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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

GUERRILHA DIVULGA PROGRAMAÇÃO DESTA QUINTA, DIA 11




19h00min - Palco: O MACACO SABIDO (Infantil, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE

20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE (Obs.: Este espetáculo substitui A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, da Cia. Cearense de Teatro Brincante, em virtude de problemas de saúde no elenco)

2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
TEATRO RACHEL DE QUEIROZ, CRATO-CE-BRASIL
INFORMAÇÕES: (88) 3523.2168 / (88) 8801.0897 (Cacá Araújo)

Livros são espelhos - Emerson Monteiro

Ao ler lemos a nós mesmos através da projeção da visão e identificação, nas páginas escritas, projeção dos nossos conteúdos pessoais, pensamentos, cultura, conhecimento recolhido no decorrer do tempo. Vem daí a importância inigualável da leitura como fonte reveladora do Ser, quando revemos o que dispomos acumulado em nosso interior, recordando coisas aprendidas, movimentando reservas em nós depositadas nas sombras do passado que existirá sempre na mágica indestrutível da consciência individual. Dessa consciência que, ela que junta de si nos outros, forma bloco único e eterno das coisas resultantes o que se revolvem no ato de ler as quais, juntas são denominadas inconsciente coletivo, nada mais sendo do que a formulação universal da Luz original imensa da natureza maior.
É uma moeda que revela seus dois lados em apenas um só lado único, pois. Inexistirá divisão nesse padrão de todas as manifestações em consonância, representadas em face única e particular, o singular do que antes se supunha uma pluralidade infinita e múltipla. Milhares de faces de todo único individual, indivisível. Tudo e todos em um só e único, mesma face da moeda solitária a percorrer o cosmos em viagem sideral através das inúmeras consciências do único formato, entre si interligado por fibras internas da primeira essência.
Ler, portanto, percorrer a face de dentro do conhecimento em elaboração no lado íntimo das individualidades, atualiza essências anteriores da mesma face em novas revelações, constatação original da vez primeira em retorno às vezes outras que se repetem no ser individual-plural, no bloco indivisível de cada ser. Ato de procurar e encontrar a um só tempo, qual ente que desloca seu foco de consciência através da mesma rede imperecível que nasce da fonte perene do ser-conhecer em ação permanente.
Quando lemos, por isso lemos a nós próprios. Atualizamos causas primeiras e consequências posteriores da elaboração de pensamentos e discernimentos, configurando, outra vez primeira, as reações secundárias do que já foram ações primárias, nas letras, palavras e sentidos das novas edições do ato único de compreender que confronta a nós próprios.
Nesse processo da comunicação, as consciências se refazem muitas infinitas vezes, pelos seus próprios atos, no mistério persistente do ser em constante vir-a-ser, resistência, continuidade suspeitada de sobrevivência dos valores da unicidade nas coisas que se sucedem pela essência primeira, na continuidade de tudo em um foco perene, manifestado nas horas diversas e em imagens fragmentadas de futuro aparente, ilusões de particularidades que resultam das imagens únicas em movimento, porém indivisíveis, da mesma e só uma consciência do momento presente em cada lugar do imenso si mesmo todo tempo, e em cada um dos indivíduos atores, através dos quais se manifesta, portanto.
Nisto desvanece o princípio arcaico da multidão de subjetividades e se desvela o conceito pleno da indivisibilidade primeira e eterna do Uno, ser causa cáusica de tudo, Ser essencial, motor dos primeiros postulados, de quem derivaram todas as pretensões anteriores do dois manifestado e também existente, face dupla do Ser criador vivendo em nós, no entanto sem divisão.

UM SONHO INUSITADO – por Pedro Esmeraldo

Só desejo falar a verdade e mostrar para o homem cratense que todos devem progredir, mas com trabalho, união e força de vontade.

Ultimamente, vê-se um bando de homens que se dizem guerrilheiros, mas fracos, sem esboçar movimento de força de união em benefício da cidade. A maioria deles só sabe falar à toa, dizer asneiras na Praça Siqueira Campos. O que ocorre é o esvaziamento do Crato porque esses guerrilheiros fracalhões, “aumentativo de fraco”, entregam-se facilmente aos inimigos sem lutar e sem dialogar que prejudicam o bom desenvolvimento dessa cidade.

Por essa razão, preocupado com a falta do bom desenvolvimento político, narrar nessa página um sonho inusitado.

Sonhei que surgiram três novos bairros, ou seja: Ponta da Serra, Palmeirinha e São Francisco, este último localizado no sítio Quebra.

Se por acaso conseguir esse intento, não haverá coisa melhor e o Crato se aproximaria junto dos habitantes na maior cidade da região, com foro de cidade civilizada, seu desenvolvimento seria acima da média, afastando-se da idéia de emancipação do próprio distrito da Ponta da Serra, que por sua vez pode-se chamar de um município bisonho se conseguir esse intento.

Será melhor assim, já que evitaria proliferação de criar municípios monstrengos, semelhantes a outros existentes no Ceará. De acordo com o censo demográfico, houve retrocesso em alguns municípios pequenos no Ceará, visto que regrediram no decorrer da última década e poderão se tornar municípios desconhecidos no mapa geográfico. Esses municípios paupérrimos ficaram mortos e permanecem sempre no rol de pequenos vilarejos sem eira e nem beira, longe do progresso. Por isso, afirmo que certos vilarejos devem permanecer onde estão, isto é, atrelados à cidade mãe. Nunca se deve cair no desengano. Olhem que por trás desse rótulo estão os políticos aventureiros que não têm chance de se eleger a qualquer cargo eletivo e desejam se sobressair à custa de chapéu alheio.

Evitem criar cidades fantasmas, fujam da raia e não queiram aparecer sem merecer. Quero temer essa acomodação dos cratenses que não reagem tornando-se perdidos na poeira do tempo.

Não se deve marchar para o lado do desengano, mas permanecer coeso, unido, procurando o máximo desempenho com trabalho e com tecnologia a fim de conseguir melhoria de produtividade.

Lutem sozinhos, evitem contato com pessoas indigestas, trilhando o caminho da ambição progressista com o fito de alcançar com uma política sadia um corpo são e uma mente sã.

Assim desejo continuar com a história do meu sonho, desejo possuir melhoria de aspecto urbanista. Por isso é necessário que o prefeito faça adaptação em boa parte da cidade. Crê-se que precisa de dinheiro já que as autoridades da capital são inimigas e desinteressadas pelo Crato.

Continuo narrando meu sonho: dizia que o senhor prefeito adquirisse uma terra entre Crato e Ponta da Serra e vendesse a preço módico aos velhos aposentados, só assim abafaria o querer ser grande sem ter condições.

Tive conhecimento que um advogado daquela banda anda debochando de mim, dizendo que eu me calei e que estou aqui quieto e manso.

Respondo a esse senhor: não estou quieto e nem manso, continuo na luta, porém o que ocorre é que sempre tenho o hábito de respeitar os mortos e jamais pensem que esmorecerei na minha luta.

Creio que o cidadão cratense não vai imiscuir-me pelas palavras macarrônicas desses algozes da Ponta da Serra, que pensam que são grandes e viçosos.

Por isso, digo, não atinja sem poder o cimo da montanha, por que o vento não estará favorável.

Crato, 08/10/2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Exercícios físicos - Emerson Monteiro

Resolvi, desta vez, juntar alguns elementos de atividades físicas, com isto lembrando o gosto necessário pelo viver com saúde e tranquilidade, sem os remorsos da acomodação física sedentária.
Nem só de pensar vive o ser humano. As caminhadas vêm sendo consideradas ideais para pessoas inativas. Caminhar, no entanto, unido a uma alimentação saudável, que pode emagrecer, reduzir calorias e controlar o peso, pondo mais vigor nas pessoas, pois atividade oxigena o cérebro e libera substâncias tóxicas, além de aflorar a endofina, denominada hormônio do bem-estar e das sensações do prazer. Isso traz disposição e maior animação para viver.
Já as corridas cabem em todos lugar, rua, praia, esteira ou parques. Roupas próprias e calçados adequados tornam a atividade física das mais saborosas, trazendo reservas de saúde e satisfação, prevenção e resistência. Um provérbio chinês receita para a vida harmônica “Comer só pela metade, andar o dobro e rir quatro vezes o que se costuma fazer.”
Na simplicidade das caminhadas, no entanto, cabem algumas recomendações. Começar a correr após avaliação médica do estado físico através de consultas com um ortopedista e um cardiologista, revelando a intenção de praticar exercícios regulares. Ser honesto consigo mesmo e com os outros, para evitar surpresas de última hora, o que sujeita precisar de exames complementares que avaliem a disposição e o nível do corpo.
Depois, há outros utilitários da movimentação constante dos órgãos motores. O uso da bicicleta, por exemplo, eis outro esporte completo. Os efeitos de pedalar oferecem resultados positivos, evitam riscos e quase não têm contra-indicações. Os pedais oferecem a frequente queima de calorias, definem o abdômen e os músculos das pernas, panturrilhas, coxas e glúteos.
Ainda existe espaço para falar de outra prática aeróbica de importância, a natação merece classificação de um esporte completo, porquanto aciona a musculatura sem exigir impacto e movimentos bruscos na água. Indicada desde a infância, auxilia o desenvolvimento dos órgãos, aumenta a capacidade respiratória, ocasiona resistência a doenças, alergias, e acrescenta as imunidades. Os seus praticantes chegam a perder até 600 calorias por cada uma das horas trabalhadas, enriquecendo músculos, definindo a silhueta, melhorando respiração e coordenação motora.
Desta forma, o interesse nas ações físicas soma entusiasmo e saúde aos afazeres diários, neutralizando o ritmo mecânico dos tempos atuais.

GUERRILHA CONSOLIDA A CENA CARIRIENSE

GUERRILHA DO AMOR, NAÇÃO CARIRI - ESPAÇO DE INCLUSÃO CULTURAL

Valorização das artes e dos artistas caririenses


A cultura brasileira tem se afirmado pela diversidade. O Nordeste, e nele o Cariri cearense, se destaca como emblema cultural resultante de intenso caldeamento de influências, notadamente a ibérica, a africana e a ameríndia, iniciado nos tempos de colonização das terras brasileiras pelos portugueses.

Entretanto, atualmente, forças midiáticas movidas pelo interesse econômico privado e alimentadas pela ideologia hegemonista do grande capital internacional ferem cruelmente o direito à livre existência da pluralidade de linguagens e tendências artísticas e culturais, na tentativa de estabelecer a estética do consumo capitalista como única via de comportamento intelectual e material.

Em meio a essa avalanche destruidora, a resistência de afirmação da identidade popular tem se dado pela bravura de grupos alternativos, reforçados por programas públicos de desenvolvimento cultural e parcerias com entidades de classe, sempre almejando oportunidades de crescimento profissional, geração de renda e difusão dos símbolos culturais que identificam o povo e sua história.

A "GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE” se insere no contexto de luta em favor da diversidade, respeito e afirmação da identidade cultural brasileira, especialmente por destacar a dramaturgia e a encenação produzidas na região como fortes elementos identitários do povo radicado nesta localidade do país.

Foi, portanto, pensada a partir do debate com atores, diretores, dramaturgos e produtores, como forma de valorizar a produção dramatúrgica e a realização de espetáculos na região do Cariri, posto ser necessária intervenção de impacto que abra espaços de difusão da arte e do artista caririense, nordestino, brasileiro!

"Guerrilha do amor, nação Cariri
no sol da batalha conquistando aplausos
atores, atrizes, brincantes, cantores
poetas do drama, do corpo e das cores

A arte
que brota das mãos guerrilheiras traz
amando e lutando, sorrindo e sonhando
a mensagem dos deuses em busca da paz"
(Trecho da música Guerrilha Caririense, de Cacá Araújo e Lifanco)


DIA 5.11.2010 - PROCISSÃO DE ABERTURA: artistas nas ruas em defesa da arte caririense





DIA 6.11.2010 - Palco: CONTOS DE BRUXAS, Cia. Teatral Arriégua, Crato-CE




DIA 6.11.2010 - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA, Cia. Teatral Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE




DIA 7.11.2010 - Arena: DENTRO DA NOITE ESCURA, Cia. Teatral Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE






DIA 7.11.2010 - Palco: DONA PATINHA VAI SER MISS, Cia. Teatral Anjos da Alegria (Crato-CE)





DIA 8.11.2010 - Palco/Bonecos: PLUFT, O FANTASMINHA, Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE




DIA 8.11.2010 - Arena: OS ANIMARTISTAS, Cia Teatral Anjos da Alegria (Crato-CE)




Fotos de Gessy Maia

VEJA O RESTANTE DA NOSSA PROGRAMAÇÃO:

09 (terça):
19h00min - Palco: LAMPIÃOZINHO (Infantil, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: AVENTAL TODO SUJO DE OVO (12 anos, 70min), Grupo Ninho de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

10 (quarta):
19h00min - Palco: O MISTÉRIO DO BOI MANSINHO (Infantil, 80min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: A VINGANÇA DO FINADO JOAQUIM (Livre, 40min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

11 (quinta):
19h00min - Palco: O MACACO SABIDO (Infantil, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

12 (sexta):
19h00min - Palco: O BARQUINHO (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: BRASEIRO (18 anos, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

13 (sábado):
19h00min - Palco: O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (Infantil, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: CEARÁ, GENTE QUE RI (Livre, 55min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE

14 (domingo):
19h00min - Palco: POR CAUSA DE VOCÊ (Livre, 50min), A2 Cia. de Dança, Crato-CE
20h30min - Arena: DESMISTIFICANDO TABUS (14 anos, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE

15 (segunda):
19h00min - Palco: UMA ÚLTIMA VEZ (14 anos, 60min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO GODOT (12 anos, 15min), Cia. Os Dois de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

16 (terça):
19h00min - Palco: A BRUXINHA QUE ERA BOA (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: BURRA, NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO (Livre, 60min), Allysson Amâncio Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE

17 (quarta):
19h00min - Palco: HISTÓRIAS DO TEMPO DA MAMÃE (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: RETRATO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

18 (quinta):
19h00min - Palco: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: CABORÉ (Livre, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

19 (sexta):
19h00min - Palco: AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NÃO CULPA ELES, CULPA NÓS (12 anos, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE

20 (sábado):
19h00min - Palco: PÁSSARO DE VOO CURTO (Livre, 60min), Cia. Entremeios de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: BODAS DE SANGUE (12 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

21 (domingo):
19h00min - Palco: AMARRAS (Livre, 40min), Dakini Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NUDEZ SEM CASTIGO (14 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

22 (segunda):
19h00min - Palco: O VELÓRIO SHOW (12 anos, 60min), Cia. dos Sem, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: ITINERÁRIO ALÉM DO PONTO (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

23 (terça):
19h00min - Palco: UM AMOR DE PALHAÇO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: CURTÍSSIMAS (12 anos, 60min), Alunos do NEET / SESC e Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

24 (quarta):
19h00min - Palco: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (12 anos, 60min), Turma do Curso de Formação em Teatro - CCBNB 2010, Cariri-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

25 (quinta):
19h00min - Palco: O HÓSPEDE (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: TERREIRO DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

26 (sexta):
19h00min - Palco: ARMADILHAS (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
20h30min - Arena: NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min), Cia. Wancilu’s Gat Produções, Crato-CE

27 (sábado):
16h00min às 17h30min – Ônibus Juazeiro do Norte/Crato: BUZU-TEATRO (Livre, 25min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19h00min - Palco: AFRODESCENDÊNCIA (Livre, 30min), Cia. de Dança Vid’Art / Projeto Nova Vida, Crato-CE
20h30min - Arena: Seminário “Teatro Brasileiro Caririense” / Entrega de Certificados e Outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
22h00min - LIFANCO - SHOW VALORES CULTURAIS

Cacá Araújo
Coordenador Geral
(88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430 / (88) 3523.2168

REALIZAÇÃO:
SOCIEDADE CARIRI DAS ARTES
SOCIEDADE DE CULTURA ARTÍSTICA DO CRATO
CIA. CEARENSE DE TEATRO BRINCANTE
COMPANHIAS DE TEATRO E DANÇA DA REGIÃO DO CARIRI

PATROCÍNIO:
SECRETARIA DE CULTURA DO MUNICÍPIO DO CRATO
PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO
CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE

Diversidade marca 12ª edição da Mostra Cariri

Um diversificado palco das mais variadas manifestações artísticas e culturais, contendo espetáculos de teatro, dança, exposições, shows, instalações, rodas literárias, performances poéticas e mostras de cinema e vídeo é o panorama da 12ª edição da Mostra Cariri.

O circuito, programado para acontecer de 12 a 17 de novembro, reúne no sul do estado, na região do Cariri, desde grupos tradicionais, que representam a memória cultural da região - como reisados, bandas cabaçais, maneiro pau, lapinhas, pastoris, guerreiros e congadas – até produções experimentais de arte contemporânea, abrangendo tendas literárias, ações formativas, mostras de ruas, e outros infindáveis acontecimentos.

Realizado pelo Departamento Nacional do SESC e pelo SESC Ceará, a mostra se espalha por teatros, galerias de arte, galpões e clubes, em ruas e praças, cortadas por cortejos chamando a população para participar.

No cenário artístico da Mostra, seis países e 12 estados da federação farão parte do contexto abrangente do evento. Inserido num cronograma programático, este ano nas artes cênicas, estão previstos 107 apresentações, envolvendo cerca de 300 artistas. No núcleo audiovisual, serão exibidos 78 filmes entre curtas e longas da produção cinematográfica cearense. Na seção literária, uma programação que inclui um jornal literário, recitais de poesias, oficinas de troca de experiências e lançamento de cordel.

O circuito Patativa do Assaré irá levar espetáculos a nove municípios do cariri cearense (Farias Brito, Altaneira, Caririaçu, Missão Velha, Campus Sales, Araripe, Assaré, Santana do Cariri e Potengi). E, a partir do dia 19 de novembro, o caldeirão artístico cultural do Cariri chega em Fortaleza, onde acontecem espetáculos para todos os públicos se estendendo até o dia 21, data do encerramento oficial. Na capital cearense estão incluídos 14 espetáculos teatrais.

De acordo com a gerente do programa Cultura do SESC-CE e coordenadora da Mostra Cariri, Dane de Jade, “a Mostra tornou-se um importante espaço de intercâmbio de linguagens artísticas, estabelecendo o convívio salutar entre a obra de arte e o público. Celebração de povos de todos os cantos do mundo, ela amplia a dimensão da cultura para muito além do espetáculo, promovendo atividades formativas, para fruição e discussão, democratizando o acesso a artes cênicas, música, artes visuais, tradição, artesanato, literatura e audiovisual.”

Os destaques e as novidades da mostra de 2010 incluem a ampliação do núcleo Tradição, no incremento das Terreiradas, espécie de encontros promovidos nas casas de mestres populares, com apresentação de folguedos para as comunidades, o enfoque na produção local audiovisual, e o programa Música da Sala, um local específico e apropriado para apreciação de um refinado repertório.

Enquanto a mostra estiver no Cariri, as apresentações vão se concentrar em locais como o SESC Crato, o Centro Cultural Araripe, a Praça da Sé, o Teatro Municipal de Crato, o Largo do Memorial, a Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau, o Teatro Violeta Arraes, o Centro Cultural do Araripe (REFFSA) e o Largo do Casarão. Os artistas que participam da mostra, entretanto, também descem do palco, transformando o público em parte do espetáculo.

A estrutura da Mostra foi dividida em núcleos: Artes Cênicas, Música, Artes Plásticas, Literatura, Gastronomia, Artes Visuais e Audiovisual, incorporando, além de manifestações artísticas, os hábitos, costumes e crenças do Cariri e de cada região do Brasil, elementos que formam a pluralidade e, ao mesmo tempo, determina a singularidade do país.

Fonte:
Assessoria de Imprensa: AC Comunicação
Jornalistas Responsáveis: Giselle Norões – (85) 3452.9060 / 8898.9899
Carla Pinto – (85) 8703.324

Ariano Suassuna ministra aula-espetáculo na abertura da 12ª Mostra SESC Cariri de Cultura

A abertura da 12ª edição da Mostra SESC Cariri de Cultura irá acontecer na próxima sexta-feira (12), às 19h, com uma aula-espetáculo do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, na RFFSA, Crato. Em suas apresentações, Ariano Suassuna, que é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, é um defensor da cultura do Nordeste, fala sobre a valorização da cultura popular nordestina. Estará presente na ocasião o presidente do Sistema Fecomércio, Luiz Gastão Bittencourt.

Sobre a Mostra SESC Cariri de Cultura - A 12ª edição da Mostra SESC Cariri de Cultura, já consolidada no calendário nacional, atua fortemente na propagação e divulgação da arte e da cultura. O evento reúne no sul do estado do Ceará núcleos de literatura, música, artes cênicas, artes plásticas, audiovisual, meio ambiente e artes visuais.

Durante a realização da Mostra, dez municípios irão compor o quadro geral do festival: Crato, Barbalha, Nova Olinda, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Campus Sales, Araripe, Assaré, Santana do Cariri e Potengi. Seis países e 12 estados da federação farão parte do contexto abrangente do evento. Estão previstas 107 apresentações, envolvendo cerca de 300 artistas. No núcleo audiovisual, serão exibidos 78 filmes entre curtas e longas da produção cinematográfica cearense. Na seção literária, uma programação que inclui um jornal literário, recitais de poesias, oficinas de troca de experiências e lançamento de cordel

O circuito, programado para acontecer de 12 a 17 de novembro na região do Cariri, traz para a abertura uma apresentação com o escritor Ariano Suassuna. A partir do dia 19 de novembro, o caldeirão artístico cultural do Cariri chega em Fortaleza, onde acontecem espetáculos para todos os públicos se estendendo até o dia 21.

Fonte:
Assessoria de Imprensa: AC Comunicação
Jornalistas Responsáveis: Giselle Norões – (85) 3452.9060 / 8898.9899
Carla Pinto – (85) 8703.3244

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ESPOSAS ESPIRITUAIS

Luiz Domingos de Luna*
A navegação no oceano on line deve ser uma busca constante para a rigidez da mutação social.
As mutações sociais são vertentes que ao longo da história empregam em cada espaço sua marca, a força do timbre, sempre milhares de fatores corroboram para a sua formação, tendo a ferramenta de novas tecnologias de formatos de comunicação à possibilidade de concentração mutativa maior.
Essa massa oxidadiva de conteúdo de informação e, ou mesmo, conhecimentos é argamassa de valia maior para construção do edifício da civilidade, quiçá de uma sociedade estabilizada em vetores emocionais que dão o tom para a rigidez do tecido sociológico.
Dá um grande prejuízo para a sociedade entrar no mundo virtual com o objetivo único de colar um vínculo emocional quebrado ou não, como se a internet fosse o jardim do Éden a espera do Adão e de Eva. A Internet não pode e não deve ser uma praça de personagens em busca de outros personagens, pois nesta lógica o fio condutor maior seria um vinculo emocional balofo sem consistência ou etéreo, porém desprovido de sua função básica que é o engrandecimento da Epistemologia Genética da humanidade para o bem, assim o vinculo emocional deve ser a exceção e não a regra.
A navegação no oceano on line deve ser uma busca constante para a rigidez da mutação social, assim, o processo deve ser feito para a identificação dos ingredientes sociológicos, psicológicos, científicos, culturais, educacionais, econômicos, políticos, religiosos e principalmente sociais, assim a navegação não deve ser: “trazer uma chama acesa para devorá-la”, Mas acender “todas as luzes que parecem apagadas no /seu/ interior”, assim o navegador deve ser um humanizador social, uma ativista cultural, não é licito usar ferramentas velhas para questões novas, nem questões velhas com ferramentas novas, pois a sociedade já entrou num processo mutativo irreversível e a mente humana deve está em sintonia na manipulação deste motor giratório universal de acesso a todos – Internet, com vistas a construção de uma sociedade onde todos de fato e de direito possam ser felizes.
*Professor –Aurora – Ceará
*É colaborador deste blog

Domingo na Lagoa Rodrigo de Freitas - José do Vale Pinheiro Feitosa

Andar na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas aos sábados e domingos é bem diferente dos outros dias. Alguém dirá: ora cara pálida isso acontece em todos os parques do mundo! Nos domingos e feriados os pais podem levar os filhos, os avós podem acompanhar, as meninas lindas vão exibir seus dotes de promover suores de desespero aos sessentões. Nos outros dias só aposentados podem se alongar na caminhada de 7,5 Km, e por isso a impressão geral que exercícios envelhecem e engordam.

No domingo de ontem a Lagoa estava mais cheia do que aquelas antigas “ondas” nas festas da Penha na Praça da Sé no Crato. A “onda”, era um círculo imenso, suspenso por cabos que davam efeito pendular enquanto toda a geringonça girava à base de energia muscular humana. No círculo existiam assentos, com as pernas penduradas no ar e começava o giro. O mais curioso era que o giro era lento, natureza da fonte energética, e entre os bancos apinhados de rapazes e moças ia um conjunto musical tocando os sucessos da ocasião: sanfona, zabumba, triângulo e pífano.

Na verdade a Lagoa estava mesmo era apinhada de gente. Crianças nas cadeirinhas das bicicletas de papais e mamães. Casais andando para espairecer a noitada passada, idosos catando endorfinas nas calçadas apinhadas, cachorros de todas as raças, corredores bufando à procura de uma identificação na fronteira da dor e do prazer.

Vendedores de água de cocô, pipoqueiros, academias físicas propagandeando vantagens, o pessoal do aluguel de pedalinhos e as centenas de bicicletas e quadriciclos de aluguel para infernizar o trânsito das pessoas. Epa, cuidado: lá vem o sujeito, suando em bicas, turbinado de prazer, com sua bicicleta a toda prova, passando como motoboy na brecha entre um corpo e outro.

A maior revelação antropológica são os moradores da Zona Sul com seus fones enfiados nos ouvidos. Exercitam-se, de olhar fixo no impreciso, enquanto uma das paisagens mais lindas do mundo se faz notar. Tudo é endorfina e música. Mas não é preciso pedir licença para saber o que ouvem. De vez em quando um grito desafinado se conecta com aquele ruído que embebeda seu labirinto e a voz dele tenta capturar alguma nota e o trecho da letra daquilo que o conduz. Então a revelação: sempre serão palavras em inglês. Eles correm no Brasil com um Brazil imenso na cabeça.

E lá vou quase correndo, dizem que para inventar mais tempo ao meu tempo. E ali na curva quase em frente à sede do Flamengo o encontro atravessando a rua. Com um chapéu de palha envelhecida, o pano da roupa desbotado de tantas lavagens, o rosto vincado de tanto tempo, o semblante sério, com óculos escuros. Tive duas seqüências de reconhecimento.

A primeira é que se tratava de um conhecido pescador de Paracuru, aqueles senhores que já não podem mais ir para o mar alto nas jangadas. Hoje sobrevivem amarrando varas com cordas para colocar nos currais de peixe ou ficam na praia assuntando saída ou chegada de jangada, para ajudar nos desencalhe e ganhar um peixinho de ajuda.

A segunda, a luz da certeza: era Fernando Gabeira em sua bicicleta solitária.

O que é que tem seu Aureliano? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A família de Aureliano Pereira da Silva mudou-se do Sítio Branca, município de Atalaia no Estado de Alagoas para o Juazeiro, em 1895. Os pais de Aureliano, assim como muitos sertanejos de várias partes do Nordeste, foram também atraídos pelas noticias dos milagres extraordinários ocorridos em Juazeiro, quatro anos antes. Aureliano tinha oito anos de idade e Afra, sua irmãzinha contava apenas seis anos. Viajaram por mais de três semanas juntamente com seus pais, montados em jumentos e percorreram uma distância de setecentos e vinte quilômetros. As crianças foram acomodadas dentro de dois caçuás, uma em cada lado da cangalha.

Ao chegarem a Juazeiro, após a estafante travessia, a família acomodou-se numa casa alugada à Rua do Cruzeiro e em seguida foi se apresentar ao Padre Cícero para pedir dele a bênção e ouvir seus conselhos. O padre abençoou aquela família e orientou que o pai de Aureliano se instalasse com uma pequena mercearia na Rua do Comércio. Ao avistar Aureliano, o “padim” pôs a mão em sua cabeça e disse: “Você vai ajudar o Juazeiro a crescer. Vai casar cinco vezes e ser pai de trinta e seis filhos.”

Aureliano cresceu ajudando ao pai na mercearia deste, que progredia a cada ano. Este período foi de grande aprendizado na arte de negociar. Ao completar 18 anos resolveu se desligar do pai e trabalhar por conta própria. Pensou em comprar dois burros e viajar como comboieiro pelos sertões do Ceará, Pernambuco e Piauí. Aconselhou-se com o “padim Ciço” sobre seus planos, recebendo dele o incentivo necessário, além de conselhos para agir sempre com honestidade, não roubar, não matar e nem pecar contra a castidade. Em poucos anos, Aureliano já era dono de doze burros de carga, varando os sertões e progredindo em seus negócios a cada dia. Era uma época de sertão nordestino, sem estradas, sem automóvel e os sertanejos isolados em suas distantes terras careciam dos mínimos utensílios domésticos, bem como daqueles bens necessários para compor a alimentação diária.

Ao completar 24 anos, Aureliano realizou seu primeiro casamento com Maria Guimarães, uma moça de Exu, residente no Juazeiro. Do enlace nasceram nove filhos.

À medida que as crianças iam nascendo, Aureliano observou que necessitava se instalar como um comerciante fixo e então montou uma grande mercearia na Rua do Comércio. Aureliano trabalhava do nascer ao por do sol, sem descanso. Mas a felicidade de Aureliano durou apenas nove anos.

Ao dar a luz ao nono filho sua mulher veio a falecer, deixando-o completamente desapontado. Mais uma vez o Padre Cícero lhe aconselhou a procurar uma noiva e casar-se. As crianças necessitavam de uma mãe.

Então Aureliano casou uma segunda vez com a pernambucana Maria Fernandes. Neste segundo matrimonio Aureliano foi pai de mais nove filhos, vindo sua segunda mulher a falecer em conseqüência de parto.

Durante alguns dias, Aureliano foi o viúvo mais cobiçado pelas moças do Juazeiro. Naturalmente elas ignoravam a terrível profecia do “padim”. Casou-se mais uma vez com a alagoana Sebastiana Magalhães que lhe deu apenas dois filhos, morrendo também em conseqüência de parto. Dois anos foi o tempo que durou este casamento.

A quarta mulher de Aureliano foi Lídia Gondim, uma moça de Jardim, cuja família passou a residir em Juazeiro. Deste casamento nasceram sete crianças. Ao engravidar do sétimo filho, Lídia ficou com uma anemia profunda. Em conseqüência disso não resistiu ao parto. Era a quarta mulher de Aureliano que falecia ao dar a luz a mais um filho de Aureliano.

Após enviuvar pela quarta vez Aureliano, aos 55 anos, refez os cálculos; faltavam-lhe ainda nove filhos para completar a profecia do padrinho. Isto lhe dava uma perspectiva de vida além dos setenta anos.

O quinto casamento de Aureliano deu-se pouco tempo depois. Aureliano escolheu sua cunhada Beanora, irmã de Lídia, como sua quinta esposa. Deste enlace nasceram nove filhos, completando o total de 36 filhos. Um desses filhos, Antonio Gondim Pereira foi meu companheiro de trabalho na Coelce.

Aureliano era estimado por todos os moradores de Juazeiro pela sua honestidade e retidão de caráter. Certo dia do mês de junho de 1942, um senhor proveniente de Alagoas o procurou em sua mercearia. Contou ao seu Aureliano que estivera em sua loja um ano antes e indagou se não teria esquecido uma bolsa de couro sobre o balcão. Aureliano pediu que o visitante aguardasse um pouco. Foi até um depósito no fundo da loja. Poucos minutos depois retornou com a bolsa toda recoberta por uma fina película de poeira. O visitante identificou ser a mesma que havia deixado sobre o balcão há um ano. Ao abrir a bolsa, retirou dela vários pacotes de cédula e conferiu que todo seu dinheiro estava ali intacto. Aureliano nem sequer se preocupou com o que havia no interior da bolsa. Aguardou pacientemente que o dono viria à procura do que lhe pertencia. Então o forasteiro lhe contou que havia vendido todo o seu gado em Alagoas para comprar uma propriedade em Juazeiro. Pensava que havia sido roubado e voltou triste para sua terra. Depois se lembrou que estivera naquela loja e pensou haver esquecido sua pasta com o fruto de anos e anos de trabalho.

Assim era Aureliano Pereira da Silva, um homem respeitado por todos no Juazeiro, falecido em 16 de junho de 1973 aos 86 de idade, deixando sua quinta esposa viúva. Dos seus 36 filhos, ainda vivem 21 deles.

No Juazeiro de muitos poetas satíricos, logo surgiu uma quadrinha no sepultamento da sua quarta esposa. Ninguém sabe ao certo o autor. Mas acredito que deve ter sido o meu amigo Leofredo Pereira, genro do seu Aureliano. Ouvi dele a história dos cinco casamentos de seu Aureliano e a quadrinha que foi recitava para quem quisesse ouvir.

Que é que tem seu Aureliano,
Que toda mulher ele mata?
Será que esse véio tem veneno,
Na ..................?

Deixo ao leitor a liberdade de descobrir a rima.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo:
Fonte: “O padre e Romeiro” de Geraldo Menezes Barbosa, Edição do Instituto Cultural Vale do Cariri, Juazeiro do Norte, 1997
Fotograria de Edilma Rocha

GUERRILHA SEGUE CONQUISTANDO O CORAÇÃO DO POVO CARIRIENSE








REVEJA A PROGRAMAÇÃO (JÁ COM AS ALTERAÇÕES)

2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior


CENTENÁRIO DE RACHEL DE QUEIROZ
04.11.1910 – 17.11.2010

PROGRAMAÇÃO

05 (sexta):

17 h - PROCISSÃO DE ABERTURA com a participação do Circo-Escola Alegria, grupos, atores e brincantes seguindo da Praça 3 de Maio até a Praça da Sé, onde haverá o SHOW DO ALÉM, COM LUIZINHO BREGA STAR E AS MAGRECITAS
18 h - Abertura da exposição 25 ANOS DA CIA. TEATRAL LIVRE MENTE, Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE

06 (sábado):
19h00min - Palco: CONTOS DE BRUXAS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Arriégua, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

07 (domingo):

19h00min - Palco: DONA PATINHA VAI SER MISS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: DENTRO DA NOITE ESCURA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

08 (segunda):
19h00min - Palco: PLUFT, O FANTASMINHA (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

09 (terça):
19h00min - Palco: LAMPIÃOZINHO (Infantil, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: AVENTAL TODO SUJO DE OVO (12 anos, 70min), Grupo Ninho de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

10 (quarta):
19h00min - Palco: O MISTÉRIO DO BOI MANSINHO (Infantil, 80min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: A VINGANÇA DO FINADO JOAQUIM (Livre, 40min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

11 (quinta):

19h00min - Palco: O MACACO SABIDO (Infantil, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE (OBS.: em virtude de problemas de saúde com integrantes do elenco da peça A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, este espetáculo entra em sua substituição nesta data)

12 (sexta):

19h00min - Palco: O BARQUINHO (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: BRASEIRO (18 anos, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

13 (sábado):
19h00min - Palco: O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (Infantil, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: CEARÁ, GENTE QUE RI (Livre, 55min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE

14 (domingo):

19h00min - Palco: POR CAUSA DE VOCÊ (Livre, 50min), A2 Cia. de Dança, Crato-CE
20h30min - Arena: DESMISTIFICANDO TABUS (14 anos, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE

15 (segunda):
19h00min - Palco: UMA ÚLTIMA VEZ (14 anos, 60min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO GODOT (12 anos, 15min), Cia. Os Dois de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

16 (terça):
19h00min - Palco: A BRUXINHA QUE ERA BOA (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: BURRA, NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO (Livre, 60min), Allysson Amâncio Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE

17 (quarta):
19h00min - Palco: HISTÓRIAS DO TEMPO DA MAMÃE (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: RETRATO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

18 (quinta):
19h00min - Palco: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: CABORÉ (Livre, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

19 (sexta):

19h00min - Palco: AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NÃO CULPA ELES, CULPA NÓS (12 anos, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE

20 (sábado):
19h00min - Palco: PÁSSARO DE VOO CURTO (Livre, 60min), Cia. Entremeios de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: BODAS DE SANGUE (12 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

21 (domingo):
19h00min - Palco: AMARRAS (Livre, 40min), Dakini Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NUDEZ SEM CASTIGO (14 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

22 (segunda):
19h00min - Palco: O VELÓRIO SHOW (12 anos, 60min), Cia. dos Sem, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: ITINERÁRIO ALÉM DO PONTO (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

23 (terça):
19h00min - Palco: UM AMOR DE PALHAÇO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: CURTÍSSIMAS (12 anos, 60min), Alunos do NEET / SESC e Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

24 (quarta):
19h00min - Palco: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (12 anos, 60min), Turma do Curso de Formação em Teatro - CCBNB 2010, Cariri-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE (OBS.: em virtude de problemas de saúde com integrantes do elenco da peça A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, este espetáculo entra em sua substituição nesta data)

25 (quinta):
19h00min - Palco: O HÓSPEDE (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: TERREIRO DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

26 (sexta):
19h00min - Palco: ARMADILHAS (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
20h30min - Arena: NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min), Cia. Wancilu’s Gat Produções, Crato-CE

27 (sábado):
16h00min às 17h30min – Ônibus Juazeiro do Norte/Crato: BUZU-TEATRO (Livre, 25min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19h00min - Palco: AFRODESCENDÊNCIA (Livre, 30min), Cia. de Dança Vid’Art / Projeto Nova Vida, Crato-CE
20h30min - Arena: Seminário “Teatro Brasileiro Caririense” / Entrega de Certificados e Outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
22h00min - LIFANCO - SHOW VALORES CULTURAIS


Cacá Araújo
Coordenador Geral
(88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430 / (88) 3523.2168

Visões do Sertão - Fotografia: Dihelson Mendonça


Dedicado a Edilma Rocha e Claude Bloc


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FOTOGRAFIA: Dihelson Mendonça
PROIBIDA A REPRODUÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO DO AUTOR

Tintas
 -  Claude Bloc -
São essas tintas
vermelhas
que incomodam
 São esses reflexos
perdidos
que se incorporam
no corpo e na razão.
São as saudades
doídas
que calam
e
choram.


Claude Bloc

domingo, 7 de novembro de 2010

A beleza feminina - Emerson Monteiro

Sou marcado pela estreita participação da presença feminina em volta de mim, isso desde que me entendo de gente. São elas pessoas agradáveis, inteligentes, espíritos fortes nas ações e nos sentimentos, dignas do meu carinho e respeito. A começar por minha santa mãe, a professora que abriu as portas do pouco que realizo e vivencio ao longo desta caminhada, e permanece conosco para alegria dos filhos. Minha esposa, que admiro pela dedicação nos encaminhamentos da família e divisão das tarefas diárias. Minhas três irmãs, amigas que Deus me permitiu e de quem preservo a amizade como um bem raro e valioso. Minhas três filhas, as luzes que orientam as estradas por vezes sombrias, inspiração preciosa dos deveres e sonhos. Todas estas pessoas que transitam ao meu lado, que vieram chegando dentro de um ritmo e no instante ideal, formando figurações que só de lembrar me emociono.
A isto somo as amizades que estabeleço sempre, nas passadas e dos anos, leito de encontros e desencontros permanentes na existência. Vejo, pois, a mulher qual ser de valor especial em face da ligação interna que mantém com a origem primeira dos elementos, linha direta para o inconsciente, intuitiva, de sexto sentido bem aflorado nos mistérios da natureza representada pelo elemento religioso de Maria Santíssima, a mãe de Jesus, importante símbolo da religião dos católicos.
Assim, sob tais considerações, quero tecer algumas linhas mais quanto à responsabilidade coletiva, nesses tempos contraditórios, em relação à soberana importância do reconhecimento do papel das representantes femininas para equilibrar com justiça o universo das atitudes humanas.
Abomino sobremodo a incapacidade comum para descobrir as medidas desse convívio, no modo primitivo de levar a brutalidade ao espaço ocupado pelas mulheres, peças-chave da sociedade, a ponto de existirem delegacias policiais só destinadas a defendê-las, quais sendo de espécie nociva, invés da matriarca dos clãs e da civilização.
Sem cogitar dos costumes bárbaros da prostituição infanto-juvenil e dos assassinatos, estilo animalesco de abordar as necessidades do afeto, impondo leis selvagens aos relacionamentos, pior do que agiriam feras e celerados dementes.
Por tudo isso, há muito para cumprir da parte desta humanidade no trato do seu aspecto feminino, déficit este vinculado de perto ao desassossego e aos dramas de que se sabe e quase nada promovemos para evitar.

Uma Agenda Revolucionária para os Verdes? - José do Vale Pinheiro Feitosa

Volto a falar dos movimentos e dos partidos Verde. Uma novidade da metade do século XX para agora. Um Partido que foi a terceira força mais votada nas eleições do primeiro turno do Brasil. Uma força política capaz de galvanizar, mesmo que a depender de algumas razões de campanha eleitoral, o eleitorado que teve, não é de se desprezar na argumentação política.

Agora todos esperam as grandes bandeiras do Partido Verde Brasileiro, suas lutas principais e suas idéias mais marcantes de país. Uma dos grandes dilemas do Partido Verde e dos movimentos que gravitam no seu entorno é a ampliação dos seus próprios paradigmas de luta política: conservacionismo e desenvolvimento sustentável.

Um paradigma a ser conquistado é a modificação completa de toda a cadeia produtiva da humanidade como a compreendemos hoje. Isso implica uma luta não menos contraditória do que os socialistas tiveram com o sistema produtivo capitalista. A sociedade que emergiria de uma modificação destas já não cabe no modelo clássico de acumulação e tem uma imensa contradição com o sistema financeiro mundial que é a ponta mais avançada do atual capitalismo.

É importante que se tenha em mente que todo sistema econômico, como o capitalismo ou socialismo, se fazem sobre a plataforma de instituições: a forma de propriedade, o modo produção, as forças produtivas e assim por diante. Uma mudança de paradigma do movimento e partidos Verdes implica nisso tudo. O melhor exemplo é o que o veterinário e pos-graduado em Administração de Empresas e colaborador de diversos jornais mexicanos e espanhóis, Gustavo Duch Guillot alerta sobre a fome e o esgotamento das reservas de Petróleo.

Normalmente o Petróleo se associa com a movimentação de veículos e com alguns materiais como fio de tecido, plásticos e a química de drogas e tintas. É raro se ler algo que analise as repercussões para a vida prática das pessoas, especialmente dos seus alimentos. Isso é o que Gustavo Guillot aponta entre outros efeitos.

O modelo de agricultura e alimentação é inteiramente dependente do petróleo, seja para irrigação, coberturas de plástico para resolver problemas de solo degradado, uso intensivo de pesticidas, herbicidas e fertilizantes, mecanização (plantio, colheita e transporte) da lavoura e o comércio continental e intercontinental de produtos alimentícios. Hoje mesmo tomei café com melão do São Francisco, queijo de Minas Gerais, leite de São Paulo e café do Paraná, sem contar do pão com trigo que vem do exterior.

Segundo Guillot para cada caloria produzida como alimento, já se gastam dez calorias de energia fóssil. E a equação em termos de energia é muito pior, pois já se gasta um barril de petróleo para se extrair dez barris, mas esta equação piorará à proporção que as reservas ficarem mais críticas. A partir do momento que se chegue ao máximo dos estoques mundiais de petróleo.

Igual a um Partido Comunistas/Socialista do século XX, os Verdes terão de atacar o modelo de distribuição e comercialização baseado na quilometragem do que as pessoas comem diariamente, formada por cadeias de distribuição, dependente de transporte, congelamento e empacotamento com enormes gastos de energia. Os europeus, cita Guillot, compram um abacaxi da Costa Rica por um euro ao imaginar uma equação em que o preço da energia é baratíssimo e com disponibilidade ilimitada.

E tem outros elementos perversos, os Europeus comem um abacaxi barato e leva à miséria os camponeses da Costa Rica que recebem quase nada pelo seu trabalho de produzi-los. Quais as alternativas para este futuro próximo? Seria o retorno aos campos, trazendo as pessoas para próximo de onde se produzem os alimentos? Algo como o Camboja fez com todo o terror de Pol Pot? Lembro, pois serão mudança completas na visão de eternidade que as pessoas têm do seu futuro, antenado e climatizado.

O Partido Verde só não pode se abrigar no conforto do conservacionismo e do desenvolvimento sustentável ao estilo do vice-candidato de Marina Silva. E sua militância se equiparar a uma "patricinha de Ipanema" pedindo aos papais para salvarem as baleias.

sábado, 6 de novembro de 2010

Jornada nas Estrelas - José do Vale Pinheiro Feitosa

O século XX, os historiadores sabem, foi o século das ideologias. Assim como o XVIII foi das revoluções. Usando nova moda de linguagem aqui no Rio: “o quê acontece?...” Então o quê acontece? Quem pergunta responde: foi um modo de resolver atrasos relativos de desenvolvimento social e econômico. Aparentemente opondo capitalismo e socialismo, mas a rigor era uma dependência do mercado mundial de comércio. Ou seja, eram partes de um todo.

Os grandes movimentos ideológicos foram superados. Quando se diz a frase, “O Muro de Berlim Caiu”, o fim da União Soviética, na verdade se quer dizer caíram as ideologias como condutoras da humanidade. E sem vencedores. A sobrevivência de um neoliberalismo ligado à expansão do capitalismo financeiro globalizado ainda é o fim das ideologias. Não da história.

Como as marcas do tempo no pensamento humano, especialmente na sua semântica, permanecem por longos tempos, ainda ouvimos muitos termos que relembram aquele passado. Particularmente objeto do pensamento conservador aqui nas Américas. Parece que a Guerra Fria continua com suas categorias. Quando um sistema de saúde público para alguns americanos significa um “monstro socialista”.

Interessante dizer que vivemos com algumas relevâncias da velha geopolítica. Vide Nelson Jobim marcando o território do Atlântico Sul na sua palestra em Portugal. Há quinze dias o ex-dirigente russo Mikhail Gorbachev relevou à BBC que Margareth Thatcher e Mitterrand pediram para ele fazer um ataque militar à Alemanha Oriental para evitar a reunificação.

Aquelas sofisticadas ideologias do século XX, que metodologicamente produziu um conhecimento vasto em várias áreas das preocupações humanas não foram simplesmente esquecidos. Os conhecimentos não desaparecem com o fim da importância política das ideologias. Explicarão o futuro do mesmo modo que servia quando elaborada. O pensamento socialista e o liberal de mercado continuam produzindo conhecimento o tempo todo.

A questão agora é que a contradições estão noutro patamar, inclusive a depender dos países e continentes. Uma questão bem diferente da luta do passado entre socialismo e liberal de mercado é a luta política atual, que parece muito mais estratégica: qual a forma mais racional de produzir melhores efeitos com o sistema de produção, circulação e consumo das mercadorias? É pelo Estado ou pela livre fruição dos mercados livres a disputarem espaço comercial?

Efetivamente são estas as questões do momento. Não há destaque no pensamento doutros sistemas de propriedade da produção, noutro modo de organizar o acesso a bens e materiais essenciais à vida. Esclareço: claro que continuam imaginando, quero dizer que não é esta a luta principal agora. Poderá ser no futuro? Sem dúvida alguma a depender, inclusive das crises atuais do sistema financeiro dos países mais desenvolvidos.

Um último parágrafo a este texto já longo. Todos recordam a série de televisão e filmes chamados Jornada nas Estrelas. Que se passava essencialmente no micro-cosmo de uma nave espacial indo até onde ninguém jamais fora. Examinem a visão de futuro daquela geração dos anos 60 nos EUA e do seu pensador principal nos roteiros: Gene Roddenberry. Era uma sociedade racional, com formação militar hierarquizada (claro era uma nave), planejada, estratégica, que representava uma federação, voltada para a ética, os direitos humanos, a liberdade cultural e o bem estar das pessoas. Tudo isso num estado de produção com todos dedicados a grandes missões no espaço e no futuro.

O flagelo das drogas - Emerson Monteiro

Há poucos dias, ouvi algumas palavras de uma amiga que sofre o calvário de ter um filho viciado em crack, essa droga de consequências danosas para o futuro do usuário, formada a partir da mistura de cocaína e bicarbonato de sódio. Em depoimento dos mais sinceros, narrou o transtorno gerado na família por conta de hábito que vitima expressiva margem da juventude nos dias atuais. A agressividade e o instinto liberados na abstinência do produto ocasionam cenas de profundo sofrimento a todos, dentro de casa, reações impetuosas apenas contidas na reutilização da substância, causando nisso gastos imprevistos e situações de desânimo e infelicidade.
O testemunho presenciado faz coro com as centenas, milhares, de outras histórias espalhadas no mundo inteiro. A faixa dos atingidos pelo mal se prende às classes de menor poder aquisitivo e que provem de outros grupos de dependência do álcool e outras drogas, desajustados sociais, moradores de rua e ex-sentenciados.
Nota trágica dos tempos industrializados e cidades massificadas, a droga invade o âmbito por vezes despreparado de órgãos responsáveis pela saúde pública em graus jamais previstos, neste modelo de civilização hoje adotado. Calamidade perversa, destrói a autoestima de populações inteiras do exército de reposição da mão-de-obra do sistema, ocasionando surpresa e impossibilidades.
Por causa dos estalidos que as pedras provocam quando acesas, parecido com coisa sendo fragmentada, recebeu o nome de crack, que significa quebrar, em inglês. A fumaça desprendida pela queima atinge o sistema nervoso central em dez segundos, absorvida pelos pulmões, para gerar efeito de três a dez minutos de duração. Forte euforia, seguida de profunda depressão, condiciona quem dele se utiliza a repetir o processo, querendo, com isso, neutralizar, a duras penas, o desgaste orgânico, daí a rigorosa dependência que constrange suas vítimas escravizadas. De comum, gera também alucinações e ilusões de perseguição, ou paranóia, conforme diz a ciência.
Desenvolvido nos Estados Unidos, nas classes menos favorecidas, o crack apresenta o menor índice de recuperação de viciados entre todos os entorpecentes, enquanto que o usuário é considerado enfermo de uma doença adquirida. Além disso, em geral os familiares não possuem condições financeiras de custear tratamentos mais sofisticados em clínicas particulares, e os países ainda se debatem sob o despreparo no atendimento oficial daqueles que se submetem à química destruidora.
A propósito dessa mãe com que conversei sobre o assunto, em face da dor que no momento lhe constrange, ela recorre à força poderosa da religiosidade para encontrar conforto em meio do martírio. Isso fez com que eu apenas silenciasse, em respeito ao mistério que a isso tudo envolve nesta vida.

Nudoc recebe doação de telegramas de Padre Cícero e realiza debate sobre o tema - por Régis Lopes (Diretor do Nudoc - UFC)

O Núcleo de Documentação Cultural (Nudoc) da UFC realiza no próximo dia 12 de novembro (sexta-feira) solenidade para receber doação de 12 livros contendo telegramas recebidos e enviados pelo padre Cícero Romão Batista, entre 1912 e 1934. A doação será feita pelo pesquisador e professor aposentado da UFC, Renato Casimiro, ao diretor do Nudoc.

O evento acontece às 9h30, no auditório do Departamento de História da UFC, seguido pelo debate: “Os arquivos do padre Cícero”. Participam da discussão o professor Renato Casimiro, o administrador do arquivo da Diocese de Crato, padre Roserlândio de Sousa, e a psicóloga e teóloga Maria do Carmo Forti, autora de estudos sobre o milagre em Juazeiro do Norte.

A instituição já possuía três livros de telegramas do padre Cícero, que atualmente é objeto de um dos mais expressivos cultos populares do Brasil. Assim, a coleção original de 15 volumes dos telegramas volta a se juntar, e por meio do Nudoc ficará à disposição para um maior número de pesquisadores, gerando assim novos estudos sobre o tema.

CRATO, CIDADE ESQUECIDA – POR PEDRO ESMERALDO

Às vezes, tenho medo de falar à toa, mas não posso deixar de glorificar a minha cidade.

Desde tenra idade, fiz um ajuste comigo mesmo que foi defender o meu torrão natal até a última hora. Ocorre, porém, que não encontro apoio firme entre os cratenses para debater de sã consciência os problemas da cidade. Note que há uma camada constituída por homens de pensamento negativo, que se acomodam e ficam esperando as conseqüências desagradáveis para depois agir, quando a situação não é mais favorável.

Nesse caso, aguardam o desenrolar dos acontecimentos, posto que ficam na expectativa para ver se conseguem algumas migalhas e quando as conseguem, é por meio de esforços de terceiros, é aí, então, que aparece um como sendo o pai da criança.

Lembro-me muito bem de um melhoramento que o Crato perdeu, que com toda certeza, vinha diretamente para cá e os políticos se acomodaram, pois engavetaram o projeto, não se sabendo porque razão, fizeram corpo mole, pensando que estavam solucionando os acontecimentos, pois por causa da demora, acontecem as maiores dores de cabeça da história da cidade do Crato; deixaram que os artistas de mão ligeira levassem sorrateiramente esse benefício para outro município. Por isso o Crato foi para o canto do desespero, provocado pelo engano de alguns políticos acomodados e o cratense ficou sem vivacidade, pois os próprios políticos responsáveis pelo logro empurraram o barco imundo contra a correnteza de desengano total, que quase a cidade não arrebatava algum quinhão desse projeto.

Esses políticos cratenses alegavam que não havia representação no congresso nacional. Ora essa, senhores representantes da política cratense, se não conhecem as representações políticas cratenses, é o próprio povo, através de movimentos, saindo às ruas, que deve reclamar com altivez o desprezo da cidade.

De fato, essa representação que o Crato não possui é causada pelos próprios políticos, já que vivem entregando o município aos inimigos, deixam de lado os bons costumes e não apóiam os filhos da cidade para exercerem cargos eletivos. Ficam vendendo seus préstimos aos políticos de outras plagas, inimigos da cidade, deixando ao léu os mais agudos apoios morais e financeiros, como faziam os políticos de outrora. Também recordo que esses tais políticos desprezam a juventude, não dão nenhum apoio e ficam atolados com os velhos viciados, que não tem jeito algum de trabalhar.

Antigamente, a juventude cratense era atuante, vibrante e arrojada. Hoje, vê-se a juventude apática, doentia e viciada.

Por essa razão, os políticos têm de reagir, deixar de lado o comodismo, caprichos e mudar o rumo da história.

Crato, 03.11.2010

Obs.: Refere-se esta crônica à perda do Campus da UFC. Crato perdeu por falta de atividade dos políticos fracos, indolentes e sem visão.

Artigo de autoria de Pedro Esmeraldo

A Aquarela e Sofia - José do Vale Pinheiro Feitosa

Sabem que ela é tão brasileirinha. Com três anos daqui a dois dias e carrega o diminutivo com tanto carinho que me lembra Vinícius de Moraes. E deixa quem ao lado se encontra em estado confuso: se o infinito o é, como imaginar um olhar que o contemple? Mas Sofia consegue.

Quando pronuncia é “quinininho” a palavra pequeno reduzida ao seu mínimo carrega a imagem do infinito. Ela põe o espírito além do infinito que afinal é a sede do pensamento e do conhecimento. Esta menininha tão “quinininha” tem amplitude de raio muito mais ampla que as jornadas vincadas destes anos vividos. Vividos como chama a esgotar seu combustível no recipiente a si dedicado.

E não chega até este vídeo de computador sem que diga: eu quelo quelela! Bota quelela vovô! Quelela! Quelela! Vovô já aprendeu a falar, já compreende a linguagem da emoção daquele ser tão amplo: busca nas pastas e aponta a seta para a música Aquarela de Toquinho e Vinícius.

E pode ficar a eternidade que ela repetirá a mesma tantas vezes quanto no mundo permanecer. Desenhando sóis amarelos e com cinco ou seis retas um castelo. Os olhos brilhando como estrelas duplas e o rosto coletando néctar como uma borboleta de meiguice. Atenta ao lápis em torno da mão que lhe dá uma luva e os dois riscos com os quais tem um guarda-chuva.

Sofia não tem um olhar para os lados, toda a sua atenção é como um pinguinho de tinta no azul do papel e a linda gaivota a voar no céu. E o avô também apenas para ela e vai voando, contornando a imensa curva norte e sul, entre o rosto imerso no mundo maior que as necessidades materiais e a tradução desse pequeno barco a vela, brando, navegando tanto céu e mar.

A mão “quininha” dela se levanta como o poderoso superar da gravidade de uma massa imensa de metais e vida. Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião, tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar. E o avô embarca nesta viagem, basta imaginar, e com ela partindo, serena e linda e se ela quiser volta a pousar. Sofia parece compreender o poeta criança com seus sonhos de adulto, num navio de partida, com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida...De bem com a vida....

A aquarela continua a criar situações e com ela Sofia. Pulando de uma América a outra num segundo e num simples giro, que ela repete com o rostinho virado para o alto e para baixo, num círculo que faz o seu mundo. Ela ainda não entende o muro que nos separa do futuro, ela é um contínuo sem qualificativos. Mas abre um sorriso para quando Vinícius disse que o futuro é uma astronave, ela gosta do foguete e do fogo que o impulsiona e não especula. Não pergunta sobre aquilo que angustiava o poeta: o que não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar, sem pedir licença.

Sofria está no curso do pleno que a vida social nos tira. Gosta da imagem da estrada infinita, mas não imagina o fim dela. Sobretudo imagina uma linda passarela de uma aquarela que não descolorirá. E diz: de novo! Quelela, vovô!