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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A incrível e corajosa história de um juiz federal



Esse cidadão merece nossos aplausos.

Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'

Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.

Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões - uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado. Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarr otado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada.'

Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e saicom a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.

Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'

Texto veiculado na Internet por e-mail

LAPINHAS VIVAS

A influência ancestral dos três principais mundos formadores da alma brasileira permanece pulsante na vida do sertanejo simples, cuja religiosidade se manifesta à flor de seus atos e ditos. E é na efervescência dessa estética universal que nascem e se fortalecem as tradições culturais populares; em nosso caso, resultantes do caldeamento cultural havido entre os indígenas donos da terra, os brancos ibéricos invasores e os negros de várias nações para cá trazidos como escravos.

Lapinha Mãe Celina (Crato-CE)


A Lapinha assume, neste contexto, uma espécie de demonstração da prevalência do cristianismo sobre as crenças e religiões dos outros povos. Entretanto não escapa à aculturação decorrente dessa convivência, sabida por nós nada pacífica ou cordial. J. de Figueiredo Filho, em seu O Folclore no Cariri (1960: p. 32) nos afirma que à Lapinha, “de procedência lusitana, foi acrescentada muita cousa de fonte indígena ou africana, como os caboclos, a canção da formosa tapuia, ou temas inteiramente abrasileirados.” Na mesma obra (pp. 33-39), ilustra seu caráter multicultural verificando a presença do anjo, índios, do sol, da lua, baianas, beija-flor, pastores, vaqueiros... além dos três Reis Magos.

É a Lapinha Viva, pois, a reconstituição dramática popular da visita dos três Reis Magos ao recém-nascido Jesus, com o fim de lhe ofertarem presentes. Sua significação transita da representação quase que ainda medieval, com pessoas interpretando santos, bichos e coisas da natureza como simples e profunda louvação ao Deus-Menino, até a complexa peça de antropologia cultural que traz em si grande parte da história da humanidade. Lá estão não somente símbolos de culto cristão, católico, mas fortes traços que nos remetem aos primitivos tempos em que o homem vivia em diálogo e harmonia com a natureza, assim como elementos que podem “contar” os processos de formação cultural e social da nação brasileira, sem descuidar de nos remeter aos povos ancestrais de antes do encontro em nossas terras.

Hoje, no Cariri, as nossas Lapinhas Vivas apresentam praticamente as mesmas características dramáticas de outrora, sendo acrescidas quase sempre da louvação de um grupo de Reisado, que também representa a peregrinação dos Reis Magos a Belém, pertencendo ambos ao ciclo natalino, e, às vezes, de uma Banda Cabaçal. Quando se juntam os três folguedos, multiplicam-se a beleza estética, o brilho dramático, o riso brincante, o alcance histórico.

O fortalecimento e a difusão do folclore e das manifestações tradicionais populares, a exemplo das Lapinhas, devem servir principalmente à causa do (re)descobrimento de nossa identidade cultural, pois que oferecem uma farta leitura do mundo em variadas dimensões e diferentes tempos. É a história se doando generosamente à elaboração de um novo pensamento, que dê vazão a sinceras atitudes libertárias, que restabeleça o espírito e a festa da dignidade humana, da democracia, do respeito à natureza, da felicidade, do amor.

Cacá Araújo
Professor, dramaturgo e folclorista
Diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante

Comentários sobre o texto postado no CARIRICATURAS: Carlos Castaneda por Miguel Duclós

(http://cariricaturas.blogspot.com/)

Prezada Amiga Socorro,

Adorei o texto. Ele me fez voltar no tempo – 1988! Foi nessa época de grandes transformações e crises internas no meu mundo interior que tomei ciência das obras de Castaneda. Eu li e estudei todos os livros lançados por ele. Eu ficava fascinado pela sabedoria de D. Juan. Isto porque me identificava com os fenômenos da consciência alterada relatados por Castaneda em seus livros. Até hoje procuro seguir certos procedimentos recomendados pelo índio: parar o mundo, o diálogo interior, a intenção, a história pessoal, ver o ovo luminoso, identificar os pontos de aglutinação (chakras) etc.

Os livros de Castaneda muito tem para nos ensinar sobre os mistérios da consciência, das energias sutis e dos mundos paralelos. D. Juan era um homem sábio e misterioso incompreendido pelas mentes racionais condicionadas, principalmente ocidentais.
Eu conseguia ler e entender o contexto metafísico onde ocorriam as experiências de D. Juan e Carlos Castaneda porque naquela época em que tomei ciência dessa obra riquíssima de Castaneda eu estava passando por uma experiência de consciência alterada muito próxima do lugar existencial em que eles estavam e apontavam para nós nos livros escritos.
Obrigado!

Um abraço,

Feliz Natal

Bernardo

Pensamento para o Dia 24/12/2009


“Se um homem deseja ser feliz, o primeiro exercício que deve fazer é remover de sua mente cada mau pensamento, sentimento e hábito. Tristeza e alegria são frente e verso da mesma experiência. A alegria é quando a dor termina; tristeza é quando a alegria acaba. O que é exatamente tristeza? É apenas uma reação à perda de algo que se ganhou ou o fracasso na obtenção de algo desejado. Portanto, a única maneira de escapar da tristeza e do sofrimento é superar o desejo pelo ilusório. O segredo da felicidade não está em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar do que se tem que fazer. Independentemente do trabalho que se deva fazer, você deve fazê-lo com prazer e gosto.”
Sathya Sai Baba

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

OLHAR PARA TRÁS E PARA FRENTE: OLHAR PARA O MUNDO E OLHAR PARA O SER


IMAGENS RECEBIDAS PELA INTERNET

Bernardo Melgaço da Silva

"O que distingue o homem ordinário e o homem gênio é que, para ser feliz, o primeiro tem de se esquecer de si mesmo e de perder a consciência da sua individualidade, o segundo tem de se concentrar em si mesmo e de tomar posse do seu ser" (FEUCHTERSLEBEN,1914,p.186).

Já perdi as contas dos erros que cometi nessa vida. Foram tantos e tão variados que fica difícil classificá-los e quantificá-los. Mas, o que me conforta é eu saber que todos os que me rodeiam passaram e estão passando pelo processo de tentativa e erro - a base do método experimental da ciência moderna! Em outras palavras, somente aprendemos quando nos disciplinamos a olhar nossos erros e em seguida tentar acertar de novo. Isso se chama aperfeiçoamento do caráter da alma e também do pensamento reflexivo. Ninguém nasce pronto ou acabado. Todos estão num processo de construção onde precisa se desconstruir o que não é mais adequado e conveniente, e assim a partir daí se construir um novo modo de ser e estar no mundo. Consciente ou inconscientemente precisamos lavar ou higienizar a alma através de uma disciplina de limpeza interior. Os hindus chamam esse processo de SADHANA. Os seguidores do espiritismo denominam de EXAME DE CONSCIÊNCIA.

Por isso, temos que estar atentos e olhar para trás e aprender com que se passou de errado em nossas ações e condutas. A vida é uma escola e por isso precisamos aceitar os méritos das provas que somos submetidos todos os dias. Ninguém passa por esse mundo sem ser submetido a um desafio de superação de sua condição humana. Aos 16 anos de idade li – e nunca mais esqueci! - um pensamento de Francisco Otaviano que dizia assim:

“Quem nasceu em brancas nuvens
E em plácido repouso adormeceu
Quem não sentiu o frio da desgraça
Quem passou pela vida e nunca sofreu
Foi espectro de homem – não foi homem
Passou pela vida
E não viveu”

A vida é uma grande travessia evolutiva onde temos que usar nossas faculdades humanas intrínsecas: força de vontade, fé, sensibilidade, intuição, razão, instinto etc. E reconhecer que o passado já se foi e não pode mais ser mudado. Só nos resta aprender a olhar para melhorar o que virá pela frente no futuro. Daí a música cantada (por Simone) com o refrão: “ O que será o amanhã...”.


Ainda aos 16 anos de idade recebi de um amigo, que era seguidor do espiritismo, uma mensagem que dizia assim: “Se choras sem apoio e vive sem paz...Não reclames do mundo...Ame...Lute...Espere...e Vencerás”. Por isso, não devemos nos perturbar com as novas situações que aparecem como desafios para superação. Devemos enfrentá-los sabendo que depois de uma noite de tempestade vem o dia com um sol deslumbrante.

Pois, tudo passará para que possamos renovar o que não deu certo e ter uma nova oportunidade para colocar mais alegria, paz e amor no que virá pela frente ainda. A vida não tem fim. A morte é uma porta que se abre para a eternidade numa outra vida de desafios transcendentais.

Recomendo a todos assistir um filme belíssimo e muito emocionante: “Minha Vida na Outra Vida”. É uma história verídica e seus personagens ainda estão vivos.

Nesse mundo de tantas setas desorientadoras precisamos usar a nossa capacidade inata de discernimento para se descobrir o caminho da verdade do mundo que começa na consciência do ser. E esse discernimento é um esforço ou disciplina pessoal que pode durar anos ou mesmo uma vida inteira de contemplação, reflexão, meditação e busca implacável do fio condutor da verdade da existência humana. Faça-se luz-consciência e todos viverão como um sol irradiante de felicidade, paz incondicional e amor. Eu garanto isso, pois já tive essa experiência de limpeza da alma e constatei que ao se limpar a camada grossa e suja do ego encontramos o sol da verdade: Self-Deus-Amor!

Um Feliz Natal e Paz no Novo Ano que se aproxima!

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FEUCHTERSLEBEN, Barão de. Higiene da Alma, 8ª ed., Lisboa: Parceria Antonio Maria Pereira, 1914.

Pensamento para o Dia 23/12/2009


“Vocês todos são dotados de discernimento (Viveka), vocês têm uma consciência sussurrando Retidão (Dharma) em seus ouvidos; assim, vocês mesmos são capazes de selecionar e escolher. Lustre sua mente e a grandeza sublime do Senhor estará refletida em seu coração. Assim como você alimenta o corpo e cuida da sua conservação e manutenção, a consciência (Chitta) e o intelecto (Buddhi) também devem ser alimentados com alimentos bons e nutritivos. Se você não fizer isso, então eles terão fome e buscarão todos os tipos de alimento impróprio. Dêem-lhes alimentação adequada e eles funcionarão bem, iluminando o Atma e ajudando-os a perceber que o Atma está em tudo.”
Sathya Sai Baba

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“O homem nunca obterá felicidade dando rédea solta a seus sentidos. Ele permite que a mente – um simples amontoado de pensamentos e desejos – guie suas ações, ao invés do intelecto, que pode discernir, investigar e analisar. Enquanto a mente segue cegamente todo capricho e fantasia, o intelecto ajuda o homem a identificar seu dever e responsabilidade. Duas coisas são essenciais para a vida feliz: Dhaanya e Dhyana – Dhaanya, ou grãos para o sustento do corpo, e Dhyana ou contemplação do Senhor e fusão em Sua glória.”
Sathya Sai Baba

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

SANTANA ROMPE COM PRESIDENTE DA CÂMARA POR CONFISCO DE SALÁRIOS


Agora não há mais segredos. O prefeito Manoel Santana rompeu com o presidente da Câmara, Zé de Amélia Junior e já trabalha para impedir a sua reeleição em dezembro de 2010. O motivo do rompimento deles se deu porque Amélia Junior se recusou a aprovar em caráter de emergência o projeto de lei que confiscava 10% dos salários dos ocupantes de cargos comissionados, do prefeito, vice e dos secretários. Mesmo com a recusa da Câmara votar essa lei, Santana baixou o Decreto 370 e confiscou os vencimentos de parte do funcionalismo.

O rompimento de Santana com Amélia Junior se mantinha em segredo até que na semana passada, o prefeito postou em seu twiter que havia sido convidado para um jantar pelo presidente da Câmara. Santana escreveu que não gostava do prato a ser servido, duodécimo – termo que significa os valores legais repassados pela prefeitura para a Câmara de Vereadores.

Com essa publicação no twiter, Amélia Junior cancelou o convite para o encontro e disse ao Jornal do Cariri que a razão do pedido de jantar era tentar demover Santana de confiscar os salários dos servidores ocupantes de cargos de confiança. “Não há como o prefeito Santana incorrer nesse erro. Ele foi eleito pelo Partido dos Trabalhadores e não há como o PT adotar o confisco salarial como prática administrativa de quem ganha tão mal em pleno período natalino”.

Só após esse cancelamento, vazou uma reunião anterior entre o prefeito Santana e onze vereadores que esclareceu todos os detalhes do rompimento. Nesse encontro, estiveram ausentes apenas o presidente da Câmara, Amélia Junior, Tarso Magno e Roberto Sampaio. Na ocasião, Santana anunciou que iria escolher entre eles um líder de seu governo. Há quatro meses Santana não tem líder na Câmara. Nenhum dos presentes se mostrou interessado no posto. Com o silêncio, Santana prometeu dar um presente a quem aceitasse a tarefa: a presidência da Câmara.

Como a declaração repercutiu mal entre os vereadores, Santana se corrigiu. Disse que não daria a presidência, mas o apoio ao seu novo líder para ser candidato contra o atual presidente Amélia Junior. Nem assim, nenhum dos onze vereadores aceitou o cargo de líder. Daí, Santana perdeu a paciência e acusou Amélia Junior de ser desonesto. Também fez outras pesadas acusações contra o atual presidente da Câmara.

Amélia Junior reagiu aos ataques do prefeito Santana. Disse que “não posso concordar com uma lei que irá punir trabalhadores com o confisco. Fui contra o confisco na época do presidente Collor e jamais imaginaria que um prefeito do PT propusesse essa medida aqui em Juazeiro”. Amélia Junior sustentou ainda que o prefeito Santana perde tempo: “não me intimidarei para que ele aprove o confisco a toque de caixa. Ele(Santana) sabe que não poderia confiscar salários através de um decreto”.

Fonte: Site do Jornal do Cariri

Serra afasta 'tentação' de campanha eleitoral antecipada


Foto: Agência Brasil

O governador paulista, José Serra (PSDB), criticou nesta terça-feira, em Diadema, na Grande São Paulo, as tentativas de antecipação da disputa eleitoral à Presidência. Serra não nomeou o alvo de suas críticas, mas elas aconteceram um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorrer ao esporte para tratar mais uma vez do provável embate entre sua candidata, Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, e Serra.

"Estou especialmente dedicado ao trabalho de governador de São Paulo. Há muita tentativa de dispersar esse trabalho com questões eleitorais, mas essa tentação, para mim, não pega", disse o governador. E emendou: "Não vou falar de eleição ou futebol." Serra defende que o candidato do PSDB à sucessão presidencial seja escolhido em março.

O tucano foi a Diadema para marcar o início das obras de ampliação do corredor de ônibus São Mateus-Jabaquara, no trecho entre Diadema e o Morumbi, projeto gerenciado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). O governador aproveitou para divulgar investimentos na região da ordem de 500 milhões de reais por meio da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

O anúncio não era esperado e deu chance a uma tirada irônica do próprio governador. "Isso (o investimento) não está no meu briefing", disse Serra. "Tucano não é bom de comunicação como o PT. Eles são craques."

A troca de metáforas futebolísticas entre os adversários começou nessa segunda-feira. Lula disse que duvidava que um time jogasse bem com "dois Tostões" em campo, uma aposta contra a possibilidade de os tucanos apresentarem em 2010 a chamada chapa "puro-sangue" à Presidência - a ser formada por Serra e o governador de Minas, Aécio Neves. Serra devolveu em seguida. Disse que craques como Ademir da Guia - que atuou no Palmeiras, time de Serra - poderiam ser duplicados em campo.

Fonte: veja.com (Com Agência Estado)

Interrupção – Por Luiz Domingos de Luna

O Tempo quebra o espaço
No grito que foi sufocado
Corpo sem vida parado
Vago no tracejado Compasso
Deixei a marca no aço
Não completei a missão
Estou noutra dimensão
Não sei o que é que faço
A matéria não cabe em mim
A luz não curva o universo
Penso que atravesso
Um Horizonte sem fim
Estás próximo de mim
Mas como manter contato
Não sou um ser de fato
Mas uma onda sem fim
Falta o ponto linha ou cruz
Ou uma voz para falar
Não posso sempre vagar
Numa atmosfera sem luz

Poesia de Luiz Domingos de Luna

A Esperança – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Com a chegada do Natal, todos nós nos enchemos de Esperança na certeza da chegada do menino Jesus, que nos tirará do nosso egoísmo, para que possamos olhar e nos sensibilizar com os males da nossa sociedade. Durante esse período temos oportunidade de refletir sobre os problemas que a nossa sociedade vive.

Festejar o Natal é um momento especial para celebrar a vinda do menino Deus e também se lembrar das crianças do nosso país. Essas crianças são muitas vezes exploradas e marginalizadas pelas próprias famílias. Que maravilhoso seria se todas as famílias pudessem se espelhar em José e Maria, que foram modelos de dedicação, amor e zelo na educação do menino Jesus! Esse é o momento para pedirmos a Deus que as nossas crianças sejam acolhidas, respeitadas, amadas e jamais exploradas de nenhuma maneira. Cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade, de fazer uma pequena atitude por menor que seja, para que as crianças brasileiras sejam mais amparadas e felizes. Afinal de contas as crianças de hoje, farão parte da sociedade de amanhã.

“O Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 19, 13-15 nos relata que: “Levaram crianças para que Jesus pusesse as mãos sobre elas e rezasse. Mas os discípulos as repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixem as crianças, e não lhes proíbam vir a mim, porque o Reino do Céu pertence a elas. E depois de por as mãos sobre as crianças, Jesus partiu daí.” Naquele tempo, as crianças com menos de doze anos não tinham o prestígio social, por isso os discípulos, achavam que elas iam atrapalhar. Jesus censura a atitude dos discípulos e diz que o Reino de Deus pertence às crianças. A criança simboliza o pobre e o fraco que serão beneficiados com a justiça do Reino de Deus. Reino este, onde não existem marginalizados. Todos têm direito de participar da bondade e misericórdia divina, que superam tudo que o homem considera como justiça. Esse Reino não tem lugar para ciúmes. Quem quiser possuir mais méritos do que os outros deve entender que o Reino de Deus é dom gratuito.

A mensagem de Natal nos revela que Deus é simples, pois no meio dos pastores pobres, aquele menino inaugura, ao nascer, um reino para todas as Nações. Nessa criança todas as profecias encontraram pleno cumprimento. Chegou definitivamente a salvação prometida por Deus.

Que neste Natal ergamos nossos olhos para o alto e peçamos a Deus esperanças para aqueles que choram a dor da fome e da injustiça. Que possamos ter um Natal feliz com toda nossa família e amigos. Quando estivermos reunidos aproveitando as ceias, a troca de presentes, lembremos que se partilharmos o nosso alimento e a nossa vida com o próximo, o número de famintos no mundo vai diminuir. Por isso, vamos dar as mãos nos solidarizando na mesma fé em Deus, para juntos construirmos um mundo novo, cheio de esperança, num futuro melhor para toda a humanidade.
Feliz Natal para todos os colaboradores e leitores do blog!

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

A CEIA E O VERDADEIRO PRESENTE DE NATAL


Eu vou montar um pequeno presépio e preparar uma bela ceia de natal
Colocarei sobre a mesa muitas castanhas, nozes, rabanadas, uvas e a minha fé fenomenal
E também colocarei valor de alimento espiritual
Um pouco de compaixão
Um pouco de inclusão
Um pouco de esperança
Um pouco de coração
Acenderei uma bela vela de chama ardente
Para iluminar as consciências
Para orientar com ciência
Para reacender a chama da transcendência
Para acabar de vez com a escuridão da violência
Encherei uma taça e nela “brindarei” com lágrimas
A paz que ainda não veio (e não virá tão cedo)
A (des)globalização que não creio
A oportunidade injusta para “todos”
Na quântica probabilidade dos sorteios
Entoarei com fervor
A oração dos desgraçados
A oração dos esfomeados
A oração dos desabrigados
A oração dos desvalidos
A oração dos penalizados
A oração dos necessitados
A oração dos desafortunados
A oração dos desesperados
A oração dos desempregados
A oração dos refugiados
E de joelho humildemente com imensa compaixão rogarei:
ABBA, ABBA, ABBA
Venha a nós urgentemente o Seu Reino Fenomenal
Traga de volta a Luz do Menino Transcendente
A Sua Presença Imanente
O Seu Poder Onipresente
A Sua Estrela Cadente de Natal
Revele de novo a esse Homem Moderno inconsciente
Fazendo todos perceberem que o Natal
Não é coisa material e nem fe$ta do idolatrado Real
Mas a Verdadeira Festa de Caridade, Amizade e Irmandade
Ela simboliza o nascimento do Menino Jesus
O Único Presente-Valor Real de Verdade
Pois, Não basta dar alguns presentes
E depois continuar longe dos pobres
E ausente da humilde gente carente
Faz-se necessário ser a própria Ética Permanente
Fonte e Luz de Amor Transcendente!

Porque para mim Natal é Deus presente
E Deus não é apenas uma palavra bonita e atraente
Deus não tem rosto permanente
Deus se oculta na face imanente de seus vários filhos transcendentes
Deus é alegria nos rostos dos simples, pacíficos e carentes
Deus é pura energia e Amor envolvente
Deus é a encarnação e renascimento do universal no individual
O Amar do ser total no parcial
A Verdade do sagrado no mundo profano
O casamento da divindade com o ser humano
Com direito a lua de mel no Reino do Céu
Deus, ó meu Deus!
Expressão tão repetida e muito pouco vivida
Nas várias bocas esquecidas
Dos filhos inconscientes do poder e glória
Da Fonte Eterna e Materna de todas as vidas

Deus é Real
Deus é Natal Todos os Dias
A Todos Desejo de coração: Seja Feliz Amando o Verdadeiro Natal!

Bernardo Melgaço da Silva

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DE PROFECIAS E DE BUSCAS - Por Zé Nilton





Encontramo-nos no interior de um
novo ciclo - um dos semitons da grande ressonância - que teve início
em 3114 anos AC e que se completará
em 2012.






A Grande Força nos encaminha, através do alinhamento galáctico, para o novo, que não é a morte do velho...






Mas o renascer de uma nova era, que trará finalmente a redenção do homem com o mundo, com a natureza e consigo mesmo.






A pomba da paz virá radiante, e as
trombetas anunciarão a voz do grande guardião, que cantará: Deus vos salve o relógio que andando atrasado serviu de sinal ao verbo encarnado...




Daqui de onde estou, no "Rancho a Morada da Vida", a 910m acima do nível do mar, no interior da sagrada Chapada do Araripe, após contemplar o luar de dezembro, desejo a todos os amigos um Natal cheio de luz e que no Ano Novo venhamos a convergir para a manutenção do amor em nossos corações.




Por Zé Nilton

Feliz Natal - Por Océlio Teixeira

Queremos aproveitar o momento para desejar a todos os colaboradores, leitores e leitoras deste Blog um Natal muito especial, com a mensagem da missão de Cristo, presente em Lucas, 4:18-19.

"O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor”.

Feliz Natal e um Ano Novo cheio da presença de Deus, qué o Caminho, a Verdade e a Vida.

São os votos de Océlio e Maria da Paz

O Clero de Bom Humor – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O Padre Gilson, ao celebrar missa na Lagoa Redonda, um bairro da periferia de Fortaleza, ouvia uma resposta diferente para a tradicional saudação: “O Senhor esteja convosco”. Apurou bem os ouvidos e notou que uma velhinha, que sentava no banco da frente, assim respondia a essa oração: “Ele está com medo de nós”.
***
Padre Pita, um irmão do nosso inesquecível Padre Lauro, era também muito apegado à sua carteirinha de cédulas. Quando rezava a missa das nove horas do domingo, em Fortaleza, ao pronunciar o “eu pecador” e dizer: “porque pequei muitas vezes, por minha culpa,” (bateu com a mão nos peitos e sentiu falta da carteira), imediatamente colocou as mãos sobre os dois bolsos laterais da batina, enquanto dizia: “por minha tão grande culpa”, (e a carteira também não estava lá). Por fim, prosseguiu a oração levando as mãos aos dois bolsos de trás, exclamando: “por minha máxima culpa”. Gritou: “Roubaram minha carteira!”
***
Os alunos do Curso Cientifico do Colégio Diocesano do Crato viram um jumento roendo tocos de capim de burro pelos cantos do meio-fio da Rua Nelson Alencar. Conduziram o animal até a sala de aula, durante o intervalo do recreio. O Padre David entrou para aula de Física, fez de conta que não viu o animal na sala e ministrou sua aula com toda tranqüilidade possível, como era seu costume. Ao final, foi até o local onde o jumentinho a tudo assistia com redobrada atenção e assim falou para o burrico: – “Avise aos seus colegas que na próxima aula vai haver prova.”
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Anualmente, o saudoso Padre Murilo celebrava a páscoa dos funcionários da Coelce em Juazeiro do Norte. Entre as inúmeras virtudes das quais ele era possuidor, uma eu admirava muito, pois assim como eu, ele era torcedor do Vasco da Gama do Rio de Janeiro. Em 1988, a páscoa ocorreu depois de um jogo decisivo do Vasco contra o Flamengo. O Vasco sagrou-se campeão carioca, ao vencer seu rival com um único gol marcado pelo jogador Cocada, um ex-flamenguista. Na benção final da missa, após pronunciar a mensagem: “Ide em paz, que o Senhor vos acompanhe”, o Padre Murilo emendou: “Agora vocês vão para casa, comam uma cocada e bebam um copo d’água.”
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Dario Maia Coimbra, mais conhecido pelos juazeirenses por “Darinho”, devia vinte cruzeiros a um amigo que faleceu, sem que antes ele tivesse pagado tal dívida, naturalmente corroída pela inflação. Então ele foi se informar com o Padre Murilo, se ele poderia celebrar uma missa pela alma do seu credor com o dinheiro daquela dívida, e mandar o que sobrasse para os familiares do morto. Padre Murilo lhe respondeu que com aquela quantia não daria para celebrar nem meia missa. – “Nem mal celebrada?” – Insistiu Darinho. – “Nem celebrada por mim.” – Respondeu Padre Murilo.
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Padre Quinderé, talvez o mais espirituoso dos sacerdotes cearenses, chegou atrasado para celebrar a missa das seis horas na Igreja do Carmo. Quando vestia os paramentos na sacristia, uma velhinha se aproximou pedindo para que ele a ouvisse em confissão, pois não desejava passar um dia sem comungar. Ele lembrou-se que a confessara na tarde anterior e perguntou: “Criatura de Deus, que pecado tão grave você cometeu de ontem para hoje?” Então a beata perguntou: “Padre, eu queria saber se ventar na Igreja é pecado?” – “Depende, se não apagar as velas, pode ventar à vontade.”
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Os vizinhos do Padre Quinderé estavam escandalizados com o que se passava na casa do sacerdote, situada numa esquina. Então convocaram um senhor muito católico para ir falar com ele. “Monsenhor, desculpe-me vir até aqui ocupar seu precioso tempo. Mas está acontecendo uma coisa na sua casa, que está chocando toda a vizinhança. Temos certeza que não é do seu conhecimento.” – “Explique-se logo homem.” – Suplicou-lhe o padre, com muita curiosidade. – “É que a Maria, sua cozinheira, deixa a janela do quarto do oitão somente encostada e depois das dez horas da noite, o namorado dela entra no quarto pela janela.” O padre agradeceu a informação e prometeu tomar as providências. Cedo da noite, armou uma rede no quarto do oitão e disse para a empregada: “Maria hoje eu vou dormir aqui. Você vá dormir no seu quarto.” – “Mas padre, e o leite que eu recebo do leiteiro todas as manhãs pela janela?” – Perguntou-lhe a empregada. – “Vá receber pela porta da frente.” – Dito isso, o padre deitou-se e aguardou até as dez horas da noite. Ouviu a janela ser aberta e fez-se dormindo. O namorado da Maria foi direto para rede e passou a mão por baixo. O padre levantou-se de um só pulo e disposto a enfrentar o invasor, perguntou: – “Que é que você está fazendo aqui, rapaz?” – “Padre Quinderé, desculpe se eu lhe acordei, mas eu só queria saber que dia é hoje?”– Gaguejou o namorado da Maria. – “E você está pensando que o meu “fiofó” é calendário? ”– No dia seguinte, Maria não amanheceu mais na casa do padre.
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Padre Quinderé, no final da vida, retirou-se para Maranguape, sua terra. Definhava a olhos vistos, estando em pele e osso, além de cego. O Arcebispo de Fortaleza foi visitá-lo. Para confortá-lo disse: – “Padre Quinderé, o senhor é um homem feliz. Está preste a atravessar os umbrais do Paraíso e falar com Jesus, contemplar a face de Deus.” E o padre, com a voz quase inaudível, sussurrou: – É, mas Maranguape é tão bonzinho!”


NOTA: Monsenhor José Alves Quinderé foi um sacerdote de extraordinárias virtudes, aliada a alegria de viver consolidada pela fé na ressurreição. Ex-professor de Latim do Liceu do Ceará, fundador do Colégio Cearense, deputado estadual em duas legislaturas e secretário do Arcebispo de Fortaleza, Dom Manoel da Silva Gomes.
Para saber mais sobre o Padre Quinderé, recomendo aos amigos a leitura do livro: “Padre Quinderé, o Apóstolo da Alegria.” de Fernanda Quinderé, Edições ao Livro Técnico, Fortaleza – 2004.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Copiando tudo e pirateando sempre

Por Alexandre Lucas*


O direito a liberdade, a diversidade e ao conhecimento da produção cultural e cientifica da humanidade é furtado pela lógica do mercado capitalista. Um punhado de empresários que formam a grande industrial cultural monopolizam os gostos, os hábitos e impõem a ideologia dominante, como ferramenta para desarmar as camadas populares de uma concepção ampla e critica da realidade. O Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos é negligenciado a todo vapor, ou será que gozamos do artigo que diz “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

Uma cultura feita em laboratório e produzida em escala maciça sinaliza para o que Karl Marx apontava “A produção cria o consumidor...A produção produz não só um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto” é neste contexto que é determinado os bens de consumo da alma, como afirma Edgar Morin ao referir-se a industria cultural “A produção cultural é determinada pelo próprio mercado”.

A grande barreira é de ordem econômica. O segmento da indústria cultural, que inclui o mercado editorial, musical, audiovisual, os veículos de comunicação, dentre outros são beneficiado com impostos diferenciados, ou seja, impostos menores, comparadas a outros segmentos da economia. Entretanto, o grande público, não é beneficiado com essa diferenciação, ficando a mercê desta perversa façanha burguesa, tendo em vista que os diversos aparatos jurídicos e a visão mercantilista são avessos a acessibilidade e a democratização da produção cientifica e cultural como componentes para emancipação humana.

O acesso aos bens culturais, ainda continua sendo um grande privilégio para poucos. As camadas populares não tem acesso as salas de cinema, ao livro, ao CD, ao DVD, a internet, a pluralidade e diversidade das linguagens artísticas, as descobertas e aos benefícios da ciência e da tecnologia, pois o acesso é escasso e caro. Vale destacar que existem de fato diversas conexões que sustentam essa exclusão, dentre elas, a legislação do direito autoral, a de concessão para funcionamento das Rádios e TV, a lei que dispõe sobre patentes e o financiamento público para uso privado, a exemplo dos recursos destinados as universidades para pesquisa cientifica e que posteriormente beneficia os grupelhos de empresários ou os recursos públicos que são destinados a produção cinematográfica, que após os filmes prontos, a sua circulação ocorre nas arquibancadas dos Shoppings Centers da vida capitalista.

Por outro lado cria-se o dissenso popular e a alternativa contra o mercado e a favor da democratização da produção cultural e cientifica, notoriamente multiplicam-se as formas de possibilitar que o livro possa ser barateado, através da fotocópia, que a música e o cinema possa ser adquirido por valores acessíveis em qualquer calçada e a internet tornou-se a grande hospedeira de baixo custo que disponibiliza instantaneamente um vasto e infinito acervo bibliográfico, cinematográfico, musical, pictórico, fotográfico, etc. A quem defenda que isso seja uma ilegalidade e criem obstáculos e mecanismos de repressão para impedir esses avanços. Esses são certamente os que estão do lado oposto da emancipação humana e concretamente afinados com os interesses homem/mulher mercadoria.

Concomitantemente, a defesa desta suposta ilegalidade devemos travar uma batalhar pela modificação da legislação atual para que aponte e que reconheça a produção cientifica e cultural como patrimônio da humanidade e que para ela esteja a serviço. É preciso subverter a infame mentalidade privada/capital, impondo uma luta contra a ilegalidade social que é legitimada pela lei mercadológica.

Se a lógica é outra, a nossa também tem que ser outra. Por isso na conjuntura atual só podemos concluir que copia e pirataria é difusão cultural.

*Coordenador do Coletivo Camaradas, pedagogo e artista/educador.

Pensamento para o Dia 21/12/2009


“A vida sustentada pelo alimento é curta; a vida sustentada pelo Atma é eterna. Não reivindique uma vida longa, mas uma vida divina. Não se esforce para permanecer na Terra por mais anos, mas por mais virtudes no coração. Buda conhecia a Verdade e a propagava ao mundo. Tudo é tristeza. Tudo é vazio. Tudo é efêmero e poluído. Desse modo, o homem sábio deve cumprir os deveres que lhe são atribuídos com discernimento, diligência e desprendimento. Desempenhe o papel, mas mantenha sua identidade não afetada.”
Sathya Sai Baba

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Comentário de Bernardo Melgaço:

As palavras de Sai Baba encontram ressonância em minha alma. Por isso, gosto de divulgar as palavras desse santo homem indiano. Feliz daquele que sentir essa ressonância em seu coração, pois terá a experiência da centelha divina falando para sua própria alma. E para mim esse fenõmeno de percepção e sintonia é a Verdade de Deus se manifestando doce e sabiamente.
Certa vez, em 1988, me ajoelhei e implorei escondido (no banheiro para ninguém ver)para que a intuição (a voz da centelha divina) não mais falasse na minha consciência. E ao sair (com o máximo cuidado para que ninguém da casa visse o que estava acontecendo)do banheiro com os olhos cheios de lágrimas fui para o meu quarto no fundo da minha casa e me joguei na cama (segurando as lágrimas e a emoção), e por surpresa minha surgiu de repente a minha madrasta para me consolar dizendo: "Bernardo, você não pode pedir isso, pois você é........(o conteúdo dessa última frase é algo que guardo como segredo entre eu e Deus).

domingo, 20 de dezembro de 2009

Estelionatários se passam por Anjos da Enfermagem

O nome do Instituto Anjos da Enfermagem está sendo usado na prática de crime de estelionato. Pessoas estariam se passando por funcionários autorizados a fazer captação de doações que seriam para a entidade. Essas pessoas, inclusive, já teriam atuado da mesma forma em cidades vizinhas.

Em nota oficial, a direção do Instituto Anjo da Enfermagem está comunicando à comunidade barbalhense e regiões circunvizinhas, que os interessados em realizar doações para a instituição, devem fazê-lo diretamente na sede localizada na Avenida Costa Cavalcanti, 392, no Centro de Barbalha ou às pessoas devidamente credenciadas, identificadas com fardamento e crachá. Informações adicionais: (88) 3523-3555.

O Instituto Anjos da Enfermagem desenvolve ações voltadas para a humanização da saúde através de arteterapia e em especial com crianças e pacientes portadores de câncer.

Fonte: Cetama (Via site do Jornal do Cariri)

Estádio de Juazeiro do Norte precisa de uma reforma urgente

Jogo do desespero no Romeirão: a Secretaria de Esportes de Juazeiro do Norte e os dois times da cidade, Icasa e Guarani, não sabem de onde tirar dinheiro para começar a reforma do estádio.


Hoje, a situação é assim: parte da estrutura está se deteriorando, a instalação elétrica é precária e os refletores têm doze lâmpadas queimadas. O Romeirão precisa de uma reforma urgente. Sem dinheiro, a prefeitura de Juazeiro do Norte e representantes de Icasa e Guarani passaram a bola para o Governo do Estado. Eles querem R$ 2 milhões para começar a reforma.

Reforma total do Romeirão está orçada em R$ 26 milhões
Se a partida ficar no zero a zero, tem gente que já pensa em privatizar o estádio municipal. Mas a prefeitura não admite. O projeto para a reforma total do Romeirão está orçado em R$ 26 milhões. A prefeitura quer dobrar a capacidade para 20 mil torcedores.

Icasa corre risco de disputar a Série B na Capital
A reforma tem que acontecer até maio do ano que vem. Se não, o Icasa corre o sério risco de não jogar nenhuma partida da Série B em Juazeiro do Norte.Para o torcedor icasiano, o time corre outro risco: ficar sem torcida se tiver que jogar em outra cidade.

Fonte: Site da TV Verdes Mares Cariri

Uns imortais fetichistas - Por Emerson Monteiro

Fetichismo, essa mania corrosiva que se tem de juntar coisas das margens dos rios, sejam pequenas ou grandes. Culto de objetos materiais ou apego a eles. E fazemos isso vida a fora, vida a dentro. Aonde se vai, junta troço. Viaja-se e a bagagem vale pelas lembranças que se transporta, para si ou para os outros. Morre-se e ficam relíquias, botijas, testamentos recheados de bens materiais; os baús, as recordações dos amigos, nas rodas; as histórias infalíveis, resgates insistentes.
Fetiche: objeto animado ou inanimado, feito pelo homem, ao que se atribui culto. Enquanto o tempo consome a matéria, apegamo-nos aos garranchos das ribanceiras, no afã de perpetuar o imperpetuável que escoa das vertentes abertas nas elevadas cordilheiras. Nisso de contrapeso seremos hábeis em reunir motivos de fixação que nada fixam, desfeitos na paisagem móvel da existência, dias aquecidos de impermanências graves, lições infindas, perenes em tudo, por tudo, portanto.
Anéis e dedos que também não ficam. Caravanas que passam aos cães que ladram e passam no mesmíssimo formato da pauta dessa ópera insólita, estridente, agônica, permeada de silêncios agudos.
Sonha-se no esquecimento das horas, companheiras constantes de pêndulos que se movem impávidos. Nuvens suaves de outono, inverno, primavera, verão. Sol que vem e vai e fica, e nós é que vamos.
O esforço de cristalizar as coisas se transforma em rochas fósseis, rochas cristais, marcas de espécies extintas no aço, no petróleo, nas enciclopédias, na lama dos guetos. Na história de bichos-alimária, cães de palha. Todos, todas esfoladas, esfolados vivos, felizes bonecos de papelão.
Energia infinda, essa, sim, que permanece no fluir universal, na busca de Deus das criaturas. O rugir dos ventos nas folhas que se balançam e caem. O som de eras milenares em muralhas que se desmoronam dos monumentos carcomidos e reconstruídos de suor e impulsos desconectados. As imaginações de lideranças retocando civilizações que se debatem na busca de permanecer nas páginas esvoaçantes dos reinos ilusórios. Tropas armadas em conquistas estéreis, incógnitas dramas de quem padece as derrotas. Guardadas as lanças e proporções no terço dos armamentos enferrujados nas praças cheias de gente vaidosa, nos festins descompassados... Castelos vazios, horas calmas, madrugadas espasmódicas desses faustos de angústia.
Nos bolsos, a imunidade, seixos frios se misturam nas contas do rosário de lágrimas que se fizera saudade solta, croaxando no peito, e malas pesadas nos braços mortais da infinita espera. Olhos fixos na miragem desses invernos desconhecidos. Firmeza na voz e pigarro na garganta seca. Fora, cantam os pardais, efetivos a formar outra vez seus velhos ninhos teimosos, nos beirais de construções; a paisagem fantasmagórica do extático, testemunha imbatível do definitivo encontro; repulsão e expectativas.
Nesse dia e desse jeito de cenário, os artesões do depois vêm elaborando fios e tecerão longas auroras, nos cabos de luzes multicolores, em volta das marcas erguidas no seio das catedrais de pedra. Notas harmônicas envolvem as palmas abertas de um tempo que deposita nas estrelas seus filhos diletos. Aqueles velhos fetiches guardados se somam em muitos nós, apegos desfeitos nas pessoas. Serão almas livres aladas que pairam no além, aonde Deus espera de braços abertos.
Antes, éramos todos fetichistas contumazes e mudamos o sentido daquilo que nos alimentava. Nos lábios, favos de mel. Lindos laços envolveram os seres e nisso vem o dia raiar nos páramos suaves dos vínculos eternos, bloco útil das emoções permanentes.

Paraense e cearense radicado na Alemanha vencem o Festival de Vídeo do Minuto com tema Padre Cícero

Um paraense e um cearense radicado na Alemanha foram os dois vencedores do Festival de Vídeo do Minuto com o tema "Padre Cícero", patrocinado pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Rodrigo Aben-Athar, de Belém (PA), ganhou o Prêmio Aquisição BNB, no valor de R$ 2 mil, com o vídeo "O dia em que Padim voltou ao Crato"; e Dada Petrole, cearense natural da cidade do Crato e residente em Münster (Alemanha), conquistou o Prêmio Especial Romaria, no valor de R$ 1 mil, com o vídeo "Dia dos mortos".

Houve ainda duas menções honrosas: Larissa Nalini, de Ribeirão Preto (SP), com o vídeo "Padim"; e Rodrigo Garcia Macedo, do Rio de Janeiro, com o vídeo "Padim de Juazeiro". Os quatro premiados também receberam o Troféu Minuto.

Segundo o diretor e produtor executivo do Festival do Minuto, Gustavo Steinberg, foram inscritos 100 e selecionados 61 vídeos sobre o Padre Cícero pela curadoria do evento.

"Desses 61 vídeos, 34 (ou 55,7%) foram produzidos por realizadores da região Nordeste, traduzindo um recorde absoluto de participação da região no Festival do Minuto. Esses números demonstram uma escolha acertada do tema e do foco da ação durante a romaria em Juazeiro do Norte, no último dia 2 de novembro", analisa Steinberg.

Cearense do Século
O Padre Cícero é até hoje considerado o Cearense do Século. Durante uma missa celebrada por ele em 1889, em Juazeiro do Norte, ocorreu o primeiro de uma série de milagres que o tornaram lendário: uma hóstia ministrada pelo sacerdote a uma beata transformou-se em sangue na boca da religiosa. Tal fenômeno se repetiu diversas vezes durante cerca de dois anos. Rapidamente espalhou-se a notícia de que acontecera um milagre.

A partir daí, o mito do Padre Cícero passou a ter fortíssima influência social e religiosa em todo o Estado do Ceará, e Juazeiro do Norte tornou-se uma cidade-santuário e um dos maiores centros de romarias e religiosidade popular do Brasil. É lá que está sepultado o famoso Padim Ciço, maior benfeitor da cidade e santo popular.

Sobre o Festival do Minuto
O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991. É, hoje, o maior festival de vídeo da América Latina, tendo inspirado festivais semelhantes em mais de 40 países. Desde 2007, o Festival do Minuto brasileiro tornou-se permanente e online: passou a receber e exibir vídeos diretamente pela Internet, no http://www.festivaldominuto.com.br/ .