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domingo, 14 de julho de 2013

O QUE É VALOR? A TEORIA DE VALOR DE KARL MARX E A MAIS-VALIA ESPIRITUAL: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS

O QUE É VALOR? A TEORIA DE VALOR DE KARL MARX E A MAIS-VALIA ESPIRITUAL: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS Em 1994 iniciei a minha pesquisa de doutorado na COPPE/UFRJ. O meu objeto de estudo e tema era o trabalho pessoalmente imprescindível, ou seja, uma outra natureza de trabalho complementar ao trabalho socialmente necessário discutido brilhantemente no livre de Marx O CAPITAL. Confesso que não tenho ideologia mas adorei ler e estudar linha por linha e parágrafo por parágrafo. Em outras, palavras apesar de admirar a genialidade desse grande pensador, eu não me considero Marxista no sentido ideológico. Vejo que a maioria dos meus colegas, Marxistas do Cariri, que conheci não conseguiram compreender a grandeza de suas abstrações fantásticas. Ou seja, não sou marxista mas adoro Marx. Ele tem uma frase que estou incluindo na minha série "AS FRASES E EXPRESSÕES MAIS SIMPLES SÃO AS MAIS SÁBIAS" "A religião é a consciência de si que o homem perdeu e não adquiriu ainda" K. MARX. E outra: "A falta da verdadeira religião é o ópio do povo" K. Marx. Eu assino embaixo! Então, por que tive que ler Marx naquela época? Porque eu queria um capítulo na minha tese sobre o tema VALOR. Entende-se, aqui, valor não apenas no sentido do capital econômico, Mas, a essência da palavra VALOR. E porque escrevo não para ganhar dinheiro e nem para aparecer ser um cara inteligente, mas porque sinto um prazer imenso em refletir e divulgar gratuitamente minhas abstrações intuitivas. Isso desde 1988! Então, meu orientador (eu tive dois) Miguel de Simoni (o orientador oficial era Ubirajara Mattos - uma pessoa inteligentíssima e altamente competente) disse para mim: "Se você quer escrever um capítulo sobre o tema VALOR terá que se matricular numa universidade que tenha a disciplina Teoria de Valor em Marx em qualquer universidade do Rio de Janeiro". Assim, Miguel me ajudou a pesquisar e descobrir em qual universidade existia essa disciplina. Então, levamos algum tempo para descobrir que a Universidade Federal Fluminense (UFF) tinha essa disciplina. Eu fui lá me matriculei na disciplina. No primeiro dia de aula o professor (doutor em Teoria de Valor em Marx formado na Alemanha que leu e estudou Marx na língua alemã!) pediu que formássemos um círculo para ele arguir a gente (éramos uns dez alunos de diversas universidades). E ele perguntou para cada um o seguinte: "Qual foi o motivo ou interesse que levou cada um de vocês se matricularem na minha disciplina?". E cada um dos alunos doutorandos foi respondendo o seu motivo. Até que chegou a minha vez e eu disse: "Eu quero aprender a Teoria de Valor em Marx porque quero discutir o tema VALOR numa dimensão transcendental, ou seja, quero discutir a mais-valia espiritual". O professor ficou um desconcertado e disse:" Eu não entendi...por favor me explique a sua ideia central?". Então fiz uma explanação de uns dez ou quinze minutos. E o professor disse novamente: "Continuo não entendendo aonde você quer chegar, mas em outra oportunidade você me explicará com mais detalhes...ok?". Eu disse: "tudo bem, aguardo essa oportunidade". Então, como não acredito em casualidade, na semana seguinte cheguei, bem cedo, antes dos outros. E o professor também chegou cedo. E ele disse para mim em pé perto do quadro-negro: "pode usar o quadro-negro e me explique, pois estamos sozinhos e temos muito tempo para dialogar". Eu peguei um giz e comecei a desenhar e escrever a minha ideia central sobre VALOR. E fiz um discurso longo tentando mostrar para ele a minha ideia central sobre a mais-valia espiritual. Ele virou-se para mim e disse: "confesso que não alcancei e não compreendi nada do que você disse, peço o favor para não levar essa discussão para dentro de sala de aula...você escreve um artigo e me entregue no curso, mas desde já digo que lhe dou a nota máxima (que era "A")". E os meses foram se passando e eu assistindo as explanações abstratas dele sem entender NADA. No final do curso entreguei um artigo de 40 páginas sobre o tema VALOR. E ele me deu a nota máxima. Aqueles que quiserem ler meu artigo que depois virou um capitulo de tese de doutorado sobre VALOR, por favor envie um e-mail para mim que eu envio uma cópia no formato Word: bernardomelgaco@gmail.com.... Passado um tempo eu entreguei esse mesmo artigo, na COPPE/UFRJ, para um professor doutor em filosofia na Alemanha, Economista pela UFRJ e Teólogo pela PUC-RJ, e esse professor leu e me deu nota "A" na disciplina de doutorado que eu fazia com ele. Em outra ocasião, colocarei algumas páginas dessa minha ideia da mais-valia espiritual. Namastê para todos os meus irmãos e irmãs espirituais... Prof. Bernardo Melgaço da Silva

MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS: O QUE É VALOR? A TEORIA DE VALOR DE KARL MARX E A MAIS-VALIA ESPIRITUAL

MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS: O QUE É VALOR? A TEORIA DE VALOR DE KARL MARX E A MAIS-VALIA ESPIRITUAL Em 1994 iniciei a minha pesquisa de doutorado na COPPE/UFRJ. O meu objeto de estudo e tema era o trabalho pessoalmente imprescindível, ou seja, uma outra natureza de trabalho complementar ao trabalho socialmente necessário discutido brilhantemente no livre de Marx O CAPITAL. Confesso que não tenho ideologia mas adorei ler e estudar linha por linha e parágrafo por parágrafo. Em outras, palavras apesar de admirar a genialidade desse grande pensador, eu não me considero Marxista no sentido ideológico. Vejo que a maioria dos meus colegas, Marxistas do Cariri, que conheci não conseguiram compreender a grandeza de suas abstrações fantásticas. Ou seja, não sou marxista mas adoro Marx. Ele tem uma frase que estou incluindo na minha série "AS FRASES E EXPRESSÕES MAIS SIMPLES SÃO AS MAIS SÁBIAS" "A religião é a consciência de si que o homem perdeu e não adquiriu ainda" K. MARX. E outra: "A falta da verdadeira religião é o ópio do povo" K. Marx. Eu assino embaixo! Então, por que tive que ler Marx naquela época? Porque eu queria um capítulo na minha tese sobre o tema VALOR. Entende-se, aqui, valor não apenas no sentido do capital econômico, Mas, a essência da palavra VALOR. E porque escrevo não para ganhar dinheiro e nem para aparecer ser um cara inteligente, mas porque sinto um prazer imenso em refletir e divulgar gratuitamente minhas abstrações intuitivas. Isso desde 1988! Então, meu orientador (eu tive dois) Miguel de Simoni (o orientador oficial era Ubirajara Mattos - uma pessoa inteligentíssima e altamente competente) disse para mim: "Se você quer escrever um capítulo sobre o tema VALOR terá que se matricular numa universidade que tenha a disciplina Teoria de Valor em Marx em qualquer universidade do Rio de Janeiro". Assim, Miguel me ajudou a pesquisar e descobrir em qual universidade existia essa disciplina. Então, levamos algum tempo para descobrir que a Universidade Federal Fluminense (UFF) tinha essa disciplina. Eu fui lá me matriculei na disciplina. No primeiro dia de aula o professor (doutor em Teoria de Valor em Marx formado na Alemanha que leu e estudou Marx na língua alemã!) pediu que formássemos um círculo para ele arguir a gente (éramos uns dez alunos de diversas universidades). E ele perguntou para cada um o seguinte: "Qual foi o motivo ou interesse que levou cada um de vocês se matricularem na minha disciplina?". E cada um dos alunos doutorandos foi respondendo o seu motivo. Até que chegou a minha vez e eu disse: "Eu quero aprender a Teoria de Valor em Marx porque quero discutir o tema VALOR numa dimensão transcendental, ou seja, quero discutir a mais-valia espiritual". O professor ficou um desconcertado e disse:" Eu não entendi...por favor me explique a sua ideia central?". Então fiz uma explanação de uns dez ou quinze minutos. E o professor disse novamente: "Continuo não entendendo aonde você quer chegar, mas em outra oportunidade você me explicará com mais detalhes...ok?". Eu disse: "tudo bem, aguardo essa oportunidade". Então, como não acredito em casualidade, na semana seguinte cheguei, bem cedo, antes dos outros. E o professor também chegou cedo. E ele disse para mim em pé perto do quadro-negro: "pode usar o quadro-negro e me explique, pois estamos sozinhos e temos muito tempo para dialogar". Eu peguei um giz e comecei a desenhar e escrever a minha ideia central sobre VALOR. E fiz um discurso longo tentando mostrar para ele a minha ideia central sobre a mais-valia espiritual. Ele virou-se para mim e disse: "confesso que não alcancei e não compreendi nada do que você disse, peço o favor para não levar essa discussão para dentro de sala de aula...você escreve um artigo e me entregue no curso, mas desde já digo que lhe dou a nota máxima (que era "A")". E os meses foram se passando e eu assistindo as explanações abstratas dele sem entender NADA. No final do curso entreguei um artigo de 40 páginas sobre o tema VALOR. E ele me deu a nota máxima. Aqueles que quiserem ler meu artigo que depois virou um capitulo de tese de doutorado sobre VALOR, por favor envie um e-mail para mim que eu envio uma cópia no formato Word: bernardomelgaco@gmail.com.... Passado um tempo eu entreguei esse mesmo artigo, na COPPE/UFRJ, para um professor doutor em filosofia na Alemanha, Economista pela UFRJ e Teólogo pela PUC-RJ, e esse professor leu e me deu nota "A" na disciplina de doutorado que eu fazia com ele. Em outra ocasião, colocarei algumas páginas dessa minha ideia da mais-valia espiritual. Namastê para todos os meus irmãos e irmãs espirituais... Prof. Bernardo Melgaço da Silva

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS “All you need is love” (Lennon/MaCartney) Namastê para todos os irmãos e irmãs, eu acabei de postar agora um video incrível cujo titulo é I AM...após assistir (sugiro a todos que assistam...está no meu facebook...procurem) esse video senti necessidade de compartilhar com vocês minhas experiências espirituais inexplicáveis sobre a essência do Amor Divino. Confesso que não tenho a pretensão de que todos venham me compreender, mas continuo na minha vontade de semear as minhas descobertas inexplicáveis para que possamos ter e viver um mundo melhor do que esse. Em 1988 fui abençoado por uma experiência mística-espiritual com o Amor Divino e a partir dessa experiência decidi escrever e divulgar de forma científica, filosófica e espiritual e não parei até hoje mesmo doente e angustiado como estou agora. A fé de Deus me dá forças para continuar escrevendo minhas reflexões e divulgando para todos o que existe por detrás dessa palavra tão falada, mas pouco vivenciada pela humanidade: Amor Divino. E como se deu esse fenômeno? Tudo começou quando em desespero roguei para Deus que me revelasse a Verdade Dele sobre a nossa vida humana caótica, violenta, acelerada e neurótica. Isso chorando de joelhos copiosamente olhando para um quadro de Jesus, o rosto dele pintado em branco num pano de veludo preto com a coroa de espinho e o sangue escorrendo na face, numa tarde quando morava num quitinete no bairro do Flamengo na zona sul do Rio de Janeiro. Eu era engenheiro e estava começando o meu mestrado na COPPE/UFRJ. Então, numa tarde quando palestrava na minha universidade para um grupo de professores e alunos senti uma voz interior dizendo: "Você está orgulhoso". Eu respondi logo: "de onde fala e quem tu és?". A voz interior me respondeu: "Eu Sou". E eu perguntei novamente: "Eu sou quem?". A Voz interior continuou dizendo: "Eu Sou". E aí sai da universidade chorando e perguntando para mim mesmo: "Quem sou eu?". E a voz continuou respondendo a mesma frase várias e várias vezes. Passei vários dias me questionando sobre a natureza da voz interior misteriosa. Até que um dia Ela me intuiu a ir para o banheiro do meu quitinete e olhar para o espelho. E diante do espelho a Voz Interior falou: "Você quer fazer a sua transformação acordado ou dormindo". Eu respondi: "quero fazer dormindo". E a Voz interior disse: "Não...você vai ficar acordado...e depois vai fazer um trabalho na universidade". Eu não conseguia fazer outra coisa senão "orar e vigiar a mim mesmo a cada segundo". De forma que, fui intuído a buscar ajuda espiritual com uma amiga minha bem próximo de onde eu morava. E ela me deu uma orientação dizendo: "Bernardo, preste atenção...existe em todos nós, dois níveis de existência-consciência: o eu superior e o eu inferior... descubra você mesmo quem é quem em você mesmo". Eu já tinha lido alguns livros da entidade espiritual conhecida como André Luis psicografados por Chico Xavier. E nesses livros eu detectei e anotei duas frases que me chamaram minha atenção e são elas: "a intuição é a base da espiritualidade" e a outra "o pensamento é energia". Eu colei essas duas frases no papel na minha estante de compensado branco para não esquecê-las. Então, comecei uma jornada de investigação a partir desses três princípios básicos: "existe em nós dois níveis de existência-consciência : a inferior e a superior", "a intuição é base da espiritualidade", "o pensamento é energia". Assim sendo, comecei a prestar a atenção nos meus próprios pensamentos, sentimentos e desejos. Eu parti da hipótese de que a natureza (consciência) inferior era de frequência (vibração) baixa (negativa) e a outra natureza (consciência) superior (positiva) era de frequência (vibração) alta. E com muita força de vontade ferrenha vigiava os meus dois níveis de consciência separando que era inferior e superior dentro de mim mesmo. A minha amiga Ana que me orientou sobre os dois níveis de consciência, um dia me convidou para conhecer um lugar místico-espiritual conhecido como PONTE PARA LIBERDADE (até hoje existe!). E não é um templo espiritual ou centro espiritual, mas no quarto ou na sala de uma casa comum de uma pessoa que se diz CANAL dos mestres espirituais muito evoluídos que intuíam o CANAL para que todos conhecessem a Verdade da espiritualidade superior. A primeira vez que eu fui fiquei perplexo com o que eu presenciei e comecei a sentir quando a mulher (CANAL) falava sobre as hierarquias divinas e o que eles queriam que a gente fizesse para uma nova era de evolução espiritual. A mulher muita nova e bonita emitia uma energia que vibrava em mim tão forte que eu achei que ela estava num transe. E depois na segunda vez eu senti também uma energia muito estranha de calor no meu corpo. De modo que comprei um livro básico da PONTE PARA LIBERDADE: HAJA LUZ. E levei para casa esse e outros livros que comprei lá mesmo. Mas, tarde da noite desembrulhei o pacote e abri o livro HAJA LUZ e comecei a ler e o que aconteceu de extraordinário? Eu não conseguia parar de ler o livro e entrei pela madrugada assim. Em dado momento, senti que era tarde e precisava dormir, mas ao mesmo tempo sentia que estava cheio de energia estranha, mas gostosa e forte, que não me permitia relaxar para dormir. E foi aí que lembrei de perguntar a minha intuição de como fazer para conseguir dormir. A minha voz interior me disse: “vá para uma página no final do livro e leia uma oração”. E assim, fui e fiz (a oração era de um arcanjo..não me lembro mais o nome dele). E me deitei e “apaguei” (dormi) imediatamente. Antes de dormi eu pedi que quando eu acordasse de manhã eu estivesse com a mesma energia misteriosa durante a leitura do livro. E assim aconteceu, quando eu acordei estava com a mesma energia gostosa. Eu fui para o Aterro do Flamengo (perto do meu apartamento) e comecei a andar e a praticar os ensinamentos e a disciplina espiritual da PONTE PARA A LIBERDADE. A disciplina consistia em invocar uma chama violeta (ou chamar o mestre espiritual daquela chama – Saint Germain). Essa escola mística-espiritual ensina que cada ser humano vibra numa determinada cor (as setes cores do arco-íris). Eu descobri mais tarde que a minha cor era Azul do mestre El Morya – um mestre ascensionado da PONTE PARA A LIBERDADE. Os médiuns videntes já viram ele atrás de mim várias vezes! Voltando ao assunto comecei a praticar também a disciplina da chama violeta para transformar as vibrações negativas em positivas. E fiz com tanta perseverança que comecei a entrar num estado de consciência de paz interior e equilíbrio espiritual. Na minha disciplina espiritual utilizei os mantras (repetições sagradas) da PONTE PARA LIBERDADE por exemplo: “Eu sou Deus” ou “Eu sou a poderosa presença divina em ação” ou “A Vontade de Deus é o Bem, A Vontade de Deus é a Paz, A Vontade de Deus é a Felicidade, A Vontade de Deus é a Bondade”. Essas técnicas todas eu alternava, mas não deixava minha mente desocupada pensando e oscilando entre o passado e o futuro. Eu não poderia em hipótese nenhuma perder a fé e a vontade de continuar minha disciplina de purificação espiritual – durante semanas a fio sem parar! E o que aconteceu percebi em dado momento que eu tinha o domínio de dar ordem e ficar em equilibro quando quisesse. Num final de uma tarde a minha intuição me avisou que eu tinha alcançado o poder de pedir qualquer energia positiva para mim. Então, a cada ordem dada eu experimentava a energia pedida, por exemplo se eu pedisse Paz, a Paz interior se manifestava, se eu pedisse a Alegria eu ficava alegre e assim por diante. De forma que, mantive a disciplina e fui percebendo que eu era o único responsável pelo meu destino e minha felicidade interior. A partir dessa constatação meu nível de consciência já não era mais racional, havia alcançado o estado avançado da intuição. E fiquei totalmente absorvido por essa disciplina a tal ponto que fiquei mais de um mês ausente da UFRJ. Agora eu chego no momento mais fantástico da minha experiência mística-espiritual. Era de tarde do mês de agosto e eu estava fazendo minha disciplina espiritual num estado de consciência transcendental – inexplicável , ou seja, uma sensação de leveza interior, paz e serenidade...até que o telefone tocou e eu de imediato atendi. Do outro lado da linha telefônica (naquela época não existia o celular) estava minha amiga Gláucia que era também aluna de mestrado da minha turma. Gláucia me perguntou: “Bernardo, todos nós aqui estamos preocupados com sua ausência, meu amigo me conte o que está acontecendo com você?”. Eu disse: “Você tem tempo para me ouvir?” . E ela respondeu: “tenho, conte!”. Aí comecei a contar a minha história da disciplina espiritual com uma voz doce e serena, com calma absoluta. Em dado momento da história (bonita!) eu mesmo me emocionei e tive vontade de chorar. Tentei segurar as lágrimas, e de repente escuto a minha intuição falar bem alto na minha consciência: “Bernardo, solte a emoção!”. E aí comecei a chorar e soluçar, e falei para minha amiga que eu precisava parar de conversar para me controlar. Nesse instante, senti o fenômeno mais fantástico que um ser humano mortal comum possa vivenciar na face da terra! No centro do meu peito algo girava numa velocidade e frequência altíssima que me deixava num estado emocional inexplicável: era o Amor Divino! E quando fui colocar o telefone na base vertical senti uma energia gostosa muita fina tocar o meu braço direito. Nesse momento, sem entender o que estava acontecendo voltei-me para minha intuição e perguntei: “de onde vem essa energia?” . A intuição me respondeu: “olhe para o centro da sua mão esquerda”. E aí percebi que essa energia maravilhosa vinha do centro da minha mão esquerda. Em seguida a minha intuição me orientou para sentar sobre os meus calcanhares e levantar a mão direita aberta em direção ao céu. E aí descobri que essa energia vinha também do cosmo e entrava pela ponta dos meus dedos da mão direita e percorria um caminho em direção ao centro do meu peito aumentando mais ainda a velocidade e frequência da energia que saía dele. Fiquei extremamente encantado com esse fenômeno, e descobri que a energia estava em diversos pontos do meu apartamento. No dia seguinte, eu ainda estava nesse estado incomum transcendental e fui trabalhar como médium numa instituição espiritualista (IEVE) que ficava em Ipanema (bairro nobre e rico do Rio de Janeiro). Nesse dia, era uma quinta feira aconteceu algo de extraordinário: uma cura milagrosa, que foi anunciada na semana seguinte. O nosso coordenador e dono do centro espiritualista disse: “quero comunicar e parabenizar a todos vocês, porque houve um milagre aqui na quinta-feira passada, eu não sei de qual de vocês foi o responsável por essa cura milagrosa”. Esse texto, não está completo...procurei fazer uma síntese para não cansar os meus leitores...em outra oportunidade conto outros detalhes inexplicáveis que não foram colocados nesse texto. Namastê...obrigado meu Deus! Prof. Bernardo Melgaço da Silva

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Teatro Maria Fumaça


O LUGAR E SUA MISSÃO

O complexo da antiga RFFSA (Estação de trem do Crato), inaugurado em 1926, hoje denominado Centro Cultural do Araripe é um patrimônio histórico e arquitetônico que precisa cumprir sua missão de servir ao desenvolvimento sociocultural e turístico de nossa cidade, proporcionando entretenimento, lazer, arte e cultura.

Três prédios antigos lá existem. Um, a Casa do Agente, sedia a Secretaria de Cultura; o principal, onde havia embarque e desembarque de passageiros, está, segundo me consta, destinado acertadamente a ser um espaço cultural multifuncional (para exposições, cursos, oficinas, intervenções artísticas diversas etc.), mas também poderia ser o Museu de Arte Vicente Leite; e o terceiro, aquele que era o depósito de material trazido e levado pelo trem cargueiro, possui um auditório/teatrinho bem simpático e, em parte de suas dependências, funciona um bar/restaurante sem ênfase cultural.

O TEATRO MARIA FUMAÇA

Penso que o restaurante deva funcionar naquela parte alta na qual existe uma pracinha, onde muitos jovens se reúnem pra fumar maconha, crack e outros delitos, espalhando-se livremente pelo gramado. Esse equipamento seria entregue à iniciativa privada mediante licitação e regras claras de funcionamento e segurança, coibindo a prática de ilícitos. .

Já o prédio do auditório/teatrinho passaria a ser chamado TEATRO MARIA FUMAÇA, em referência à sua história, todo ele explorado com fins culturais por ONG local escolhida igualmente via ato licitatório. 

O novo teatro, com cerca de 90 ou 100 lugares, espaço para cursos e oficinas, além de área reservada estudo das artes circenses e folguedos (a que fica atrás do prédio).

O Ponto de Cultura Sociedade Cariri das Artes, a Cia. Brasileira de Teatro Brincante e o Circo-Escola Alegria se interessam pelo espaço, garantindo funcionamento permanente de atividades de teatro, dança, circo, cinema, música e folclore, além de ações de formação e intercâmbio. 

Gostaríamos, portanto, de conversar com a secretária Dane de Jade e o prefeito Ronaldo Mattos a respeito dessa ideia. 

Crato-CE, 9 de junho de 2013.

Cacá Araújo
Diretor da Cia. Brasileira de Teatro Brincante

Josernany Oliveira
Diretor do Circo-Escola Alegria

Joseany Oliveira
Presidente da Sociedade Cariri das Artes

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Encontro reunirá pipeiros no Crato



O mês de maio é sempre propicio para a brincadeira de pipas na cidade do Crato (CE).  Esse ano, a comunidade do Gesso realizará evento denominado de  “Pipada no Gesso” que visa reunir crianças e adultos na brincadeira que teve origem com os chineses há cerca de 3000 anos.  

A pipa também conhecida como papagaio,  pandorga ou raia fez parte da infância de várias gerações. No Crato, o Campinho dos Meninos do Gesso é um dos locais tradicionais para a prática da brincadeira.

Segundo os organizadores,  a Pipada não tem caráter competitivo e visa fortalecer a ocupação criativa da comunidade no campinho dos Meninos do Gesso que já vem sendo ocupada com outras atividades como jogos de futebol, brincadeiras de bila, pião, malhação dos Judas e Dia das Crianças.  

A Pipada será um evento aberto e colaborativo, aonde as pessoas não precisarão fazer inscrições, basta levar sua pipa e brincar. No local haverá oficina de produção de pipas e registros fotográficos.

O evento conta com a parceria do Coletivo Camaradas, Blog do Alexandre Lucas, Projeto Nova Vida, Programa Nacional de Interferência Ambiental – PIA  e a Comunidade do Gesso.

Serviço:
Pipada no Gesso
Dia: 26/05/2013
Horário: 8h00 (manhã)
Local: Campinho dos Meninos do Gesso    
Colabore com doação de materiais: Linhas, Papel Seda, Sacos Plásticos e cola. Informações: 96616516.       

sexta-feira, 3 de maio de 2013

OS CAETANOS - Eu vou, por que não?

https://www.facebook.com/events/155021341336470/155036004668337/?ref=notif&notif_t=plan_mall_activity

Na próxima semana a banda OS CAETANOS aportam pela primeira vez no nosso Cariri. Eles vem trazendo um repertório todo montado em cima da obra do grande Caetano Veloso, só que tocado, interpretado e representado às sua maneiras. O pernambucano Cláudio Brasil, lider e cantor da banda, encarna o bahiano de forma inusitada e carregado de performances tropicalistas. É realmente um evento que não se pode perder. Um trabalho que vem dando grande destaque aos Caetanos, pela maneira diferenciada, ousada e recheada de jeitos, trejeitos à la Caetano Veloso. 
O local desse evento não poderia deixar de ser o Crato Tênis Clube, um espaço que tem todo o glamour da tropicália, dos tempo em que a banda Ases do Ritmo balançava os nossos corações tocando sucessos de Caetano, Gil, Mutantes e outros ícones desse movimento que marcou uma geração no Brasil. O antigo salão do clube do Pimenta será o palco desta apresentação que será um marco na história cultural e musical no Cariri. Os Caetanos vem pra fazer a festa e, assim como eles, nós vamos fazer acontecer um dos eventos mais bacanas do Cariri. Porque nós nascemos para ser superbacanas. Venha com a sua alegria, o seu amor, a sua paz e sigamos juntos, afinal, eu vou, por que não?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

TEATRO DE BONECOS EM CRATO-CE


A COMPANHIA DE TEATRO DE BONECOS
O CLUBE DE SISIFO 

Apresenta

 “O ESPANTALHO”
Uma estória para crianças que acontece no milharal
Manipulação: Juan Carlos Guzmán Vélez (Colômbia)



Auditório do Centro Cultural do Araripe (RFFSA), Crato-CE, 17h30min
02 (quinta) e 03 (sexta) de maio de 2013, 17h30min

ENTRADA FRANCA



Sinopse:
"O espantalhinho faz muito bem seu trabalho, mas fica sozinho no momento de ter que enfrentar o seu terrível inimigo. Então, descobre que precisa dos outros pra salvar sua vida e com ajuda da plateia e algum bichinho da roça tenta afastar o fogo. Nesta procura eles vivem interessantes aventuras."

Informações:
(88) 8801.0897
(88) 9960.4466

Apoio:
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria Municipal da Cultura
Sociedade Cariri das Artes 
Cia. Brasileira de Teatro Brincante
Ponto de Cultura Cena Brincante
Guerrilha do Ato Dramático Caririense

quarta-feira, 17 de abril de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

quinta-feira, 21 de março de 2013

terça-feira, 19 de março de 2013

SÁBADO SANTO COM CHICO SCIENCE E RAUL SEIXAS


A Sertão Pop Produções, juntamente com a MC2 Produções, vem trazer para o público caririense dois dos melhores shows já curtidos na região. Veja quem vai fazer a festa e tocar os nossos corações:

Tiro Certeiro: uma reunião abençoada de grandes talentos!

O Tiro Certeiro é formado por ex-integrantes do grupo Dr. Raiz, que resolveram se reunir para fazer um tributo a banda Chico Science & Nação Zumbi. Com o intuito de relembrar umas das fases mais criativas do cenário musical brasileiro dos anos 90, quando bandas e artistas da cidade de Recife no Pernambuco, resolveram misturar elementos da cultura folclórica regional como o maracatu, côco e embolada, mesclando-os com alguns ritmos da cultura pop mundial como o rock, reggae, funk e hip-hop. Surgi então à idéia de formar um grupo que pudesse reproduzir a estética e a sonoridade de uma das mais expressivas bandas desse movimento, bem como ao seu maior expoente, Chico Science.
O tributo à banda Chico Science & Nação Zumbi, aparece como um lampejo de memória, ainda não adormecido, de um dos mais significativos movimentos de contracultura da contemporaneidade. O Movimento Maguebit, que por sua vez, recuperou uma tendência estético-musical surpreendente, que se aproximava do tropicalismo, expressão musical da década de 60, que também marcou a história da musica brasileira. É a partir dessa inegável contribuição que o grupo Tiro Certeiro, se apropria do legado deixado pelos mangueboys pernambucanos e presta essa homenagem à banda Chico Science & Nação Zumbi.


Toca Raul com Aquilles Sales: Um trabalho de releitura da obra de Raul Seixas.

O guitarrista, cantor e compositor Aquilles Sales é um inquieto artista da cena cultural caririense que não se cansa de criar e inventar maravilhas musicais sempre com o sua marca registrada. Com uma visão bastante inovadora e criativa, vem desenvolvendo vários trabalhos tanto autorais como de releituras, como esse maravilhoso Toca Raul, que já está consagrado e é alvo de críticas super positivas, principalmente vinda do público que sempre lota os seus shows. Dessa vez não será diferente, pois o Aquilles Sales nos promete uma apresentação muito rock and roll sempre provocando a participação da platéia e detonando a sua guitarra, vozeirão e fantástica performance em cima do palco. 
 


Das duas bandas podemos esperar uma "porrada" de som. Teremos dois grupos que certamente vão fazer a festa e tornar o Sábado Santo num grande encontro musical e de comemoração, pelo legado deixado por dois dos maiores representantes musicais brasileiros: Chico Science e Raul Seixas. Prepare o seu coração, seu espírito e sua alma para uma noite memorável!!! Chame os amigos, amor, amante e sejamos felizes para sempre.

Participe do evento através do facebook. Confirme a sua presença e repasse o convite para todos os seus contatos, assim a festa ficará bem mais feliz. Acesse: https://www.facebook.com/events/248995281903676/

CRÉDITOS: 
- Texto e foto sobre a banda Tiro Certeiro extraído do blog Cultura no Cariri de Janinha Brito (www.culturanocariri.blogspot.com)

- Foto do Aquilles Sales extraída do facebook do artista (https://www.facebook.com/pages/Aquiles-Salles/177496182340187)

sexta-feira, 15 de março de 2013

FESTIVAL CCBNB DESPREZA TEATRO CARIRIENSE


Nenhum espetáculo de teatro do Cariri na programação do Cariri! 




Expresso aqui minha indignação diante do abandono sofrido pelos grupos e companhias de teatro do Cariri na programação do VII Festival de Artes Cênicas do CCBNB. 

Quem "organizou" essa programação? Certamente não foi alguém com conhecimento suficiente acerca da realidade das artes cênicas da nossa região, ou então foi alguém que simplesmente despreza a produção e os artistas do Cariri. 

Nós, artistas e grupos de teatro de todo o Cariri cearense, exigimos do CCBNB - Centro Cultural Banco do Nordeste explicações sobre esse absurdo. Não é desta forma que se fomenta o desenvolvimento cultural da região. Quais foram os critérios de seleção? Houve edital? Infelizmente as "relações de amizade" tem sido motor de importantes ações do CCBNB, gerando uma corrosiva interferência na imprescindível e justa democratização das oportunidades.

Os grupos convidados pela "curadoria" não tem culpa desse descaso. Merecem nosso abraço e nosso aplauso. A presença deles aqui é importante para o enriquecimento do necessário intercâmbio artístico. Porém, não podemos silenciar diante do golpe desferido contra nós pela organização do "festival". 

15.Março.2013


Cacá Araújo 
Cariri-CE
STRE-CE N° 0764 
Dramaturgo, Ator e Diretor 
Vice-Presidente do SATED-CE 
Movimento Guerrilha do Ato Dramático Caririense 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DOAÇÕES


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

EDUCAÇÃO: RABO DE BURRO



Luiz Domingos de Luna*

O processo educacional na linda Chapada do Araripe na região sul do Estado do Ceará, sempre foi feito com sangue, suor e lágrimas, dada à equidistância da região, a capital cearense, fica a tecelagem do processo de desenvolvimento regional a mercê das ondas do poder temporal, assim a seta desenvolvimentista pode estar direcionada para a região norte, centro, centro sul e sul.

Ultimamente, a Região Sul do Ceará vem passando por  uma distorção de picos disformes que já dão sinais claros de Retrocesso Educacional, com o fechamento do turno  do primeiro educandário da Rede Publica  Oficial da Região  na Cidade Portal – Aurora(CE), Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra com fundação em 15 de março,1927.

Há desde já, uma aptidão para o fechamento de outros educandários da rede pública estadual em outras localidades, bem como uma predisposição generalizada para  a redução dos salários já minguados dos construtores da civilidade e do processo normativo do Estado democrático de Direito na relação  ensino  aprendizagem.

Os Professores, assim, diante deste panorama desolador, urge a necessidade que a classe esteja unida, coesa, integrada, para evitar o retrocesso educacional generalizado, com prejuízo para toda a sociedade da chapada do Araripe, pois a falta  desta vigilância  pode gerar uma educação Rabo de Burro que cresce e  se desenvolve muito rápido,  mas para  o   horizonte das trevas absoluta.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – Ceará. Email: falcaodouradoarte@hotmail.com

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sesc recebe show de rock no Crato



Na sexta-feira (22), a Unidade Crato do Sesc, em parceria com o Centro Cultural Banco do Nordeste, recebe o show de rock da banda cearense Lacryma Sanguine. Intitulada “Amangst These Walls”, homônimo do novo álbum da banda, ainda em construção, a apresentação começa às 20h, com entrada gratuita.

No show, os jovens integrantes promovem uma verdadeira viagem musical através dos diversos subgêneros do “Doom Metal”. Adotando este gênero, ramificado do Heavy Metal, desde 2003, Lacryma Sanguine vem ganhando destaque no cenário musical nacional e internacional.

SERVIÇO
Show de rock no Crato – Lacryma Sanguine
Local: Unidade Crato do Sesc (R. André Cartaxo, 443 – Crato)
Data: 22/2
Horário: 20h
Informações: (88) 3523.1130
:::Gratuita:::

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

RETROCESSO EDUCACIONAL




Luiz Domingos de Luna (*)


A luta do povo simples, humilde e hospitaleiro da região do cariri cearense tem sido a centelha que mantém viva a chama de desenvolvimento de toda a linha que compõe a linda Chapada do Araripe.


No dia 15 de março de 1927, O Estado do Ceará implantou a primeira Escola Pública na Região do Cariri, mais precisamente na cidade portal da região – Aurora (CE), Assim, podemos dizer no sentido laico que A Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra foi a primeira instituição pública a ensinar o cariri a ler.


Sendo a Escola Monsenhor Vicente Bezerra a primeira fonte de civilidade da cidade de Aurora, cidade que teve sua história permeada pelo canganceirismo, banditismo, criminalidade altíssima, reduto de esconderijo de capangas sanguinolentos que sabem que podem praticar todo o tipo de atrocidades na sociedade e que tem um porto Seguro na cidade coiteira da Bandidagem e da vadiagem – Aurora no Ceará. Quem disser que é de Aurora, ainda ressoa no inconsciente do interlocutor essa literatura revisada que não existe mais no mundo real palpável e lógico.


É bem verdade que esta realidade tenebrosa, “Trágica e tremenda” como bem frisa o poeta Serra Azul faz parte de um passado triste que deve ficar sempre guardado e revisado na história para que isto não se repita nem mesmo como uma farsa.


Porém com a decisão das Autoridades competentes de fechar o turno noturno da Escola Monsenhor Vicente Bezerra no ano de 2013, uma decisão que já se faz notar  o renascimento, do monstro da brutalidade, da bestialidade, das atrocidades, do  crescimento em escala negativa, creio que quando do fechamento pleno da Escola Monsenhor Vicente Bezerra, já tenha sido construído pelo menos uns
dois presídios em Aurora, ou do contrario iremos revisar a historia  de bandidagem que permeou e sujou as paginas de uma cidade que tem um lindo nome, mas uma história que entristece e envergonha a todos os aurorense.


(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra





terça-feira, 29 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Expedição Foto Crato


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Dane de Jade – Cultura enquanto desenvolvimento humano



A produtora cultural, atriz e pesquisadora Dane de Jane assimirá a partir de janeiro de 2013 a Secretaria de Cultura do Crato. Na função de Secretária de Cultura da minha cidade natal, espero poder contribuir para o alargamento das ações que buscam desenvolver o ser humano, na perspectiva da construção de uma sociedade melhor.  Ela destaca  “Vamos analisar cada ponto da “Carta Compromisso com a Cultura” e buscar junto às três esferas do poder público e a sociedade os meios para honrar esse compromisso. A “Carta” trata-se de um documento político assinado pelos quatro candidatos a prefeito do Crato que assumem compromissos com politícias públicas para cultura. O documento foi elaborado a partir de uma proposção nacional elaborada pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura.    

Alexandre Lucas - Quem é Dane de Jade?
Dane de Jade - Natural do Crato - Ceará, atriz-pesquisadora, produtora, arte-educadora, radialista e gestora cultural. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Regional do Cariri - URCA, cursou também arte-educação na URCA, pós-graduação em Gestão Estratégica nas Organizações de Terceiro Setor na Universidade Estadual do Ceará – UECE e Doutoranda em Turismo, Lazer e Cultura pela Universidade de Coimbra em Portugal. Dirigiu o Departamento de Promoção, Difusão e Ação Sócio-Cultural da Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho em Crato-CE, fomentou a criação e gerenciou o Programa Cultura do SESC Ceará por 14 anos, onde desenvolveu e coordenou, entre outros projetos, a Mostra SESC Cariri de Culturas.

Foi a responsável pela curadoria do projeto “Traga a França para os meus versos e leve os meus versos para França”, dentro da programação do Ano França/Brasil na Universidade de Poitiers e criou a Mostra SESC Luso-Brasileira, em Coimbra/Portugal. Por 13 anos foi a curadora representante do Ceará nos projetos Palco Giratório - Rede Nacional de Difusão e Intercâmbio das Artes Cênicas e Sonora Brasil - Formação de Ouvintes Musicais.
Participou e atou em diversas peças de teatro no Ceará, com indicação ao prêmio de melhor atriz pelo espetáculo “O Baile do Menino Deus.” Atuou no monólogo “A Hora da Bruxa”, dirigida pela argentina Vanina Fabiak e participou da fundação do Grupo Armazém de Teatro - GAT em 1996.

Como curadora, participa do Festival Cena Brasil Internacional (Rio de Janeiro e São Paulo),  da comissão de seleção do Festival de Curitiba e do Edital Verão Cênico 2012 em Salvador/BA, integrou o núcleo curador do Prêmio Myriam Muniz em 2009, a comissão do Programa Petrobras Cultural 2010 e a delegação brasileira no Festival de Edimburgo/Escócia em 2011.  É integrante da Rede de Programadores Conexões Latinas sediada em Buenos Aires/Argentina.

Sócio-fundadora da Ong BEATOS - Base Educultural de Ação e Trabalho de Organização Social. Realiza palestras e oficinas sobre Gestão Cultural em diversas regiões do país. Vencedora do Prêmio Claudia 2012 (maior premiação feminina da América Latina realizada pela editora Abril) na categoria Cultura. Membro do Conselho Estadual de Cultura do Ceará, consultora da Associação Teatro da Boca Rica. Desenvolve trabalhos e pesquisa na área de tradição popular, atualmente aceitou convite para assumir a secretaria de Cultura do Crato.

Alexandre Lucas - Quando ocorreram seus primeiros contatos com as artes?

Dane de Jade - Boa parte de nossa infância, minha e dos meus irmãos, foi vivida dentro do Cinema da Rádio Educadora de Crato, mantido pela Fundação Padre Ibiapina. Quando estavam em cartaz filmes que meu pai, Raimundo Inácio,  considerava “apropriados” para a nossa idade, assistíamos das cadeiras, quando ele dizia que os filmes eram “proibidos”, ficávamos na cabine de projeção vendo-o trabalhar e observando os rolos com as películas. Papai foi operador cinematográfico e minha mãe, Luzanira, professora da Fundação, ela ensinava corte e costura, era uma artista das mãos que além de excelente costureira bordava, pintava e fazia artesanatos belíssimos. Meus pais sempre foram, para mim, motivo de grande admiração: ele, pela honestidade, serenidade e perseverança; ela, pela bondade, sabedoria e sensibilidade artística que manifestava até em tarefas cotidianas como cozinhar, costurar, na relação amorosa e afetiva com as pessoas, sem fazer distinção de posição social. Então meu primeiro contato com a arte vem dessa educação que recebi de meus pais.

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória.

Dane de Jade - Quando muito pequena recebi de uma tia o apelido que me acompanharia por toda a vida. Crianças que costumam fazer traquinagens são chamadas de “danadas”. No meu caso, o nome passou por variações desde “Danoca, Danada” até virar “Dane”, quando comecei a me iniciar no meio artístico recebi o complemento “de Jade” batizada por João do Crato, devia ter uns 15 anos. Iniciei meus estudos em uma escola municipal chamada Teodorico Teles, onde fui alfabetizada por Tia Mariza. Estudei no Colégio Pequeno Príncipe e Madre Ana Couto, em seguida, no Colégio Diocesano do Crato, ambos ligados à Fundação Padre Ibiapina. Ainda na escola comecei a participar de apresentações teatrais, musicais, grupos de lapinhas e quadrilhas juninas, inicialmente era brincadeira, mas com o passar dos anos essas atividades foram ocupando cada vez mais o meu tempo. Atuei em espetáculos teatrais como “O Belo e a Fera”, “FM Histérica”, “Até que a morte me separe”, “TV Devora – A emissora que traça todas”, “A Vingança do Carapanã Atômico”, “O Baile do Menino Deus”, entre outros; participei de ações musicais como “Coral Boca de Sapo” e shows em barzinhos, fiz vocal no cd de Hildelito Parente (eu e Auci Ventura). Em 1996 atuei, em comemoração ao Ano da Terceira Idade, no monólogo “A hora da bruxa – o mito do corpo sempre jovem”, em que fui dirigida pela argentina Vanina Fabiak.

Trabalhei sempre com ações culturais, em instituições privadas, órgãos públicos ou produções independentes. Participei das gestões do ator e diretor Fernando Piancó e do cineasta e poeta Rosemberg Cariry na secretaria de Cultura de Crato, quando trabalhei em diversos projetos: Festival CHAMA – Chapada Musical do Araripe, Encontro de Cultura Popular do Nordeste, Auto da Malhação do Judas, Dia de Reis, entre outros. No mandato de Rosemberg na gestão do prefeito Raimundo Bezerra iniciamos uma articulação junto à Prefeitura para aquisição da propriedade onde se deu um importante episódio histórico da região Cariri, o “Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, movimento social liderado pelo Beato José Lourenço e cujas características lembram Canudos, na Bahia. A partir desse momento me envolvi mais diretamente com grupos de tradição popular: Reisados, Maneiro-Pau, Cocos, Bandas Cabaçais, Lapinhas, Guerreiros e tantos outros que compõem o vasto caldeirão de manifestações do nordeste.

Nesse mesmo período, mobilizamos a criação da Fundação Mestre Elói. A proposta inicial encabeçada pelo Mestre Elói (poeta popular, radialista e folclorista) era homenagear o rabequeiro Cego Aderaldo, mas, com sua morte (Mestre Elói) a instituição passou a ser chamada Fundação Elói Teles de Menezes, uma homenagem a esse baluarte da cultura popular com quem tive a honra e a satisfação de conviver e aprender.

Em 1998, o Serviço Social do Comércio, o SESC, estava reinaugurando sua Unidade no Crato e abriu seleção para coordenador de Cultura. Participei da seleção, fui aprovada e ocupei este cargo por dois anos, quando pudemos trazer iniciativas desenvolvidas nacionalmente como os projetos “Dramaturgia – Leituras em Cena”, “Palco Giratório” e “Sonora Brasil”, entre outras ações capitaneadas por Sidnei Cruz e Wagner Campos, ambos do Departamento Nacional do SESC, foi nesse período que encaminhamos a reforma do auditório do Sesc Crato para ser adequado e estruturado como espaço cênico, o Teatro-Auditório Adalberto Vamozi.

Logo me identifiquei com os ideais do Sidnei Cruz (grande amigo) e passamos a pensar, sonhar, executar e organizar ações para região Cariri, uma delas a elaboração do projeto “Desenvolvimento e Consolidação do Teatro no Cariri”,   que dividimos em três eixos: (1) “Um Teatro Atrás do Outro”, (2) “Banco de Textos Teatrais” e (3) “Mostra SESC Cariri de Teatro,” cuja primeira edição foi realizada em 1999 em Crato, apesar da programação relativamente tímida, já continha, no seu embrião, a possibilidade de expansão que veio a se concretizar nos anos seguintes.  

 Com o apoio e incentivo da direção do SESC Ceará, Presidente Luiz Gastão Bittencourt e a diretora Regina Leitão, geramos uma grande efervescência cultural na região Cariri com desdobramentos e reverberação em todo o país. Convidada a assumir a gerência regional do Programa Cultura do SESC-CE, em 2001 me transferi para Fortaleza com minhas filhas Jade e Clara. Desempenhei as funções relativas a esse cargo até 2011, regularizando, nesse período,  o Programa Cultura do SESC em nível estadual, buscando promover maior articulação entre as programações das unidades SESC no Ceará. Para isso estruturamos uma equipe capacitada para sistematizar, formatar, elaborar e acompanhar ações e atividades no âmbito do programa cultura.

Atualmente estou envolvida em ações de curadoria junto a festivais nacionais como Festival Cena Brasil Internacional (Rio de Janeiro e São Paulo) e Festival de Teatro de Guaramiranga, participo de comissões de seleção de mostras em Fortaleza, Aracaju, Bahia, Curitiba, entre outras cidades. Realizei na cidade de Antônio Cardoso/BA o Festival Bule Bule – Um Conto de Poesia, em homenagem ao grande poeta, cantador e repentista Mestre Bule Bule.

Integrei a curadoria do projeto Palco Giratório, do programa Petrobras Cultural e FUNARTE.
Em nível internacional, participei da curadoria do Festival de Edimburgo e coordenei a Mostra Luso Brasileira de Culturas na cidade de Coimbra, Portugal. Participei do Festival Del Caribe, em Santiago de Cuba, do intercâmbio em Pontedera na Itália e do Encontro de Programadores em Buenos Aires na Argentina.

Ao final do ano de 2011, fui convidada pela presidente a assumir a Consultoria Institucional de Cultura no SESC Ceará, função que desempenhei até o final de 2012, quando recebi o convite do prefeito Ronaldo Gomes de Matos e seu vice Raimundo Filho para assumir a Secretaria de Cultura do Crato.

Alexandre Lucas - Como você ver a produção artística na região do Cariri?

Dane de Jade - Percebo um momento de elevados níveis de consciência artística, quando as pessoas estão em busca de maiores e melhores critérios para organização dos seus trabalhos, uma vontade coletiva de cada vez mais  de qualificar as suas ações.

Entretanto, percebo também que, apesar dos esforços investidos, as dificuldades continuam limitando a expansão do setor, dificuldades que estão presentes em todo o país e  se expressam com maior ou menor intensidade nos lugares.

Implementar políticas culturais no Brasil, diante de tanta riqueza e diversidade, é sempre um desafio. Temos poucos históricos de políticas sistematizadas e regularizadas no âmbito da cultura.

O campo da cultura ainda está em ajustes. Os orçamentos disponíveis são restritos para dar conta de todas as demandas, o que termina por fortalecer a indústria cultural protagonizada pela grande mídia.

Precisamos pensar a cultura a partir de outra lógica que não a economicista. O retorno dos investimentos em cultura não se traduzem, nem podem se traduzir, em lucros financeiros. São investimentos na transformação humana com fins sociais.

Toda política pública deveria ser, acima de tudo, uma política cultural, e, nesse sentido, uma politica social.

O campo da cultura, sobretudo aquele que se manifesta por meio dos princípios e das formas artísticas,  possui o que se costuma chamar de fecundidade. Ele é capaz de dar origem, de propiciar algo, de instigar, de transformar.

Precisamos avançar na salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro, revigorando e fortalecendo o diálogo permanente com as nossas manifestações tradicionais. É também por meio dessas tradições, enquanto espaço aberto para a reflexão e a consciência, que a cultura pode contribuir de maneira significativa para o engrandecimento humano e para o desenvolvimento social sustentável.

Alexandre Lucas -  Você foi uma das idealizadoras da “Mostra  Sesc” no Cariri que ao longo dos anos recebeu vários nomes e é um evento que vem se consolidando na Região Metropolitana do Cariri. Qual a importância da Mostra?

Dane de Jade - Ainda na Fundação Cultural eu pensava numa proposta que abraçasse a realização de um festival no Crato, uma ideia que pude dar forma concreta depois que ingressei no SESC em 1998.  Apresentei a proposta e ela foi melhor estruturada por meio do projeto Desenvolvimento e Consolidação do Teatro no Cariri, que elaborei em parceria com Sidnei Cruz (na época, técnico em teatro do Departamento Nacional do SESC).

Inicialmente, o principal objetivo era estimular a produção teatral na região, proporcionando o desenvolvimento dos artistas e a participação do maior número possível de grupos, espetáculos, artistas, estilos e visões distintas no fazer cênico. A proposta era incentivar a troca de informações, ampliar o campo de referências e contribuir para a comunhão dos que fazem  teatro no Ceará, acabamos por ampliar as linguagens e trazer para Mostra ações nos diversos segmentos que compõem o programa cultura do Sesc como literatura, música, tradição, cinema e artes visuais.

A partir desse conceito surgiu a Mostra Sesc Cariri de Teatro, passando à Mostra Sesc Cariri de Artes, numa parceria com a SECULT Ceará e em seguida, à Mostra Sesc Cariri de Culturas, que hoje abrange essa diversidade de linguagens e ações que se espalham por toda a região.

A Mostra se constitui como uma ação fundamental para o Cariri, irrigando a região com o que há de mais instigante no panorama artístico nacional.

Nesse sentido, ela oportuniza o intercâmbio das artes, dos artistas e das comunidades locais, proporcionando formas de difusão e valorização das culturas, fomentando as práticas e os saberes locais. Ela assume o desafio de se inserir nos diversos municípios que compõem e região, mantendo a sua capacidade de renovação com o compromisso de atrair, cada vez mais, investimentos e esforços que possam se traduzir em políticas de cultura.

Alexandre Lucas - Você vem desenvolvendo no Crato um trabalho na ONG Beatos. Fale desse trabalho.

Dane de Jade - A ONG BEATOS - Base Educultural de Ação e Trabalho de Organização Social, é um espaço coletivo com ações integradas voltadas para os saberes de tradição oral, a troca de ideias e a pesquisa. Ela se constitui como uma organização da sociedade civil criada com o intuito de defender e promover os direitos humanos, econômicos, sociais, culturais, ambientais e simbólicos das comunidades onde se insere.  A Beatos é uma associação sem fins lucrativos que reúne pessoas atuantes na preservação, melhoria e revigoramento das tradições populares. Uma proposta em cultura, patrimônio e educação voltada para o desenvolvimento das pessoas, construída a partir do sentimento de coletividade e comunhão, fundamentada no pensamento dos beatos, como por exemplo, Pe. Ibiapina e José Lourenço, idealizadores  de uma civilização para um mundo melhor.

Dentre os seus objetivos estão o fortalecimento da democracia e a busca do desenvolvimento social, a preservação ambiental, o uso de tecnologias sustentáveis, o respeito e salvaguarda da memória e do patrimônio cultural dos povos. No seu conjunto de ações podemos destacar o Centro de Referência, Transmissão, Pesquisa e Memória das Culturas do Cariri recentemente certificada pela Gaia Education.

Enquanto sócia-fundadora da ONG,  tenho atuado na articulação de projetos e propostas como a implantação do Programa de Fortalecimento do Centro de Referência de Cultura para Sustentabilidade da Região do Cariri Cearense – Gaia Cariri com o intuito de promover, permanentemente, o envolvimento, o compromisso e a participação das comunidades locais no manejo e aproveitamento dos recursos naturais, de acordo com os critérios de sustentabilidade.

Buscamos focar em ações culturais que possam contribuir para o fortalecimento das nossas identidades, para a transmissão das culturas e saberes de tradição oral e para a preservação do meio ambiente.

A proposta da BEATOS é ser um espaço coletivo com ações integradas, focadas nas trocas simbólicas e afetivas, que possam envolver as comunidades e a região do Cariri. 

Alexandre Lucas - Nos últimos meses os artistas do Crato vêm se mobilizando e discutindo políticas públicas para a cultura. Você é uma das pessoas que tem participado dessas discussões. Na sua avaliação o que representa para o Município o desenvolvimento de políticas públicas ao invés de política de gestão?

Dane de Jade - Na verdade uma coisa não está dissociada da outra; políticas públicas e políticas de gestão podem ter um sentido de complementaridade.

O que realmente considero necessário para a elaboração e implementação de políticas públicas de cultura é o dialogo permanente. É a partir desse diálogo que poderemos perceber e compreender as demandas socioculturais.  Entendo a cultura como algo que não necessariamente está relacionada ao puro entretenimento. Acima de tudo ela tem uma função sociopolítica. A sua proposta deve estar relacionada ao desenvolvimento humano, à “ampliação da esfera de presença do ser”, nas palavras de Teixeira Coelho.

Alexandre Lucas - A indicação do seu nome para Secretaria de Cultura do Crato é avaliada como positiva por diversos segmentos da cultura. Como você encara esse desafio?

Dane de Jade - Como você bem coloca, encaro como um desafio, entretanto, numa perspectiva bastante otimista, por saber que estarei contando com o apoio das pessoas, dos artistas e dos gestores municipais, o Prefeito Ronaldo Gomes e do Vice Raimundo Filho.

Gestão cultural é a minha área de afinidade, de paixão. Sou militante da cultura e busco sempre, enquanto cidadã, levantar a  bandeira da Cultura, destacando a sua importância fundamental para os processos de desenvolvimento das sociedades.

Na função de Secretária de Cultura da minha cidade natal, espero poder contribuir para o alargamento das ações que buscam desenvolver o ser humano, na perspectiva da construção de uma sociedade melhor.  É um prazer e uma honra poder fazer isso a partir do Crato, a partir do Cariri. 

Alexandre Lucas - A “Carta Compromisso com a Cultura” foi assinada pela candidatura  do Prefeito eleito. Como você pretende honrar esse compromisso?

Dane de Jade - Assumiremos no dia 01/01/2013.  Inicialmente, a nossa intenção será nos debruçar sobre o planejamento, considerando as realizações e projetos de gestões anteriores.

Vamos dar continuidade ao que merece ser continuado. Vamos analisar cada ponto da “Carta Compromisso com a Cultura” e buscar junto às três esferas do poder público e a sociedade os meios para honrar esse compromisso, inscrevendo as ações no Plano Municipal de Cultura definindo com democracia e transparência estratégias de desenvolvimento para o Crato que queremos viver.

Alexandre Lucas - Como pretende manter o diálogo como os artistas e demais segmentos da cultura?

Dane de Jade - Esse é o maior dos desafios. Compreendo a construção da cultura como algo que se constitui por meio do diálogo. Meu gabinete estará aberto para todas e todos, quero estabelecer e institucionalizar canais de participação para que a sociedade tenha o protagonismo na construção das politicas publicas e nas decisões a respeito dos destinos da cidade no âmbito da cultura. Vamos realizar a conferencia de cultura e espero sair da conferencia com os canais de participação devidamente formalizados.