MEDEIROS, Martha. Um Oásis no Deserto, Revista O Globo-RJ, 22 de novembro de 2009, p. 28.
...Cheguei do Marrocos há poucos dias, um país encantador, com uma biodiversidade de tirar o fôlego...tudo estupendo, mas seco. Ainda assim, engolindo areia, fui surpreendida várias vezes por alguns oásis que quebravam o jejum.
...Aterrisei de volta ao Brasil e entre notícias de um apagão inexplicável e de um escândalo mais inexplicável ainda por causa de uma reles minissaia que gerou teses sociológicas, preferi me ater a essa história do garoto saxofonista [ um garoto aparentando ter uns 19 anos resolveu improvisar um pocket show usando uma esquina da cidade como palco: a cada vez que o semáforo fechava, ele se posicionava na frente dos carros e tocava um saxofone por um minuto] que fazia shows de um minuto no agito das ruas, silenciando os buzinaços com sua música. Pensei: também é um oásis.
O que não falta por aí são pessoas com vidas desérticas, pensamentos viciados, gente presa em calabouços e respirando por aparelhos, sem dedicar um minuto, um minutinho que seja por dia, a criar seu próprio oásis. Os nossos podem ser tão numerosos quanto os que eu encontrei naquelas paisagens marroquinas em tons de terracota, em que já não se distingue o que é cor original ou desbotado, uma estética da solidão que tem sua beleza e força, mas que clama por um pouco de oxigênio.
As pessoas dizem que a tecnologia, que deveria servir para agilizar o nosso trabalho e liberar mais tempo para o lazer, está, ao contrário, produzindo ainda mais trabalho e mais estresse. A culpa não é da tecnologia, que, pelo que sei, ainda não tem cérebro, mas de seus usuários, que deveriam pensar mais em vez de entrarem na paranóia de preencher cada hora do seu dia com atividades produtivas, ignorando a produtividade que também há num encontro entre amigos, num cinema, numa caminhada, na audição de um disco, na meditação, num fim de semana longe da cidade, na leitura de um livro, num passeio de bicicleta, num namoro, no desprezo à lógica e no respeito aos acasos. Esses são os verdadeiros oásis, ao contrário dos oásis fabricados, como, por exemplo, restaurantes da moda onde não se come bem nem se ouve ninguém.
O saxofonista no meio da rua nada mais fez do que ofertar à vida opaca um toque de verde.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
UM OÁSIS NO DESERTO – MARTHA MEDEIROS
1ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE FOI ENCERRADA DOMINGO
A LUTA DAS ARTES CONTINUA
O mais audacioso movimento em defesa das artes cênicas do Cariri, intitulado Guerrilha do Ato Dramático Caririense, foi encerrado ontem, domingo, dia 22, depois de uma maratona iniciada no dia 7 de novembro, contabilizando 16 espetáculos de teatro e dança. Todos do Cariri!
Foi apresentado o espetáculo BÁRBARO, com o Grupo Ninho de Teatro, dirigido por Jânio Tavares e Joaquina Carlos, e texto de Caio Fernando Abreu, Salete Maria, Joaquina Carlos e Rita Cidade.
BÁRBARO - ESPETÁCULO DO GRUPO NINHO DE TEATRO
Em seguida, todas as companhias receberam o Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior e seus membros foram contemplados com certificados participação no grande evento.
Companhias participantes: Cia. Teatral Anjos da Alegria, Cia Teatral Livremente, Associação dos Artistas e Amigos da Arte de Juazeiro do Norte, Cia. Cearense de Teatro Brincante, Grupo Cênico da SCAC, Cia. teatral Boca de Cena, Cia. Wancylus Gat Produções, Grupo Ninho de Teatro, Allysson Amancio Cia. de Dança, Cia. Mandacaru de Arte e Eventos.
Quase 5.000 pessoas, entre visitantes e público da região, prestigiaram o evento, promovido pela Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, Pontos de Cultura do Brasil, no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE.
Estimular e fortalecer a produção regional em artes cênicas, valorizando artistas e grupos locais como importantes na consolidação da identidade caririense, preparando a região para intercâmbio que não exclua o valoroso patrimônio cênico do nosso povo, eis alguns dos objetivos elencados pelo idealizador do evento, o dramaturgo Cacá Araújo, ressaltando a criação de uma cooperativa de artes cênicas como uma meta emergencial do movimento.
domingo, 22 de novembro de 2009
Tanta existência - por quê ?
Às vezes começo a viajar no infinito, percorro na minha medição, as tantas formas existentes, são planetas, estrelas, luz, escuridão, quasares, gargantas de buracos negros são tudo uma imensa interrogação. Planetas lindos, inclisve, solitários, amorfos, gelados, consistentes, as mais das vezes verdadeiras obras de arte, obras de arte que, talvez nunca sejam apreciadas pelos seres humanos. E triste saber que a humanidade ainda não pode contemplar todo este carrossel existencial, giratório, de um passo de uma galáxia para outra é um questão de fração de segundos, o mais interessante são as formas, todas as formas são totalmente diferentes, na verdade não existe igual, ou semelhante à outra. Tudo é encantador, talvez o encantamento seja o fato de a cada pisada tudo ser diferente, o que causa repugnância é realmente a primeira pisada, a gente sempre tem a impressão de que está em outro mundo.
Nunca passa pela nossa cabeça de que estamos no mesmo universo. O que chama a atenção não é bem a pisada em si, mas a compactação da pisada, não sei se é um fator psicológico ou não, mas parece que estamos pisando em uma geléia, ou algo que vai nos afundar, talvez a gravidade no planeta terra, seja o responsável por esta sensação estranha, na verdade me sinto um estranho, um invasor, um desbravador, um pioneiro de uma história que talvez nunca acontecerá, até porque, as nossas atividades no planeta terra não oferecem esta oportunidade de forma plena para o pensar humano nesta dimensão. Talvez um impedimento psicológico, o medo do desconhecido, a certeza de um vazio que jamais tem fim.
Outro dia eu fui até os confins do universo, foi um passeio maravilhoso, não tem como explicar, o eixo giratório do universo consegue apagar toda a sensação da compreensão do que temos como real aqui na terra. Confesso que a viagem foi muito divertida, pois, tudo no universo não se repete é sempre o nascimento de um novo mundo - me senti a pessoa mais feliz do mundo, eu pensava que aquele passeio era um presente único, que eu tinha sido o escolhido para contemplar e apreciar o universo como um todo. Na verdade, quando eu já tinha atravessado boa parte do universo, por um impulso, que não sei explicar o porquê - pedi para o meu guia parar a nave - por alguns instantes, o que fui atendido prontamente. Parei e entendi o motivo de minha solicitação, é que, no meu íntimo, o meu referencial é o planeta terra, e eu queria ver a minha querida e amada terra.
Levei um susto muito grande, procurei a terra, pedi a meu guia uma luneta, girei a luneta em todos os sentidos e nada de terra. Quando eu vi que não tinha condição de ver a terra que se encontrava a anos luz de distância, entrei em desespero, depressão, crise de pânico, enfim, só me vinha à certeza de que eu estava perdido no universo; ou o contrário, o universo sem terra não é universo ? presumo que se fosse outra pessoa que tivesse esta oportunidade teria continuado a viagem sem nenhum prejuízo para, se iria ter ou não um referencial para viver, ou dizer - eu sou um sem humano com terra, ou sem, para mim foi como uma fatalidade -se a terra não está presente, eu também não estou, diante deste raciocínio tolo, tive que retornar ao planeta terra e deixar de contemplar todas as maravilhas do cosmo.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE).
GUERRILHEIROS COMEMORAM VITÓRIA
BR 116 - ALLYSSON AMANCIO CIA. DE DANÇA DEU SHOW ONTEM
A 1ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE TERMINA HOJE E A LUTA CONTINUA! ATÉ 2010, 2011, 2012, 2013...
A Guerrilha do Ato Dramático Caririense, promovida pelos Pontos de Cultura do Brasil Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, é o grande acontecimento das artes cênicas produzidas no Cariri cearense.
Ontem, sábado, uma das maiores revelações da dança contemporânea brasileira esteve em cartaz no Teatro Rachel de Queiroz. Trata-se do premiadíssimo espetáculo BR 116, criado, coreografado e dirigido por Allysson Amâncio, com a Allysson Amancio Cia. de Dança. Outra uma vez o teatro superlotado, como tem sido rotina na Guerrilha.
ESPETÁCULO DESTE DOMINGO: BÁRBARO, COM O GRUPO NINHO DE TEATRO
Mais de 4.000 pessoas já prestigiaram o evento, que se iniciou no dia 7 e se encerra hoje, 22 de novembro, com a apresentação da peça "BÁRBARO", dirigida por Jânio Tavares e Joaquina Carlos, do Grupo Ninho de Teatro. Após o espetáculo, as companhias participantes receberão o Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior e seus integrantes serão contemplados com certificados de participação na Guerrilha.
Cacá Araújo informa que já está agendada para sábado próximo, dia 28 de novembro, às 16 horas, no Teatro Rachel de Queiroz, uma reunião para avaliação e prestação de contas, além de discussão sobre a futura Cooperativa Cariri das Artes Cênicas.
Pensamento para o Dia 22/11/2009

“O propósito da sabedoria é a liberdade. O propósito da cultura é a perfeição. O propósito do conhecimento é o amor. O propósito da educação é o caráter. Há um desejo da parte de todos nós de adquirir essas quatro qualidades, sabedoria, cultura, conhecimento e educação, e atingir seus propósitos, liberdade, perfeição, amor e caráter. Mas os estudantes devem perceber que, se essas qualidades não forem propriamente utilizadas, então eles não podem chamar-se estudantes. Como estudantes e futuros cidadãos,, vocês têm a responsabilidade de formar o futuro deste país. Coloquem seus corações no caminho reto ouvindo atentamente as pessoas de eminência e experiência.”
Sathya Sai Baba
sábado, 21 de novembro de 2009
GUERRILHA É PRESTIGIADA PELO POVO
Uns querem negar, outros tentam esconder, alguns alienígenas incham de raiva, mas a verdade é que a Guerrilha do Ato Dramático Caririense é a grande unanimidade quando se fala em artes cênicas do Cariri. Iniciada no dia 7 e rumando até o dia 22 de novembro, é a vitrine da criatividade cênica regional. É a mostra do Cariri! Quase 4.000 pessoas na Guerrilha até agora!!!
Hoje, sábado, 21, a Allisson Amâncio Companhia de Dança apresenta o consagrado espetáculo "BR 116", uma das maiores expressões da dança cearense e nordestina, às 19h30min, no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE.
O CARIRI NÃO SE RENDERÁ JAMAIS!!!
Nada nem ninguém poderá deter a força do gesto coletivo. As companhias que formam a Guerrilha desde já agradecem a simpatia popular.
Ontem, sexta-feira, dia 20, a peça "ESPERANDO COMADRE DAIANA", dirigida por Renato Dantas, com a Cia. Livremente de Teatro, carregou grande público superlotando o Teatro Rachel de Queiroz em duas sessões.
A guerrilha do ato dramático caririense
É a seguinte a apresentação da iniciativa de nossos artistas, que transcrevo ipsis literis: “Grupos de resistência realizam a mais audaciosa operação de defesa das artes cênicas do Cariri cearense. Os guerrilheiros reúnem dezesseis espetáculos de teatro e dança, demonstrando enorme poder artístico e já conquistaram a simpatia de amplas massas populares. Durante o movimento, as companhias serão premiadas com o Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior.”
Ao tentar resumir nesta crônica a grandiosidade e o significado desse movimento cultural de silencioso e já vitorioso protesto, quero iniciar com os seguintes destaques, cujas meritórias atuações foram decisivas para a concretização do movimento:
DIVANE CABRAL, mentora e diretora maior do Teatro Raquel de Queiroz, de cuja inauguração tive a honra de participar, como ator nos ensaios da peça “A Raposa e as Uvas”, do escritor Guilherme de Figueiredo. Divane dispensa apresentação, componente ilustre de famosa família de nossa terra, conhecida e admirada por todos os cratenses, que muito lhes devem na difusão da arte musical e de nossa cultura em geral. Ela concedeu gratuitamente aos guerrilheiros as trincheiras do Teatro Raquel de Queiroz, para que lhes servissem de anfiteatro durante a grande batalha.
Resta apenas dizer o porquê de tudo isso: discriminação na seleção dos grupos para o festival do SESC, que excluiu os nossos de suas exibições, provocando a guerrilha de protesto. Bendita guerrilha!
Fazemos um apelo ao seu Comando para que, além de “Os Três Porquinhos” e “O Pecado de Clara Menina”, seja reprisada também a peça “Fogo Fátuo”, encenada com enorme sucesso, no último sábado, pela Companhia Teatral Anjos da Alegria.
Crônica de Olival Honor
Bispo compra biografia de padre Cícero para o papa Bento 16
Da FolhaonlineO bispo de Crato, dom Fernando Panico (CE), comprou cinco cópias, incluindo a sua e do núncio apostólico dom Lorenzo Baldisseri. Os outros três exemplares vão para o Vaticano: um para o papa Bento 16, outro para o cardeal brasileiro dom Claudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero do Vaticano, e também para o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertoni. Dom Fernando Panico é um dos entusiastas da ideia de transformar em santo o padre Cícero Romão Batista (1844-1934), excomungado no passado devido a seus relatos de milagres. A biografia de Lira Neto , lançada neste mês, vasculha os arquivos secretos do Vaticano. Ele descobriu a estratégia da Igreja Católica de absolver o padre e colocá-lo na fila rumo a uma beatificação, com a intenção de conter o avanço evangélico no maior país católico do mundo. Lira Neto contou à Livraria da Folha que escreveu dedicatórias em cada um dos livros. A mensagem, escrita em português, para o papa era: "Este livro é uma pesquisa em busca de uma verdade histórica e de justiça".
Enviado por Renato Casimiro
As Terreiradas
Texto Jorge Carvalho
Pensamento para o Dia 21/11/2009

“O progresso do universo está interligado ao progresso do homem. Qualquer desenvolvimento nos campos científico, econômico e social não será de muita utilidade sem a transformação mental. Como podemos gerar essa transformação? Vigiando as paixões e as emoções. Uma vez que a tensão mental é a mais prejudicial à saúde do ser humano, ele deveria aprender a arte de controlar suas paixões e emoções, que causam tensões e estresses. O homem deveria fazer um esforço sincero para levar uma vida serena e pura. Ele deveria compreender a verdade de que os problemas e os tumultos são temporários, como nuvens passageiras. Não há espaço para as agitações surgirem quando se compreende essa verdade. Aquele que compreende essa verdade não permitirá que sua mente oscile pelos sentimentos de raiva, crueldade etc.”
Sathya Sai Baba
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Albert EINSTEIN:
“O capitalismo suscitou os progressos da produção, mas também os do conhecimento, e não por acaso. O egoísmo e a concorrência continuam infelizmente mais poderosos do que o interesse de todos ou que o senso do dever”(p.97).
“O engenho dos homens nos ofereceu, nos últimos cem anos, tanta coisa que teria podido facilitar uma vida livre e feliz, se o progresso entre os homens se efetuasse ao mesmo tempo que os progressos sobre as coisas. Ora, o laborioso resultado se assemelha, para nossa geração, ao que seria uma navalha para uma criança de três anos. A conquista de fabulosos meios de produção não trouxe a liberdade, mas as angústias e a fome” (p.78).
EINSTEIN, Albert. Como Vejo o Mundo, 3 ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O CHAMADO QUE VEM DO ESPÍRITO E O ENTARDECER DA VIDA: VIVA A CONSCIÊNCIA ALTERNATIVA!
Todos nós sabemos que um dia teremos que atravessar uma ponte e partir para um outro lugar-consciência-mundo. E ninguém escapa do “trem” que sempre passa nesse nosso mundo familiar e deixa alguns na estação e leva outros para uma travessia numa viagem incomum. Nos acostumamos a aceitar naturalmente que o “trem” passe enquanto estamos em nossas atividades cotidianas automáticas.
É o outro que se vai e não eu! – assim pensa a maioria.
Poucas vezes refletimos sobre o significado desse momento de rompimento com a vida concreta - familiar e social. A dinâmica da vida profissional, ideológica e social não nos dá muitas chances para refletir e sentir.
Na universidade poucas vezes realizamos comentários filosóficos profundos a respeito desses momentos tão incomuns do sol-vida caindo-morrendo no horizonte dos sentidos comuns. Tomamos mais ciência sobre essa questão quando estamos doentes ou diante da perda de um parente ou amigo, ou mesmo diante de uma guerra ou catástrofe inesperada.
Então, nos sensibilizamos da existência da função da morte e do valor da vida, por isso queremos continuar vivos e com saúde (adiando cada vez mais o entardecer da vida) com os nossos membros inteiros e nossos órgãos em perfeito funcionamento mecânico, elétrico e psicológico.
Quando estamos jovens não queremos nem pensar nesse entardecer e decaimento – isso é coisa de velho! – infelizmente pensamos assim.
A cultura do jovem sarado e da juventude moderna, que adora uma aventura e um padrão de comportamento de consumo fácil, cria a ilusão de que a vida é um estado de ânimo e crença na modernidade dos costumes e consumos imediatos e fáceis sem calcular suas conseqüências evolutivas.
Até que chega um dia da prova final e a verdade do Espírito é captada finalmente pelos nossos sentidos e corpos sutis. De repente somos chamados e não conseguimos fingir que não ouvimos o convite. Ele se aproxima e nos diz, através de um verbo-princípio, que só nos realizamos de fato numa nova travessia de uma experiência inédita da consciência alternativa que jamais havíamos se quer imaginado existir. Surge o conflito e o medo na relação metafísica buberiana do Eu-Tu.
No início caimos num vazio da existência e assim perdemos temporariamente a força psicológica que nos prendia à conexão da gravidade racional terrena – ficamos sem rumo! Constatamos surpresos que existe uma outra realidade paralela ao nosso ser – tão invisível e tão próxima!
Como é difícil ver e aceitar esse paradoxo sutil! A morte física é um acontecimento (o outro lado da moeda existencial) e não um fim em si mesmo. Viver em dois mundos – eis o desafio do Espírito na relação com a Alma e o Corpo!
Por que não estamos familiarizados com esse epifenômeno multidimensional?
Porque nos falta sensibilidade fina ou desenvolvida para se despertar e encontrar o Sentido Verdadeiro de Evolução ou Ascensão Ontológica (Metafísica-Espiritual). O hábito da auto-reflexão racional cria um mundo sem os parâmetros sutis e doces da sensibilidade pura e suave.
Charles Chaplin no último discurso do filme O Grande Ditador, nos deixou esta preciosa mensagem de grande sensibilidade:
“O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens...levantou no mundo as muralhas do ódio...e tem nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será violência e tudo será perdido”.
Então, nos recordamos da mensagem do poeta e cantor:
“Tenha fé em Deus, Tenha fé na vida.
Tente outra uma vez...
Não diga que a canção está perdida.
Beba pois a água viva está na fonte.
Você tem dois pés para atravessar a ponte.
Há uma voz que canta.
Há uma voz que dança.
Há uma voz que gira bailando no ar.
Basta ser sincero e desejar profundo.
Você será capaz de sacudir o mundo.
...Viva ...viva a Sociedade Alternativa” Raul Seixas
Prof. Bernardo Melgaço da Silva –
Pensamento para o Dia 20/11/2009

“Não há qualidade maior no homem que o amor altruísta, que se expressa no serviço aos outros. Tal amor pode ser a fonte da verdadeira bem-aventurança. A relação entre Karma e Karma Yoga deveria ser adequadamente compreendida. A ação (Karma) feita com apego ou desejo produz a escravidão, enquanto a ação altruísta, desprovida de desejo, se torna o caminho que leva à libertação (Karma Yoga). Nossa vida deveria tornar-se uma Comunhão Divina (Yoga), em vez de uma doença (Roga).”
Sathya Sai Baba
PÉROLAS DE SENSIBILIDADE: EU GOSTAVA TANTO DE VOCÊ (PADRE FÁBIO DE MELO) - TEXTO RECEBIDO PELA INTERNET

Eu acho que a gente vive tão mal, que às vezes a gente precisa perder as pessoas pra descobrir o valor que elas têm. Às vezes as pessoas precisam morrer pra gente saber a importância que elas tinham, e isso aconteceu uma vez na minha vida.
Estava eu na minha casa, de manhã, quando recebi um telefonema dizendo que minha irmã estava morta. Minha irmã mais nova, cheia de vida... de repente não existe mais.
Fico pensando assim, que às vezes, na vida, o ensinamento mais doído seja esse: quando na vida nós já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa, o inferno talvez seja isso - a impossibilidade de mudar alguma situação. E quando as pessoas morrem, já não há mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, mortos não podem amar, nem tão pouco ouvir de nós que os amamos.
Eu me lembro que uma semana antes de minha irmã morrer, ela havia me ligado. Foi a última vez que eu falei com ela, e eu me recordo que naquele dia eu estava apressado, com muita coisa pra fazer, e fiz questão de desligar o telefone rápido. Sabe quando você fala, mas fala na correria, porque você tem muita coisa pra fazer? E foi assim... se eu soubesse que aquela seria a última oportunidade de ver minha irmã, de olhar nos olhos dela, de falar com ela, eu certamente teria esquecido toda a pressa, porque quando a vida é assim, e você sabe que é a ultima oportunidade, você não tem pressa pra mais nada. Já não há mais o que eu fazer, e essa é a beleza da última ceia de Jesus.
Não há pressa, o momento é feito para celebrar, a mística da última ceia está ali, Jesus reúne aqueles que pra ele tinha um valor especial, inclusive o traidor estava lá.
E eu descobrir com isso, com a morte da minha irmã, que eu não tenho o direito de esperar amanhã pra dizer que amo, pra perdoar, para abraçar, dizer que é importante que é especial.
O amanhã eu não sei se existe, mas o agora eu sei que existe, e às vezes, na vida, nos perdemos... Eu me lembro quantas vezes na minha vida de irmão com ela, nós passávamos uma semana sem nos falarmos, porque houve uma briga, uma confusão. A gente se dava o luxo de passar uma semana sem se falar, e hoje eu não tenho mais nem 5 minutos pra conversar com alguém que foi importante, que foi parte de mim.
Não espere as pessoas morrerem, irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta. Nós não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã. Viva como se fosse o último dia da sua história. Se hoje você tivesse que realizar a sua última ceia, porque é conhecedor que hoje é o último de sua vida, certamente você não teria tempo pra pressa. Você celebraria até o fim, e gostaria de ficar ao lado de quem você ama.
Viver o cristianismo é fazer a dinâmica da última ceia todos os dias. Viva como se fosse o último dia da sua vida; viva como se fosse a última oportunidade de amar quem você ama, de olhar nos olhos de quem pra você é especial.
E depois que minha irmã morreu, um tempo bem passado, eu descobrir porque eu gostava tanto dessa música que vou cantar agora. Ela não fala de um amor que foi embora; o compositor fez para a filha que morreu em um acidente; então, fica muito mais especial cantá-la e descobrir o cristianismo que está no meio das palavras, porque é assim, quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava.
Não sei por que você se foi,
Quantas saudades eu senti,
E de tristezas vou viver,
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou a minha vida
Viveu, morreu
Na minha história;
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado,
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato.
Não quero ver pra não lembrar,
Pensei até em me mudar...
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Agora o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não há mais o que fazer. Mas não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nós sem deixar nenhum ensinamento...
Tem que nos ensinar, não dá pra sofrer em vão. Alguma coisa a gente tem que extrair...
Extraia o sofrimento e descubra o ensinamento. Se ele algum dia me tocou e me deixou algum ensinamento, eu faço questão de partilhá-lo com você agora. Depois da morte da minha irmã eu faço questão de viver a vida como se fosse o último dia.
Já que o passado é coisa do inferno, e a gente não está no passado, muito menos no inferno, resta a possibilidade de mudar o verbo, de trazê-lo para o presente e de cantá-lo olhando para as pessoas que são especiais. Quem sabe cantando pra ela nesse momento...
Se ela está ao seu lado, se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história...
Ao invés de você dizer que gostava, você diz que gosta!
Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora!
E eu...
EU GOSTO TANTO DE VOCÊ! EU GOSTO TANTO DE VOCÊ!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
NOTÍCIAS DA GUERRILHA
GUERRILHA SE CONSOLIDA COMO ESPAÇO DAS ARTES CÊNICAS DO CARIRI
A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um projeto de grande repercussão e aceitação popular, consolidando- o como um importante veículo de difusão dos espetáculos locais.
Na noite de quinta-feira, a Cia. Mandacaru de Arte e Eventos apresentou a peça "AS IRMÃS CASTANHOLAS", escrita e dirigida por Joylson John Kandahar. O teatro estava lotado, demonstrando o prestígio da Guerrilha junto à população.
Cacá Araújo, coordenador do evento, adianta que, nestes 13 dias, mais de 3.500 pessoas assistiram aos espetáculos. Estima-se que até o dia 22, pelo menos 4.500 pessoas tenham participado da Guerrilha.
Sexta-feira, 20 de novembro, a Cia. Livremente de Teatro entrará em cena com o espetáculo "ESPERANDO COMADRE DAIANA", às 19h30min, no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE. O texto é de Emannuel Nogueira e a direção de Jean Nogueira.
Programa Cariri Encantado com Salete Libório
A apresentação é de Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias
Mostra Sesc Cariri de Cultura - Programação de Hoje, 19 de Novembro, no Crato - Por Valdenio
Mostra nos Bairros - 17H
Bairro: São Miguel
Cidade das Donzelas
Troupp Pas D’argent - Rio de Janeiro - RJ
Franzilino Sertanejo Peregrino Conta a historia de Carolino Que sem lenço, documento ou certidão, Chega na Cidade das Donzelas no meio do sertão E se espanta ao ouvir falar Que não existe nem homem ou mulher bonita naquele lugar E que as moças feias que habitam por lá Matam qualquer um que arrisca se aproximar Tentando desvendar esse mistério acolá A gente embarca nessa história, temendo nunca mais voltar...
RFFSA - Centro Cultural do Araripe
17h - - A Farsa do Panelada
Cia Artes Cínicas de Teatro - Tauá – CE
Um paneleiro conhecido popularmente como Panelada usa de má fé e se aproveita da ingenuidade de sua freguesa para conseguir ascender ao poder. A Farsa começa de fato quando, para ajudar Dona Marica e Dona Maroca, Santa Edwiges, a Padroeira dos Endividados, alinha-se à estirpe de personagens como Ferrabrás e Panelada. É uma história que mostra a convivência atual entre as figuras do corrupto, fraudador de impostos e ludibriador e, de outro lado, do inocente, esperançoso e alienado. A Farsa do Panelada mostra uma vitória dos oprimidos na derrubada do Paneleiro revestido de mau-caratismo.
18h - Treminhão
Recife - PE
Treminhão: grupo instrumental que trabalha as influências de outras culturas como a música eletrônica e jazz etc, de forma singular junto com os ritmos regionais de Pernambuco.
Teatro Municipal 20:00hs
Levantado do Chão
Usina de Artes - Rio Branco - AC
O roteiro de "Levantado do Chão" é uma adaptação feita pelo dramaturgo Juarez Dias do romance de mesmo nome escrito pelo renomado escritor português José Saramago. Na história, mergulhamos na luta, amor, dor e sofrimento de 4 gerações de uma mesma família: Domingos Mau-Tempo, o seu filho João e os netos António e Gracinda, casada com Manoel Espada e mãe de Adelaide. Eles representam o povo do Alentejo. Um povo do campo, pobre, trabalhadores da terra, que lutam contra as forças opressoras (os latifundiários, as forças da ordem e a Igreja). Vários ambientes serão representados no espetáculo.
Sesc Crato - 22:00hs
A Noite dos Palhaços Mudos
La Mínima - São Paulo - SP
Os palhaços Mudos são seres que habitam a cidade e dedicam-se a praticar palhaçadas. Existe uma seita, no entanto, que os considera uma ameaça alarmante e os persegue, na tentativa de extingui-los. Numa noite de caça a dois palhaços, conseguem capturar apenas um na tentativa de matá-lo, conseguem apenas arrancar seu nariz. O pobre mutilado escapa, e não conseguindo suportar a vergonha ele se desespera. Surge então o segundo Palhaço Mudo, que entende o que aconteceu e arrasta-o para um ousado resgate nasal. Perseguições em meio às sombras misturam-se a truques de magia, números musicais e outros absurdos cômicos, para apresentar os conflitos entre intolerâncias contemporâneas e a lógica do palhaço, se é que ela existe.
Galpão das Artes - 23:00hs
A Margem
Cia do Gesto - Rio de Janeiro - RJ
A história de dois moradores de rua, que dividem o cotidiano em uma relação criativa com o mundo, vivendo situações que vão do grotesco ao lírico é o mote do espetáculo A MARGEM. Criado para comemorar os 20 anos de pesquisa do teatro gestual da Companhia do Gesto, a montagem, sem nenhuma fala, é a síntese da trajetória de criações do grupo e reúne técnicas de máscaras, teatro de sombras, teatro de animação e cinema.
Crato Tênis Clube– Banquete Dionisíaco
22h Mangiare
Grupo Pedras - Rio de Janeiro - RJ
O espetáculo apresenta o tema da comida como num menu. O público é convidado a se sentar em três grandes mesas com capacidade total de 70 pessoas. De entrada uma salada oriental é preparada e servida ao público por uma mãe e duas filhas com seus conflitos e intimidades. O prato principal é feito por divertidas máscaras balinesas que sonham com a fortuna ao preparar um nhoque de inhame. Histórias e segredos culinários são confidenciados ao público por personagens que se sentam à mesa e o tema da compulsão é abordado com música, tragédia e humor. No final as sobremesa são oferecidas numa brincadeira de tentação e desejo. A música ao vivo que alimenta todo o espetáculo finaliza essa farra gastronômica. Bom apetite!
23h Tem Juízo Mas Não Usa
Lula Queiroga - Recife – PE
O pernambucano Lula Queiroga é nome de destaque no cenário da música brasileira. É parceiro de Lenine em várias músicas, com quem dividiu o Prêmio Sharp de melhor música (A Ponte) em 1998. o album Tem Juizo mais não Usa mescla samba, maracatu, pop e rock.
Mamelo Sund System
São Paulo – SP
Entidade sônica urbana movida a batidas, rimas & a vida, capitaneada pelos microfones de Lurdez Da Luz e Rodrigo Brandão, o Sound System original da Babilônia ganhou as ruas no fatídico ano 2000, com a missão de pavimentar novas avenidas no imaginário do hip hop brasileiro.
Farra no Cariri
Convidados - Várias
Por Valdenio (para o Blog do Crato)
Grupo de flautas da Escola Rotary se apresentará hoje no Rotary Club do Crato
COMPOSITORES DO BRASIL

Por Carlos Rafael e Zé Nilton
Luiz Carlos Salatiel é um dos mais importantes, atuantes e influentes artistas do cenário cultural cearense. Nado e criado no Cariri cearense, é desse solo, onde estão fincadas suas raízes familiares e culturais, que ele cria, recria, inova, revigora e vanguardiza sua arte extraída das entranhas multiculturais do povo cariri.
Cantor, compositor, ator de teatro e cinema, poeta, comunicador, militante e produtor cultural desde os anos de 1970, fazendo ainda incursões esporádicas no campo das artes plásticas e gráficas.
Iniciou sua carreira artística já no final dos anos de 1960 como “crooner” da banda de baile The Hunters, de Juazeiro do Norte.
Viveu intensamente os anos sessenta e setenta, antenado nas revoluções musicais (ouvia Beatles, Rollingstone, Jimmy Hendrix, Jane Joplin, Luiz Gonzaga e iniciou o gosto pela música cubana e caribenha... acompanhou daqui os ecos do Festival de Woodstock), feminina ( fazia eco aos revolucionários apelos de Bette Friedman em favor da libertação da mulher), estudantil ( maio de 1968 na Europa e seus desdobramentos no Brasil e no mundo) e, principalmente, foi um fiel admirador da contracultura hippie.
Achamos mesmo que Luiz Salatiel encarnou todas as determinações que criaram um novo mundo e suas múltiplas tendências, pela permanência dos fartos cabelos e barba, sem falar no modo de se vestir, sempre solto e descompromissado, que muito o destaca na seara humana e cultural desses Cariris.
Ao longo da década de 1970, Luiz Carlos Salatiel desponta, enfim, para toda região, como vencedor de vários festivais da canção, que aconteceram em Crato. Simultaneamente, participou do Grupo de Artes “Por Exemplo”, ao lado de Rosemberg Cariry, Cleivan Paiva, Jackson Bantim, Jefferson Júnior e outros, movimento cultural que sacudiu a cena local com a publicação de antologias de poesia e conto. O ponto alto de sua inquietação cultural foi a promoção do histórico Salão de Outubro. Esse acontecimento chamou a atenção do mundo cearense e selou o Crato como “capital da cultura”.
Ainda na década de 1970, participou como cinegrafista e produtor de vários projetos cinematográficos realizados na região, a exemplo de um documentário sobre Patativa do Assaré. Como ator, em 1992, fez papel de destaque no Filme “Corisco e Dadá”, do premiado cineasta caririense Rosenberg Cariry.
Obrigado a migrar para outros centros urbanos, como Recife, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro,- Salatiel, não obstante, sempre se manteve conectado com o que acontecia no Cariri. No final dos anos de 1970 e início dos anos de 1980, foi um dos fundadores e principais colaboradores do jornal Nação Cariri, que além de editar o referido periódico, editou discos, filmes e livros, e promoveu diversos eventos artísticos de integração dos artistas do Cariri com artistas de outras regiões.
Retornando ao Cariri, em meados dos anos de 1980, Salatiel integrou-se de corpo e alma ao movimento cultural que se desenvolveu em torno do Jornal Folha de Piqui. Apresentou o hoje lendário programa radiofônico Terra Brasilis e fundou a OCA - Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – responsável dentre outras realizações, pela gravação e edição de Avallon, primeiro disco do cantor e compositor cratense Abidoral Jamacaru.
Nos últimos vinte anos, Salatiel mantém-se incansável na sua militância cultural, mas com o diferencial de ter retornado aos palcos, atuando em eventos musicais e teatrais, a exemplo dos shows “Soy Loco por ti América Latina” e “Contemporâneo.” Eeste último tendo como base o repertório do disco homônimo que lançou em meados desta década.
Este homem de muitas faces e produto de muitas fazes é um exemplo de generosidade e de desprendimento. Debaixo dos caracóis de seus cabelos há uma cabeça voltada para viver a vida, mas, com responsabilidade. Foi, por muitos anos, um exemplo de servidor público, exercendo destacadas funções no Banco do Brasil.
Vamos estar, hoje, a partir das 14 horas, na Rádio Educadora, conversando e tocando as músicas desse excelente compositor brasileiro, no Programa COMPOSITORES DO BRASIL.
Limite (Pachelly Jamacaru e Luiz Carlos Salatiel), com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Contemporâneo”, de Luiz Carlos Salatiel)
Dona Rute, Meu Amor (Luiz Carlos Salatiel e Geraldo urano), com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Contemporâneo”, de Luiz Carlos Salatiel)
Luar de Oslo (Luiz Carlos Salatiel e Geraldo Urano), com Luiz Carlos Salatiel e João do Crato (Disco “Contemporâneo”, de Luiz Carlos Salatiel)
Leia na minha camisa (Luiz Carlos Salatiel e Geraldo Urano), com Pachelly Jamacaru (Disco “Com as palavras, as músicas”, de Pachelly Jamacaru)
Besame Mucho (Consuelo Velásques). com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Fui”, de Manel D’Jardim)
Porque não cantar? (Pachelly Jamacaru), com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Balaios da vida”, de Pachelly Jamacaru)
Visões do Paraíso (Zé Nílton), com Abidoral Jamacaru, Zé Nilton e Luiz Carlos Salatiel (Disco "De onde olho”, de Zé Nilton )
Sagração de Mateus (José Flávio Vieira e Luiz Carlos Salatiel), com Abidoral Jamacaru (Disco “Bárbara”, de Abidoral Jamacaru)
Girassóis (Calazans Callou e Geraldo Urano), com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Perfeita mistura”, de Calazans Callou)
Limite -(Pachelly Jamacaru e Luiz Carlos Salatiel), com Banda Tchopo – RJ (Disco “Crias minhas”, inédito, de Pachelly Jamacaru)
Nossa Canção (Luiz Ayrão), com Luiz Carlos Salatiel (Disco “Timbres”, de Manel D’jardim)
Quem ouvir, verá!
Informação.
Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, Produção e Apresentação de Zé Nilton
Sempre às quintas-feiras, a partir das 14 horas
Rádio Educadora do Cariri – 1020 klz
Apoio Cultural: CCBN
Pensamento para o Dia 19/11/2009

“O que precisamos salvaguardar e proteger atualmente são a Verdade e a Retidão, não a nação. Quando a Verdade e a Retidão forem protegidas, elas protegerão a nação. Portanto, a Retidão deveria ser nutrida em cada lar. Um lar não é um lugar trivial: ele é a morada da Retidão (Dharma), que protege e salvaguarda o país. O lar é o farol que ilumina e sustenta o mundo. As mulheres deveriam compreender que, independentemente de sua educação ou de sua posição, sua obrigação principal é proteger o lar. Onde as mulheres são honradas, há prosperidade e felicidade. As mulheres nunca deveriam ser menosprezadas ou tratadas com desrespeito. Um lar onde uma mulher derrama lágrimas estará privado de toda prosperidade.”
Sathya Sai Baba


