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domingo, 8 de maio de 2011

UNHA-DE-GATO

Conto de Cacá Araújo

Uma leve garoa coloria de branco a paisagem esquecida daquela ruazinha de casas de taipa. Alguns pés de algaroba, outros de castanhola, e um de jasmim cheinho de lagartas-de-fogo na esquina que dava pra rodage. Era quase manhã e ainda se ouvia a fala embriagada do zarolho conhecido pela alcunha Besouro do Cão. Talvez por sua voz rouca enfeitada com beiços inchados, nariz apragatado, olhos vermelhos e cabelo pixãim feito arapuá. Um cangaceiro desgarrado do bando de Corisco, depois de estuprar e matar a filha de um coiteiro, assim diziam pela redondeza, sempre a se benzer, os mais informados. Ele estava sentado ao lado do chafariz de onde as moçoilas pegam água todos os começos de dia e as mães batem roupa nos finais de tarde. Copo de ágata descascado a esborrotar de cachaça, um litro pra baixo de meio e uma esquisita farofa de jacu posta numa rodilha encardida. O bicho bebia e devorava e rosnava. Não fosse o coaxar de sapos, o cricrilar dos grilos, o agouro da rasga-mortalha e o terno soprar do vento frio, nada mais ousava se bulir ou entoar qualquer suspiro diante da assustadora figura, que quando em vez acariciava o cabo do punhal com intimidade e salivação, olhando para o nada como a desejar o sangue de qualquer desgraçado vivente.

Nem bem o primeiro trisco de luz anunciou o amanhecer, o rangido de uma porta deu conta de uma jovem donzela que alegre e graciosa se dirigia, com um balde, em busca de água para o café, o arroz, o feijão. Cabelos longos e encaracolados com a crespura e perfume das ninfas sertanejas, pele morena, olhos amendoados e marrons, lábios de carne macia e em desenho de sedução, peitos viçosos acompanhando a coreografia das passadas das pernas grossas que saiam de cintura delgada e atiçavam rebolado faceiro e delicado. Quando ela inocentemente se abaixou em direção da única torneira, deparou-se com o riso macabro do bandido. Antes de esboçar qualquer reação, ele a puxou vigorosamente, tapou sua boca com o pano velho que lhe servia de prato, atirou-a sobre a laje da lavanderia, rasgou suas roupas e a desonrou ali mesmo, ofegando e babando como um animal, fedendo como um porco. Lágrimas lavavam de dor o rosto da moça. Sangue escorreu pedra abaixo. Um último e mirrado gemido, braços estendidos, olhos arregalados, cabeça pendida para o lado. A morte se compadeceu e veio em auxílio da moça morena bonita. Levou-a...

Besouro do Cão avexou-se em sair do lugar e se escondeu por trás de uma mata de unha-de-gato quando ouviu o caminhar preocupado de uma senhora. Semblante doce de beleza madura, rugas a ilustrar o tempo de peleja, olhar de mãe a mirar, no terreiro, a fita vermelha que ornava os cabelos de sua filha amada. Tensão. Temor. Terá caído por descuido? Por que o vento a está entregando tão silenciosamente? Uma quentura lhe sobe dos pés à cabeça findando num súbito arrepio. O coração pulsa célere numa cadência nunca antes experimentada. O corpo inteiro treme. As pernas pensam em voltar e esperar no pé do fogão. Ansiedade. Medo. Um vim-vim canta por entre as árvores. Quem estará chegando? Delírio. Ela vem vindo? Dúvida. As lágrimas já não se contém e lhe salgam a boca e molham a terra. Algo se mexe atrás dos arbustos. É ela? Sempre gostou de brincar de se esconder, a traquina. Silêncio. Nada. Um impulso inexplicável empurra a mãe, que segue em sua pressa e aflição. Quando chega próximo do chafariz para repentinamente. Esboça uma oração em seus lábios cansados. Caminha lentamente. Para. Tenta gritar, chamar a filha, alguém, qualquer pessoa... Uma mão sem vida pende por detrás da lavanderia. Desespero. Reconhece o anelzinho de bijuteria que o pai dera à filha no dia anterior. Foi seu aniversário. O chão parece querer sumir de seus pés. Morde os lábios. Corre. Chega. Vê. Para. Não acredita. Olha para os céus, para os lados... É sua filha quem está ali, estendida na laje. Seu sangue tingiu o vestido branco, pedra e areia. Seus olhos parecem ainda ver a cara do diabo. A mãe grita e soluça. Abraça o corpo da filha. Choro comedido, depois com toda a força dos pulmões. Portas se abrem arranhando a luz do dia. Chegam vizinhos e vizinhas. O pai olha da janela. Vê apenas um amontoado de gente em torno do chafariz. Sai curioso. Magro, sobrancelhas largas, barba de três dias, roupas da roça, sandálias de couro e chapéu de palha, cigarro brabo no canto da boca. Passos lentos. Ouve lamentos do povo e mais alto o choro triste de sua mulher. Cospe o cigarro e se apressa e corre. Abrem caminho. Chega. Vê. Para. Toca o rosto da menina. Uma lágrima despenca de seu olhar triste, depois revoltado, depois cheio de ódio. Sussurra, fala, depois grita questionando o céu e o inferno sobre que pecados teriam sido cometidos por aquela flor de inocência, que tão violentamente fora arrancada da vida, sem aviso, sem motivo, sem culpa...

Uma risada rouca e assombrosa interrompe a circunstância. É Besouro do Cão, no fim da pequena rua, punhal desembainhado, pedaço de roupa da vítima na mão, que a tudo assistira com prazer mórbido. Ao ser reconhecido, gera-se grande tumulto e todos entram em suas casas e batem as portas e janelas e as trancam com ferrolhos e traves e escoram todos os móveis possíveis. Restaram somente o casal desafortunado e a falecida. Silêncio. O pai respira com força e ofegação. Olhar fixo de ódio. Encara o assassino. Dirige-se resoluto ao seu encontro. A mãe teme, treme e soluça baixinho. Os dois se observam andando em círculo como galos a preparar uma botada de esporão. O pai se arremessa contra o homem, mas este habilmente se esquiva e com um murro lhe derruba sobre as unhas-de-gato. Rosto cortado, vira-se e vê seu adversário armar um golpe de punhal. Ferido, arranca uma touceira de espinhos com as próprias mãos e posta-se à espera. Olhares tensos. Tentativa de punhalada. Pulo. Queda. Chão. Poeira. Olhares tensos. O pai usa os garranchos com um chicote. Cada investida lança também jorros de sangue que repingam no criminoso. Este consegue, num bote certeiro, furar a perna do desafiante. Mancando e cansado, é jogado ao chão com uma rasteira. Dor. Rangido de dentes. Urros. Besouro do Cão se joga em cima do roceiro, domina-o e, quando está prestes a cravar o punhal no seu peito, ele esfrega os espinhos em seu rosto, rasgando-lhe a pele e vazando os dois olhos. Rola para cima e, com a touceira de unha-de-gato esfola o pescoço do desgraçado torando-lhe as veias. Besouro do Cão agoniza até a morte... Está vingada a honra da jovem donzela.

Os vizinhos saem aos poucos. Incrédulos. Atordoados. Depois satisfeitos. Depois condolentes. Dão graças e rezam. Cantam benditos e renovam a fé no inexplicável.


Crato-Cariri-Ceará-Brasil
07.05.2011, 13h18min.

MÃE

Dona de toda a ternura,
armada de amor
enfrenta o sol,
a chuva,
a dor...

Traz em si
a dádiva da vida,
o coração da natureza,
a beleza do gesto de carinho...

Se o tempo é camarada,
desata-se em festa
e com magia no olhar
a todos contagia e envolve

Sabe sorrir
sem perder o prumo

Se o tempo é adverso,
ergue-se com a força
de uma deusa,
enfrenta-o
num desafio desigual,
amamenta os seus com a seiva da fé,
é a coragem em flor
ou espinho, se preciso for

Chora
sem perder o encanto,
espanta o pranto
e exala esperança...

Mãe não nasce nem morre...
...existe!

Cacá Araújo
Crato-Cariri-Ceará-Brasil

Mãe, parabéns!

Para Sempre

Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Os Discípulos de Emaús – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Em todas as missas celebradas neste domingo é proclamada uma das passagens mais bonita do Evangelho. Nele o Evangelista Lucas nos revela, que após a morte de Jesus, dois de seus discípulos, andavam de Jerusalém para o povoado de Emaús, distante 11 km desta cidade, quando Jesus se achegou perto e começou a caminhar ao lado deles, sem ser reconhecido. Perguntou o que eles iam conversando pelo caminho. Os discípulos com o rosto muito triste, indagaram: “Por acaso és o único forasteiro em Jerusalém que não soubeste o que aconteceu a Jesus de Nazaré, um profeta poderoso em palavras e ações? Já faz três dias que os nossos chefes sacerdotes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse o libertador de Israel.” Os discípulos lhe contaram ainda, que algumas mulheres do grupo haviam visto o túmulo vazio, e que dois anjos disseram a elas que o Mestre havia ressuscitado. Mas ninguém o tinha visto. Jesus, até então um desconhecido peregrino para eles, começou a lhes explicar o que dizia as Sagradas Escrituras a seu respeito. E quando eles chegaram ao povoado de Emaús, Jesus fez de conta que ia continuar a caminhada. Os discípulos disseram: “Fica conosco, já é tarde e a noite já vem.” Naturalmente, eles sabiam que era perigoso andar por aquelas estradas à noite. Jesus aceitou o convite, e durante a ceia, ao partir o pão, foi reconhecido pelos discípulos. Como por encanto, Jesus desapareceu. Os discípulos olharam um para o outro e perguntaram: “Não estava o nosso coração a arder quando ele nos falava pelo caminho?” E de repente, encheram-se de coragem e voltaram a Jerusalém para contar o que tinha acontecido aos onze apóstolos, que estavam reunidos. Receberam desses a afirmação de que o mestre havia realmente ressuscitado e encontrara-se com Pedro.

Que lições poderemos tirar dessa mensagem? Em primeiro lugar, aquele que caminha com Jesus pelas estradas da vida não pode ter medo. Quem tem o Filho de Deus ao seu lado nada deve temer. Em seguida, sabemos que o Cristo ressuscitado poderá a qualquer momento ser encontrado na Bíblia Sagrada, na partilha fraterna do pão e no meio da comunidade reunida. O projeto de vida que Jesus nos deixou engloba todas essas características próprias de seus seguidores.
Vivemos numa sociedade voltada para os bens materiais e por isto se tornou profundamente individualista. Como seguidores de Cristo temos como dever trabalhar no sentido de transformar essa sociedade, tornando-a mais justa e solidária. Não será tarefa fácil, mas caminhando ao lado de Jesus, tudo será possível.
“Fica conosco Senhor! É tarde a noite já vem, fica conosco Senhor! Somos teus seguidores também.” (Refrão da música “Os discípulos de Emaús” do Pe. João Carlos. SDB)

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Jesus presente na partilha – Por Pe. Nilo Luza ssp

O belo trecho de Lucas nos revela a caminhada dos discípulos de Emaús com o Ressuscitado. É uma demonstração de que Jesus – ainda que não seja reconhecido à primeira vista – caminha conosco. A narrativa mostra também que ele aproveita a ocasião para fazer uma catequese sobre a partilha.

O povo brasileiro tem convicção de que Deus caminha com ele, em tudo o acompanha. Essa presença, porém, nem sempre é “dinâmica”, isto é, capaz de provocar a transformação dos momentos difíceis da vida. A fé em Cristo, companheiro no cotidiano da existência, pode iluminar nossa vida e mudá-la de rumo, a exemplo dos discípulos que, após perceberem a presença do Ressuscitado, retornaram à Jerusalém e anunciaram a boa notícia aos irmãos.

Assim como acompanhou os discípulos de Emaús, Jesus nos acompanha em nossa trajetória, e com sua palavra, nos ilumina e vai mudando nossa maneira de encarar as coisas e os acontecimentos.

O caminho de Emaús é o caminho da nossa fé. Ela nos dá a certeza de que Cristo, embora não de forma física, continua presente e nunca nos abandona. Essa certeza será sempre maior à medida que nos deixamos iluminar com sua presença e nos alimentamos pela eucaristia, sinal por excelência de partilha e solidariedade.

E é justamente na hora da partilha do pão os discípulos o reconhecem (os olhos deles “se abriram e eles reconheceram Jesus”), pois esse foi o gesto repetido por ele ao longo de sua vida. A sociedade de hoje reconhece Cristo à medida que os cristãos forem capazes de partir o pão. Isso significa compromisso com a justiça, com a solidariedade, com a defesa daqueles aos quais é roubado o pão cotidiano. Sem partilha e solidariedade, estamos caminhando no rumo que nos afasta de Jesus.

Por Pe. Nilo Luza, ssp

“Transcrito do jornal “O Domingo” Edição de 08.05.2011”.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mostra de Bandas Armazém do Som & II Seminário Música e Comportamento 2011




O segundo dia (05 de maio) da Mostra de Bandas Armazém do Som, realizada pelo SESC Juazeiro atraiu um público maior e empolgado com as apresentações no estilo Heavy Metal.

Segundo um dos organizadores, o evento tem conseguido cumprir a pontualidade nos horários: “Queremos com isso passar para o público que é possível seguir essa pontualidade e o objetivo é que consigamos cumprir isso até o final da Mostra e nos demais que realizamos, explicou Antonio Queiroz, organizador da Mostra.

A programação  de ontem foi enriquecida com uma importante palestra com o tema "O músico entre a arte e o mercado”, ministrada pelo professor da UFC Marcio Mattos, que trouxe abordagens sobre o fazer musical e a relação do músico e seu produto com o mercado.

Os shows tiveram início às 18h, como programado, com a The World Is A Coma.  A banda, nova no cenário rock caririense, executou diversos covers e também apresentou composições próprias.

Em seguida, foi a vez da A Project To Chaos. Já com algum tempo de estrada, a banda tem em sua formação músicos que já estão há um bom tempo envolvidos com o rock e que já participaram de outras trabalhos. O grupo tem uma boa lista de músicas próprias, inclusive já bem conhecidas pelo público e, no currículo, apresentações em cidades paraibanas.

A noite foi encerrada com um show bastante empolgante da banda Cimeries, que trouxe músicas conhecidas dos amantes do Heavy Metal e também uma boa dose de músicas autorais. A banda fez sua última apresentação com o vocalista Robson que, no meio do show se despediu dos fãs e amigos e apresentou, em seguida, o novo vocalista do grupo, o iguatuense Jeferson que fez uma boa estreia.

O grande destaque da noite foi para o baterista Hugo Alexandre, de 14 anos, que se apresentou junto com as duas primeiras bandas, demonstrando ser a grande promessa do rock caririense.
Dia 06 de maio
A programação de hoje, dia 06 de maio, conta com workshop de guitarra que será ministrado Felipe Cazaux, compositor, cantor e guitarrista paulista radicado no Ceará, um dos principais expoentes do cenário Blues da música cearense, que fará também show hoje com início às 21h. Felipe traz consigo, além do vasto currículo de apresentações, a experiência de vários workshops de guitarra e três álbuns gravados. O primeiro intitulado “Looking for Trouble?!” (2004), lançado com a sua antiga banda, a Double Blues Band; o segundo “Help the Dog!” (2007 / Blues Time Records – Tratore) consolidou a carreira solo do artista e o terceiro, intitulado “Good Days Have Come” (2010 / Blues Time Records – Tratore), está sendo lançado agora.

Os dois primeiros shows da noite ficam por conta da Los The Os, banda já conhecida no Cariri, às 18h; banda Renegados, de Fortaleza-CE, às 19h30, que tem influência direta das épocas áureas do rock, (anos 50, 60 e 70), com as características da pulsação, criatividade e energia das artes daquele período, viajando pelo universo musical de vários artistas e Bandas como Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Cream, Santana, The Doors, Raul Seixas, Luiz Gonzaga, entre outros. O grupo está na estrada desde 1993.



A entrada é franca para toda a programação.


Para mais informações e entrevistas:
SESC
Coordenação de Cultura
Rua da Matriz , 227, Centro, Juazeiro do Norte-CE.
Fone: 3512.3355


                Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: cid:image011.jpg@01CC0986.5C27C680



Texto: Hudson Jorge
Fotos: Daniel Fidélis

Um monstro devastador - Emerson Monteiro

Outra vez falar das drogas, da fera que tomou para refém a sociedade, inoculando seu veneno sobre a doce flor da melhor juventude dos nossos tempos. Recentes notícias falam de um filme documentário na fase de conclusão denominado “Quebrando o tabu”, do cineasta brasileiro Fernando Grostein Andrade, que trata do assunto de modo a repensar aquilo o que Estado pode oferecer como alternativas para o fracasso na guerra às drogas.
Numa sequência de entrevistas com personalidades importantes; políticos, intelectuais e cientistas; Bill Clinton, Jimmy Carter, Dráuzio Varella, Gael Garcia Bernal, Paulo Coelho, etc.; esse trabalho quer indicar maneiras novas de abordar o grave problema, considerado muito mais uma questão de saúde pública do que, apenas, fator e origem da criminalidade. A dependência das drogas ocasiona males inimagináveis à família e à sociedade, deixando cicatrizes profundas na história, desde as remotas eras.
O maior perigo das substâncias estupefacientes é que prendem pelo prazer físico imediato, motivando a ânsia da repetição e estabelecendo a sujeição química dos seus usuários.
No filme, no meio de outros depoimentos, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton declara haver conhecido as drogas através da dependência de um seu irmão que se tornara dependente de cocaína, levando-o saber, na própria pele, os males da trágica matéria.
Flagelo avassalador, as drogas chegam inclusive às penitenciárias de segurança máxima, conforme analisa um dos entrevistados. Indiscriminadamente, vitimam todas as classes sociais, todas as idades, todos os países, raças e credos. Ninguém se dirá livre da infelicidade das drogas, que aparecem na gênese dos piores delitos e maldades humanas.
No filme, também o escritor Paulo Coelho observa os riscos a que incorrem pessoas quando assumem o ônus de conhecer as drogas, a partir de quando nada mais poderão decidir com liberdade. Uma viagem sinistra, as drogas impõem condições irreversíveis, da doença à morte, no confronto de situações extremas e destruidoras.
A fatalidade das perversas substâncias rasga os olhos desta civilização, limitando as providências dos governos, que ainda ignoram as proporções reais do terrível inimigo em termos de consequências atuais e futuras. Deste modo, sombras de medo percorrem ruas e palácios, numa escalada jamais vista admitida em tempo algum.
A ciência e os órgãos de segurança, só por si, enfrentam a crise na esperança dos meios ideais de, pelo menos, reduzir o prejuízo comum, enquanto a responsabilidade do problema pesa nas costas de gregos e troianos, pais, irmãos, filhos, amigos e desconhecidos, numa luta surda para conter os números da triste servidão.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

II Festa das Mães

Animada pela Banda Originais da Terra


Local: Crato Tênis Clube
Data: 6 de maio de 2011- 22 horas


Ingresso casal: R$ 30,00


Realização: Rotary Club de Crato e Casa da Amizade

Mostra de Bandas Armazém do Som & II Seminário Música e Comportamento 2011


Teve inicio ontem, dia 04 de maio, a terceira edição da Mostra de Bandas Armazém do Som, promovido pelo SESC, unidade de Juazeiro do Norte.

Sob coordenação do setor cultural da unidade, a Mostra de Bandas, além de trazer entretenimento ao público, vem proporcionar aos participantes do evento formas alternativas de capacitação com ações educativas, criando um ambiente para discussões e construções em torno de temas relacionados à produção musical.

Para tanto, foi pensada uma programação bem diversificada que conta com a realização de oficinas, workshops, palestras  e filmes mediados pelo responsável do projeto Cinematographo do SESC Juazeiro, Elvis Pinheiro. Diante do caráter educativo do evento, o SESC vai conceder certificados de 40h/a aos participantes do evento.

A programação de abertura, neste dia 04, teve início com a exibição de seis filmes em curta-metragem: Tim Maia (1986), Pretinho Babylon (2007), Tira os Óculos e Recolhe o Homem (2008), A Estória de Clara Crocodilo (1980), Walter Franco, Muito Tudo (2000), Mutantes (1970).

A parte musical teve início às 18h com a apresentação das bandas Dimensão Paralela, seguida pela B’haves e, finalizando com a banda Acampamento 80, executando o bom e velho rock’n’roll com composições próprias em língua portuguesa e  releituras de sucessos de bandas consagradas no cenário nacional.

A programação de hoje, quinta-feira, dia 05 de maio, conta com a palestra “O Músico entre a arte e o mercado”, proferida pelo professor Prof. Márcio Mattos, mestrado em etnomusicologia. Professor e Coordenador do curso de graduação em Música da Universidade Federal do Ceará-Campus Cariri; os shows ficarão por conta das bandas The World is a coma, às 18h; A Project to Chaos, 19h30 e, encerrando a noite a banda Cimeries, às 21h.

A entrada é franca para toda a programação.


Para mais informações e entrevistas:
SESC
Coordenação de Cultura
Rua da Matriz , 227, Centro, Juazeiro do Norte-CE.
Fone: 3512.3355


                Descrição: Descrição: Descrição: cid:image011.jpg@01CC0986.5C27C680



Texto: Hudson Jorge
Fotos: Daniel Fidélis

Um amor para sempre - Emerson Monteiro

Existem infinitas abordagens para o fenômeno da morte entre os seres humanos. O assunto envolve as concepções filosóficas, religiosas, sentimentais, de quem o considere. Impacto extremo, a hora do desaparecimento da vida no corpo ocasiona dores atrozes, abalos devastadores, a exigir firmeza e renúncia dos que passam por isso, que são todos, sem nenhuma exceção. Sendo, pois, a morte o ponto final do processo vida e limite da pesquisa científica, nela se interrompem as avaliações do método e seus estudos matemáticos. Quando cessa a vida na carne, também cessa o objeto da cultura como instrumento de respostas para as ações da natureza. Nessa hora, entrem em campo os valores da metafísica, ramo da filosofia que cuida dos fenômenos depois da morte. Será o momento da religião, tendo a transcendência por sua principal abordagem do Universo.
Os credos religiosos trazem considerações a propósito do que resta quando as pessoas deixam de existir no mundo visível. Há hipóteses desde as religiões mais remotas, o hinduismo, o taoísmo, o zoroastrismo, até as escolas da atualidade. As respostas indicam aspectos tratados como matéria de fé. A formação adquirida pelos devotos significará, nesta hora, o valioso instrumento de superar a crise das perdas dos entes queridos. A aceitação inquestionável da existência de um Ser Superior, por exemplo, definirá, sobremodo, o quanto de sabedoria comanda tudo na Vida. Esse é o dado principal: Aceitar a existência de Deus, pai e criador do quanto existir.
A seguir, sustentar a permanência da vida após a morte, ali quando, um dia, se reencontrarão os que se amam, porquanto consciências individuais não morrem com o desaparecimento do corpo material.
E compreender que a força suprema do Amor organiza as existências, energia poderosa e permanente, justa e acessível, fruto maior das compreensões elevadas e motivo do que as criaturas realizam durante o tempo, neste pedaço de galáxia girando no grande Cosmo, no sentido de um dia seres perfeitas.
Nisso, os laços eternos jamais se desprenderão, pouco importando as justificativas apenas intelectuais para minorar as dores pungentes da distância física. No entanto, a linguagem que os corações desenvolvem entre si oferece consistência nas respostas às marcas da saudade que machuca. Essa linguagem estabelece o contato dos seres que, de verdade, se amam. Nesse contanto amoroso, por isso, acham-se as soluções para a dor da separação, porta aberta da Eternidade. No isolamento das horas amarguradas, transes só conhecido pelos que vivenciam, a voz de Deus e do seu amor tocará o íntimo profundo de pais que perdem seus filhos, ocasião própria de ouvir com bem clareza os que saem de cena, mas continuam vivendo tão perto de nós.

Encontro de Zootecnia será realizado no Crato

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

VEJA PROGRAMAÇÃO DE ARTES CÊNICAS NO CRATO-CE


TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Crato-Cariri-Ceará-Brasil

Promoção:
Sociedade Cariri das Artes
Sociedade de Cultura Artística do Crato

Realização:
Grupos e Companhias de Teatro, Dança e Circo da Região do Cariri

Coordenação Geral:
Cacá Araújo (dramaturgo, ator e diretor de teatro)
Contatos: (88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 
cacaraujo66@yahoo.com.br

Local:
Teatro Rachel de Queiroz
Rua Dom Quintino, 913 – Crato-CE
Telefone: (88) 3523.2168

Apoio:
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria de Cultura do Município do Crato
Coletivo Camaradas
SATED-CE

Apresentação:
Surgido a partir da demanda de espetáculos provocada pela Guerrilha do Ato Dramático Caririense, maior evento-virtrine das artes cênicas da região realizado todos os anos no mês de novembro em Crato-CE, o Programa Guerrilha em Movimento é a expressão da vitalidade de grupos e companhias locais.

Ação permanente; afirmação; organização; formação; difusão; valorização; inclusão; e desenvolvimento. Estas as metas ativadoras do movimento.  

Objetivos:
- Fortalecer a congregação de grupos e companhias de teatro, dança e circo atuantes na Região do Cariri cearense, com programação permanente de espetáculos;
- Estimular a produção de espetáculos através da valorização, inclusão, difusão e incentivo ao desenvolvimento das artes cênicas no Cariri;
- Promover formação teórica e técnica, além do compartilhamento de experiências no campo da criação artística;
- Conquistar e amplos segmentos da população, no sentido de se consolidar uma platéia diversificada, crítica e que valorize a arte e os artistas locais;
- Justificar o desenvolvimento de políticas públicas de fomento eficazes e de acesso democrático;
- Contribuir no fortalecimento do Cariri como destino turístico-cultural.   

Programação de Espetáculos: 1º Semestre de 2011

FEVEREIRO:
19, 20, 26 e 27 – 19h30min – O Hóspede (14 anos, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE

MARÇO:
18, 19 e 20 – 19h30min – O Mistério do Boi Mansinho (Infantil, 40min), Comunidade Oitão, Juazeiro do Norte-CE
27 – 18h00min – Sopé (Livre, 60min), Circo-Escola Alegria, Crato-CE, Especial Dia do Teatro e do Circo na Praça da Sé, Crato-CE

ABRIL:
01, 02 e 03 – 19h30min – O Reino Maluco de Branca de Neve (Infantil, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
08, 09 e 10 – 19h30min – Esperando Comadre Daiana (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE
16 e 17 – 19h30min – Amarras (Livre, 50min), Dakini Cia. de Dança e Teatro, Juazeiro do Norte-CE
28, 29, 30 – 19h30min – O Macaco Sabido (Infantil, 40min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE

MAIO:
01 – 19h30min – O Macaco Sabido (Infantil, 40min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE 
07, 08 – 17h30min – Lampiãozinho (Infantil, 60min) / 19h30min - Retrato (12 anos, 60min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
13, 14 e 15 – 19h30min – Avental todo sujo de ovo (12 anos, 60min) – Grupo Ninho de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20, 21 e 22 – 19h30min – Dona Patinha vai ser miss (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
28 e 29 – 19h30min – Por causa de você (Livre, 55min), A2 Cia. de Dança, Crato-CE 

JUNHO:
03, 04, 05 e 06 – 19h30min – A Comédia da Maldição (Livre, 70min), Cia. Cearense de Teatro Brincante, Crato-CE
11, 12, 18 e 19 – 19h30min – Caboré (12 anos, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

terça-feira, 3 de maio de 2011

Programa Cariri Encantado Sonoridades - 04/05/2011

Lô Borges, na esquina do mundo
Salomão Borges Filho, nome de batismo do cantor e compositor Lô Borges, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 10 de janeiro de 1952. Foi um dos fundadores do Clube da Esquina, grupo de artistas mineiros que marcou presença na música popular nas décadas de 1970 e 1980. É co-autor, junto com Milton Nascimento, do disco Clube da Esquina, de 1972, que se tornaria um marco na música popular brasileira. 

É considerado um dos compositores mais influentes da música brasileira, tendo sido gravado por Elis Regina, Milton Nascimento, Flávio Venturini e até por ídolos do pop-rock, como Nenhum de Nós, Ira!, Skank e Nando Reis, entre outros.

Lô Borges diz que sempre preferiu compor a cantar: "Nunca quis ser um Nelson Gonçalves da música brasileira", declara Borges rindo, fazendo referência ao fato de ter lançado pouco mais do que dez discos em trinta anos de carreira. 

O programa Cariri Encantado Sonoridades traz algumas das mais belas composições do compositor ou por ele interpretadas, dentre as mais famosas e pouco conhecidas, como “Clube da esquina nº 2”, “O trem azul”, “Paisagem da Janela”, “A via-láctea”, “Manuel, o audaz”, “Chuva na montanha” e “Um girassol da cor do seu cabelo”.

Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com

SHOW DA BANDA CACO DE VIDRO (Pink Floyd cover)


A Sertão Pop Produções traz para o Cariri, em parceria com o SESC de Juazeiro do Norte, a banda Caco de Vidro, a sensacional cover do Pink Floyd de Fortaleza. É um momento único de ver esse maravilhoso grupo de forma inédita na nossa região.
O Evento acontecerá no TERRAÇUS - Bar e Petiscaria, que fica localizado no triângulo do Grangeiro, no dia 7 de maio, sábado, a partis das 21h. Não perca essa oporunidade de ver a banda Caco de Vidro, a melhor banda cover do Pink Floyd do nordeste. Esperamos você por lá.

segunda-feira, 2 de maio de 2011


Um sol ainda brilha em nosso caminho

Pedro Esmerado

Estamos respondendo criticas desagradáveis cometidas por pessoas provocativas o que pensamos em responder com altivez as suas provocações dirigidas cofnpletamente para nós porque nos deixaram intrigados pelas suas maldades.
Numa manhã de sol, vibrávamos de alegria quando surgiu um senhor com palavras entorpecentes e que nos deixaram com o coração cheio de mágoas, provocando discórdia inimaginável e ainda amargura incontrolável, tirando-nos da paz de espírito.
Não' compreendemos como há mente humana capacitada a causar desgosto incomensurável cheio de ódio e rancor, visando somente prejudicar o bom comportamento dos seus semelhantes.
Lembrando a esses ilustres amigos do peito, avisando-os que aqui estamos de passagem e não venham intrometer-se na seara alheia porque só ao dono compete julgar o seu caráter. Caminhamos numa estrada reta e pedimos a Deus que nos conduza para o lado da bondade e nunca querer tratar o seu semelhante com desdém que nos deixa sempre com p pensamento confuso e desequilibrado emocionalmente.
Aqui, nesta cidade, vez por outra aparece umas pessoa metidas a santinha, dizendo saber de tudo e quer sempre menosprezar os seus amigos a fim de mostrar-se que é alto suficiente no seu saber, e ao mesmo tempo, lembramos aos amigos de verdade que nos aparecem aqui e ali, agravando o ser humano com gestos hostis e não compreendem em dizer palavras amigáveis, mias tiram seu tempo para dizer asneiras, com gestos intoleráveis, ofendendo os seus semelhantes sem reparar o mal que lhes faz, com palavras torpes.
Recordamos ainda a esses filósofos qu$: quem diz o que quer; ouve o que não quer, portanto, devemos tomar cuidado e n^inca procurar divulgarmos defeitos dos outros, porque quem tem rabo de palha nãoj deve tocar fogo em rabo de ninguém porque senão o seu rabo por trás será queimado; por fim, pedimosj a Deus que nos oriente para seguir o caminho da bondade e com segurança democrática trazendo a paz e a liberdade e a livre expressão de pensamento.
Fiquem sabendo, senhores, que para viver numa comurjidade de peso, constituída por pessoas provocativas, temos que, em primeiro lugar!, praticar o bom procedimento e o respeito humano, tratando os amigos como pessoas dignas que faz jus a toda sociedade democrática. j
Longe de nós possuirmos esse pehsamento ignóbil, cheios de falhas, demonstrando serem amigos, mas, principalmente, dão os desprezes sem compreensão mutua, e não compreendem qué seus caminhos são cobertos de nuvens que impedem de elevar-se e equilibrar-se no mjeio da sociedade moderna.
Por outro lado, tornamos a repetir que oposição não significa intriga, mas, para nós, oposição é o direito de opor-se aos erros de seus chefes ou de quaisquer pessoas constituídas.

Crato/CE, 29 de Abril de 2011

Professor à moda antiga – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Vida de professor, hoje em dia, não é nada fácil! Já vai longe o tempo em que o professor era respeitado pelos seus alunos, com o mesmo nível de consideração e devoção reservado aos próprios pais. Época em que alunos eram verdadeiros discípulos e o professor, antes de tudo um mestre a dividir o saber com seus pupilos. Hoje não; o pobre do professor além dos baixos salários, carga horária estafante, ainda enfrenta um bando de jovens desinteressados, alunos de cara feia, mal-educados desde o berço, alguns deles drogados, quando não armados até os dentes.

Às vezes, eu imagino o que seria dos pequenos estudantes do Século XXI, se porventura voltassem as normas disciplinares que existiam na época em que a minha mãe estudava nas escolas primárias do Crato. Aí pelos idos de 1910, há um século, portanto, todo dia de sábado havia a sabatina. Nada mais era do que uma argüição oral que o professor, de palmatória em punho, fazia aos alunos sobre todo o conteúdo ministrado durante a semana. Aquele que não soubesse responder, outro aluno era solicitado a passar um quinau, isto é fazer a correção daquilo que o colega não soubera. Se por ventura acertasse a resposta, era autorizado pelo mestre a aplicar certo número de “bolos” na palma da mão do coleguinha relapso. Se errasse, os dois recebiam do próprio professor a merecida sova.

Mas tal sistema disciplinar não era nem de longe, comparado ao que existia na Alemanha de 1785. Famosa pela rigidez de comportamento de seu povo, àquela época, o professor alemão ministrava suas aulas com um comprido e espesso cipó encostado a um canto da parede. Se algum aluno não soubesse a lição ou se comportasse de maneira inadequada era solicitado a retirar a camisa, ajoelhar-se e receber algumas lapadas nas costas.

Certo dia, um professor da cidade de Brunswick, não desejando surrar seus alunos de apenas oito anos, impôs a eles um terrível castigo, em troca de umas boas e merecidas cipoadas. Eles somente seriam liberados da sala de aula, após somarem os cem primeiros números naturais, isto é: um mais dois, mais três, mais quatro, até chegar a cem. Seria uma operação demorada para qualquer adulto, imagine para crianças já sentindo as agruras da fome a lhe roer o diminuto estômago. Menos de cinco minutos depois dessa ordem, um garotinho franzino, levantou-se e disse ao professor: “o resultado é 5050”. “Como você descobriu isso, meu filho?” Aquela criança lhe mostrou uma pequena fórmula que havia descoberto, antes de muitos matemáticos famosos daquela época: a soma dos termos de uma Progressão Aritmética.

Reza a lenda que o professor tirou a camisa, pegou o vergalhão, entregou àquele pequeno aluno, ajoelhou-se e disse para a classe: “Hoje eu estou diante de um gênio! Meu filho tome esta vara e bata nas minhas costas! Bata quantas vezes você quiser!” Não há registro histórico se aquele aluno surrou seu professor, para alegria dos seus coleguinhas. Mas ganhou do diretor da escola, uma bolsa de estudos que lhe possibilitou doutorar-se em Matemática, anos mais tarde.

Ah sim, antes que eu me esqueça! Qual era o nome daquele pequeno gênio? João Frederico Carl Gauss, um dos maiores matemáticos de todos os tempos. Responsável entre tantos feitos, pelo desenvolvimento da “Teoria dos Números”, da demonstração do “Teorema Fundamental da Álgebra”, e da famosa “Curva de Gauss”, para correções de dados estatísticos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A música e outros sinais - Emerson Monteiro


Quem passa, as pessoas; são elas quem passa no silêncio dessas paragens entranhas da consciência e no terno movimento, a refletir as horas e o seguir do correr inevitável das coisas. Espécie de saudade descomunal acompanha o deslizar da sombra que desce pela infinita ladeira dos instantes em sucessão.
As luzes que circulam em volta dessas poças d´água espalhadas pelo vento encantam canções que insistem tocar as células do esquecimento preguiçoso dentro da alma da gente. Aves, no céu alto, deslizam indiferentes em meio das mesmas marcas de nuvens rápidas que encobrem o céu acinzentado das cerrações nas manhãs, que vestem de fantasmas os dias que se foram através da fatalidade. Tetos de névoa tênue, véus de paisagens desaparecidas, ausentam-se, quando rondaram aqui tão perto, livres, porém, do controle dos nossos sonhos e braços de dominá-los.
Contar quanto andou nesses caminhos interiores ao som das pulsações demoraria igualmente a quantidade do que desfilou nas telas do presente, pois reviver é viver. Algo de constante aos olhos da repetição. Por isso, a diferença significa o tanto proporcional das saudades depositadas nos lixões e museus. Impressões permanecem do intervalo das paredes e das histórias, período exato de servir aos demais seres humanos, pratos da realização dos desejos. Paz, satisfação de viver. Em processo equivalente, uns desprezam as oportunidades para favorecer o esforço de outros que precisam. Reunir as forças suficientes de facilitar a jornada dos que arrastam fardos pesados, próximos, hoje, ontem, amanhã, disposição e trabalho em nome de quem necessita.
Ter medo de abandonar o percorrer dessas horas impacientes que jamais esperam pode pedir a vontade do serviço ao semelhante, única atitude que vence o morrer que o tempo tritura todo momento.
Romanos narravam lenda que falava de Cronos, o deus do tempo. Ele paria e devorava seus próprios filhos. Continua dominando os passos nas histórias das outras civilizações, ente misterioso que lhe toca adiantar os frutos que servem de alimento. Todos sem exceção calcam o cenário aos próprios pés. A música das esferas domina os sentidos, na audição. As cenas em ação, na visão. A mesa, no paladar. O perfume do estrume e das flores, no olfato. E no tocar dos objetos, o tato. E nós, atores principais do processo vida.
Alternativas de juntar num bloco este momento cabem no papel de instrumento de salvação criaturas, quebrar o cristal da inutilidade de olhar indiferente o rio correr sem responder ao que pergunta a música invisível do tempo no seio dos corações.

domingo, 1 de maio de 2011

DENÚNCIA - Governo CID GOMES sucateia o Crato, e leva os últimos órgãos do Crato para Juazeiro


EMATERCE, DER, Junta Comercial, SEFAZ, SEMACE, COGERH,UFC são alguns dos órgãos que irão para o novo Centro criado por Ciro Gomes em juazeiro do Norte.

Cid_gomes2Há tempos, temos denunciado o sucateamento do Crato pelo Governo do Estado do Ceará. Agora, o golpe de misericórdia foi dado pelo Governo Cid Gomes, com a construção de um centro mulfifuncional que sugará o restante de órgãos e serviços que ainda funcionavam em outras cidades do Cariri. Segundo um documento expedido pela própria Secretaria das Cidades do Estado, para o novo Centro Multifuncional deverão ser transferidos, além da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) e o Museu de Arte Sacra Popular, as instituições e órgãos abaixo: 1. Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE), 2. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), 3. Departamento de Edificações e Rodovias (DER), 4. Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), 5. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE), 6. Instituto Centro de Ensino Tecnológico (CENTEC), 7. Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC), 8. Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECITECE), 9. Secretaria de Educação Ceará (SEDUC), 10. Secretaria da Fazenda (SEFAZ), 11. Secretaria da Saúde (SESA), 12. Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 13. Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE), 14. Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH), 15. Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte (PMJ), 16. Universidade Regional do Cariri (URCA), 17. Universidade Federal do Ceará (UFC).

Afinal, estamos falando de uma Região metropolitana do Cariri, ou de uma Região Metropolitana do Juazeiro ? Pelo acima exposto, vê-se um claro objetivo do Governo do Estado de pôr o Crato de joelhos, levando o que restava de órgãos que ainda funcionavam em cidades satélite. leia a seguir, uma crônica do prof.

Dr. Nivaldo Soares, secretário de Meio Ambiente e Controle urbano do Crato denuncia a manobra, e fala sobre essa dura “machadada” contra a cidade do Crato, pelas mãos perversas do Governador Cid Gomes:

CENTRO MULTIFUNCIONAL DE SERVIÇOS DO CARIRI DE JUAZEIRO DO NORTE

Repetindo erros Por:
Nivaldo Soares de Almeida

Nivaldo_soares01Alegando reparar erros cometidos a mais de uma década atrás quando da concepção e construção do elefante branco denominado de Centro de Apoio aos Romeiros em Juazeiro do Norte, que se utilizou de uma montanha de recursos financeiros oriundo do Projeto de Desenvolvimento Urbano e Gestão de Recursos – PROURB, alem de outras fontes de recursos da União e do Estado, o governo Cid Gomes, através da Secretaria das Cidades que tem como titular o Caririense Camilo Santana resolveu transformar aquele enorme arcabouço estrutural que conta com uma área de 28.515,94 m², disposto por 05 (cinco) pavimentos, incluindo o térreo, em um Centro Multifuncional. Desta vez com recursos do Projeto Cidades do Ceará – Cariri Central. Melhor explicando, a decisão é tornar uma estrutura concebida para o atendimento às necessidades de hospedagem dos romeiros durante suas visitas a Juazeiro, em um espaço voltado à prestação diversificada de serviços a população regional, relativos à administração pública estadual e municipal, além do outras atividades. Sendo assim, o Centro Multifuncional poderá abrigar instituições públicas e/ou privadas da região do Cariri.
Como pré-requisito para a efetivação da obra e fator condicionante da efetividade dos investimentos, o Governo do Estado deverá garantir a sustentabilidade do empreendimento junto ao Banco Mundial. Para tanto, deverá apresentar ao Banco um elenco de órgãos, prioritariamente, prestadores de serviços relativos à administração pública estadual e municipal que passarão a funcionar no referido espaço. Ou seja, deslocar instituições e órgãos que atualmente funcionam, normalmente, na cidade de Juazeiro e nos municípios de Crato e Barbalha para ocupar a edificação referida.


Conforme documento expedido pela Secretaria das Cidades, para o Centro Multifuncional deverão ser transferidos, além da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) e o Museu de Arte Sacra Popular, as instituições e órgãos abaixo: 1. Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE), 2. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), 3. Departamento de Edificações e Rodovias (DER), 4. Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), 5. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE), 6. Instituto Centro de Ensino Tecnológico (CENTEC), 7. Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC), 8. Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECITECE), 9. Secretaria de Educação Ceará (SEDUC), 10. Secretaria da Fazenda (SEFAZ), 11. Secretaria da Saúde (SESA), 12. Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 13. Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE), 14. Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH), 15. Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte (PMJ), 16. Universidade Regional do Cariri (URCA), 17. Universidade Federal do Ceará (UFC).

A principio, tudo parece interessante e justificável, mas por trás esconde, pelo menos, três graves equívocos, a saber: O primeiro é o arcaico modelo insustentável de concentrar, fortemente, serviços públicos e/ou privados em lugares distantes da população usuária, aumentando a dependência de veículos automotivos. E no caso especifico de Juazeiro do Norte, o quadro é mais grave ainda em função de sua disposição urbanística, com ruas estreitas e convergentes, aliada a um movimentado comercio e constantes eventos religiosos que, necessariamente, provocam fechamento de ruas e congestionamentos no transito. O segundo é penalizar ou reduzir a importância dos municípios vizinhos, Crato e Barbalha, subtraindo deles órgãos estaduais que a muito funcionam nestes municípios. É o caso do DER-Crato, SEMACE-Crato, COGERH-Crato, URCA-Crato, alem de DETRAN-Juazeiro, localizado na av. Pe. Cícero, e CAGECE-Juazeiro próximo a av. Pe. Cícero, portanto, órgãos de atuação regional que ficam mais próximos dos usuários dos três municípios (Juazeiro, Crato e Barbalha) e dos municípios circunvizinhos. O terceiro é a localização do Centro Multifuncional em área periférica úmida, com limitações ambientais e de acesso, próximo ao rio Salgadinho para onde converge toda a drenagem pluvial e boa parte dos esgotos domésticos e industrial das zonas urbanas de Crato e Juazeiro, alem das proximidades da estação de tratamentos de esgotos de onde, invariavelmente, exala odores desagradáveis para todo seu entorno. Se não bastasse.

È primário entender que em intervenções urbanas desta magnitude há limites a serem considerados e interpretados numa lógica de pesquisa local e regional, desde as condicionantes naturais, socioeconômicas e culturais, passando pelos de segurança viária, transporte público entre outros. Assim sendo, a decisão da Secretaria das Cidades pode ser considerada desastrosa, e deixa claro que a mesma despreza os fundamentos básicos do planejamento urbano e de desenvolvimento equilibrado da região Metropolitana.

Se querem consertar equívocos, improvisar ou atender a conveniências de qualquer natureza sobre o malogrado Centro de Apoio aos Romeiros, que ocupem os espaços disponíveis com órgãos do Município de Juazeiro do Norte. Embora, da maneira que está posta, uma sala de órgãos e conseqüentemente de serviços diversos, é provável que a população usuária seja sacrificada. Diante do pernicioso fato, é preciso que a sociedade através de suas lideranças políticas e civil se manifeste no sentido de fazer os mentores do projeto raciocinarem sobre as conseqüência danosas a população regional.

DOCUMENTOS:

01 – Centro Multifuncional em PDF
02 – Diretrizes em PDF

Por: Nivaldo Soares
Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato

Com prefácio de Dihelson Mendonça

Foto: Wilson Bernardo e Dihelson Mendonça

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O SHOW DO ANO - 3 dos maiores instrumentistas Cearenses juntos pela primeira vez no CCBNB - Neste Sábado, 30 de Abril - 20Hs

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O SHOW DO ANO - 3 dos maiores instrumentistas Cearenses juntos pela primeira vez no CCBNB - Neste Sábado, 30 de Abril - 20Hs - no ENCERRAMENTO das Festividades pelos 5 Anos do Centro Cultural Banco do Nordeste - CARIRI