradicional ao contemporâneo. Será um canal de defesa da identidade regional, de valorização dos talentos locais, de respeito à história e à alma do nordestino-caririense. De acesso público e gratuito, sem mercantilismo mercenário, sem apologia a preconceitos de qualquer natureza... Será uma espécie de Confederação das Artes do Cariri!

Mãos à obra, então! Com destemor, bravura e insubmissão!!!

Guerrilheiro Cacá Araújo
Professor, Folclorista, Poeta, Dramaturgo, Ator e Diretor de Teatro

A Alma do Mundo – Chico Xavier


Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram
nas dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.

Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.

Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!

(Chico Xavier)

Pensamento para o Dia 24/11/2009


“Deve-se meditar constantemente no princípio da realidade de Deus e na impermanência do mundo (Brahma Sathyam, Jagath Mithya). Há que evitar-se a companhia de pessoas más e até a amizade demasiada com o bom. O apego dessa natureza o arrastará para longe do caminho a Deus. Abandone o apego ao momentâneo. Uma vez que você alcance essa atitude de não ser afetado (Udaaseenata), você terá paz (Shanti) imperturbável, autocontrole e pureza da mente.”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A economia e cultura Cratense: 1989-1999 (I)

Por Pedro Esmeraldo

Antes, vamos dar uma ligeira pincelada que significa economia: ao nosso ver, a economia é o controle para reduzir as despesas e controlá-la a rigor; por isso, temos de olhar com cuidado e preparar com dados especiais o verdadeiro significado, o que podemos mostrar o critério econômico de uma cidade. Para nós, significa como ciências sociais e das riquezas.

Não conseguimos bem dados suficientes para relatar e esboçar o critério económico do Grato referente aos anos de 1989 a 1999: assim o pouco que nós sabemos, podemos revelar com minúcias, esmiuçando um pouco que temos de bom da nossa economia agrícolas.

Para nós, a economia agrícola do Crato houve um retrocesso, devido à queda do movimento açucareiro e a falta de trabalho técnico na indústria canavieira que provocou o desgaste económico da agricultura regional, já que todos os métodos agrícolas se tornaram ultrapassados e o Crato sentiu um grande abalo económico na evolução açucareira; ás vezes, devido a falta de incentivo das administrações e das autoridades federais, pois deixaram a nossa região totalmente esquecida no setor agrícola.

Outro fator prejudicial a economia local foi a queda do algodão, visto que uma praga de insetos foi jogado no Nordeste, prejudicando totalmente o setor agrícola desta região, pois se tornou aniquilada por esse inseto proveniente dos Estados Unidos com o intuito de enfraquecer totalmente a produção algodoeira do Nordeste. Por isso, Crato foi prejudicado, o homem não souber compreender a realidade e ficou totalmente acomodado, sem direção para seguir seu caminho.

Por outro lado, no ramo industrial fomos contemplados com pequenas e médias indústrias: como a instalação da Grendene e outras indústrias com médio porte e com a recuperação da fábrica de papel, modificando-a para a fabricação de papel higiénico e ainda outras que não podemos mencionar por falta de espaço.
Também, o comércio evoluiu muito, instalando-se aqui grandes firmas que vieram contemplar o nosso comércio.

Pensamento para o Dia 23/11/2009


“Os seres humanos não podem compreender o Absoluto sem forma e sem atributos. Os Avatares (Encarnações Divinas) surgem na forma humana para permitir à humanidade experimentar o Sem Forma em uma forma que seja acessível e útil. Um Avatar assume a forma que seja benéfica e dentro do alcance dos seres humanos. Um esforço deve ser feito para entender a natureza da divindade. É somente quando Deus vem na forma humana que os seres humanos podem ter a completa oportunidade de experimentar e desfrutar do Divino.”
Sathya Sai Baba

Jornal Brasil Econômico publica matérias sobre o Padre Cícero

Por Renato Casimiro

O Jornal Brasil Econômico traz na edição de hoje página dupla sobre Padre Cícero. O destaque vai para a entrevista com dom Fernando, sobre a reabilitação. Também tem artigo assinado por Lira Neto. O jornal chama o livro de "monumental biografia". Confiram lá no site http://www.liraneto.com/2009/11/uma-monumental-biografia.html.