O anúncio foi feito durante entrevista coletiva, no último dia 7, pelo reitor em exercício da UFC, Henry Campos. Ele informou ainda que no mês de outubro, a UFC decidirá se o ENEM passa a valer ou não para o próximo vestibular. Quanto a este ano, já está decidido que o ENEM não será usado como forma de seleção para o vestibular 2010 da UFC. Cerca de 44 mil pré-candidatos estão inscritos para disputar 5.504 vagas nos 90 cursos que estão distribuídos entre os campi de Fortaleza, Sobral, Quixadá, Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha.
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
UFC adia segunda fase do vestibular 2010.1
O anúncio foi feito durante entrevista coletiva, no último dia 7, pelo reitor em exercício da UFC, Henry Campos. Ele informou ainda que no mês de outubro, a UFC decidirá se o ENEM passa a valer ou não para o próximo vestibular. Quanto a este ano, já está decidido que o ENEM não será usado como forma de seleção para o vestibular 2010 da UFC. Cerca de 44 mil pré-candidatos estão inscritos para disputar 5.504 vagas nos 90 cursos que estão distribuídos entre os campi de Fortaleza, Sobral, Quixadá, Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Um olhar gringo sobre Juazeiro do Norte - postado por José do Vale Pinheiro Feitosa
“A expedição do dr. Lucian Smith, chefe do escritório da Fundação Rockefeller em Fortaleza, a Juazeiro do Norte, cidade cearense onde se cultuava o padre Cícero, famoso ‘santo’ local, tinha umúnico objetivo: verificar se a mortalidade infantil, extremamente elevada, estava relacionada com a febre amarela. Com a ajuda de médicos locais, Smith (1927) examinou os prontuários relativos a 23 crianças recém-falecidas, e atribuiu todas as mortes à gastrenterite. Observou que, "embora Juazeiro tenha um Posto de Profilaxia Rural chefiado por um funcionário médico, e embora existam agora dois médicos exercendo a clínica privada na cidade, apenas algumas das gastrenterites em crianças recebem mínima atenção médica. ... A cidade não possui hospital nem dispensário público nem tampouco uma clínica onde tais doenças da infância possam ser diagnosticadas e tratadas." O dr. Smith explicou que os médicos locais atribuíam a alta incidência de mortalidade por gastrenterite à "miséria e ignorância desesperadoras da população. As pessoas eram muito pobres para comprar remédios ou para consultar um médico, e muito ignorantes para saber como alimentar seus bebês." Contudo, fiel à ideologia da Fundação Rockefeller, que atribuía a causa da pobreza à saúde precária (e não o contrário), o dr. Smith encarava a miséria reinante em Juazeiro como conseqüência da hereditariedade mórbida de seus habitantes:
A história mostra que Juazeiro é território livre onde se refugiam os fugitivos da justiça de todas as partes do Nordeste. ... A fama do padre de curandeiro miraculoso espalhou-se por todos os quadrantes. Os aleijados, os coxos, os cegos rumavam em bandos para ele, como se fosse um santuário. Alguns retornavam a seus lares, se tivessem um, mas muitos permaneciam na cidade, contribuindo com sua quota de ignorância, criminalidade e fanatismo, pobreza, doença e depauperação física e moral generalizada para a constituição social e econômica de Juazeiro no período de sua formação. Eles, os seus filhos e netos e outros da mesma laia compuseram a comunidade social hoje existente em Juazeiro. Não surpreende que o tipo de cidadão numericamente predominante no lugar exiba deficiências mentais tão marcadas, tamanho insucesso na adaptação ao ambiente, tão notáveis estigmas de degeneração física, resistência tão diminuída e tal suscetibilidade a doenças. O processo de eliminação em curso lá é, a um só tempo, o remédio e a punição da natureza para a assustadora aberração. Pensando nessa combinação de elementos hereditários de degeneração e doença, creio que seria difícil duplicar Juazeiro em qualquer outro lugar da terra.”
Pensamento para o Dia 12/10/2009

“O som é o primeiro atributo de Deus. Os cânticos dos Vedas constituem Deus na forma do som (Naadha Brahman) e são altamente potentes. Mesmo se você não puder cantar os Vedas, a simples escuta da recitação dos Vedas é capaz de purificar sua mente e eleva-lo a um nível mais alto. Embora a criança não conheça o significado das canções de ninar cantadas por sua mãe, ela é induzida a dormir ao escutar a música. Similarmente, ouvir o canto dos Vedas com plena atenção lhe conferirá imenso benefício. Você pode imaginar, então, a magnitude da bem-aventurança que alcançará se refletir sobre seus ensinamentos e os praticar em sua vida.”
Sathya Sai Baba
domingo, 11 de outubro de 2009
CENA DO CARIRI PARA O MUNDO!!!
1ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
TROFÉU JUSCELINO LOBO JÚNIOR
DE 07 A 21 DE NOVEMBRO DE 2009
TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Rua Dom Quintino, 913 – Pimenta – Crato – Ceará – Cariri – Brasil
1. APRESENTAÇÃO:
A “1ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense”, projeto elaborado e coordenado pelo dramaturgo Cacá Araújo, é uma iniciativa da Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, ambas Pontos de Cultura do Brasil, em parceria com grupos e companhias teatrais em atividade na região do Cariri cearense, e se caracteriza pela gestão cooperativada e pelo caráter expositivo da produção teatral caririense em suas variadas tendências estéticas.
Outorgado a todos os grupos/espetáculos participantes da “Guerrilha...” o “Troféu Juscelino Lobo Júnior” é uma homenagem a Juscelino Leal Lobo Júnior, membro fundador da Sociedade Cariri das Artes, amante do folclore e das artes cênicas, integrante do Coral da Sociedade de Cultura Artística do Crato e do Coral Canta Família, nascido em 26/01/1981 e falecido em 02/10/2007.
A denominação do presente projeto nos remete a uma terminologia que indica tática revolucionária de combate e resistência a partir de pequenos focos, com o fim de unir grandes massas em defesa de uma causa libertária comum. E a nossa majestosa causa é a arte! E pretendemos alertar para uma prática revolucionária de afirmação e defesa da cultura nacional tendo como centro prioritário a expressão da diversidade e pluralidade de cada região, sem desconsiderar a universalidade de todos os gestos humanos, nem se fechar ao intercâmbio com outras regiões, povos e nações.
O evento será realizado em dois blocos. O primeiro destinado ao público infantil e o segundo ao público adulto.
2. PROGRAMAÇÃO:
MOVIMENTO DE ABERTURA:
07/11 (sábado), 16:00h: Procissão de Abertura – artistas, brincantes de folguedos e demais participantes da “Guerrilha...”, saindo da Praça 3 de Maio e seguindo até a Praça Alexandre Arraes / Teatro Rachel de Queiroz.
PEÇAS PARA CRIANÇAS:
07/11 (sábado), 19:30h: “ANIMARTISTAS”, adaptação de Flávio Rocha do conto Os Músicos de Bremen, com a Cia. Teatral Anjos da Alegria, direção de Flávio Rocha.
08/11 (domingo), 19:30h: “OS 3 PORQUINHOS”, livre adaptação de Cláudio Ferreira, com a Cia. Teatral Anjos da Alegria, direção de Flávio Rocha.
09/11 (segunda-feira), 19:30h: “A FLOR E O SOL”, de Cícero Belmar, com a Cia. Teatral Anjos da Alegria, direção de Yarley de Lima.
10/11 (terça-feira), 19:30h: “O MÁGICO DE OZ”, de Victor Fleming, com a Cia. Teatral Anjos da Alegria, direção de Flávio Rocha.
11/11 (quarta-feira), 19:30h: “PATATIVA E SALOMÃO”, de Emannuel Nogueira, com a Cia. Livremente de Teatro, direção de Jean Nogueira.
12/11 (quinta-feira), 19:30h: “MARIA ROUPA DE PALHA”, teatro de bonecos, de Lourdes Ramalho, com o Grupo de Teatro da Associação dos Artistas e Amigos da Arte – AMAR, direção de Stênio Diniz.
PEÇAS PARA JOVENS E ADULTOS DE TODAS AS IDADES:
13/11 (sexta-feira), 19:30h: “A COMÉDIA DA MALDIÇÃO”, de Cacá Araújo, com a Cia. Cearense de Teatro Brincante e Grupo Cênico da SCAC, direção de Cacá Araújo.
14/11 (sábado), 19:30h: “O PECADO DE CLARA MENINA”, de Cacá Araújo, com a Cia. Cearense de Teatro Brincante e Grupo Cênico da SCAC, direção de Cacá Araújo.
15/11 (domingo), 19:30h: “FOGO FÁTUO”, de Lourdes Ramalho, com a Cia. Teatral Anjos da Alegria, direção de Flávio Rocha.
16/11 (segunda-feira), 19:30h: “DESMISTIFICANDO TABUS”, de Joylson John Kandahar, com a Cia. Mandacaru de Arte e Eventos, direção de Joylson John Kandahar.
17/11 (terça-feira), 19:30h: “COQUETEL”, de Wanderley Tavares, com a Cia. Wancylus Gat Produções, direção de Wanderley Tavares.
18/11 (quarta-feira), 19:30h: “DENTRO DA NOITE ESCURA”, de Emannuel Nogueira, com a Cia. Livremente de Teatro, direção de Jean Nogueira.
19/11 (quinta-feira), 19:30h: “AS IRMÃS CASTANHOLAS”, de Joylson John Kandahar, com a Cia. Mandacaru de Arte e Eventos, direção de Joylson John Kandahar.
20/11 (sexta-feira), 19:30h: “ESPERANDO COMADRE DAIANA”, de Emannuel Nogueira, com a Cia. Livremente de Teatro, direção de Renato Dantas.
21/11 (sábado), 19:0h: “BR 116”, de Allysson Amancio, com a Allysson Amancio Cia. de Dança, direção de Allysson Amancio.
3. OBJETIVOS:
GERAL: Realizar exposição de teatro focada na dramaturgia e encenação produzidas na região do Cariri cearense, denominada “1ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense”, tendo como local o Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE, de 07 a 21 de novembro de 2009.
ESPECÍFICOS: a. Reconhecer, incentivar, fortalecer e divulgar obras de dramaturgos e encenadores do Cariri-CE; b. Provocar discussão e reflexão sobre a cena brasileira realizada na região; c. Fortalecer as companhias/grupos teatrais, estimulando o aperfeiçoamento técnico e profissional; d. Incentivar a montagem e circulação de espetáculos de grupos e companhias caririenses; e. Contribuir no fortalecimento da região como destino turístico-cultural; f. Lançar as bases para a criação de uma cooperativa de artes cênicas.
4. JUSTIFICATIVA:
A cultura brasileira tem se afirmado pela diversidade. O Nordeste, e nele o Cariri cearense, se destaca como emblema cultural resultante de intenso caldeamento de influências, notadamente a ibérica, a africana e a ameríndia, iniciado nos tempos de colonização das terras brasileiras pelos portugueses.
Entretanto, atualmente, poderosas forças midiáticas movidas pelo interesse econômico privado e alimentadas pela ideologia hegemonista do grande capital internacional ferem cruelmente o direito à livre existência da pluralidade de linguagens e tendências artísticas e culturais, na tentativa de estabelecer a estética do consumo capitalista como única via de comportamento intelectual.
Em meio a essa avalanche destruidora, a resistência de afirmação da identidade popular tem se dado pela bravura de grupos alternativos, reforçados pelos programas públicos de desenvolvimento cultural.
O projeto “1ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense” se insere no contexto de luta em favor da diversidade, respeito e afirmação da identidade cultural brasileira, especialmente por destacar a dramaturgia e a encenação produzidas no Cariri cearense como fortes elementos identitários do povo radicado nesta região do país. Foi, portanto, pensado a partir do debate com atores, diretores, dramaturgos e produtores, como forma de valorizar a produção dramatúrgica, a encenação e a realização de espetáculos na região, posto ser necessária intervenção de impacto que abra espaços de difusão da arte e do artista caririense, nordestino, brasileiro! Sua concretização contribuirá para o fortalecimento e consolidação de ações conjuntas de afirmação da arte e da cultura na região, ensejando oportunidades de crescimento profissional, geração de renda e difusão dos símbolos culturais que identificam o povo e sua história, além de contribuir na formação de platéias de todas as idades e lançar a região ao intercâmbio na condição de protagonista da cultura.
Crato-CE, 9 de outubro do ano 2009.
Josernany Oliveira (Presidente da Sociedade Cariri das Artes), Divani Esmeraldo Cabral (Diretora Artística da SCAC – Sociedade de Cultura Artística do Crato), Cacá Araújo (Diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante e do Grupo Cênico da SCAC – Crato-CE), Flávio Rocha (Diretor da Cia.Teatral Anjos da Alegria – Crato-CE), Jean Nogueira (Diretor da Cia. de Teatro Livremente – Juazeiro do Norte-CE), Yarley Tavares de Lima (Diretor da Cia. Yoko de Teatro – Crato-CE), Wanderley Tavares (Diretor da Cia. Wancylus Gat Produções – Crato-CE), Joylson John Kandahar (Diretor da Cia. Mandacaru de Artes e Eventos – Juazeiro do Norte-CE), Allysson Amancio (Diretor da Allysson Amancio Cia. de Dança – Juazeiro do Norte-CE), Orleyna Moura (Diretora da Cia. Teatral Boca de Cena – Crato-CE) Ivete Alexandre (Grupo de Teatro da Associação dos Artistas e Amigos da Arte – Juazeiro do Norte-CE).
Convite da AFAJ
Juazeirense recebe a medalha Boticário Rerreira

Crédito: Diário do Nordeste
Na próxima terça feira, dia 13 de outubro, no Plenário da Câmara Municipal de Fortaleza, o juazeirense Alexsandro Sobreira Galdino receberá a maior comenda da municipalidade, a medalha Boticário Ferreira. Ele possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Ceará (2000). Na sua formação de biólogo, Alexsandro foi aluno de 4 juazeirenses: Elizabeth Barbosa, Margarida Barros, Thales Grangeiro e Renato Casimiro. Cursou mestrado em Bioquímica pela Universidade Federal do Ceará (2002), doutorado em Biologia Molecular na Universidade de Brasília (2008) e atualmente está fazendo Pós-doutorado na Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Biologia Molecular com ênfase em Genética Molecular de Microrganismos, atuando principalmente nos seguintes temas: expressão heteróloga em bactérias e leveduras, modificação genética de microrganismos para conversão de biomassa em etanol e produção de enzimas industriais. Bolsista de Pós-doutorado Empresarial do CNPq. Da sua vasta produção intelectual ele tem artigos publicados em conceituadas revistas de Fortaleza, Brasília, Goiânia, Ribeirão Preto, São Paulo, Madrid, Valência, Hannover e New York. O extenso currículo mostra a trajetória bem sucedida do jovem inventor que aos 31 anos conseguiu destaque na comunidade científica. Recentemente recebeu o prêmio de Jovem Inventor de 2008, com o invento "Levedura modificada para produção de etanol a partir do amido".
Sobre a sua pesquisa, ele informa que “atualmente o etanol é extraído da cana que é um vegetal abundante em açúcar. A levedura se alimenta dos açúcares e a partir desse processo ocorre a fermentação, produzindo em seguida o álcool. A mandioca tem como elemento principal o amido, algo que não é facilmente degradado. As cadeias de glicose presente no amido só conseguem ser rompidas por enzimas que não existem na levedura. Então surge a necessidade de manipular geneticamente o microrganismo, para que possa possuir as enzimas essenciais para o processo de sacarificação e fermentação do amido. Para conseguir extrair etanol a partir do amido de mandioca era imperativo manipular a levedura. É possível trabalhar a levedura para conseguir sua adaptação à necessidade do amido de mandioca. Podemos manipular geneticamente a levedura para que ela carregue informação genética. Então surge a idéia e inserir dois genes de outros microrganismo na levedura. O processo começou com a descoberta de um microrganismo do cerrado. O gene dessa levedura, a alfa-amilase, foi retirado com o objetivo de produzir a enzima que romperia as moléculas de glicose do amido no meio da cadeia. O microrganismo modificado foi colocado numa placa, onde contém amido como fonte de carbono. O momento mais esperado pelo cientista era a formação do halo de hidrólise, um círculo branco que indicaria a alimentação da levedura, o que significaria também sucesso nessa etapa do processo. A primeira vez que vi o halo de hidrólise, minha mão tremeu e imediatamente fui mostrar ao meu orientador. Com o sucesso da primeira etapa, tomei a levedura alterada geneticamente e testei-a com o gene extraído do fungo Aspergillus awamori. O gene glicoamilase é a enzima que complementa o processo de rompimento das moléculas de glicose do amido, pois as rompe pelas extremidades, ao contrário da alfa-amilase que as quebra pelo o meio. Em seguida, testei outro procedimento, que é inserir os dois genes ao mesmo tempo, o que gera mais rapidez no processo. A alfa-amilase age primeiro, rompendo a cadeia de moléculas pelo meio, abrindo caminho para o trabalho da glicoamilase que finaliza o processo quebrando as extremidades. Para ilustrar o procedimento, recorri a uma descrição bem didática. O caldo feito do amido de mandioca é grosso, viscoso, mas ao colocar as enzimas produzidas por microrganismos geneticamente modificados, esse caldo afina imediatamente, o que significa o rompimento das moléculas de glicose do amido.” Galdino aponta que os dois álcoois produzidos a partir da cana e da mandioca geram menos resíduos da queima do que um combustível de petróleo. “Segundo o protocolo de Kyoto o etanol produz menos resíduos que os derivados de petróleo”, diz. Entretanto, em relação ao impacto ambiental entre os dois vegetais, o cientista destaca o processo da colheita. “Na colheita da cana tem que levar em consideração a queimada da cana. Após a queimada haverá demora em reutilizar o solo, pois tem que adquirir determinados componentes nutricionais para que qualquer vegetal seja plantado ali” explica Galdino. Ao contrário da mandioca que pode ser plantada junto com monocultura como o feijão. Na mandioca existem determinadas bactérias fixadoras de nitrogênio que ficam no tubérculo. Essas bactérias ficam acumuladas quando as mandiocas são puxadas do solo. Assim, as bactérias vão fixar nitrogênio suficiente para outras plantações como o feijão, podendo inclusive, intercalar as plantações. Isso não é possível com a plantação da cana, em virtude da sua exigência nutricional, o custo é alto. O etanol da mandioca pode aumentar o volume de álcool, é o que acredita Galdino. O etanol tradicional, originado da cana, sofre com a sazonalidade da sua matéria prima. A cana de açúcar é plantada e colhida durante parte do ano, depois ela passa por uma entressafra de cinco a seis meses. Nesse período não há produção de etanol e a diferença pode ser medida pelos preços nas bombas que sobre consideravelmente. “Ao contrário da cana de açúcar, a mandioca não sofre com a entressafra, portanto pode incrementar a produção do etanol”, enfatiza o estudante. Contudo, Galdino ressalta que o papel do álcool de mandioca não é concorrer com o etanol da cana. Pelo contrário, o objetivo é complementar, evitar a redução na produção de álcool no período da entressafra da cana. “Para ser um grande exportador de etanol, o Brasil tem que procurar outras fontes alternativas para poder incrementar a produção”, avalia Alexsandro Sobreira Galdino.
sábado, 10 de outubro de 2009
TV Verdes Mares Cariri é mais uma locomotiva que puxa o progresso da região

Mesmo considerando ser aquém do desejado e necessário, o pequeno espaço dedicado à região, através da programação jornalística, vem sendo preenchido com muita competência e profissionalismo.
O chefe do mensalão já opera 2010
Cassado, José Dirceu deixa em segundo plano seus negócios meio privados, meio estatais para mergulhar de cabeça na campanha presidencial de Dilma Rousseff

DEBAIXO DO PANO
Dirceu voltou, e com ele o estilo de fazer política partidária. Para conseguir o que deseja, vale ameaçar e intimidar. Dirceu se empenha agora em forçar Ciro Gomes a abandonar a corrida para o Planalto. Diz Ciro: "Não prosperou porque estou convencido de que devo disputar a Presidência"
Desde que se revelou seu papel de mentor e operador do escândalo do mensalão, o ex-ministro José Dirceu teve cassados seu mandato de deputado federal e suspensos seus direitos políticos. Com os dedos, foram-se os anéis. Ele perdeu suas credenciais de principal coordenador das ações políticas do governo. Afastado oficialmente do núcleo do poder, Dirceu se dedicou aos negócios, fazendo meteórica carreira como despachante de empresas nacionais e estrangeiras com interesses em decisões de órgãos estatais. Mas, uma vez Dirceu sempre Dirceu. Ele está de volta ao seu grande negócio, a política, em especial os arranjos partidários de apoio a um candidato hegemônico, o que ele fez com fogo e arte na eleição de Lula em 2002.
Dirceu e seus arsenais estão agora a serviço da candidatura de Dilma Rousseff. Seu papel é o mesmo exercido na primeira eleição presidencial de Lula. Dirceu atua nas costuras de bastidores, longe dos olhos da nação, ofício em que é mestre. Ele trabalha como um tecelão, costurando a favor de Dilma uma teia resistente e capilarmente espalhada pelo país formada por governadores e prefeitos fiéis ao projeto continuista do PT.
Como ocorreu no passado, Dirceu recebeu plenos poderes para barganhar, fazer ofertas, oferecer cargos e benesses em um futuro governo. Nessa vida de facilitador, nem tudo é fácil. No atual momento, Dirceu se empenha em descarrilar a candidatura de um aliado cuja participação na trama ameaça sair do enredo original.
Fala-se que do deputado federal Ciro Gomes que, escalado para coadjuvante de Dilma, está roubando a cena pré-eleitoral e ocupando o centro do palco com uma desenvoltura preocupante para o Palácio do Planalto. A missão de Dirceu é abrir o alçapão sob os pés de Ciro e fazê-lo desaparecer. Isso tem que ser feito sem sangue, mágoas ou ressentimento. A candidatura de Ciro precisa sumir e o verdadeiro interessado na operação não pode aparecer. Essa é a especialidade de José Dirceu.
Há duas semanas, Dirceu esteve no Ceará, no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. Foi recebido pelos governadores em encontros anunciados oficialmente como "análises de conjuntura". Houve mais do que análise. Os três governadores visitados pertencem ao PSB, o partido de Ciro Gomes. Os três ouviram a avaliação de Dirceu segundo a qual a candidatura presidencial de Ciro é "preocupante". O diálogo mais revelador ocorreu em Fortaleza, em um café da manhã na casa do governador Cid Gomes, irmão de Ciro.
Dirceu explicou detalhadamente as dores de cabeça que a candidatura do irmão poderia gerar também para os planos de reeleição do próprio governador. Sutileza de Diceros bicornis petistum. Ela se traduz por: se o governador não ajudar a minar os planos nacionais do irmão, o PT do Ceará, na sucessão estadual, apoiará não Cid Gomes, mas Luiziane Lins, a atual prefeita de Fortaleza. Dado o recado ameaçador, Dirceu gastou o restante do tempo nas mesuras recomendadas nesses casos. Disse que aquela solução seria muito dolorosa, mas adiantou que, mesmo intimamente contrário à manobra, não teria outra saída pública senão apoiar Luiziane. Recado dado. Recado entendido.
Dias depois das conversas com os socialistas, Ciro Gomes anunciou a transferência de seu domicílio eleitoral para São Paulo. Ciro nasceu em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, mas mudou-se ainda criança para o Ceará. Tem tanta identificação com o eleitorado paulista quanto Geraldo Alckmin, também natural de Pinda, tem com os moradores do Crato. Com a mudança de domicílio, Ciro se habilita legalmente a concorrer ao governo de São Paulo e, do ponto de vista único da lei eleitoral, nada muda. No mundo real é outra história. Para manter-se no pleito nacional Ciro, apesar de empatado com Dilma Roussef nas últimas pesquisas, precisa escapar das investidas do Diceros bicornis petistum. Disse Ciro à VEJA: "Eu soube da conversa de Dirceu com o meu irmão, mas ela não prosperou porque estou convencido de que devo disputar a presidência da República".
O anúncio público de que PT e PMDB devem fechar uma aliança formal nesta semana em torno da candidatura de Dilma - um movimento considerado imprescindível para os planos petistas - contou com a ajuda do ex-ministro. O PMDB é aquele partido que torce por todos e fica sempre ao lado de quem ganha. Como ainda é muito cedo para qualquer prognóstico sobre 2010, a agremiação prefere esperar mais antes de tomar uma decisão.
Dirceu está encarregado de catalisar os nobres ideais dos líderes peemedebistas, de novo, através de seus métodos peculiares. Um exemplo recente: para vencer as resistências de um dos caciques do PMDB, o governador Sérgio Cabral, Dirceu procurou o prefeito de Nova Iguaçu, o petista Lindberg Farias, e o incentivou a manter sua anunciada candidatura ao governo do Rio de Janeiro. O objetivo é usar a futura desistência de Lindberg como moeda de troca com Sérgio Cabral. O governador trabalha para o que o PMDB apoie oficialmente Dilma Rousseff desde já, inclusive indicando o candidato a vice-presidente na chapa, e ganha como prêmio a cabeça do prefeito adversário.
VEJA procurou o ex-ministro José Dirceu na semana passada. Sua assessoria informou que ele estava incomunicável, participando de uma conferência na Itália, a convite da Fundação Gorbachev.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Mais antigo advogado do Ceará destaca trabalho desenvolvido pela OAB-CE
Leia a íntegra de sua correspondência:
Fonte: OAB - Ceará
Uma imagem vale por mil palavras
Parabéns, Dihelson. Foi mais um toque de meste.
AOS AMIGOS, COM CARINHO - Jorge Emicles Pinheiro
É o instinto (talvez vindo de Deus, talvez da mera condição animal) que nos ensina a lutar pela sobrevivência. Por pior que estejam as coisas sempre preservar-se vivo será a melhor saída, mesmo que o sopro de vida que restar não possua mais viço ou qualidade. A esperança é a última que morre: eis um ditado o qual bem poderia representar a eterna luta que somos socialmente treinados a travar com a morte. Pouco importa o sentimento que demos à nossa vida, desde que cotidianamente suplantemos o fantasma e a certeza da morte. Por finitos que sejamos, é na crença da imortalidade que consumimos cada instante de nossa tênue existência.
Nas dificuldades (nas mais temíveis principalmente) é este o instante que todos os que nos são próximos buscam nos alimentar. A qualquer custo que for, vença a morte, insista na sua própria imortalidade, porque assim estarás evidenciando não apenas sua infinita fortaleza como também alimentando de esperança todo o restante da humanidade.
Porém, uma vez que são muitas as formas de viver as augrúrias da existência, um dissabor pode ser encarado por infinitas maneiras. Variações que de ordinário dependerão da forma com que se interpreta o mundo, assim como este mesmo mundo reage face a seu sofrimento. Diante da enfermidade, fui cercado pela calorosa luz da compaixão e da amizade; fui encharcado pela inebriante energia do amor sincero, passional mas desinteressado de centenas de pessoas que me infligiram desejos de saúde plena e pronto restabelecimento.
Quem nada me devia senão estima gratuita me emprestou dessa luz; quem talvez me devesse algo, mas que não poderia ser cobrado em razão do meu próprio estado de fragilidade, sem nada querer pagar igualmente me cedeu desta luz; quem imaginei que pelos descaminhos da vida nem mais se lembrasse de mim, da mesma forma me encandeou desta revigorante luminosidade; de quem não esperava carícias me afagou pelo amor; de quem esperava estas carícias, me as trouxe com muito mais generosidade que merecia; quem decepcionei me afagou com o perdão; quem não pude ajudar, me retribuiu com a solidariedade; quem pouco conhecia, me abraçou com ardor e os antigos e verdadeiros amigos permaneceram incontinenti em apoio.
Jamais havia sentido energia tão pujante e verdadeira. Nas lágrimas destas centenas de amigos angariei a força do destemor; na honestidade de seus abraços adquiri a coragem da vitória; na fortaleza de suas palavras (escritas ou faladas) a energia da revitalização. É esta a verdadeira alquimia. A chave da pedra filosofal tão empenhadamente buscada pelos antigos filósofos. Tão plena, enfim, estava minha alma desta saborosa energia, que dali seria capaz de enfrentar todos os obstáculos que se pudessem interpor no meu caminho, fossem quais fossem as conseqüências do mal que me afligia.
A vida, a morte e esta infindável luta pela eternidade passaram a ter nenhuma importância a partir de então. Talvez não houvesse diferença entre uma longa vida e uma morte prematura. Nem uma nem outra condição garantiria a felicidade. O completar-se dessa pujante e luminosa energia proveniente do amor e da amizade, sim, representam o verdadeiro sentido e mistério da vida. Por isto mesmo que pouco importava a vida ou a morte, pois tanto pela vida longa quanto pela breve morte estarei sempre repleto daquela energia vital e eterna que preenche todos os planos da existência, seja material ou não. Aos amigos, além destas palavras, somente posso agradecer com o compromisso de distribuir a tantos quanto se apresentem, com o mesmo calor revigorante de que fui já embebido por sua generosa luz.
Lhes sou profunda e eternamente grato por tudo! Muito obrigado!
Jorge Emicles (via Blog do Crato)
aos 75?
agora que os lábios se arquearam
e meus olhos são dois lagos salobros
posso dizer que não pude cruzar a ponte
e beber poesia na própria fonte
fantasma
tangenciei as sombras de tuas palavras
mas poderia ser pior
um abismo poderia prenhe de trevas
abrir sua boca de infinitas horas
e eu não passar de mais um
que ao fim chega carregado
por duros braços alheios
o mínimo atravessou-me a porta
conduzido pela mão de um poeta
afugentou a solidão e o escuro
o destino de ser completamente oco
numa terra desolada
João do Crato e Blandino Ribeiro no programa Cariri Encantado
Apoio: Centro Cultural BNB Cariri.
Bancários do Cariri realizam assembleia e terminam greve no Banco do Brasil e no HSBC
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Festival apresenta 66 concertos de 37 grupos instrumentais de 10 estados de quatro regiões do Brasil
A quarta edição do evento confirma a sua vocação para promover a diversidade musical e destaca a importância da abertura de mais espaços para a dinâmica cena instrumental brasileira, movimentando dezenas de músicos, de diferentes trajetórias, influências e propostas estéticas.
Embora contando com uma programação que desconhece fronteiras musicais, a produção nordestina é destaque nesta quarta edição do Festival, com ênfase para a participação de grupos instrumentais do Rio Grande do Norte, resultante de uma parceria afinada entre os Centros Culturais Banco do Nordeste e a Fundação Estadual de Cultura José Augusto, bem como do Ceará e da Paraíba.
Isso sem se falar no espaço destinado para artistas de outras regiões do Brasil, como: os sudestinos Zezo Ribeiro (SP), Adriano Campagnani (MG) e os cariocas Fernando Vidal, Alexandre Cavallo & Christiano Galvão e o Quarteto Alevare; os sulistas Camerata Brasileira (RS) e Quarteto Iguaçu (PR); e os centro-oestinos Duo 13, Galinha Caipira Completa e Mandrágora, todos do Distrito Federal.
Conheça a seguir a programação do Festival para o cariri cearense:
CCBNB-Cariri (CE)
19h Alexandre Cavallo e Christiano Galvão.
Dia 15, quinta-feira
18h30 Quarteto Iguaçu.
19h50 Quinteto da Paraíba.
Dia 16, sexta-feira
19h Cleivan Paiva.
Dia 17, sábado
23h Clã Brasil.
Local: Largo do Centro Cultural do Araripe - RFFSA (Município de Crato - CE)
Dia 21, quarta-feira
19h Camerata Brasileira.
Dia 22, quinta-feira
18h30 Alexandre Atmarama.
19h50 Marcelo Leite.
Dia 23, sexta-feira
18h30 Mandrágora.
19h50 Galinha Caipira Completa.
Dia 28 quarta-feira
18h30 Trio Ágape.
19h50 Quarteto Alevare.
Dia 29, quinta-feira
18h30 Duo 13.
19h50 Gilberto Cabral.
Dia 30, sexta-feira
18h30 Orquestra Sivuca.
19h50 Eduardo Taufic & Roberto Taufic.
Dia 31, sábado
18h30 Pixinguinha Trio.
19h50 Abanda.
Um Olhar da Miséria no Sertão
Cantada e decantada em verso em prosa, nutrida e destilada como a arte pura da criação do sertanejo, comparada ao paraíso perdido, - jardim do Éden, á Canaã, a terra de leite e mel, a pureza perfumada de uma rosa, é assim que é tratada na literatura, na história, na vida, seja no plano racional ou emocional, mas esta pobre e amarelada cultura, não passa de uma substituição do pleno pelo não pleno, do básico pelo não básico, do total pelo não total, do ideal pelo não ideal, do todo pela parte senão, vejamos:
A geladeira - um pote pingador Uma cama confortável - uma rede de tear Um almoço digno - um prato de angu Um automóvel - a cangalha de um jumento coiceiro Uma empresa - um tabuleiro improdutivo Uma caneta - uma enxada de três libras Um vigilante - uma cadela cheia de carrapato, Um ar condicionado - um abano Um fogão a gás - um fogão de lenha Um rádio - uma gaiola de canário O telefone - os fogos de artifício A praia - um açude lamacento O elevador - um pé de coqueiro A sauna - é o próprio trabalho A murada da mansão - uma cerca de faxina A mansão - Uma tapera de barro cru O caviar - é ova de curimatã Uma maleta 007 - é saco de nó cego O avião - é uma pipa voadora A prancha de surfe - é o couro seco de carregar capim O teclado - é um pé de bode O carnaval - é um adjunto de trabalho Uma missa de gala - é uma novena Uma marcha nupcial - é o miseré O escritório - é o alertai O relógio - é um galo gogento no terreiro ou o jumento, durante o dia Um concerto musical – uma ópera de penitentes
- Mas, ainda bem que a televisão é a própria televisão e a novela é a própria novela, pois, para quem saiu do sertão nada mais gratificante do que incentivar, louvar e viver as reminiscências do sertão, mas para quem não saiu, nada melhor do que ver o modo de vida dos egressos sertanejos pela televisão, no grito de sempre:
Tudo no ponto e, - Adeus Sordade!!!
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra - Aurora
Mas que mancada!... Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Há alguns dias, fomos convidados para jantar na casa do sogro de um dos meus filhos, que é caririense de Barbalha. A certa altura da conversa, o assunto enveredou sobre o famoso poeta cratense Zé de Matos, que no final do século XIX e inicio do século passado perambulava pelos pés de serra do Crato até Barbalha, bebendo cachaça e nos intervalos da bebedeira, trabalhando em tudo que era engenho de rapadura, pois era um dos melhores mestres do Cariri. Lembrei que meu pai, quando criança, conheceu Zé de Matos e sabia de cor muitos dos seus famosos diálogos versejados, como o que ele travou com o Quintiliano, acredito que no engenho de seu avô, o “Papai Zeco” dos Currais. Entre um verso e outro, referi-me a um diálogo entre o famoso historiador cratense José Carvalho e Zé de Matos, contido em “O Matuto Cearense e Caboclo do Pará”. Quando passavam à cavalo pelo Sítio Brito, em Barbalha, o historiador era acompanhado por Zé de Matos. Ao avistarem uma bela casa na encosta da serra, o professor José Carvalho indagou: “De quem é aquela casa, tão bonita?” Então, eu declamei com voz um tanto quanto empostada, a resposta de Zé de Matos:
Proprietários do Brito,
Homens que são muito rico,
Mas são danados de feio?”
Essa casa é de um Coeio;
É do Coeio Vicente.
Que é de todos o mais feio
E tem um pézim doente!
Quando concluí, olhei para o meu anfitrião, e ele com muita serenidade, me respondeu: “Vicente Coelho era o meu avô.” Que mancada, havia esquecido que o homem era Coelho... Mordi a língua, como aconselhava minha mãe: “Quem muito abre a boca, termina mordendo a língua”
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
COMPOSITORES DO BRASIL

Por Zé Nilton
Fernando de Castro Lobo ou Fernando Lobo, um nordestino do Recife, tem uma obra musical e artística das mais expressivas no cenário cultural brasileiro.
Como todos os que emigraram para a capital federal, Rio de Janeiro, nas décadas de 1930 e 1940, trilharam caminhos parecidos. Aportaram na imprensa ou no serviço público e na boemia. Na boemia cuidaram de aprender com velhos mestres locais o segredo da música, da composição, da rima musical. Assim aconteceu com Fernando Lobo e outro seu conterrâneo, Antonio Maria.
No caso de Fernando Lobo, sua atividade profissional, no Rio, ficou dividida entre a música e o jornalismo. Esteve durante 25 anos na famosa Rádio Nacional e ali produziu musicais famosos. Como compositor, participou de uma das fases mais criativas da Música Popular Brasileira e só deixou de compor quando seu filho Edu Lobo começou a se projetar no cenário musical. Permaneceu, porém, ligado ao mundo artístico, como diretor musical da TVE do Rio.
Fez clássicos como “Chuva de Verão”, “Chofer de Praça” e “Ninguém me ama”, esta, com Antonio Maria. Sua musicalidade prima pela diversidade rítmica indo do frevo ao samba, do bolero ao samba canção, passando por vários ritmos nordestinos como o xote, baião, danças de terreiro etc. Foi parceiro de outros grandes mestres como Dorival Caymmi, Manezinho Araújo.
Hoje, em COMPOSITORES DO BRASIL, vamos homenagear Fernando Lobo, e falar e ouvir as suas belas canções que o faz permanecer no panteão da dignidade da Música Popular Brasileira.
Nega maluca. Fernando Lobo e Evaldo Rui - com Elza Soares
Siga. Fernando Lobo - com João Gilberto
A primeira umbigada. Fernando Lobo e Manezinho Araújo - com Jorge Veiga
Preconceito. Fernando Lobo Antonio Maria - com Nora Ney
Quanto tempo faz. Fernando Lobo - Paulo Soledade, com Nora Ney
Chuvas de verão - de Fernado Lobo, com Caetano Veloso
Saudade do samba. Fernando Lobo Paulo Soledade, com Mário Reis
Chegou vila Isabel. Fernando LoboManezinha Araújo, com Aracy de Almeida
Ninguém me ama. Fernando Lobo e Antonio Maria, com Dolores Duran
Chofer de praça - de Fernando Lobo e Evaldo Rui, com Luiz Gonzaga
Informação:
Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Sempre às quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri- 1020 khz.
Se ética fosse matéria do ENEM a Rede Globo seria Reprovada - por José do Vale Pinheiro Feitosa
A imbecilidade é geral na mídia nacional. O problema, já dizia o barão: “O Brasil é feito por nós. Está na hora de desatar estes nós.” Os donos, líderes e empregados dos sistemas de comunicação apertam nós e camuflam os que existem.
A verdade é que nunca foram capitalistas no sentido anglo-saxônico. Aquele capitalismo de consumo cujo progresso se lastra no consumo das famílias. Os EUA fizeram um império e sustentaram o progresso do capitalismo mundial com esta estrutura: o consumo das famílias.
É que para as famílias consumirem precisam de renda. E os “coronéis” da mídia nacional funcionam como os velhos “barões do café.” Têm capitais, mas apenas para dourar seus negócios e o terreiro da fazenda. No máximo permitiram um sobrenadante a que chamam classe média e que representa menos de 30% da população.
A imbecilidade da mídia combate os “progressistas”, “desenvolvimentistas” ou que outro nome diga de melhoria no consumo das famílias. Por isso fazem “ideologia”, apregoam normas, ditam regras e baixam a ditadura do pensamento único.
O problema é que muitos partidos políticos, várias lideranças e a burocracia do Estado caíram no engodo desta mídia. “Venderam-se” para idéias esdrúxulas. Não viram que por trás daquele “neoliberalismo” todo se escondia uma “raposa” querendo mais nacos da riqueza social e da estrutura do Estado?
Os anos noventa foram anos de fantasias e de um discurso de excelência administrativa cujo mote central foi esquecer os objetivos políticos da sociedade e a eficiência social das políticas públicas. Por trás de discursos privatistas, de medidas “para inglês ver” nas práticas administrativas, enfraqueceram a burocracia do Estado e puseram as raposas no galinheiro.
O SUS tem a maior parte de sua rede privatizada. Isso sem contar com os fornecedores em sentido amplo e as arapucas das “cooperativas”. A educação passou por mudanças iguais. Agora vejamos este caso do vazamento da prova do ENEM.
A rede Globo faz propaganda contra o governo e defende uma candidatura paulista (José Serra?). Instiga os estudantes contra o governo Federal, abre o sorriso quando as “Universidades Paulistas” ficam fora do ENEM e atribuem todo o problema ao governo.
Mas espere aí meus queridos ventrículos da Globo! Não foram vocês que defenderam as privatizações. E não estamos falando a rigor de uma empresa privada que se mostrou inteiramente incompetente? Não foram de “gráficas públicas” que as provas se evadiram! As mãos e cuecas criminosas estavam na gráfica privada e o crime foi tão bem urdido que até parece coisa de “aloprado”.
Os ministros da Educação e o da Saúde deveriam aprender mais esta lição do Barão de Itararé: “Todo homem que se vende recebe mais do que vale.” E conheço bem o ministro Temporão para esclarecer que o “se vender” aqui do contexto da frase é a “venda” para os ideais dos fazedores de imbecis.
Aliás, o Jornal Nacional ontem era uma festa da oposição. Sobre o vazamento do ENEM e sobre a imbecilidade em escala maior de um grupo paulista que se autodenomina MST. Nunca vi nada mais parecido com as práticas do Cabo Anselmo. Se o MST não soltar uma nota sobre esta questão, estamos numa possibilidade enorme de se operar a favor da Senadora Kátia Abreu e sua CPI do MST.
Sobre jornalismo na Rede Globo em sentido sistemático a melhor frase é também do Barão de Itararé: “De onde menos se espera daí é que não sai nada.”
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Letras musicais - (homenagem ao dia do compositor) - Por Claude Bloc
onde viceja o néctar
Um toque musical
sensibilidades
sons e tons
melodias vibrantes
que se soltam pelo vale
em ré, em mi
em pura harmonia...
e neste dia que já seria
feliz em si (bemol?)
será também em ti,
compositor!






