Leia a íntegra de sua correspondência:
Fonte: OAB - Ceará
Foto: Heládio Duarte
agora que os lábios se arquearam
e meus olhos são dois lagos salobros
posso dizer que não pude cruzar a ponte
e beber poesia na própria fonte
fantasma
tangenciei as sombras de tuas palavras
mas poderia ser pior
um abismo poderia prenhe de trevas
abrir sua boca de infinitas horas
e eu não passar de mais um
que ao fim chega carregado
por duros braços alheios
o mínimo atravessou-me a porta
conduzido pela mão de um poeta
afugentou a solidão e o escuro
o destino de ser completamente oco
numa terra desolada

Por Zé Nilton
Fernando de Castro Lobo ou Fernando Lobo, um nordestino do Recife, tem uma obra musical e artística das mais expressivas no cenário cultural brasileiro.
Como todos os que emigraram para a capital federal, Rio de Janeiro, nas décadas de 1930 e 1940, trilharam caminhos parecidos. Aportaram na imprensa ou no serviço público e na boemia. Na boemia cuidaram de aprender com velhos mestres locais o segredo da música, da composição, da rima musical. Assim aconteceu com Fernando Lobo e outro seu conterrâneo, Antonio Maria.
No caso de Fernando Lobo, sua atividade profissional, no Rio, ficou dividida entre a música e o jornalismo. Esteve durante 25 anos na famosa Rádio Nacional e ali produziu musicais famosos. Como compositor, participou de uma das fases mais criativas da Música Popular Brasileira e só deixou de compor quando seu filho Edu Lobo começou a se projetar no cenário musical. Permaneceu, porém, ligado ao mundo artístico, como diretor musical da TVE do Rio.
Fez clássicos como “Chuva de Verão”, “Chofer de Praça” e “Ninguém me ama”, esta, com Antonio Maria. Sua musicalidade prima pela diversidade rítmica indo do frevo ao samba, do bolero ao samba canção, passando por vários ritmos nordestinos como o xote, baião, danças de terreiro etc. Foi parceiro de outros grandes mestres como Dorival Caymmi, Manezinho Araújo.
Hoje, em COMPOSITORES DO BRASIL, vamos homenagear Fernando Lobo, e falar e ouvir as suas belas canções que o faz permanecer no panteão da dignidade da Música Popular Brasileira.
Nega maluca. Fernando Lobo e Evaldo Rui - com Elza Soares
Siga. Fernando Lobo - com João Gilberto
A primeira umbigada. Fernando Lobo e Manezinho Araújo - com Jorge Veiga
Preconceito. Fernando Lobo Antonio Maria - com Nora Ney
Quanto tempo faz. Fernando Lobo - Paulo Soledade, com Nora Ney
Chuvas de verão - de Fernado Lobo, com Caetano Veloso
Saudade do samba. Fernando Lobo Paulo Soledade, com Mário Reis
Chegou vila Isabel. Fernando LoboManezinha Araújo, com Aracy de Almeida
Ninguém me ama. Fernando Lobo e Antonio Maria, com Dolores Duran
Chofer de praça - de Fernando Lobo e Evaldo Rui, com Luiz Gonzaga
Informação:
Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Sempre às quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri- 1020 khz.
A banda Fator RH, uma das pioneiras do movimento roqueiro caririense, está de volta para uma única apresentação. Será na abertura do Festival Estudantil da Canção, neste próximo sábado, dia 10, às 19:30, no Centro Cultural do Araripe (antiga Rffsa).
Da formação original, já confirmaram presença Carlos Rafael, Marcos Leonel e Igor Arraes.
Enquanto não chega a hora do show, matem a saudade com essas fotos e um texto escrito por Marcos Leonel, publicado no Cariricult.
BANDA FATOR RH- Final dos anos 80, Baile Rock à Fantasia,
Bar Banho de Bica, em Crato. Da esquerda para a direita: Sergestes
Tocantins, Lupeu , João Eymard (na bateria), Calazans Callou e
Marcos Leonel.
UMA QUESTÃO DE SANGUE
Por Marcos Leonel


“Você não necessita ir a parte alguma para procurar Deus. A Divindade está dentro de você. Assim como existem vários membros no corpo que são mantidos vivos por um único coração, o mesmo Deus é a força-vital para todos os seres. O universo inteiro é o reflexo do Ser Supremo. A visão (Dhrishti) determina sua percepção da Criação (Shrishti). Quando você olha o mundo através de lentes coloridas, você verá tudo com a cor das lentes que estiver usando. Você deveria considerar o que quer que aconteça como um presente de Deus. Amor é Deus. Viva em Amor. Essa é a maneira adequada de adorar Deus.”
Sathya Sai Baba