O ser humano vive para responder a desafios, sendo esses ainda mais variados nos dias atuais, desde doenças transmitidas nas relações íntimas até as desigualdades sociais expressas nos da violência urbana que predomina, sobretudo nas cidades maiores, sem no entanto isentar dos crimes bárbaros as menores comunidades, em sua grande parte originados da falta de formação moral, do índice de agressividade crescente dos tempos ditos modernos e da utilização indiscriminada de substâncias bloqueadoras das funções da racionalidade.
Neste ponto histórico da nossa espécie, os exageros se apresentam com tamanha dominação que muitos se deixam abandonar sob o impacto desses desafios, quais meros escravos das avassaladoras ondas de uma destruição perversa.
O senso crítico bem que pode prevenir a vacilação comprometedora. Já partir da infância, os jovens devem dispor de estrutura para superar o sugadouro em que se transformou a cultura de massa, tendo ao comando a televisão, espécie de tóxico permissivo, de poderes inimagináveis, máquina do desequilíbrio, outro tipo de droga, quase sempre usada de modo equivocado para vender sensacionalismo, tolerada acima de qualquer avaliação prévia.
Assim, dizíamos, os jovens têm de descobrir desde cedo como criar firmeza para atravessar a longa jornada no planeta, independente da opinião de terceiros, pois a vida é, na verdade, uma missão individual, fora do juízo dos outros, considerando-se a saúde mental como a peça chave do equilíbrio naquilo que iremos cumprir no rumo da felicidade perene.
Quando detêm consciência do que fazem, os moços procuram agir com superioridade em relação a todos esses fatores adversos. Põem-se a par do valor das coisas simples, dentre elas a lucidez, construindo em si um sonho novo no coração, dentro da realização futura, a esperança dos tempos.
O jovem de hoje nem sempre possui condições de vencer o mar tormentoso da droga, porém deve fazê-lo, custe o que custar de sacrifício das vaidades e afoiteza, em nome de sua própria sobrevivência, porque traz consigo a semente do amor e da paz, respostas plenas de renovação de nossa espécie.
Avalie com carinho essa perspectiva: mantenha sua sobriedade no decorre da vida e verá como as reservas serão suficientes para vencer a todos os desafios. Só então perceberá o quanto há de sapiência nos mistérios da Natureza.
Seja colaborador do Cariri Agora
domingo, 11 de julho de 2010
As portas do abismo - Emerson Monteiro
Quanta custa cada deputado e senador – por Augusto Nunes
Os números foram extraídos de um levantamento realizado pelo site Congresso em Foco, com base em informações da Câmara, do Senado e da Ong Transparência Brasil, e vem acompanhado de um aviso: “o valor ainda pode aumentar com a incorporação de serviços e cotas difíceis de mensurar”. Entre as “dúvidas” estão a verba destinada a “correspondências mensais” (de 4 mil a 159 mil), o plano de saúde vitalício e ilimitado, as diversas cotas de impressões e “materiais de expediente”.
O último reajuste, que elevou o salário dos antigos R$ 12 mil para os atuais R$ 16.512,09 por mês, ocorreu em 2007. Além do 13º salário, os parlamentares têm direito a duas ajudas de custo (em fevereiro e em dezembro), que efetivamente correspondem ao 14º e ao 15º salários. Entre os benefícios mais generosos figuram as verbas que garantem o pagamento de despesas com passagens aéreas, fretamento de aeronaves, correspondência, telefone (a conta do celular, por exemplo, é ilimitada), combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação das atividades parlamentares, aluguel de escritórios políticos, materiais de expediente, assinatura de publicações e serviços de TV e internet e a contratação de segurança privada.
Essas despesas não incluem a gastança com os quase 36 mil funcionários públicos do Legislativo, população superior à de centenas de cidades brasileiras.
sábado, 10 de julho de 2010
Grandes atrações da Expocrato estarão no Palco Sonoro URCA/BNB
Começa nesta segunda-feira e prossegue até sábado o Palco dos Artistas do Cariri na Expocrato. Alguns artistas chamam de Palco da Resistência por ser um dos poucos espaços que eles tem para se apresentarem.
O Palco Sonoro da Universidade Regional do Cariri – URCA e do Banco do Nordeste trarão mais de 20 atrações musicais e teatrais. O Palco é um dos poucos espaços destinados aos artistas regionais numa das mais antigas e maiores festas do interior do Estado.
Esse ano a reitoria da Universidade teve que recorrer a Comissão Gestora da Expocrato para pedir autorização na realização do palco. Tendo em vista que a Comissão tinha proibido o uso de aparelhos sonoros em algumas partes do Parque de Exposição.
A intenção do Palco é garantir não só a participação dos artistas regionais, mas a diversidade e a pluralidade musical do Cariri. Com o tema “A tradução contemporânea de nossas tradições” será apresentado no Palco Sonoro: música instrumental, forró pé-de-serra, hip-hop, jazz, reggae, pop-rock, maracatu e outras sonoridades e misturas musicais.
O Palco é uma realização da Universidade Regional do Cariri, através da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX, Instituto Ecológico Cultural Martins Filho – IEC e conta com a parceria do Centro Cultural do Banco do Nordeste. A produção é da Oca-Officinas de Cultura Artes & produtos derivados e o Coletivo Camaradas.
Veja a Programação - Clique na Imagem
Embaixadas do Cariri - Luiz Domingos de Luna*
(*) Colaborador do Blog Cariri Agora
UMA CARGA ELEGANTE DE PROTESTO – Por Pedro Esmeraldo
Não temos objeção alguma, mas, convém notar, todos os cratenses devem estar unidos com muita prudência familiar, trazendo em si a paz espiritual com o trabalho solidário.
Queremos permanecer unidos, lutando ombro a ombro, procurando um ponto de apoio para nos sustentar com forças igualitárias entre todas as camadas da população, quer sejam pobres, quer sejam ricas. Tememos as consequências sombrias desses distritos, pois não há comparação de atividades, unindo as forças das correntes aliadas e que venham futuramente trazer o progresso e estímulo a um movimento no futuro próximo.
Mais de uma vez, lembramos a esse povo que não temos nenhuma satisfação de maior querença com esse distrito, mas tão somente de o apoiarmos, dando condições de elevar-se com galhardia, visto que além de ser proeminente (querendo ser elevado) não tem poder econômico suficiente para se proteger com firmeza num campo sólido e que não seja manipulado por um bando de políticos ansiosos de progredir. Mas, avisamos que a maioria desses homens políticos vivem manipulados por esses malfeitores que andam pulando de galha em galha, catando votos, querendo ser importante, onde prolífera a corrupção que ora está em voga neste país.
Relembramos que avisamos em crônicas anteriores que alguns distritos de Fortaleza permaneceram onde estão sem nunca pensar em emancipar-se e hoje vivem beneficiados pela força da paz. Adquirem pontos positivos equilibrados e avantajados em seu crescimento, sendo favorável a uma cadeia de produção que medrou o desenvolvimento evoluído.
Ficamos magoados com certos líderes locais, visto que não têm conhecimentos de causas sentimentais e enjoativas. Aliam-se a esses políticos macambúzios que assaltam a cidade sem ter nada a perder aqui, dizendo que são filhos adotivos, mas que possuem ideias rnacarrônicas, pois querem provocar a divisão de um povo unido e trabalhador.
Também ficamos ressentidos com alguns líderes locais pontasserranos que vivem ouvindo conversas desconexas provenientes desses falsos líderes. Não têm amor ao Crato, já que vivem pregando esse movimento de curta duração. Esses homens não têm amor à terra comum, não enxergam o que vem pela frente, visto que querem elevar-se com categoria à emancipar distritos. Devem ser repudiados pelo povo que permanece com pensamento positivo, contornado por uma faculdade lógica de comparar as ideias permitidas do conceito brilhante do indivíduo dotado de faculdade intelectiva.
Longe de nós o pensamento irrefreável de querer açambarcar esse movimento monopolizador de certos políticos desconsiderados pelos acordos danosos que virão modificar o comportamento absurdo desses intrometidos que consideramos como abutres que invadem o Crato
Mas um vez gritamos: cratenses, não se deixe embriagar-se, não sejam ingênuos, não acreditem em conversas ocas que só vem nos trazer o mal! Por bondade, não ouça essas palavras que nos causam nojo e talvez nos causem má sorte em nossas atividades
Crato CE, 09 de Julho de 2010
A Taça do Mundo é nossa! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Ela é nossa! Mas não é a taça que será erguida amanhã pelo capitão da equipe vencedora da XIX Copa do Mundo. Mas o gesto de Bellini mostrado na foto ai do lado é nosso. A taça, um dos troféus mais bonitos que surgiu sob a vontade de Jules Rimet, um francês que criou a Copa do Mundo, não está mais conosco. Infelizmente foi roubada por mãos inescrupulosas e derretida para venda aos receptadores. Existe apenas uma réplica para lembrar que ela ficou no Brasil. Mas o orgulho de tê-la conquistado definitivamente e o gesto de erguer a taça do mundo ao recebê-la pertence aos nossos jogadores e a nós brasileiros e ninguém poderá roubá-los.Depois de Bellini todos os campeões mundiais ao receberem a taça, repetiram este gesto tão bonito e emocionante surgido por acaso. Antes os capitães deixavam-se fotografar com a taça à frente do corpo. Em 1958, os fotógrafos brasileiros estavam postados atrás de uma multidão de colegas de outros países e pediram a Bellini: “ergue a taça!” E ele a levantou de uma forma tão bonita que é repetido até pelos campeões de outros esportes.
Que os craques das gerações futuras joguem com mais amor e coloquem a alma no bico das chuteiras para que o povo brasileiro tenha a esperança renovada a cada quatro anos.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Ajuda humanitária - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
É bom saber que a humanidade, apesar de todos os problemas como violência, individualismo, fome, miséria, drogas e muitas outras mazelas, não está perdida. A esperança no ser humano nos anima a acreditar que o mundo pode ser transformado através do amor. A solidariedade das pessoas neste momento de grande sofrimento dos moradores das cidades de Alagoas e de Pernambuco, vítimas das enchentes, que perderam além de familiares, tudo que adquiriram durante toda uma vida de trabalho, é sinal da presença de Deus no coração humano. Deus está sempre presente na vida dos sofredores e oprimidos.Quando um fariseu perguntou a Jesus qual era o maior mandamento da Lei, Jesus respondeu: “Ame ao Senhor seu Deus com todo seu coração, com toda a sua alma e com todo seu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Ame ao seu próximo como a si mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos.” (Mt 22, 34-40). Os fariseus estavam questionando sobre leis, deveres e obrigações. Jesus respondeu falando de amor. Sabemos que o amor não é obrigação, é sentimento que nasce do coração e gera satisfação pessoal. Na época de Jesus, o povo judeu estava subjugado a mais de 600 leis, das quais 365 eram proibições. Era um fardo pesadíssimo que nem os próprios sacerdotes cumpriam. Jesus queria que os fariseus entendessem que o ser humano deve trocar a lei opressora pelo amor e em conseqüência a obrigação pela satisfação. Ele desejava que os fariseus compreendessem que além de amar e entregar a nossa vida a Deus, nós devemos amar ao próximo como a nós mesmo. Se amarmos a Deus com total entrega, também nos entregaremos àqueles que são a sua imagem e semelhança. É no momento dessa tragédia, que ocorreu com os moradores de algumas cidades de Alagoas e Pernambuco, que devemos refletir sobre o exercício da solidariedade, que é o amor que Jesus nos mostrou através desses dois mandamentos citados acima.
Muito me sensibilizei ao assistir o noticiário e ouvir uma menina de três anos nos braços do pai, dizendo ao repórter: “eu quero a minha casinha”. Sabemos que o governo já tomou as primeiras medidas para reconstruir as cidades e a vida daquelas pessoas, mas cada brasileiro pode fazer a sua parte.
É animador saber que todo o Brasil está se unindo para ajudar as pessoas desabrigadas por tão grande tragédia. Quando o ser humano se liberta do egoísmo, acontece o milagre da abundância. Ninguém morre de fome por ajudar a matar a fome de alguém. Ao contrário, a sabedoria popular diz que quando nos doamos a alguém, recebemos em dobro, embora não devamos fazer a caridade pensando em receber algo em troca. Como diz o Evangelho segundo Mateus: “Quanto a ti, ao dares esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a direita, a fim de que tua esmola fique no segredo; e teu pai, que vê no segredo te retribuirá.” (3,6-4).
Quando nos dispomos a ajudar alguém sentimos o nosso coração leve pela alegria de servir. Por isso vamos nos dirigir ao um posto de coleta da nossa cidade, e doar com o coração o que podermos partilhar. Não importa a quantidade, até um quilo de alimento serve. O importante é que a “união faz a força”, e o pouco se torna muito quando é ofertado com amor.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Faleceu Diomedes Pinheiro
Faleceu ontem em Crato, 8 de Julho, às 17:30h de enfarto fulminante, aos 82 anos de idade, o senhor Diomedes Pinheiro dos Santos. Ele nasceu em Pombal, Paraíba, no dia 4 de junho de 1926, filho de Otávio Pinheiro dos Santos e Cecília dos Santos Pinheiro. Era casado em segundas núpcias com Maria das Neves Pinheiro. Do primeiro casamento gerou oito filhos: Miguel Ângelo, Júlio Cezar, Diomedes Filho, João Otávio, Humberto, Maria Aurilena, Maria Aurileida e Maria de Fátima Brito Pinheiro. Diomedes chegou ao Crato na década de 40 do século passado, inicialmente exerceu a profissão de fotógrafo, foi um dos pioneiros da fotografia no Cariri: Trabalhou como assistente do Estúdio Targino. Depois, abriu o seu próprio estabelecimento na Rua José Carvalho, antiga Rua das Laranjeiras. Posteriormente transferiu seu foto para a Rua Dr. João Pessoa com o nome “Elite Foto”. Daí então passou a ser um conceituado fotógrafo desta cidade. Na época, os registros fotográficos eram voltados para os eventos sociais e cenas corriqueiras da cidade. Depois assumiu a chefia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Crato, onde permaneceu até a sua aposentadoria. Era membro da diretoria da Associação dos Empregados no Comércio de Crato, instituição fundada pelo amigo Pedro Felício Cavalcante (ex-prefeito do Crato). Nos últimos anos administrava o estacionamento Coronel Luiz Teixeira, localizado na rua do mesmo nome, onde todas as manhãs recebia os clientes e amigos para uma prosa matinal.quinta-feira, 8 de julho de 2010
Pensamento para o Dia 08/07/2010

“A vida como renunciante (Sanyasa) não significa a simples aceitação das quatro fases da vida, de seus direitos e deveres, e a retirada para a floresta após romper os contatos com o mundo. Os renunciantes devem mover-se entre as pessoas, devem tornar-se conscientes de suas tristezas e alegrias, e devem transmitir as instruções de que elas enormemente precisam. Eles devem transformar a sociedade para que seja livre do vício e da maldade através de seus ensinamentos.”
Sathya Sai Baba
quarta-feira, 7 de julho de 2010
COMPOSITORES DO BRSIL

Régua, compasso,
matemática e loucura:
a Antropologia de
FAUSTO NILO
Por Zé Nilton
Um eminente antropólogo urbano – Carlos Nelson Ferreira dos Santos – de saudosa memória, um dia escreveu bela página sobre como teria migrado da arquitetura para a antropologia. Muito fácil, concluiu: arquitetos e antropólogos findam enaltecendo os elementos simbólicos em ambas as artes.
Fausto Nilo é arquiteto urbanista. Melhor ainda, é de Quixeramubim cá do meu Ceará. Estas duas qualidades por si só dizem do muito que ele é. Simples, inteligente, honesto com as suas artes. Desenha espaços com a mesma leveza com que desenha palavras.
Simplicidade. O arquiteto esteve em Crato, não faz muito tempo. Andou por suas ruas feito um da terra. Ninguém o estranhou. Tinha a nossa cara. Era daqui. Mas alguém o seguia de longe. Seu olhar direcionava-se para o poeta com seus passos cadenciados sob uma roupa branca. E o seguia catando a poesia que entornava no chão de minha cidade.
Tenho dificuldades em chamar Fausto Nilo de letrista. Melhor será dizê-lo poeta da música. Ninguém nunca chamou Vinícius de letrista, foi sempre o poeta ou o poetinha seguindo seus carinhos em diminutivo.
Muito de antropologia em sua poética de ritos, de mitos, de simbologias, ressignificando a dureza das histórias do cotidiano. Escutem novamente Meninas do Brasil, Paroara, Baião da Rua, Amor nas Estrelas... Ou leiam seus poemas sem a música e os musiquem novamente. Claro que pode. As letras da poesia soltam toadas.
Vamos falar um pouquinho do nosso conterrâneo Fausto Nilo no programa Compositores do Brasil desta quinta feira. Dentre seu vasto repertório escolhemos para nos deliciarmos:
ZANZIBAR, de Fausto Nilo e Armandinho, com A Cor do Som
RETRATO MARROM, de Fausto Nilo e Rodger Rogério com Ney Matogrosso
BLOCO DO PRAZER, de Fausto Nilo e Moraes Moreira com Gal Costa
MIL E UMA NOITES DE AMOR, de Fausto Nilo, Pepeu Gomes_e_Baby Consuelo com Pepeu Gomes
JARDIM DOS ANIMAIS, de Fausto Nilo e Fagner com Fagner
DOROTHY LAMOUR, de Fausto Nilo e Petrúcio Maia com Ednardo
TUDO COM VOCÊ, de Fausto Nilo e Lulu Santos com Lulu Santos
AMOR NAS ESTRELAS, de Fausto Nilo e Roberto de Carvalho com Nara Leão
PAROARA, de Fausto Nilo, Chico Buarque e Fagner com Fausto Nilo
O ELEFANTE, de Fausto Nilo e Robertinho do Recife com Robertinho do Recife
BAIAO DA RUA, de Fausto Nilo e Nonato Luiz com Fausto Nilo
PEQUENINO CÃO, de Fausto Nilo e Caio Silvio com Simone
MENINAS DO BRASIL, de Fausto Nilo e Moraes Moreira com Moraes Moreira
Quem ouvir verá!
COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Quintas-feiras, de 14 às 13 horas
Retransmissão: www.cratinho.blogspot.com
É NECESSÁRIO QUE HAJA UMA REAÇÃO – Por Pedro Esmeraldo
Ocorre, portanto que a maioria desses cidadãos esquece de satisfazer as suas obrigações e passa a não executar com fidelidade as promessas postas em práticas durante o período da manobra política.
Por essa razão, esquecem os políticos que o povo não procura mais satisfazer seus agrados e passa a cobrar valores representado por moedas ou papel com a finalidade de eleger um ou mais indivíduos de sua confiança.
Ultimamente, nós os cratenses, sofremos com a síndrome do pânico, pois por motivos alguns ficamos apavorados por causa do desmantelo desses políticos, já que quase todosnão íêerrHníeresses de trabalhar por esta cidade.
Nesse momento, estamos convencidos que há uma horda de aventureiros que se beneficia e nem sequer procura solucionar os problemas da cidade, por mais simples que sejam.
Não possuem coragem de enfrentar a luta. Preferem viver na maré mansa sem levantar ao menos uma palha em defesa do povo. A maioria deles é clientelista e tem a prática de oferecer privilégio a sua clientela com o intuito de beneficiar-se eleitoralmente e por isso esquece de satisfazer a maioria de seus eleitores.
Alguns deles usam viseiras, não têm o costume de olhar para frente, não enxergam um palmo diante do seu nariz. São molengas, não reagem ás intempéries da insalubridade e esperam que venha tudo naturalmente. São subjetivos, se possível entregam facilmente a nossa cidade aos abutres que vêem de fora. Não pensam em lutar pela terra comum, afastam-se ceieremente das encruzilhadas perigosas, cruzam os braços durante a luta e deixam tudo ao Deus dará. Recordamos a falta de apoio que eles não deram ao Crato quando da vinda do Campo Universitário da UFC, visto que tiveram medo de entrar na luta ern defesa do Crato que caia na bancarrota.
Alegaram que não tinham representações políticas no Congresso Nacional, pois avisamos a esses homens locais que a representação política é o próprio povo e junto com ele poderíamos reagir às disparidades, pois, contraria o nosso desenvolvimento.
Não lutam com amor a terra, não reagem com forças contra a desigualdade comunitárista.
Observamos que a cidade está perdendo força e não pode avançar em suas pretensões no campo tecnológico de só erguer literalmente com bom humor, visto que andamos sem força para caminhar no campo sólido da igualdade e da prosperidade.
Olhemos para frente e vejamos o descaso da Ponta da Serra que é um simples distrito que quer se emancipar e que por sua vez vem nos prejudicar, pois não suportamos mais os seus arrufos, que nos envergonham há anos, já que alguns desses políticos são favoráveis a essa luta e se juntam a eles (os pontasserranos) para se movimentarem de corpo e alma e se dedicarem contra o Craío. Isto é uma vergonha, um crime de lesa a pátria.
Cratenses, tomem cuidados, não se deixem levar por essa camada de entorpecentes que vivem querendo enganar o povo com o intuito de angariar votos. Vamos tomar cuidado e partimos para frente porque esses políticos de mau bofe são semelhantes a pregos que só servem para levar pancadas na cabeça.
Crato - CE, 03 de Junho de 2010.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A liberdade de pensamento sempre será bem vinda. José do Vale Pinheiro Feitosa
Isso quer dizer que estamos perdendo valores fundamentais? Acho que em parte é isso, mas não chega a ser toda a verdade. Na verdade a humanidade se transforma há mais de quinhentos anos num ritmo muito mais acelerado do que antes. Neste processo valores se tornaram obsoletos e outros nasceram, além de que muitos mais foram reforçados.
Vejamos a questão do holocausto judaico. A condenação ao genocídio passou a ser um valor universal e muito se deveu à própria luta do povo judeu e de novas vozes a denunciar os regimes políticos e as guerras como momentos tirânicos. A condenação ao genocídio atingiu idéias políticas chaves do século XX, como o Nazifascismo e o Comunismo e até mesmo instituições milenares como a Igreja Católica.
Uma questão chave para a nossa compreensão do momento é a própria internet e o telefone celular. Passamos a ter maior interação entre nós, mais versões sobre o mundo, maior possibilidade de receber e perder informação por substituição dado o enorme fluxo no mundo. Vivemos o momento em que recebemos a informação por via horizontal, bidirecional, entre nós mesmos.
Outro fato é que passamos a ler e ver coisas que antes não vinha a público. A própria noção do público e do privado se modifica, pois o lapso entre os dois universos se estreitou. O próprio conflito ficou mais evidente e o estranhamento mais freqüente, mas certamente, mas tolerante. É que, de fato, não precisamos mais das velas dos navios para explicar a curvatura da terra, existem fotos. Não precisamos de uma única versão, existem várias.
Sobre a questão da responsabilidade. Não imagino que seja um problema de exposição, pois este é um momento de exposição em si. A questão se encontra mesmo é na perseguição pessoal, no ataque a um dos lados da natureza mesmo da comunicação nos dias de hoje (horizontal, bidirecional, entre duas pessoas). E é preciso entender que a própria liberdade de expor implica em aceitar o contrapor. E o contrapor não é negar o outro, nem diminuir sua natureza de troca de informação, mas lhe opor o que expôs.
De vez em quando vemos na internet certo comportamento moleque, carregado de pedradas e palavrões. Isso nunca foi novidade na nossa cultura e há muito soubemos trabalhar estas práticas. Não é incomum que um grande furor argumentativo surja na defesa das idéias. Mas tratar de virulência, também, não é novidade, isso nós sabemos.
Portanto continuo achando que a liberdade na internet é tudo. Até para dizer besteira. O que se pode no máximo é preservar as margens do rio, nunca represá-lo.
O Reencontro – por Carlos Eduardo Esmeraldo
Os casais Roberto e Lia, Abreu e Gilda se conheceram na famosa praia Porto das Galinhas. Eram vizinhos de chalés alugados com antecedência para os feriados da Semana Santa. Ao se cumprimentarem com um protocolar bom dia, ocorreu entre os dois uma grande empatia. Ambos tiveram a sensação de já se conhecerem há bastante tempo. Roberto, 68 anos, aposentado do Banco do Brasil e juntamente com Lia, eram alagoanos e residentes nos Aflitos. Abreu e Gilda residiam no bairro Apipucos, bem próximo do Convento dos Irmãos Maristas. Eram servidores públicos aposentados, com todos os filhos casados e espalhados por esse Brasil afora.A amizade entre os dois casais brotou nesses breves dias em que traçaram uma rotina comum. Banho de sol e mar aos primeiros raios solares, almoçavam juntos e repartiam um animado carteado durante a tarde, estendendo-se até quase meia-noite. Ambos eram exímios jogadores de canastra.
No domingo à noitinha, os dois casais se despediram, retornaram para Recife
com promessas de trocarem visitas e planos de retornarem àquela praia nas férias do final de ano.
Algumas semanas depois, Gilda caminhava pela calçada da Praça Treze de Maio, para retirar algum dinheiro na agência da Caixa Econômica da Rua do Hospício. Qual não foi o seu espanto quando encontrou Roberto. Pararam e começaram a conversar animadamente defronte a um banco da praça, no qual estava sentado um senhor já bastante idoso que observava a conversa dos dois.
Gilda estranhou que as pessoas que passavam pela mesma calçada se viravam para ela e começavam a rir. E mais gente passava rindo da cara dela e parava a pouca distância formando um grupo que a observa, e ria dela sem parar. Ficou muito intrigada com aquela atitude das pessoas. Tão logo se despediu do amigo Roberto, indagou de alguns adolescentes que faziam parte desse grupo que dela ria: “Por que vocês estavam rindo tanto da minha conversa com aquele meu amigo?” “Xi, pessoal, a coroa tá pirada! Conversava com um amigo invisível?” Exclamou e em seguida indagou um deles. “É, a senhora estava falando sozinha. E aquele velhinho sentado no banco de frente foi o único que não riu de coisa tão estranha.” Disse-lhe outra adolescente. “Eu não estava falando sozinha. Aquele senhor que está sentado naquele banco ouviu toda nossa conversa. Vamos lá para provar isso.” Respondeu Gilda.
Retornou sozinha e indagou do velho: “O senhor viu se eu estava falando sozinha aqui na sua frente?” E o senhor respondeu: “Não senhora. A senhora estava conversando com um senhor de óculos, bigode, vestido numa camisa azul. Ao se despedir enviou lembranças para Lia, a mulher desse seu amigo”.
Intrigada com o fato, Gilda, tão logo retirou o dinheiro da Caixa, resolveu ir até a casa da amiga Lia para contar o que sucedera e saber se Roberto havia saído naquela tarde. Então entrou no primeiro táxi e rumou para os Aflitos.
Ao chegar no endereço que o casal amigo lhe fornecera, foi surpreendida com a saída de um caixão de defuntos. Chegou a tempo de ver a amiga Lia abraçada por uma mulher ainda jovem. Ao vê-la, Lia, em prantos, disse-lhe: “Eu pensei em lhe avisar da morte do Roberto, mas fiquei tão sem planos... Ainda bem que você veio.” E se abraçaram por algum tempo, dividindo aquela imensa dor.
Presença do sobrenatural? Reencontro com o amigo morto que veio avisar da sua partida definitiva? Essas indagações povoavam a cabeça de Gilda e as deixaram várias noites insones. Antes que enlouquecesse, procurou um médico amigo e este lhe recomendou uma consulta com frei Joaquim, um frade português, residente no Recife, que era parapsicólogo.
O parapsicólogo frei Joaquim explicou a Gilda que, ela, a amiga Lia e o velho que estava sentado no banco da praça possuíam uma percepção extra-sensorial e receberam uma comunicação telepática da amiga Lia, quando esta pensou em lhe comunicar a morte do marido. Nós, indivíduos ditos humanos, somente conhecemos dez por cento da nossa capacidade mental. Há nela poderes que para nós são ainda inexploráveis.
Nota: A história é real e os nomes dos casais são fictícios. O parapsicólogo Frei Joaquim esteve em Crato há mais de 20 anos e narrou esse fato no Auditório do Teatro Rachel de Queiroz.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
O Paradoxo Existencial
Por Luiz Domingos de Luna – Professor em Aurora*
Pensamento para o Dia 05/07/2010

Pensamento para o Dia 05/07/2010
“A capacidade de superar as tendências (Gunas) da Natureza (Prakriti) não é inerente a qualquer um; isso se trata de uma Graça do Senhor. E essa Graça é conquistada pela repetição do Nome de Deus (Japa) e meditação (Dhyana). A verdade deve ser experimentada a fim de que não possa escapar da consciência, e a disciplina necessária para isso também é Japa e Dhyana. Isso deve ser primeiro e claramente entendido: é impossível para alguém controlar as tendências de Prakriti, o poder é possuído apenas por aqueles que têm Prakriti sob contrôle e cujos comandos, Prakriti obedece. Prakriti é a base de tudo no Universo. É a base da Criação e da Existência. Tudo isso é Prakriti: homens ou mulheres, feras ou pássaros, árvores ou plantas; na verdade, tudo o que pode ser visto é inseparável de Prakriti.”
Sathya Sai Baba
domingo, 4 de julho de 2010
Fama de pé-frio faz Mick Jagger virar amuleto para torcedores brasileiros
Câmara de Vereadores de Crato apronta mais uma!
Que sua atitude sirva de exemplo! (foto de Heládio Teles Duarte)
Um irmão do primeiro homenageado, Francisco Osório – o ex-bancário Paulo Leonardo (ver foto acima) – viu a anomalia. Foi aos arquivos da Câmara Municipal e localizou a lei de 1989. Mandou confeccionar nova placa desta feita citando a lei e a data da promulgação do projeto que denominou a rua de Francisco Osório Ribeiro da Silva. Eis aí uma lição de cidadania!
Decisão acertadíssima.
É o que deveria ser feita com a Rua Imperatriz Leopoldina, artéria urbana que tem inicio ao lado direito da Avenida Padre Cícero – sentido Crato-Juazeiro – e dá acesso ao Parque Getúlio Vargas - Morro da Coruja, em toda a sua extensão, cuja denominação advém Lei nº. 1.774 de 10 de junho de 1998, aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo então prefeito Raimundo Bezerra. Pois não é que, recentemente, essa rua recebeu o nome de Rua Orestes Costa? E o pior: sem que a lei anterior tenha sido revogada. . Interessante que o Sr. Orestes Costa é nome de 3 (TRÊS) ruas em Crato. Um recorde mundial!
Essas mudanças de nomes das nossas ruas sempre atenderam a interesses menores dos vereadores e foram feitas sem ouvir a população.
Recentemente, a Câmara de Vereadores de Independência – município localizado no Sertão dos Inhamuns do Ceará – aprovou um projeto de lei, dispondo sobre a identificação de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. Esse projeto de lei exige – para qualquer mudança na denominação de ruas e praças – um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado.
Idêntica providência deveria ser adotada pelos vereadores de Crato.
Texto: Armando Lopes Rafael
Foto: Heládio Teles Duarte
sábado, 3 de julho de 2010
Nonato Luiz lança novo CD

Concerto de violão
Nonato Luiz lança novo CD
Isabel Costa - especial para O POVO 03/07/2010 02:00
Atualizada às: 02/07/2010 20:50
Neste sábado, 3, o violonista, compositor e arranjador Nonato Luiz irá lançar o CD Estudos, Peças e Arranjos no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Uma oportunidade para entrar em contato com a musicalidade do violonista. Em entrevista, por telefone, Nonato Luiz disse que “o público vai encontrar um trabalho feito com carinho e dedicação,”. Depois da estreia, o músico deve realizar uma turnê pelas principais capitais brasileiras em concertos abertos.
As influências do compositor são variadas. Já fez homenagens a clássica banda de rock The Beatles e ao rei do baião Luiz Gonzaga. No novo CD, Nonato Luiz afirma ter construído um resumo de suas atividades. “É um concerto autoral e vou mostrar minhas composições e meus arranjos”, disse. E ainda completa: “É um trabalho que eu venho desenvolvendo ao longo da minha carreira”. Nonato Luiz já contabiliza quase 30 álbuns e seis livros no currículo.
Fora do Brasil a influência do violonista e compositor é ampla. São várias apresentações na Europa e nos Estados Unidos. Atualmente, ele se prepara para, no mês de agosto, fazer show e promover um workshop em Michigan (EUA) durante o Interlochen of Arts (Guitar Festival and Workshop). Também irá participar, em julho, de um dos maiores festivais de Jazz da Europa, o North Sea Jazz Festival, que acontecerá em Rotterdam (Holanda).
SERVIÇO
Lançamento do CD Estudos, Peças e Arranjos e concerto de violão solo, hoje (3), às 21 h, no Teatro do Centro Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema). Entrada livre.


