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sábado, 29 de maio de 2010

Pensamento para o Dia 29/05/2010


Pensamento para o Dia 29/05/2010
“Para o fogo aumentar ou diminuir, o combustível é a única causa. Quanto mais combustível, mais brilhante será a luminosidade. O fogo tem o poder de produzir luz por sua própria natureza. Do mesmo modo, no fogo do intelecto do aspirante espiritual, o combustível que produz renúncia, tranquilidade, verdade, bondade, paciência e serviço altruísta tem que ser constantemente alimentado de modo que a luz da sabedoria seja produzida. Quanto mais "combustível" for colocado, mais eficaz e refulgente os praticantes espirituais se tornarão. Apenas as árvores que crescem em solo fértil podem render uma boa colheita. As árvores que crescem em solos salinos terão apenas um rendimento ruim. Assim também, é só nos corações que são imaculados que sentimentos santos, poder divino e dádivas brilham em esplendor.”
Sathya Sai Baba

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“Por razões políticas ou outras, algumas pessoas são presas e mantidas em detenção a fim de preservar a lei e a ordem do país. Elas são mantidas confinadas em grandes bangalôs e recebem um tratamento especial por ser próprio de seu status e são fornecidas refeições, bem como artigos de luxo compatíveis com sua classe de vida social e política. No entanto, em torno do bangalô e no jardim, sempre haverá policiais de guarda. Qualquer que seja o padrão de vida desfrutado pelo prisioneiro, ele não é um homem livre. Assim também, uma pessoa confinada na ‘prisão’ do mundo não deve se sentir eufórica sobre o conforto sensual de que pode desfrutar. Ela não deve se sentir orgulhosa por seus amigos e parentes ao redor, mas deve reconhecer e ter em mente que está na prisão.”
Sathya Sai Baba

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Coisas da vida – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Que a vida é breve, somente percebemos quando estamos rolando ladeira abaixo na montanha do tempo. Há pouco mais de dez anos, fui com minha primeira irmã, ela não gosta que eu diga “minha irmã mais velha”, pois bem, fomos eu e ela resolver um pequeno problema num órgão público, quando a funcionária que nos atendia perguntou se ela era a minha mãe. Claro que ela não gostou. E eu saí me sentindo novinho em folha.

Mas nada como um dia atrás do outro. Mês passado, essa minha querida irmã esteve aqui hospedada em nossa casa. Veio para uma consulta médica. Então eu a acompanhei até o consultório. Os modernos consultórios médicos têm agora salas com televisão digital, com o volume do som tão baixo, que nos dá uma estranha sensação de surdez. Têm também modernas cafeteiras eletrônicas, que só faltam falar, oferecendo-nos café expresso, café com leite, chocolate, leite maltado e não sei mais quantas delícias, tudo em troca de umas míseras moedinhas que complementam a receita financeira dos médicos.

Aguardávamos o atendimento, sentados lado a lado, quando resolvi inserir alguns centavos na bonita cafeteria em troca de um simples cafezinho expresso. Mal me levantei, um senhor de idade ocupou o meu lugar, sentando-se, portanto ao lado da minha irmã.

Quando terminei meu café, aquele senhor já havia saído e a minha irmã estava com um ar de felicidade estampado no rosto, expresso por um sorriso intenso. Ao sentar-me novamente no lugar que havia sido ocupado pelo cliente idoso, minha irmã, muito contente, me disse: “Aquele senhor tão simpático que sentou aqui, me perguntou se você era meu marido.” Agora quem não gostou nada fui eu, pois sou treze anos mais novo do que minha irmã. O meu consolo é que estávamos num consultório de um oftalmologista.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Viver e dialogar - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Não conheço outra forma de melhorar o debate que não seja debatendo, inclusive a qualidade do mesmo. Antes que me entendam mal, o que não conheço não quer dizer que não existe, diz apenas que não conheço.

Outra questão é sobre a necessidade do debate. Ele é central, a contradição das idéias, das visões de mundo, a contraposição dos elementos e assim por diante. Inclusive é preciso que não se extraia daí a idéia de paz, pois o debate é movimento de contradição. Que é mais virtuoso quando consegue construir uma “realidade” que represente todas as contradições.

Seja qual tenha sido a interpretação filosófica, o confronto nas contradições guarda a idéia de superação dele e a síntese ou dinâmica dialógica das contradições. Então, em que pese ser doloroso, o embate entre idéias, o que significa pessoas, ele é inerente à dinâmica social e política.
Quando o Salatiel e o Rafael promovem o encantamento do cariri, não apenas fazem uma síntese pacífica da nossa realidade. Muitos não serão lembrados, alguns lembrados não serão bem vistos, assim como a própria Rádio Educadora do Programa Cariri Encantado pode ser questionada por não ter cumprido esta ou aquela promessa.

Algo bem pacífico como o Programa do Zé Nilton, escolhendo um grande compositor brasileiro e desenvolvendo um argumento que explicita estética e história da MPB já trás em si uma abordagem do tema. É exatamente na realização do programa, quando o ouvinte o escuta, que o processo se sintetiza, com todos os contraditórios que existem.

Quando o pianista Dihelson Mendonça executa sua obra musical, o Pachelly expõe suas fotografias, a Socorro faz um poema, a Claude um texto, a Edilma a Stela e todos nós postamos estamos num ponto ao mesmo tempo pacífico e exposto. Nisso estamos fazendo o que é necessário e contribuindo para uma dinâmica maior.

Agora não existe como superar o primarismo, a infantilidade, a grosseria ou outra prática qualquer que não seja apenas pelo exercício da exposição como ponto pacífico. Apenas ela nos ensinará a clamar por normas e práticas éticas para que tudo flua com maior liberdade e clareza.
Apenas posso superar a minha própria vaidade se expô-la aos outros e estes a colocarem na margem em que a própria se excede. Apenas posso entender a fragilidade das minhas idéias se as anunciar. Não existe como superar dificuldades no mundo sem as outras pessoas. Por isso prezo tanto estes blogs daqui.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Por estradas poeirentas – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

A primeira vez que eu fui a São Paulo e Rio de Janeiro, foi um presente de quinze anos que ganhei dos meus pais e do meu tio Osório Ribeiro da Silva. Este me deu as passagens até São Paulo, através da sua empresa de ônibus Real Caririense. Restou a meus pais a parte financeira, que não era muita porque eu ia me hospedar na casa de familiares.

Ainda hoje sou agradecida àquelas pessoas que me proporcionaram essa agradável viagem. Para uma menina de quinze anos, tímida, que o lugar mais distante que conhecia antes era Fortaleza, foi uma grande aventura conhecer Rio e São Paulo.

Naquela época, até Feira de Santana a estrada não era asfaltada. Os ônibus viajavam de dia e pernoitavam nos hotéis. Foram muitas as aventuras, percorrendo muitas estradas, passando em vários estados e cidades, atravessando o Rio São Francisco numa balsa e tantas outras experiências que serviram para meu crescimento.

Não viajei sozinha, fui recomendada por meus pais à professora dona Lourdinha Esmeraldo, pessoa que gozava de grande respeito e prestígio na cidade do Crato pela bondade que possuía. Ela viajava também na compainha de dona Assunção Esmeraldo e da jovem Teresinha Esmeraldo. Três pessoas maravilhosas com quem eu convivi durante a viagem e, que me deram exemplos de bondade, amizade e solidariedade.

Na primeira noite que pernoitamos num daqueles hotéis, que chamávamos de “hotéis de beira de estrada”, quando nós quatro chegamos ao quarto, observamos que havia três camas e uma rede. Ainda bem que cada uma de nós levava dois lençóis: um para se enrolar e outro para forrar a cama, que sabíamos não ser higiênica. A rede exalava aquele mau cheiro por ter sido usada muitas vezes sem lavagem. Mas a boa educação nos manda que devemos tratar bem os mais velhos e por isso, eu me ofereci para dormir na rede. Dona Lourdinha logo disse que gostava mais de rede. Mas desconfio que ela, por ter tanta bondade no coração, quis nos poupar eu, dona Assunção e Teresinha de dormir na rede suja. Eu fiquei aliviada.

Quando chegou perto de Canudos, num local que só tinha um bar que servia café e bebida, o ônibus “deu prego”. Ficamos a manhã toda e parte da tarde nesse local, que não tinha o que comer. Dona Lourdinha, com a praticidade dela, perguntou o que tínhamos levado para a merenda. Eu tinha biscoito e uma lata de leite condensado, as outras tinham pão e mais biscoitos. Ela, como uma boa bebedora de leite, como a maioria dos Esmeraldo, gostou, porque misturando o leite condensado com café dá um gostoso café com leite.

Dona Lourdinha fez amizade com o motorista do ônibus e com os demais passageiros, medicando quando alguém adoecia, pois prevenida e experiente como ela era, tinha tudo que precisasse numa emergência: remédio para dor de barriga, dor de cabeça, mal estar e tudo mais. Eu e todos os demais passageiros sentíamos segurança em viajar com ela, uma verdadeira líder, ajudando a todos, que com a convivência se tornaram além de companheiros de viagem, amigos.

Depois de muita estrada, paradas para almoços, jantares e banhos chegamos a São Paulo. Dona Assunção ficou em Taubaté na casa de um filho. Dona Lourdinha, Teresinha e eu fomos para casa de meu tio Osório, que no outro dia, iria nos levar de carro ao Rio de Janeiro. Ele nos levou para jantar em um grande restaurante, mas chovia e o frio era tão intenso, que eu não pude aproveitar aquela noite, pois não tinha levado agasalho. Como eu era acostumada ao calorzinho do Crato me tremi de frio.

No outro dia seguimos viagem para o Rio de Janeiro. Dona Lourdinha ficou hospedada na casa de um irmão dela em Copacabana, juntamente com Teresinha. E eu fiquei na casa da minha tia Lili, bem próximo. Esta fez todos os passeios turísticos comigo: Pão de Açúcar, Corcovado, praias, cinemas e outras coisas mais. Com dona Lourdinha e Terezinha fui também a muito locais e pontos turísticos.

Tudo para mim era novidade, até o picolé Kibon, que ainda não tinha no Crato. Também foi a primeira vez que comi pizza. Lembro-me que Dionê Albuquerque, amiga de mamãe, que estava de férias no Rio, me telefonou convidando para almoçar uma pizza. Achei uma delícia!

Um passeio que muito me marcou foi conhecer a ilha de Paquetá, com suas charretes e tantas belezas naturais. Vendo aquelas lindas paisagens da ilha, lembrei-me do romance “A Moreninha” de Joaquim Manoel de Macedo, que ali era passado.

Meus primos cariocas me levavam para tomar sorvete e ficavam puxando conversa comigo, talvez me achando tímida.

Essa viagem me deu oportunidade de aprender muitas coisas e até fiquei mais desenrolada, vencendo um pouco a minha timidez. Aprendi a pegar ônibus sozinha para encontrar Dionê e juntas assistirmos a uma comemoração na praia. Era a festa dos quatrocentos anos do Rio de Janeiro. A praia estava lotada de gente para assistir as acrobacias dos aviões. Tudo muito bonito, quando de repente um dos aviões fez uma manobra tão baixa, que não conseguiu levantar vôo. Ouvimos um forte barulho. Era o avião caindo no mar. Todos ficaram calados, chocados por terem presenciado essa tragédia tão de perto, e saber que o piloto havia morrido ali na nossa frente. Eu fiquei assustada e trêmula por presenciar aquela tragédia. A multidão se dispersou e as comemorações foram canceladas naquele momento.

Toda a viagem, desde o momento que saí do Crato, e mais os dias que passei no Rio de Janeiro foram um aprendizado e uma aventura para mim. Convivi com pessoas que tinham um modo de vida diferente. E isso foi importante para o meu crescimento e amadurecimento pessoal.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo



A CELEBRAÇÃO DO ENCANTAMENTO

Veja recente atualização da lista de homenageados na festa "A Celebração do Encantamento" no link: http://cariri-encantado.blogspot.com/

Ouvimos todos e consideramos algumas sugestões.

Luiz Carlos Salatiel
Presidente da OCA – Officinas de Cultura e Artes

O grande negócio da saúde - por José do Vale Pinheiro Feitosa

O fato de reconhecermos que praticamente todas as grandes atividades humanas se tornaram negócio no imenso mercado do capitalismo global, não as exime de profundas críticas. A questão dos transgênicos, por exemplo, aguçando a monocultura, é muito mais, pois é a reserva da natureza em mãos de multinacionais ávidas por lucro. Com isso “escravizam” ao comércio as coisas essenciais para a vida, como águas e alimentos.

Isso acontece nas coisas do “espírito” como a cultura e as artes. Absorve as normas gerais da sociedade como a ética e atinge quase toda a subjetividade que seria o território do indivíduo. A vida, desenvolvida por meio da troca mercantil é uma redução a preços e renda. Quem tem renda, pode pagar o preço; quem não tem, está fora.

Além de tudo, com o “espírito selvagem” do acúmulo monetário, uma subjetividade travestida de realidade, estabelece-se, como em compartimentos definitivos, as classes dos que podem e não podem. A competição como regra, gerando o mais capaz, apenas diz isso que a frase diz: seleção do mais capaz. Em absoluto não fala do mais ético, do mais solidário, da maior irmandade ou da mais perfeita humildade. Fala tão somente da capacidade de ganhar, acumular e daí impor sua vontade aos demais. Portanto é antidemocrático.

A falácia do mais capaz se camufla com a “fama”, o “sucesso”, a “hegemonia”, o “domínio”. Todas são características do autoritarismo, do totalitarismo e da agressividade sobre os demais. Portanto falamos do estímulo à violência, à canalhice, ao comportamento predatório. Por isso ao gerar este tipo de gente, a dinâmica origina inimigos da população, senhores da exploração do trabalho, rebaixamento dos valores éticos e morais e submete, como todo totalitarismo, toda a religiosidade remanescente, especialmente a institucional das igrejas estabelecidas.

Uma das críticas mais agudas é o que resultou na medicina mercantil. Modelo adotado no Brasil, inclusive por força Constitucional. Esta medicina é um grande campo para exploração das multinacionais da tecnologia de base científica. Tem os seus “capitães do mato” com uma voracidade desmesurada para o lucro, transformando qualquer erisipela num perfeito objeto de exploração e vantagens. O fetiche da mercadoria na saúde se tornou um dos mais cruéis possíveis. Assemelha-se muito àquele do Complexo Industrial Militar.

O objeto da medicina moderna é o procedimento, é este medidor de preço que move toda a ação. O velho termo “paciente” da medicina liberal cai como perfeição à exploração mercantil. O paciente está no centro cirúrgico – calcule os lucros -, se encontra no CTI – multiplique as cifras -, é mero procedimento ambulatorial – invente outros procedimentos adicionais. O modo como tudo anda, especialmente o Brasil, este continente dividido entre a “ética” européia e a americana, a “venda” é mais importante que a saúde.

O mais grave é que mesmo numa situação em que uma geração de profissionais de saúde que lutaram por um modelo mais Social-Democrata, que dirige o Ministério da Saúde, ainda não foi capaz de regular profundamente o uso da tecnologia em volúpia de lucro. Não existe nada que enfrente o atual modelo de exploração por procedimentos e isso é tão intensivo que tornou a Saúde Pública feita pelo Estado e a Saúde Suplementar financiada por fundos mútuos privados, em coisas absolutamente iguais. Os consultórios, as emergências, as enfermarias e os compartimentos de alta complexidade são iguais no SUS e na Saúde Suplementar. Aliás, tem uma pequena diferença na Saúde Suplementar: grandes “armários” vestidos de paletó preto com rádios transmissores na lapela, dispostos em portarias, portas de elevadores e corredores.

E tem uma coisa mais grave e que os partidos políticos não enfrentam. Os trabalhadores com carteira assinada caíram na grande rede do fetiche da mercadoria. Até mesmo o atual Presidente da República não consegue enxergar o problema. A verdade é que sindicatos cada vez mais negociam Planos de Saúde em substituição a ganhos em salário. A inversão da pauta é perfeita: ao invés de um imposto universal para financiar uma saúde pública nos termos primários da Constituição, os trabalhadores deixam de ampliar sua renda pessoal, em benefício do grande negócio da saúde.

Grande negócio cuja finalidade é o lucro. Nem marginalmente se pode considerar como “produtor” de saúde esta dinâmica mercantil.

Pensamento para o Dia 27/05/2010


“Cada pessoa deve levar sua vida de modo que não cause nenhuma dor a qualquer ser vivo. Esse é o dever supremo. Além disso, é dever de todo aquele que teve a chance deste nascimento humano de poupar uma parte das suas energias ocasionalmente para oração e repetição do nome do Senhor. É preciso dedicar-se a uma vida de verdade, retidão, paz e boas obras a serviço dos outros. É preciso ter medo de fazer atos que sejam prejudiciais a outras pessoas ou ações que causem pecado, assim como se tem medo de tocar fogo ou perturbar a cobra. Deve-se ter muito apego e firmeza na execução de boas obras, em fazer os outros felizes e adorar ao Senhor, do mesmo modo como agora se tem para acumular ouro e riquezas. Essa é a ação correta (Dharma) de cada ser humano.”
Sathya Sai Baba

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ao pé do Araripe- por José Alves de Figueiredo


Eu não quero o viver muito agitado
Da cidade que o gozo facilita;
Prefiro a calma plácida e bendita
Deste lugar risonho e sossegado.

Das ambições e intrigas afastado
Eu, infeliz joguete da desdita,
Busco os lugares onde a paz habita,
Considerando-me assim melhor fadado

Luanda, meu retiro predileto!
Dá-me o repouso no teu seio quieto,
Antes que a idade o meu vigor dissipe,

Quero morrer olhando estas colinas,
As policromas telas bizantinas
Da sinuosa linha do Araripe!

COMPOSITORES DO BRASIL


ROSIL CAVALCANTI
O menestrel dos Cariris Velhos

Por Zé Nilton

De muitas histórias a região dos Cariris Velhos. Atravessada pela Serra da Borborema há, como aqui, nos Cariris Novos, geografias contrastantes. Ora lugares verdes, pegando a Zona da Mata, ora frio, no cimo dos chapadões. Mas também ambientes de pouca chuva, de quase total estio.

É desses lugares que temos ouvido referências musicais pelas veias poéticas e melódicas de um Marcos Cavalcanti de Albuquerque, o Venâncio, e de seu parceiro, Manoel José do Espírito Santo, o Corumba. É da dupla a regravadísssima - O Último Pau de Arara.

A minha geração cresceu ouvindo esse hino dos retirantes, além de outra música de forte clamor sertanejo – O Meu Cariri, de Rosil Cavalcanti e Dilú Melo. Ambas são da década de 1950.

Rosil de Assis Cavalcanti foi fiel à vida do nordestino e cantou suas tristezas e alegrias. Pintou em Aquerela Sertaneja as agruras desse povo sofrido; mas, desenhou a alegria esboçada no rosto desse mesmo povo na música Festa do Milho.

Começou a sua vida artística nos anos quarenta, quando passou a trabalhar em emissoras de rádio, igualmente a quase todos os grandes músicos e compositores daquela época.

Na Rádio Tabajara, em João Pessoa, nos idos de 1943, formou dupla com Jackson do Pandeiro. A dupla Café com Leite fez muito sucesso e firmou uma grande amizade entre Rosil e Jackson. Aliás, muitas coincidências entre os dois. Ambos casados sem filhos. Ambos morreram dos males do coração no mesmo dia e mês – 10 de julho.

No programa COMPOSITORES DO BRASIL desta quinta feira, um pouco da história e das músicas de Rosil Cavalcanti. Na sequencia:

A FESTA DO MILHO, de Rosil Cavalcanti e Luiz Gonzaga com Luiz Gonzaga
AMIGO VELHO, de Rosil Cavalcanti e Luiz Gonzaga com Luiz Gonzaga
CABO TENÓRIO, de Rosil Cavalcanti com Jackson do Pandeiro
COCO DO NORTE, de Rosil Cavalcanti com Jackson do Pandeiro
FORRO DO ZÉ LAGOA, de Rosil Cavalcanti, com Anastácia
FORRO NA GAFIEIRA, de Rosil Cavalcanti com Fúba de Itaperoá
MEU CARIRI, de Rosil Cavalcanti e Dilú Melo, com Ademilde Fonseca
MOXOTÓ, de Rosil Cavalcanti e Dilú Melo com Jackson do Pandeiro
NA BASE DA CHINELA, de Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro com Jackson do Pandeiro
Ô VEIO MACHO, de Rosil Cavalcanti e Luiz Gonzaga com Luiz Gonzaga
QUADRO NEGRO, de Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro com Alceu Valença
SAUDADES DE CAMPINA GRANDE, de Rosil Cavalcanti, com Marinês
SEBASTIANA, de Rosil Cavalcanti com Jackson do Pandeiro.

Quem ouvir verá!

PROGRAMA COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Ás quintas-feiras, de 14 as 15 h.
Rádio Educadora do Cariri
Apoio Cultural: CCBN-Cariri
Retransmitido pela rádio web: cratinho.blogspot.com

Fuxico - Um resíduo social.

Luiz Domingos de Luna*
Desde o umbral da historia do homem em sociedade, que um resíduo sociológico, vem, das mais priscas eras, perpassando por todos os períodos, colado no cotidiano dos seres humanos, como um vírus a espalhar doenças contagiosas, pois, têm um poder letal em qualquer agrupamento sociológico, quantos danos provocados no processo interativo, prejuízos enormes na convivência humana, porém a força do fuxico, sempre presente a assombrar os mais fiéis crédulos, é uma arma apontada para um alvo, que se desconhece vez que, o fuxico pode, em questão de segundos, transformar-se num boato forte, consistente e às vezes com um agravante maior, o apoio da mediana da sociedade, os fundamentos racionais, em muitos casos, nem existirem, mas o boato voa, tem um poder incrível de manter-se vivo e atuante no espaço social.

Dada a força histórica que o fuxico exerce na argamassa humana no espaço tempo, deve sim, pelo menos em teoria ter algo positivo e afirmativo para a constância deste resíduo sociológico que vem se mostrando um gigante na formação diária de boatos, mitos, lendas... E, por conseguinte, toda a literatura ficcional, que, embora distante da realidade, às vezes como as linhas paralelas têm o seu encontro no infinito.
A Admiração dos seres humanos pelo mundo ficcional é um imbróglio a incomodar sempre os “puristas racionais”, pois, o fuxico, não necessariamente, nasce de uma mentira, mas sim de uma especulação, que ganha milhares de adeptos, ou não, dependendo da aptidão social para tal fim, como saber se um fuxico é verdadeiro ou não? Se o seu alimento é a difusão social, pois, quanto maior for à adesão social, maior o seu poder de destruição ou não.
A Transmutação do fuxico para o boato é uma forma de defesa da sociedade? Estes vetores sociológicos fazem parte da civilização humana? Sem estes “pigmentos” o espaço social seria mais civilizado, e, por conseguinte mais harmônica a civilização do homo sapiens?
Com certeza não sei.
-Mas é assim que a coisa funciona.
(*)Professor –Aurora -Ceará
(*) Colaborador do blog Cariri Agora




Convite

Convidamos a todos para o lançamento do livro "IMAGENS - Cento e Vinte e Cinco Anos com a família Gonzaga de Oliveira", pesquisa de Jackson Bola Bantim e texto de Luiz Carlos Salatiel.

O lançamento do referido livro acontecerá por ocasião da Celebração do Encantamento, alusivo ao primeiro aniversário do programa Cariri Encantado.

Data: Sábado, 29 de maio, a partir das 20 horas
Local: Crato Tênis Club


Atenciosamente,

Jackson Oliveira Bantim (Bola)

Sobre brigas, debates e o "martelo do juiz" - por José do Vale Pinheiro Feitosa

O Dihelson Mendonça diante do acalorado da disputa eleitoral do ano, ele mesmo um dos fogueiros, da altura de seu “martelo de juiz”, condenou, no Blog do Crato, as manifestações que dizem aos dois lados em campanha. Chamar o clima de pré-campanha convenhamos é pura ironia.

Anoiteceu e não amanheceu uma postagem do Zé Flávio que não passava do que já era conhecida na grande imprensa, uma matéria do Le Monde. Acontece que Der Spiegel também, abordando com alguma variação no mesmo tempo. Aliás, a Folha de São Paulo numa matéria do Kennedy toca, na versão da mídia, o mesmo problema. Então o “martelo do juiz” se pudesse levantaria vôo desde o palácio municipal, martelaria toda a imprensa brasileira, mas isso seria pouco, desceria célere sobre o mundo todo.

Acontece que todo censor tem um amor. Amantes da censura, que enaltece, sentem-se aliviados não pela interdição das brigas, mas por não ter de sofrer as contradições do lado que tão intensamente se apegou. Quando o debate resvala para a briga alguns querem chamar o cassetete sobre os briguentos, mas outros podem tomar o conteúdo do debate como a voz do objeto que se pretende. E o que se pretende?

Vamos por parte meus amigos? Antes que me respondam vou tentar. Em primeiro lugar o mundo está numa crise econômica, social e política sem igual. Normalmente quando dizemos crise não basta criar remédios como se fosse uma patologia. É preciso reconhecer a natureza profunda da crise para que a percepção se transforme em ação e esta seja parte, inclusive da própria crise que apronta outro momento na história. Não existe outro modo de fazer isso que não seja pelo debate, embate e formando uma consciência coletiva que se torne essencial ao reconhecimento das mudanças.

O segundo é que as práticas eleitorais são parte deste processo citado, inclusive se diga as manifestações de rua, as revoltas e toda modalidade de se fazer política, inclusive a greve geral. Por isso as eleições este ano no Brasil não pode ficar aprisionada a qualquer “martelo de juiz” ela tem de evoluir, inclusive no que se refere à qualidade do debate. Vejamos a questão, no caso do Cariri e na maior parte do Brasil como se encontra.

Acontece que o Brasil tem muitos partidos e muitos têm candidatura própria, inclusive de personalidade de grande qualidade como Plínio de Arruda Sampaio no PSOL. A própria Marina Silva tem uma abordagem que interessa neste momento. Portanto partimos do pressuposto que existem muitas candidaturas, mas o debate se desdobra em apenas duas questões.

Mais ainda. O debate, mesmo quando existe em alguma medida, é muito mais da questão federal do que estadual e, no entanto, existem inúmeras candidaturas majoritárias para governador e senador. Qual a razão disto tudo? Ao meu entender é a crise internacional, que valoriza os Estados Nacionais como um todo. Afinal são eles os tomadores de empréstimo e abonadores de tudo que depende para a sobrevivência do sistema financeiro. São eles que, no território, mantém as políticas trabalhistas e sociais, além de proteger os interesses dos capitais locais.

A outra questão é a própria natureza do Governo Lula e esta natureza, não tenham dúvida, se encontra no modo como ele tratou a crise mundial. Mais uma vez ela. O país está crescendo a ritmo acelerado, isso o tornou visível ao mundo e, claro, sua liderança. Então acontece que as eleições, apesar de ter um leque de opções partidárias, termina por confluir, por tudo que foi dito, para o embate entre duas propostas eleitorais.

Como se viu, não adiantou a tática de campanha do candidato do PSDB em tentar criar uma força através do discurso do avanço do que aí se encontra. Não deu por vários motivos, mas principalmente pelo fato de que o partido foi, estes anos todo, feroz adversário do governo Lula. Por isso a disputa se resumiu ao toque entre o a favor ou contra o governo Lula. O debate pode se empobrecer diante do fato maior da crise, isso pode, mas não existe fórmula mágica para retirar da frente do eleitor o fato da economia se encontrar crescendo e de que o Brasil, apesar dos pesares, tem fortes instituições.

Outro dia refleti e até testei a reflexão com alguns políticos amigos: se o crescimento da candidatura Dilma, poderia estimular os eleitores que se opõem ao governo Lula a migrar o voto para a Marina Silva. A reflexão me pareceu frágil por vários motivos, sendo o principal o próprio protagonismo nacional do PSDB quando em face do nanico PV.

Então, o país está analisando dois caminhos para o futuro: um oposicionista, mais liberal, que reduz o papel do Estado, flexibiliza o patrimônio nacional, os direitos trabalhistas e sociais e acredita na virtuosidade da autonomia do mercado. O outro mais social, que usa o Estado para dinamizar a economia, nacionaliza mais as riquezas, atualiza, até de modo desfavorável, os direitos trabalhistas e sociais, mas se sustenta exatamente nisto; acredita no mercado, mas tem a confiança na primazia da política.

Nestas duas vertentes existem muitas opções diferentes, mas que não são hegemônicas no momento. As outras visões podem até crescer e a depender do andar da crise, pois ela se mantém no seu curso de destruição e criação.

Pensamento para o Dia 26/05/2010


“Todos no mundo desejam a vitória. Ninguém deseja a derrota. Todos anseiam por riqueza, ninguém almeja pela pobreza. Mas como se pode alcançar vitória e riqueza? Não há necessidade de submeter-se ao tríplice esforço — físico, mental, intelectual — para alcançar a vitória. Nem é necessário ficar perturbado, ansioso ou consumir-se por causa da riqueza e da prosperidade. Refugie-se no Senhor. Maneje o arco da coragem mantendo seu coração puro. Isso é o bastante. Vitória e riqueza serão suas. Quando estiver buscando vitória e riqueza, lembre-se de que eles são como sua sombra, não são coisas reais em si mesmos. Você não pode alcançar sua sombra, mesmo se a perseguir por um milhão de anos.”
Sathya Sai Baba

terça-feira, 25 de maio de 2010

Os verdes revolucionando segundo Michel Lowy - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Esta postagem é uma homenagem ao Luis Carlos Salatiel que não responde e-mail e comenta com parcimônia no Cariricult. Mas o motivo de homenageá-lo não se deve a tais características, mas a outra bem mais relevante que é o seu papel no Movimento Verde do Cariri. Movimento que em termos mundiais já viveu de tudo, desde uma tendência ao centro do espectro político, procurando “lustrar” o capitalismo, até a militância transformadora de alguns grupos, participando de alianças em francas lutas nas ruas das grandes cidades do mundo. Lutas com bandeiras claras, contra os núcleos que tentam articular o capitalismo moderno como o G8, as reuniões do FMI, Banco Mundial, OMC entre outras estruturas de manutenção do status quo.

A visão política mais avançada do movimento verde começa a ter as cores das lutas dos trabalhadores e se assentam sobre as bandeiras revolucionárias dos socialistas. Começam a ter consciência da impossibilidade do atual modelo de produção e consumo que em crescimento exponencial levará à ruptura do equilíbrio ecológico, ameaçando a sobrevivência da própria espécie humana. Nesta visão o movimento exige mudanças radicais na própria civilização, e, portanto, é puramente revolucionário.

Pela primeira vez faz críticas igualmente à lógica do mercado e do lucro e aquela do autoritarismo burocrático, o “socialismo real”. Em outras palavras pretendem a ruptura da “ideologia produtivista do progresso” denominador comum ao capitalismo e a burocracia da revolução russa. E com um passo conseqüente compreendem que a acumulação ilimitada, o desperdício de recursos e o consumo desenfreado, junto das limitações ambientais, só aprofundarão as diferenças entre os povos e acumulará ódios e guerras. O progresso capitalista e a expansão da civilização da economia de mercado trarão conseqüências físicas para o meio ambiente com mudanças climáticas catastróficas para o habitat humano.

O capitalismo demonstrou uma racionalidade limitada pelo seu cálculo imediatista das perdas e dos lucros se opondo ao tempo mais longo dos ciclos da natureza. Portanto o seu problema é imamente e mesmo aquelas manobras de um capitalismo verde são insuficientes para superar esta racionalidade limitada e comumente apenas redundam em táticas de propaganda deste tipo de produtor que pretende mudar a embalagem para tudo ficar como se encontra.

Os verdes mais conscientes entendem muito bem o papel do fetichismo da mercadoria e da tentativa de dar personalidade ao abstrato mercado tão ao gosto dos neoliberais. Os verdes chegam ao pensamento socialista quando pretendem por em prática uma política econômica fundada em critérios não monetários e extra-econômicos. Consideram que é preciso trocar a racionalidade limitada do lucro pela racionalidade social e ecológica, mudando a civilização. Pregam a reorientação tecnológica, substituindo as fontes de energia por outras não poluentes e renováveis, como a eólica.

Portanto, não diferente dos movimentos socialistas dos séculos XIX e XX, entendem a necessidade do controle sobre os meios de produção e das decisões de investimento e transformação tecnológica. Para isso é necessário que tais meios e decisões sejam arrancadas dos bancos e empresas capitalistas para tornarem-se um bem comum da sociedade. Só deste modo o consumo exibicionista, desperdiçado, mercantil e de acumulação obsessiva será posto em questão.

A questão verde funcionaria como a “consciência” que supera no trabalhador a sua própria situação de parte do desenvolvimento capitalista. E esta consciência não se encontra numa porção do céu, mas bem sobre a terra, através da organização das pessoas, trabalhadores, desempregados, mulheres, jovens para uma experiência coletiva, combatente que revele a falência real do sistema capitalista e a necessidade de mudança de civilização.

A outra novidade no movimento verde é o retorno à luta internacionalista, supranacional e multicultural das bandeiras da revolução comunista, especialmente antes da União Soviética. A palavra de ordem deste movimento cabe nas grandes questões atuais ao dizer que “o mundo não é uma mercadoria”. Este momento da história dos partidos verdes já tem marcas profundas com três momentos contundentes nas lutas mundiais: protestos radicais contra a ordem existente e suas instituições: o FMI, o Banco Mundial, a OMC, o G8; luta pela taxação dos capitais financeiros, a supressão da dívida do Terceiro Mundo, o fim das guerras imperialistas; e, finalmente, a afirmação de valores comuns como liberdade, democracia participativa, justiça social e defesa do meio ambiente.

Este texto é um resumo de “Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo:um ponto de vista ecossocialista” de Michel Löwy, publicado na revista Margem Esquerda.

ASSIM SE ALGUÉM TE PERGUNTAR QUEM EU SOU...



Quem Eu Sou
- Diga que Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Qual é o Meu Propósito
- Diga que o meu propósito é a Evolução do Puro Amor.

Qual é a Minha Luz
- Diga que a Minha Luz é o universo da Minha Criação.

Qual é a minha Verdade
- Diga que a Minha Verdade é a Ciência e/ou Religação da Consciência Cósmica em Si Mesmo.

O que Faço
- Diga que Eu Crio a vida, os pássaros, os homens, os animais, as plantas, o canto do rouxinol e o perfume da flor.

De Onde Eu Vim
- Diga que Vim da Eternidade de Mim Mesmo: Eu não tenho início e nem fim.

Porque Existo
- Diga que a razão da Minha Existência é a própria transcendência e ascensão de tudo em todos.

Qual é a Minha Face.
- Diga que a Minha Face é a Beleza Eterna da Luz Imortal.

Aonde Moro
- Diga que Moro na mansão dos justos, dos simples, dos fraternos, dos caridosos, dos sinceros, e das virtudes humanas.

Qual é a Minha Vontade
- Diga que a Minha Vontade é o Bem, a Paz, o Equilíbrio, a Verdade, a Bondade e a Felicidade.

Como chegar ao Meu Misterioso Reino
- Diga que os marcos do Caminho são Meus Mandamentos Éticos: Não matarás, não enganarás e não cobiçarás a deus-Mamon.

Como Fazer para Me Amar
- Diga para buscar o Encantamento existencial na Empatia e Sintonia primeiro com o Outro - interiormente - em si mesmo.

Como Fazer para Me Servir
- Diga que a cooperação pura desinteressada é a primeira disciplina e o primeiro passo para o Sacro-Ofício Sagrado.

Como Fazer para Me Ver
- Diga que Eu Sou o Verbo Luminoso e portanto para Me Ver e Me ouvir faz-se necessário uma sensibilidade própria muito especial..

Como Fazer para Me Entender
- Diga que a Minha Verdade está entre os Homens de Sensibilidade e Sabedoria: os Verdadeiros Mestres ou Mensageiros.

Como Fazer para distinguir os Meus Mensageiros Sagrados
- Diga para usar a prudência e sensibilidade e ver neles a conduta de seus mandamentos: "separando o joio do trigo".

Qual é a Minha Ciência
- Diga para Orar e Vigiar em Si Mesmo - olhando para Mim - com freqüência, devoção, humildade e perdão.

Como viver nesse Mundo Humano
- Diga para não se iludir com os próprios pensamentos evitando cristalizar o ontem e o amanhã na própria história pessoal.

Onde Estou
- Diga que Estou no princípio de tudo: da energia que te move e na consciência que te esclarece.

Qual é o Meu Verdadeiro Nome
- Diga que o Meu Nome é uma multidimensionalidade de significados, mas podem Me chamar de DEUS-AMOR DE PURA SENSIBILIDADE.

A ENERGIA CRIADORA DO AMOR CÓSMICO


NEBULOSA TRÍFIDA 9000 ANOS-LUZ


Bernardo Melgaço da Silva

Ainda que eu tentasse falar a língua dos sábios.
Ainda que eu tentasse falar a língua dos profetas.
Ainda que eu tentasse falar a língua dos santos.
Ainda que eu tentasse falar a língua dos místicos.
Ainda que eu tentasse falar a língua mais perfeita inventada pela ciência dos homens.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Preso.
Amarrado.
Amordaçado.
Impossibilitado.
De falar a gloriosa língua de Deus.

Ainda que eu ganhasse um mundo de dinheiro.
E com ele comprasse o mundo inteiro.
Ainda que eu andasse no meio da nobreza.
E dela me servisse para corromper a alma da humana natureza.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Iludido.
Cego.
Impedido.
De conhecer a beleza do imenso poder de Deus.

Ainda que eu viajasse numa nave para lá de cima mapear a terra.
Ainda que eu olhasse pelas lentes de um satélite de precisão.
Ainda que eu conhecesse cada pedaço desse chão.
Ainda que eu juntasse todo conhecimento produzido pela razão.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Desinformado.
Perdido.
Sem visão.
Para localizar o maravilhoso Reino de Deus.


Ainda que eu conhecesse o mais sensual beijo da mulher menina.
Ainda que minhas nuas pernas tocassem outras suaves femininas.
Ainda que meu corpo abraçando a bela mulher gemesse carente de paixão.
Ainda que minha alma encontrasse a alma gêmea numa outra encarnação.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Carente.
Vazio.
Ignorante.
Na minha pequena visão do Amor de Deus.

Ainda que eu sonhasse o sonho dos poetas.
Ainda que eu intuísse a visão dos profetas.
Ainda que eu imaginasse a imaginação dos gênios.
Ainda que eu sobrevivesse junto com a história durante milênios.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Desatualizado.
Incapacitado.
Desqualificado.
Para transcender na eternidade do Paraíso de Deus

Pois, onde vive Deus o Amor é Único.
É um estado da Consciência sem comparação.
É o Poder Criador em puro Estado de Amor e encantamento de SUA Criação.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pensamento para o Dia 24/05/2010


“A fé é muito importante. Quando luxúria, ira e outras más qualidades diminuírem e desaparecerem, a fé no Ser Eterno e na retidão da investigação espiritual crescerá e será confirmada. Desapego é o fundamento para a realização do Absoluto Universal. Mesmo para uma pequena estrutura, o alicerce deve ser estável e forte, ou ela desmorona muito em breve. Para fazer uma guirlanda precisamos de um barbante, uma agulha e flores, não é? Do mesmo modo, quando a sabedoria (Jnana) for conquistada, a linha de devoção, a agulha de desapego e as flores do foco constante, unidirecionado são essenciais.”

A CRIAÇÃO CÓSMICA DA FORÇA FORTE AGINDO NO UNIVERSO MACRO - LINDO DEMAIS!

IMAGENS RECEBIDAS PELA INTERNET

M57: NEBULOSA DO ANEL


AURORA BOREAL

O Cariri na Agenda dos Candidatos - por José do Vale Pinheiro Feitosa

O Cariri foi notícia na mídia nacional. O motivo principal foi a visita de José Serra à região. Como é da natureza tal passeio eleitoral se incorporou ao corpo a corpo de uma campanha, quando os adversários acusavam o uso de máquinas de dinheiro financiando as manifestações. Numa igual prática que já redundou em multas para a candidata Dilma e seu patrono Lula.

Na semana passada, os blogs simpáticos à Dilma levantaram denúncias inclusive das inserções dos Democratas na televisão do Ceará. Acusavam as mesmas práticas que o TSE pune de um lado e que deveria punir o outro também. Como se observa o melhor mesmo em campanhas é mostrar a cara e transformar o equilíbrio em algo real, precisando para isso que a disputa seja mais que um jogo de futebol em que o juiz corre atrás com cartões coloridos.

Correu meio mundo a questão do “vale gasolina” para a carreata de motos saudando o candidato desde o aeroporto regional. Do mesmo modo a revista Carta Capital fez uma longa matéria intitulada “Aos pés do Padim”, que revela a estratégia do candidato em relação ao nordeste. Como sempre o Cariri extrai o sumo da cultura nordestina e quem bebe deste sumo, deseja vocalizar o discurso para convencer a todos. E foi digna de todas as pantomimas.

Por vezes cheiram a picadeiro, mas os atores não deixam de representá-la. Fernando Henrique Cardoso, fino homem de trato, comendo uma buchada bem nordestina, “rudimentar” em gosto e aparência. O mais engraçado é que o então candidato posou num equilíbrio instável sobre o lombo de um jumento com chapéu de couro e tudo, inclusive o sorriso destas ocasiões. Então, os jornalistas que fazem a vontade do patrão, mas também são humanos caíram de pau sobre o cardápio do candidato e ele se justificou dizendo que já tinha comido a iguaria na França. Uma típica resposta pior que o soneto: que falasse na “nordestinidade” da comida exótica, mas não viesse com preconceito de grife francesa.

O candidato Serra ficou encantado com o clima da madrugada na Praça da Sé em Crato. Sentiu um Dejá Vu. Tão profundo e essencial aos destinos do país, que um simpatizante e ferrenho adversário dos analfabetos do outro lado, se deu ao luxo de explicar o Dejá Vu. Quem sabe sentindo-se na obrigação de se avermelhar igualmente de vergonha. E o querido Crato Tênis Clube, sessentão e conservado, foi o palco de todas as manifestações, discursos e juras de fidelidade ao coração do nordeste.

Segundo Carta Capital, o candidato não abandonou a vestimenta de ministro da saúde e no Hospital Santo Antonio em Barbalha foi pródigo em lembrar verbas do passado e verbas para o futuro. Finalmente o Nordeste, pela sua balança eleitoral bastante inclinada para um dos lados da disputa política, entra na agenda dos partidos que controlam o país há dezesseis anos e que brigam igualmente fazem nas suas sedes ideológicas no Estado de São Paulo.

Miguel Arraes vai ganhar memorial em Araripe


Fonte: jornal O POVO
C
omo forma de homenagear o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes de Alencar, foi lançado no município de Araripe, na região do Cariri, a pedra fundamental do memorial que leva o nome do político que nasceu em Araripe, em 1916, e faleceu em Recife, em 2005.

O evento, aberto com solenidade no Teatro Municipal Miguel Arraes de Alencar e apresentação da banda do Instituto Athos, contou com a participação de prefeitos da região e de Madalena Arraes, viúva de Arraes.

Ela ressaltou o fato do marido ter passado muitos anos no município e de ter adquirido "uma bagagem já intelectual e humana muito grande".

Segundo o prefeito de Araripe, José Humberto Germano Correia, o objetivo do memorial é “eternizar o nome de Arraes” no município. (Colaborou Amaury Alencar)
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Síntese biográfica

Miguel Arraes de Alencar nasceu em 15 de dezembro de 1916, em Araripe, Ceará. Concluiu o curso secundário em 1932, na cidade do Crato. Em seguida, mudou-se para o Recife para dar continuidade aos estudos e seguir carreira profissional, prestando concurso público e tornando-se, em 1933, funcionário do Instituto de Açúcar e do Álcool (IAA).

Estudou na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1937 e continuando a carreira de servidor público. Foi Delegado Regional do IAA, nomeado por Barbosa Lima Sobrinho. Arraes iniciou sua carreira política em 1948, ocupando o cargo de secretário estadual da Fazenda, durante o governo de Barbosa Lima Sobrinho. Em 1950, elegeu-se deputado estadual. Em 1958, conquista novamente uma vaga na Assembléia Legislativa de Pernambuco. Em 1959, foi secretário da Fazenda no governo de Cid Sampaio e prefeito da cidade do Recife. Em 1962, Arraes foi eleito pela primeira vez governador de Pernambuco, porém não concluiu o mandato sendo deposto pelo Golpe Militar.

Teve passagens por algumas prisões brasileiras, seguindo para a Argélia em 25 de maio de 1965. Após 14 anos de exílio, voltou ao Brasil beneficiado pela anistia. Foi eleito deputado federal em 1982 e, em 1986, elegeu-se mais uma vez governador de Pernambuco. Em 1990, foi novamente deputado federal. Em 1994, voltou ao governo de Pernambuco pela terceira vez. Em 2003, assumiu mais um mandato como deputado federal. Faleceu no Recife, no dia 13 de agosto de 2005, vítima de uma infecção generalizada.
Fonte: site do Governo de Pernambuco