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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mas que mancada!... Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Magali, minha mulher, costuma dizer que quando eu era criança bebi muito “água de chocalho”. Isto porque gosto de conversar com os amigos, contar os mais novos “causos”, enfim, jogar conversa fora. Principalmente quando ela deseja voltar para casa, após alguma reunião, ou mesmo na Igreja, terminada a missa. Com isto não me livro de pronunciar algumas besteiras, cometer algumas “gafes”, como diriam os mais grã-finos.

Há alguns dias, fomos convidados para jantar na casa do sogro de um dos meus filhos, que é caririense de Barbalha. A certa altura da conversa, o assunto enveredou sobre o famoso poeta cratense Zé de Matos, que no final do século XIX e inicio do século passado perambulava pelos pés de serra do Crato até Barbalha, bebendo cachaça e nos intervalos da bebedeira, trabalhando em tudo que era engenho de rapadura, pois era um dos melhores mestres do Cariri. Lembrei que meu pai, quando criança, conheceu Zé de Matos e sabia de cor muitos dos seus famosos diálogos versejados, como o que ele travou com o Quintiliano, acredito que no engenho de seu avô, o “Papai Zeco” dos Currais. Entre um verso e outro, referi-me a um diálogo entre o famoso historiador cratense José Carvalho e Zé de Matos, contido em “O Matuto Cearense e Caboclo do Pará”. Quando passavam à cavalo pelo Sítio Brito, em Barbalha, o historiador era acompanhado por Zé de Matos. Ao avistarem uma bela casa na encosta da serra, o professor José Carvalho indagou: “De quem é aquela casa, tão bonita?” Então, eu declamei com voz um tanto quanto empostada, a resposta de Zé de Matos:

Você conhece os Coeios,
Proprietários do Brito,
Homens que são muito rico,
Mas são danados de feio?”

Essa casa é de um Coeio;
É do Coeio Vicente.
Que é de todos o mais feio
E tem um pézim doente!

Quando concluí, olhei para o meu anfitrião, e ele com muita serenidade, me respondeu: “Vicente Coelho era o meu avô.” Que mancada, havia esquecido que o homem era Coelho... Mordi a língua, como aconselhava minha mãe: “Quem muito abre a boca, termina mordendo a língua”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

COMPOSITORES DO BRASIL





Por Zé Nilton


Fernando de Castro Lobo ou Fernando Lobo, um nordestino do Recife, tem uma obra musical e artística das mais expressivas no cenário cultural brasileiro.
Como todos os que emigraram para a capital federal, Rio de Janeiro, nas décadas de 1930 e 1940, trilharam caminhos parecidos. Aportaram na imprensa ou no serviço público e na boemia. Na boemia cuidaram de aprender com velhos mestres locais o segredo da música, da composição, da rima musical. Assim aconteceu com Fernando Lobo e outro seu conterrâneo, Antonio Maria.

No caso de Fernando Lobo, sua atividade profissional, no Rio, ficou dividida entre a música e o jornalismo. Esteve durante 25 anos na famosa Rádio Nacional e ali produziu musicais famosos. Como compositor, participou de uma das fases mais criativas da Música Popular Brasileira e só deixou de compor quando seu filho Edu Lobo começou a se projetar no cenário musical. Permaneceu, porém, ligado ao mundo artístico, como diretor musical da TVE do Rio.

Fez clássicos como “Chuva de Verão”, “Chofer de Praça” e “Ninguém me ama”, esta, com Antonio Maria. Sua musicalidade prima pela diversidade rítmica indo do frevo ao samba, do bolero ao samba canção, passando por vários ritmos nordestinos como o xote, baião, danças de terreiro etc. Foi parceiro de outros grandes mestres como Dorival Caymmi, Manezinho Araújo.

Hoje, em COMPOSITORES DO BRASIL, vamos homenagear Fernando Lobo, e falar e ouvir as suas belas canções que o faz permanecer no panteão da dignidade da Música Popular Brasileira.

Nega maluca. Fernando Lobo e Evaldo Rui - com Elza Soares
Siga. Fernando Lobo - com João Gilberto
A primeira umbigada. Fernando Lobo e Manezinho Araújo - com Jorge Veiga
Preconceito. Fernando Lobo Antonio Maria - com Nora Ney
Quanto tempo faz. Fernando Lobo - Paulo Soledade, com Nora Ney
Chuvas de verão - de Fernado Lobo, com Caetano Veloso
Saudade do samba. Fernando Lobo Paulo Soledade, com Mário Reis
Chegou vila Isabel. Fernando LoboManezinha Araújo, com Aracy de Almeida
Ninguém me ama. Fernando Lobo e Antonio Maria, com Dolores Duran
Chofer de praça - de Fernando Lobo e Evaldo Rui, com Luiz Gonzaga

Informação:
Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Sempre às quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri- 1020 khz.

Se ética fosse matéria do ENEM a Rede Globo seria Reprovada - por José do Vale Pinheiro Feitosa

A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.” A frase do Barão de Itararé se não envelheceu não é culpa do tempo. A própria televisão brasileira, especialmente a rede Globo, é o antioxidante da frase.

A imbecilidade é geral na mídia nacional. O problema, já dizia o barão: “O Brasil é feito por nós. Está na hora de desatar estes nós.” Os donos, líderes e empregados dos sistemas de comunicação apertam nós e camuflam os que existem.

A verdade é que nunca foram capitalistas no sentido anglo-saxônico. Aquele capitalismo de consumo cujo progresso se lastra no consumo das famílias. Os EUA fizeram um império e sustentaram o progresso do capitalismo mundial com esta estrutura: o consumo das famílias.

É que para as famílias consumirem precisam de renda. E os “coronéis” da mídia nacional funcionam como os velhos “barões do café.” Têm capitais, mas apenas para dourar seus negócios e o terreiro da fazenda. No máximo permitiram um sobrenadante a que chamam classe média e que representa menos de 30% da população.

A imbecilidade da mídia combate os “progressistas”, “desenvolvimentistas” ou que outro nome diga de melhoria no consumo das famílias. Por isso fazem “ideologia”, apregoam normas, ditam regras e baixam a ditadura do pensamento único.

O problema é que muitos partidos políticos, várias lideranças e a burocracia do Estado caíram no engodo desta mídia. “Venderam-se” para idéias esdrúxulas. Não viram que por trás daquele “neoliberalismo” todo se escondia uma “raposa” querendo mais nacos da riqueza social e da estrutura do Estado?

Os anos noventa foram anos de fantasias e de um discurso de excelência administrativa cujo mote central foi esquecer os objetivos políticos da sociedade e a eficiência social das políticas públicas. Por trás de discursos privatistas, de medidas “para inglês ver” nas práticas administrativas, enfraqueceram a burocracia do Estado e puseram as raposas no galinheiro.

O SUS tem a maior parte de sua rede privatizada. Isso sem contar com os fornecedores em sentido amplo e as arapucas das “cooperativas”. A educação passou por mudanças iguais. Agora vejamos este caso do vazamento da prova do ENEM.

A rede Globo faz propaganda contra o governo e defende uma candidatura paulista (José Serra?). Instiga os estudantes contra o governo Federal, abre o sorriso quando as “Universidades Paulistas” ficam fora do ENEM e atribuem todo o problema ao governo.

Mas espere aí meus queridos ventrículos da Globo! Não foram vocês que defenderam as privatizações. E não estamos falando a rigor de uma empresa privada que se mostrou inteiramente incompetente? Não foram de “gráficas públicas” que as provas se evadiram! As mãos e cuecas criminosas estavam na gráfica privada e o crime foi tão bem urdido que até parece coisa de “aloprado”.

Os ministros da Educação e o da Saúde deveriam aprender mais esta lição do Barão de Itararé: “Todo homem que se vende recebe mais do que vale.” E conheço bem o ministro Temporão para esclarecer que o “se vender” aqui do contexto da frase é a “venda” para os ideais dos fazedores de imbecis.

Aliás, o Jornal Nacional ontem era uma festa da oposição. Sobre o vazamento do ENEM e sobre a imbecilidade em escala maior de um grupo paulista que se autodenomina MST. Nunca vi nada mais parecido com as práticas do Cabo Anselmo. Se o MST não soltar uma nota sobre esta questão, estamos numa possibilidade enorme de se operar a favor da Senadora Kátia Abreu e sua CPI do MST.

Sobre jornalismo na Rede Globo em sentido sistemático a melhor frase é também do Barão de Itararé: “De onde menos se espera daí é que não sai nada.”

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Letras musicais - (homenagem ao dia do compositor) - Por Claude Bloc

Letras musicais
onde viceja o néctar
claves de sol ,
sonatas, sinfonias,
o despertar do amor
em dó maior

flores do âmago,
o mínimo no máximo,
o sedutor encanto,
o brinde aos sentimentos
sustenidos ...


Um toque musical
sensibilidades
sons e tons
melodias vibrantes
que se soltam pelo vale
em ré, em mi
em pura harmonia...
e neste dia
que já seria
feliz em si (bemol?)
será também em ti,

compositor!

.
Homenagem aos compositores de nossa terrinha e em especial a Pachelly, Abidoral, Cleivan Paiva, Zé Nilton, Salatiel, Célia Dias, Correinha, Ulisses Germano, Calazans Callou, Tiago Araripe ... sem esquecer tantos outros que encantaram e adornaram nossa vida com a sua música.


Texto por Claude Bloc
.

A volta da banda Fator RH

A banda Fator RH, uma das pioneiras do movimento roqueiro caririense, está de volta para uma única apresentação. Será na abertura do Festival Estudantil da Canção, neste próximo sábado, dia 10, às 19:30, no Centro Cultural do Araripe (antiga Rffsa).

Da formação original, já confirmaram presença Carlos Rafael, Marcos Leonel e Igor Arraes.

Enquanto não chega a hora do show, matem a saudade com essas fotos e um texto escrito por Marcos Leonel, publicado no Cariricult.


BANDA FATOR RH- Final dos anos 80, Baile Rock à Fantasia,
Bar Banho de Bica, em Crato. Da esquerda para a direita: Sergestes
Tocantins, Lupeu , João Eymard (na bateria), Calazans Callou e
Marcos Leonel.



UMA QUESTÃO DE SANGUE

Por Marcos Leonel




Essa é a primeiríssima formação do Fator RH, segunda banda de rock autoral do Cariri. Após o término da pioneira Pombos Urbanos, - que tinha em sua formação Carlos Rafael, bateria e voz; Nicodemos, guitarra e voz; Segestes Tocantins, baixo e voz; e Marcos Lubisome, guitarra - eu, Segestes e Rafael formamos um grupo de ensaio que originou a banda Fator RH. Primeiro Calazans se juntou ao grupo, para tocar baixo. Depois Lupeu foi integrado como vocalista e anarquista. Logo em seguida Calazans trouxe João Eimar para tocar bateria no lugar de Rafael, que passou à linha de frente nos vocais. Estava feita a conspiração, só faltava a guerrilha.

Corriam os anos 80, a new wave comandava o cenário musical do rock lá fora e aqui começava a todo vapor o chamado Brock. Estávamos lá, inconformados com a falta de oportunidades e com a pasmaceira do quadro cultural caririense. O Fator RH estava na área, não para fazer o papel de testemunha ocular, mas participar de tudo aquilo, mesmo entrando pela porta de trás e sem nenhum convite. Nossa trincheira era o discurso poético, tendo à frente as sacações geniais de Rafael, o cinismo beat de Lupeu e a lisergia do meu universo musical. Ouvíamos de tudo: desde a música independente brasileira até às experimentações da Orchestra Universal de Sun Ra.

Nossas influências eram a música crua do Hasker Dü, do Ramones, Sex Pistols e Raul Seixas, via Segestes Tocantins; a pauleira sem misericórdia do Sepultura e do Slayer, via Lupeu; os blues e a música alternativa brasileira, via Rafael; o experimentalismo de Robert Frip e Frank Zappa, da minha parte; o rock dos anos 70, através de João Eimar; e a poesia bem sacada de Zé Ramalho, através de Calazans. Nosso som era cru, era na veia, era muito mais rock’n’roll do que aquilo que fazia sucesso, como Paralamas, Legião e outras coisas mais intragáveis como Kid Abelha e Gang Noventa. Nosso som estava mais para Talking Heads e Joy Division do que para o heavy metal poser do período; estava muito mais para Isca de Polícia e Tiago Araripe do que para Titans ou Legião.

Era um período difícil demais para quem fazia rock, sendo autoral ainda nem se fala. Não existiam espaços. Nós é que inventávamos, como em encontros de estudantes e campanhas eleitorais do PT. Também não existia público, nós é que inventávamos que tínhamos público. Comprar encordoamento era uma verdadeira aventura, e cara. Quando João Eimar anunciou que tinha uma bateria, foi uma verdadeira festa. Os ensaios valiam mais do que as próprias apresentações. Eram verdadeiras epopéias. Ensaiávamos na casa de Segestes, um sítio, fora do Juazeiro (hoje é o parque ecológico das Timbaúbas). Muitas comédias temos para contar. São lances pitorescos, dignos de um best seller. Essa formação do Fator RH tinha cerca de sete músicas no repertório, o que já era demais. Entre elas figuravam: Nomes, Buraco Negro, Fator RH, Margarete, Marinalva e outras pérolas do cancioneiro rebelde caririense. Pena que eu não lembro onde foi essa apresentação. Sei que era Rafael de bateria e voz; Lupeu nos vocais; eu e Segestes de guitarra; e Calazans no baixo.

Marcos Leonel

Zé Quieto - Zé Kéti - por Norma Hauer


Ele não nasceu em 6 de outubro de 1921 e sim em 16 de setembro. De seu registro civil consta a data da 6 de outubro o que era cumum, visto que os pais demoravam a fazer o resgistro e, para não pagarem multas registravam com uma data futura.
Recebeu o nome de José Flores de Jesus, mas ficou conhecido como ZÉ KETI, mesmo assim só nos anos 60. Antes era conhecido como Zé Quieto.

E por que Zé Keti? Porque quando ele atingiu o êxito de sua carreira a letra K estava em evidência nos nomes de três presidentes: o do Brasil (Juscelino KUBITSCHECK), o dos Estados Unidos (John KENNEDY)e o da União Soviética (Krushev). Porque ele também não teria K em seu nome?
Assim, ficou conhecido como ZÉ KETI.

Ele nasceu aqui no Rio, no bairro de Inhaúma e como todo menino pobre, exerceu várias profissões, tendo servido durante três anos na Polícia Militar.

Em 1937, morando em Bento Ribeiro, passou a freqüentar a Portela, tornando-se mais tarde um de seus compositores. Desentendo-se com colegas por causa de direitos autorais, transferiu-se para a Escola União de Vaz Lobo. Somente em 1954 regressou à Portela.

Em 1939, levado pelo compositor Luiz Soberano foi conhecer a Casa Nice (não Café,mas Casa) travando conhecimento com os compositores e cantores que faziam ali seu "quartel general" ali.
Apesar disso, ainda não era um nome conhecido, apesar de já ter composto vários sambas.

Foi com o samba "A Voz do Morro", gravado em 1955 por Jorge Gouilart, e que fez parte da trilha do filme "Rio 40 Graus",de Nelson Ferreira dos Santos, que seu nome apareceu, ainda como Zé Quieto.
Jorge Goulart voltou a gravar um samba de Zé Keti em 1960 .Título: "Não Sou Feliz".

Em 1964, com Nara Leão e João do Vale, fez parte do Grupo Opinião.

Em 1967, seu maior sucesso: "MÁSCARA NEGRA", que foi gravado por ele e também por Dalva de Oliveira.
Esse samba ganhou ao primeiro lugar no concurso de músicas carnavalescas estipulado pelo Conselho de MPB do Museu da Imagem e do Som.
Em 1998 recebeu o Prêmio Shell, pelo conjunto de sua obra. Foi homenageado pelos companheiros da Portela, como Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Velha Guarda da Portela.
Foi realizado, no Canecão, um espetáculo por essa homenagem, dirigido pelo jornalista e escritor Sérgio Cabral.

Tendo composto mais de duzentas músicas, destacarei algumas:
"A Dama das Flores"; "A Felicidade Vem Depois";Desquite";"Despedida de Solteiro"; "Samba Folgado";"Diz que foi por aí...";"Desprezo"...

Zé Keti faleceu em 14 de novembro de 1999 aos 78 anos,deixando um vácuo em nossa música popular.
Norma Hauer

RECURSOS PÚBLICOS - NA LUPA DO CARIRI !

Luiz Domingos de Luna*

A Região do cariri vive um momento muito afirmativo de desenvolvimento, no entanto o crescimento econômico na sua conjuntura geográfica, poderia ter um ritmo bem mais acelerado e constante, o que não acontece - Por quê ? Ora, os canais de distribuição de recursos públicos da federação e do próprio estado são muito capilarizados, o que causa na sua trajetória pontos de obstrução por conta de detalhes técnicos, necessários para o bom funcionamento do estado democrático de direito, porém com prejuízo no compasso do tempo as demandas sociais.
Assim, obas, ou serviços que deveriam ser repassadas a sociedade ficam presas no gargalo das instituições, muitas vezes passam meses aguardando um carimbo, uma quitação, uma assinatura.(....) Enfim, um detalhe, neste ínterim é comum à população e, mesmo parte da mídia, partir para cobrança de forma exagerada, na maioria das vezes, usando uma linguagem de naturalização grosseira, não condizente com o processo desenvolvimentista global, assim, todo o conjunto emperra, e a sociedade com justa causa sempre a procurar um culpado pelo engessamento da concretude das ações públicas, na falta de atitude dos agentes públicos, "é pleno ser a verdade".
Este raciociocínio simplista em nada contribui para o crescimento das cidades satélites do cariri cearense.
Os parlamentos mirins do cariri, via de regra, estão quase sempre esvaziados, plenários totalmente vazios, os edis parlamentares debatendo os problemas das outras cidades entre si. Por que o plenário em dia de sessão não está sempre lotado ?, Por que os sites de fontes geradoras, ou mesmo repassadores de recursos são pouco acessados pela população ? Por que a população não usa os meios democráticos de fiscalização do estado democrático de direito ?. Ora, mas alguém pode argumentar que a classe política esta desacreditada, sim, mas quem elege a classe política.
Por que não se faz um estudo prévio e bem acentuado do testemunho de vida dos futuros gestores públicos ? E na sequência, a participação política de fato e de direito, ao invés de ficar somente nesta cantilena de lançar pechas sociais na classe política que em nada contribui, para o desenvolvimento social, político, econômico, turístico (...) da linda região do cariri cearense.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra - Aurora

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pensamento para o Dia 06/10/2009


“Você não necessita ir a parte alguma para procurar Deus. A Divindade está dentro de você. Assim como existem vários membros no corpo que são mantidos vivos por um único coração, o mesmo Deus é a força-vital para todos os seres. O universo inteiro é o reflexo do Ser Supremo. A visão (Dhrishti) determina sua percepção da Criação (Shrishti). Quando você olha o mundo através de lentes coloridas, você verá tudo com a cor das lentes que estiver usando. Você deveria considerar o que quer que aconteça como um presente de Deus. Amor é Deus. Viva em Amor. Essa é a maneira adequada de adorar Deus.”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

As Histórias dos Outros: III - Locutores – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Já vai longe a fase de ouro do rádio, onde os locutores tinham uma bela voz, leitura corretíssima, dicção e entonação perfeitas. Cresci escutando as rádios do Rio e São Paulo e invejava as vozes de Oduvaldo Cozzi, Jorge Cury, Carlos Frias, Luis Jatobá, Heron Domingues, César de Alencar e tantos outros. Às vezes me surpreendia sonhando ser um locutor famoso. Em fevereiro de 1967, eu estive perto desse sonho. Enquanto aguardava o resultado do vestibular, ouvi um anúncio na Rádio Cultura da Bahia, que aquela emissora estava realizando testes para novos locutores. Não pensei duas vezes: fiz minha inscrição e na mesma hora, o diretor da rádio me mandou fazer uma redação. Meio nervoso e suando muito, passei quase uma hora para escrever sobre o massacre que era o vestibular para os estudantes. Apavorei-me com uma velha máquina remington, cujas teclas saltavam algumas letras, quando tocadas com mais força, obrigando-me a reiniciar o trabalho várias vezes. Para minha surpresa, fui aprovado no teste de redação, devendo comparecer no dia seguinte para o exame de locução. Acontece que entre um dia e outro, o resultado do vestibular saiu e eu já me sentindo engenheiro, desisti de ser locutor, trocando um sonho por outro maior, assim pensava então. Ainda hoje, eu acredito firmemente que a radiofonia baiana nada perdeu com essa minha decisão.

Sonhos de locutores são muitos. O jornalista cratense Osvaldo Alves de Sousa, em seu livro “Tipos e Ditos Populares do Crato de ontem e de hoje”, à página 80, nos revela duas histórias de jovens que sonhavam em ser locutores da Rádio Araripe do Crato.

Segundo Osvaldo, o saudoso Elói Teles era muito assediado pelo soldado Saraiva que desejava ser locutor. Para se ver livre, Eloi disse ao militar que se ele conseguisse dois milhões de cruzeiros de patrocínio, teria a grande chance de ser locutor. Naquela época, essa era uma tarefa tida como impossível até para os mais experientes publicitários. Para surpresa do “Seu Elóia”, menos de oito dias depois, o soldado Saraiva chegou com os contratos de publicidades perfazendo o total da quantia estipulada. Imediatamente “Seu Elóia” marcou a estréia do policial para cinco horas da tarde daquele mesmo dia, um domingo, num programa cujo título era “Sambão e Zebrão”, que misturava diversos tipos de sambas com os resultados do futebol. Ao iniciar o programa, eis que chega a notícia da morte do papa Paulo VI. E o nosso Saraiva manda ao ar essa pérola de noticia: “Atenção Crato! Alô Brasiiiil! Deu zebra no Vaticano! Acaba de morrer agorinha mesmo o Papa Dom Paulo Meia Dúzia!”
Ao ser indagado se Elói ouvira o “furo” que o Saraiva tinha dado, assim respondeu o então diretor daquela emissora: “Furo uma ova! Aquilo foi um arrombamento! (1)

Mazim era um funcionário da Radio Araripe que também sonhava ser locutor. Era continuo e depois controlista. De tanto insistir para ser promovido a locutor, o gerente da rádio autorizou que ele entrasse no ar sempre que estivesse na rua e acontecesse alguma notícia, algum fato de interessasse da população. Nesse mesmo dia, ao se aproximar de sua residência, Mazim avistou uma grande multidão na frente da sua casa e das vizinhas. Ao se inteirar do que ocorrera, anotou tudo numa cadernetinha e correu para um telefone público. “Tenho uma notícia importante e urgente, por favor, me bota aí no ar agora mesmo!” Disse Mazim para o locutor do horário. Ao ser atendido, mandou brasa: “Senhoras e senhores, acaba de ocorrer um suicídio aqui no bairro do Seminário. O pedreiro José Antonio da Silva acaba de dar um tiro no peito, pondo fim à sua própria vida. Esta foi sua terceira tentativa. Antes ele cortou os pulsos, mas atendido às pressas no Hospital São Francisco se recuperou. Meses depois ele ingeriu dezenas de caixas de comprimidos de melhoral, mas os médicos fizeram uma lavagem estomacal e salvaram sua vida. Agora, senhoras e senhores, Zé Antonio morreu mesmo, realizando seu grande sonho! Um tiro no peito, foi êxito total!” (2)

Mazim obteve também êxito total na sua tentativa de se tornar locutor e hoje aposentado é o conhecido radialista Luzimar Rodrigues Leite.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

NOTAS: 1 e 2: Adaptados de “Tipos e Ditos Populares do Crato de Ontem e de Hoje” de Osvaldo Alves de Sousa,páginas 80 e 81-Editora Moderna, Crato – CE, 2000

domingo, 4 de outubro de 2009

Um breve toque feminino - Claude Bloc


Domingo
____________________________

Manhã de domingo
Zênite
nessa esfera celeste
Que azula o céu
E se mistura
Aos suspiros da lua
.........E pelas gretas do tempo
.........E pelas frestas da vida
.........Deixo escorrer
.........Em minha’alma
A água
..... O córrego
A condição humana
..... De sentir o reverso do sonho
Seu sussurro vaporoso
..... A contundente verdade
O limiar entre a dor e a saudade.


Por Claude Bloc

Cântico das Criaturas

Hoje, 4 de outubro,  comemoramos o dia de São Francisco de Assis. Nascido em 1181 ou 1182, em Assis, na Itália, Francisco era filho de um próspero comerciante(Pietro Bernadone dei Moriconi ) com uma nobre(Pica Bourlemont). Sentindo o chamado de Deus, o jovem Francisco, por volta dos 24/25 anos abandona toda a riqueza e passa a viver como pobre, reconstruindo igrejas, pregando o evangelho e louvando as criaturas de Deus. Morreu em 3 de outubro de 1226, sendo sepultado na Igreja de São Jorge Assis. Foi canonizado em 1228, sendo determinado o dia 4 de outubro para lhe render homenagens. Em 25 de maio de 1230, os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.



Cântigo das Criaturas

Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas.
Especialmente o senhor irmão Sol
Que clareia o dia
E com sua luz nos ilumina
E ele é belo e radiante,
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Lua e as Estrelas
Que no céu formastes claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor
Pelo irmão Vento.
Pelo ar, nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.

Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jovial
E vigoroso e forte

Louvado sejas, meu Senhor
Por nossa irmã, a mãe Terra
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas.
Especialmente o senhor irmão Sol
Que clareia o dia
E com sua luz nos ilumina
E ele é belo e radiante,
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Lua e as Estrelas
Que no céu formastes claras
E preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor
Pelo irmão Vento.
Pelo ar, nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.

Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jovial
E vigoroso e forte

Louvado sejas, meu Senhor
Por nossa irmã, a mãe Terra
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.

Uma Homenagem a "Voz" da Canção de Protesto Latino-Americana



Nascida em 9 de junho de 1935, Mercedes Sosa foi dona de uma das vozes mais representativas do cancionário popular argentino e da América Latina e gravou mais de 40 álbuns.

A cantora gravou diversos duetos com artistas brasileiros, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa, Milton Nascimento, Fagner e Beth Carvalho.

Outras estrelas internacionais com as quais dividiu os palcos foram Luciano Pavarotti, Sting, Lucio Dalla, Nana Mouskouri, Tania Libertad, Joan Baez, Andrea Bocelli, Alfredo Kraus, Konstantin Wecker, Silvio Rodríguez, Pablo Milanés, Luz Casal, Ismael Serrano e Shakira.

Sosa foi herdeira e símbolo de um movimento de música folclórica com forte compromisso político que teve como grande nome Atahualpa Yupanqui, que morreu em Paris em 1992.

Ativista política, entre os grandes momentos de sua carreira figuram as apresentações que fez na Capela Sistina do Vaticano (1994), no Carnegie Hall de Nova York (2002) e no Coliseu de Roma (2002) para pedir pela paz no Oriente Médio, ao lado de Ray Charles, entre outros.

"Foi a voz dos que não tinham voz na época da ditadura (1976-1983) e levou a angústia pelos direitos humanos na Argentina a todo o mundo", declarou o músico Víctor Heredia, cantor e compositor de algumas músicas que ficaram famosas na voz de Mercedes Sosa como "Razón de Vivir".

Sosa lançou recentemente o álbum duplo "Cantora" e foi indicada este ano para o Grammy Latino por melhor álbum e melhor cantora de álbum folclórico. Nesta obra ela dividiu espaço com artistas como Joan Manuel Serrat, Luis Alberto Spinetta, Caetano Veloso, Shakira, Gustavo Cerati, Charly García, Calle 13 e Joaquín Sabina.

A presidente chilena Michelle Bachelet enviou uma mensagem de admiração à artista, que considerou "a voz mais vigorosa da América latina".

Sosa era considerada uma das maiores difusoras da obra da cantora e compositora chilena Violeta Parra, depois de transformar "Gracias a la vida" em seu tema emblemático.

"Como vocês sabem, 'Gracias a la vida' é uma canção nossa, mas também universal. Há múltiplos artistas de vários países que a gravaram e a tornaram famosa e uma destas vozes é a de Mercedes Sosa", destacou Bachelet.

"Nasci em Tucumán e vivo em Buenos Aires. Sou cantora. Sou viúva. Tenho um filho, Fabián Ernesto, e duas netas. Dirijo um Audi pequeno. Fiquei muito doente e me reencontrei com Deus. Sou progressista. Sou embaixadora do Unicef", se autodefiniu Sosa em uma entrevista em 2000.

O corpo da cantora será cremado e as cinzas espalhadas em sua cidade natal de Tucumán, em sua adotiva Mendoza e na capital Buenos Aires, informou a família.

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Canción Con Todos
Mercedes Sosa
Composição: Armando Tejada Gómez Y César Isella

Salgo a caminar
Por la cintura cósmica del sur
Piso en la región
Más vegetal del tiempo y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de América en mi piel
Y anda en mi sangre un río
Que libera en mi voz
Su caudal.

Sol de alto Perú
Rostro Bolivia, estaño y soledad
Un verde Brasil besa a mi Chile
Cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña América y total
Pura raíz de un grito
Destinado a crecer
Y a estallar.

Todas las voces, todas
Todas las manos, todas
Toda la sangre puede
Ser canción en el viento.

¡Canta conmigo, canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz!

e...

e ser somente emoção
ilha a milhas da razão

toda ciência do mundo
só servirá para arrancar-me
da cama montada de enfermidade
e levantar e ver a claridade da rua

o calor na pele dos muros
se junta ao brilho dos alfanjes

nos becos algaravia
numa dança com o rosto do regente
concentração de notas
que suas mãos espalham
desenho de música no espaço

o olhar do mouro sem granada
sua alma gravada no flamenco
as mil facetas do tempo
as mil facetas do tempo

(........................................)

na calçada em frente ao banco
o menino estremece
ao duro olhar
lançado contra o que seria
e ali mesmo se perdeu
como tudo o que se perde
no extravio do amor

por favor, que horas são?

Pensamento para o Dia 04/10/2009


“Todos deveriam reconhecer a unidade do princípio do Atma que existe em todos os seres. A boa companhia (Satsang) é essencial para entender essa unidade. Boa companhia não quer dizer associação com pessoas boas, devotos ou aspirantes espirituais. As pessoas reúnem-se em tais congregações e acreditam que estão em boa companhia. Mas esse não é o verdadeiro sentido do termo Satsang, porque as pessoas que você pensa serem boas podem se tornar, um tempo depois, más. Elas estão destinadas a mudar. Como tal associação temporária pode conferir felicidade duradoura? ‘Sath’ é aquilo que é invariável em todos os três períodos de tempo: passado, presente e futuro. O termo refere-se ao princípio do Atma. Viver sempre na companhia de Deus é a verdadeira boa companhia.”
Sathya Sai Baba

sábado, 3 de outubro de 2009

Pensamento para o Dia 03/10/2009


“O homem é o depósito de cada mineral, metal e energia que a Terra contém. Ele possui as energias elétrica, magnética e muitas outras formas de energia. Lamentavelmente, o homem não compreende isso. Existe a imensa força da Divindade latente nele que o capacita a fazer qualquer coisa que estabeleça em sua mente. As várias realizações humanas são simples vislumbres do extenso potencial que está latente no homem. Tudo o que ele necessita é ter a vontade e a determinação para realizar esta força e este potencial.”
Sathya Sai Baba

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AVANÇA CARIRI !!!

Luiz Domingos de Luna*

A região do cariri cearense sempre foi um núcleo muito coeso, tendo inclusive, inúmeras manifestações artísticas, culturais, religiosas (...) que permeiam no tabuleiro histórico pontos firmes de identidade, muitas vezes, beirando ao bairrismo: porém, sempre dentro de uma linha afirmativa de desenvolvimento nuclealizada que irradia luz para todas as cidades que formam este espaço geográfico, já, devidamente, revestido de uma cultura bem consolidada no espaço tempo.

A criação da região Metropolitana do Cariri é sem dúvidas um renascimento muito afirmativo para “no vislumbre de um mundo globalizado” a necessidade de canais legalizados, onde os recursos possam fluir naturalmente, no processo interativo de desenvolvimento global do cariri, porém, aí é que de fato, reside o perigo. Explico: O Bairrismo de forma afetada forma uma ideologia, mais do que isto, uma bandeira, mais do que isto, uma doutrina, ás vezes até uma xenofobia emocional direcionada, o pior é quando a xenofobia é direcionada a uma cidade, a política, a economia, a razão de ser do conjunto, o eixo, a sagração do trono do rei, o ponto máximo.

O Poder concentrado e diluído em uma única cidade, porém, vejo que a região Metropolitana do Cariri é um ponto de difusão de desenvolvimento para todas as cidades satélites que formam a região do cariri cearense, ou seja, do seu núcleo são irradiadas todas as formas afirmativas de desenvolvimento para o bem comum de todo o conjunto carirense, pois, com certeza é o que pensa, presumo todas as cidades satélites desta linda região no sul cearense. Porém, não poderia haver algo de mais danoso do que o pensamento mesquinho e egoísta de que é preciso fazer uma metrópole implodindo as demais cidades, com um raciocínio medíocre de que o cariri não comporta mais de uma metrópole, quem pensa assim, conspira contra o cariri, contra a globalização e, por fim, contra o pulsar de crescimento econômico na querida região do cariri cearense.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora.

Cariri Cangaço – Uma grande Construção Coletiva

Nosso cariri recebeu nos últimos dias, exatamente 74 personalidades do universo do estudo do fenômeno Cangaço, do Brasil. De 22 a 27 de setembro tivemos a oportunidade de ter em nossa região os mais variados olhares e as mais variadas análises sobre este fenômeno que tanto marcou a face deste lado do nordeste brasileiro.
Suas origens, causas, reflexos e conseqüências, que ainda hoje são visíveis por entre as mazelas que tanto castigam o nosso sertanejo, principalmente os que vivem mais distantes dos centros desenvolvidos.

O sentimento que norteou a criação do Cariri Cangaço, não foi outro senão, o desejo de proporcionar ao maior número de pessoas, notadamente aos mais jovens, uma oportunidade de conhecer mais de perto tão instigante e polêmico tema; a partir de um conjunto de palestras e debates que contou com a participação de vários profissionais, das mais variadas áreas. A antropologia, a sociologia, a história, a política, a medicina, a crença popular, o mito, a fantasia e a realidade, se uniram para subsidiar as muitas afirmações e reflexões provocadas ao longo do seminário. Humildemente espero que aqueles que tiveram a oportunidade de terem estado conosco ao longo do seminário, tenham se sentidos contemplados.

Outro aspecto que nos chama a atenção: A perfeita sintonia e harmonia que norteou os trabalhos de toda a equipe de produção do Cariri Cangaço. A partir dessa nossa iniciativa vieram se somar a Universidade Regional do Cariri – URCA através da Pró-Reitoria de Extensão, a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC, as prefeituras municipais de Crato; Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha; o Instituto Cultural do Cariri – ICC, o Instituto Cultural Vale do Cariri – ICVC, o Centro Pró-Memória Josafá Magalhães, e ainda o apoio vital do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura, do Centro Cultural Banco do Nordeste, do SEBRAE, do SESC Ceará, da Expresso Guanabara, do Grupo São Geraldo, da Gigi Tecidos, do Hotel Vila Real e do Panorama Hotel. Sem esses parceiros não teríamos realizado o Cariri Cangaço. Foram três meses de preparativos, 438 inscritos, 167 profissionais envolvidos, apresentação de 19 grupos artísticos tradicionais, 41 visitas técnicas aos principais pontos turísticos da região e uma certeza: Valeu a pena.

Com o mais sincero sentimento de gratidão, gostaríamos de em nome de toda a organização do Cariri Cangaço; dizer muito obrigado ao bom povo do Cariri. Parabéns a todos!

Manoel Severo –
Curador e Coordenador Geral do Cariri Cangaço

Pachelly Jamacaru no programa Cariri Encantado de logo mais


O programa Cariri Encantado de logo mais (14 às 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri) terá Pachelly Jamacaru como convidado.

Pachelly é um dos mais importantes artistas do Cariri. Cantor, compositor, músico, poeta e fotógrafo, Pachelly está em cena desde meados dos anos de 1970, quando, ainda garoto, integrava o Grupo Nessa Hora, liderado pelo seu irmão Abidoral Jamacaru, e assíduo participante dos famosos festivais da canção, realizados no Crato. Por sinal, em 1978, na última edição do Festival, Pachelly foi o vencedor com a música "Não haverá mais um dia", posteriormente registrado no disco Massafeira, que reuniu grande parte da então nova geração musical do Ceará. O projeto Massafeira foi coordenado pelo cantor Ednardo, do Pessoal do Ceará.

Pensamento para o Dia 02/10/2009


“A educação deveria estar divorciada dos empregos. Seu propósito deveria ser a aquisição do conhecimento mais elevado (Vijnana). Esse é o conceito sustentado pela cultura da Índia (Bharathiya). Os estudantes só se tornarão cidadãos ideais do país quando desenvolverem autoconfiança e o sentimento de unidade espiritual. Desenvolvam o espírito de sacrifício e tornem-se os defensores da integridade e da honra do país. Vocês devem esforçar-se para promover o bem-estar da sociedade. Evitem idéias de ‘eu’ e ‘meu’. Vocês, então, se tornarão unos com o Divino. Quando se identificarem com todos, vocês obterão alegria infinita.”
Sathya Sai Baba

No Vale das Águas... Fotopoesia, Por Pachelly Jamacaru e Claude Bloc

Dedicado a José do Vale
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Nada é definitivo
No código das águas
Mornas, lascivas...
Como os pensamentos.
Movidas pelo vento
Marés insondáveis
Passam por mim



E as pedras passivas
Definham em silêncio
E o vento retorna
E passa frenético
Soprando segredos
Á doçura dos lagos



E assim nunca sei
Quando o sonho se achega
E não quero perder-me
Neste sono entre vales
Sobre restos de um tempo
Águas passarão...



Nessas águas correntes
Pelo desvão da vida
A planície repousa
Rastros de tempestade





É que trago comigo
O estigma de outros tempos
Águas que se agitam
Remoendo saudades
Encortinando o céu
Refletindo as estrelas
...E nas águas, os sonhos
Repousam, repousam
E me vem tanto medo,
De perder-me no vale
E na planície restar.



Fotos: Pachelly Jamacaru e poesia: Claude Bloc