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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Produtora confirma segundo show de Paul McCartney em São Paulo
Fonte: G1
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
'Fui extorquido na Casa Civil', conta deputado - Assessor de Dilma Rousseff teria exigido 100 000 reais de propina
Extorsão na Casa Civil

Vladimir Muskatirovic, o Vlad, da Casa Civil, ao lado da ex-ministra Erenice Guerra. No destaque, Roberto Rocha. Em 2007, o deputado Roberto Rocha, do PSDB maranhense, obteve uma audiência na Casa Civil para tratar de um problema que já se estendia por anos. Como mostra a revista VEJA desta semana, contudo, Rocha não encontrou uma solução para seu problema na visita ao Planalto. Encontrou, isso sim, um outro exemplo de como um balcão de negócios operava na Casa Civil de Dilma Rousseff, Erenice Guerra e companhia.
Sócio da TV Cidade, retransmissora da Record no Maranhão, Rocha aguardava desde 2003 uma autorização para alterar a composição societária da empresa. Como as emissoras de televisão são concessões públicas, negócios desse tipo requerem a chancela do governo. Esse procedimento burocrático deveria ser rápido (na medida em que as burocracias são rápidas, é claro), mas acabou se alongando despropositadamente por razões políticas. Rocha é adversário dos Sarney no Maranhão. Dona de TV no estado, e influente no governo Lula, a família fez de tudo para atravancar o seu negócio. Como no Maranhão o apoio ou a oposição aos Sarney é um divisor de águas, Rocha contou até mesmo com a ajuda de petistas, como o deputado Domingos Dutra, para chegar à Casa Civil.
Lá, encontrou-se com o personagem central da reportagem: o advogado Vladimir Muskatirovic, o "Vlad", que atualmente ocupa a chefia de gabinete da Casa Civil. Subordinado de Erenice Guerra desde a época em que ela comandava a assessoria jurídica do Ministério de Minas e Energia, Vlad foi carregado pela chefe para a Presidência - da mesma forma como Erenice foi carregada por Dilma Rousseff, de quem era braço direito.
Dilma tornou-se candidata à Presidência da República pelo PT. Erenice assumiu a Casa Civil, mas foi derrubada do cargo por comandar uma central de tráfico de influência que beneficiava, entre outros, seu filho Israel. Vlad, no entanto, continua firme no governo. Como mostra VEJA - que ouviu também fontes da Casa Civil e do próprio PT -, ao receber o deputado Rocha ele pediu 100 000 reais de propina para resolver a sua pendência.
"Fui extorquido pela Casa Civil", diz Rocha a VEJA. A revista também narra como uma segunda reunião, no restaurante da Câmara dos Deputados, foi agendada para acertar as prestações. O primeiro pagamento - o único consumado - foi de 20 000 reais. Procurado por VEJA, Vlad negou, em nota escrita, ter pedido ou recebido propina.
Fonte: Revista Veja
Dilma e Serra são a mesma coisa? Entrevista com Chico Oliveira na Folha de São Paulo.
Como ele avalia que ocorreu no primeiro turno? “fora o horror que os tucanos têm pelos pobres, Serra e Dilma não têm posições radicalmente distintas: ambos são desenvolvimentistas, querem a industrialização…Que os candidatos escondem problemas cruciais: “não se trata mais de provar que a economia brasileira é viável. Isso já foi superado. O problema principal é a distribuição de renda, para valer, não por meio de paliativos como o Bolsa Família. É escolher entre o ruim e o pior.
Sobre setores da igreja pregando o voto anti-Dilma por causa do aborto: “O aborto é uma questão séria de saúde pública. Não adianta recuar para atender evangélicos e setores da Igreja Católica. Isso não salva as mulheres das questões que o aborto coloca.” E diz que o tema só entra na campanha por causa do êxito econômico do país: Essas posições conservadoras ganham força. Há uma tendência a todo mundo ser bonzinho. Com o progresso econômico, há um sentimento de conformismo que se alastra e se sedimenta, as pessoas ficam medrosas, conservadoras. Isso está ocorrendo no Brasil. Gente da classe C e D mostram-se a favor de uma marcha de progresso lenta e contínua. Eles não querem briga, não querem conflito. Por isso o Lula paz e amor deu certo.”
Sobre a divisão do Brasil segundo a votação entre Dilma e Serra: “É um racha. Significa que a questão da desigualdade regional ainda é muito marcante. Aliás, essa é outra questão que está fora da discussão. O que fazer com as regiões deprimidas? Por baixo disso tudo está a velha história de que São Paulo é uma locomotiva que puxa 25 vagões vazios.Esse desequilíbrio vai criando a sensação de que há um lado pobre e um lado rico. Como se houvesse um voto comprado, de curral eleitoral, e outro consciente. Há de fato uma fratura, e isso ressurge em períodos eleitorais.”
Sobre terceira força política representada por Marina: “A ascensão dela se dá pela falta de radicalização dos dois principais, e a questão do ambiente é relativamente neutra. Não vejo eco na sociedade, a não ser de forma superficial. Não é um tema que toca nos nervos das pessoas. A onda verde é passageira.”
Sobre como se lerá no futuro o papel de Lula: “Getúlio Vargas é o criador do moderno Estado brasileiro, sob todos os aspectos. Ele arma o Estado de todas as instituições capazes de criar um sistema econômico. E começa um processo de industrialização vigoroso. Lula, é bom que se diga, não é comparável a Getúlio. Juscelino Kubitschek é o que chuta a industrialização para a frente, mas ele não era um estadista no sentido de criar instituições. A ditadura militar é fortemente industrialista, prossegue num caminho já aberto e usa o poder do Estado com uma desfaçatez que ninguém tinha usado. Depois vem um período de forte indefinição e inflação fora de controle. O ciclo neoliberal é Fernando Henrique Cardoso e Lula. Coloco ambos juntos. Só que Lula está levando o Brasil para um capitalismo que não tem volta. Todo mundo acha que ele é estatizante, mas é o contrário. Lula é mais privatista que FHC. As grandes tendências vão se armando e ele usa o poder do Estado para confirmá-las, não para negá-las.
Sobre o papel de Lula como cabo eleitoral: Ele acaba sendo um elemento negativo, mesmo com sua alta popularidade. O segundo turno foi um aviso. Há uma espécie de cansaço. Essa ostensividade, essa chalaça, isso irrita profundamente a classe média. É a coisa de desmoralizar o adversário, de rebaixar o debate. Lula sempre fez isso. Não vejo como uma ameaça. Mas o Lula tem um componente intrinsecamente autoritário. Ele não ouve ninguém, salvo um círculo muito restrito, e ele tem pouco apreço por instituições. Eu o conheço desde os anos de São Bernardo. Ele tem a tendência, que casa perfeitamente com o estilo de política brasileira, de combinar primeiro num grupo restrito e, depois, fazer a assembléia. Ele sempre agiu assim. Não é pessoal, é da cultura brasileira, ele foi cevado nisso. Mas não que ele queira derrubar a democracia.
E continua generalizando para a política nos sindicatos: Isso é da cultura política em que ele foi criado: o sindicalismo, que é um mundo muito autoritário, muito parecido com a cultura política mais ampla. E ele se dá bem, sabe se mover nesse mundo. As instituições de fato não são o barato dele. Mas ele não ameaça a democracia do ponto de vista mais direto nem tem disposição de ser ditador. Acho essas afirmações um exagero, uma maldade, até. Elas têm um conteúdo político muito evidente.
Ao comentar que “certa ala do PT, com José Dirceu… Esse tem projetos mais autoritários”, responde ao repórter sobre a força do Dirceu num governo Dilma: Acho que não. Porque Lula vigia ele de muito perto. Lula não gosta dele [José Dirceu]. Tem medo, até, do ponto de vista político. Ele veio de outra extração, a qual Lula detesta. Uma extração propriamente política, de esquerda.
Ao responder sobre o que pode acontecer num governo Dilma e Serra: Os governos tucanos têm horror ao povo. Isso não é força de expressão. É uma questão de classe social. Eles não têm contato com o real cotidiano popular. Eles não andam de ônibus, não têm experiência do cotidiano da cidade. Nem de metrô eles andam, o que é incrível. A cidade é grande, tem violência, a gente sabe. Mas eles não sabem como é o transporte, como são os hospitais, as escolas públicas. Há uma fratura real, eles perderam a experiência do cotidiano real. E isso não entra pelas estatísticas, só pela experiência. Por causa disso, o governo deles é sempre uma coisa muito por cima. Eles são pouco à vontade com o popular. Essa é a diferença marcante em relação a Lula. Sobre Dilma eu não sei. Ela pode também sofrer desse mal.
Finalmente a resposta sobre “do ponto de vista da evolução e da função dos movimentos sociais, qual dos dois é preferível?”: Eis uma questão difícil. Os tucanos, com esse horror a pobre, tendem sempre a aumentar essa fratura, essa separação. Os tucanos não têm jeito…
A nova classe média um avanço conservador?
Os partidos políticos de esquerda e direita no Brasil mudarão muito e os que não mudarem ficarão na contramão deste fato. Do mesmo modo que a classe média tradicional teve um pico de crescimento no Milagre Econômico do governo Médici (inclusive pelas bandeiras do movimento Estudantil da época em busca de mais vagas nas universidades públicas) esta irá fustigar mudanças com a natureza do que veremos abaixo, criando uma maioria conservadora nos partidos políticos.
Claro que uma tentativa política muito clara de contrariar este movimento ou uma crise econômica mundial muito severa, poderá afetar este momento. O mais provável é que a força deste segmento possa dar ao Brasil um lastro duradouro de crescimento.
Vejam os dados segundo o texto original com alguns cortes.
“Na outra ponta os estudos econômicos mostram o surgimento da nova classe média: a juventude nas classes C, D e E. Fala-se muito no chamado "bônus demográfico" brasileiro – isto é, em um período extremamente favorável em que a maior parte da população estará integrando a população economicamente ativa. Nas classes A e B haverá um envelhecimento crescente. Nas classes C e D, preponderância dos jovens.
Na classe A os jovens até 16 anos representam apenas 17%. Na faixa dos 1% mais ricos, os pais ganham dez vezes mais que os filhos. Na nova classe média, apenas duas vezes mais. Com isso, são os mais jovens que influenciam as decisões de consumo das famílias. Na classe A, apenas 10% dos jovens estudaram mais do que os pais. Na classe C, 60%.
Agora sintam a onda conservadora: Para essas classes, o consumo tem um papel simbólico dos mais relevantes. Eles passarão a ditar as tendências, porque – ao contrário dos jovens das classes A e B – além do conhecimento recém-adquirido trarão um componente de luta e determinação novos. Para essa nova classe, o consumo traz o sentido de inclusão social – ou, para usar um termo do sociologuês, de "pertencimento". O segundo, porque representa a bóia capaz de tirá-los definitivamente do universo das restrições. Encaram também como oportunidade e investimento. Finalmente, a satisfação de necessidades e sensação imediata de prazer.
A classe C responde por 54% das vendas de calçados no sudeste, 55% no sul, 57% no centro-oeste, 62% no nordeste e 62% no norte. Em viagens, já responde por 51% das despesas no nordeste a 34% no sudeste. Nos serviços financeiros, detêm 60,2% das contas correntes, 61% dos cartões de crédito, 57,8% das contas de poupança, 63,6% etc.
A nova classe média já movimenta R$ 834 bilhões por ano (contra R$ 216 bi da classe A e R$ 329,5 bi da classe B); responde por 87% da população, 76% do consumo, 69% dos cartões de crédito e 82% dos internautas. O depoimento de uma consumidora classe C dá o fecho para o estudo: "Comprar é perceber que todo nosso esforço vale à pena, que dá para agradar todo mundo, ficar de bem com a gente mesmo".
MEU TIME PREDILETO - por Pedro Esmeraldo
Texto de autoria de Pedro Esmeraldo
Novamente o aborto - José do Vale Pinheiro Feitosa
Antes que me entendam mal: falo no comportamento atual dos casais, mas não estou querendo dizer que isso é a grande maioria. Não é, mas acontece com uma frequência do ponto de vista epidemiológico muito relevante. O assunto é importante por que hoje mesmo tem a notícia de um panfleto ilegal, supostamente editado sob encomenda do bispo de Guarulho, contra a candidata Dilma e, portanto, favorável à candidatura Serra, cujo mote é o aborto. Então o assunto se mantém e continua mote da campanha, pelo menos de modo clandestino.
No sábado a Folha de São Paulo revela a confissão de uma ex-aluna de Mônica Serra, mulher do candidato, relatando que Mônica teria feito aborto numa situação de perigo, na ditadura militar quando eram jovens. A revelação da Folha deu uma revirada no assunto: se voltou contra a tática eleitoral do candidato Serra. Vejam neste insuspeito (não é um amigo do PT) artigo da Folha de São Paulo:
Folha de S.Paulo
FERNANDO DE BARROS E SILVA
Serra em transe
SÃO PAULO - Não resisto a uma provocação inicial: a blogosfera estaria em polvorosa e os serviços da ombudsman da Folha amanheceriam entupidos de mensagens indignadas contra o jornal se a notícia não dissesse respeito a Monica Serra, mas a Dilma Rousseff.
Isso dito, é claro que é polêmica a publicação do relato de uma ex-aluna da mulher de Serra dando conta de que ela (Monica), em sala de aula, revelou já ter praticado um aborto. Não se trata de uma notícia qualquer. Ela coloca em conflito o direito à informação, de um lado, e o direito à privacidade, de outro.
Haverá, neste caso, bons argumentos a favor e contra a publicação. Penso que a Folha acertou, por duas razões principais: com o aborto alçado a tópico da disputa eleitoral (e por obra de Serra), o episódio passou a envolver evidente interesse público. E, tão importante quanto isso: Monica Serra havia dito, há um mês, em campanha pelo marido no Rio, que Dilma era a favor de "matar criancinhas", numa clara alusão à posição da petista sobre o aborto. Ao assumir como sua, e nos termos que fez, a campanha do marido, Monica fixou para si as regras do jogo que estaria disposta a jogar.
O caso (tão desconfortável, tão cheio de implicações desagradáveis a quem o aborda) permite, ou exige, uma reflexão de ordem mais geral. O PT tem sido acusado, quase sempre com razão, de ser capaz de qualquer coisa para se manter no poder. Isso virou um mantra, a despeito da sua veracidade. Mas Serra não está se revelando, já faz tempo, alguém disposto a pagar qualquer preço para chegar ao poder?
Essa pantomima de devoção e carolice que se apossou da campanha tucana (e que nada tem a ver, como parece óbvio, com respeito efetivo pela religiosidade do povo) é a expressão patética de que tudo (biografia, valores, familiares) está sendo sacrificado em nome de uma ideia fixa. Serra sonha ser presidente. Mas se parece, cada vez mais, com o personagem de Paulo Autran em "Terra em Transe".
Marina oficializa neutralidade para segundo turno
Fonte: Folha.com
domingo, 17 de outubro de 2010
Bate coração! - Por Carlos e Magali
* Carlos Eduardo Esmeraldo
* Magali de Figueiredo Esmeraldo
Desde criança que me ocorrem pequenos surtos de taquicardia. Coisa que eu não dava muito importância, pois logo ela desaparecia. Em agosto de 1996, uma dessas crises demorou a passar e tive de ser levado às pressas para uma emergência cardiológica. A médica que me atendeu, Dra. Astrid Rocha Meireles Santos, teve muito trabalho para debelar essa crise. Em seguida, ela me explicou que essa taquicardia era decorrente de uma pequena anomalia congênita debelada facilmente com uma medicação adequada. A partir daí, fui acompanhado pela a Dra. Astrid visitando seu consultório de duas a três vezes por ano. Nessas oportunidades eram realizados vários exames necessários para checar a minha saúde.
Em fins de agosto último, um teste ergométrico constatou uma deficiência coronária. A cintilografia revelou uma leve isquemia do miocárdio esquerdo quando eu estava sendo submetido a esforço. Então tive a surpresa de ter que realizar um “cateterismo” no dia 15 de setembro, justamente no meu aniversário. Mais surpreso ainda, eu fiquei quando recebi os dados revelados por esse exame: obstrução em três artérias principais, uma delas, 90% lesionada.
Ao analisar os resultados dos exames a Dra. Astrid me informou que teria de ser colocadas no mínimo três pontes, à peito aberto, e que iria me entregar ao Dr. Glauco Lobo, em quem ela depositava toda a confiança.
Jamais imaginei que um dia eu teria de ser submetido a uma cirurgia para revascularização do miocárdio, popularmente conhecida por “Ponte de Safena”.
Fiquei muito abalado e para desabafar, escrevi um texto onde afirmava que “Viver é preciso”! ‘Mesmo que para tanto eu tivesse que construir “pontes” e pavimentar novos caminhos’. Foi uma forma que encontrei para comunicar o que acontecia comigo.
Quando me vi numa maca sendo transportado para o Centro Cirúrgico, fechei os olhos, penetrei no mais íntimo do meu ser e me coloquei nas mãos de Deus, dizendo: “Senhor, este servo está em vossas mãos”. De repente me veio uma enorme tranqüilidade e quando acordei, encontrava- me na UTI e, pude entender que estava bem vivo!
Às vezes pensamos que o mundo está perdido, que não existe mais o amor e a solidariedade. Mas, através dos momentos difíceis podemos enxergar o amor e a presença de Deus na bondade das pessoas. O mundo está impregnado de egoísmo, de individualismo, e por isso achamos que são poucas as pessoas boas.
Nesses dias em que Carlos se submeteu a cirurgia para fazer as pontes nas veias obstruídas, tive oportunidade de observar o amor e a doação dos profissionais da saúde: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, camareiras, auxiliares de serviços. Todos trabalhando com delicadeza e um sorriso nos lábios, apesar do cansaço de um dia de trabalho ou de uma noite de plantão. Esse acolhimento ao paciente e à sua família é muito importante.
Quando estava sentada na sala localizada de frente ao Centro Cirúrgico, acompanhada dos meus filhos e noras, à espera de alguma notícia da cirurgia de Carlos, sempre encontrava enfermeiras solidárias que me informavam do andamento da cirurgia. Quando eu visitava Carlos na UTI, também as pessoas que ali trabalhavam eram acolhedoras e educadas.
Através da solidariedade dos amigos e desses profissionais da saúde, estamos muito agradecidos a Deus por todo esse apoio e a força que Ele nos dá para enfrentarmos essas preocupações com tranqüilidade e esperança. Aos nossos amigos agradecemos sensibilizados, as visitas, os e-mails, os comentários, os telefonemas, a torcida e as orações. Agradecemos a Deus pelo dom da vida!
Por Carlos Eduardo Esmeraldo e Magali de Figueiredo Esmeraldo
Nota: O trecho de Carlos Eduardo Esmeraldo foi ditado a Magali que o digitou.
Veja o Partido da Veja: É por isso que ela defende o Serra!
Serra, quando governador, pagou R$ 34 milhões à editora da revista Veja
21/9/2010 15:35, Por Redação, com Altamiro Borges - de São Paulo
Fonte: www.correiodobrasil.com.br
O jornalista Altamiro Borges realizou minuciosa pesquisa junto aos editais publicados no Diário Oficial do Estado de São Paulo e divulgou o resultado, nesta terça-feira, após descobrir indícios de um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril. A liberação dos recursos ficou gravada no histórico do Diário Oficial do Estado:
■ DO (Diário Oficial do Estado de São Paulo) de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.
■ DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.
■ DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.
■ DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.
■ DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.
■ DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.
■ DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.
■ DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.
■ DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.
■ DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.
Negócio milionário
Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas de Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 ao longo de um ano. O Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.
A compra das assinaturas representa cerca de 25% da tiragem declarada da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do empresário Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do Guia do Estudante, outra publicação do grupo.
A dirieta quer explodir o centro - José do Vale Pinheiro Feitosa
Em 1982, durante a primeira campanha livre, Leonel Brizola disputa as eleições e polariza com Moreira Franco do PDS (atual DEM). Um panfleto, que tinha as impressões digitais e um agente da extrema direita, sob o formato da antiga Revista O Cruzeiro circulou para destruir a imagem do Brizola.
Agora na Campanha do Tucano José Serra fazem o mesmo. Ontem foi dado um flagrante numa gráfica que imprimia folhetos apócrifos contra Dilma, iguais ao que fizeram no primeiro turno com a questão do aborto. Os folhetos seriam distribuídos nas igrejas católicas de São Paulo e do sul do país a encomenda era de 20 milhões. O bispo de Osasco é apontado como o responsável. E o dinheiro vem de onde?
Aparecem as primeiras evidências da autoria e da fonte da grana a partir da pessoa que contratou a impressão para a gráfica. A Associação Theotokos ligada a grupos cristãos integralistas e o Partido Monarquista Brasileiro que tem o Movimento Identidade Imperial. Na ponta pode estar o Vice de Serra Índio da Costa.
Existe a suspeita do envolvimento da TFP. E assim fica demonstrado que o famigerado Olavo Monteiro de Carvalho ao se queixar das queixas do Lula contra o jogo baixo só mostra vento de ares pestilentos. A democracia está em risco e todos os que ajudam a esta correia podem manchar as mãos. Uma coisa é o debate democrático e outra a pauleira ao estilo punk neonazista contra nordestino em São Paulo.
sábado, 16 de outubro de 2010
Apanhei, não quero mais...
Por Alexandre Lucas*
Uma coisa é certa quem apanha quer se ver livre de qualquer porrada! Lembro de muitas surras que levei na vida e me lembro de cada uma delas, como se fosse aquele beijo inesquecível...do qual jamais podemos nos esquecer...a surra é bem diferente do beijo. O beijo é tão bom, mas a surra dói, deixa marcas, traumas.
Se for para escolher não temos dúvidas, vamos decidir por muitos beijos e, nenhuma pancada. Porém não nos afastemos das lembranças de tantas cacetadas que já recebemos, essas lembranças nos servem como aqueles despertadores que sempre nos acordam do sono profundo.
Comecei a beijar muito cedo, aprendi que isso era muito prazeroso, porém comecei a apanhar antes mesmo de aprender a beijar. É, não tinha como correr, tinha que apanhar mesmo, pelo menos por um bom tempo, apanhei não porque Mainha e Painho me batiam, mas apanhei como muitos filhos deste país, não da mão pesada dos adultos, mas da mão pesada das injustiças sociais, apanhei do pão nosso que nos falta a cada dia.
Filho de Costureira e Sapateiro aprendi como é difícil sobreviver num país capitalista. Não é preciso entender de política ou de economia para saber o quanto maltrata ver um pingado de gente se banhando de dinheiro e uma grande multidão só vendo o espetáculo sem poder participar da festa.
Minha mãe, uma Maria, oprimida e explorada, como tantas marias do Brasil, que nunca participou de política, me deu talvez o maior beijo da minha vida, quando tinha aproximadamente uns nove anos, perguntei “mãe o que é comunista?” e ela me disse “é esse povo que defende a igualdade, muitos já foram presos ”.
Talvez esse beijo tenha me despertado sensações e convicções. Quando comecei a participar de política, nem votava ainda. Mas já me indignava com um governador de bico grande e de olhos azuis que implantou no Estado do Ceará um sistema de Educação cronometrado e por televisão, como se o nosso povo fosse um conjunto de robôs. Essa foi uma tremenda lapada na nossa vida de estudante de escola pública.
O meu batismo de indignação provavelmente tenha ocorrido numa manifestação que aconteceu quando o então presidente FHC esteve no Cariri/CE. É eu estava lá e fui espancado pela Polícia juntamente com vários camaradas que discordavam do modelo de Governo antipopular, entreguista e neoliberal do PSDB.
Lembro-me ainda que neste período de FHC, um dia chorei de raiva, ao assistir à TV, e ver um jovem com o nariz ensangüentado, tinha sido agredido por defender o patrimônio do nosso país, a Vale do Rio Doce vendida pelos tucanos ao interesses estrangeiros, esse jovem era o Kerison Lopes, na época presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES.
Também lembro quando outro Governo do PSDB no Ceará desrespeitou o resultado de consulta para reitor da Universidade Regional do Cariri – URCA. É, mas dizem que são democráticos.
Nestas eleições fiquei admirado com essa turma do PSDB que sempre criminalizou a luta organizada do nosso povo e agora se coloca como salvadores da pátria. Esses dias assistir ao Programa do Serra, ele tecia vários elogios a luta ecológica do Chico Mendes e da Marina, ele só esqueceu de dizer que esses ecologistas eram do Partido da Dilma e que foram combatidos pelo PSDB e Demos. Mas ele elogiava até o Lula, mas porque será que ele não bate no Lula e fala tão bem da Marina?
É, sei o quanto esse Brasil cresceu, poderia ter crescido mais. A vida do povo simples melhorou... Esse povo possivelmente tenha beijado mais e apanhado menos.
Esse é um momento para decidimos, só temos uma escolha. De um lado tem a surra que serra a alma e do outro a Dilma. Eu vou votar na Dilma, ela não é uma comunista, nem vai fazer revolução socialista, é uma pena. Mas ela é a opção que temos para apanharmos menos.
*Pedagogo, artista/educador e Coordenador do Coletivo Camaradas
O futuro dos filhos - Emerson Monteiro
Desde cedo que a atenção dos pais se volta para o encaminhamento dos seus filhos. Pouco importa a condição da família, o sonho do sucesso futuro dos filhos ocupa sempre espaço de prioridade número um, isto em todas as épocas e todos os lugares. O amor acendrado pelos descendentes significa a razão da humanidade prosseguir, apesar das imensas contradições e deficiências nos outros campos da atividade coletiva.
Desde cedo que um movimento natural dos genitores encaminha o filho, sobretudo naquilo que diz respeito aos meios de sobreviver. Neste processo por vezes angustiante e incerto, os que já desenvolveram uma profissão buscam repassá-la aos que demonstram interesse em seguir, quando outros recursos melhores estejam fora de cogitação.
O seguimento das raças dá notícias da criação das primeiras escolas bem nos inícios da organização de vida na Terra. Estabeleceram os aparelhos de formação das novas gerações através da educação formal. Nos liceus de artes e ofícios da Idade Média, a preparação dos jovens atendia necessidades sociais e conduzia aos passos iniciais, sementes das futuras instituições universitárias que agora dominam a ciência e a técnica. Na atualidade, tempos de muitas formas dessa fase industrial-tecnológica, a complexidade toma conta dos mercados e as profissões cresceram quase ao infinito. E nesse quadro misterioso deságuam as apreensões dos pais em relação ao engajamento de seus filhos no universo do trabalho. No entanto as limitações da pirâmide social selecionam só pequena margem de eleitos e restringem os demais, tornando a escola o funil discriminatório da ordem oficial.
Fórmulas prontas não existem para a educação, dizem os especialistas do assunto. Cada caso é um caso. Métodos funcionam ou deixam de funcionar, ao sabor do talento e das pessoas. A exigência de sensibilidade e vocação dos professores e responsáveis responde pela condução dessa valiosa arte de educar.
Além disso, existem as armadilhas onde os maus instintos sujeitam os jovens a prejuízos descomunais, quando fatores negativos invadem a cena. Influências perversas dos desvios sociais nascem da violência, da droga, da desonestidade, maus exemplos, baixa escolaridade, ensino público sucateado, alimentação deficiente, distâncias, e outras atrapalhações mais.
No que pesem os governos haverem notado o valor da formação profissional desde o ensino médio, a grande população ainda passa longe de receber as benesses da nova política. Dentro disso tudo, o fator interesse do filho representa parcela fundamental no seu futuro, investindo tempo e saúde no querer para si os frutos dos seus esforços e tendências, auxílio precioso ao que podem fazer os governantes e pais para a sua felicidade.
Em cenário estável, Dilma mantém vantagem sobre Serra, diz Datafolha
Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária
Psol apoia voto nulo ou ''crítico'' em Dilma no segundo turno
A posição do partido é pela ''oposição frontal'' ao candidato do PSDB, José Serra. ''Nenhum voto em Serra'', foi a resolução da executiva nacional do PSOL.
Redação O POVO Online com informações do Estadão
Alemberg Quindins recebe prêmio nacional
Representação
"Fico feliz com esse reconhecimento, por estar representando o Ceará e o Cariri"
Alemberg Quindins
Diretor da Fundação Casa Grande
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ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER
PR do Ceará muda de lado e agora apoia Serra
O dedo do Aécio: PP mineiro decide apoiar Serra
Ontem, o PP nacional deu oficialmente seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff. Hoje, menos de 24 horas depois, o diretório regional do PP em Minas Gerais enviou uma carta a Francisco Dornelles manifestando “apoio irrestrito a José Serra”. Nem é preciso dizer que tem as digitais dos dez dedos de Aécio Neves nesta carta. (Por Lauro Jardim)
Veja intenções de voto à Presidência por sexo e região, segundo Datafolha
Do G1, em Brasília
Na reta final da eleição, avaliação de Lula volta a subir e bate recorde, diz Datafolha
Fonte: Folha de S. Paulo



