
“Nesta vida mundana o amor se manifesta de várias formas, como o amor entre mãe e filho, marido e esposa e entre parentes. Esse amor baseado em relações físicas provém de motivos egoístas e de interesse próprio. Mas o amor pelo Divino é destituído de qualquer traço de egoísmo. É o amor somente por causa do amor. Isso é chamado devoção (Bhakti). Uma característica desse amor é dar e não receber. Em segundo lugar, o amor não reconhece qualquer medo. Em terceiro lugar, é somente por causa do amor e não por um motivo egoísta. Todos esses três ângulos do amor significam, em conjunto, Rendição (Prapatthi). Quando alguém se deleita nessa atitude de Rendição, ele experimenta a bem-aventurança do Divino.”
Sathya Sai Baba
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“O sândalo libera cada vez mais fragrância à medida que é continuamente moído. A cana-de-açúcar libera o suco à medida que é mais e mais mastigada. O ouro fica puro quando é derretido no fogo. Do mesmo modo, um verdadeiro devoto não vacilará em seu amor por Deus mesmo quando enfrenta problemas e obstáculos em sua vida. Deus testa Seus devotos somente para levá-los a um nível mais elevado na escada espiritual.”
Sathya Sai Baba
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Pensamento para o Dia 17/11/2009
Lições de Alderico Damasceno
Por João MENDES Filho (para o Blog do Crato)
Acredito que uma grande homenagem que se presta a uma pessoa, seja historiar sua participação e contribuição na vida de cada um de nós.
Ultimamente vinha com vontade de contar uma história determinante na minha vida e de certa forma me arrependo de não tê-la feito enquanto o professor Alderico Damasceno lia este blog, porém segue abaixo:
Cursava eu a sexta série no Colégio Estadual Wilson Gonçalves, estando o professor dirigindo o mesmo.
Tinha um colega estudioso e inteligente de nome Assis Mendes, que havia sido convidado a participar de entrevista de seleção no Banco do Brasil, para ingressar em estágio como menor aprendiz.
Bem, certo dia o professor passa por mim e cita:
- Mendes, não esqueça da entrevista no Banco do Brasil, em data tal.
Ora, imaginem minha surpresa, pois não me enquadrava entre os melhores alunos, porém a partir dali começei a sonhar com possibilidade de adquirir uma moto, namorar moças bonitas, já que seria bancário...
Pois é, o professor, mesmo sem querer findou me pregando uma lição, de que a salvação de pobre é a educação, o que de fato aprendi.
Na hora da entrevista, o gerente com paciência e tolerância, falou:
- Seu nome não se encontra na relação, porém como você já se encontra aqui, por favor leia o artigo tal.
Claro que não fui aprovado, pois naquele momento era penetra, porém a partir dali, passei a encarar os estudos com seriedade e me enquadrar entre os alunos de destaque.
Agradeço ao professor Alderico Damasceno por ter participado da minha vida, profissão das mais nobres, pois alicerça o jovem na vida futura. Que Deus o tenha entre os bem aventurados.
Por João MENDES Filho (para o Blog do Crato)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Amigos, colegas e ex-alunos do Prof. Alderico de Paula Damasceno manifestam homenagem e votos de pesar
“De fato o Cariri perde um grande exemplo de homem e professor. Aproveito pra deixar aqui minhas condolências a toda sua família".
Carlos Eduardo Esmeraldo:
"Uma notícia muito triste para todos nós. Alderico foi um excelente professor, desportista de mais alto nível, tendo sido técnico da seleção cratense e tinha um grande amor ao Crato. Enchi-me de tristeza com essa noticia, pois dedicava a ele uma grande amizade. Votos de que a família encontre em Deus, as forças necessárias para superar a dor dessa definitiva partida".
Elmano Rodrigues Pinheiro:
"Estamos órfãos. O professor Alderico foi um grande exemplo de dignidade humana. À família, um abraço de gratidão, por tudo que ele fez pela nossa formação".
Magali de Figueiredo Esmeraldo:
"Fui aluna do professor Alderico no curso de História da Faculdade de Filosofia do Crato. Excelente professor. Incentivava os alunos a estudarem e foi exemplo para todos que o tiveram como professor. É uma notícia muito triste. Solidarizo-me com a família".
Océlio Teixeira de Souza:
"Conheci o professor Alderico quando cheguei ao Crato, em 1994. Sempre alegre, brincalhão, ele, mesmo já com a idade avançada, fazia questão de continuar lecionando no Curso de Ciências Econômicas da URCA. Tempos depois, quando pesquisava no jornal A AÇÃO, da Diocese de Crato, encontrei várias matérias que se referiam ao prof. Alderico como treinador de um time de futebol do Crato. Tenho certeza que muitos cratenses antigos lembram do Alderico exercendo esse seu lado de esportista. É uma grande perda para o magistério e para a sociedade cratense".
Carlos Rafael Dias:
"Não tive a honra nem o privilégio de ser aluno do professor Alderico de Paula Damasceno, mas tenho-o como um exemplo de educador, cidadão e, em suma, um Mestre na verdadeira acepção da palavra. O falecimento Alderico Damasceno deixou o Cariri mais pobre em se tratando da já escassa oferta de homens de bem. Alderico será sempre lembrado pela sua contribuição à educação e ao desporto cratense. Por tudo isso, com certeza, deverá gozar o convívio dos eleitos no Reino de Deus".
Dihelson Mendonça:
“Não foi à toa que eu postei aquela homenagem há 2 dias aqui no Blog, e resolvi incluir a foto do Professor Alderico Damasceno. Há cerca de 1 mês, estive com a mãe da minha namorada no hospital e soube que o professor Alderico se encontrava lá, o que me deixou triste e preocupado. Tive um pressentimento por esses dias, mesmo sem ter muita ligação com a família dele, de que algo poderia estar por vir. Mas agora que ocorreu, o Professor Alderico repousa em paz na casa dos justos. O pouco contato que tive com ele (não foi meu professor), me passou uma energia incrível. Ao vê-lo senti dentro de mim, que estava diante de um daqueles homens que já são história. Uma energia positiva, que traduz num profundo conhecimento e experiência. Salve, grande professor Alderico! Poderíamos ter sido nesta vida grandes amigos, mas certamente já o somos, pois a eternidade traduz o espírito de comunhão entre todos os seres. Um grande abraço ao meu amigo. Nada de repouso eterno, como alguns dizem. Eu te digo: Viva em Paz pela eternidade, agora, livre das amarras dessas limitações terrenas a que todos nós estamos submetidos aqui, vivendo nesta condição humana".
José Tavares:
"Deixa-nos triste a partida do ilustre Prof. Alderico Damasceno, entretanto, fica a certeza da missão cumprida, notadamente pela sua generosa contribuição pela educação do povo do Cariri. À família, meus sentimentos e gratidão, por tudo que ele fez pela nossa formação".
"Com certeza o Crato está de luto. O professor Alderico fez história na educação do nosso município. Fui aluna dele e nunca vou esquecer, nos ensaios de 7 de setembro ele gritando: tira as mãos da cintura, açucareiros!!!! Pois é... Ele exigia de nós o que pudéssemos dar de melhor.
Um abraço fraterno para a minha amiga Catarina."
"Tive a honra de ser aluno e amigo do professor Alderico. No tempo do curso ginasial onde alem do respeito os alunos tinham um certo temor por causa de sua postura sempre séria, eu gozei de sua amizade íntima por ser um dos atletas mais atuantes do Colégio Estadual. No ano de 1978 ele me deu um grande apoio para comandar a escola em todas as modalidades esportivas por ocasião dos jogos estudantis cratenses quando saimos campeões. Por esse motivo ele promoveu uma solenidade na escola onde condecorou-me com medalha de honra ao mérito e ainda patrocinou um passeio com churrasco no Caldas, em Barbalha. Vai deixar saudades em todos que o conheceram."
Wellington Rubeiro Justo:
Celso Alves Correia:
Comentários publicados no Blog do Crato
Professor Alderico Damasceno
Uma grande figura humana, o Mestre Alderico!
Que Deus o tenha do Reino dos Justos!
Alderico de Paula Damasceno, um dos grandes ícones da cultura cratense
Em 1966 , cursava o primeiro ano científico, no Colégio Dom Bosco. Alderico era o meu professor de História. Intimidava com a sua voz em tom maior; impressionava com sua forma perspersuasiva de contar a verdade dos fatos , omitidas nos livros. Falava do pensamento político, filosófico e ideológico... Criava-nos uma consciência crítica. Por dois anos seguidos fui sua aluna. Depois nos tornamos colegas de magistério, no Colégio Estadual. Gostava de escutá-lo. Admirava-lhe a vitalidade , conhecimento e sabedoria. Pensei muitas vezes : não existe velhice , nem tempo, nem morte que derrubem esse homem. Fonte: Cariricaturas
Tributo ao professor Alderico de Paula Damasceno
Faleceu hoje, aos 90 anos de idade, um dos maiores educadores da história do Crato: professor Alderico de Paula Damasceno. Reitor da URCA decreta Luto Oficial e suspende atividades acadêmicas em virtude da morte do Professor ALDERICO DE PAULA DAMASCENO
De acordo com a Portaria, se reconhece a inestimável contribuição do referido Docente para a Educação Escolar na Região do Cariri e para a URCA. O Professor Alderico Damasceno,conforme o reitor da URCA, por vários anos foi um dos suportes mais consistentes da educação no Cariri. Filho de Ângelo Pereira Damasceno e de Aguida de Paiva Paula, o Professor Alderico nasceu em 20 de setembro de 1919, em Aracati, Estado do Ceará.
Além de Professor do Departamento de Economia da Universidade Regional do Cariri, o Professor Alderico de Paula Damasceno também lecionou no ensino médio, tendo exercido também a função de Diretor do renomado Colégio Estadual Wilson Gonçalves, onde exerceu o magistério por vários anos. Lecionou também no Colégio Diocesano do Crato e no Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcante.
Foi fundador da URCA, originário da Universidade Estadual do Ceará – UECE, admitido a 3 de março de 1967. Foi também professor na Faculdade de Filosofia do Crato, onde lecionou História Geral da Economia e História Administrativa do Brasil. Também chegou a ser integrante da Comissão Executiva do Vestibular durante vários anos.
Entre as múltiplas atividades exercidas pelo Professor Alderico Damasceno, destaca-se sua atuação no esporte cratense, onde foi treinador da seleção de futebol do Crato.
O Reitor destaca a figura bastante popular e bem relacionada que era o Professor Alderico. Por onde passou fez uma legião de amigos e admiradores, deixando sempre a marca da sua cordialidade e do seu caráter. Foi casado com Maria do Carmo, com quem teve quatro filhos, dois homens e duas mulheres.
O poder do erro
O Brasil de hoje, depois de há muito tempo, vem reconhecendo o poder do erro. Já está sendo naturalizado no seio da sociedade brasileira que existem erros causados pelos comuns e pelos incomuns. O erro dos comuns ainda está sendo reparado com as mesmas técnicas estabelecidas pelas leis e pelo cumprimento do Estado Democrático de Direito, sem nenhum prejuízo para os que já estão conseguindo espaço para ser incomum, portanto sem a obrigatoriedade de reparar os seus próprios, pela razão de serem incomuns. E, já, na naturalização de que os incomuns podem mudar o ritmo pulsativo da ética que era comum a todos.
Essa divisão do erro desprestigiado, como um antivalor para sociedade, portanto sendo o causador ativo, de reparação, é um modelo bastante arraigado no seio da sociedade, implantado desde o surgimento do homem na era cenozóica do período do pleistoceno aos dias atuais.
O erro dos incomuns, que na verdade não chega a ter o privilegio de ser um erro de verdade, pois é totalmente diferente do conceito do erro, já devidamente registrado na história é um poder, onde uns poucos podem usar e se manter acima dos comuns. É algo novo e que causa um certo charme para os que podem ter esse privilegio.
O Grande problema é na verdade o tempo, pois os comuns de hoje poderão ser os incomuns do amanhã. Ou em caso extemado, todos terem o foro privilegiado de ser um eterno incomum, podendo mostrar os seus erros como o troféu de seu poder, ou seu prestigio na sociedade. Assim, teremos que escrever duas cartas de contrato social, uma para os comuns e outras para os incomuns.
O problema nasce quando uma parcela significativa da sociedade pensar que não quer mais ser comum, portanto o poder do erro está justamente em ser incomum, pois o erro comum pode não ter o poder do erro incomum.
Escrito por Luiz Domingos de Luna
Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora - Ceará
A feijoada do Henrique – por Carlos Eduardo Esmeraldo
Henrique da Pernambucana é engenheiro sanitarista da FUNASA e nos fins de semana ocupa seu tempo livre em duas atividades que muito lhe agradam: a carpintaria e a culinária. Nesta última ele é um especialista em feijoada. Recebe encomendas de amigos e até de algumas empresas de Natal, onde reside. Para tanto ele possui toda uma estrutura montada, com garçons, cozinheiras, panelões, talheres, pratos, copos e material de sobremesa.Como carpinteiro é da sua lavra todos os móveis de sua residência e da clínica de fisioterapia de suas duas filhas. Planeja adquirir um terreno em Natal, para quando se aposentar, instalar uma futura fábrica artesanal de móveis feitos por ele mesmo.
Já sabíamos da habilidade de Henrique em trabalhos manuais, pois nas aulas da professora Lucia Madeira eram dele as melhores notas. Mas de mestre em feijoada, foi uma grande surpresa.
Quem conversa com Henrique, logo se enche de curiosidade e pergunta: “Como surgiu esse seu interesse pela feijoada?” E ele explica. Quando ele era estudante de engenharia em Recife, aos sábados pela manhã, tinha aula de Topografia e Cálculo Numérico à tarde, duas matérias que são verdadeiros “sacos” em um fechamento de semana. Para aliviar a mente, no intervalo do almoço, Henrique e mais quatro colegas iam almoçar uma feijoada deliciosa que existia num boteco da Praia do Pina. Era um local muito freqüentado conhecido por todos como “O Jaime da Feijoada”. Henrique já era freqüentador habitual do local e muito conhecido pelos garçons, cozinheiros e demais funcionários. Certo dia, não havia nenhuma mesa disponível e eles tinham pressa, pois teriam uma prova à tarde. Olhou para um lado e para outro e avistou uma velha porta num canto de parede. Imediatamente ordenou aos garçons: “Peguem dois engradados de cerveja vazios e coloquem aquela porta sobre eles. Vamos comer assim e não precisa de toalha, pois quando a comida cai sobre a toalha, ninguém bota de novo dentro do prato.” E assim eram atendidos.
Certo sábado, desinibido como sempre foi, e reforçado por duas ou três doses da cachaça pernambucana Pitu, Henrique na maior “cara de pau” do mundo, pediu a receita daquela feijoada ao mestre-cuca.
Em seguida Henrique convidou os colegas para uma feijoada em sua casa no domingo seguinte. Ao chegar a casa com a receita, pediu ao seu saudoso pai, senhor José Maria da Cruz, ex-gerente de “A Pernambucana” do Crato, que comprasse todo aquele material da lista que lhe fora fornecido: feijão preto, lingüiça defumada, toucinho, folha de louro, pé de porco e mais três garrafas de pitu. Um tanto quanto espantado, seu Zé Maria que não gostava de beber e nem queria que os filhos bebessem perguntou: “Para que é essa cachaça toda, meu filho?” “É pra lavar o pé do porco.” Respondeu Henrique. O pai acreditou e atendeu o desejo do filho.
Quando os convidados chegaram foi servido a eles uma deliciosa batida de limão, enquanto Henrique se aventurava a preparar a feijoada conforme a receita. Saiu uma delícia, tanto a feijoada, quanto a bebida que foi servida. Até seu Zé Maria entrou na brincadeira. Aprovou a feijoada feita pelo filho e provou um pouco da batida, pedindo: “Meu filho, bote mais um copinho dessa bebidinha deliciosa.”
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Pensamento para o Dia 16/11/2009

“Somente seguindo o caminho do amor você pode experimentar a bem-aventurança. Assim como apenas ler os nomes dos pratos não pode aplacar sua fome, assim também você não poderá desfrutar a doçura da vida e ser feliz a não ser que fale palavras doces e realize ações sagradas. Todos vocês são filhos da imortalidade e encarnações da bem-aventurança. É porque você emergiu da bem-aventurança que procura retornar à Fonte: a bem-aventurança. Assim como um peixe nascido na água não pode viver fora dela, o homem também sempre anseia pela felicidade, onde quer que ele esteja e o que quer que faça. O homem fica inquieto até retornar à bem-aventurança de onde emergiu. A bem-aventurança verdadeira não é encontrada neste mundo. Mantenha sua mente sempre em Deus – somente então você terá paz e felicidade.”
Sathya Sai Baba
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“Desapego, fé e amor – esses são os pilares sobre os quais a paz assenta. Desses, a fé é decisiva, pois sem ela toda a disciplina espiritual é inútil. Somente o desapego pode tornar efetiva a disciplina espiritual; o amor é o que conduz a pessoa rapidamente a Deus. A fé nutre a agonia da separação de Deus, o desapego a canaliza ao longo do caminho de Deus, e o amor ilumina o caminho. Deus lhe concederá o que você precisa e merece; não há necessidade de pedir e nem razão para se queixar. Esteja contente. Nada pode ocorrer contra Sua vontade.”
Sathya Sai Baba
domingo, 15 de novembro de 2009
Justiça determina indenização às famílias das vítimas de soro contaminado
Em 2002, nove pessoas morreram depois de usar soro Ringer com lactato; parentes de duas das vítimas receberão pensão vitalícia, além da indenização
A Justiça determinou, na última quinta-feira (12), que os parentes de duas pessoas que morreram em 2002 depois de usar soro Ringer com lactato sejam indenizadas. Nove pessoas morreram por causa do soro. Na época, exames realizados mostraram que o produto estava contaminado por uma toxina liberada por bactérias.
A esposa de José Wanderley Gomes de Oliveira vai receber R$ 180 mil de indenização mais uma pensão vitalícia de dois salários mínimos mensais. Já a viúva de José Oliveira Barros receberá uma indenização de R$ 170 mil, além de pensão mensal de um salário mínimo.
Os valores foram calculados de acordo com expectativa de vida das vítimas. O laboratório do produto condenado. Em uma ação criminal julgada em março deste ano, os donos da empresa receberam pena de 15 anos de cadeia cada.
“Essa decisão foi tomada acatando aos recursos dos laboratórios. A pensão retroage à data do óbito”, explicou o juiz de Caruaru, Marupijara Ribas (foto). “Os réus poderão interpor um novo recurso no prazo de 15 dias no Tribunal de Justiça de Pernambuco”.
A reportagem tentou entrar em contato, por telefone, com os representantes da empresa Farmace, que fica no município de Barbalha, no Ceará, mas ninguém atendeu as ligações.
Da Redação do pe360graus.com, com informações da TV Asa Branca
Coluna Cariri (Jornal O Povo)
PADRE CICERO
METAMORFOSE
E por falar em romarias, um expert no assunto, o professor e escritor Daniel Walker & dá sua opinião: "Ninguém se engane: as romarias de Juazeiro estão mudando. Na verdade é mais do que isto: elas estão passando por um sério processo de transformação, e com isso se aproximando cada vez mais do turismo religioso. Culpa certamente da modernidade, da evolução dos costumes, da melhoria das condições financeiras da população nordestina, da influência da mídia eletrônica, etc". Daniel Walker cita um exemplo: a viagem em caminhão do tipo pau-de-arara, antigamente o único meio de transporte, hoje é pouco usado. Na última romaria, segundo dados fornecidos pela Secretaria de Turismo e Romaria, vieram a Juazeiro menos de 100 caminhões desse tipo. Os romeiros hoje viajam de ônibus, topiques e veículos particulares.
DIÁLOGO
NEGÓCIOS
Uma missão técnica do Cariri irá visitar, nos dias 17 a 19 de novembro, o Rio Grande do Norte. A viagem se dará para Macaíba, Vera Cruz (Comunidade do Cobé), Bom Jesus (Comunidade de Lagoa dos Bezerros). O objetivo da missão é conhecer experiências exitosas no uso da manipueira para alimentação de animais e obter informações suficientes para desenvolver no Cariri uma experiência similar. A missão será formada por 40 produtores de mandioca, criadores de bovinos e ovinocaprinos, técnicos e secretários de agricultura de municípios da região. O Sebrae organiza a missão.
OBRAS
O prefeito de Juazeiro do Norte, Dr. Santana, acompanhado pelo vice-líder da bancada do PT na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT-CE), assinou, no Ministério das Cidades, convênio que destina R$ 14 milhões para obras de melhoramento da infraestrutura urbana nos bairros Timbaúbas, Pio XII e Limoeiro. O investimento está inserido no Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), com recursos do PAC.
CRESCIMENTO DE CRATO
Neste final de ano, na cidade do Crato, quem quiser contratar um pedreiro pode tirar o cavalinho da chuva. Toda a mão-de-obra especializada encontra-se empregada em centenas de construções, espalhadas pelos bairros. Os donos de lojas de material de construção confirmam: no Crato nunca se vendeu tanto como no último trimestre deste ano. O que comprova que a cidade de Frei Carlos vem tendo bom crescimento. O problema é que alguns teimam em só comparar o crescimento de Crato com Juazeiro do Norte. O que não serve de parâmetro, pois Juazeiro é um fenômeno de crescimento diferente. Igual ao que vem ocorrendo em Petrolina (PE), Palmas (TO) ou Imperatriz (MA).
EQUILÍBRIO
Além do mais, o crescimento equilibrado do Crato possui dados inquestionáveis. Citemos um único exemplo. O número de microempresas abertas nos últimos tempos impressiona. A agência do Crediamigo, do BNB-Crato, possui um dos melhores índices de adimplência do Ceará. E a taxa de desemprego na Princesa do Cariri continua em queda. Bom lembrar que Crato tem o melhor desempenho, no interior do Estado, no tocante à estabilidade do setor comercial. E possui índices baixíssimos de fechamento de firmas e protestos de títulos. Sem falar que a construção civil não para de crescer.
TIRO DE GUERRA
O Tiro-de-Guerra 10-004 do Crato realiza no próximo dia 18, às 18 horas, a Solenidade de Compromisso à Bandeira Nacional e Encerramento do Ano de Instrução, nas dependências do TG. A solenidade constará de recepção à mais alta autoridade presente, apresentação da tropa, canto da Canção do Exército, compromisso à Bandeira Nacional, canto do Hino Nacional, desfile da tropa em continência à Bandeira Nacional, entrega dos diplomas e medalhas ao 1º e 2º colocados no Concurso de Tiro ao Alvo. Após a solenidade haverá a inauguração da foto da Turma 2009, apresentação de um vídeo das atividades desenvolvidas durante o corrente ano e também será servido um coquetel.
BATE-PAPO
> Anos atrás, os pesquisadores Renato Casimiro e Daniel Walker cederam em forma de comodato ao Ipesc da Universidade Regional do Cariri um grande acervo de fotos, livros, cordéis, xilogravuras e documentos históricos de Juazeiro do Norte. Desencantados com a falta de interesse da Urca, eles transferiram, no último dia 2, o acervo para o Campus da UFC-Cariri.
> Na sua passagem pelo Cariri, o presidente da Infraero, Murilo Barbosa, anunciou uma reforma de emergência no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, dentro de seis meses: dois módulos operacionais para embarque e desembarque.. Aguarda-se agora o projeto de modernização do aeroporto onde serão investidos R$ 50 milhões.
> O monumento ao Padre Cícero completou 40 anos. Foi feita uma grande comemoração para o símbolo da fé de milhões de fiéis e principal cartão-postal do centro nordestino. Mas esqueceram de citar o escultor da imagem, o pernambucano Armando Lacerda.
> Pároco da igrejinha de Fátima do Crato há quase 30 anos, padre Manuel Feitosa festejará, no próximo dia 8 de dezembro, 50 anos de ordenação sacerdotal. Para assinalar o jubileu de ouro haverá missa solene na catedral de Nossa Senhora da Penha.
AGENDA DO BISPO
Dom Fernando Panico esteve esta semana no Recife. Mas retornou ao Cariri para participar da Assembleia Diocesana Pastoral, realizada no Crato, sexta-feira e ontem. Amanhã ele viaja para São Paulo, a serviço da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de onde só regressará dia 19. Antes da viagem o bispo do Crato definiu um rodízio de párocos que assumirão nos próximos dias as paróquias da Sagrada Família (Crato), e dos municípios de Aurora, Milagres, Barro e Baixio.
Banda Cascabulho hoje no Crato Tênis Clube
O Cascabulho formou-se em torno da figura de Jackson do Pandeiro, de quem o grupo recriou diversas músicas. Revelação do Abril Pro Rock de 1997, eles investem na tradição e no folclore, resgatando valores e ritmos poucos difundidos e misturando-os ao som urbano. O nome surgiu do hábito que a avó do vocalista Silvério tinha de alimentar os porcos com restos de cascas de frutas, o cascabulho. A banda, natural do município de Carpina, Zona da Mata pernambucana, é formada por Silvério Pessoa (voz), Jorge Martins (percussão e vocal), Wilson Farias (percussão, baterial e vocal), Marcos Lopes (percussão, vocal e guitarra), Kleber Magrão (percussão, vocal e teclado) e Lito Viana (baixo, cavaquinho e vocal). Em 1997, com participação no Free Jazz e a aparição na entrega do Prêmio Sharp, que homenageou Jackson do Pandeiro, tornaram-se conhecidos no eixo Rio-São Paulo. O Cascabulho já levou sua mistura de ritmos ao Canadá e aos Estados Unidos. Com o show no Summer Stage Festival no Central Park, recebeu elogios de Jon Pareles, crítico do New York Times. Isso tudo antes de gravar o primeiro disco. O CD de estréia, Fome Dá Dor de Cabeça, traz o coco, forró e maracatu embalados por um espírito pop. Em 1999, o disco levou o Prêmio Sharp na categoria regional e a música Quando Sonhei que era Santo o de melhor música também na categoria regional. Em 2000, o vocalista Silvério saiu do grupo para se dedicar à carreira solo. (Fonte: Cliquemusic).
sábado, 14 de novembro de 2009
A Cola do Henrique – por Carlos Eduardo Esmeraldo
Nesta sexta-feira 13, eu e Magali participamos de um agradável jantar, a convite do nosso amigo e meu ex-colega do velho Colégio Diocesano do Crato, José Henrique Vieira da Cruz, que nos anos sessenta era conhecido em todo o Crato por “Henrique da Pernambucana.” Para nós, seus colegas do Diocesano, ele era simplesmente o “Nêgo Henrique”, cheio de bossa, criador da “Charanga da Pernambucana” que animava o carnaval de rua cratense. Também foi o fundador da “Sociedade Esportiva Buchada”, uma entidade que, como o nome bem sugere, reunia todos aqueles que gostavam de jogar futebol de salão, mas por jogarem com uma bola bem “quadradinha” eram injustamente relegados pelo selecionado do colégio.Henrique relembrou para nós muitas histórias daquela época que vale a pena contar. Uma delas era sobre uma “cisma” que Monsenhor Montenegro tinha com ele. Diretor do Colégio e nosso professor de Inglês e OSPB, apesar de austero, o monsenhor tinha muito carinho pelos seus alunos. Para ele, “Henry”, como assim o chamava, “pescava” nas provas de suas duas disciplinas. E tinha toda razão.
Naquela época as carteiras escolares eram para dois alunos, o que possibilitava a visualização de tudo aquilo que o colega ao lado escrevia. Henrique sentava-se na mesma carteira com um colega estudante de inglês no IBEU, cujo programa era bem mais avançado. Os dois combinaram que fariam um acordo de permitir que um pudesse “olhar” o que o outro escrevia. Nas provas de inglês Henrique copiava quase tudo que o colega escrevia, com o cuidado de cometer alguns erros de propósito, de modo a tirar uma nota um pouco inferior que à do colega. Após a prova corrigida, eram devolvidas aos alunos com a respectiva nota. Numa delas, Henrique recebeu sua prova sem nota. Foi perguntar ao monsenhor por que sua prova não estava corrigida. “É a mesma prova do seu colega do lado. Na próxima eu quero ver você colar. Vai se sentar sozinho, bem aqui na minha frente.” Disse-lhe o monsenhor, sob protestos do Henrique de que havia uma questão em branco. O desafio foi lançado. Como não havia mais nenhuma prova de inglês, a seguinte seria de OSPB. Na véspera dessa prova, Henrique preparou uma cola num pedaço de papel um tanto quanto espesso, amarrou-o com uma liga presa na parte inferior da calça, de modo que a folha de papel ficasse rente as meias do sapato. Tudo ele programou, visualizando antecipadamente todas as possibilidades. No dia da prova Henrique disse ao colega: “Ele vai me chamar para frente e eu pego o teu livro de OSPB para levar comigo. Então ele vai me mandar deixar o livro na carteira.” Foi dito e feito conforme o programado. “Deixe o livro na carteira Henry. “Está pensando que hoje você vai colar!”– Disse-lhe o monsenhor. Era o que Henrique queria. Sentou-se numa carteira estrategicamente colocada ao lado da mesa do professor. Durante a prova, a cada descuido do monsenhor, Henrique puxava pela liga e copiava alguma coisa. Mas como antecipadamente dedicara um bom tempo para preparar o seu artefato de pesca, muita coisa havia aprendido e ia respondendo sem necessidade de colar.
No dia da entrega das provas o monsenhor exclamou: “Estão vendo! Quando o Henry quer, ele estuda!” A classe inteira soltou uma estrondosa gargalhada.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Mostra Sesc Cariri de Cultura: do mundo ao sertão
Teatros, praças, centros culturais, escolas e até mesmo a casa do próprio espectador são transformados em palcos durante a Mostra SESC Cariri de Cultura. A décima primeira edição do evento acontece até 20 de novembro em 15 cidades do Vale do Cariri, no sul do Ceará, e depois continua em Fortaleza, entre 21 e 26 de novembro. A programação movimenta mais de 600 artistas de 11 países, em espetáculos de teatro, literatura, música e audiovisual, excursões gastronômicas, debates e oficinas. As apresentações devem atrair cerca de 300 mil pessoas à região.
No Vale do Cariri, o público pode acompanhar a programação em espaços culturais, praças e escolas nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Nova Olinda. Durante o evento outros 11 municípios da região recebem apresentações itinerantes, formando o Circuito Patativa do Assaré. Os espetáculos trazem artistas de Portugal, Argentina, Uruguai, Finlândia, França, Colômbia, Cabo Verde, Cuba, Espanha e Alemanha, além de grupos do Brasil.
Na programação, a Mostra SESC Cariri de Cultura apresenta uma variada interação entre o espectador e os artistas. Em várias apresentações, eles descem do palco e transformam o público em parte do espetáculo. Ainda mais ousada, a peça teatral Bineural-Monokultur, dos argentinos Ariel e Christiane, usa como locações as próprias casas dos espectadores. O Grupo Pedras de Teatro, do Rio de Janeiro, convida o público a se sentar à mesa de jantar durante a apresentação do espetáculo Mangiare.
Durante a Mostra ocorre ainda o seminário Arte e Pensamento – A Reinvenção do Nordeste. A conferência acontece entre os dias 16 e 19 em Juazeiro do Norte e promove palestras sobre as produções artísticas e culturais da Região Nordeste na atualidade. Entre os convidados estão Daniel Lins, filósofo e professor associado da Universidade de Paris, e Durval Muniz de Albuquerque Jr., pós-doutor em história pela Universidade de Barcelona.
No encerramento da Mostra na região do Cariri, em 20 de novembro, diversos artistas participam do OverDoze. O evento acontece em Crato, com programação variada durante 12 horas ininterruptas. Com espetáculos de várias linguagens, o OverDoze traz um compacto do que foi apresentado nos dias anteriores. Em Fortaleza, o público se despede da Mostra no dia 26 com uma aula-espetáculo do escritor pernambucano Ariano Suassuna, no CineSESC São Luiz, e com diversas apresentações na Praça do Ferreira, ponto central da cidade.
Triunvirato da Poesia Cariri: Chagas, Lupeu & Domingos Barroso
que futuro tem a poesia?
poetas cortando a própria carne
faca entre os dentes
arte enlatada
tudo por três reais e quinze centavos
ou um pouco mais
que nunca se sabe o valor real das coisas
ainda que falsas
como falsa é a tarde cheia de avisos
que faz todos absolutamente cativos
no meio da avenida tem um menino
ele não cabe num verso
a cidade lhe tem aversão
todas as cidades do mundo
com seus peitos enlameados
amadas como putas
no meio de cada uma um menino
perdido no reverso do amor
acredite em mim!
uma versão do amor que resulta
num inferno de vozes
ruídos roncos estrela solitária
estrelas caçando um céu
mesmo que de aluguel
que futuro tem a poesia?
Poesia de Chagas
(...)
Quero porque quero. E o querer me movimenta como se motor fosse. Ilegal. Como se fosse. Voraz como um afrodisíaco ainda não inventado. Dengo. Como se fosse dengo. Assim como se fosse um sorvete de gosto engraçado. Fruta gelada talvez. Como se fosse. Ansiedade de ver na cidade um caminho que minimize a dor de viver do resto. O cérebro, esse motor engraçado, ainda bem. Sei não das coisas que penso que sei. Abraço dado no que olha a bunda com fome. Silencio quando o que não quero ouvir salta na mesa. Deuses que envelhecem como se envelhecer não fosse. Impossível não se surpreender. Sei lá. Não sei. O a dois é quase três. Reticências onde pode haver interrogação. Eu sou o meu desejo. Eu sou o melhor que deus achou de fazer de mim. Eu sou uma instalação de um artista pop com lobotomia. É sim. Estou entregue. E tenho ânsia. E faço graça do relógio. E faço graça do tempo. Tem porra nenhuma acontecendo. Amanhã eu penso em depois de amanhã. Até porque sempre será domingo quando eu quiser.
Crônica de Lupeu Lacerda
(...)
Livro de Veludo
Eu berro, uivo, corto o dedo
acho a vida intragável
já acendi velas
vomitei no travesseiro
nunca fui amado
nem amei criatura alguma
Eu forjo provas do crime
minto, iludo quem me cerca
tenho inveja do homem belo
meu sonho é traçar divas superstars
sugar-lhes a alma, roubar-lhes os diamantes
Eu não presto atenção no outro
aproveito-me da amizade sincera
adoro minhas flatulências
não tenho paciência com idosos
nem com mancebos arrebatados
amo minhas paredes
já comi na infância muito barro
engordei solitárias
fui um mísero sonhador
sempre levando chutes na bunda
das musas estonteantes e cruéis
experimentei alfenim quente
mastiguei raízes químicas
bebi, fumei, queimei o nariz
Sou um sujeito horrendo
e entre mortos, feridos e loucos
a Poesia sempre vence
nunca vacila.
Poesia de Domingos Barroso
Agenda Cultural
15/11 (domingo), 19:30h: "A COMÉDIA DA MALDIÇÃO”, de Cacá Araújo, com a Cia. Cearense de Teatro Brincante e Grupo Cênico da SCAC, direção de Cacá Araújo.
16/11 (segunda-feira), 19:30h: “DESMISTIFICANDO TABUS”, de Joylson John Kandahar, com a Cia. Mandacaru de Arte e Eventos, direção de Joylson John Kandahar.
17/11 (terça-feira), 19:30h: “COQUETEL”, de Wanderley Tavares, com a Cia. Wancylus Gat Produções, direção de Wanderley Tavares.
18/11 (quarta-feira), 19:30h: “DENTRO DA NOITE ESCURA”, de Emannuel Nogueira, com a Cia. Livremente de Teatro, direção de Jean Nogueira.
19/11 (quinta-feira), 19:30h: “AS IRMÃS CASTANHOLAS”, de Joylson John Kandahar, com a Cia. Mandacaru de Arte e Eventos, direção de Joylson John Kandahar.
20/11 (sexta-feira), 19:30h: “ESPERANDO COMADRE DAIANA”, de Emannuel Nogueira, com a Cia. Livremente de Teatro, direção de Renato Dantas.
21/11 (sábado), 19:0h: “BR 116”, de Allysson Amancio, com a Allysson Amancio Cia. de Dança, direção de Allysson Amancio.
22/11 (domingo), 19:30: “BÁRBARO”, com o Grupo Ninho de Teatro.
Atividades Infantis - CRIANÇA E ARTE
14h - Bibliotequinha Virtual.
15h30m - Oficina de Arte e Recreação Educativa.
17h - Sessão Curumim: O Espanta Tubarões.
De 14 /11, sábado, a 19/11, quinta-feira
19h - Especiais MOSTRA CONEXÃO BRASIL CCBNB (Mostra SESC - Cariri)
De 16/11, segunda a 20/11, sexta-feira
Das 14h às 15h - Programas de Rádio na Educadora do Cariri AM. Respectivamente: MPB, com Roberto Marques; Cultura de todo Mundo, com Lenin Falcão; Blues, com Michel Macedo. Composiores do Brasil, com Zé Nillton e Cariri Encantado, com Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael.
ABRIR A CORTINA DO EU - Por Emerson Monteiro
Venha comigo. Vamos juntos erguer a barra do horizonte e vislumbrar algumas imagens resistentes ao esquecimento. Parei, ouvi ruídos e flagrei, circulando sorrateiras nesse espaço que habita a fronteira de mim com a memória, algumas ideias do mundo divisório, transcendental, filhas infinitas do ativo das horas e do ritmo trepidante lá no sótão pegajoso das pausas que pulsam sem parar, limite de coisas e inexistências.
Essas nuvens tradicionais de palavras conhecidas, sentimentos às vezes impetuosos, impacientes poças d’água espalhadas ao longo do caminho, deslizavam ligeiras em propulsão acelerada sob pés indecisos desta sombra que passa numa velocidade selvagem, cativa de atitudes ferinas, a conduzir fragmentos ao final de vários dias, causando reviravoltas no céu, algazarra festiva de andorinhas alegres, inconsequente bando afogueado de colegiais no intervalo das vidas.
Formas de juventude eterna, momentânea. Tudo possibilidades juvenis, sonhos afinados com o vento, feira livre de escorregadias ilusões, lógica perene de turmas de formação e contextos impostos por saltimbancos autoritários, na cena que se abre ao expectador sequioso de nós próprios, riscos, papéis, recordações, arquivos jogados fora, lama fermentada de velhos aniversários e alucinada comemoração.
Com isso, a vontade farejava encontros novos, cruzamento genético de letras e sentido, forçando com bravura o pulmão do parágrafo e gerando blocos consistentes de valores, na alma dos calendários, marcas doridas, atos contidos de luzes, cicatrizes, aventuras, pontos assustados no azul do firmamento, corpos suados de notas musicais e pinceladas agressivas, sonhos absurdos, sementes plantadas em outra dimensão, calada, quieta de querer, dentro das dobras dos corações celerados. Energia que circulava toda a pele do momento, tatuagem de cascas de árvore estóica, vítima do imprevisível carrasco pontiagudo, fagulhado, passado de folhas secas na cascata das eras, tintas e sons assoberbados de dúvida ao impacto da emoção cristalina.
Com passos calculados, cuidadosos, de fera na busca do alimento, ações sincopadas, o espectro arrisca estender mãos no oco do imediato e lota de influência cada aspecto no seguinte do imaginário, e avança clandestino pela greta entre as moléculas da ânsia, corredor vazio diante da sequência dos acontecimentos, película dirigida autor genial, mestre do inesquecível e sábio todo imortal.
De pronto, cresce nos olhos clínicos um tato suficiente a florir de esperança fumegante o desejo, na areia da permissão, ainda que, consigo, traga germes de interdição, todavia, consistente qual meteoro enlavecido na farra vertiginosa da transformação dos impulsos em matéria prima, metamorfose de açúcar em sal, mel em pólen.
Houvesse circunstância favorável, abrir-se-ia a cortina num volteio de brisa, aos acordes do silêncio adormecido na leveza do mistério. Então, luvas crispadas, nervosas, romperiam a vitrine da memória, e poemas e prosas jorrariam em traços e sílabas, silvos e gemidos, inundando a antessala do furor, lívidos atores do espetáculo do alvorecer, e pediriam à orquestra que jugulasse a noite com fanfarras maravilhosas. Entretanto, o pano só se renderia aos metais, largando desenhos conclusivos no ar platinado, sonoro, carrancudo, da presença do senhor e soberano do inevitável tudo Isso.
Pensamento para o Dia 14/11/2009

“Quem é você? O Atma. De onde você veio? Do Atma. Para onde você vai indo? Ao Atma. Quanto tempo você estará aqui? Enquanto estiver envolvido em buscas sensuais. Onde você está? No mundo irreal e mutável. Em que forma? Como aquele que não é o Atma (Anatma). Em que você está interessado? Em tarefas efêmeras. Portanto, o que você deveria fazer daqui por diante? Abandonar tais tarefas efêmeras e esforçar-se em fundir-se ao Atma.”
Sathya Sai Baba
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O APAGÃO MATERIAL E ESPIRITUAL

Acredito que a vida guarda uma simetria e semelhança cosmológica e ontológica. Um mundo de fenômenos sutis e invisíveis acontece paralelo ao nosso mundo de fenômenos concretos e visíveis. E muitas das vezes não percebemos, ou seja, não vemos porque não temos ainda sensibilidade para tal. Quantos de nós já se deu conta de uma fonte de luz importante que existe interiormente desligada de nossa consciência? Uma multidão vive num apagão psicológico-espiritual! E por causa disso, não consegue ver e caminhar de forma consciente pelas avenidas, estradas, becos e ruas escuras ou mal iluminadas da realidade. É um transtorno individual e coletivo psico-espiritual. O apagão material é fácil de se perceber imediatamente porque pode ser observado no instante em que acontece. Os sinais estão no contexto social e energético em que vivemos, e dependemos dessa energia que nos é familiar. É o gás que falta; é a lâmpada que não acende; é o televisor que não funciona; é o computador que não liga etc. Nos identificamos com essa energia-tecnologia e pagamos pelo seu uso. E quando tudo deixa de funcionar de uma vez só percebemos que foi um apagão, algo que aconteceu de forma geral em quase todos os lugares em que habitamos e convivemos. E logo queremos uma explicação racional dos motivos ou causas que fizeram acontecer o apagão indesejável. No apagão mais recente as autoridades alegaram interferência atmosférica: um raio atingiu um ponto crucial da malha de distribuição elétrica!!! (????) Outros por sua vez dirão que tem algo mais que não querem trazer à luz os fatos verdadeiros: falta de investimento no setor de gestão da mega-rede elétrica interligada. E assim, comissões de políticos se formam para debater e cobrar uma verdade mais convincente e real. Todos querem a verdade sobre o apagão material! Pois, o prejuízo material-econômico é imenso: perdas de produção na indústria, acidentes nas estradas e cruzamentos, assaltos, cirurgias que são afetadas, indivíduos que sofrem por falha de instrumentos que garantem a sua sobrevivência, bancos que não permitem a retirada do dinheiro etc. O caos!
E o apagão espiritual? Os sinais dele estão no comportamento dos indivíduos em suas atitudes cotidianas. É o consumo de drogas em geral; a violência gratuita; a banalização da vida; o desrespeito aos valores fundamentais-sagrados; a desigualdade e injustiça social; a riqueza concentrada nas mãos de poucos; os muros e cercas que isolam consciências e acirram disputas por mercados ou poder (político ou econômico) ; a corrupção como cultura do mais “esperto” do que o outro; a exploração do trabalho socialmente necessário em detrimento do trabalho espiritual (pessoalmente imprescindível); a massificação de propagandas persuasivas negando ou retirando a oportunidade do outro pensar, decidir e agir por sua própria consciência; a tecnologia que serve para escravizar a mente humana; a aceleração do ritmo de produção e consumo ad infinitum; a destruição e poluição do ecossistema; a exploração dos recursos naturais de forma desequilibrada e desenfreada; a perda da idéia primeira da hierarquia dos processos sutis internos e externos da natureza. É, portanto, a alienação de uma civilização dita “moderna” que mais exclui do que inclui. É a miséria interior em cada um de nós. Pois, 2/3 da humanidade não tem a oportunidade de viver dignamente como seres humanos normais. Uma boa parte da nossa população vive como animal defendendo sua propriedade e ganho material-econômico com unhas e dentes enquanto ao lado alguém sofre e precisa de uma ajuda solidária: uma palavra amiga, um pedaço de chão irmão, um prato de comida saudável, uma oportunidade de trabalho justo etc.
O apagão espiritual é, portanto, a ausência de uma consciência solidária, amorosa e holística. Infelizmente o apagão espiritual continuará porque ainda só enxergamos o apagão material-econômico. Todo nosso viver é para assegurar a luz dos valores materiais-econômicos. Enquanto isso, o caos da escuridão interior ocorre ferozmente destruindo psiques e consciências em desenvolvimento. Nossa civilização está se desabando e escurecendo por falta de luz-consciência-de-si. Hoje, precisamos mais de luz-ontologia do que de luz-tecnologia; mais de homens conscientes do que animais racionais; mais gentileza no agir do que retórica no discursar; mais verdades profundas do que conhecimentos que não falam a língua do Espírito que habita o mundo interior humano. Falta, portanto, a presença de uma super-consciência universal, holística, ética, equilibrada e fraterna em cada mundo individual humano. Sem isso, poderemos até iluminar o planeta todo com luz eletromagnética, mas com certeza escureceremos o mundo interior fazendo com que deixemos de enxergar a fonte de todas as energias e verdades.
Infelizmente nos tornaremos cada vez mais cercados de escuridão, destruição, ignorância de si e infelicidade!
Bernardo Melgaço da Silva


