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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

É hoje!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Evolução Futura do Homem


O grande engano da civilização ocidental moderna foi ter se confundida ao misturar o “joio moral” com o “trigo ético”. E esse engano foi propiciado pela lógica racional de que a evolução técnica (“nas palavras de Max Planck: o real é o mensurável”) por si só levaria o homem a uma solução de seus problemas paralelamente a uma transcendência ética, ou seja, colocou virtual e inconscientemente a evolução ética como subproduto do progresso técnico. Tal engano – produzido pela excessiva racionalização! - está sendo fatal, pois sem a transcendência ética o mundo estará inexoravelmente se aproximando de uma grande crise ética-ecológica irreversível onde o homem utilizará toda a transcendência técnica contra si mesmo porque ainda não percebeu (porque não tem sensibilidade para ver essa problemática existencial em si mesmo!) que existem dois contextos ou caminhos evolutivos (transcendentes) independentes. Isso implica dizer que a evolução técnica não aperfeiçoa o caráter humano. Este tem uma dimensão de trabalho e caminho de transformação próprio (existencial-pessoal). A aproximação com o saber e práxis espiritual oriental é vital.

E segundo o filósofo e místico oriental SRI AUROBINDO :

“A espiritualidade é em sua essência um despertar para a realização interior de nosso ser, para um espírito, um si, uma alma, que é diferente de nossa mente, vida e corpo, uma aspiração interior a conhecer, sentir, ser isso, a entrar em contato com a Realidade maior que está além, que penetra o universo e habita também nosso próprio ser, a estar em comunhão com Ela, em união com Ela, e é uma guinada, uma conversão, uma transformação do nosso ser inteiro, como resultado da aspiração, do contato, da união, um crescimento ou um despertar para um novo vir-a-ser, ou um novo ser, um novo si, uma nova natureza.

Há quatro linhas principais que a Natureza seguiu em sua tentativa de começar a abrir o ser interior - religião, ocultismo, pensamento espiritual e uma realização e experiência espiritual interior; as três primeiras são aproximações, a última é a avenida decisiva de entrada. Todos estes quatros poderes trabalham em ação simultânea, mais ou menos relacionados, às vezes em uma independência isolada. A religião admitiu um elemento oculto em seu ritual, cerimônia e sacramento; ela se debruçou sobre o pensamento espiritual de apoio - o primeiro é ordinariamente o método ocidental, o último o oriental; mas a experiência espiritual é o objetivo e a consecução final da religião, seu céu e ápice.

Cada um desses meios ou aproximação corresponde a algo em nosso ser total, e portanto a algo necessário ao objetivo total de sua evolução. Há quatro necessidades da auto-expansão do homem, para ele não permanecer este ser da ignorância de superfície, procurando obscuramente a verdade das coisas, coletando e sistematizando fragmentos e secções de conhecimento, a pequena criatura limitada e semicompetente da Força cósmica, que ele é agora em sua natureza fenomênica. Ele deve conhecer-se, descobrir e utilizar todas as suas potencialidades: mas para conhecer a si próprio e ao mundo completamente, ele tem que ir atrás de si mesmo e de seu exterior, tem que mergulhar fundo, abaixo de sua própria superfície mental e da superfície física da Natureza” (p.64-65).

AUROBINDO, SRI - A Evolução Futura do Homem, s.e., São Paulo, Cultrix, 1976.

Pensamento para o Dia 14/12/2009


“Enquanto o homem vive uma vida dedicada aos prazeres e vitórias do mundo objetivo, ele não pode escapar da tristeza, do medo e da ansiedade. Não há objeto sem defeito ou imperfeição, não há prazer que não esteja misturado com a dor, não há nenhuma ação que não esteja contaminada com egoísmo. Portanto, seja puro e desenvolva o desapego, o que lhe vai poupar da aflição. As tristezas da vida não podem terminar através do ódio e da injustiça, os quais somente geram mais de sua espécie. A tristeza irá produzir somente pensamentos mais nobres e elevados com experiências que germinam a partir do coração puro, onde o Senhor reside.”
Sathya Sai Baba

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ: GENOCÍDIO ESQUECIDO PELO PODER PÚBLICO!


Por Otoniel Ajala Dourado

No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.

A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como feras enlouquecidas, como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.

Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937.

Vale lembrar que a Universidade Regional do Cariri – URCA, poderia utilizar sua tecnologia avançada e pessoal qualificado, para, através da Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa – PRPGP, do Grupo de Pesquisa Chapada do Araripe – GPCA e do Laboratório de Pesquisa Paleontológica – LPPU encontrar a cova coletiva, uma vez que pelas informações populares, ela estaria situada em algum lugar da MATA DOS CAVALOS, em cima da Serra do Araripe.

Frisa-se também que a Universidade Federal do Ceará – UFC, no início de 2009 enviou pessoal para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.

Então qual seria a razão para que as autoridades não procurem a COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO? Seria descaso ou discriminação por serem “meros nordestinos católicos”?

Diante disto aproveitamos a oportunidade para pedir o apoio de todos os cidadãos de bem nessa luta, no sentido de divulgar o CRIME PERMANENTE praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.

Para que as vítimas ou descendentes do massacre sejam beneficiadas pela ação, elas devem entrar em contato com a SOS DIREITOS HUMANOS para fornecerem por escrito e em vídeo seus depoimentos sobre o período em que participaram da comunidade do Caldeirão, sobre como escaparam da ação militar, e outros dados e informações relevantes sobre o evento.

Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197 – (85) 8719.8794
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br

A PROFECIA ECOLÓGICA-ESPIRITUAL DE IEDA


No início da década de 80 decidi sair da casa de meu pai para ir morar sozinho. Um ano após minha saída, por questões econômicas, mudei de endereço no mesmo bairro do Flamengo. O Flamengo é um bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro. Os aluguéis lá eram e ainda são caros. Então, encontrei uma saída econômica que era morar num quarto alugado próximo à praia. E a moradora, uma gaucha de uns 40 anos de idade, me sub-alocou um pequeno quarto confortável para mim e meu irmão mais velho. Ieda era (ou é ainda (?)) uma mulher de convicções firmes e muito simpática. Sempre sorridente, Ieda cativava a todos com sua coragem , força de vontade e fé no processo de superação de uma doença raríssima no mundo. Era muito comum vê-la dopada para suportar as dores dos pequenos nódulos que surgiam por todo o seu corpo.
Num belo dia ela me contou como ficou sabendo, com bastante antecedência, o caminho de sofrimento que teria que passar nessa vida terrena. Contou-me ela que seu avô havia planejado ir à praia (no Rio Grande do Sul onde ela morava quando pequena) com ela e um garotinho. E assim aconteceu. Saíram cedo com o objetivo de voltar um pouco mais tarde. Em dada hora, o avô percebendo que precisava fazer o lanche que levara forrou a areia com um pano e retirou da sacola uma melancia para repartir entre eles. Buscou na sacola uma faca e foi aí que percebeu que havia esquecido a mesma em casa. Por um instante ficou confuso com o fato de ter esquecido a faca. Tentou encontrar uma maneira de executar a ação. Então, de repente surgiu do nada uma figura humana de um velhinho vestido todo de branco. Seus cabelos eram brancos e possuía uma grande barba branca também. O velhinho se aproximou disposto a ajudá-los. Ele fez um sinal da cruz sobre a melancia, e a melancia se repartiu milagrosamente em quatro pedaços. Após esse feito ele se apresentou como sendo Jesus Cristo. E em seguida orientou o avô dela para que não continuasse mais batendo na esposa. E quanto a ela, disse: “Você terá uma doença muito rara no mundo. Mas, não se preocupe porque é para seu próprio bem devido aos karmas adquiridos em outras vidas”. Após essa fala ele profetizou o que iria acontecer com o ser humano devido a sua ação destruidora da natureza. Ele afirmou: “Tudo o que o homem toma ou interfere na natureza provocará uma ação contrária fazendo com que surjam tempestades e todo tipo de catástrofes que envolvem a natureza. A natureza vai querer tudo de volta!”. E segundo minha amiga Ieda ele mencionou algumas cidades onde ocorreriam essas catástrofes (p.ex.: Santa Catarina, Rio de Janeiro etc).

E a partir dessa história contada por Ieda fiquei atento aos desastres naturais. E toda vez que acontece um desastre “natural” lembro-me de Ieda e do velhinho espiritual. Quando é que finalmente admitiremos que tudo está interligado: o social, o natural e o espiritual? Hoje, se discute quanto tempo temos (se é que temos) ainda para consertar os erros do passado e do presente. O mundo vive apreensivo sobre o destino da humanidade caso ações concretas não sejam realizadas a tempo para mudar o rumo da intervenção desastrosa da vida humana na Terra. Tudo será afetado: água, solo, subsolo, ar, florestas, cidades etc.: “O Sertão virará mar, e o mar virará Sertão” diz a música sertaneja. A conta desses desastres será paga por todos, principalmente os mais pobres e carentes de recursos. No COP-15, em Copenhague, se discute um acordo de como repartir as responsabilidades, ônus e bônus. Mas, não há consenso de quanto cada um deverá investir e doar de si para salvar o planeta.

Enquanto isso, continuamos poluindo, desmatando e destruindo o que resta ainda de original e sagrado ao nosso redor.

Bernardo Melgaço da Silva

Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária


Dia 14/12, segunda-feira

- 14h PROGRAMA DE RÁDIO: MPB, com Roberto Marques

Programa de Rádio semanal que traz uma refinada seleção de música popular brasileira. O programa faz parte de uma parceria entre o Banco do Nordeste e a Rádio Educadora do Cariri, que inclui um programação diária diversificada de segunda a sexta-feira de 14 às 15 horas.

Rádio Educadora do Cariri AM 1020. 60min.

- 19h IMAGEM EM MOVIMENTO

O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto

O filme resgata a história do movimento religioso liderado pelo beato José Lourenço, destruído em 1936 por tropas de soldados e bombardeio aéreo, deixando o saldo de mais de mil camponeses mortos. Consciente de que a memória dos vencidos é feita de fragmentos, o realizador junta as poucas imagens existentes do acontecimento a depoimentos de sobreviventes e manifestações da cultura popular da região, para acentuar a dimensão política, além de religiosa, dessa experiência de socialismo católico primitivo. Direção: Rosemberg Cariry, CE, 1985. Cor. Documentário. 12 anos. 73min.

Local: Rua André Cartaxo, 443, Centro. Fone: 88 3523 4444

Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Premonição? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Naquela noite, inicio de dezembro de 1965, eu fui dormir pensando na viagem que faria ao Crato no dia seguinte. Um pouco de ansiedade me envolvia por completo. Primeiro pelas férias há tantos dias aguardadas. Depois pela viagem aérea que sempre me deixava um pouco tenso. Embalado por essa ânsia, adormeci e tive um sonho tão nítido quanto preocupante. Estávamos na nossa casa do São José e na sala de visitas havia um caixão de defunto. Um velório era acompanhado por muita gente do lugar. Cheio de curiosidade, olhei para ver quem era o morto. O velho Mamundo estava dentro do caixão completamente inerte. Uma tristeza invadiu minha alma, pois Mamundo era um personagem da minha infância. Ele era nosso vizinho de sítio, no São José e há muitos anos morava na nossa casa. Foi casado com uma prima de meus pais. Quando ele ficou viúvo, entrou num desespero de fazer pena, totalmente sem planos para enfrentar tamanha solidão. Meus pais convidaram Mamundo para passar alguns dias na nossa casa. E ele por lá ficou mais de trinta anos. Agora, num sonho estranho, ele jazia inerte naquele caixão. De repente uma das minhas irmãs disse: “Finalmente essa praga morreu!” Fiquei tão chocado com essa frase e mais ainda quando vi Mamundo levantar-se bruscamente do caixão e apontando o dedo para minha irmã disse: “Você está pensando que eu morri? Pois eu não morri, não! Quem vai morrer é seu pai!”

Acordei sobressaltado, olhei o relógio, três horas da madrugada. Não consegui mais dormir no restante daquela noite. Aquele sonho me deixou completamente preocupado, pois temia muito que meus pais morressem antes que eu concluísse meus estudos. A cada passagem do trem suburbano do outro lado da Ribeira, sentia-me no São José, com o tão familiar apito e o barulho dos rolantes dos trens. E um medo muito grande me encheu por completo. Aquele sonho mexeu comigo.

Durante o vôo não conseguia me livrar da preocupação que o sonho me trouxera. Bobagens, sonhos são apenas sonhos, talvez apenas projeções inconscientes dos nossos medos. Tentava desse modo me livrar daquele mau estar.
Quando o velho DC-3 pousou no Aeroporto de Fátima, de longe se avistava a pequena estação de passageiros. Tomei um susto porque não vi meu pai, que sempre costumava me esperar nessas viagens. Em seu lugar estavam dois irmãos. Mal desci do avião, perguntei a eles: “Por que papai não veio?” “Papai está doente. Apareceu um derrame abaixo das duas axilas.” Responderam. Novamente o sonho da noite anterior voltou a me incomodar.

Uma semana depois da minha chegada, um primo médico foi com meu pai ao Recife, onde na véspera do Natal daquele ano ele foi submetido a uma cirurgia para retirada dos gânglios sob suas axilas, tendo a biopsia constada que se tratava de melanoma, um dos tipos de câncer mais mortal. A previsão dos médicos era a de que ele teria no máximo três meses de sobrevida.

Meu pai viveu ainda seis meses. Durante esse tempo, ele tinha consciência do seu estado e enfrentou aqueles dias com muita serenidade e confiança, que somente a certeza dos que crêem na imortalidade da nossa alma podem ter. Nos seus últimos dias, nossa casa ficou repleta de familiares e de uma multidão de amigos, que a gente não imaginava que meu pai fosse tão querido.

Percebendo que suas forças estavam acabando, ele chamou os filhos para uma última conversa. Por ser o filho caçula, fui o último a ouvir suas palavras, quase num sussurro. Foi muita emoção! De imediato, eu não compreendi porque ele me agradeceu as alegrias que eu lhe havia proporcionado. Depois entendi que ele estava dizendo o que esperava de mim no futuro. E durante toda a minha vida, eu procurei norteá-la pelo exemplo de vida que meu pai deixou. Um homem honesto, correto, amigo de todos sem distinção e de uma postura moral irretocável. Agora, depois de quarenta e três anos daquela despedida, espero haver correspondido àquele agradecimento que, para mim foi um direcionamento para o futuro.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

UM GRANDIOSO ESPETÁCULO!!!

Não perca!


Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária


Dia 13 de dezembro, domingo

Atividades Infantis - CRIANÇA E ARTE

11h Teatro Infantil: Animartistas. com a Cia. de Teatro Anjos da Alegria (Crato - CE)

Narra a história de quatro animais muito diferentes entre si, mas que buscam um só ideal para suas vidas: escapar da opressão de seus donos. O jumento, a galinha, o gato e o cão representam, poeticamente, cada qual com sua personalidade, o sonho comum a todo ser humano: derrotar toda a forma de tirania. Livre. 50min.

13h Bibliotequinha Virtual. Instrutor: Gilvan de Sousa

O objetivo é despertar o interesse das crianças pela internet, mediante a realização de atividades educativas e jogos. 240min

15h Passeio Cultural: Visita ao Horto. Facilitador: Jean Nogueira (Juazeiro do Norte - CE)

O Programa Passeio Cultural é uma iniciativa de mostrar às crianças, lugares do Cariri através da ótica cultural. Nessa edição, vamos conhecer a história do Museu Vivo do Padre Cícero e apreciar a vista da cidade de Juazeiro do Norte, da serra do Horto. O percurso será feito de ônibus. 90min.

16h30 Palquinho Livre

Dance, pule, cante, desfile, recite, encene, o show é seu!!! Você é convidado a brilhar nesse palco. Organize sua apresentação individual ou coletiva e venha apresentar-se no palco do Centro Cultural. Faixa etária: de 06 a 14 anos. 90min.

Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)

A cara de hoje - Por Emerson Monteiro

A gente vive de influenciar e ser influenciado, por tudo que a vida mostra a todo instante. Seja em relação às pessoas, aos acontecimentos em si e à Natureza, qualquer ação implica numa reação, condicionando resultados inevitáveis. Um dos motivos principais desse processo de interação cabe à cota do prazer, porquanto há em volta uma razão justa de atitude para quebrar inércias e sair para ações. Uma troca de valores, digamos assim. Desloca-se a individualidade em busca de resultados agradáveis, atuais ou iminentes.
O sentido da observação, fruto da experiência, localiza inúmeras ocasiões em que pessoas agem sempre no usufruto posterior dos benefícios. Raros, raríssimos, rompem o círculo do interesse pessoal em favor de ocasionar oportunidades aos outros, livres e desapegados.
Nestes tempos capitalistas mundiais, com excelência, ninguém joga tempo fora. Máquinas funcionam durante as 24 horas do dia sempre gerando lucros estonteantes. Mesmos líderes autênticos apreciam ampliar seus espaços de influência, aguardando a lei do retorno em prol de futuras gestões agregadas aos valores antes planejados, essa coisa de reeleição.
A democracia representativa do presente, sim, essa sempre vem preenchida dos absurdos da vez, quando gastos das campanhas eleitorais exigem somas fabulosas de custos, sob a perspectiva de dominar os postos de comando e reverter as possibilidades sociais. Ainda que signifique o extermínio da ética filosófica, nomes expressivos dos grupos sociais arriscam suas belas histórias originais em nome do poder sem limite.
Espécie de fim de rama, os bilhões de seres humanos avançam no bolo inicial da Terra mãe, em processo de autodestruição jamais visto nas proporções do que agora se apresenta. Poucos querem abrir mão da capacidade produtiva acelerada que carcome as chances vitais das novas gerações; derrubar a mangueira para comer uma safra, quer isto representar.
Juntos na Dinamarca em conclave mundial, os representantes defendem seus territórios de emissão de gases numa enxurrada mistificadora do progresso industrial de causar dó, de negrume nunca imaginado pela pior ficção.
Tempos do “era uma vez” se tornou a existência dos humanóides decadentes, senhores da guerra, mártires da futilidade sem causa, em um período histórico ausente de mínima sensatez.
Enquanto a farra persiste de fustigar o destino das leis universais, clamor de respostas graves leva ao desencanto coletivo imediato, quando os diretores da cena reteem os cordões das decisões qual lhes pertencesse a vida de todos habitantes do planeta, no direito de reger seus bens, herança de todos nós.
Contudo o sistema invadiu as privacidades mais remotas e letargia imensa constrange os protagonistas do drama aos piores abusos, preço alto da omissão imprudente. Então, as luzes acesas do palco revelam a verdade no largo sorriso da inevitável Esperança do futuro.

Pensamento para o Dia 13/12/2009


“Aqueles que buscam difundir para outros os valores da Verdade (Sathya), Retidão (Dharma), Paz (Shanti), Amor (Prema) e Não-violência (Ahimsa), devem primeiro procurar praticá-los de todo coração. Imaginar que os valores podem ser instalados através do ensino é um erro. Tal aprendizado não terá efeito permanente. Os educadores devem tomar conhecimento desse fato. Se a transformação deve ser realizada nos estudantes, o processo deve começar a partir de uma idade muito precoce.”
Sathya Sai Baba

sábado, 12 de dezembro de 2009

Grupos de lapinhas vivas exaltam o Natal - Postado por Océlio Teixeira


Normalmente os grupos, em sua maioria formados por crianças, são coordenados por mulheres

Por: Elizângela Santos

"Os caboclinhos da aldeia se deslocam para ver Jesus, de Belém. Nos trechos dos cânticos ensaiados das lapinhas, segue uma tradição popular nas ruas de cidades do Cariri. Normalmente os grupos, em sua maioria formados por crianças, são coordenados por mulheres. Zulene Galdino, mestre da Cultura do Ceará, é uma delas. Uma amante das artes populares, reúne os meninos desde setembro, para ensinar as antigas tradições.

São quase 40 anos na rima: "Vamos, vamos com fervor, adorar Nosso Senhor. Vamos, vamos com alegria, adorar a Virgem Maria". Os cânticos da tradição popular nas apresentações abrem alas para a festa da chegada do Menino Deus. Os personagens da lapinha saúdam com festa. São diversos e devidamente caracterizados. Desde a Península Ibérica ao Cariri, muita coisa mudou...

Este ano, Zulene ainda não recebeu nenhum convite para se apresentar com as crianças. Mas isso não é motivo de preocupação. "Quando comecei, ninguém sabia, e fazia isso com muita alegria". A terreirada que aconteceu em novembro, na porta de sua casa, para a apresentação da lapinha na Mostra Sesc, foi a oportunidade. Acredita que as pessoas estão cada vez mais distantes dessas tradições, que traduzem como elemento de grande valor de formação educativa para as crianças.

Zulene lembra da importância de dar oportunidade às crianças e aos jovens. Ela vê uma alternativa para retirá-los de caminhos que levam ao vício. "Ninguém aqui usa droga. Ficam aprendendo as cantigas, dançando. São coisas leves, que falam de Jesus, Maria, José. Os maiores dão até aulas para os outros aqui em casa, à noite". Isso acontece após os ensaios.

É reunindo todo mundo que se forma a alegria dessa mestre, que tem dedicado a sua vida a repassar valores que aprendeu na infância e adolescência. Ela segue as recomendações dadas pelo pai de ensinar as outras gerações. Em 1975, ele fez o pedido para a filha não abandonar as tradições religiosas na comunidade.

As lapinhas se apresentam no Cariri até 6 de janeiro, Dia de Reis, também dia da queima. Em cidades como Crato e Juazeiro do Norte, as lapinhas vivas, com os personagens principais: Menino Jesus, Maria, José e os três reis magos. Têm também os personagens incorporados à cultura popular, como os anjos, as pastorinhas, os índios, caboclinhos, ciganas e animais - misto da criativa nordestinidade com as heranças ibéricas.

Na terra do Padre Cícero ainda estão presentes, pelo menos quatro lapinhas vivas, das cerca de dez existentes no município,principalmente no Bairro João Cabral, área onde estão concentrados vários grupos de tradição popular da cidade. No Crato, no Bairro Novo Horizonte e no Muriti, os reisados vão às ruas e reservam o grande dia, 6 de janeiro, para se reunir com todos num grande espetáculo nas praças principais da cidade.

Há 40 anos, Josefa Pereira (Zefinha), reúne crianças para formar a sua lapinha viva. São 35 pequeninos artistas. Os cânticos foram memorizados por ela ainda na infância. Já fazia parte dos grupos de lapinha em Juazeiro. Continuou animada e decidiu montar a sua própria lapinha. A cada ano junta os meninos e começa os ensaios, também no mês de setembro. Há 12 anos morando no João Cabral, bairro da periferia, ela afirma que sente tratamento diferente da sociedade por não ter uma lapinha tão sofisticada, mas é consciente de que faz um trabalho social com as crianças. "Algumas delas chegam para o ensaio no início da noite em casa e tem feito apenas uma refeição ou simplesmente tem tomado o café da manhã. Eles lancham e começamos os ensaios", diz. "

Fonte: Diário do Nordeste
Foto: Elizângela Santos

Renovação do Sagrado Coração de Jesus - Postado por Océlio Teixeira


Católicos fazem renovação na Festa do Sagrado Coração de Jesus

Por: Antônio Vicelmo

A festa da renovação é uma continuidade da consagração das famílias ao Sagrado Coração de Jesus

"Com a chegada do mês de dezembro, começa a temporada de renovações na zona rural do Cariri, uma das festas religiosas mais populares do sertão. A renovação do Sagrado Coração de Jesus ou festa da renovação, como é mais conhecida, segundo o vigário geral da Diocese da cidade do Crato, monsenhor Dermival de Anchieta Gondim, "é um ato religioso que simboliza o compromisso verdadeiro da família em viver o Evangelho e seguir a Deus pela obediência às suas leis na fé, esperança e caridade".

Na verdade, segundo ele, a renovação é uma continuidade da consagração das famílias ao Sagrado Coração de Jesus, um evento religioso que consiste em entronizar a imagem do Sagrado Coração de Jesus para que o lar e as pessoas que ali habitam sejam agraciadas pela proteção e bênçãos divinas.

O vigário geral explica que "a entronização é o nome que se dá, quando o ato é realizado pela primeira vez geralmente por um sacerdote, para que as imagens sejam abençoadas, e colocadas em lugar honroso da casa". No dia da renovação, a imagem é instalada na sala principal e preparado um pequeno altar abaixo, onde são colocadas as imagens. Ali, a família e os vizinhos renovam o seu compromisso de fé. "É como se fosse a confirmação do batismo", compara o sacerdote.

Dermival lembra a mensagem do papa Leão XIII que recomendou: "No Sagrado Coração está o símbolo e a imagem expressa do amor infinito de Jesus Cristo, que nos leva a retribuir-Lhe esse Amor".

O tradicional evento sertanejo é, sobretudo, a festa da família. A renovação é, geralmente, celebrada na data de nascimento do primeiro filho ou no aniversário de casamento. Depois do ato religioso, são servidos refrigerantes, aluá e bolos à família e aos vizinhos, em meio ao foguetório. Em alguns casos, é contratada uma banda cabaçal.

Uma das mais conhecidas "tiradeiras" de renovações do Cariri é Inês Gonçalves de Barros, residente no Sítio Coité, município de Missão Velha. Ela está com a agenda cheia para este mês. "Tem dia que eu ´tiro´ duas renovações". Para Inês, esta prática religiosa é um "sacrifício santo, uma missão que eu sinto prazer em cumprir".

Muitas vezes, ela anda quilômetros na garupa de uma moto, a fim de atender famílias em locais distantes. "Nunca cobrei um tostão por esta prática religiosa", garante, acrescentando que "este ofício faz parte da tradição de minha família". Ela lamenta as mudanças que estão ocorrendo nas renovações tradicionais com a introdução de músicas modernas.

Ela diz que prefere os benditos antigos que lhe foram ensinados por uma tia, que deixou um caderno com todo o ritual da renovação, inclusive as letras das músicas entoadas.

A principal oração da cerimônia religiosa é o Ato de Consagração, quando a "rezadeira" diz: "Sagrado Coração de Jesus que manifestastes à Santa Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar vossa realeza absoluta sobre a nossa família. Queremos, de agora em diante, viver a vossa vida, queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz. Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes. Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção frequente de vossa divina Eucaristia. Dignai-Vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas. Se, alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de Vos ofender, lembrai-Vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido. E quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa glória e os vossos benefícios".

Fique por dentro
Promessas de Jesus

A história das renovações surge a partir das promessas feitas por Jesus Cristo à Santa Margarida Maria Alacoque, uma religiosa nascida no dia 22 de agosto de 1647 em Verosvres, na França. Jesus faz 12 promessas em favor de seus devotos à Santa Margarida, das quais uma delas expressaria, claramente, o seu desejo em originar uma festa que se renovaria ao longo do tempo até chegar aos dias atuais. Em sua nona promessa Jesus Cristo diz: "A minha bênção pousará sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem do meu Sagrado Coração", iniciando, dessa forma, a entronização de sua Santa imagem nas casas, formando uma corrente de fé e, também, de tradição."

MAIS INFORMAÇÕES

Cúria Diocesana do município do Crato, Cariri
Rua Teófilo Siqueira, 631 (88) 3521.1110
Cregional@diariodonordeste.com.br

Fonte: Diário do Nordeste
Foto: Antônio Vicelmo

PEREIRA BELÉM - Por Emerson Monteiro

Vez por outra, protozoários resistentes ao passado pregam lá suas peças e fazem retornar ao écran da memória fantasmas meio adormecidos pelos cantos distantes das ruas de antigamente. Postam intactos, ao dispor das rotativas da atualidade, exemplares raros, carismas, parecidos com desafios que desçam da comodidade e venham se beatificar nas formas posteriores, o que, por vezes, levam a outras telas e viram movimento de pensamentos. Em tudo isso, um desejo de perenidade, peças soltas por dentro da alma vigilante.
Bom, essa volta toda para contar de Pereira Belém, um alcoólatra sorridente que circulava as minhas ruas de menino, no Crato dos anos 60, pelo bairro onde eu morava, Pinto Madeira.
De tez morena intumescida no uso da bebida, olhos empapuçados, ainda moço, de seus trinta e poucos, camisa aberta ao peito, sapatos rotos nos pés, cabelos pretos oleosos, escorridos para trás, palavras irreverentes agradáveis para tudo e todos, deslizava rua acima, rua abaixo, de preferência num itinerário de bodegas, a fechar longos discursos de atrapalhados assuntos com o grito sonoro de “Viva Pereira Belém!”. No brado, a senha da própria preservação, o que emitia com entusiasmo de causar inveja aos vocacionados profissionais da louvação e ganância, característicos da política ocidental.
Por trás daquele jeito animado de Pereira Belém, o ar de quem zombava de si mesmo, vítima que se via dos porres homéricos que lhe compunham a tortuosa sobrevivência. À maneira de instrumentista que maestro conduzisse, movia as hastes matemáticas das cifras na execução de invisível peça, a dependência química de ator burlesco dos teatros decadentes.
Os meninos, nisso, sentiam o par dos acontecimentos na feira do cotidiano. Espontâneo chegava, montava a cena, alegrava e saía dos nossos intervalos de escola e elaboração das tarefas. Compreendíamos virem só mostrar, no picadeiro das esquinas, sua desgraça, quais espinhos da garrancheira maior da raça humana, semelhante aos espinhos que formam troncos das vistosas roseiras do bem sucedido. Algo comparável ao cinema da sociedade, à literatura dos que aperreados.
Destarte, as moendas da imaginação voltaram com essa figura do Crato de meu tempo de menino, num vigoroso “Viva Pereira Belém!” suficiente a montar palavras que lhe preservam um pouco adiante a existência, cinco décadas depois do seu desaparecimento.

Show de Luiz Carlos Salatiel no SESC/Juazeiro na próxima terça


Quem deve cuidar do Planeta? - Por Leonardo Boff

Um teólogo famoso, no seu melhor livro – Introdução ao Cristianismo – ampliou a conhecida metáfora do fim do mundo formulada pelo dinamarquês Sören Kirkegaard, já referida nesta coluna. Ele reconta assim a história: num circo ambulante, um pouco fora da vila, instalou-se grave incêndio. O diretor chamou o palhaço que estava pronto para entrar em cena que fosse até à vila para pedir socorro. Foi incontinenti. Gritava pela praça central e pelas ruas, conclamando o povo para que viesse ajudar a apagar o incêndio. Todos achavam graça pois pensavam que era um truque de propaganda para atrair o público. Quanto mais gritava, mais riam todos. O palhaço pôs-se a chorar e então todos riam mais ainda. Ocorre que o fogo se espalhou pelo campo, atingiu a vila e ela e o circo queimaram totalmente. Esse teólogo era Joseph Ratzinger. Ele hoje é Papa e não produz mais teologia mas doutrinas oficiais. Sua metáfora, no entanto, se aplica bem à atual situação da humanidade que tem os olhos voltados para o pais de Kirkegaard e sua capital Copenhague. Os 192 representantes dos povos devem decidir as formas de controlar o fogo ameaçador. Mas a consciência do risco não está à altura da ameaça do incêndio generalizado. O calor crescente se faz sentir e a grande maioria continua indiferente, como nos tempos de Noé que é o “palhaço” bíblico alertando para o dilúvio iminente. Todos se divertiam, comiam e bebiam, como se nada pudesse acontecer. E então veio a catástrofe.

Mas há uma diferença entre Noé e nós. Ele construiu uma arca que salvou a muitos. Nós não estamos dispostos a construir arca nenhuma que salve a nós e a natureza. Isso só é possível se diminuirmos consideravelmente as substâncias que alimentam o aquecimento. Se este ultrapassar dois a três graus Celsius poderá devastar toda a natureza e, eventualmente, eliminar milhões de pessoas. O consenso é difícil e as metas de emissão, insuficientes. Preferimos nos enganar cobrindo o corpo da Mãe Terra com band-aids na ilusão de que estamos tratando de suas feridas.

Há um agravante: não há uma governança global para atuar de forma global. Predominam os estados-nações com seus projetos particulares sem pensarem no todo. Absurdamente dividimos esse todo de forma arbitrária, por continentes, regiões, culturas e etnias. Sabemos hoje que estas diferenciações não possuem base nenhuma. A pesquisa científica deixou claro que todos temos uma origem comum pois que todos viemos da África.

Consequentemente, todos somos coproprietários da única Casa Comum e somos corresponsáveis pela sua saúde. A Terra pertence a todos. Nós a pedimos emprestado das gerações futuras e nos foi entregue em confiança para que cuidássemos dela.

Se olharmos o que estamos fazendo, devemos reconhecer que a estamos traindo. Amamos mais o lucro que a vida, estamos mais empenhados em salvar o sistema econômico-financeiro que a humanidade e a Terra.

Aos humanos como um todo se aplicam as palavras de Einstein: “somente há dois infinitos: o universo e a estupidez; e não estou seguro do primeiro”. Sim, vivemos numa cultura da estupidez e da insensatez. Não é estúpido e insano que 500 milhões sejam responsáveis por 50% de todas as emissões de gases de efeito estufa e que 3,4 bilhões respondam apenas por 7% e sendo as principais vitimas inocentes? É importante dizer que o aquecimento mais que uma crise configura uma irreversibilidade. A Terra já se aqueceu. Apenas nos resta diminuir seus níveis, adaptarmo-nos à nova situação e mitigar seus efeitos perversos para que não sejam catastróficos. Temos que torcer para que em Copenhague entre 7 e 18 de dezembro não prevaleça a estupidez mas o cuidado pelo nosso destino comum.

Leonardo Boff é autor de Opção-Terra. A solução para a Terra não cai do céu, Record 2009.

Pensamento para o Dia 12/12/2009


“Tristezas e desastres são as nuvens que voam no céu; elas não podem ferir as profundezas azuis do espaço da fé. Considere alegria e tristeza como professores de coragem e equilíbrio. A tristeza é um lembrete amigável, um bom mestre, até mesmo um professor melhor que a alegria. Não recue diante da dor. Receba com agrado o teste, porque depois o certificado lhe será concedido. É para medir seu progresso que os testes são impostos.”
Sathya Sai Baba

Última Terreirada Cearense de 2009!




Queridos Terreirantes!

No mês de Santa Bárbara a Terreirada Cearense volta para comemorar também o dia do Forró!

Dia 13 de dezembro a última Terreirada do ano de 2009! Depois disso só em no segundo domingo de janeiro!

Forró de Raiz com a formação completa (Ranier, Beto, Geraldo, Marcelo, Filipe, Francisco e Cláudio),
DJ Dona JÔ e muitos convidados celebram a festa com todos vocês...

Atenção para o novo endereço...
CTO – Centro de Teatro do Oprimido
Rua Mem de Sá, 31 – Lapa (Próximo aos Arcos)

A partir das 20h! (Mulher até as 21h não paga!)

(responda esse email com nome e pague com desconto,só para terreirantes masculinos)
*veja nosso vídeo no youtube : http://www.youtube.com/watch?v=_gLxi61xaws

BAIXEM AS MÚSICAS NO www.geraldojunior.palcomp3.com.br

Agradecemos e desejamos a todos uma feliz Terreirada e um fantástico 2010!

Projeto Rapadura Cultural homenageia Luiz Gonzaga


PROJETO RAPADURA CULTURAL (COORDENAÇÃO: PROF. JORGE CARVALHO)


Data: 12 de dezembro de 2009 (neste sábado)
Local: Praça São Vicente
Horário: 9 horas

Tributo aos 97 anos de Luis Gonzaga

1. Missa de Ação de graças pelos 97 anos de nascimento de Luis Gonzaga na Igreja de São Vicente.
Padre Raimundo Ribeiro.

2. Crônica Olival Honor: Praça Juarez Távora (3 de maio)

3. Ligação Crato/Exu pelo jornalista Huberto Cabral.

4. Apresentações de cordéis citando os compositores:
- Zé Marcolino
- Zé Dantas
- Humberto Teixeira
- João Silva

5. Sanfonas saúdam o sanfoneiro Luis Gonzaga
- Zé de Benona
- Fábio Carneirinho
- Maurício Jorge
- Jota Farias
- Xôta
- Aluisio
- Zim
- Josniel