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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Crato, vocações e potencialidades - Por Océlio Teixeira


Crato, cidade da Cultura. Atraído por esta referência, resolvi fazer o concurso para professor de história da URCA, em 1994. No mesmo período, estava havendo também um concurso em Sobral. Mesmo estando esta cidade bem mais próxima de Fortaleza, escolhi fazer a seleção aqui, visto que a cidade de Crato e o Cariri exerciam sobre mim uma grande atração e fascínio, exatamente em função da sua história e da cultura.

Aprovado no concurso, assumi, em agosto do mesmo ano, o cargo para o qual concorri. Logo comecei a fazer amigos e a conhecer o Cariri. Li sobre a história da região. Visitei cidades. Pesquisei sobre a festa do pau da bandeira de Barbalha. Acompanhei e acompanho as romarias de Juazeiro. Conheci e fiz aulas de campo no Caldeirão do Beato Zé Lourenço. Mantive contatos e li sobre as bandas cabaçais, reisados, penitentes, e tantos outros grupos representativos da cultura popular tradicional. Enfim, procurei conhecer o lócus que escolhi para viver, trabalhar e constituir família.

Ao longo desses quinze anos e alguns meses, percebi que o Cariri, não pode ser concebido com uma região homogênea, com uma história, uma economia e uma cultura únicas. Cada cidade tem sua história, sua cultura e seu jeito de ser. Cada cidade tem suas especificidades. E aqui quando falo cidade não estou me referindo aos prédios, às ruas e às praças, mas aos seus moradores, às pessoas que nela habitam, trabalham e constroem a sua dinamicidade nos mais diversos aspectos. Cada município tem a sua vocação, legada pela sua formação histórico-cultural. Nesse sentido, me pergunto: qual a vocação(ou vocações) do Crato?

Conforme iniciei o texto, o Crato é a Cidade da Cultura. Eis a vocação histórica do Crato. Essa vocação se deve, sobretudo, à vasta produção literária e histórica que aqui existe desde o século XIX, com a presença, por exemplo, de João Brígido que fundou o primeiro jornal do interior da Província do Ceará, O ARARIPE, em 1855, e produziu o livro: Ceará, homens e fatos, um clássico da historiográfica cearense, publicado já no século XX(1919). Ainda no século XIX, podemos destacar a fundação do Seminário São José, que representou o inicio do ensino superior no Crato e na região. Somem-se a esses eventos culturais, as lutas libertárias e republicanas comandadas pelos Alencar.

No século XX, quero destacar três grandes estudiosos. O primeiro, Irineu Pinheiro. Dentre seus diversos estudos destaco: O Cariri: seu descobrimento, povoamento e costumes(1950) e Efemérides do Cariri (publicado dez anos após sua morte, em1964). O segundo, Padre Antônio Gomes, também autor de diversas obras sobre a nossa história local e regional. Dentre suas obras enfatizo: Um civilizador do Cariri(1955) e A cidade de Frei Carlos(1971). O terceiro intelectual que faço menção é José Alves de Figueiredo Filho, grande estudioso da cultura e história do Crato e do Cariri. Dentre seus trabalhos, evidencio: História do Cariri(4 volumes, sendo o último publicado, não tenho certeza, em 1964).

No ano de 1953, esses intelectuais fundaram o Instituto Cultural do Cariri (ICC) e no ano de 1955 a Revista Itaytera, que é uma fonte inesgotável para se estudar e conhecer a história do Crato e do Cariri. Já nos anos de 1960 foi fundada a Faculdade de Filosofia do Crato, pertencente à Diocese de Crato. Em 1986, houve a criação da Universidade Regional do Cariri. Não podemos esquecer também a fundação da Diocese de Crato, em 1914, e do seu importante papel na educação da nossa cidade através dos colégios Diocesano, Santa Tereza e Pequeno Príncipe.

Ao longo do tempo, no entanto, este conceito de Cidade da Cultura foi ampliado, passando a incorporar também as manifestações da cultura popular e das artes. Hoje, quando falamos “cidade da cultura”, logo nos vem à mente esse rico legado historiográfico, cultural e literário, mas também as bandas cabaçais, os reisados, os manêro pau e tantas outras experiências populares. Mas será que todos os cratenses compreendem a importância dessa riqueza histórico-cultural? E mais: será que a atual geração está fazendo jus a ela? Quantos prédios históricos são conservados na cidade? Qual a política desenvolvida para manter os grupos da cultura popular e incentivar os mais jovens a se engajarem nesses grupos? Quantos cursos superiores foram criados nos últimos anos na cidade? Quantas faculdades aqui se instalaram?

A essa vocação cultural, artística e educacional, acrescento a vocação turística. O município de Crato possui uma potencialidade turística enorme. Aqui, podem ser desenvolvidos diversos tipos de turismo: o ecológico, o histórico-cultural, o científico, o religioso e outros mais. Deus nos deu de presente essas potencialidades. O que estamos fazendo com elas? É a pergunta, no meu entender, que todos nós nos devemos fazer.

Não quero aqui menosprezar as possibilidades econômicas, com a aquisição de empresas e indústrias. Muito pelo contrário. Devemos lutar para trazer para o Crato mais e mais investimentos privados e públicos. Agora, as duas vocações a que me referi acima podem atrair muitos investimentos e gerar riqueza para a cidade e seus habitantes. Há muitos exemplos de pequenas cidades, sobretudo na Europa, que vivem basicamente do turismo cultural, histórico, religiosos, etc.

Nesse sentido, me pergunto (e aqui não vai nenhuma crítica ao prefeito Samuel Araripe e demais administradores): porque o Crato não tem uma secretaria exclusivamente dedicada à cultura? E quero aqui registrar o excelente trabalho que a Daniela Esmeraldo está fazendo a frente da pasta da Cultura. Mas ela tem que cuidar também do esporte e da juventude. É muita coisa pra uma secretaria só. Uma segunda pergunta: porque o Crato não possui uma secretaria de turismo, ao invés de um departamento dentro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico? Sei que existem as dificuldades financeiras do município, sobretudo neste ano de crise. Mas, não custa nada ousar e quebrar paradigmas.

Amigos leitores, amigos cratenses, esta é uma reflexão de um cratense de coração (e sempre digo que sou um caririense, pois adoro todas as cidades da região), com o objetivo de provocar uma discussão sobre a cidade que escolhi para viver. O olhar para o passado que fiz não é numa perspectiva saudosista, mas sim numa perspectiva de se aprender com nossos antepassados e planejarmos um presente e futuro promissores. E para isto devemos cada vez mais arregaçar as mangas e trabalharmos.

Escrito por Océlio Teixeira de Souza
Publicado no Blog do Crato

12° DIA DE GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO

HOJE - 18.11.2009
DENTRO DA NOITE ESCURA, Cia. Livremente de Teatro (Juazeiro do Norte-CE), 19h30min , Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE




GUERRILHEIROS DO ATO DRAMÁTICO MOSTRAM O TEATRO CARIRIENSE!

Desde o dia 7 último, a Guerrilha do Ato Dramático Caririense, realizada no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE, mostra as principais produções das artes cênicas da região. Peças infantis, dramas, comédias, dança... É o universo Cariri revelado para si e para os visitantes de todas as partes do país e do planeta.

Ontem Wanderley Tavares encantou o público com o monólogo "COQUETEL", demonstrando a força da dramaturgia caririense.

Hoje, quarta-feira, dia 18 de novembro, será apresentado o espetáculo "DENTRO DA NOITE ESCURA", de Emannuel Nogueira, com a Cia. Livremente de Teatro, de Juazeiro do Norte-CE, dirigido por Jean Nogueira, às 19h30min, no Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE.

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é uma realização da Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, Pontos de Cultura do Brasil, em parceria com grupos e companhias de artes cênicas do Cariri. A programação segue até o dia 22 de novembro de 2009.

Guerrilheiro Cacá Araújo
Coordenador Geral da Guerrilha do Ato Dramático Caririense

Programação da Mostra SESC em seu sexto dia de realização no Cariri, dia 18/11 (quarta-feira)


Mostra Sesc Cariri em seu sexto dia, não so movimenta o turismo na região: agrega história, arte e cultura; diversifica talentos e expande conhecimentos.Hoje destaque especial ao Seminário Arte & Pensamento , Márcia Tiburi, conversa com o público sobre Mulheres Místicas e Mulheres Reais: Uma Fratura Sertão".


Em Juazeiro, o destaque é a peça O Cantil, encenado pelo Teatro Máquina, a partir das 20h, no Teatro Municipal do SESC Crato. O espetáculo é uma metáfora a manipulação.Utiliza ventrículos atores e narrador manipuladores para falar da relação de poder. No Crato vale a pena conferir A segunda Toada para João e Maria, pela segunda vez no Cariri e em sua segunda apresentação musical. Encenam músicas de Chico Buarque, brincam com a platéia e dialogam entre si: dançam, bebem, refletem a vida e improvisam problemáticas atuais de maneira descontraída e bem humorada. Acontece a partir das 18h no RFFSA, penúltima apresentação do grupo de Dois antes do encerramento Overdoze - horas interruptas de espetáculo. Outro destaque musical vai para o Grupo Brasov (RJ) e Dani Trucheto(SP).

A Praça da Sé, em Crato, por sua vez, continua com a Feira de Livros. O evento começa às 10h e tem não só venda, mas também troca de publicações. Das 18h às 21h, acontecem intervenções de música e poesia. Às 16h, Manoel Ricardo Lima, doutor em teoria literária lança o livro: Quando todos os acidentes acontecem.


Já os moradores da cidade de Nova Olinda podem ouvir, a partir das 20h30, no Armazém do Som na Praça, O trio instrumental, Treminhão, mistura no palco ritmos como jazz, blues, música africana e música eletrônica em um som original de Pernambuco. E em Barbalha, o teatro se transforma nas dependências de um hospício feminino carioca, a Escola de Artes Reitora Violeta Gervaiseau torna-se palco para “Hysteria”. Cenicamente, abdica-se do palco e dos recursos de sonoplastia e iluminação, optando-se por um espaço não convencional, no qual a platéia masculina é separada da platéia feminina que é convidada a interagir com as atrizes. Esta interação, aliada a textos previamente elaborados, gera uma Dramaturgia híbrida, única a cada apresentação.

>Juazeiro do Norte:

. Memorial Padre Cícero
10h: João e o pé de Feijão (Turma do Papum- SC).
- 20h30: O Dragão ( Cia Amok- RJ).

. Largo do Memorial
- 17h: O Santo Guerreiro e Herói Desajustado (Cia São Jorge de Variedades- SP).

. Marcus Jussier
- 17h: Reprise(La Mínima- SP).


. Teatro Marquise Branca
- 18h: O Velho da Horta ( Cia Pequod de Teatro- RJ).

. Conexão Brasil CCBNB
- 19h: Inventário (Roda Gigante - RJ).

. Teatro Patativa do Assaré
- 23h: Império Love To Love (Ricky Seabra- RJ).

. Terreiro de Mestra Margarida e Armazém do Som
- 18h: Banda Cabaçal(Mestre Elias - Cariri).
- 20h30: Viagem Instrumental : Mandrágora - DF).

. Casa da Rua da Cultura
- 11 as 21h: Residência da Casa da Rua da Cultura (Cia de Teatro Stultífera Navis-SE).
- 22h: Abajú Lilás( Gupo Imagens- CE).

. Programação Especial (Sesc Juazeiro)
- 18h: Laboratório Trocas de Afetos - LATA ( Conversas Gravdas na UFC)Entrevistas com Ricardo Guilherme
- 14h: Seminário Arte & Pensamento – Dra. Márcia Tiburi -" Mulheres Míticas e mulheres reais: Uma Fratura do Sertão"
15h15min:Seminário Arte & Pensamentos –Dra. Nina Velasco e Cruz: " Paulo Bruscky : Um Artyista nordestino?
16h e 15 min : Debate com o público
Mediação : Dr. Dr. Luís Manoel Lopes.

LANÇAMENTO REVISTA LITERARIA POLICHINELLO no. 11 + Exposição das gravuras que ilustram este número da Revista

>Crato:

. Teatro Municipal
-10h: Tá Namorando! Tá Namorando! (Bagaceira-CE).
- 20h: O Cantil ( Teatro Máquina - CE)

. Praça da Sé
- 10h: Feira de Livros (Comercialização e Troca de Livros).
- 16h: Lançamentos de Livros – Música Popular (Dilmar Miranda/Izaíra Silvino).
- 18h às 21h: Performance Poética (Intervenções performáticas de música e poesia: Paulo Scott/Carlito Azevedo/Manoel Ricardo de Lima e Poetas do Cariri).

. Terreiradas
- 16h: Terreiro de Mestra Zulene Galdino – Bairro Vila Novo Horizonte. Guerreiro. Santa Madalena/ Pastoril da Mestra Galileia/ Banda Cabaçal Santo Expedito.

. Mostra nos Bairros
- 17h: Bairro Ponta da Serra. Reprise (La Mínima-SP).
- 18h30: Soldadinho do Araripe (Aquasis-CE).

. RFFSA
- 17h: O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado (Cia São Jorge-SP).
- 18h: Tributo a Marinês (João do Crato-CE).

. Sesc Crato
- 22h: Velôsidade Máxima (Fábio Vidal-BA).

. Galpão das Artes
- 23h: Império, Love To Love You Baby! (Ricky Seabra-RJ).

. Crato Tênis Clube
- 22h: Mangiare (Grupo Pedras-RJ).
- 23h: De La Raiz a La Eletrônica (Gaby Kerpel y Balvina Ramos-Argentina).
- 01h: Sem Nostalgia (Lucas Santtana –BA).

>Nova Olinda:

. Teatro Violeta Arraes
- 08h: O Rio que vem de Longe (Teatro Vneto Forte - SP).
- 19h: O Hiopnotizador de jacarés (Circo Girassol- RS).

. Armazém do Som na Praça
- 20h30: Treminhão - PE

. Artes Visuais
- 14h: Exposição Pina Bausch (Fotografia Dada Petrole).


>Barbalha:

. Praça Central
- 18h: Silencio Total- Cia Riso da Terra (PB)

. Teatro Neroly
- 19h: Roliude(João Ricardo Oliveira-RJ).

. Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau – URCA
- 15:30h: Hysteria (Grupo XIX de Teatro - SP).

Enviado por ELIZANGELA SANTOS

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária



Dia 18/11, quarta-feira

Música – Blues (com Michel Macedo)
14h Programa de Rádio na Educadora do Cariri AM. 60min.

Especiais - Atividades Infantis - ARTE RETIRANTE
16h Sessão Curumim: A Fuga das Galinhas. 84min.
Local: Caririaçu

19h Especiais - MOSTRA CONEXÃO BRASIL CCBNB (Mostra SESC - Cariri)

Centro Cultural BNB Cariri
Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

Professores, alunos e funcionários do Curso de Ciências Econômicas da URCA prestam homenagem a Alderico Damasceno

Menos de 12 horas após ser sepultado, Alderico de Paula Damasceno foi alvo de uma singela, porém significativa homenagem dos professores, alunos e funcionários do Curso de Economia da URCA.

Na noite de ontem, 17/11, em vez de aula e trabalho, os corpos docente, discente e os funcionários do Curso de Ciências Econômicas da Urca prestaram um merecido e inadiável tributo a Alderico de Paula Damasceno, que durante sua profícua e longeva permanência como professor do Departamento de Economia dessa Universidade, construiu uma sólida relação de amizade e respeito para com todos.

O Salão da Terra, no Campus do Pimenta, permaneceu lotado durante a solenidade, que durou 90 minutos. Muitos estudantes permaneceram todo o tempo em pé, devido à grande quantidade de presentes.

O Coordenador do Curso de Economia, prof. Lima Júnior, que foi aluno de Alderico, coordenou o evento e apresentou outros professores do curso, muitos dos quais também foram alunos do saudoso professor.

O professor Marcos Eliano, atual decano desse Curso, relatou a longa convivência que teve com Alderico, destacando que essa relação antecedeu a própria Faculdade de Filosofia do Crato (instituição embrionária da URCA), pois uma irmã do falecido, Madre Damasceno, era diretora de um educandário de Mauriti, cidade caririense onde Eliano nasceu.

Na sequência, usaram da palavra os professores Felisberto Nunes, Rosemeire Matos, Valéria Pinho, João Luís da Mota, Carlos Rafael, Pedro Veras, Lima Júnior e Micaelson Lacerda, quando foram destacadas várias situações de puro ensinamento ministrado pelo Mestre Alderico, a exemplo da paixão e do amor com os quais exercia o magistério, sua imensa competência no ensino da História e da Economia, além da Geografia e da Filosofia, e sua imensa generosidade para com os colegas, alunos, funcionários e com a própria URCA.

Alderico dedicou cerca de sessenta dos seus noventa anos de vida à educação, quando contribuiu diretamente na formação de várias gerações de estudantes que hoje, na sua grande maioria, são profissionais de proa.
Na URCA, ensinou até os 80 anos de idade, sendo os últimos cinco anos de forma inteiramente gratuita, pois já tinha sido aposentado compulsoriamente ao completar 75 anos. Mesmo assim, passou cinco anos sendo um verdadeiro e talvez um dos únicos “amigos da Universidade”.

Por tudo isso, Mestre Alderico é merecedor de eternos votos de gratidão e homenagem.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Gesta de Arrebol

Por J. Flávio Vieira (para o Blog do Crato)

“Um fim de mar colore os horizontes”
Manoel de Barros

Reconheço : sou uma espécie de mestre frustrado. Filho, sobrinho, afilhado de professores e marido de uma educadora, imagino que ,no íntimo, gostaria de estar numa sala de aulas. Até tateei a profissão por um tempo, mas terminei sendo colhido pelo vendaval de uma outra atividade igualmente espinhosa e gratificante: a Medicina. Mas, nas profundas escarpas do espírito, sempre me turva uma certa inveja quando me deparo com os educadores. Percebo que eles têm nas mãos a possibilidade única de transformar pessoas e edificar nações. Se os pais já se sentem realizados vendo seu sangue disseminando-se no rio do tempo, entre filhos e descendentes, imaginem a felicidade do professor pai de incontáveis rebentos da sabedoria e do conhecimento. Como médico, pressinto que temos a possibilidade de endireitar o caule, cuidar da casca, consertar os galhos , ajudar no desabrochar do fruto; mas só o mestre guarda consigo os mistérios e segredos da germinação da semente. A Medicina recupera corpos, a educação funde consciências.

Hoje tudo isso me veio à mente, quando o maior dos mestres -- o tempo-- levou na sua lufada um de seus colegas. Chamava-se Alderico de Paula Damasceno. Ele exerceu o magistério entre nós por mais de sessenta anos. Discípulo do maior historiador caririense , o Padre Antonio Gomes, o professor Alderico foi um visionário. Ensinava história crítica nos anos 60-70, em plena Ditadura Militar, num tempo em que a cadeira de história, em geral, se confundia com a de Contos de Fadas e Histórias da Carochinha. Exigia, com veemência, de todos os seus alunos, uma clara e pessoal opinião sobre pontos específicos da História Geral e do Brasil . Tinha verdadeiro pavor ao que ele chamava de “Decoreba”. Premonitoriamente, antevia os rumos da modernidade onde tudo se imita, se copia-cola, se macaqueia. O professor ensinava que os livros de história apresentavam apenas a versão oficial e que era imprescindível ,a quem desejasse entender o mundo, levantar o véu da aparente normalidade e descobrir as íntimas razões dos fatos que geralmente se encontravam depositadas no baú da Economia. Trabalhava com provas abertas, tinha pavor da loteria da múltipla escolha e mais: subtraía preciosos pontos a cada erro de português cometido. Entendia que o conhecimento da Língua era condição sine qua non de sobrevivência , soberania e cidadania.

Devemos ao professor Alderico ainda uma outra descoberta igualmente mágica. Aficionado da Educação Física ele cobrava dos seus alunos condicionamento e terá sido um dos pioneiros, entre nós, em associar a Atividade Física Regular a uma melhora na saúde humana. Como treinador da nossa Seleção Cratense – um das suas paixões – o professor Alderico já entendia a importância do treinamento físico regular na melhoria do desempenho esportivo, em tempos que isto era mera especulação e a Medicina Esportiva ainda engatinhava. Esta faceta de sua personalidade terminou lhe proporcionando a energia hercúlea que o acompanhou por noventa anos , enfrentando uma terrível queda de braço com a “Indesejada das Gentes” por cinco meses. Gostava da vida e, percebo, era esse amor que o mantinha vivo e esperançoso mesmo ante todas as vicissitudes e limitações da idade.

Inúmeras gerações de jovens foram forjadas pelo professor Alderico: Professores, engenheiros, médicos, juízes,promotores, artesãos, comerciantes, filósofos, um sem número de profissionais das mais diversas atividades, espalhados pelos recantos mais recônditos do país. Fundidos pela têmpera do Mestre, todos carregam consigo um pouco daquela determinação e vigor. Simplesmente porque Alderico não era um simples professor de História ou Educação Física. Seus ensinamentos sobre passavam as páginas dos livros , a mera grade curricular, ele ensinava uma matéria dificílima e rara chamada : “Vida”.

Como um bom missionário viveu beneditinamente. Guardava , no entanto, um tesouro depositado carinhosamente numa ampla sala da casa: sua biblioteca. Muitos dos seus livros hoje se encontram comigo e, a cada dia, me pergunto se sou digno da herança recebida. O Mestre sabia de cátedra que a riqueza não se concentra no brilho do ouro e do diamante, nem no tilintar das moedas, mas numa outra fulguração mais brilhante que o sol e que inebria almas e mentes : o conhecimento.

O professor Alderico fecha um ciclo áureo da educação cratense que contou com : Pe Gomes, Pe David, Vieirinha, Zé do Vale, Adalgisa Gomes, Luiz de Borba, Eneida Figueiredo, Ivone Pequeno, Gutemberg Sobreira e muitos outros. Fecha-se apenas um parágrafo, a história continua indefinidamente em aberto e continua sendo escrita, criticamente, por seus incontáveis discípulos. Hoje, triste, sei que falo de crepúsculos, mas carrego no coração a perfeita certeza, que este por-de-sol é apenas o prenúncio de muitas auroras por vir. No horizonte, em meio ao negror da noite, já se percebem os sanguíneos raios que defloram a escuridão e emprenham o arrebol vindouro de claridade e de luz.
Texto: José Flávio Vieira

OS ENSINAMENTOS DE DON JUAN E CARLOS CASTÃNEDA: OS PONTOS DE AGLUTINAÇÃO E O PODER INTERIOR (PARTE I)

CASTÃNEDA, CARLOS - O Poder do Silêncio: Novos Ensinamentos de Don Juan, Rio de Janeiro: Record, 1988.

obs>: As figuras foram extraídas do livro MÃOS DE LUZ de Barbara Ann Brenam e de algumas revistas da área espiritualista.



“Disse [D.Juan] que nós, como homens comuns, não sabíamos, nem jamais iríamos saber, que havia algo inteiramente real e funcional - nosso elo de ligação com o intento - que nos dava nossa preocupação hereditária com o destino. Assegurou que durante nossas vidas ativas nunca temos a chance de ir além do nível da mera preocupação, porque desde tempos imemoriais a rotina dos afazeres diários nos entorpeceu. É apenas quando nossas vidas quase se encontram para terminar que nossa preocupação com o destino começa a assumir um caráter diferente. Começa a fazer-nos ver através da neblina das ocupações diárias. Infelizmente, esse despertar sempre vem de mãos dadas com a perda da energia causada pelo envelhecimento, quando não temos mais força para transformar nossa preocupação em descoberta pragmática e positiva. Nesse ponto, tudo que é deixado é uma angústia amorfa e penetrante, um desejo por algo indescritível, e simples raiva por ter errado o alvo” (p. 64)

“Segundo ele [D.Juan], os poetas eram profundamente conscientes de nosso elo de ligação com o espírito, mas que essa consciência era intuitiva, não de modo deliberado e pragmático dos feiticeiros.

- Os poetas não têm conhecimento de primeira mão do espírito - continuou .- É por isso que seus poemas não podem realmente atingir o centro dos verdadeiros gestos para o espírito. No entanto, atingem muito perto dele.” (p.65).

“Don Juan explicou que a percepção é o gonzo para tudo que o homem é ou faz, e que essa percepção é governada pela localização do ponto de aglutinação [identifico como sendo os 7 CHAKRAS]. Portanto, se esse ponto muda de posição, a percepção de mundo do homem muda de acordo. O feiticeiro que conhecesse exatamente onde colocar seu ponto de aglutinação podia transformar-se em qualquer coisa que desejasse.



A proficiência do nagual Julian em mover seu ponto de aglutinação era tão magnífica que ele podia realizar as transformações mais sutis - continuou D.Juan. - Quando um feiticeiro se transforma num corvo, por exemplo, esta é definitivamente uma grande realização. Mas isso implica uma vasta e portanto grosseira mudança do ponto de aglutinação. Entretanto, movê-lo para a posição de um homem gordo, ou um homem velho, requer a mudança mínima e o conhecimento mais aguçado da natureza humana” (p.71)

“Don Juan explicou-me que a implacabilidade, esperteza, paciência e docibilidade eram a essência da espreita. Eram o básico que com todas as suas ramificações precisava ser ensinado em passos cuidadosos e meticulosos.
...Salientou repetidas vezes que ensinar a espreitar era uma das coisas mais difíceis que os feiticeiros faziam. E insistiu que não importa quanto eles próprios fizessem para ensinar-me espreitar, e não importa quanto eu acreditasse no contrário, era a impecabilidade que ditava seus atos.
... Don Juan reiterou que um ponto muito importante a considerar era que, para um observador, o comportamento dos feiticeiros podia parecer malicioso, quando na realidade seu comportamento era sempre impecável.

- Como pode saber a diferença, quando está no lado que recebe? - perguntei.

- Atos maliciosos são executados por pessoas pelo ganho pessoal - explicou. - Os feiticeiros, no entanto, têm um propósito ulterior para seus atos, que nada tem a ver com ganho pessoal. O fato de que se divertem com seus atos não conta como ganho. Antes, trata-se de uma condição de seu caráter. O homem comum age apenas se há oportunidade de lucro. Os guerreiros dizem que agem não pelo lucro, mas pelo espírito.

Pensei a respeito. Agir sem considerar ganho era realmente um conceito estranho. Eu fora educado para investir e ter esperança por alguma espécie de retribuição por tudo que fazia.

Don Juan deve ter tomado meu silêncio e compenetração como ceticismo. Riu e olhou para seus dois companheiros.
- Tome a nós quatro, como exemplo - continuou. - Você, você próprio, acredita que está investindo nessa situação e no final irá lucrar com ela. Se ficar bravo conosco, ou se nós o desapontarmos, você pode recorrer a atos maliciosos para tirar sua desforra, pois nós, pelo contrário, não pensamos em ganho pessoal. Nossos atos são ditados pela impecabilidade, não podemos ficar zangados ou desiludidos com você.”(p.90)

“Os feiticeiros têm uma regra básica: dizem que quanto mais profundamente se move o ponto de aglutinação, tanto maior a sensação que um indivíduo tem conhecimento, mas não as palavras para explicá-lo. Ás vezes o ponto de aglutinação de pessoas comuns pode mover-se sem uma causa conhecida e sem eles estarem conscientes disso, exceto que ficam com a língua presa, confusos e evasivos.

Vicente interrompeu e sugeriu que eu ficasse com eles um pouco mais. Don Juan concordou e voltou-se para encarar-me.

_ O primeiríssimo princípio da espreita é que um guerreiro espreita a si mesmo. Espreita a si mesmo implacavelmente, com esperteza, paciência e docilmente.

Eu queria rir, mas ele não me deu tempo. De modo muito sucinto definiu a espreita como a arte de usar o comportamento de maneiras novas para propósitos específicos. Disse que o comportamento humano normal no mundo da vida cotidiana era rotina. Qualquer comportamento que escapava à rotina causava um efeito incomum em nosso ser total. Esse efeito incomum era o que os feiticeiros buscavam, porque era cumulativo.

Explicou que os feiticeiros videntes dos tempos antigos, através de sua visão, primeiro haviam notado que o comportamento incomum produzia um tremor no ponto de aglutinação. Breve descobriram que se o comportamento incomum era praticado sistematicamente e dirigido com sabedoria, forçava no final o movimento do ponto de aglutinação.

O desafio real para aqueles feiticeiros videntes - continuou Don Juan. - era encontrar um sistema de comportamento que não fosse mesquinho nem caprichoso, mas que combinasse a moralidade e o senso de beleza que diferencia os videntes feiticeiros das bruxas comuns.



Parou de falar, e todos olharam para mim como que buscando sinais de fadiga em meus olhos ou rosto.
- Qualquer um que tenha sucesso em mover seu ponto de aglutinação para uma nova posição é um feiticeiro - continuou Don Juan.- E a partir dessa nova posição, pode fazer todos os tipos de coisas boas e más aos seus semelhantes. Ser um feiticeiro, portanto, pode ser o mesmo que ser um sapateiro, ou um padeiro. A causa dos feiticeiros videntes é ir além dessa posição. E para fazê-lo necessitam de moralidade e beleza.

Disse que, para os feiticeiros, a espreita era o alicerce sobre o qual tudo o mais que faziam era construído.” (p.92-93).

“ [Don Juan] : _ O quarto cerne abstrato é o ímpeto total da descida do espírito. O quarto cerne abstrato é um ato de revelação. O espírito revela-se a nós. Os feiticeiros o descrevem como o espírito postado em emboscada e depois baixando sobre nós, sua presa. Os feiticeiros dizem que a descida do espírito é sempre oculta. Acontece, e no entanto parece não ter acontecido de maneira nenhuma.”(p.98)

“_ Há uma passagem que uma vez cruzada não permite regresso. Ordinariamente, desde o momento em que o espírito assalta, passam-se anos antes que o aprendiz atinja essa passagem. Às vezes, entretanto, a passagem é atingida quase que de imediato. O caso do meu benfeitor é um exemplo.

Don Juan disse que todo feiticeiro devia ter uma memória clara dessa passagem de modo que pudesse lembrar do seu novo potencial de percepção. Explicou que não era necessário ser aprendiz de feitiçaria para alcançar essa passagem, e que a única diferença entre um homem comum e um feiticeiro, em tais casos, é o que cada um enfatiza. Um feiticeiro enfatiza o cruzamento dessa passagem e usa a lembrança do fato como ponto de referência. Um homem comum não atravessa a passagem e faz o máximo para esquecer tudo a seu respeito.“(pp.98-99)

[Don Juan]: “_ Os feiticeiros dizem que o quarto cerne abstrato ocorre quando o espírito corta nossas cadeias de auto-reflexão. Cortar nossas cadeias é maravilhoso, mas também muito indesejável, pois ninguém deseja ser livre”(p.99)

[Don Juan]: _ Que sensação estranha: perceber que tudo que pensamos, tudo que dizemos depende da posição do ponto de aglutinação - comentou.”(p.99)

[Don Juan]: Sei que nesse momento seu ponto de aglutinação moveu-se e que você compreendeu o segredo de nossas correntes. Elas nos aprisionam, mas mantendo-nos pregados em nosso confortável ponto de auto-reflexão, defendem-nos dos assaltos do desconhecido.
...Uma vez que nossas correntes são cortadas - continuou Don Juan -, não estamos mais presos pelas preocupações do mundo cotidiano. Permanecemos num mundo cotidiano, mas não pertencemos mais a ele. Para isso ocorrer, devemos partilhar das preocupações das pessoas, e sem correntes não conseguimos.

Don Juan contou que o nagual Elias explicara-lhe que o que distingue pessoas normais é que partilhamos de um punhal metafórico. As preocupações de nossa auto-reflexão. Com esse punhal, cortamo-nos e sangramos; e o trabalho de nossas cadeias de auto-reflexão é proporcionar-nos a sensação de que estamos sangrando juntos, que estamos partilhando de algo maravilhoso: nossa humanidade. Mas se fôssemos examiná-lo, iríamos descobrir que sangramos sozinhos; que não estamos partilhando nada; que tudo o que estamos fazendo é brincar com nossa reflexão, manipulável e irreal, feita pelo homem.

_ Os feiticeiros não se encontram mais no mundo dos afazeres diários - continuou Don Juan - porque não são mais presa de sua auto-reflexão”(p.100)

“Ouvi [Castãneda] seus pensamentos como se fossem minhas próprias palavras, enunciadas para mim mesmo.
Senti um comando que não estava expresso em pensamento. Algo coordenou-me a olhar de novo para a pradaria.
Quando olhei para a maravilhosa paisagem, filamentos de luz começaram a radiar de tudo, naquela pradaria. No início foi como uma explosão de um número infinito de fibras curtas, depois as fibras se tornaram longos feixes filamentosos de luminosidade reunidos em faixas de luz vibrante que alcançaram o infinito. De fato não havia modo de extrair o sentido do que estava vendo, ou de descrevê-lo, exceto como filamentos de luz vibratória. Os filamentos não estavam misturados ou entrelaçados. Entretanto saltavam e continuavam a saltar, em todas as direções, e cada um era separado, embora todos estivessem inexplicavelmente enfeixados.

Os pecados dos políticos


Por Pedro Esmeraldo

Hoje de madrugada, estivemos pensando no esvaziamento do Crato. Tudo é causado pelo esmorecimento dos políticos, o que, consequentemente, reflete na memória do povo, que permanece acomodado e conformado com essa situação.

Consequencia disso é que todo o esforço do movimento progressista - em prol de Crato - vai para o escanteio. Por isso, queremos alertar - ao povo e aos políticos - que saiam do anonimato e venham e despertem para uma reação, a fim de equilibrar o crescimento da nossa cidade, através de um trabalho sério e honesto.

Não podemos continuar com esta situação. Observamos que tudo anda de água abaixo, por certo, não poderemos destruir - de uma hora para outra - tanto desânimo do povo. Já os políticos caem no mesmo pecado.

É hora, pois, de rezar a Deus, Nosso Senhor, pedindo para perdoar tanto esmorecimento.

Por isso, concitamos esses políticos pecadores - juntamente com as lideranças da sociedade - convidando-os para que freqüentem a Igreja da Sé. E na Hora da Graça, celebrada pelo Padre Edmilson, pedir perdão a Deus dizendo:
- Pecamos contra Deus e contra o Crato. Vimos aqui pedir graças e perdão para que sejamos orientados, dando-nos coragem e força para enfrentar essa luta desigual.
Só assim, através de um trabalho sério, seremos abençoados por Deus e criaremos coragem e com muita força e perseverança, com toda certeza, preservaremos o nosso patrimônio comunitário, alguma parte já daqui retirada. Mas, com muita força, chegaremos lá.

Também devemos pedir a Deus que abençoe o clero e, ao mesmo tempo, oriente o povo para que siga o caminho certo, com retidão, honestidade e trabalho.

Recordamos, por fim, as figuras impolutas dos Quatro Luzeiros, desta Diocese quase centenária, visto que souberam dirigir a nossa Igreja Particular, com muito trabalho e carinho, livrando-se dos movimentos piegas, combatendo com muita coragem o fanatismo religioso.

Por isso o Crato trilhou o seu progresso, embora, atualmente, ocorra um movimento esmorecido, sereno para o lado da discórdia, desejando que sejamos também piegas, como são os demais.

Vamos combater o exagero com muita frequencia e tenacidade.
Cremos que, se assim o fizermos, mudaremos a face de Crato para melhor.

Mostra Sesc Cariri: programação de hoje, dia 17/11

Música da Macedônia e peça com bonecos

A Mostra Sesc Cariri de Cultura continua e, nesta terça-feira (17), traz uma atração musical bem curiosa. São os cariocas do Brasov, que lançam o CD “Uma Noite em Tuktoyaktuk”. Em seu show, eles tocam desde música cigana Macedônia até um cover da Gretchen, passando por uma canção do Leste Europeu. A apresentação acontece a partir das 20h30, no Terreiro de Mestra Margarida, no Sesc Juazeiro.

Um pouco antes, às 20h, na RFFSA, em Crato, a Companhia Amok de Teatro, do Rio de Janeiro, encena o espetáculo “O Dragão”. A peça, a partir de depoimentos reais, trata da guerra entre palestinos e israelenses, mostrando que atrás de toda a violência e crueldade há espaço para uma real humanidade.

Na cidade de Nova Olinda, às 20h30, acontece o show dos paulistas do Mamelo Sound System, que tocam - no Armazém do Som na Praça - um ritmo musical denominado por eles próprios como “hip-hop afro-futurista brasileiro”. Em Barbalha, no Teatro Neroly, a Companhia PeQuod de Teatro, do Rio, apresenta a peça de bonecos “O Velho da Horta”, baseado na obra do escritor Gil Vicente.

Um cortejo da Cultura Popular nas ruas de Juazeiro do Norte acontece na tarde de hoje, na principal via da cidade, a partir das 15 horas, com concentração no SESC. O evento promove uma integração entre os artistas e a população, nessa grande festa que tem sido a Mostra SESC de Arte e Cultura.

Em Juazeiro, nos locais como Marquise Branca, Marcus Jussier, no Pirajá, e Casa da Rua da Cultura, na rua do Cruzeiro estão sendo realizadas várias apresentações.

Agenda do dia 17 de novembro

>Juazeiro do Norte:

. Memorial Padre Cícero
- 20h30: Madre Couraje (Mérida Urquia-Cuba).
. Largo do Memorial
- 17h: Reprise (La Mínima-SP).

. Marcus Jussier (Pirajá)
- 17h: O Hipnotizador de Jacarés (Circo Girassol-RS).

. Quadra do Sesc Juazeiro
- 18h: Rito de Passagem (Índio.Com Cia de Dança-AM).

. Teatro Marquise Branca
- 18h: Esparrela (Teatro Bigorna-PB).

. Conexão Brasil CCBNB
- 19h: Merci (Ana Barroso-RJ).

. Teatro Patativa do Assaré
- 23h: Ele Precisa Começar (Felipe Rocha-RJ).

. Terreiro de Mestra Margarida e Armazém do Som
- 18h: Segunda Toada para João e Maria (Núcleo Dois-SP).
- 20h30: Uma Noite em Tuktoyaktuk (Brasov-RJ).

. Casa da Rua da Cultura
- 22h: Residência da Casa da Rua da Cultura (Cia de Teatro Stultífera Navis-SE).
- 22h: O Abajur Lilás (Grupo Imagens-CE).

. Programação Especial (Sesc Juazeiro)
- 14h: Seminário Arte & Pensamento – A Reinvenção do Nordeste. Dr. Luizan Pinheiro: “Ontologia do Cariri: a cidade atravessada por múltiplos olhares”.
- 15h15: Seminário Arte & Pensamento – A Reinvenção do Nordeste. Dr. Luís Manoel Lopes: “Barbaramente estéreis; maravilhosamente exuberantes: os sertões em variações”.
- 18h: Laboratório de Troca de Afagos – LATA (Conversas Gravadas na UFC). Entrevistas com Ricardo Guilherme.

>Crato:

. Teatro Municipal
- 20h: O Dragão (Cia Amok de Teatro-RJ).

. Praça da Sé
- 16h: Lançamentos e performance dos Cordelistas Mauditos.
- 17h: Performance do poeta CHACAL.

. Terreiradas
- 16h: Terreiro de Mestre Aldenir – Bairro Vila Lobo. Coco da Mestra Marinês/Banda Cabaçal São João Batista/Reisado Congo do Assentamento Olho D’Água.

. Mostra nos Bairros- Bairro Populares
- 17h: O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado (Cia São Jorge de Variedades-SP).
- 18h30: Soldadinho do Araripe (Aquasis-CE).

. RFFSA
- 17h: Silêncio Total (Cia Riso da Terra-PB).
- 18h: Viagem Instrumental (Mandrágora-DF).

. Sesc Crato
- 22h: Santiago do Chile, 1973(Grupo de Dois-RJ).

. Galpão das Artes
- 23h: Encantrago (Ver de Rosa um Ser Tão Expressões Humanas / Teatro Vitrine-CE).

. Crato Tênis Clube
- 22h: Mangiare (Grupo Pedras-RJ).
- 23h: Lenynha Vas (CE).
- 01h: Fóssil, Cabaça: Reggae Cariri (Liberdade & Raiz-CE).

>Nova Olinda:

. Teatro Violeta Arraes
- 19h: Inventário (Roda Gigante-RJ).

. Armazém do Som na Praça
- 20h30:Mamelo Sound System-SP.

. Artes Visuais
- 14h: Exposição Pina Bausch (Fotografia Dada Petrole).


>Barbalha:

. Praça Central
- 17h:Ciclopes (Cia Mystério e Novidades-RJ).

. Teatro Neroly
- 19h: O Velho da Horta (Cia Pequod de Teatro-RJ).

. Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau – URCA
- 21h: O Hospício (Matulão de Artes Cênicas-CE).
Enviado por Elizângela Santos (AC Comunicação)

Aeroporto terá posto de informações para passageiros e turistas


O secretário de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte, José Carlos dos Santos, e o Gerente da Infraero, Roberto Germano, abriram o stand onde funciona, desde ontem, o posto de informações turísticas no Aeroporto Orlando Bezerra. Duas estagiárias devidamente capacitadas pela SETUR vão ficar de plantão todos os dias sempre das 12 às 16 horas com catálogos para orientações aos visitantes.

Além disso, distribuirão fitas do Padre Cícero, cartão do Centenário de Juazeiro, um livreto contendo a biografia do Padim e mais calendário para 2010 assinalando as festas religiosas que acontecem em Juazeiro e mais folder sobre a cidade. Ontem, por conta da festa de abertura do posto, houve apresentação de um trio de forró pé-de-serra. A beleza do stand foi elogiada por todos.

Ele servirá ainda como ponto de apoio para o receptivo turístico durante o período de alta estação. Segundo o titular da SETUR, José Carlos dos Santos, normalmente essa movimentação por conta das férias se dá nos meses de junho, julho, dezembro e janeiro quando melhora o fluxo de passageiros no aeroporto. São distribuídos kits incluindo um chapéu de palha e animação de trio de forró numa atividade que envolve ainda o terminal rodoviário.

Pensamento para o Dia 17/11/2009



“Nesta vida mundana o amor se manifesta de várias formas, como o amor entre mãe e filho, marido e esposa e entre parentes. Esse amor baseado em relações físicas provém de motivos egoístas e de interesse próprio. Mas o amor pelo Divino é destituído de qualquer traço de egoísmo. É o amor somente por causa do amor. Isso é chamado devoção (Bhakti). Uma característica desse amor é dar e não receber. Em segundo lugar, o amor não reconhece qualquer medo. Em terceiro lugar, é somente por causa do amor e não por um motivo egoísta. Todos esses três ângulos do amor significam, em conjunto, Rendição (Prapatthi). Quando alguém se deleita nessa atitude de Rendição, ele experimenta a bem-aventurança do Divino.”
Sathya Sai Baba

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“O sândalo libera cada vez mais fragrância à medida que é continuamente moído. A cana-de-açúcar libera o suco à medida que é mais e mais mastigada. O ouro fica puro quando é derretido no fogo. Do mesmo modo, um verdadeiro devoto não vacilará em seu amor por Deus mesmo quando enfrenta problemas e obstáculos em sua vida. Deus testa Seus devotos somente para levá-los a um nível mais elevado na escada espiritual.”
Sathya Sai Baba

Lições de Alderico Damasceno

Por João MENDES Filho (para o Blog do Crato)


Acredito que uma grande homenagem que se presta a uma pessoa, seja historiar sua participação e contribuição na vida de cada um de nós.

Ultimamente vinha com vontade de contar uma história determinante na minha vida e de certa forma me arrependo de não tê-la feito enquanto o professor Alderico Damasceno lia este blog, porém segue abaixo:

Cursava eu a sexta série no Colégio Estadual Wilson Gonçalves, estando o professor dirigindo o mesmo.

Tinha um colega estudioso e inteligente de nome Assis Mendes, que havia sido convidado a participar de entrevista de seleção no Banco do Brasil, para ingressar em estágio como menor aprendiz.

Bem, certo dia o professor passa por mim e cita:

- Mendes, não esqueça da entrevista no Banco do Brasil, em data tal.

Ora, imaginem minha surpresa, pois não me enquadrava entre os melhores alunos, porém a partir dali começei a sonhar com possibilidade de adquirir uma moto, namorar moças bonitas, já que seria bancário...

Pois é, o professor, mesmo sem querer findou me pregando uma lição, de que a salvação de pobre é a educação, o que de fato aprendi.

Na hora da entrevista, o gerente com paciência e tolerância, falou:

- Seu nome não se encontra na relação, porém como você já se encontra aqui, por favor leia o artigo tal.

Claro que não fui aprovado, pois naquele momento era penetra, porém a partir dali, passei a encarar os estudos com seriedade e me enquadrar entre os alunos de destaque.

Agradeço ao professor Alderico Damasceno por ter participado da minha vida, profissão das mais nobres, pois alicerça o jovem na vida futura. Que Deus o tenha entre os bem aventurados.

Por João MENDES Filho (para o Blog do Crato)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Amigos, colegas e ex-alunos do Prof. Alderico de Paula Damasceno manifestam homenagem e votos de pesar

João Ludgero Sobreira Neto:
De fato o Cariri perde um grande exemplo de homem e professor. Aproveito pra deixar aqui minhas condolências a toda sua família".

Carlos Eduardo Esmeraldo:
"Uma notícia muito triste para todos nós. Alderico foi um excelente professor, desportista de mais alto nível, tendo sido técnico da seleção cratense e tinha um grande amor ao Crato. Enchi-me de tristeza com essa noticia, pois dedicava a ele uma grande amizade. Votos de que a família encontre em Deus, as forças necessárias para superar a dor dessa definitiva partida".

Elmano Rodrigues Pinheiro:
"Estamos órfãos. O professor Alderico foi um grande exemplo de dignidade humana. À família, um abraço de gratidão, por tudo que ele fez pela nossa formação".

Magali de Figueiredo Esmeraldo:
"Fui aluna do professor Alderico no curso de História da Faculdade de Filosofia do Crato. Excelente professor. Incentivava os alunos a estudarem e foi exemplo para todos que o tiveram como professor. É uma notícia muito triste. Solidarizo-me com a família".

Océlio Teixeira de Souza:
"Conheci o professor Alderico quando cheguei ao Crato, em 1994. Sempre alegre, brincalhão, ele, mesmo já com a idade avançada, fazia questão de continuar lecionando no Curso de Ciências Econômicas da URCA. Tempos depois, quando pesquisava no jornal A AÇÃO, da Diocese de Crato, encontrei várias matérias que se referiam ao prof. Alderico como treinador de um time de futebol do Crato. Tenho certeza que muitos cratenses antigos lembram do Alderico exercendo esse seu lado de esportista. É uma grande perda para o magistério e para a sociedade cratense".

Carlos Rafael Dias:
"Não tive a honra nem o privilégio de ser aluno do professor Alderico de Paula Damasceno, mas tenho-o como um exemplo de educador, cidadão e, em suma, um Mestre na verdadeira acepção da palavra. O falecimento Alderico Damasceno deixou o Cariri mais pobre em se tratando da já escassa oferta de homens de bem. Alderico será sempre lembrado pela sua contribuição à educação e ao desporto cratense. Por tudo isso, com certeza, deverá gozar o convívio dos eleitos no Reino de Deus".

Dihelson Mendonça:
Não foi à toa que eu postei aquela homenagem há 2 dias aqui no Blog, e resolvi incluir a foto do Professor Alderico Damasceno. Há cerca de 1 mês, estive com a mãe da minha namorada no hospital e soube que o professor Alderico se encontrava lá, o que me deixou triste e preocupado. Tive um pressentimento por esses dias, mesmo sem ter muita ligação com a família dele, de que algo poderia estar por vir. Mas agora que ocorreu, o Professor Alderico repousa em paz na casa dos justos. O pouco contato que tive com ele (não foi meu professor), me passou uma energia incrível. Ao vê-lo senti dentro de mim, que estava diante de um daqueles homens que já são história. Uma energia positiva, que traduz num profundo conhecimento e experiência. Salve, grande professor Alderico! Poderíamos ter sido nesta vida grandes amigos, mas certamente já o somos, pois a eternidade traduz o espírito de comunhão entre todos os seres. Um grande abraço ao meu amigo. Nada de repouso eterno, como alguns dizem. Eu te digo: Viva em Paz pela eternidade, agora, livre das amarras dessas limitações terrenas a que todos nós estamos submetidos aqui, vivendo nesta condição humana".

José Tavares:
"Deixa-nos triste a partida do ilustre Prof. Alderico Damasceno, entretanto, fica a certeza da missão cumprida, notadamente pela sua generosa contribuição pela educação do povo do Cariri. À família, meus sentimentos e gratidão, por tudo que ele fez pela nossa formação".

Maria Otilia:
"Com certeza o Crato está de luto. O professor Alderico fez história na educação do nosso município. Fui aluna dele e nunca vou esquecer, nos ensaios de 7 de setembro ele gritando: tira as mãos da cintura, açucareiros!!!! Pois é... Ele exigia de nós o que pudéssemos dar de melhor.
Um abraço fraterno para a minha amiga Catarina."
Orlando Rafael Dias :
"Tive a honra de ser aluno e amigo do professor Alderico. No tempo do curso ginasial onde alem do respeito os alunos tinham um certo temor por causa de sua postura sempre séria, eu gozei de sua amizade íntima por ser um dos atletas mais atuantes do Colégio Estadual. No ano de 1978 ele me deu um grande apoio para comandar a escola em todas as modalidades esportivas por ocasião dos jogos estudantis cratenses quando saimos campeões. Por esse motivo ele promoveu uma solenidade na escola onde condecorou-me com medalha de honra ao mérito e ainda patrocinou um passeio com churrasco no Caldas, em Barbalha. Vai deixar saudades em todos que o conheceram."

Wellington Rubeiro Justo:
"O Cariri está de luto e em especial categoria de professor. Tive a honra de ser aluno e posteriormente colega do lendário Alderico Damasceno. Sempre tive admiração e respeito por ele. Lembro-me das palavras de incentivo e elogios quando passei no Concurso para professor efetivo e passei a ser seu colega de trabalho na URCA."

Armando Lopes Rafael:
"Acabo de chegar do sepultamento do prof. Alderico de Paula Damasceno. Acompanhei o féreto até a última pá de cal em um túmulo simples no Cemitério do Crato. A partir de agora, de nós ele só precisa das nossas orações. Na terra ele foi um homem justo, exemplo de cidadão digno e uma pessoa que, partindo do zero, alcançou posição de destaque na sociedade cratense. E nunca renegou suas origens, nunca desconheceu os amigos. Mestre Alderico, saudades!"

Celso Alves Correia:
"O que tenho a expressar com muita tristeza, já que tive o prazer de ser um dos seus alunos, é que sentiremos muito a sua falta como todos cidadãos cratenses, e desde já, à familia do professor Alderico, os meus pêsames como também da minha familia. Que Deus o tenha no seu Reino."

Comentários publicados no Blog do Crato

Professor Alderico Damasceno

Por Armando Lopes Rafael

Foi com pesar que tomei conhecimento do falecimento nesta 2ª feira, às 15:00h, na UTI do Hospital São Miguel, do conhecido professor Alderico de Paula Damasceno.
Ele morreu aos 90 anos, 60 dos quais dedicados ao magistério na cidade de Crato.Alderico era pessoa querida pelos milhares de ex-alunos, inumeráveis amigos e admiradores. Fui seu aluno de História no Colégio Diocesano de Crato. Ele foi professor da Faculdade de Filosofia, sendo um dos fundadores do Curso de História. Depois, ensinou na Urca, no curso de Ciências Econômicas, onde foi aposentado compulsoriamente. Lecionou ainda Educação Física em vários educandários cratenses, com destaque para o Colégio Estadual Wilson Gonçalves. Foi também técnico de futebol de times cratenses, os quais dirigia vestido impecavelmente de paletó e gravata, portando um inconfundível guarda-chuva.

Uma grande figura humana, o Mestre Alderico!

Que Deus o tenha do Reino dos Justos!
Fonte: Blog do Crato
Foto: Dihelson Mendonça

Alderico de Paula Damasceno, um dos grandes ícones da cultura cratense

Por Socorro Moreira
Em 1966 , cursava o primeiro ano científico, no Colégio Dom Bosco. Alderico era o meu professor de História. Intimidava com a sua voz em tom maior; impressionava com sua forma perspersuasiva de contar a verdade dos fatos , omitidas nos livros. Falava do pensamento político, filosófico e ideológico... Criava-nos uma consciência crítica. Por dois anos seguidos fui sua aluna. Depois nos tornamos colegas de magistério, no Colégio Estadual. Gostava de escutá-lo. Admirava-lhe a vitalidade , conhecimento e sabedoria. Pensei muitas vezes : não existe velhice , nem tempo, nem morte que derrubem esse homem.
Mas o tempo não tem dó ... É implacável !
Aos 90 anos , nosso mestre e amigo foi chamado para o andar superior, para o encontro de outros nunca esquecidos.
Fecho os olhos e escuto a sua voz, outrora vibrante, já cansada, fugidia , silenciosa ...
Chegou a hora !

Fonte: Cariricaturas

Tributo ao professor Alderico de Paula Damasceno

Faleceu hoje, aos 90 anos de idade, um dos maiores educadores da história do Crato: professor Alderico de Paula Damasceno.

Em sua homenagem, repetimos aqui um velho chavão utilizado quando grandes homens partem desta vida terrena: "morre o homem, permanece a obra".

E a obra do prof. Alderico foi imensa e intensa. Só de magistério, foram mais de 60 anos, exercidos com paixão e eficiência.

Alderico foi um mestre na mais ampla acepção da palavra. Que o digam as diversas gerações que passaram pela orientação rígida, mas nem por isso menos terna deste velho mestre.

A morte de Alderico deixará uma profunda lacuna, difícil de ser preenchida, na educação do Crato.

Pelas suas inconstestáveis qualidades (destacando o amor à profissão, a amizade, a retidão de cárater e o arraigado amor ao Crato), Alderico será sempre lembrado pelos cratenses como um exemplo de vida e um homem de bem.

Descanse em paz, Mestre!
Crédito da foto: A. Morais

Reitor da URCA decreta Luto Oficial e suspende atividades acadêmicas em virtude da morte do Professor ALDERICO DE PAULA DAMASCENO

Em virtude do falecimento de um dos Fundadores da URCA, um dos grandes nomes da educação do Cariri, Professor Alderico de Paula Damasceno, aos 90 anos, ocorrido no início da tarde deste dia 16, o Reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professor Plácido Cidade Nuvens, suspendeu as atividades acadêmicas desta Instituição de Ensino Superior, na tarde de hoje, até às 13 horas de amanhã, e decretou luto oficial por três dias. O corpo do Professor Alderico será velado no Salão de Entrada da Biblioteca da Universidade. O sepultamento ocorrerá na manhã desta terça-feira, dia 17.

De acordo com a Portaria, se reconhece a inestimável contribuição do referido Docente para a Educação Escolar na Região do Cariri e para a URCA. O Professor Alderico Damasceno,conforme o reitor da URCA, por vários anos foi um dos suportes mais consistentes da educação no Cariri. Filho de Ângelo Pereira Damasceno e de Aguida de Paiva Paula, o Professor Alderico nasceu em 20 de setembro de 1919, em Aracati, Estado do Ceará.

Além de Professor do Departamento de Economia da Universidade Regional do Cariri, o Professor Alderico de Paula Damasceno também lecionou no ensino médio, tendo exercido também a função de Diretor do renomado Colégio Estadual Wilson Gonçalves, onde exerceu o magistério por vários anos. Lecionou também no Colégio Diocesano do Crato e no Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcante.

Foi fundador da URCA, originário da Universidade Estadual do Ceará – UECE, admitido a 3 de março de 1967. Foi também professor na Faculdade de Filosofia do Crato, onde lecionou História Geral da Economia e História Administrativa do Brasil. Também chegou a ser integrante da Comissão Executiva do Vestibular durante vários anos.

Entre as múltiplas atividades exercidas pelo Professor Alderico Damasceno, destaca-se sua atuação no esporte cratense, onde foi treinador da seleção de futebol do Crato.

O Reitor destaca a figura bastante popular e bem relacionada que era o Professor Alderico. Por onde passou fez uma legião de amigos e admiradores, deixando sempre a marca da sua cordialidade e do seu caráter. Foi casado com Maria do Carmo, com quem teve quatro filhos, dois homens e duas mulheres.
Fonte: URCA

O poder do erro

Errar é humano. Com este bordão a sociedade vem nas curvas do espaço tempo construindo a sua civilização - pela linha espiritualizada, o erro entra no perdão, do perdão a absolvição e assim a roda da vida continua. Já na linguagem material, o erro precisa ser reparado. Com penas e mais penas o erro é corrigido e assim o pulsar vivo continua, porém o erro sempre presente na historia da humanidade.

O Brasil de hoje, depois de há muito tempo, vem reconhecendo o poder do erro. Já está sendo naturalizado no seio da sociedade brasileira que existem erros causados pelos comuns e pelos incomuns. O erro dos comuns ainda está sendo reparado com as mesmas técnicas estabelecidas pelas leis e pelo cumprimento do Estado Democrático de Direito, sem nenhum prejuízo para os que já estão conseguindo espaço para ser incomum, portanto sem a obrigatoriedade de reparar os seus próprios, pela razão de serem incomuns. E, já, na naturalização de que os incomuns podem mudar o ritmo pulsativo da ética que era comum a todos.

Essa divisão do erro desprestigiado, como um antivalor para sociedade, portanto sendo o causador ativo, de reparação, é um modelo bastante arraigado no seio da sociedade, implantado desde o surgimento do homem na era cenozóica do período do pleistoceno aos dias atuais.

O erro dos incomuns, que na verdade não chega a ter o privilegio de ser um erro de verdade, pois é totalmente diferente do conceito do erro, já devidamente registrado na história é um poder, onde uns poucos podem usar e se manter acima dos comuns. É algo novo e que causa um certo charme para os que podem ter esse privilegio.

O Grande problema é na verdade o tempo, pois os comuns de hoje poderão ser os incomuns do amanhã. Ou em caso extemado, todos terem o foro privilegiado de ser um eterno incomum, podendo mostrar os seus erros como o troféu de seu poder, ou seu prestigio na sociedade. Assim, teremos que escrever duas cartas de contrato social, uma para os comuns e outras para os incomuns.

O problema nasce quando uma parcela significativa da sociedade pensar que não quer mais ser comum, portanto o poder do erro está justamente em ser incomum, pois o erro comum pode não ter o poder do erro incomum.

Escrito por Luiz Domingos de Luna
Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora - Ceará

A feijoada do Henrique – por Carlos Eduardo Esmeraldo

Henrique da Pernambucana é engenheiro sanitarista da FUNASA e nos fins de semana ocupa seu tempo livre em duas atividades que muito lhe agradam: a carpintaria e a culinária. Nesta última ele é um especialista em feijoada. Recebe encomendas de amigos e até de algumas empresas de Natal, onde reside. Para tanto ele possui toda uma estrutura montada, com garçons, cozinheiras, panelões, talheres, pratos, copos e material de sobremesa.
Como carpinteiro é da sua lavra todos os móveis de sua residência e da clínica de fisioterapia de suas duas filhas. Planeja adquirir um terreno em Natal, para quando se aposentar, instalar uma futura fábrica artesanal de móveis feitos por ele mesmo.
Já sabíamos da habilidade de Henrique em trabalhos manuais, pois nas aulas da professora Lucia Madeira eram dele as melhores notas. Mas de mestre em feijoada, foi uma grande surpresa.
Quem conversa com Henrique, logo se enche de curiosidade e pergunta: “Como surgiu esse seu interesse pela feijoada?” E ele explica. Quando ele era estudante de engenharia em Recife, aos sábados pela manhã, tinha aula de Topografia e Cálculo Numérico à tarde, duas matérias que são verdadeiros “sacos” em um fechamento de semana. Para aliviar a mente, no intervalo do almoço, Henrique e mais quatro colegas iam almoçar uma feijoada deliciosa que existia num boteco da Praia do Pina. Era um local muito freqüentado conhecido por todos como “O Jaime da Feijoada”. Henrique já era freqüentador habitual do local e muito conhecido pelos garçons, cozinheiros e demais funcionários. Certo dia, não havia nenhuma mesa disponível e eles tinham pressa, pois teriam uma prova à tarde. Olhou para um lado e para outro e avistou uma velha porta num canto de parede. Imediatamente ordenou aos garçons: “Peguem dois engradados de cerveja vazios e coloquem aquela porta sobre eles. Vamos comer assim e não precisa de toalha, pois quando a comida cai sobre a toalha, ninguém bota de novo dentro do prato.” E assim eram atendidos.
Certo sábado, desinibido como sempre foi, e reforçado por duas ou três doses da cachaça pernambucana Pitu, Henrique na maior “cara de pau” do mundo, pediu a receita daquela feijoada ao mestre-cuca.
Em seguida Henrique convidou os colegas para uma feijoada em sua casa no domingo seguinte. Ao chegar a casa com a receita, pediu ao seu saudoso pai, senhor José Maria da Cruz, ex-gerente de “A Pernambucana” do Crato, que comprasse todo aquele material da lista que lhe fora fornecido: feijão preto, lingüiça defumada, toucinho, folha de louro, pé de porco e mais três garrafas de pitu. Um tanto quanto espantado, seu Zé Maria que não gostava de beber e nem queria que os filhos bebessem perguntou: “Para que é essa cachaça toda, meu filho?” “É pra lavar o pé do porco.” Respondeu Henrique. O pai acreditou e atendeu o desejo do filho.
Quando os convidados chegaram foi servido a eles uma deliciosa batida de limão, enquanto Henrique se aventurava a preparar a feijoada conforme a receita. Saiu uma delícia, tanto a feijoada, quanto a bebida que foi servida. Até seu Zé Maria entrou na brincadeira. Aprovou a feijoada feita pelo filho e provou um pouco da batida, pedindo: “Meu filho, bote mais um copinho dessa bebidinha deliciosa.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Pensamento para o Dia 16/11/2009



“Somente seguindo o caminho do amor você pode experimentar a bem-aventurança. Assim como apenas ler os nomes dos pratos não pode aplacar sua fome, assim também você não poderá desfrutar a doçura da vida e ser feliz a não ser que fale palavras doces e realize ações sagradas. Todos vocês são filhos da imortalidade e encarnações da bem-aventurança. É porque você emergiu da bem-aventurança que procura retornar à Fonte: a bem-aventurança. Assim como um peixe nascido na água não pode viver fora dela, o homem também sempre anseia pela felicidade, onde quer que ele esteja e o que quer que faça. O homem fica inquieto até retornar à bem-aventurança de onde emergiu. A bem-aventurança verdadeira não é encontrada neste mundo. Mantenha sua mente sempre em Deus – somente então você terá paz e felicidade.”
Sathya Sai Baba

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“Desapego, fé e amor – esses são os pilares sobre os quais a paz assenta. Desses, a fé é decisiva, pois sem ela toda a disciplina espiritual é inútil. Somente o desapego pode tornar efetiva a disciplina espiritual; o amor é o que conduz a pessoa rapidamente a Deus. A fé nutre a agonia da separação de Deus, o desapego a canaliza ao longo do caminho de Deus, e o amor ilumina o caminho. Deus lhe concederá o que você precisa e merece; não há necessidade de pedir e nem razão para se queixar. Esteja contente. Nada pode ocorrer contra Sua vontade.”
Sathya Sai Baba