Seja colaborador do Cariri Agora

CaririAgora! é o seu espaço para intervir livremente sobre a imensidão de nosso Cariri. Sem fronteiras, sem censuras e sem firulas. Este blog é dedicado a todas as idades e opiniões. Seus textos, matérias, sugestões de pauta e opiniões serão muito bem vindos. Fale conosco: agoracariri@gmail.com

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Motivos para ser feliz - Emerson Monteiro

Alguns dias, coisas deixam de acontecer do jeito que pretendíamos vê-las junto de nós. Nessas horas balançadas, espécie de peso desnecessário além até das proporções de costume, pressiona os nossos ombros, feito impacto nos sentimentos, a mexer nas fibras internas, querendo nos tirar do sério e quase que invadindo o caminho normal do barco.
Ficamos por ali, desconfiados, assim meio contrariados diante dos acontecimentos, vendo um tanto mais de cores cinza forte no mundo meio cinza fraco do lado de fora, entre movimentos de máquinas e da barulheira tradicional com quem já nos acostumávamos, no espaço da cidade.
Alguma descalibragem na direção, talvez fruto do desgaste das estradas. Todavia a fase com certeza passará, na dependência ao modo como encaramos aborrecimentos e pelejas de outras ocasiões.
Às vezes isso nasce dos desencontros de opinião no meio das pessoas, porém ninguém deve homenagem a ninguém, nos confrontos dessa vida. Outras vezes, caprichos desatendidos, os calores mais intensos dos finais do ano, as notícias contraditórias, esperanças perdidas, multidão de apreensões quanto ao futuro, etc. E paramos enquanto é tempo de parar.
Hora de ver em volta. Analisar o panorama geral dos hemisférios e decidir pelo melhor. Olhar com atenção quanto de valores positivos demanda em nossa volta para a formação das respostas aos desafios, que nada mais seriam do que as lições necessárias ao bom andamento do aprendizado nesta escola.
Ficar triste coisa nenhuma, afundar no desencanto nenhum sentido valerá.
E os milagres do cotidiano, as maravilhas que merecemos da natureza sem qualquer direito de herança, de nada representariam, chegando às nossas posses e oferecendo alegrias sem conta?
O tamanho da nossa resistência significa o verdadeiro reconhecimento original de cada um, máquina perfeita em tudo por tudo. A saúde, as oportunidades de conhecer os mistérios da existência. O calor do Sol, a suavidade da luz da Lua, o brilho das estrelas, o ar que se respiramos, o alimento, a doçura da água, o lume dos olhos, o desenho das imagens nas telas do firmamento, somados à grandeza imensa do infinito, no tempo eterno que repete, ao sabor de momentos mágicos e pulsações intermináveis, o sorriso das crianças e a perenidade, nas outras gerações que se sucedem na exatidão da história, movimento dos corpos no ritmo e na melodia de música saborosa, na suavidade do silêncio, preservação da humanidade e suas realizações pelo decorrer de séculos persistentes, resistentes.
Para onde nos virarmos, trilhos e sonhos, na arte da Criação, representam personagens e possibilidades, circunstâncias de todas as razões de crer no melhor e acrescentar sublimidade às dádivas de Ser justo e criterioso. Por isso, por muito mais, abençoemos a chance de representar a grandeza deste outro novo dia de viver com satisfação o segredo de estar aqui.

Juristas apontam 'marcha para o autoritarismo' de Lula em evento em SP

FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

Juristas afirmaram que o governo Lula demonstra estar no caminho do autoritarismo ao criticar veículos de mídia e desrespeitar as instituições, durante ato pela democracia e a liberdade de imprensa realizado hoje no Largo de São Francisco, no centro de São Paulo.

O momento mais importante do ato foi a leitura de um manifesto no parlatório do largo, um tradicional local de manifestações pela democracia. O texto foi lido pelo advogado Hélio Bicudo, que foi um dos fundadores do PT e deixou a legenda em 2005.

De acordo com o manifesto, "é intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais" e "é inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos".

Antes de fazer a leitura do texto, Bicudo afirmou que o presidente Lula "tenta desmoralizar a imprensa e todos aqueles que se opõem ao seu poder pessoal" e que "estamos à beira do perigo de um governo autoritário, que vai passar por cima, como já está passando, da Constituição e das leis".

Participaram do ato, entre outras personalidades, os ex-ministros da Justiça José Gregori, Miguel Reale Júnior, José Carlos Dias e Paulo Brossard, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, e o rabino Henry Sobel.

Os organizadores da manifestação estimaram o público entre 1.000 e 1.500 pessoas. De acordo com a Polícia Militar, o evento foi acompanhado por cerca de cem pessoas.

Fonte: Folha.com

Leal diz que candidatura do PT prepara ‘governabilidade Tiririca’

O candidato a vice na chapa de Marina Silva à Presidência da República, Guilherme Leal, afirmou neste domingo (20), ao sair de um debate com os outros candidatos a vice, que a ex-ministra Dilma Rousseff e a chapa liderada pelo PT oferecem ao país uma governabilidade temerária e instável. Segundo ele, a maneira como a coligação da candidata petista desenha seu projeto de poder e a postura do governo diante dos últimos escândalos são “uma escalada terrível na lógica do fisiologismo e do vale tudo”.

Guilherme Leal disse que a coligação liderada pelo PT ensaia uma “governabilidade Tiririca”. O palhaço Tiririca é candidato a deputado federal pelo PR em São Paulo, na coligação do PT, com o slogan “pior do que tá não fica”. Puxador de votos, poderá ajudar a eleger mais quatro ou até cinco deputados do PT, que lidera a coligação. Com isso, o partido poderá vencer a queda de braço com o PMDB e compor a maior bancada da Câmara dos Deputados.

Para Guilherme Leal, “com todo respeito ao palhaço, o fato é que esse episódio mostra como a coligação de Dilma encara o tema da governabilidade. Vale tudo para compor maioria”. O candidato a vice na chapa de Marina diz que essa prática constrói uma governabilidade baseada no fisiologismo e na troca de favores “e não no interesse público”. Leal acrescenta que “o episódio da ex-ministra Erenice entristece todo cidadão de bem e precisa ser passado a limpo”. Ele completa: “O poder no país, que deveria ser usado em benefício da população, tem servido para reprodução de esquemas que representam mais e mais um ônus para o povo”.

Fonte: Site de Marina da Silva

Grupo lança, em São Paulo, um Manifesto pela Defesa da Democracia

Fonte: “O Estado de S.Paulo”, 22-09-2010

Em ato público realizado ao meio dia de hoje, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, um grupo de conhecidas personalidades brasileiras lançou um manifesto pela democracia.
Entre seus signatários estão: Dom Paulo Evaristo Arns, o jurista Hélio Bicudo, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, os cientistas políticos Leôncio Martins Rodrigues, José Arthur Gianotti, José Álvaro Moisés e Lourdes Sola, o poeta Ferreira Gullar, os historiadores Marco Antonio Villa e Bóris Fausto, o embaixador Celso Lafer, os atores Carlos Vereza e Mauro Mendonça, dentre outros.
Num momento em que o governo do presidente Lula se dedica a investidas quase diárias contra a liberdade de informação e de expressão e critica a imprensa por divulgar notícias sobre irregularidades na Casa Civil, este grupo de personalidades de diferentes setores decidiu lançar um "Manifesto em Defesa da Democracia", cuja meta é "brecar a marcha para o autoritarismo".
A ÍNTEGRA DO "MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA"
Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.
Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.
É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais. É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.
É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.
É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.
É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há ''depois do expediente'' para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no ''outro'' um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.
É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.
É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.
É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.
Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.
Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.
Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos."

O SUCESSO DA COMÉDIA!!!

MAIOR DE TODOS OS TEMPOS!!!

O espetáculo teatral A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, de Cacá Araújo, encenado pela Cia. Cearense de Teatro Brincante, da cidade de Crato-CE, conseguiu um feito inédito: durante três dias seguidos (sábado, dia 18, domingo, 19, e segunda, dia 20) lotou o Teatro Rachel de Queiroz em duas sessões por noite. "Platéias maravilhosas se revesavam prestigiando os artistas, foi inesquecível, uma grande página de nossa história. A segunda sessão começava depois das 10 da noite e o público esperava disputando espaço, afirmou o cenógrafo França Soares."

ELENCO:
Cacá Araújo: Tandô
Carla Hemanuela: Mãe Luzia e Zulmira
Charline Moura: Irmã Francilina
Jardas Araújo: Cantador
Edival Dias: Padre Sebastião
Joênio Alves: Dono da Bodega
Jonyzia Fernandes: Ana Expedita
Joseany Oliveira: Leide Zefa
Josernany Oliveira: Brincante da Mula
Lílian Carvalho: Beata Carmélia
Lorenna Gonçalves: Cibita
Márcio Silvestre: Vigário Felizberto
Orleyna Moura: Viúva Fantina
Paula Amorim: Ladra
Paulo Henrique Macêdo: Fotógrafo Jorjão
Samara Neres: Cantadora

TÉCNICA:

Texto e Direção Geral: Cacá Araújo
Assistência de Direção: Orleyna Moura
Cenografia: França Soares e Cacá Araújo
Sonoplastia: Cacá Araújo
Iluminação: Danilo Brito
Maquiagem: Carla Hemanuela e Joênio Alves
Figurino: Orleyna Moura, Joênio Alves e Carla Hemanuela
Guarda-Roupa: Luciana Ferreira
Operação de Som: Emerson Rodrigues
Operação de Luz: Danilo Brito
Música: Lifanco e Cacá Araújo
Designer: Felipe Tavares
Produção Executiva: Mônica Batista
Produção Geral: Sociedade Cariri das Artes

PARTICIPAÇÃO NO
1º FESTIVAL DO SATED-CE
TEATRO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR – FORTALEZA-CE
29 (qua) de setembro de 2010 – 20h
Entrada: 1Kg de alimento não-perecível


CLASSIFICAÇÃO: LIVRE



















PARCERIA:

SCAC
SATED-CE
CIRCO-ESCOLA ALEGRIA

APOIO
COLETIVO CAMARADAS
PIRRALHOS PRODUÇÕES
SANDÁLIAS BRISA
UNI-RIM
CLINIRIM
SECULT DO CRATO
PREFEITURA DO CRATO

Lula critica imprensa e diz que 'povo sabe' quando denúncia é mentira

Presidente Lula durante percurso em trem na Ferrovia Norte-Sul
(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou nesta terça-feira (21) a criticar a imprensa pela publicação de denúncias envolvendo membros do governo. Segundo Lula, a garantia de liberdade de imprensa não pode justificar a publicação de "mentiras".

“Acho que liberdade de imprensa é uma coisa sagrada. Agora, a liberdade de imprensa não significa que você pode inventar coisa o dia inteiro, significa que você deve orientar corretamente a opinião pública”, disse durante cerimônia de inauguração de trecho da ferrovia Norte-Sul, em Porto Nacional (TO).

Consultada pelo G1, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse que mantém a posição manifestada na nota divulgada no último domingo (19), quando lamentou as declarações feitas pelo presidente em um comício realizado no dia anterior. Ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, Lula disse que, além dos tucanos, serão derrotados "alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem partido político e não tem coragem de dizer que são partido político."

Em resposta à declaração, a ANJ disse, em nota, ser "lamentável e preocupante que o presidente da República se aproxime do final de seu segundo mandato manifestando desconhecimento em relação ao papel da imprensa nas sociedades democráticas."

No discurso desta tarde tarde, Lula disse que alguns veículos de comunicação demonstram "ódio" e torcem para que ele fracasse. "Vocês estão acompanhando a imprensa, veem pela internet, assistem a televisão,ouvem rádio, e vocês veem, às vezes, chega quase a virar ódio, porque eles ficam torcendo para o Lula fracassar."

O presidente disse que já foi "vítima" de acusações em épocas de campanha. De acordo com ele, os brasileiros não são facilmente manipuláveis e sabem discernir quando as denúncias são verdadeiras.

“Chega na época da campanha, eu já fui vitima do que está acontecendo hoje. O que eles não percebem é que nós aprendemos. O povo de 2010 não é mais massa de manobra como era o povo de 30 anos atrás", disse. "Não podem colocar mais alguém para mentir e o povo acreditar. O povo sabe que quando escreve coisa errada é mentira, quando fala coisa errada é mentira, o povo sabe quando é mentira", afirmou.

Na semana passada Erenice Guerra deixou a chefia da Casa Civil depois de acusações de que o filho dela Israel Guerra teria negociado contratos de empresas privadas com órgãos públicos e estatais mediante pagamento de comissão. Outros dois funcionários da Casa Civil, supostamente envolvidos no esquema, também pediram demissão.

Fonte: G1

Jornal: governo contrata empresa onde atua filho de Franklin

Segundo reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo nesta quarta-feira (22), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), do governo federal, contratou por R$ 6,2 milhões a Tecnet Comércio e Serviços Ltda, que emprega o filho do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, presidente do Conselho de Administração da estatal, conhecida como "TV Lula". A empresa venceu, no final de 2009, a concorrência para cuidar do sistema de arquivos digitais da EBC, um dos grandes projetos do governo.


De acordo com o jornal, e-mails da EBC mostram que o ministro pediu "prioridade zero" para o assunto, embora pareceres feitos em dezembro alertassem quanto à falta de recursos orçamentários para o projeto. A EBC é a única emissora de televisão brasileira cliente da Tecnet na área digital. O ministro Franklin Martins afirmou que seu filho, o jornalista Cláudio Martins, não teve influência no resultado da licitação que foi vencida, segundo ele, porque a Tecnet ofereceu o menor preço no pregão eletrônico. O superintendente de Operações da Tecnet, Kalede Adib, disse que Cláudio Martins não participou da concorrência.

Fonte: Terra

Brasileiros subestimam diferença entre partidos, diz FT

Uma reportagem publicada na edição desta quarta-feira do jornal britânico Financial Times afirma que os brasileiros não veem grandes diferenças entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), mas que, no entanto, podem estar subestimando a importância da escolha do novo presidente.


No texto intitulado "Eleitores ficam impassíveis diante das diferenças entre partidos brasileiros", o correspondente do jornal em São Paulo, Jonathan Wheatley, compara a eleição atual aos pleitos de 1994 e 2002.

"A grande diferença entre hoje e 1994 é que naquela época, e novamente em 2002, os brasileiros sabiam que estavam em uma encruzilhada", escreve Wheatley. Ele diz que na eleição de 3 de outubro, os candidatos estão oferecendo aos brasileiros a continuidade, por um lado, e "outra coisa não muito bem definida", por outro. "Hoje, muitos pensam que tanto faz quem ganhar as eleições", diz a reportagem.

No entanto, o jornal argumenta que, a exemplo de 1994 (quando Fernando Henrique Cardoso venceu a eleição no primeiro turno) e 2002 (quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu o segundo turno, disputado com José Serra, com mais de 61% dos votos), há diferenças entre os candidatos e que estas "deveriam estar mais claras".

Segundo o jornal, Rousseff "é vista como uma estadista...seus instintos são para governos com grande papel do Estado e comando da economia". Já Serra, segundo o FT, deverá defender "um liberalismo suave e pró-mercado".

"...Existe uma diferença entre continuidade e retomada da reforma do Estado. Um promete crescimento lento e contínuo; o outro, maior investimento para melhorar a produtividade e uma solução para problemas como o padrão deplorável dos serviços públicos", escreve o jornal.

O Financial Times afirma que os brasileiros estariam optando nas urnas pelo primeiro caminho - de continuidade - e diz que Dilma não pretende fazer "nenhum grande ajuste". Para o jornal, os eleitores não tem razão para se preocupar com mudanças radicais, já que caso Dilma Rousseff vença as eleições, ela "não vai levar o Brasil para a esquerda".

Citando cientistas políticos brasileiros, o jornal afirma que o candidato José Serra subestimou Dilma em julho, quando o tucano ainda liderava as pesquisa, e não preparou uma campanha forte o suficiente.

Fonte: Terra

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O SERTÃO JÁ FOI MAR!


Iguais a esta concha da foto (still do documentário Formação Romualdo - O Milagre Paleontológico, de Jackson Oliveira Bantim com roteiro de Dr. Álamo Feitosa) foram encontrados na região da Bacia do Araripe vestígios fossilizados da mesma concha de equinoderma, seres exclusivamente marinhos, ´nos dando a certeza de que a região do Araripe já esteve coberta por um mar cujas águas estavam sobre o continente.


FOTO: J.Oliveira Bantim 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

FRANCIOLLI LUCIANO NO FESTIVAL CURTA CANOA 2010



"MATANDO A FOME", FILME DO ATOR, DRAMATURGO E CINEASTA FRANCIOLLI LUCIANO, PARTICIPA DO FESTIVAL CURTA-CANOA 2010. Foto: Jackson Bantim


O terceiro dia do sexto Festival Latino-Americano de Curta-Metragem de Canoa Quebrada – CURTA CANOA, segunda-feira (20) contará com sete vídeos e quatro filmes na Mostra Competitiva. A programação acontece no Polo de Lazer de Canoa Quebrada a partir das 19h, com Cine Jornal, seguido da Mostra Competitiva, às 19h30.


SEGUNDA-FEIRA (20)

Nesta segunda-feira, serão exibidos os seguintes VÍDEOS: Camila e o Espelho (BA), de Amadeu Alban; Os Anjos do Meio da Praça (SP), de Ale Camargo e Camila Carrossine; Matando a Fome (CE), de Franciolli Luciano; Olhar de João (GO), de Mariley Carneiro; Leônia – Uma Cidade Invisível (SP), de Márcia Correa, Mercedes Guarnier e Rodrigo Campos; 7:30 (RJ), de Bruno Laet; e O DJ do Agreste (AL), de Regina Célia Barbosa.

Na categoria FILMES serão exibidos: Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos (PE), de Camilo Cavalcante; Pão com Mortadela (SP), de Marcos Mello e Georgina de Castro; O Filme mais Violento do Mundo (MG), de Gilberto Scarpa; e Quando a Chuva Chegar (PA), de Jorane Castro.


TERÇA-FEIRA (21)

Na Mostra Competitiva de VÍDEOS serão exibidos na terça-feira, 21: Bucaneiro (RJ), de Juliana Milheiro; Cheirosa (MG), de Carlos Segundo; Todos São Francisco (CE), de Nany Oliveira; Garoto Barba (PR), de Christopher Faust; Inverno (RJ), de Mikael Santiago; Ao Meu Pai com Carinho (SP), de Fausto Noro; Reminiscências (PR), de Augusto Canani.

Na categoria FILMES: Quando as Cores Somem (SP), de Luciano Largares; Senhoras (DF), de Adriana Vasconcelos; O Som do Tempo (CE), de Petrus Cariry; Amigos Bizarros do Ricardinho (RS), de Augusto Canani.


O VI Festival Curta Canoa acontece até o sábado, dia 25 de setembro, com programação gratuita. Patrocinadores: BNB, COELCE e FAZAUTO. Apoio Cultural: CTAV - Centro Técnico Audiovisual, SEBRAE/CE, ISACC, Prefeitura Municipal de Aracati e Asdecq. Este projeto é apoiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará.

Os tucanos podem mudar as penas? - José do Vale Pinheiro Feitosa

James K. Galbraith, é um economista americano, nascido em janeiro de 1952, filho do renomado economista John Kenneth Galbraith e Catherine Atwater Galbraith e irmão do diplomata Peter E. Galbraith. Normalmente escreve no ambiente universitário e para publicações liberais (cuidado que isso é outra coisa por lá, não traduz os Chicagos Boys daqui) sobre economia. Como título é professor da Lindon B. Johnson School of Public Affairs, Universsity of Texas at Austin e é o catedrático do Levy Economics Institute do Bar College.

O economista esteve na semana passada pelo Brasil, elogiou o desenvolvimento social nele e na América Latina e destacou que o Brasil, nos últimos dez anos (atenção tucanos tem dedo de vocês aí) “

Criou um sistema financeiro com inúmeras alternativas aos bancos comercias e completou o ciclo de circulação econômica, aumentando o poder de compra das classes mais pobres. E isso funciona.
” Atenção existe muitas alternativas ao petismo e os tucanos não precisam cair no neoliberalismo furibundo com horror ao progresso dos pobres e aos aposentados. O Economista vai mais além e diz: “Há dois países no mundo nos quais você vê um mercado de redução da pobreza extrema: a China é um e o Brasil é outro. A situação da China se aplica apenas a ela.”


Acrescenta que no caso do Brasil a situação foi muito interessante, que “O Brasil fez isso sob uma democracia funcional, construído sobre princípios sociais essencialmente democráticos que têm sido atacados ininterruptamente por ideólogos neoliberais nos ultimo 30 anos. Ainda assim, aqui observamos, às sombras do modelo econômico da última década, um exemplo de que essa política acarretou um progresso social indiscutível e, mais do que isso, parece ser bem popular. A população tem aceitado e essa, a meu ver, é a coisa certa a se fazer. É impressionante. Funciona e é algo que deve ser compreendido pelo resto do mundo. Em toda a minha vida, esta é a primeira vez que o resto do mundo está olhando para a América do Sul e para o Brasil como exemplo de algo que funcionou.”


A vitória eventual da Dilma não é o fim da picada para forças mais progressistas que queiram ser isso. Que não acredite em história da carochinha e que tenha coragem de vencer os “coronéis” do “venha a nós o vosso reino e ao vosso nada”. Vejam com que clareza um economista americano, nascido, criado e vivido por lá diz do que seja o capitalismo americano:

Particularmente nos EUA existe, no momento, um discurso político com uma tendência para descrever o país como liberal e com um mercado livre, no sentido da economia capitalista européia. Isso é uma besteira. Não corresponde aos EUA no qual a população vive. O grande capitalismo liderado pelos bancos e instituições financeiras entrou em colapso em 1929.

A partir do início dos anos 30 o país foi reconstruído, tornando-se totalmente diferente, com um modelo que tinha um forte elemento de companhias privadas, mas no qual instituições cruciais foram estabelecidas por autoridades públicas, pelo New Deal. Nós temos a previdência social, a administração pública de trabalho, o conselho de monitoramento, a autoridade de Tenesee Valley, as indústrias públicas de administração, e poderíamos continuar conversando por muito tempo sobre como o país foi construído nas décadas de 1930 e 1940. Isso levou a um período de prosperidade relativamente estável durante os anos de 1950 e 1960, até chegar à década de 1970.

O que aconteceu depois disso foi um esforço feito por Reagan, e particularmente por Bush (filho), de estabelecer o mundo que existia antes de 1929. Ter um país no qual o verdadeiro poder estava nas mãos do setor financeiro privado. Nessa escolha, existem duas realidades: a primeira é que haverá uma ascensão e queda muito rápidas. E a outra é que eles ainda não desmembraram as instituições existentes dos anos 1930 aos 1960. Então ainda temos previdência social, MedCare... ainda temos grandes instituições que estabilizam a economia e que funcionam. Essa é a razão para a crise não ter sido tão violenta quanto a de 1929. A taxa de desemprego chegou a 10% e não a 25%. O que é chamado de capitalismo não tem sido capitalismo. Esse, ao longo da minha vida, eu não conheci.”

Quem quiser deixar para os petistas a hegemonia do progresso social brasileiro que deixe. Mas acho que existem modelos que podem avançar ainda mais e qualquer partido sério, voltado para o interesse do povo brasileiro pode fazê-lo. Não com coronéis, mas com o povo. Abaixo as idéias congeladas, vivam os jovens ousados das ruas do Cariri.

Caetano Veloso chama Lula de "golpista" e Serra de "burro"

O compositor e cantor Caetano Veloso classificou como "golpista" a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao dizer que é preciso extirpar o DEM da vida pública nacional. Já o candidato à presidência, José Serra (PSDB), para o músico é "burro", por ter tentado associar seu nome ao do petista no início do horário eleitoral.

As declarações do artista - que já manifestou preferência pela candidata Marina Silva (PV) e apareceu no programa do partido pedindo votos para ela - foram dadas em entrevista à uma emissora de rádio em Santo Amaro, onde esteve para comemorar o aniversário de 103 anos da mãe, Dona Canô.

"Não pode. O povo brasileiro não pode ouvir isso (Lula dizer que o DEM deve ser extirpado) e não reclamar. E se uma pessoa da imprensa reclamar vem um idiota dizer que a imprensa é golpista. Golpista é dizer que precisa destruir um partido político que existe legalmente. O presidente da República não tem o direito de dizer isso", criticou Caetano.

O cantor cobrou, ainda, explicações sobre a quebra ilegal de sigilo fiscal na Receita Federal, que atingiu pessoas ligadas ao PSDB e a José Serra. E exaltado, também criticou Serra por ter tentado vincular sua imagem à do presidente. "Serra é um idiota que apareceu com Lula, querendo dizer que tá do lado, que é igual a Lula. É burro", afirmou o artista baiano.

Questionado sobre o atual momento político, Caetano disse enxergar risco de um populismo perigoso em torno do presidente Lula e sua candidata Dilma. "É como se fosse assim uma população hipnotizada. As pessoas não estão pensando com liberdade e clareza", analisou.

Para ele, a aprovação a Lula é acrítica e isto é um atraso que remete aos anos 40 e 50, quando a América Latina teve lideranças populistas como Getúlio Vargas no Brasil e Perón (Juan Domingo Péron) na Argentina. "É um atraso. O Brasil não podia estar mais nessa", concluiu.

Fonte: Agência A Tarde, através de Terra

Serra pode ser "humilhado" nas urnas, diz jornal espanhol

Uma reportagem na edição desta segunda-feira do jornal espanhol El País afirma que o candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, conduziu uma campanha eleitoral "suave" e "totalmente errada" e que o político corre o risco de sofrer uma "derrota humilhante" nas urnas.

No texto intitulado "A surpreendente queda de José Serra", a enviada especial do El País a São Paulo, Soledad Gallego-Díaz, escreve que competir com a herdeira política do presidente Lula, Dilma Rousseff (PT), sempre foi uma "tarefa difícil", mas que Serra complicou sua situação por cometer muitos erros e passou de "grande favorito a futuro grande perdedor".

"Serra, de 68 anos, o bem-sucedido governador de São Paulo que passou toda sua vida se preparando para este dia e este cargo, pode enfrentar agora não só um fracasso eleitoral, como o fim de toda a sua carreira política", escreve a correspondente.

A reportagem do El País lista algumas das críticas à campanha de Serra que partiram de dentro do próprio PSDB. Segundo o jornal, o governador teria adotado uma campanha "suave" e "totalmente errada", evitando fazer oposição direta e críticas mais duras ao "presidente mais popular da história".

Serra inclusive chegou a usar a imagem de Lula em seus programas eleitorais. O jornal afirma que Serra é criticado por tentar se mostrar como "o verdadeiro herdeiro político de Lula", em vez de utilizar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na sua campanha.

O jornal também critica o primeiro slogan da campanha de Serra - "O Brasil pode mais" - considerado neutro demais. O El País afirma que alguns dirigentes do PSDB estão mais preocupados com o resultado da campanha eleitoral para os governos de Minas Gerais e São Paulo, com as candidaturas de Antonio Anastasia e Geraldo Alckmin.

Já a campanha de Serra concentra seus esforços nos últimos dias de campanha para tentar ganhar fôlego com os escândalos que levaram à demissão da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, auxiliar próxima de Dilma Rousseff na época em que a petista era ministra.

Fonte: Terra

domingo, 19 de setembro de 2010

Não somos pastiche do discurso de ningúem - José do Vale Pinheiro Feitosa

Tenho vindo pouco aos blogs do Cariri. Melhor dizendo: àqueles para os quais escrevo. Ando atarefado com um projeto e quando entro na rede é com objetivos de pesquisa específicos. Mesmo assim percebi algumas coisas.

O debate eleitoral está morno e não se toca nas eleições estaduais, tão importantes para todos. Os que simpatizam com o governo Lula e apóiam a sua candidata costumam comemorar as boas estatísticas que prevêem a vitória da candidata Dilma no primeiro turno e uma ou outra crítica ao comportamento das grandes redes de mídia.

Os que apóiam o Serra, mais raros em alguns blogs e mais comuns em outros, não comemoram, apenas postam artigos da Revista Veja que se tornou o Cavalo de Tróia da esperança num segundo turno. Debate de um programa tucano para ser diferente dos petistas, nenhum.

Isso significa que nós aí nos blogs estamos empobrecidos de argumentos? Acho que não, pois escrevem neles pessoas brilhantes, bem informadas e que têm uma visão de mundo bastante crítica. Então qual é o problema?

Existe aquele círculo de giz que aprisiona nossas mentes ao um provincianismo que se apega tanto ao umbigo não por um conservadorismo puro simples. É muito mais por uma inação face à sensação que a roda que move o mundo mesmo se encontra fora de nossos limites. Encontra-se nas capitais ou no eixo do sul e sudeste.

Mais uma vez isso reflete o puro hábito de se resumir a fontes externas, sem mover as nossas próprias. Por isso é que o pessoal ligado aos tucanos, especialmente aquele vinculado à Prefeitura, à luta política dentro da URCA ou outros projetos políticos, tanto gosta de apenas postar os “escândalos” da Veja.

É como se estas cabeças brilhantes estivessem em estágio zen de contemplação da realidade que não parece a dela. Esta semana o Zé Flávio escreve sobre um aparelho de saúde que inexistia na região: um hospital público. Isso era para ter aberto um ótimo debate neste momento.

Parece que existe apenas um ranço de defender posições. Se lixem para as posições gente que pensa. Tragam a questão do Cariri, das eleições estaduais, o que ela significa para superar a trama que move a vida de todos. Nós no Cariri existimos por nós mesmos, por isso pensamos por nós. Não somos pastiche do discurso de ninguém.

Estudantes de Escola Pública preparam livro sobre “idéias de arte”

Com a idéia de que a arte pode e deve ser um exercício de todos está sendo desenvolvida, pelos estudantes da Escola de Ensino Fundamental e Médio Polivalente Governador Adauto Bezerra, a publicação de um livro sobre “Projetos de Artes”.

A proposta do Livro é reunir as idéias dos próprios alunos sobre proposições artísticas contemporâneas sendo que essa ação faz parte da atividade curricular de cerca de 600 alunos da 6ª série do Ensino Fundamental ao 1º ano do Ensino Médio.

A aluna do nono ano, Rayany Santos destaca que o trabalho irá gerar um maior envolvimento dos alunos com o conhecimento. “Nunca imaginei que pudéssemos escrever um livro expressando as nossas idéias”, enfatiza.

Já Yasmim Sousa, aluna do Ensino Médio, afirma que os alunos aprendem mais através da aproximação com a arte e ressalta a importância da publicação do livro. “Acredito que esse livro nos ajudará a aprender mais sobre arte. É importante ouvir a opinião dos estudantes, pois todos uma relação reflexiva durante as aulas de artes”, conclui a aluna.

A diretora da Escola, Tereza Alencar, ressalta que a proposta tem uma importância diferenciada para o processo de ensino-aprendizagem, pois incentiva o aluno a criar, além de possibilitar o contato interdisciplinar e contribuir com a leitura e escrita dos estudantes. “Podemos perceber que esse trabalho com arte contribui para o desenvolvimento da oralidade e da escrita. Além disso, existe uma construção individual que caminha para uma dimensão coletiva que é o livro”, destaca a diretora.

A intenção desse tipo de produção é possibilitar a inquietação artística, através do incentivo ao estudo e aproximação com o pensar e fazer artístico/estético. De acordo com o professor de Artes da Escola, Alexandre Lucas “a proposta é audaciosa e necessária para movimentar os alunos no sentido de fazê-los compreender que o fazer artístico exige pesquisa e compreensão técnica e da realidade”.

“Cada aluno poderá propor qualquer temática e forma de execução. A liberdade é um princípio básico da arte e não abrimos mãos desta questão. Queremos demonstrar neste trabalho que a arte não é coisa somente para artistas e intelectuais”, conclui o professor.

O livro será produzido de forma artesanal, apresentando cerca de quinhentas páginas e capa dura sendo disponibilizado para o público virtualmente.


O SUCESSO DA COMÉDIA!!!

O espetáculo A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, escrito e dirigido por Cacá Araújo, em cartaz há cinco anos, continua lotando praças e teatros.


Você ainda pode ver ou rever uma das peças brasileiras mais aplaudidas dos últimos tempos: hoje e amanhã às 20 horas, no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE.

Incêndios na floresta - Emerson Monteiro

Houve um tempo no Cariri quando irrompiam incêndios na Chapada do Araripe, que poucos meios de combate existiam, e as queimadas duravam dias, semanas a fio, devastando as matas que resistem às garras da civilização, nesta fase de melancólicas lembranças do nosso rico passado vegetal.
As preocupações cresceram, no entanto, a sensibilizar órgãos estaduais e ser instalado, já na década de 90, uma guarnição do Corpo de Bombeiros em Crato, corporação que combate o fogo na floresta, legando à Região instrumento importante dos benefícios da cidadania também noutros setores de atendimento.
Hoje, nestas fases dos meses quentes de final de ano, acontecem os incêndios, apesar de cuidados preventivos, pondo em ação as brigadas antifogo, origens atribuídas à proximidade das habitações que levam para perto das encostas ameaças de irresponsabilidade e descaso dos menos avisados no trato com a vegetação.
A propósito, em 18 de setembro de 2010 rastro de chamas cresceu nas matas das imediações do sítio Coqueiro, no município de Crato, subindo a encosta na direção da chapada, causando apreensões. Nada mais triste no Cariri destes tempos nebulosos de preservação ameaçada do que se presenciar, noite adentro, o clarão das matas, chamas avivadas pelo vento quase constante no vale. Numa fase de sol intenso no decorrer dos dias, o material orgânico de folhas e galhos secos torna-se combustível fácil às atitudes por vezes criminosas e de raras identificações. E a velocidade instantânea do fogo aumenta os riscos coletivos da destruição desse patrimônio inavaliável do microclima caririense.
Conter os focos de incêndio requer vigilância constante, sobretudo em face da ausência de conscientização dos agricultores, que prosseguem expondo a natureza ameaçada aos hábitos nocivos das coivaras, costume perverso dos antepassados. Quase sempre a origem dos focos vincula o descaso na queima das brocas.
Para que os agricultores possam desmatar e botar fogo nas brocas devem cumprir as normas legais que determinam preenchimento de formulários, sem os quais se tornam infratores da lei vigente no País.
Deste modo, ainda que existam repartições a coibir os tais abusos e combater suas nefastas consequências, resta à comunidade o exercício da participação responsável, a fim de conter o pouco das florestas que nos cabe conservar para as gerações do futuro, no Cariri.

MUARES PENETRAS – por Pedro Esmeraldo

Aproximam-se as eleições e nós não observamos mudança alguma no comportamento do eleitor. Por hora, pelo menos aqui no Crato, uma massa de inimigos penetrantes entra na cidade a fim de buscar votos que lhes favoreça, mas não tem nenhum compromisso com a cidade. Consideramos esses cidadãos como sendo os inimigos e que vivem buscando votos para lograrem êxito no seu projeto de adquirir grandes vantagens a seu favor. São tantos inimigos que, pensando bem, se colocarem no ar suspensos farão sombra na cidade e que nos impedirá de raciocinar para sabermos escolher bons elementos e que venham nos favorecer. O pior é que esses ditos cujos encontram apoio moral dos políticos cratenses que indubitavelmente entregam a cidade.

Por esse motivo, não queremos falar à toa, mas também não queremos glorificar essas figuras indesejáveis que nos tratam com desprezo e o que ocorre é que vêm nos estimular apregoando o arrefecimento do progresso.

Por isso, estamos revoltados diante da fragilidade dos políticos cratenses, pois deixam tudo correr frouxo e deixam a massa destruidora sucatear a cidade.

Para eles, o seu pequeno mundo é somente a cidade de Juazeiro do Norte. Ora essa, o Cariri, é uma grande região. Deveríamos ter um pensamento igualitário constituído por movimentos iguais, sem partir para a intolerância e a diferença social.

Há dias, vivemos matutando, pedindo a Deus que nos dê força e coragem para retirar do Crato essa camada mórbida de carcarás intolerantes e que vem nos trazer antipatia com esses muares que pisam em nosso solo.

Agora mesmo estamos pedindo aos cratenses “com palavras sóbrias” que tomem cuidado e não deixem o Crato desgastado por essa massa de homens intolerantes que aqui só vêm prejudicar o nosso desenvolvimento. Desejem que o Crato avance o seu sinal de progresso com seriedade e igualdade.

O Crato está praticamente entregue aos inimigos, tudo causado pela falta de amor dos que consideramos crápulas, já que se deixam manobrar por esses abutres que não têm interesse nenhum em trabalhar pela nossa terra.

É melhor que cuidem dos interesses do povo que está sem ser beneficiado devido a falta de trabalho e tecnologia.

Notamos que os políticos cratenses sobrevivem por meio de propinas provenientes dos intolerantes políticos que vêm de fora.

Estamos aqui para gritar, com voz ululante: Já chega de tanta maldade, já basta de sermos enganados, por favor, se não quiserem dar nada ao Crato, dêem o fora daqui, deixem o Crato para os cratenses, porque sabemos desatar os nós que nos impedem de continuar com o crescimento social e democrata.

Agora, o que nos resta fazer, a não ser pedir a Deus que nos dê força e coragem para expulsar da cidade esses carcarás malignos que só nos vêm prejudicar, retirando da cidade o nosso patrimônio.

sábado, 18 de setembro de 2010

Polícia Federal investiga escândalo que envolve os irmãos Ciro e Cid Gomes


Documentos apreendidos apontam o desvio de 300 milhões de reais das prefeituras do estado entre 2003 e o fim do ano passado - Governador do Ceará, Cid Gomes.



Licitações viciadas favoreciam sistematicamente as 17 empresas de Raimundo Morais Filho

Com o segundo mandato praticamente assegurado, o governador cearense Cid Gomes não vai poder concentrar-se na festa da vitória. A reportagem de Veja desta semana revela os detalhes de uma investigação da Polícia Federal sobre um esquema de corrupção envolvendo os irmãos Cid e Ciro Gomes que, entre 2003 e 2009, desviou 300 milhões de reais de prefeituras do Ceará.

A enorme teia de ilegalidades ─ descobertas casualmente pela PF em 2009, durante a investigação de fraudes cometidas pelo empresário Raimundo Morais Filho ─ foram batizadas pelos próprios envolvidos de “Integração Cearense”, uma alusão ao Ministério da Integração Nacional, ocupado por Ciro de 2003 a 2006. A operação começava com o repasse de recursos do ministério a prefeituras cearenses.

Licitações viciadas favoreciam sistematicamente as 17 empresas de Morais, que se apropriava de 4% do valor do contrato e entregava o restante ao deputado estadual Zezinho Albuquerque (PSB), principal articulador político de Cid Gomes na Assembleia. Na etapa seguinte, esse dinheiro era repassado às prefeituras, que pagavam pelas obras uma quantia inferior à prevista nos contratos. Segundo a documentação apreendida pela PF, a quantia excedente financiou, na campanha de 2006, as candidaturas de Cid a governador e de Ciro a deputado.

Interessado em negociar uma delação premiada, Morais produziu um minucioso relatório sobre as operações criminosas. Procurados por Veja, Zezinho e os irmãos Gomes negaram qualquer envolvimento com o episódio. Ciro afirma que sequer conhece o pivô do escândalo.

Foto: Governador do Ceará, Cid Gomes (Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

Fonte: Revista VEJA - Dia 18 de Setembro de 2010

Tempos de ternura - Emerson Monteiro

Tempos difíceis são os tempos de ternura para todos nós, porquanto as crises impõem normas, no fim de superar seus obstáculos. Ninguém sofre em vão. O que mostra a diferença no saber sofrer é o jeito de responder às crises.
Estes tempos dagora pedem sérias atitudes em termos de carinho com que se deva conviver junto dos outros nos grupamentos da sociedade. Para onde se vira, uma demanda de atenção exige dos sentimentos da bondade.
Ruas estreitas pelo crescimento das populações das cidades; ruídos variados e agressivos com o aumento da intensidade das máquinas de som mais alto; a luta pela sobrevivência; a competição pelo poder a todo custo, sobretudo de quem demonstra mais sagacidade na área das conquistas sociais; o estudo, que pede concentração e esforço da juventude; etc.
O trânsito cresceu além da capacidade dos becos e das ruas, nas cidades, com a ligeireza dos veículos bem acima da tranquilidade construída no passado distante. A violência provocada pelas drogas, mal de proporções alarmantes que corrói as instituições de controle. E outros.
Afinal, um painel assustador em termos e proporções, portas abertas no alvorecer do famigerado terceiro milênio da humanidade.
Enquanto isso, a vida continuará, sem sombra de dúvidas, e quem for podre que se quebre, sincera e realista determinação popular. O espetáculo da existência seguirá em frente, com certeza. A raça dos homens haverá de encontrar um jeito bom de resolver suas próprias equações, o que vem acontecendo desde que se conhecem os acontecimentos.
No entanto, de dentro da casca de cada pessoa surge a condição particular de encontrar o gesto importante, nesta hora crítica. Os mestres da história vêm indicando modos civilizados para dissolver tantos bloqueios da alma humana. Oferecem novos sentimentos de paz, alegria, conformação, humildade, paciência, perseverança, justiça, amor, acima de tudo, o amor.
Valor de imensa cotação essa coisa de amor, que manifesta fraternidade e companheirismo nas estradas do viver sadio. Simples de demonstrar e difícil, porém não impossível, de praticar, nos tempos da atualidade. Descobrir, pois, os tratos afáveis da esperança por meio do amor entre as pessoas, eis a urgente proposta coletiva para que os humanos arrastem com sabedoria seus pés no lodo esquisito destes tempos de tantas e desafiadoras interrogações.