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sexta-feira, 22 de junho de 2012

SESC Crato divulga ganhadores do IV Concurso de Contos

Na última segunda-feira (18), o SESC Crato divulgou a lista com os dez ganhadores do IV Concurso de Contos. Os autores dos contos selecionados terão seus textos lançados em um livro no mês de outubro, no SESC Crato, e receberão 15 exemplares da publicação.

As inscrições realizadas de 15/3 a 15/5 eram destinadas a autores cearenses, com o objetivo de incentivar e promover a produção e publicação de textos literários.

Confira a relação dos selecionados:

Lorena Kelly Alves Pereira (natural de Acopiara) - conto: As pupilas de safo
João Silas Falcão Soares (natural de Crateús) - conto: A pasta azul
Francisco Alves Rocha (natural de Crato) - conto: O carrasco
Sibéria de Menezes Carvalho (natural de Juazeiro do Norte) - conto: Irretocável
Paula Izabela de Alcântara Alves (natural de Juazeiro do Norte) - conto: Profundamente
Ricardo da Costa Campos (natural de Juazeiro do Norte) - conto: Seu Dé
Cícero Eduardo de Matos Cassiano (natural de Juazeiro do Norte) - conto: O testamento
Raphael Barros Alves (natural de Fortaleza) - conto: Boca suja ou o escritor de guardanapo
Geórgia Gardênia Brito Cavalcante (natural de Fortaleza) - conto: Catedral
Nataly Pinho Chaves (natural de Fortaleza) - conto: RAMIREZ

“Retratos de Mulher” no SESC Crato


A peça reflete sobre a violência contra a mulher no Cariri

Nos dias 22 e 23 de junho, o SESC Crato recebe a estreia do espetáculo “Retratos de Mulher”. A peça é resultado de um estudo sobre gênero e violência contra a mulher feito pela Universidade Regional do Cariri (URCA) na região.

Com direção de Marcela Lima e montagem do Grupo de Pesquisa Teatro/Dança e Novas tecnologias da URCA, em parceria com o grupo de Dança/Teatro Dakini Alencar, “Retratos de Mulher” destaca a crescente luta feminina pelo (re)conhecimento de um espaço e valorização, mostrando a mulher como dona de sua própria história e de seus desejos. No enredo, a busca de uma nova identidade feminina acontece a partir do que está em cena em direção à vida real.

O espetáculo faz parte da Semana Vendo Gênero, realizada desde o último dia 18, pelo SESC Crato, Centro de Artes, URCA e PROEX, com palestras temáticas, apresentações de teatro, dança, performances e artes visuais.

SERVIÇO
Espetáculo Retratos de Mulher (classificação de 16 anos)
Local: SESC Crato (Rua André Cartaxo, 443)
Datas: 22 e 23/6
Horário: 19h (sexta-feira) e 20h (sábado)

:::Gratuito:::

Diretora do Seeb Cariri recebe título de cidadania

A diretora do Seeb Cariri, Erivanda de Lima Medeiros, foi agraciada na noite de ontem (21) com o título de cidadania do município de Juazeiro do Norte. A outorga foi feita pela Câmara de Vereadores daquela municIpalidade. A solenidade ocorreu no Palácio Floro Bartolomeu, sede do legislativo juazeirense, com a presença de grande público.

Cearense de Quixadá, Erivanda é graduada em Direito pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Ingressou no Banco do Brasil em 1981, no CESEC de Juazeiro do Norte (CE). Foi transferida para a Agência Centro do Banco do Brasil dessa cidade, onde trabalha até hoje. Desde 1990, faz parte da Diretoria do Sindicato dos Bancários do Cariri (Seeb/Cariri), no cargo de diretora Administrativa, de Patrimônio e Pessoal. Foi membro do Conselho de Representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Nordeste (Fetec-NE) e do Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador de Juazeiro do Norte (Cerest-JN). Desde janeiro de 2009, ocupa o cargo de secretária da Controladoria e Ouvidoria Municipal da Prefeitura de Juazeiro do Norte. Erivanda se destaca ainda pelo apoio aos movimentos sindicais e pela atuação em diversos grupos sociais e políticos na região do Cariri e em todo o Estado do Ceará, a exemplo do Movimento de Mulheres do Cariri. É também diretora regional da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB).

Em recepção festiva, ocorrida após o evento, o Seeb Cariri prestou-lhe um tributo, com leitura de uma mensagem, abaixo transcrita:

O destacado dramaturgo e poeta alemão Bertold Brecht escreveu um poema que bem representa e sintetiza a necessidade e a importância daquelas pessoas que dedicam suas vidas a uma causa voltada para o bem comum, contra as injustiças e a favor de um mundo melhor:

Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida.
Estes são os imprescindíveis.

Parafraseando este belo poema, podemos afirmar, sem incorrer em nenhum exagero, que a companheira Erivanda de Lima Medeiros é uma dessas pessoas imprescindíveis.

Imprescindível ela é por vários e relevantes motivos.

Sua engajada biografia, permeada de lutas, desde os tempos sombrios, quando o Estado de direito democrático era ainda uma reivindicação da sociedade brasileira - é um atestado de coragem, desprendimento, dedicação e tantos quantos adjetivos sejam necessários para expressar o seu compromisso diuturno com os mais legítimos anseios da coletividade.

É tarefa difícil citar uma grande campanha a favor dos direitos e das causas históricas da categoria bancária e das mulheres caririenses sem a presença ou o incentivo de Erivanda. Igualmente, sua presença é uma constante nas lutas conjuntas dos trabalhadores e trabalhadoras da região, seja nas questões mais específicas, de ordem sindical ou profissional; seja nas questões mais abrangentes, quando a união de vários setores da sociedade costuma imprimir novos rumos na história da Nação.

Sua participação nesta seara de lutas e mobilizações deve-se unicamente à sua índole de mulher que tem no sentimento de solidariedade e no senso de justiça as grandes flâmulas de orientação de vida e de conduta.

A determinação com que enfrenta os desafios é similar à sinceridade com que mantém seus relacionamentos de ordem profissional ou social: ambas não se condicionam às circunstâncias ou conveniências. São sempre incisivas e determinantes. Mas, no fundo, lhe sobressai a ternura típica daquelas pessoas que prezam pelo respeito, pela cortesia e pelo amor ao próximo.

Há muito que o Sindicato dos Bancários do Cariri deve a Erivanda um tributo nos moldes como agora está sendo feito. A outorga do título de cidadania que lhe foi conferido hoje pela municipalidade Juazeirense apenas veio tornar esta homenagem inadiável. E ao fazê-la, fazemos também como uma manifestação de reconhecimento e gratidão pelos mais de trinta anos que Erivanda se dedica à nossa entidade. Um longo tempo que se converteu em constantes lutas, memoráveis campanhas, renhidos embates e inesquecíveis conquistas.

Portanto, nós, que convivemos com Erivanda durante toda essa jornada, nos sentimos gratificados e privilegiados por esse convívio amigo e enriquecedor; pelas lições aprendidas, algumas frutos de enfrentamentos nem sempre tranquilos, mas, com certeza, todos sinceros; e pela sua intransigente defesa do fazer bem feito, mas visando, principalmente, a verdade,  a justiça e o benefício de todos.

            Erivanda, com carinho e admiração, reiteramos o que foi dito no início desta singela homenagem: você é imprescindível. Continue sempre lutando.

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO CARIRI

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lupeu Lacerda - O corpo é um equipamento absolutamente artístico


 Poeta e artista visual, atrevido e bem humorado, Lupeu Lacerda é um dos remanescentes da arte no Cariri da década de 80 do século passado, que antes era  fanzineiro e hoje blogueiro.  O escritor que fala de sexo nos seus trabalhos  diz que “exploro a sexualidade em meu trabalho por saber que isso sempre causará estranhamento. As pessoas, por incrível que pareça, ainda tem pudores em ler um texto que vem recheado de palavras como: boceta, pica, cú”.

Alexandre Lucas -  Quem é Lupeu Lacerda?

Lupeu Lacerda - De todas as perguntas que me fazem, essa é sempre a mais escrota de responder... vamos lá: Lupeu é meu apelido. Antigo. Dos tempos de menino. Odiava o apelido, mas ele foi se tornando tão forte que dominou o meu nome: Paulo Luiz Matos de Lacerda. Incorporei-o. Por não haver mais o que fazer. Daí comecei a assinar as coisas que escrevia e desenhava com esse nome Lupeu, o sobrenome é da minha família cariri. Lacerda. E Lupeu Lacerda é um homem do sexo masculino, nascido no ano da graça de 1965 em São Paulo, com 46 anos no costado, criado quando menino em Santana do Cariri, depois em Juazeiro do Norte, que adotou o Crato como cidade do coração, e que depois de morar em um monte de lugares aportou em Juazeiro da Bahia, nos beiços do Rio São Francisco. Aprendiz de escritor, aprendiz de artesão, apaixonado por todas as formas e manifestações artísticas. Pai de duas filhas, escritor de dois livros publicados (Entre o Alho e o Sal / Caos Technicolor), participação em algumas coletâneas, um blog meio desativado chamado “Séquiço Sacro” (mesmo nome do fanzine que inaugurou a era de fanzines no cariri nos anos 80), uma página meia boca na internet www.lupeulacerda.com.br , ainda cheio de sonhos, ainda apaixonado, ainda achando que sempre dará tempo de fazer e mudar alguma coisa.

Alexandre Lucas -  Como se deu seu contato com a arte?

Lupeu Lacerda - Meu contato com a arte se deu através de gigantes! Conheci ainda adolescente algumas pessoas que mudaram o prumo da minha visão de arte: começo com Stênio Diniz, que já barbarizava com uma arte absolutamente “nova” na “velha” mídia da xilogravura. Na casa dele conheci Luis Karimai (um mestre do desenho) e Gilberto Morimitsu (um mestre da fotografia), os japas liam coisas diferentes, olhavam coisas diferentes, gostavam de musicas diferentes. Depois enveredei nos caminhos de Craterdã, e aprendi muito com Luis Carlos Salatiel, Normando, Nicodemos, Carlos Rafael... enfim, tive um aprendizado absolutamente eclético. Lia Dostoievski no sebo de Manel, conversava sobre Carlos Castaneda com Rafael, via os desenhos de Normando, a poesia cristal de Nicodemos, bebia cerveja e sonhos com Stenio e fui assim, aprendendo e as vezes acho que até ensinando (pelo menos uma outra forma de olhar). Ainda hoje é assim. Meu contato com a arte sempre foi e sempre será o contato com as pessoas que me cercam.

Alexandre Lucas -   Fale da sua trajetória:

Lupeu Lacerda - Bom, eu escrevo desde que eu me entendo por coisa, bicho e gente. Mas a coisa de publicar e ser lido vem de meados dos anos 80, com a criação do Séquiço Sacro. Naquela época era foda escrever e ser lido. Bem foda... o único jornal alternativo já era extinto, o “Folha de Pequi”, e partimos pra guerrilha, eu, Uberdan e Gledson. Depois foram incorporados Hamurabi, Sidney e o grande Junior R., rei das colagens perfeitas. Passou-se o tempo, participei de uma coletânea de poesia organizada pelo Stênio Diniz, uma coisa bem bacana, um livro em cartões postais. Não lembro o nome. Participei como vocalista da banda Fator RH/Lerfa Mu (tempo melhor da minha vida).  Em 2006 Sidney Rocha pegou um material meu e transformou em livro, lançado em 2007 pela Kabalah Editora. Em 2009 participei de uma coletânea de contos chamada “tempo bom”, que saiu pela Iluminuras. Este ano estou lançando o “Caos Technicolor”, o que talvez seja meu último esparro poético. Nunca fui um poeta de verdade, essa é a verdade. Sou mais um fotógrafo de palavras. Influencia Beat talvez.

Alexandre Lucas - Como você caracteriza a sua produção literária?

Lupeu Lacerda - Minha produção? Estudo. Muito estudo. Ler pra caralho. Escrever pra caralho. Apagar pra caralho. Sei que tenho coisas a dizer. Mas ainda estou no processo de aprender “como dizer”. Se tiver tempo, ainda quero escrever um puta livro de contos. Ou um romance desses de guardar na estante com respeito e carinho.

Alexandre Lucas – Como ocorre o seu processo criativo?

Lupeu Lacerda - Gosto de escrever à mão. Em cadernos pautados. Usando barras em vez de pontuação, pra não perder a velocidade do pensamento saca? Gosto de escrever de noite, tomando café, depois que a casa se acalma. As vezes começo a escrever com raiva de alguma coisa, as vezes é uma notícia que li, as vezes forço. E me obrigo a escrever pelo menos duas páginas de rabiscos por dia. Passo uns dias e volto pra ler a parada. Daí começo a aproveitar o que é de aproveitar e jogar fora o que não serve. Acredito que cada pessoa que lida com arte tem um processo, eu acho que em todos eles uma coisa é comum: trabalho duro. E inspiração, pra ajudar a engolir o comprimido.

Alexandre Lucas -  A sexualidade é algo notório na sua produção visual e literária. Qual a relação entra arte e sexualidade?

Lupeu Lacerda - O corpo é um equipamento absolutamente artístico. Exploro a sexualidade em meu trabalho por saber que isso sempre causará estranhamento. As pessoas, por incrível que pareça, ainda tem pudores em ler um texto que vem recheado de palavras como: boceta, pica, cú. Mesmo alguns que se dizem “mezzo” modernos acham bonito ver um casal de lésbicas trepando, mas acham nojento um casal de gays. Lembro da Dercy Gonçalves falando que na época dela, toda “artista” era puta. Acredito sempre que arte é liberdade, que sexualidade é liberdade. E tanto uma como outra, são mecanismos lúdicos pra trazer alegria. E a alegria meu amigo, ainda é a prova dos nove. Tem também a influencia do que li, lógico: Miller, Anais Nin, Ginsberg, Sade, Gide, entre tantos outros gigantes que exploraram essa seara. Sexo é criação. Arte é recriação. No fim das contas tudo vai desaguar no mar da arte.

Alexandre Lucas O que é um poeta marginal na contemporaneidade?

Lupeu Lacerda - À margem como antigamente? Nada. Até porque hoje a internet bombardeia com um zilhão de blogs de poesia, contos, micro contos, romances, receitas de bolo, como ser um terrorista em 10 lições, enfim... não acredito que haverá a qualidade dos “anos de ouro” 1970. Existia ali uma “coisa” fazendo a poesia fervilhar. Uma ditadura dos milicos. Dezenas de bons escritores desesperados e desesperançados. Dificuldade de publicar. Acho que a dureza serviu de peneira. Difícil imaginar nessa “contemporaneidade” o surgimento de Ana Cristina Cesar, Chacal, Cacaso, Chico Alvim... existem caras bons? Lógico que sim! Mas são mais difíceis de encontrar, porque hoje, todo mundo anda de jeans. Rsrsrsrsrs.

Alexandre Lucas -  Como você caracteriza seu trabalho?

Lupeu Lacerda - Meu trabalho é o de um aprendiz. Será sempre assim, porque quero que seja assim. Quando escrevo eu entro todo ali. Sou onisciente ali dentro. Onipresente. Talvez seja esse viés que faz com que alguns dos meus amigos achem que existe algo ainda não dito, ou não feito, por mim. Gosto de escrever pra caralho! Me faz bem, me desentala. Então, mesmo sabendo que em literatura provavelmente “tudo” já tenha sido dito, enquanto tiver tesão de fazer isso, vou continuar escrevendo. Persistência? Pode ser. Caracterizaria meu trabalho sim. Catarse também. E dor. Porque escrever dói.

 Alexandre Lucas -  Qual a contribuição social do seus trabalho?

Lupeu Lacerda - Não acredito que a arte, seja ela qual for, tenha esse papel de “salvadora”. As pessoas mudam, “ou não”, de vida a partir de uma leitura de um livro. Como haverá alguns que mudem depois de ter perdido um avião, ou comido uma comida estragada, ou escutado uma música. Artistas são apêndices de uma sociedade que sempre os aturou a uma certa distancia, mas que nunca os engoliu bem de perto. Aqui em Juazeiro da Bahia e Petrolina nós soltamos livros pelas ruas em um projeto intitulado “Livros Andarilhos”, eu espero sinceramente que as pessoas que encontrem esses livros façam bom proveito deles, e que depois de lidos eles sejam de novo largados ad infinitum. As pessoas que lêem podem continuar tristes, amarguradas e infelizes, mas nunca estarão sozinhas em companhia da porra de um livro. Ensinar arte, compartilhar arte, levar a arte pra todos é a vontade maior. Eu nunca faço nada pensando em atingir público A, B, ou C. eu só quero ser lido. O resto vem por inércia. Quem lê, cobra, exige, grita, pede, vota nulo. A contribuição social que quero não só do meu trabalho, mas do de cada pessoa que escreve, é que os livros (todos, de qualquer gênero) deveriam fazer parte do cotidiano das pessoas assim como o sexo, as novelas, as drogas, a música, enfim...

Alexandre Lucas -    Quais os próximos trabalhos?  

Lupeu Lacerda - Estou em ritmo de finalização de meu primeiro livro de contos, que se chamará “o trigésimo segundo dia”. Tem sido uma experiência muito prazerosa, cheia de dúvidas e certezas, de comemorações e desesperos, de delírios de grandeza e certeza de inutilidade. Enfim, uma gestação. Como pai e mãe espero ansioso pelo nascimento, que deve se dar ainda este ano, caso a porra do mundo não acabe. Se o mundo acabar, bom, vou procurar um kardecista. Sai psicografado em algum outro planeta, que essa porra me deu muito trabalho.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Programação do CCBNB Cariri – 19 a 24 de Junho/2012


Dia 19, terça-feira
Artes Integradas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
14h Danças Urbanas - Jorge Luiz Alves (Fortaleza - CE). 180 min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet: Edição de Imagens com Ferramentas Online. Instrutor: Samuel Sobreira. 180 min.

Dia 20, quarta-feira
Artes Integradas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
14h Danças Urbanas - Jorge Luiz Alves (Fortaleza - CE). 180 min.

Artes Integradas - HORA DO RECREIO
15h Diário - Os Dois de Teatro (Juazeiro do Norte - CE).
Local: E. E. E. P. Otilia Correia Saraiva (Barbalha - CE).

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet: Edição de Imagens com Ferramentas Online. Instrutor: Samuel Sobreira. 180 min.

Artes Cênicas
19h30 Diwan de Lorca - Palmas Produções Artísticas (Fortaleza -CE). Dir.  Francinice Campos, 50 min. 12 anos.

Dia 21, quinta-feira
Artes Integradas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
14h Danças Urbanas - Jorge Luiz Alves (Fortaleza - CE). 180 min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet: Edição de Imagens com Ferramentas Online. Instrutor: Samuel Sobreira. 180 min.

Artes Cênicas
19h30 Diwan de Lorca - Palmas Produções Artísticas (Fortaleza - CE). Dir.  Francinice Campos, 50 min. 12 anos.

Dia 22, sexta-feira
Artes Integradas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
14h Danças Urbanas - Jorge Luiz Alves (Fortaleza - CE). 180 min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet: Edição de Imagens com Ferramentas Online. Instrutor: Samuel Sobreira. 180 min.

Artes Cênicas
19h30 Diwan de Lorca - Palmas Produções Artísticas (Fortaleza - CE). Dir.  Francinice Campos, 50 min. 12 anos.
  
Dia 23, sábado
Fechado

Curso de Formação Artística
Local: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Cícero, S/N.
14h Diálogo das Artes - Prof. Luiz Renato Moura

História/Patrimônio - TRADIÇÃO CULTURAL
Local: II EREDS Nordeste (Centro de Expansão do Crato, Crato - CE)
18h Coco Macaúba (Sitio Francisco Gomes, Crato - CE). 60 min.
  
Dia 24, domingo
Fechado

Curso de Formação Artística
Local: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Cícero, S/N.
14h Diálogo das Artes - Prof. Luiz Renato Moura

Artes Integradas - ARTE RETIRANTE
Local: Vila Tipi (Aurora - CE).
17h Nas Garras do Capa Bode - Cia Wancilu's (Crato - CE). Dir. Wanderley Tavares, 35 min. 12 anos.

Fonte: Centro Cultural BNB

SESC recebe inscrições para Festival de Quadrilhas


Estão abertas até 30/6 as inscrições para o VII Festival Mesa Brasil de Quadrilhas: Especial 100 anos do Rei do Baião - Luiz Gonzaga, realizado de 12 a 14/7, em Juazeiro do Norte. Para participar, os grupos devem se inscrever na Unidade do SESC, doando 1 kg de alimento não perecível por componente. Serão selecionadas 18 quadrilhas juninas que concorrerão à premiação em dinheiro e a troféus. O resultado da seleção será divulgado no dia 5/7.

O objetivo é incentivar a cultura tradicional local e proporcionar a integração entre as comunidades. Durante o Festival, os três primeiros colocados receberão a premiação de R$3.500,00 (1º lugar), R$2.500,00 (2º lugar) e R$1.500,00 (3º lugar), além de troféus. Os grupos também concorrerão a troféus para as duas torcidas mais organizadas e para a quadrilha mais solidária.
  
SERVIÇO
VII Festival Mesa Brasil de Quadrilhas: Especial 100 anos do Rei do Baião - Luiz Gonzaga

Inscrições
Local: Mesa Brasil – SESC Juazeiro (Rua da Matriz, 227)
Período: Até 30/6
Horário: Comercial
Investimento: 1 kg de alimento não perecível por componente

Programação
Local: Ginásio Poliesportivo de Juazeiro do Norte
Datas: 12 a 14/7
Horário: A partir das 19h30

Informações: (88) 3587.2834/ 3512.3355 - Mesa Brasil do SESC Juazeiro

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Programação do CCBNB Cariri – 13 a 19 de Junho/2012


Dia 13, quarta-feira
Artes Integradas - HORA DO RECREIO
15h Diário - Os Dois de Teatro (Juazeiro do Norte - CE).
Local: E. E. E. P. Governador Virgilio Távora (Crato - CE).

Artes Integradas - TROCA DE IDEIAS
19h30 Dissertação não é bicho-papão - Simone Pessoa (Fortaleza - CE).


Dia 15, sexta-feira
História/Patrimônio - RUMO AOS MUSEUS
Local: Juazeiro do Norte - CE.
13h Visita ao Memorial Padre Cícero. 180 min.

Literatura/Biblioteca - CLUBE DO LEITOR
17h30 Harmonia no Caos: a fusão EU/COSMOS na poesia de Augusto dos Anjos. Facilitador: Wellington Teixeira. 90 min.

História/Patrimônio - MÚSICA
18h 2012: Abertura do Ano Paulo Abel do Nascimento. Facilitadora: Prof. Dra. Carmen María Saenz Coopat.  (Juazeiro do Norte - CE). 120 min.

Historia/Patrimônio - TRADIÇÃO CULTURAL
Local: Terreiro do Mestre Chico Ceará (Arajara - Barbalha-CE)
20h30 Maculelê Arte e Tradição (Barbalha - CE). 30 min.

Dia 16, Sábado
Curso de Formação Artística
Local: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Cícero, S/N.
14h Diálogo das Artes - Prof. Luiz Renato Moura

Atividades Infantis
13h Oficina de Arte: Oficina de Vitral - Alexandra Feliciano (Fortaleza - CE). 60 min.
13h Bibliotequinha Virtual: Softwares e Jogos Recreativos. Instrutor: Gilvan de Sousa. 240 min.
14h Contação de Histórias: Histórias Encantadas - Simony Vieira (Crato - CE).
15h Teatro Infantil: O Ratinho Teobaldo (Natal - RN). Dir. Rogério Ferraz. 50 min.
16h Oficina de Arte: Oficina de Vitral - Alexandra Feliciano (Fortaleza - CE). 60 min.
17h Teatro Infantil: O Ratinho Teobaldo (Natal - RN). Dir. Rogério Ferraz. 50 min.

História/Patrimônio - PERCURSOS URBANOS
15h Dizem que sou louco... 210 min.
Mediadora: Cecília Menezes, historiadora (Crato - CE).

Cinema - CURTA
17h Couro tecido (Dir. Adriana Botelho, Brasil, 2012, documentário). 19 min.

Cinema - CINECAFÉ
17h30 Um Corpo que Cai (Vertigo, Dir. Alfred Hitchcock, EUA, 1958). 128 min.

Dia 17, domingo
Fechado

Curso de Formação Artística
Local: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Cícero, S/N.
14h Diálogo das Artes - Prof. Luiz Renato Moura

Artes Integradas - ARTE RETIRANTE
Local: Largo da RFFSA (Crato - CE)
18h30 Literatura em Revista: Seguidores do Rei do Baião - Cia Anjos da Alegria (Crato - CE). 15 min. Livre.
19h Música: Zabumbeiros Cariris: Luiz Gonzaga de Cabo a Rabo (Juazeiro do Norte - CE). 60 min.

Fonte: Centro Cultural BNB Cariri

SESC realiza seminário sobre nutrição


Estão abertas, até 15 de junho, as inscrições para o VI Seminário sobre Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e Segurança Alimentar Nutricional (SAN), destinado a estudantes, profissionais de nutrição e interessados. O encontro acontece na próxima sexta-feira (15), das 9h às 18h, no SESC Juazeiro. Para participar, os interessados devem se inscrever na Unidade, doando 2 kg de alimentos não perecíveis.

A iniciativa do SESC tem como objetivo popularizar a discussão sobre o tema, transpondo a barreira da simples equação entre pacotes mínimos de calorias, proteínas e outros nutrientes, para tornar possível a efetivação desse direito. A estimativa é que cerca de 240 pessoas participem.


SERVIÇO
VI Seminário sobre Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e Segurança Alimentar Nutricional (SAN)

Inscrições
Local: Mesa Brasil - SESC Juazeiro (Rua da Matriz, 227)
Período: Até 15/6
Horário: Comercial
Investimento: 2 kg de alimentos não perecíveis

Seminário
Local: Teatro Sesc Patativa do Assaré - SESC Juazeiro (Rua da Matriz, 227)
Data: 15/6
Horário: 9h às 18h

Informações: (88) 3512.3355


www.sesc-ce.com.br
Facebook: /sescceara
Twitter: @sesc_ce

SESC realiza caminhada de combate à violência contra o idoso


Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa, comemorado no dia 15/6, o SESC Juazeiro realiza a III Caminhada de combate à violência contra o idoso. A concentração será na Praça da Prefeitura do SESC Juazeiro, com saída às 15h. O percurso segue pela Rua São Pedro, com trio elétrico e banda. Gratuito.

A iniciativa tem o objetivo de promover a interação entre os grupos e trabalhar a conscientização da sociedade sobre a violência contra o idoso. Após a caminhada, acontecem duas palestras gratuitas no SESC, com os temas “O papel do idoso na construção da sociedade” e “Violação do direito da pessoa idosa como forma de violência”. A expectativa é que cerca de 300 pessoas participem da programação.


SERVIÇO
III Caminhada de combate à violência contra o idoso
Concentração: Praça da Prefeitura do SESC Juazeiro (Rua da Matriz, 227)
Percurso: Rua São Pedro
Horário: 15h

Informações: (88) 3512.3355

:::Gratuito:::

www.sesc-ce.com.br
Facebook: /sescceara
Twitter: @sesc_ce

Silvero Pereira - A arte existe para tremer conceitos



Professor, ator, diretor, pesquisador,  proletária da arte assim é o jovem que com apenas três décadas tem na sua bagagem muita história para contar.  Silvero vem desenvolvendo um trabalho significativo que une pesquisa, experimentação estética/artística e comprometimento político com as questões do movimento LGBTTT. O artista enfatiza “Acredito que a nossa sociedade ainda não está preparada para compreender as questões de sexualidade na nossa atualidade, por isso utilizo minha arte para provocar, tirar do conforto, confrontar e questionar os paradigmas”.

Alexandre Lucas – Quem é Silvero Pereira?

Silvero Pereira -  é um garoto que completa 30 anos agora em junho (20). Garoto porque aos 12 anos começou a  trabalhar para ajudar nas despesas da família, trabalhando de dia e estudando a noite e com isso nunca teve tempo de curtir sua infância, sua imaginação. Assim, aos 30 anos e tendo 14 anos dedicados ao teatro, descobriu nessa arte a possibilidade de viver sua infância perdida, de poder brincar, criar, imaginar e realizar. Entretanto, tudo isso é com muita responsabilidade e dedicação. O Silvero, como me enxergo, é um batalhador, um trabalhador que acredita naquilo que faz, que faz teatro por necessidade, seja essa necessidade de viver, de brincar, de questionar ou de expor inquietações.

Alexandre Lucas – Quando você teve seus primeiros contatos com a arte?

Silvero Pereira -  Desde pequeno eu já realizava algumas manifestações artísticas, sempre gostei de pintar, desenhar e nas brincadeiras de criança sempre fazia dramatizações, imitações de filmes, novelas, mas tudo de forma muito intuitiva. Meu real contato com o Teatro se deu aos 17 anos quando ingressei no ETFCE (atual IFCE) para fazer Ensino Médio e Técnico em Turismo. Assim, nas aulas de educação artística decidi por teatro e com o Paulo Ess (professor na época) pude enxergar o teatro compromissado com a arte, com a formação de artistas e de platéia. Desde modo, me envolvi, ingressei no grupo de Teatro da Instituição, fui fazer curso de Teatro após Ensino Médio e desde e então faço Teatro. 

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Silvero Pereira -  Comecei em 1997, na Cia Dionisyos de Teatro com direção de Paulo Ess. Dentre meus espetáculos como ator estão "Filé Com Fritas ao Vinagrete“, "O Rei Que Não Sabia Ler", "O Suicida", "Ray Tex" e "Meu Admirador Secreto”, todos com direção de Paulo Ess; com exceção do último que teve como diretor o Autor e Pesquisador Fernando Lira. Em 2000 ingressei para a CIA LUA de Teatro, onde atuaria nos espetáculos "Rosa Escarlate, "Dominus Tecum" e " Não Confirmo Nem Duvido", todos com direção de Ueliton Rocon. No mesmo ano criei o Grupo Parque de Teatro, por meio da Fundação Parque de Formação Integral do Tapuio na cidade de Aquiraz, onde desenvolvo  um trabalho social e voluntário com crianças e jovens usando a arte como mecanismo educacional e social. Com o Grupo Parque de Teatro realizei a montagem dos seguintes espetáculos : “O Destino a Deus Pertence” (2002), “O Mistério da Cascata” (2004), “Muito Barulho Por Nada” (2005), “Conte Lá Que eu Conto Cá!” (2007) e " A Incrível Jornada de Vicente e a Estrela Cadente" (2012). Ainda em 2005, pelo mesmo grupo estreie  o solo “Uma Flor de Dama” , tendo minha direção, texto adaptado, interpretação, cenário, figurino, maquiagem e sonoplastia.Com este solo participei de mais de 16 festivais por todo o Brasil (CE, PE, PA, DF, RN, BA, MG, ES). Em 2006 atuei em “Dorotéia”, com direção de Herê Aquino, pelo Grupo Expressões Humanas. E no período de 2001 a 2004 atuei no Grupo Bagaceira de Teatro nos espetáculos: “Os Brinquedos No Reino da Gramática” (com direção de Renata Gomes), “Ano 4 D.C.” e “Engodo” (ambos com direção de Yuri Yamamoto). 
Atualmente sou integrante e encenador do Grupo 3x4 de Teatro, de Fortaleza-CE onde dirigi os esquetes:“As vivas cores da ilusão”, “Para Sempre Fiel” e “Confissões Entre Paredes”, “Para Uma Avenca Partindo”, “Os Sobreviventes”, "Red Roses", "Terça-Feira Gorda" e “Creme de Alface”, na mesma dirigi os espetáculos “As Rosas”, “Aniversário de Casamento”, “Curtas nº 1”, “Curtas nº 2”, "Para Papai Noel..." e "Silvestres". Em 2009 dirigi o espetáculo “Tudo o que eu queria te dizer” da Cia. Lai-tu de Teatro (Fortaleza) e , como professor do Curso Princípios Básicos de Teatro, realizei a montagem de “Alice – Nem tudo que parece é” (2009). Em 2010 estrei o terceiro trabalho de minha pesquisa sobre o universo das travestis cearenses com o título de “Engenharia Erótica – Fabrica de Travestis” com o Grupo Parque de Teatro. No mesmo ano estrei no espetáculo “S./A. Sociedade Anônimna” Produção do Grupo 3X4 de Teatro; o Solo “DEPOIS DO PONTO” e “Mixórdia – Encontro Desordenado de Fragmentos” no Curso Princípios Básicos de Teatro, do qual sou  professor e onde estreei em agosto de 2011 o espetáculo de conclusão “E SE...”. Já em janeiro de 2012 realizei a montagem de "Cabaret Show: Yes, Nós Temos Bananas!" e trabalho na montagem de 03 espetáculos com previsão de estreia ainda neste ano: "Metrópole" do Grupo 3X4 de Teatro; "Quanto vale o preço de quem paga o seu verdadeiro amor" do CPBT; "Quem Tem Medo de Travesti" com o Grupo As Travestidas.

Alexandre Lucas –  A sexualidade é uma das temáticas abordadas no seu trabalho. Como você ver essa questão?

Silvero Pereira -  Eu estou no Teatro porque ele me dá a oportunidade de expor minhas angústias, minhas inquietações com questões sociais. Acredito que a nossa sociedade ainda não está preparada para compreender as questões de sexualidade na nossa atualidade, por isso utilizo minha arte para provocar, tirar do conforto, confrontar e questionar os paradigmas, os conceitos e os "pré". Nossa sociedade precisa de esclarecimento e o teatro permiti, pelo menos na forma como executo, que as pessoas vejam e reflitam, não aponto conclusões, aponto desconforto naquilo que pensam.

Alexandre Lucas – Como ocorre a sua  pesquisa para construção do seu trabalho teatral?

Silvero Pereira -  Minha pesquisa é longa e cautelosa, não consigo levar nada para a cena de imediato, gosto de analisar, estudar, pesquisar, re-avaliar. O meu processo criativo dura em média entre 8 meses a dois anos de elaboração até chegar há um resultado. Essa pesquisa parte de experimentações estéticas, laboratórios corporais, emocionais, pesquisa "in locus", anotações, discussões, ensaios abertos e pesquisa acadêmica.

Alexandre Lucas – Como você ver a relação entre arte e política?

Silvero Pereira -  Necessária. Nós, artistas, temos a política nas mãos. Nós também somos formadores de opinião, ou pelo menos capazes de provocar questões e isso por si só já é ser político. A arte existe para tremer os conceitos, uma obra que não causa, que não modifica, que não desestabiliza, não tem finalidade. Só entramos em cena ou só pintamos um quadro porque queremos expor nosso ponto de vista perante à sociedade. Isso é política.

Alexandre Lucas – Qual a contribuição social do seu trabalho?

Silvero Pereira -  Meu teatro caminha em duas mãos. A primeira tem haver com a transformação social realizada no comunidade do Taupio (Distrito de Aquiraz) onde há 12 anos existe o Grupo Parque de Teatro. Neste local eu cheguei em 2000 para mostrar as crianças o que o teatro tinha de significado pra mim. No início a Comunidade encarava o Teatro como distração, lugar para deixar os filhos durante um turno para os pais terem tempo livre. Hoje a mesma comunidade encara o teatro como profissão, desejam ver os filhos no teatro. Hoje alunos meus são professores e coordenadores de arte na comunidade, são estudantes de Artes Cênicas e constituíram famílias e estabilidade financeira por meio da educação que receberam na arte. Já em segundo plano está meu trabalho no movimento LGBTTT, pois há 10 anos atrás iniciei uma pesquisa sobre o teatro e o transformista e hoje, anos depois, olho para a  cidade de Fortaleza, ou mesmo o nosso estado do Ceará, e vejo a minha colaboração. Hoje é possível ver travestis em bares, transformistas sem medo de mostrar a sua arte em qualquer local, ou mesmo quando escuto de pais e mais que assistiram meus espetáculos dizerem " Eu hoje compreendo e respeito melhor o meu filho, porque você me fez ver o quanto fui cruel!" 

Alexandre Lucas – Além desta abordagem sobre sexualidade, quais outras questões são enfatizadas no seu trabalho?

Silvero Pereira -  Meu trabalho tem haver com aquilo que no momento me incomoda. Atualmente tenho falado muito sobre sonhos, amizade, resiliência, infância e mundo Trans. 

Alexandre Lucas – Quais os próximos trabalhos?

Silvero Pereira -  Meus próximos trabalhos em vista são os seguintes:

Setembro : "Quanto vale o preço de quem paga o seu verdadeiro amor" do Curso Princípios Básicos de Teatro do Theatro José de Alencar
                        " Metrópile" Grupo 3X4 de Teatro

Outubro: " Quem Tem medo de Travesti" Grupo As Travestidas. Esse deve estrear no Cariri

Dezembro: Um infantil de natal ainda sem título pelo Grupo 3X4 de Teatro

Já em 2013: o musical "Yes, Nós Temos Bananas!" e um infantil sobre travestis e transformistas, ambos pelo Grupo As Travestidas
                      "Translendário 2013"         

Novo polo da Unidade Descentralizada da URCA em Missão Velha


Teve início o semestre letivo 2012.1, após a posse no dia 1º de junho, dos professores aprovados em concurso pela Universidade Regional do Cariri (URCA) para Professor Temporário na cidade de Missão Velha. O novo espaço funciona na Escola Juvenal Rodrigues Brandão, espaço que oferece melhores comodidades aos universitários.

O primeiro dia de aula na Unidade Descentralizada da URCA - Missão Velha aconteceu em ambiente especialmente preparado para acolher aos 41 novos alunos e dos 66 estudantes veteranos dos cursos de Licenciatura em Biologia e Letras ofertadas pela URCA.

A acolhida aos universitários ficou por conta dos professores concursados, dos membros da Secretaria Municipal de Educação, do Núcleo Gestor da Escola Juvenal Rodrigues Brandão, e dos alunos veteranos que se pronunciaram com palavras de incentivo e boas vindas.

A Professora Loreto Lima, que representeou o prefeito Washington Fechine e a Secretária de Educação, Amélia Linard, falou sobre a importância dos alunos que estarão em breve ocupando o espaço docente na Unidade de Missão Velha da URCA, mediante o desejo de ver esta unidade se transformar em um grande Campus universitário.

A Professora Loreto Lima falou sobre a boa infraestrutura que abrigará a URCA em Missão Velha, com agradecimentos a atual administração municipal, que através da Secretária de Educação Amélia Linard atendeu ao pedido da Magnífica Reitora, Otonite Cortez, em disponibilizar o espaço da Escola Municipal Juvenal Rodrigues Brandão. A URCA/Missão Velha funcionará nos horários diurnos com suas atividades normais e no horário noturno acolherá a Unidade Descentralizada de Missão Velha da Universidade Regional do Cariri - URCA.


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Feira “Ceará Faz Ciência” será realizada hoje na RFFSA

Será realizada na tarde de hoje, dia 13, no largo da RFFSA, em Crato a Feira do 'Ceará Faz Ciência'. O projeto de popularização da Ciência e Tecnologia pré-selecionou 25 trabalhos da região, que serão expostos em evento, a partir das 16 horas. A Região do Cariri teve 66 projetos cadastrados. Dentre os 25 projetos pré-selecionados está o de estudantes de Barbalha, que vem transformando o caldo do cana-de-açúcar em pó, utilizando o processo de secagem por camada de espuma. O método apresenta vantagens, pois caracteriza-se como simples e de baixo custo.

Outro trabalho aborda a criação de um aplicativo para smartphones e tablets denominado Araripe´s Fossils Mobile, que facilita a busca por informações sobre paleontologia na Chapada do Araripe. A ideia partiu da necessidade que os pesquisadores do mundo inteiro têm em pesquisar informações muitas vezes restritas a publicações locais.

Um sistema para semáforos temporizados que utiliza energia fornecida por placas fotovoltaicas (Solar) é o trabalho de alunos de Iguatu. O fornecimento direto da rede de distribuição só alimenta o semáforo caso a outra forma de alimentação não esteja disponível.

Programação – Além das exposições dos melhores trabalhos da Região do Cariri, o evento terá diversas atividades paralelas, que enriquecerão a programação e terão como objetivo o despertar da curiosidade sobre Ciência e a popularização do conhecimento.

Todas as feiras contarão com apresentações do Ciência Itinerante, outra iniciativa da Secitece, com a parceria do CNPq. A equipe do projeto é composta por monitores nas áreas de Física, Química, Biologia e Tecnologia da Informação, que farão demonstrações de experimentos aliando o conhecimento teórico com práticas lúdicas e interativas, despertando a curiosidade e estimulando a gosto pela Ciência nos estudantes.
A Secitece também irá apresentar projetos de destaque na área desenvolvidos por suas vinculadas, como uma mini-usina de biodiesel, do Nutec, e uma mini-estação para coleta de dados meteorológicos, da Funceme.

As universidades estaduais também estarão presentes nos eventos, com a exposição do “Concreto Translúcido”, criado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e uma mostra do Geopark Araripe, da Universidade Regional do Cariri (Urca). O Geopark está localizado no sul do Ceará e possui registros geológicos e paleontológicos considerados patrimônio da humanidade.

O Instituto Centec, através do Centro de Formação de Instrutores (CFI), levará exposição sobre Marie Curie, cientista que foi Prêmio Nobel em Química em 1911. Ela estará sentada com vestido preto numa réplica do laboratório onde realizou os experimentos que a levaram à descoberta de dois novos elementos químicos, o polônio e o rádio.

Haverá ainda exibição de documentários produzidos pela Funcap para divulgação científica e dos principais cientistas cearenses. Em cada edição será realizada ainda uma Mostra Cultural, com a exibição de talentos artísticos das regiões.

Na ocasião, será feito o lançamento, na região, da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2012, que abordará o tema "Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza".

Premiação para professores e alunos - Serão premiados trabalhos com 1°, 2° e 3° lugares do Ensino Médio, Ensino Fundamental I e Ensino Fundamental II. Dentre os prêmios estão tablets, MP4 e jogos educativos. Os alunos pertencentes a equipe vencedora na categoria Ensino Médio e Fundamental II irão receber bolsa de Iniciação Científica Júnior do CNPq durante um ano.
Os professores vencedores em cada uma das três categorias também ganharão netbooks. Os projetos vencedores serão expostos durante a Exposição Ceará Faz Ciência, a ser realizada em outubro, em Fortaleza, por ocasião da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

O Ceará Faz Ciência é uma realização do Governo do Estado, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), e CNPq/MCTI, com patrocínio da Assembleia Legislativa, Prefeituras de Limoeiro do Norte, Sobral, Tauá e Crato, apoio da Ibyte, e apoio institucional do Geopark Araripe/Urca e Seduc.

Agende-se!
Feira do Ceará Faz Ciência na Região do Cariri:
13 de junho - Crato (Praça da Refesa)
*A feira terá início às 16 horas.
Mais informações: http://www.sct.ce.gov.br | (85) 3101.6466 – 8724.2435 – 8877-9710


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Núcleo de Práticas Jurídicas da URCA realiza o III Encontro de Debates da Prática Forense

O Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade Regional do Cariri (URCA) está realizando o III Encontro de Debates da Prática Forense. O evento foi aberto na manhã de ontem, no auditório da antiga Microrregional de Saúde, onde funciona o Núcleo, no bairro Pinto Madeira. Cerca de 200 alunos do Curso de Direito da URCA estão participando dos debates com profissionais que atuam no campo da advocacia, promotoria e magistratura do Cariri.

O evento foi aberto com a presença do Vice-Reitor da URCA, Professor Patrício Melo. Em seguida, foram realizadas as palestras com o delegado Marcos Antônio dos Santos, que abordou o tema ‘Procedimento Especial. Em seguida, o promotor Germano Guimarães destacou a temática ‘Tribunal do Júri’.

Nesta quarta-feira, os debates serão iniciados pela Pró-Reitora de Desenvolvimento Universitário da URCA e Professora do Curso de Direito, Cileide Araújo, que abordará o tema ‘Atendimento ao Público’. O Presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Crato, Fabrício Callou, abordará a ‘Advocacia no Cariri’.

Temas como ‘Recurso Trabalhista’, com o Juiz do Trabalho, Clóvis Valença;  ‘Aspectos Gerais da Execução Penal’, com o defensor público, Anderson Santana,  e ‘Argumentação na Petição Inicial e Inépcia’, serão explanados durante a tarde desta quarta-feira e amanhã.

A terceira edição do evento, segundo a Coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas, Edneusa Pamplona Damacena, é uma oportunidade de aproximar os profissionais dos alunos, com o conhecimento da prática profissional. São estudantes do 6º ao 8º semestres já desenvolvendo estágio. O Núcleo atende atualmente cerca de 40 pessoas por dia, de comunidades carentes da cidade do Crato.

Segundo o Delegado Marcos Antônio dos Santos essa é uma iniciativa de grande importância desenvolvida pela Universidade. O delegado, que inclusive se formou no Curso de Direito da URCA, destaca a preocupação da Instituição com a qualidade da formação dos alunos, possibilitando o acesso à áreas afins aos estudos teóricos. “Com isso, se mostra a vivência dos profissionais e desperta no aluno as suas afinidades e vocação para determinado segmento do Direito”, completa.

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terça-feira, 12 de junho de 2012

SESC realiza Formação Contínua de Educadores


Nos dias 15 e 16 de junho, o SESC Crato realiza, em parceria com a Universidade Regional do Cariri (URCA), a Formação Contínua de Educadores – Seminário de Educação, com o tema “Cultura afro-brasileira: re-contar a história, valorizar a diversidade”. A programação gratuita e destinada a pessoas com o perfil PCG* acontece com palestras e minicursos, na URCA. Para participar, os interessados devem se inscrever no SAC do SESC Crato em horário comercial. As vagas são limitadas.

A iniciativa visa contribuir para a formação de profissionais comprometidos com a promoção da igualdade étnica e social, além de refletir sobre a importância das influências africanas para a formação da sociedade brasileira.


SERVIÇO
Formação Contínua de Educadores – Seminário de Educação

Inscrições
SAC do SESC Crato (Rua André Cartaxo, 443)
Horário: Comercial

*Gratuito para pessoas com o perfil PCG (comerciários e seus dependentes e alunos matriculados ou egressos da rede pública da educação básica)

Programação
Local: Universidade Regional do Cariri (URCA)

15/6
19h - Palestra de abertura “Cultura afro-brasileira: re-contar a história, valorizar a diversidade”.
Palestrante: Professora Piedade Lino Videira (Mestre e doutora em Educação Brasileira pelo Programa de Pós-graduação Strioto – Sensu da Faculdade de Educação FaACED)

16/6
8h às 12h e 14h às 17h - Minicursos (30 vagas para cada minicurso)
 Festas e tradições afrocaririenses;
Identidade e estética negra: possibilidades de utilização de referências africanas na sala de aula;
Pedagogias da Educação na Religião de Base Africana;
Memória, Afrodescendência e Identidade Étnica
Iniciativas negras faz poesia;
Contos afrodescendentes
Dança Afro
Ritmos
Afroetnomatemática: oficina de Mancala
Instrumentos musicais: Alfaia
Superando o racismo na escola através da literatura infanto-juvenil


Informações: (88) 3586-9177


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II Mostra de Teatro de Rua: Romeu e Julieta


SESC recebe inscrições para fórum sobre a pessoa idosa


Estão abertas, até 15 de junho, as inscrições para o III Fórum SESC de Políticas Públicas para a Pessoa Idosa: Lei pra que te quero – Direitos Humanos e Cidadania. O encontro acontece no dia 15/6 - Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa, com programação no SESC Crato. Para participar, os interessados devem se inscrever através do email acristina@sesc-ce.com.br ou na Unidade, doando 2 kg de alimentos não perecíveis. As vagas são limitadas.

A iniciativa do SESC tem como objetivo facilitar a consciência sócio-política do idoso, resgatar a sua autoestima e reconstruir a sua autoimagem, com a proposta de torná-lo cidadão atuante e participativo na sociedade. Durante a programação, serão realizadas palestras sobre os direitos e cidadania da pessoa idosa, promovidas pelo OAB e INSS.

No dia 14/6, será realizada a Campanha de Sensibilização do Direito do Idoso ao Assento no Transporte Coletivo com a entrega de folders, adesivos e estatutos em ônibus, topics e metrô, nos municípios do Crato e Juazeiro do Norte. A expectativa é de cerca de 3.000 pessoas participem.

Programação
III Fórum SESC de Políticas Públicas para a Pessoa Idosa
14/6
8h - Campanha de Sensibilização do Direito do Idoso ao Assento no Transporte Coletivo
Local: Transportes coletivos (ônibus, topics e metrô) – Concentração na Praça Cristo Rei

15/6
Auditório Adalberto Vamozi (SESC Crato)
8h - Credenciamento
8h30 - Café da manhã
9h - Palestra: Direitos Humanos e Cidadania
9h40 - Debate
10h - Palestra: Lei pra que te quero! Protagonismo e Empoderamento dos Idosos
10h40 - Debate
11h - Encerramento das atividades

:::Gratuito:::

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Exposição “De corpo e alma” no SESC Iguatu


De 14/6 a 14/7 o SESC Iguatu recebe, na Galeria de Artes, a exposição De corpo e alma, do artista Arivânio Alves. O acervo reúne 16 pinturas em telas de imagens distorcidas de rostos e corpos, com a intenção de mostrar o que existe além da forma física: a alma e os conflitos interiores do ser humano. A abertura acontece na quinta-feira (14), às 19h, com entrada gratuita.

Natural de Quixelô (CE), Arivânio Alves é autodidata e estuda a arte desde criança. A exposição mostra a sua trajetória e crescimento como artista plástico que se interessou pela arte de pintar e se dedicou de corpo e alma a essa paixão. A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h.


SERVIÇO
Exposição “De corpo e alma”
Abertura
Local: Galeria de Artes do SESC Iguatu (Rua Treze de Maio, 1130)
Data: 14/6
Horário: 19h

Visitação
Local: Galeria de Artes do SESC Iguatu (Rua Treze de Maio, 1130)
Data: 14/6 a 14/7
Horário: 8h às 21h

:::Gratuito:::

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