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terça-feira, 3 de maio de 2011

SHOW DA BANDA CACO DE VIDRO (Pink Floyd cover)


A Sertão Pop Produções traz para o Cariri, em parceria com o SESC de Juazeiro do Norte, a banda Caco de Vidro, a sensacional cover do Pink Floyd de Fortaleza. É um momento único de ver esse maravilhoso grupo de forma inédita na nossa região.
O Evento acontecerá no TERRAÇUS - Bar e Petiscaria, que fica localizado no triângulo do Grangeiro, no dia 7 de maio, sábado, a partis das 21h. Não perca essa oporunidade de ver a banda Caco de Vidro, a melhor banda cover do Pink Floyd do nordeste. Esperamos você por lá.

segunda-feira, 2 de maio de 2011


Um sol ainda brilha em nosso caminho

Pedro Esmerado

Estamos respondendo criticas desagradáveis cometidas por pessoas provocativas o que pensamos em responder com altivez as suas provocações dirigidas cofnpletamente para nós porque nos deixaram intrigados pelas suas maldades.
Numa manhã de sol, vibrávamos de alegria quando surgiu um senhor com palavras entorpecentes e que nos deixaram com o coração cheio de mágoas, provocando discórdia inimaginável e ainda amargura incontrolável, tirando-nos da paz de espírito.
Não' compreendemos como há mente humana capacitada a causar desgosto incomensurável cheio de ódio e rancor, visando somente prejudicar o bom comportamento dos seus semelhantes.
Lembrando a esses ilustres amigos do peito, avisando-os que aqui estamos de passagem e não venham intrometer-se na seara alheia porque só ao dono compete julgar o seu caráter. Caminhamos numa estrada reta e pedimos a Deus que nos conduza para o lado da bondade e nunca querer tratar o seu semelhante com desdém que nos deixa sempre com p pensamento confuso e desequilibrado emocionalmente.
Aqui, nesta cidade, vez por outra aparece umas pessoa metidas a santinha, dizendo saber de tudo e quer sempre menosprezar os seus amigos a fim de mostrar-se que é alto suficiente no seu saber, e ao mesmo tempo, lembramos aos amigos de verdade que nos aparecem aqui e ali, agravando o ser humano com gestos hostis e não compreendem em dizer palavras amigáveis, mias tiram seu tempo para dizer asneiras, com gestos intoleráveis, ofendendo os seus semelhantes sem reparar o mal que lhes faz, com palavras torpes.
Recordamos ainda a esses filósofos qu$: quem diz o que quer; ouve o que não quer, portanto, devemos tomar cuidado e n^inca procurar divulgarmos defeitos dos outros, porque quem tem rabo de palha nãoj deve tocar fogo em rabo de ninguém porque senão o seu rabo por trás será queimado; por fim, pedimosj a Deus que nos oriente para seguir o caminho da bondade e com segurança democrática trazendo a paz e a liberdade e a livre expressão de pensamento.
Fiquem sabendo, senhores, que para viver numa comurjidade de peso, constituída por pessoas provocativas, temos que, em primeiro lugar!, praticar o bom procedimento e o respeito humano, tratando os amigos como pessoas dignas que faz jus a toda sociedade democrática. j
Longe de nós possuirmos esse pehsamento ignóbil, cheios de falhas, demonstrando serem amigos, mas, principalmente, dão os desprezes sem compreensão mutua, e não compreendem qué seus caminhos são cobertos de nuvens que impedem de elevar-se e equilibrar-se no mjeio da sociedade moderna.
Por outro lado, tornamos a repetir que oposição não significa intriga, mas, para nós, oposição é o direito de opor-se aos erros de seus chefes ou de quaisquer pessoas constituídas.

Crato/CE, 29 de Abril de 2011

Professor à moda antiga – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Vida de professor, hoje em dia, não é nada fácil! Já vai longe o tempo em que o professor era respeitado pelos seus alunos, com o mesmo nível de consideração e devoção reservado aos próprios pais. Época em que alunos eram verdadeiros discípulos e o professor, antes de tudo um mestre a dividir o saber com seus pupilos. Hoje não; o pobre do professor além dos baixos salários, carga horária estafante, ainda enfrenta um bando de jovens desinteressados, alunos de cara feia, mal-educados desde o berço, alguns deles drogados, quando não armados até os dentes.

Às vezes, eu imagino o que seria dos pequenos estudantes do Século XXI, se porventura voltassem as normas disciplinares que existiam na época em que a minha mãe estudava nas escolas primárias do Crato. Aí pelos idos de 1910, há um século, portanto, todo dia de sábado havia a sabatina. Nada mais era do que uma argüição oral que o professor, de palmatória em punho, fazia aos alunos sobre todo o conteúdo ministrado durante a semana. Aquele que não soubesse responder, outro aluno era solicitado a passar um quinau, isto é fazer a correção daquilo que o colega não soubera. Se por ventura acertasse a resposta, era autorizado pelo mestre a aplicar certo número de “bolos” na palma da mão do coleguinha relapso. Se errasse, os dois recebiam do próprio professor a merecida sova.

Mas tal sistema disciplinar não era nem de longe, comparado ao que existia na Alemanha de 1785. Famosa pela rigidez de comportamento de seu povo, àquela época, o professor alemão ministrava suas aulas com um comprido e espesso cipó encostado a um canto da parede. Se algum aluno não soubesse a lição ou se comportasse de maneira inadequada era solicitado a retirar a camisa, ajoelhar-se e receber algumas lapadas nas costas.

Certo dia, um professor da cidade de Brunswick, não desejando surrar seus alunos de apenas oito anos, impôs a eles um terrível castigo, em troca de umas boas e merecidas cipoadas. Eles somente seriam liberados da sala de aula, após somarem os cem primeiros números naturais, isto é: um mais dois, mais três, mais quatro, até chegar a cem. Seria uma operação demorada para qualquer adulto, imagine para crianças já sentindo as agruras da fome a lhe roer o diminuto estômago. Menos de cinco minutos depois dessa ordem, um garotinho franzino, levantou-se e disse ao professor: “o resultado é 5050”. “Como você descobriu isso, meu filho?” Aquela criança lhe mostrou uma pequena fórmula que havia descoberto, antes de muitos matemáticos famosos daquela época: a soma dos termos de uma Progressão Aritmética.

Reza a lenda que o professor tirou a camisa, pegou o vergalhão, entregou àquele pequeno aluno, ajoelhou-se e disse para a classe: “Hoje eu estou diante de um gênio! Meu filho tome esta vara e bata nas minhas costas! Bata quantas vezes você quiser!” Não há registro histórico se aquele aluno surrou seu professor, para alegria dos seus coleguinhas. Mas ganhou do diretor da escola, uma bolsa de estudos que lhe possibilitou doutorar-se em Matemática, anos mais tarde.

Ah sim, antes que eu me esqueça! Qual era o nome daquele pequeno gênio? João Frederico Carl Gauss, um dos maiores matemáticos de todos os tempos. Responsável entre tantos feitos, pelo desenvolvimento da “Teoria dos Números”, da demonstração do “Teorema Fundamental da Álgebra”, e da famosa “Curva de Gauss”, para correções de dados estatísticos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A música e outros sinais - Emerson Monteiro


Quem passa, as pessoas; são elas quem passa no silêncio dessas paragens entranhas da consciência e no terno movimento, a refletir as horas e o seguir do correr inevitável das coisas. Espécie de saudade descomunal acompanha o deslizar da sombra que desce pela infinita ladeira dos instantes em sucessão.
As luzes que circulam em volta dessas poças d´água espalhadas pelo vento encantam canções que insistem tocar as células do esquecimento preguiçoso dentro da alma da gente. Aves, no céu alto, deslizam indiferentes em meio das mesmas marcas de nuvens rápidas que encobrem o céu acinzentado das cerrações nas manhãs, que vestem de fantasmas os dias que se foram através da fatalidade. Tetos de névoa tênue, véus de paisagens desaparecidas, ausentam-se, quando rondaram aqui tão perto, livres, porém, do controle dos nossos sonhos e braços de dominá-los.
Contar quanto andou nesses caminhos interiores ao som das pulsações demoraria igualmente a quantidade do que desfilou nas telas do presente, pois reviver é viver. Algo de constante aos olhos da repetição. Por isso, a diferença significa o tanto proporcional das saudades depositadas nos lixões e museus. Impressões permanecem do intervalo das paredes e das histórias, período exato de servir aos demais seres humanos, pratos da realização dos desejos. Paz, satisfação de viver. Em processo equivalente, uns desprezam as oportunidades para favorecer o esforço de outros que precisam. Reunir as forças suficientes de facilitar a jornada dos que arrastam fardos pesados, próximos, hoje, ontem, amanhã, disposição e trabalho em nome de quem necessita.
Ter medo de abandonar o percorrer dessas horas impacientes que jamais esperam pode pedir a vontade do serviço ao semelhante, única atitude que vence o morrer que o tempo tritura todo momento.
Romanos narravam lenda que falava de Cronos, o deus do tempo. Ele paria e devorava seus próprios filhos. Continua dominando os passos nas histórias das outras civilizações, ente misterioso que lhe toca adiantar os frutos que servem de alimento. Todos sem exceção calcam o cenário aos próprios pés. A música das esferas domina os sentidos, na audição. As cenas em ação, na visão. A mesa, no paladar. O perfume do estrume e das flores, no olfato. E no tocar dos objetos, o tato. E nós, atores principais do processo vida.
Alternativas de juntar num bloco este momento cabem no papel de instrumento de salvação criaturas, quebrar o cristal da inutilidade de olhar indiferente o rio correr sem responder ao que pergunta a música invisível do tempo no seio dos corações.

domingo, 1 de maio de 2011

DENÚNCIA - Governo CID GOMES sucateia o Crato, e leva os últimos órgãos do Crato para Juazeiro


EMATERCE, DER, Junta Comercial, SEFAZ, SEMACE, COGERH,UFC são alguns dos órgãos que irão para o novo Centro criado por Ciro Gomes em juazeiro do Norte.

Cid_gomes2Há tempos, temos denunciado o sucateamento do Crato pelo Governo do Estado do Ceará. Agora, o golpe de misericórdia foi dado pelo Governo Cid Gomes, com a construção de um centro mulfifuncional que sugará o restante de órgãos e serviços que ainda funcionavam em outras cidades do Cariri. Segundo um documento expedido pela própria Secretaria das Cidades do Estado, para o novo Centro Multifuncional deverão ser transferidos, além da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) e o Museu de Arte Sacra Popular, as instituições e órgãos abaixo: 1. Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE), 2. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), 3. Departamento de Edificações e Rodovias (DER), 4. Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), 5. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE), 6. Instituto Centro de Ensino Tecnológico (CENTEC), 7. Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC), 8. Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECITECE), 9. Secretaria de Educação Ceará (SEDUC), 10. Secretaria da Fazenda (SEFAZ), 11. Secretaria da Saúde (SESA), 12. Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 13. Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE), 14. Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH), 15. Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte (PMJ), 16. Universidade Regional do Cariri (URCA), 17. Universidade Federal do Ceará (UFC).

Afinal, estamos falando de uma Região metropolitana do Cariri, ou de uma Região Metropolitana do Juazeiro ? Pelo acima exposto, vê-se um claro objetivo do Governo do Estado de pôr o Crato de joelhos, levando o que restava de órgãos que ainda funcionavam em cidades satélite. leia a seguir, uma crônica do prof.

Dr. Nivaldo Soares, secretário de Meio Ambiente e Controle urbano do Crato denuncia a manobra, e fala sobre essa dura “machadada” contra a cidade do Crato, pelas mãos perversas do Governador Cid Gomes:

CENTRO MULTIFUNCIONAL DE SERVIÇOS DO CARIRI DE JUAZEIRO DO NORTE

Repetindo erros Por:
Nivaldo Soares de Almeida

Nivaldo_soares01Alegando reparar erros cometidos a mais de uma década atrás quando da concepção e construção do elefante branco denominado de Centro de Apoio aos Romeiros em Juazeiro do Norte, que se utilizou de uma montanha de recursos financeiros oriundo do Projeto de Desenvolvimento Urbano e Gestão de Recursos – PROURB, alem de outras fontes de recursos da União e do Estado, o governo Cid Gomes, através da Secretaria das Cidades que tem como titular o Caririense Camilo Santana resolveu transformar aquele enorme arcabouço estrutural que conta com uma área de 28.515,94 m², disposto por 05 (cinco) pavimentos, incluindo o térreo, em um Centro Multifuncional. Desta vez com recursos do Projeto Cidades do Ceará – Cariri Central. Melhor explicando, a decisão é tornar uma estrutura concebida para o atendimento às necessidades de hospedagem dos romeiros durante suas visitas a Juazeiro, em um espaço voltado à prestação diversificada de serviços a população regional, relativos à administração pública estadual e municipal, além do outras atividades. Sendo assim, o Centro Multifuncional poderá abrigar instituições públicas e/ou privadas da região do Cariri.
Como pré-requisito para a efetivação da obra e fator condicionante da efetividade dos investimentos, o Governo do Estado deverá garantir a sustentabilidade do empreendimento junto ao Banco Mundial. Para tanto, deverá apresentar ao Banco um elenco de órgãos, prioritariamente, prestadores de serviços relativos à administração pública estadual e municipal que passarão a funcionar no referido espaço. Ou seja, deslocar instituições e órgãos que atualmente funcionam, normalmente, na cidade de Juazeiro e nos municípios de Crato e Barbalha para ocupar a edificação referida.


Conforme documento expedido pela Secretaria das Cidades, para o Centro Multifuncional deverão ser transferidos, além da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) e o Museu de Arte Sacra Popular, as instituições e órgãos abaixo: 1. Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE), 2. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), 3. Departamento de Edificações e Rodovias (DER), 4. Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), 5. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE), 6. Instituto Centro de Ensino Tecnológico (CENTEC), 7. Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC), 8. Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECITECE), 9. Secretaria de Educação Ceará (SEDUC), 10. Secretaria da Fazenda (SEFAZ), 11. Secretaria da Saúde (SESA), 12. Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 13. Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE), 14. Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH), 15. Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte (PMJ), 16. Universidade Regional do Cariri (URCA), 17. Universidade Federal do Ceará (UFC).

A principio, tudo parece interessante e justificável, mas por trás esconde, pelo menos, três graves equívocos, a saber: O primeiro é o arcaico modelo insustentável de concentrar, fortemente, serviços públicos e/ou privados em lugares distantes da população usuária, aumentando a dependência de veículos automotivos. E no caso especifico de Juazeiro do Norte, o quadro é mais grave ainda em função de sua disposição urbanística, com ruas estreitas e convergentes, aliada a um movimentado comercio e constantes eventos religiosos que, necessariamente, provocam fechamento de ruas e congestionamentos no transito. O segundo é penalizar ou reduzir a importância dos municípios vizinhos, Crato e Barbalha, subtraindo deles órgãos estaduais que a muito funcionam nestes municípios. É o caso do DER-Crato, SEMACE-Crato, COGERH-Crato, URCA-Crato, alem de DETRAN-Juazeiro, localizado na av. Pe. Cícero, e CAGECE-Juazeiro próximo a av. Pe. Cícero, portanto, órgãos de atuação regional que ficam mais próximos dos usuários dos três municípios (Juazeiro, Crato e Barbalha) e dos municípios circunvizinhos. O terceiro é a localização do Centro Multifuncional em área periférica úmida, com limitações ambientais e de acesso, próximo ao rio Salgadinho para onde converge toda a drenagem pluvial e boa parte dos esgotos domésticos e industrial das zonas urbanas de Crato e Juazeiro, alem das proximidades da estação de tratamentos de esgotos de onde, invariavelmente, exala odores desagradáveis para todo seu entorno. Se não bastasse.

È primário entender que em intervenções urbanas desta magnitude há limites a serem considerados e interpretados numa lógica de pesquisa local e regional, desde as condicionantes naturais, socioeconômicas e culturais, passando pelos de segurança viária, transporte público entre outros. Assim sendo, a decisão da Secretaria das Cidades pode ser considerada desastrosa, e deixa claro que a mesma despreza os fundamentos básicos do planejamento urbano e de desenvolvimento equilibrado da região Metropolitana.

Se querem consertar equívocos, improvisar ou atender a conveniências de qualquer natureza sobre o malogrado Centro de Apoio aos Romeiros, que ocupem os espaços disponíveis com órgãos do Município de Juazeiro do Norte. Embora, da maneira que está posta, uma sala de órgãos e conseqüentemente de serviços diversos, é provável que a população usuária seja sacrificada. Diante do pernicioso fato, é preciso que a sociedade através de suas lideranças políticas e civil se manifeste no sentido de fazer os mentores do projeto raciocinarem sobre as conseqüência danosas a população regional.

DOCUMENTOS:

01 – Centro Multifuncional em PDF
02 – Diretrizes em PDF

Por: Nivaldo Soares
Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato

Com prefácio de Dihelson Mendonça

Foto: Wilson Bernardo e Dihelson Mendonça

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O SHOW DO ANO - 3 dos maiores instrumentistas Cearenses juntos pela primeira vez no CCBNB - Neste Sábado, 30 de Abril - 20Hs

cartazshowcleivan30abril


O SHOW DO ANO - 3 dos maiores instrumentistas Cearenses juntos pela primeira vez no CCBNB - Neste Sábado, 30 de Abril - 20Hs - no ENCERRAMENTO das Festividades pelos 5 Anos do Centro Cultural Banco do Nordeste - CARIRI

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Alunos criam sala de aula ao ar livre no Crato


O conceito de aula e de sala de aula parece que vem mudando na Escola Polivalente do Crato, pelo menos na disciplina de artes. Uma ideia que parecia coisa do passado ganha força entre os alunos que é a criação de uma sala de aula ao ar livre. Os alunos aprendem caminhando pelo bairro e também tendo aulas embaixo das árvores.

A proposta de criação de uma sala de aula ao ar livre surgiu após analise, a partir de produções textuais dos alunos avaliando as aulas de artes. Os estudantes apontaram como mais produtivas e prazerosas as atividades realizadas fora da sala de aula. Na Escola Polivalente os professores das diversas disciplinas utilizam para ministrar suas aulas, os laboratórios de Ciências e de Informática, a biblioteca e o Pátio.

A aluna Waleska Lima diz que a ideia é diferente e que os alunos aprendem quando eles tem liberdade. Ela acrescenta que nas aulas realizadas fora da sala, os alunos se concentram mais.

A sala de aula ao ar livre consistirá em aulas embaixo das árvores. O espaço reservado para as atividades receberá pinturas e placas produzidas pelos alunos, além de bancos confeccionados com garrafas PET. Os alunos estão movimentando o bairro Seminário, aonde fica localizada a escola. Uma campanha de arrecadação de garrafas PET está sendo realizada pelos alunos que estão indo de porta em porta recolher as PET, além dos bancos, os materiais serão transformadas em vassouras, vasilhas e depósitos de tintas e também serão utilizadas em experimentos artísticos.

O espaço deverá ser usado pelos professores das diversas disciplinas.

ESPETÁCULO INFANTIL NO TEATRO RACHEL DE QUEIROZ


SERVIÇO:
O MACACO SABIDO (Infantil, 40min) / Texto e Direção de Franciolli Luciano / Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE, 19h30min 28, 29 e 30/abril, e 1º/maio de 2011 / R$ 5,00 (meia e antecipado) - R$ 10,00 (inteira) 
Informações: (88) 8801.0897 - (88) 8848.7966

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Programa Cariri Encantado Sonoridades - 27/04/2011

Conexões musicais: Ednardo, “do Pessoal do Ceará”

Expoente do Pessoal do Ceará, grupo de cantores e compositores nordestinos que baixou no centro do país no início dos anos 70, como Belchior, Fagner, Amelinha, Rodger Rogério, Teti e Fausto Nilo, - Ednardo protagonizou um fenômeno fonográfico ao emplacar o maracatu Pavão Mysteriozo na abertura da novela Saramandaia, em 1976, e virar febre democrática, fissurando tanto o público universitário quanto a dona de casa. Os antigos sucessos mantiveram o criador do pavão fazendo shows por todo o Brasil e no exterior, criando trilhas de cinema, como para o filme Luzia Homem, de Fábio Barreto.

Ednardo será o enfocado do programa Cariri Encantado Sonoridades desta próxima quarta, 27, das 14 as 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri – AM 1020 e http://www.radioeducadoradocariri.com/ -, quando será tocado sucessos como Terral, Cavalo Ferro, Pavão Mysteriozo, Artigo 26, Longarinas, Enquanto Engoma a Calça e outros de seu extenso e importante repertório musical, que têm o poder de arrebatar o público, conquistar diversos segmentos sociais, faixas etárias, permanecendo através dos tempos, com a mesma importância artística.

Documentário registra a Malhação do Judas no Crato


A brincadeira da Malhação do Judas é uma das manifestações que carregam formas de envolvimento da população com a cultura popular. No Crato, a manifestação é realizada em diversos bairros, como é o caso do Alto da Penha, Comunidade do Gesso, Seminário, Gisélia Pinheiro, tendo destaque para a Festa Popular da Malhação dos Judas que é realizado na RFFSA pela Sociedade Cariri das Artes e da Sagrada Família que já tem uma tradição de mais de cem anos e é realizado no Largo da Prefeitura.

Para que as memórias destas manifestações possam fortalecer a identidade cultural da cidade e servir para as pesquisas sobre a cultura popular, a Universidade Regional do Cariri, através do Projeto “No Terreiro dos Brincantes” desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão - PROEX, Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC e o Coletivo Camaradas será produzido mais um documentário do Projeto.


De acordo com o coordenador do Projeto “No Terreiro dos Brincantes, Alexandre Lucas, o documentário será focado na relação entre a fusão da cultura popular com a cultura de massa. Ele destaca que esse é um dos fatores presentes nesta manifestação e frisa que em cada localidade população vai reinventando formas de manifestar a sua irreverência.


A previsão é que o documentário seja lançado no início de junho, em Praça Pública e contará com a apresentação de espetáculo teatral da Companhia Cearense de Teatro Brincante que tem como coordenador o dramaturgo, folclorista e criador da Festa Popular da Malhação dos Judas que todos os anos escolhe o seu o Judas por via de consulta eleitoral a população.

Serviços:
Universidade Regional do Cariri – URCA
Pró-Reitoria de Extensão – PROEX
Projeto “No Terreiro dos Brincantes”
(88) 31021212

Mostra de Bandas Armazém do Som & II Seminário Música e Comportamento 2011



II Seminário Música e Comportamento
Dias 04,05, 06, 11, 12, 13, 18 e 25 de Maio de 2011

Dia 04/05 – 14h
1. Cinematógrapho: Música e Comportamento
Exibições de filmes seguidos de debates.
Mediador: Elvis Pinheiro

Dia 05/05 – 14h às 16h:
2. Palestra: "O músico entre a arte e o mercado”
Palestrante: Prof. Márcio Mattos, graduado em música, mestrado em etnomusicologia. Professor e Coordenador do curso de graduação em Música da Universidade Federal do Ceará-Campus Cariri;

Dia 06/05 – 14h às 16h:
3. Workshop Guitarra Blues
Responsável: Felipe Cazaux; composto, cantor e guitarrista Paulista radicado no Ceará, um dos principais expoentes do cenário Blues da música cearense.

Dia 11/05 – 14h h:
4. Cinematógrapho: Música e Comportamento
Exibições de filmes seguidos de debates.
Mediador: Elvis Pinheiro

Dia 12/05 – 14h às 16h:
5. Workshop: Improvisação por estilos
Professor: Ivânio Azevedo, professor de guitarra da Universidade Federal do Ceará-Campus Cariri. Graduação e mestrado em Filosofia. Graduação em Guitarra pelo IGeT-Campinas, especialização em Fusão. Também é coordenador do Laboratório de Estudos de Guitarra da UFC.

Dia 13/05 – 14h às 16h:
6. Oficina: Prática de conjunto
Professor: Weber dos Anjos: graduado em música, mestre em história, professor de violão e guitarra da Universidade Federal do Ceará-Campus Cariri

Dia 18/05 – 19h h:
4. Cinematógrapho: Música e Comportamento
Exibições de filmes seguidos de debates.
Mediador: Elvis Pinheiro

Dia 25/05 – 19h h:
4. Cinematógrapho: Música e Comportamento
Exibições de filmes seguidos de debates.
Mediador: Elvis Pinheiro


INSCRIÇÕES GRATUITAS !!!

Emissão de Certificado de Participação com carga horária de 40h
Obs: a Carga Horária total do seminário é extensiva à participação em toda a programação do Festival, inclusive apresentações das bandas. Porém, a emissão do certificado fica vinculada a participação em, no mínimo, 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas das palestras e work-shops.
Informações: Programa Cultura SESC Juazeiro –
(88)3512.3355 rm 218/219 ou (88) 3587 1065



Cinematógrapho: Música e Comportamento

Programação:

Dia: 04 DE MAIO – 14h  
CURTAS: 94min

·         TIM MAIA (RJ, 1986, DOC, COR, 14min)
Genial, controvertido, maluco. Tim Maia era uma figura especial, renovadora e talentosa da música brasileira. O filme, numa linguagem antiacadêmica, mistura seu papo com sua música, deixando a montagem fluir no swing de Tim.

·         PRETINHO BABYLON (RJ, 2007, FIC, COR, 17min)
Um rastafári vivendo na grande Babylon.

·         TIRA OS ÓCULOS E RECOLHE O HOMEM (RJ, 2008, FIC, COR, 20min)
Gibi cinematográfico: filme breque baseado em fatos reais, duplamente protagonizado pelo espetacular Jards Macalé, simultaneamente interpretando-se e incorporando o mitológico Kid Morengueira.

·         A ESTÓRIA DE CLARA CROCODILO (SP, 1980, FIC, PB, 11min)
O locutor de uma rádio pirata narra a fuga do perigoso marginal Clara Crocodilo de um presídio de segurança máxima. Baseado na música Clara Crocodilo, de Mário Lúcio Cortes e Arrigo Barnabé.

·         WALTER FRANCO, MUITO TUDO (SP, 2000, DOC, COR, 25min)
Documentário sobre o poeta e compositor paulista Walter Franco.

·         MUTANTES (SP, 1970, EXP, 7min)
Uma brincadeira mutante improvisada por Arnaldo Batista, Sérgio Dias e Rita Lee – Os Mutantes -, num dia único pelas ruas de São Paulo.


Dia: 11 DE MAIO – 14h  
Curtas: 79min

·         BRASIL (RJ, 1981, EXP, COR/PB, 13min)
Captado durante a gravação do décimo disco de João Gilberto, cinqüentenário de seu nascimento. A trilha sonora, intitulada “Brasil”, foi gravada com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia. A execução do disco em diferentes fases e distâncias, registradas em contraponto com flashes de personalidades da vida nacional, representa uma situação limite e indaga: O que é o Brasil? O que é o brasileiro?

·         ÁLBUM DE MÚSICA (RJ, 1974, DOC, COR/PB, 11min)
Com músicas de Pixinguinha, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho e Cartola, e depoimentos de Nara Leão, Nelson Motta, Almirante e Jards Macalé, o filme apresenta registros raros de Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho, Edu Lobo, Luiz Melodia, Maria Alcina, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Maria Bethânia, entre outros.

·         CARIOCA, SUBURBANO, MULATO, MALANDRO - JOÃO NOGUEIRA (RJ, 1979, COR, 13min)
Documentário sobre João Nogueira, cantor e compositor popular do Rio de Janeiro.

·         HEITOR DOS PRAZERES (RJ, 1965, DOC, COR, 14min)
Memórias do sambista popular e pintor primitivista Heitor dos Prazeres, em seu ateliê na Cidade Nova, bairro em decadência do Rio de Janeiro, mas ainda vivo nos sambas , nos quadros e nas recordações do artista.

·         MARTINHO DA VILA PARIS 1977 (SP, 1977, COR, 8min)
O filme registra a passagem do cantor e compositor Martinho da Vila por paris, em 1977, durante uma turnê de apresentações. Depoimentos espontâneos, gravações em estúdio de TV, apresentações no clube musical Campagne Première, conversas com amigos e passeios por pontos turísticos da Cidade Luz compõem o documentário.

·         NOEL POR NOEL (RJ, 2006, DOC, COR/PB, 10min)
Ensaio documental sobre a música e o tempo de Noel Rosa, com colagens de arquivo, fotografias de época e filmagens de blocos carnavalescos em Vila Isabel.

·         PIXINGUINHA E A VELHA GUARDA DO SAMBA (SP, 2006, DOC, COR/PB, 10min)
Em abril de 1954, Thomaz Farkas filmou, com uma câmera 16mm movida a corda, uma apresentação de Pixinguinha com músicos da Velha Guarda, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, durante a comemoração do IV centenário da cidade. O material se perdeu e foi reencontrado 50 anos depois. O filme recupera o material e conta essa história.


18 DE MAIO – HORÁRIO NORMAL – 19H – CURTAS E MÉDIA-METRAGEM: 98min

·         UAKTI – OFICINA INSTRUMENTAL (MG, 1987, DOC, COR, 12min)
Documentário sobre o grupo musical Uakti, que cria seus próprios instrumentos de materiais como tubos de PVC, vidros e cabaças, reproduzindo os sons da natureza em estado puro.

·         FULORESTA DO SAMBA (PE, 2005, DOC, COR, 26min)
O filme mostra a trajetória do músico pernambucano Siba Veloso, que abandonou uma carreira já consolidada em São Paulo para ir morar na pequena Nazaré da Mata, na zona da mata do norte de Pernambuco, onde formou uma nova banda com músicos tradicionais da região que passaram a experimentar a sensação de serem artistas pop, lotando shows e excursionando pela Europa.

·         DIÁRIO DE NANÁ (SP, 2006, DOC, COR, 60min)
Em 2005, o percussionista Naná Vasconcelos foi convidado para fazer uma viagem pelo Recôncavo Baiano em busca da música do sagrado e do sagrado da música. O documentário aborda a música e a cultura do Recôncavo Baiano segundo Naná Vasconcelos. Ele encontra personagens que usam do ruído (freqüência irregular, instável e inconstante daquilo que é barulho) para produzir música (dando-lhe regularidade, estabilidade e constância); ao mesmo tempo, mergulha na música ligada à religiosidade da região.

25 DE MAIO – HORÁRIO NORMAL – 19H – LONGA: 88min

·         CARTOLA – MÚSICA PARA OS OLHOS (Brasil, 2006, DOC, COR/PB, 88min)
Esta é a história de Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola. Um dos mais importantes compositores da música brasileira de todos os tempos, Cartola é o autor de obras-primas como “O Mundo é um Moinho”, “As Rosas não Falam”, entre outras. Os diretores Lírio Ferreira e Hilton Lacerda mostram a importância de Cartola para a música brasileira, traçando um emocionante painel do autêntico samba de origem e seus principais expoentes. Um retrato de um homem que renasceu várias vezes.






  +info.: Programa Cultura
SESC Juazeiro do Norte
Tel.: (88) 3587 1065/ 3512 3355 - Rm 218

A riqueza e o tempo - Emerson Monteiro


De imaginar que tantos vivam qual quem mata o tempo, o cidadão médio resolve saber o que significa tempo, viver este período quando aqui, neste chão de possibilidades, realizar o que pretende. Porém poucos reconhecem o que pretendem, no entanto. Olham dos lados, atrás, à frente, e olha as águas de vasto oceano, cheios de preocupações, atribulações e desordem. Outros, descem à profundeza do mar e encontram os lenitivos de preencher o estirão da viagem com vaidades, instintos e posses. Já, lá adiante, os que buscam ter a aceitação interna, dentro do mundo de valores e sonhos.
Conquanto alguns poucos descubram a interpretação de que vida e tempo correspondam a uma mesma coisa, pois tempo mostra a cara na saúde e nas condições do corpo, as suas decisões e atitudes levam a pensar que vida e tempo são coisas diferentes. E ignoram os resultados do que realizem.
Noutro bloco, grupo reduzido estuda, trabalha, controla os sentimentos. Graças a esses poucos heróis, o barco permanece vagando na superfície das perguntas, querendo respostas do movimento dos dias e do relógio.
A famosa corrida do vil metal, das intenções materialistas e conceitos ocidentais, contudo, conduz a história, esquecida desses valores, no salve-se quem puder da sobrevivência. Ética e os ideais viraram discursos das manobras eleitoreiras. A classe dominante dos países ocupa os palacetes da ilusão e são poucos os que, de verdade, mandam no pedaço, a gastar o suor do povo em mãos gananciosas. Notícias requentadas, no meio do tempo de televisão, entopem a consciência das gentes. O costume de fabricar bombas e balas acinzenta de gazes as folhas dos calendários. É o tempo, de novo, sendo perdido no vento. Pessoas querendo reverter a marcha dos acontecimentos com propostas pessoais e tomam a si o direito de errar, matar, sem respeito ou responsabilidade.
Por onde andaria o custo dessas ações, ninguém consegue calcular e dizer o nome dos que manipulariam os cordões políticos das manadas vagando perdidas, abandonadas à própria sorte. Depois, chegará o senhor do tempo a pedir satisfação da farra. Filas quilométricas, que vão e que vêm, catam o pão e misturam com as lágrimas. Sim, o tempo perguntará aos surdos e responderá aos mudos suas leis de Eternidade. Quem fez ou deixou de fazer, nos passos das horas, subirá, ladeira acima, qual aquele Prometeu da lenda, a conduzir, nas encostas de elevada montanha, um rochedo que escorregará e voltará ao começo, necessitando subir novamente o velho itinerário.
Há espécie de religiosidade nisso tudo. Elevar o sentido da condição humana aos níveis superiores. Esquecer o quase nada que escorrega pelos dedos e estabelece padrões maiores de compreensão às vulgaridades, que deixaram imaginar as mil alternativas e um só Deus a lhes administrar todo tempo as engrenagens.

domingo, 24 de abril de 2011

E o túmulo estava vazio! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Na madrugada daquele domingo, pela contagem dos judeus, o terceiro dia após a morte de Jesus, duas mulheres se dirigiram ao túmulo onde o haviam sepultado. Pretendiam perfumar o corpo dele. Ao se aproximarem, houve um grande tremor de terra. Perceberam que a pedra que fechava o sepulcro estava retirada e um ser de luminosidade intensa e radiante estava sentado sobre a pedra. Era um anjo, um mensageiro enviado por Deus! Os guardas que vigiavam o sepulcro, tremendo de medo, ficaram como que paralisados, como se estivessem mortos. As duas mulheres também ficaram amedrontadas. Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo, o Jesus que vocês procuram está vivo, ressuscitou, conforme havia anunciado!” Elas saíram correndo para comunicar aos demais discípulos o que havia acontecido e que o mestre não estava mais no túmulo. De repente, Jesus ressuscitado apareceu a elas duas dizendo que fossem para a Galiléia e avisassem aos discípulos que ele iria se encontrar com eles. (Cf. Mt 28, 1–10).

Essa passagem do Evangelho anunciado na Vigília Pascal celebrada nas últimas horas desse sábado, me fez lembrar os últimos dias de vida do meu saudoso pai. Ele enfrentou há 46 anos, com a mesma idade com a qual me encontro hoje, o sofrimento e as dores que uma terrível moléstia o vitimou, com muita serenidade e a mesma esperança que aquelas duas seguidoras de Jesus demonstraram. A confiança de quem realmente viveu o projeto que Jesus nos deixou, acredita nele e espera pela ressurreição dos mortos. Aquelas duas mulheres acompanharam Jesus enquanto ele pregava pelas estradas e povoados da Galiléia e foram testemunhas da sua paixão morte e ressurreição. Enquanto elas esperavam por alguma coisa, os guardas representantes dos inimigos que levaram Jesus à morte vigiavam o túmulo para que nada acontecesse.

O projeto de Deus anunciado por Jesus e vivido com toda intensidade pelo meu pai, não nos leva à morte, mas é caminho para a vida. Aquela mesma fé na ressurreição, que meu pai demonstrou nos seus últimos momentos de vida, é um convite para todos que com ele conviveram para que continuemos a viver o projeto que Jesus nos deixou.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

JUDAS "SUS" É MALHADO EM CRATO-CE

Com grande participação do povo, Sábado de Aleluia, no Centro Cultural do Araripe (antigo Largo da RFFSA), foi realizada a 11ª Festa Popular da Malhação do Judas, promovida pela Sociedade Cariri das Artes e Cia. Cearense de Teatro Brincante, com o apoio da Prefeitura Municipal do Crato, Secretaria de Cultura e Coletivo Camaradas.


Na edição deste ano o "SUS - Sistema Único de Saúde" foi eleito "Judas" por quase 5.000 votantes, num universo de mais de 13.000 eleitores, o que demonstra a significativa insatisfação popular com a saúde pública. "O que está sendo malhado não é o SUS da lei, do papel, que é maravilhoso, mas o da corrupção, desvio de verbas públicas, postos de saúde precários, irresponsabilidade, filas, humilhação, desprezo, abandono e morte", ressalta o dramaturgo e folclorista Cacá Araújo, idealizador e coordenador geral do evento.  

Duas Catirinas



Uma das mulheres do "Judas"

Personagens folclóricos abrilhantaram o cortejo

Mazé Luna, Cacá Araújo e Espedita Luna

Atores Márcio Silvestre e Franciolli Luciano. Ao fundo, os Irmãos Aniceto dão o tom da brincadeira.

Olhaí Everardo passeando de carroça...

Festa maravilhosa!

Carlos Ângelo, Diogo Stálin, Viúva do Judas e Cacá Araújo

Atores Josernany Oliveira e Kelvya Maia

Atores Felipe Tavares, Joana Neres, Maria Isaura Araújo e Tiago.

sábado, 23 de abril de 2011

CONHEÇA O CRATO EM 300 FOTOS - Galeria da Cidade do Crato e das maiores Personalidades


Conheça quem é quem na cidade do Crato ! - 300 Fotos da cidade e das Personalidades Cratenses.





"Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente."

Érico Veríssimo

A vida é muito breve! O que fica aqui para a posteridade, é o trabalho que cada um realizou em benefício da sociedade. Uma cidade não é composta somente do lugar em si, mas das pessoas que o construíram e que o constróem no seu dia-a-dia. Ao escolher as fotos para essa pequena galeria, porém com 300 trabalhos selecionados, procurei reunir algumas das minhas imagens mais significativas do Crato e da região, bem como de pessoas que são verdadeiramente, os pilares das artes e da cultura no Crato e no Cariri. Nem todos estão aí, decerto, pois não pude registrar em fotografia, mas com certeza, os que foram registrados, merecem pertencer a esta galeria de homenageados que por DÉCADAS, exercem um trabalho que deixará marcas profundas na nossa história. Nesta galeria não cabem principiantes. Procurei registrar quem realmente conduziu e conduz os destinos da nossa cidade e já possui uma história de vida e dedicaçãoao trabalho.

Esta é uma galeria que ninguém entra por ser amigo do dono, nem pode pagar para entrar, mas por ter méritos verdadeiros e uma folha de serviços RELEVANTES prestados ao Crato e ao Cariri. Fazer listagens é sempre uma temeridade, porque acabamos excluindo pessoas, mas o objetivo aqui não é registrar tudo, até porque, como falei, eu não disponho das fotos de todos os que gostaria de homenagear.

Portanto, para quem não conhece ainda o Crato, quem reside fora da cidade, ou para quem simplesmente deseja rever os velhos amigos, eis uma boa oportunidade. Passei dias selecionando o que há de mais representativo nas imagens dos lugares e das pessoas que constróem esta cidade, e moldam o perfil da nossa geração. Não é possível listar aqui, pois o trabalho seria monumental. O bom mesmo é ver a galeria completa, sem pular nenhuma foto. É preciso ter uma certa paciência, pois o slide demora para carregar. Mas ao final, vale a pena ver ou rever as belezas do Crato, e o seu maior patrimônio, os seus ícones e a sua cultura.

Diagramação e Fotos: Dihelson Mendonça ( com participações de Pachelly , Roberto Jamacaru, Wilson Bernardo e Claude Bloc )

Saber acordar - Emerson Monteiro

O ânimo de viver representa a nossa cara diante das outras pessoas. Enquanto isso, bom conhecer um tanto mais das possibilidades que existem de poder controlar o nosso humor à medida que vivemos os dias e as horas. Dominar os passos que a gente vem andar. Pisar no jeito de evitar acidentes ou criar condições desfavoráveis nos gestos de plantar nossa imagem no coração dos semelhantes, essas outras pessoas. Fazer o nosso marketing particular pelas estradas em que andamos.
Certa vez, ouvi de um amigo que o freguês, dormir à noite e acordar de manhã, sem se lembrar de Deus para fazer uma oração isso parece coisa de bicho bruto, de herege que arrasta a existência de jeito atropelado, rude, batendo nas laterais da sorte, rês arrombando cerca, esquecido da concentração de suas forças nos objetivos que interessam das normas do bom viver. Já amanhece o dia trombudo, amuado, cara fechada, agressivo, procurando briga, contrariado com tudo e todos.
Há gente que numa hora está pelos pés, noutra pela cabeça. Pessoas de duas caras, como o povo qualifica. Os pacientes do transtorno bipolar, na classificação da atual da ciência. Galinhas de ovo virado, nos chistes de calçada. Não veem nem porque e aparecem trombudos no terreiro, logo cedo, querendo briga a qualquer custo, desmanchando o que construiu na noite anterior. Se o marido, se a mulher, pouco importa, sai da cama, ou da rede, caçando confusão, de cara por acolá. Nas repartições, os chefes que entram nas salas mal humorados, calados, fungando, enfezados, juntando troços, pronto a criar um incidente administrativo e levar em frente, apurar, punir. Muitos, lá adiante, dias depois, voltam arrependidos, a pedir perdão, desculpando esfarrapado, desconfiados, até a próxima situação que vierem a criar. Ô, homem grosseiro, mulher grosseira, que fere a sensibilidade alheia, meio gente, meio bicho, a mistura dos dois.
Disso, agora só cabe tirar algumas lições práticas. Saber acordar, eis o princípio fundamental dessas leis da vida. Amar a existência. Conhecer as regras da experiência, praticar a cortesia, a amabilidade na relação familiar, na boa vizinhança, aprender o tratamento com as demais criaturas. Ir expandindo o círculo aos distantes, desconhecidos; na rua, no trânsito, no trabalho, na escola, nos grupos que participar. Dividir a leveza desse costume numa sequência de ações que frutifiquem quais sementes de frutas doces nos corações ali perto de quem conviver.
Quando pessoas maltratam quem amam, imagine o que farão com aqueles que nem conhecem. Jesus ensina amar os próprios inimigos, pois os amigos já são amigos. Conquistar quem nos desgosta, eis o segredo da harmonia coletiva. Desde cedo, de manhã, ainda deitados, naqueles cinco minutos durante os quais planejamos o dia, usar a oportunidade de formular os pensamentos. Buscar o tempo bom dos sentimentos e pisar maneiro esse chão, a fim de nele colher consciente seus valores positivos. Devagar chegar lá longe e viver no tempo certo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Roberto Carlos - Emerson Monteiro


Neste mês de abril (2011), Roberto Carlos inteirou 70 anos (dia 19), dos quais 50 de sucesso absoluto na música popular brasileira, com algumas incursões pontuais ao exterior, sobretudo aos países de língua espanhola das Américas. Menestrel de repetidas gerações, ele segue firme e forte, através dos espetáculos que apresenta acompanhado de músicos virtuosos, demonstração inequívoca do talento e da organização que lhe caracterizam a genialidade humana por demais reconhecida.
Escrever a propósito de Roberto Carlos contextualizaria um tempo deste País de tantas contradições e mudanças, desde os inícios da carreira, nos anos 60, quando vivíamos as notas iniciais da exceção política, às convulsões mundiais ocasionadas pela Guerra Fria, às rebeliões da juventude na Europa e ao movimento hippie espraiado pelo mundo inteiro, ainda somados os movimentos tropicalista e da Jovem Guarda, e os heróicos festivais da música de protesto; os exílios da fina flor dos expoentes musicais, o crescimento das drogas, amor livre, eliminação de líderes mundiais sob a agressividade que, impiedosa, campeou na época, a culminar no desencanto dos sonhos interrompidos e na morte de John Lennon, em Nova York.
Da cidade ao sertão, de parceria com Erasmo Carlos, em passes mágicos, gerava sucessos trazidos pelo rádio e pelo disco, e que funcionavam quais trilhas sonoras do quadro nacional, amenizando a rotina dos indivíduos. Angústias, apreensões de toda aquela juventude, encontraram eco no lirismo bem elaborado das letras dos astros pop, também abertas aos sentimentos cristãos da gente simples, marcos indeléveis do nosso melhor cancioneiro.
Os álbuns do cantor assinalam, pois, cada fase desse tempo, enquanto a vida transcorria no salão enorme das existências, aceleradas pelo progresso industrial da fase econômica. Agora, nos miados eletrônicos da digitalidade pós-moderna, em arquivos mp3 da Internet, disponíveis se acham as inesgotáveis canções de Roberto Carlos, pomos de recordação e saudades, velhas melodias que fizeram a cabeça de milhões e que desfilam atuais seus amores, suas festas, de tantas alegrias, velhos tempos, belos dias.
Aqui eu me pego a falar nisso meio sem jeito, narrando do pouco que restou das impressões motivadas pelos heróis eternos da geração e suas criações guardadas a sete capas nos baús do destino, aprendizado permitido pelas artes na ilustração das histórias do cotidiano coletivo. Então, falar na música, a divina música composta e interpretada por quem sabe produzir com extrema sabedoria, assinala de bênçãos a vida brasileira entre esses dois séculos de riqueza cultural.

O apelo feroz dos ditadores - Emerson Monteiro

Nas recentes manifestações da África, quiseram revisar o passado e sonhar com a democracia, indo nas ruas derrubar ditadores ali postos ao peso dos esquemas diplomáticos das potências ocidentais. Nesse instante, um sintoma veio à tona que é saber do quanto os ditadores adoram comandar como nenhum outro que nunca usufruiu do poder. Almas envolvidas nas tramas da ganância, eles enfiam as unhas no lombo dos conterrâneos e agarram quais gaviões raivosos. Sugam a lama do que restou dos direitos humanos e impõem regimes de força a troco da fraqueza dos que confiaram neles e lhes permitiram chegar ao topo da pirâmide social. Nisso, exploram o produto nacional bruto em proveito próprio. Descem o malho no povo e sacodem os chãos, feitos cavaleiros do Apocalipse. Recebem armas, adquirem parceiros à custa dos aliciamentos, cedem bens vitais dos países e deflagram trágicas guerras que enchem os cemitérios e os noticiários. Escondidos nas camarinhas de palácios enormes através dos vícios e das maldades, durante passeios elaboram o discurso com que alienam as suas vítimas. Monstros apegados à força bruta, logo constroem prisões inexpugnáveis e alimentam a máquina da propaganda para manusear perversas maquinações. Ah, os ditadores, esses chicotes dos imprevidentes que lhes deixaram subir ao trono, ou facilitaram meios disto acontecer. Há quantos séculos se repetirá a cena... Peças de reposição dos impérios, negociam a safra das vidas e populações nos mercados da perdição, a troco do fanatismo imposto pelas facilidades recebidas. Quem abrir um livro de história observará essas anomalias da espécie humana, esses aleijões dos crimes hediondos. Por trás de toda guerra existirá um ditador, coringa da ignorância dos valores e dos bons princípios da paz, espécie de assombração à ordem natural das coisas, espantalho da regularidade no papel violento dos que desmancham prazeres. Enquanto isso, na velha participação e nos vários continentes, de uma hora para outra, o desaviso das pessoas, e lá estão eles de malas prontas para entrar no jogo de empurra da política. Abrir os olhos e guardar as lições será dever da cidadania, que nunca relaxe e se sujeite sem observar que, nas encostas das sombras, esses carrascos fedorentos analisam um jeito astuto de abocanhar o festim. Longe, em países afastados, maus exemplos de tiranos em queda apareceram nos acontecimentos recentes. Agora reduzidos a cinzas, mas que serviram de espinho de garganta na intenção de vender o que saqueavam das gentes que exploraram décadas a fio.
Consciência pública requer atitude, o que nem todo dia se dispõe o comodismo das massas. Contudo, depois retornam aos seus afazeres e devolvem aos terceiros seus destinos, e passam a morar em cima dos barris de pólvora. Manter a estabilidade social é bem comum, toda hora, todo tempo. Os turnos eleitorais servem de base para deter essas ambições de tais mentalidades doentias. Cuidado dobrado, pois, nas eras de calma; e trabalhem as lideranças no sentido de reger o futuro, numa construção favorável aos bons costumes.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

É Tempo de Páscoa, é tempo de ...



"Tempo de meditar, de buscar, de agradecer, de plantar a paz.

Tempo de oração!!!

Tempo de abrir os braços, de abrir as mãos e de ser mais irmão.

Tempo de recomeçar!

Tempo de concessão, de compromisso, de salvação. Tempo de perdão.

Tempo de libertar, de libertação, de passagem, de passar...

Para onde? Para a luz, para o amor, para a vida que é eterna!

Tempo de Ressurreição".