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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

CONHEÇA AS BELEZAS DO CRATO

Por Pedro Esmeraldo

O nobre folclorista cratense Francisco Correia Lima “O Popular Correinha” louvava a nossa cidade do Crato, cantando música popular: “Venha conhecer as belezas do Crato”, tudo aqui é natural".

Era uma exaltação ao Crato da qual temos a impressão que esse folclorista foi uma das figuras mais nobres da arte popular cratense e que atentava às nossas autoridades lembrando que deveriam fazer obras “d’artes”, construindo monumentos como: Estátua aos Revolucionários de 1817; reativação das fontes luminosas; todas cobertas com obras “d’artes” a fim de atrair turistas quer culturais, quer populares, incentivando a construção de pousada e gozando do panorama maravilhoso que há nas faldas desse imenso chapadão do Araripe.

Era uma exaltação louvável a terra comum o que poderia mostrar a arte primitiva que perdura no seio do povo até os nossos dias.

Correinha era um cratense autêntico, filho adotivo do Crato, natural de Farias Brito, amava o Crato mais que os próprios filhos da terra, vibrava entusiasticamente pelas suas belezas naturais, decifrava muito bem os seus encantos; ninguém mais do que ele expressava com melodias e vibrava através da música com magia de homem simples, louvando a cidade com várias expressões sonoras, muito prudentes, almejava com espírito sóbrio, dizendo que o cratense fosse estimulado a querer bem a esta cidade, livrando-nos das canseiras diárias com as músicas populares nordestinas.

Conhecemos Correinha em 1958, trabalhando em comícios eleitorais onde fazia poesias jacosas, e decifrava em comícios favorecendo a certo candidato que terminava em uma exaltação popular.

Depois conseguiu um emprego na polícia, exercendo com eficiência e dignidade a sua função. Era reto, circunspecto, granjeava simpatia e era amigo dos amigos em todas as camadas populares.

Tempos atrás, conseguiu um outro emprego no SESI, no setor de lazer, como professor de artes folclóricas. Apreciávamos assistir e louvar a sua arte folclórica. O seu objetivo era divulgar o folclore regional. Era um autodidata, poeta repentista, estudioso e destemido, pois sempre foi um baluarte da esfera folclorista regional.

Cansado de tanta opressão, motivada pela falácia de alguns companheiros, pediu afastamento do seu emprego, deixando uma lacuna irreparável na arte popular do SESI.

Correinha era um homem de larga visão, não aceitava falcatrua, espelhava-se no caminho da honestidade e conduziu com distinção e louvor as suas atividades folclóricas. Era um esteio exemplar da juventude e dedicado ao trabalho.

Crato, 16/01/2010

P.S.: Dedicamos esta crônica ao cratense da Ponta da Serra, o historiador Antonio Correia, homem sério, educado, culto e muito dedicado à sua área! Desejamos muita sorte seu Antonio, vibramos com o seu otimismo, mas fique com o Crato.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Vida é uma cela

Luiz Domingos de Luna*

O Poder existencial na correnteza do tempo porta o mistério da vida, burla a mente humana, e escraviza os seres vivos, pois, senão vejamos: a vida sempre depende de matéria, preferencialmente, matéria perecível, logo, a vida é um prenuncio da morte, assim, todo ser vivo é um ser morto dependendo tão somente da variante existencial – Tempo.

O ser humano para existir precisa de uma carcaça, toda força pensamental, inteligível e processual é planejada, calculada e, vivida nesta carcaça da vida no interregno passageiro, o que de já, um grande peso, considerando a nossa força gravitacional que é muito forte e poderosa.

O Substrato da vida para existir cobra um preço muito alto, o corpo dos viventes é muito exigente, a dependência do meio ambiente é um agente controlador de todo processo existencial.

A Ciência pouco tem feito para mudar este quadro amedontrador que ceifa milhares e milhões de vida, no caso especifico do homo sapiens desde o surgimento do homem na era da cenozóica no período do pleistoceno aos dias atuais.

Essa maquina assassina da existência é tão poderosa que dos mais sábios vultos da humanidade aos mais simples dos humanos, ninguém ainda, teve coragem de enfrentar de frente este Dragão que se alimenta sorridentemente, de vidas no decorrer do espaço tempo
Por que isto acontece?

A Humanidade aceita calada e ordeira, a prisão existencial imposta aos seres humanos, quando muito, fica em fagulhas temporais uma história que, as mais das vezes, no freio existencial, um mito, uma lenda e por fim o esquecimento pleno – Total.

Esse poder existencial, que nunca foi barrado com seriedade, ou sem, é, foi, e será uma constante na vida dos seres vivos no planeta terra.

Os seres vivos aceitam isto como uma fatalidade, uma realidade imutável, o destino e haja substantivo ou adjetivos para qualificar esta dor existencial.

Porem, não muito longe, planetas, quasares, estrelas, seres luminosos, ou iluminados a quebrar a barreira do tempo sem esta limitação existencial – Por quê?

Por que a terra que o homem vive na vertical é a mesma que viverá na horizontal, ainda que sem vida – Corpos gelados, restos, somente restos.

Burlar o poder existencial, não é algo fácil, porém, também não é impossível, pois a cada volta do homem no cosmo, no futuro, maior a possibilidade de se encontrar com seres que já ultrapassaram esta forma embrionária e obsoleta de existir.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamenta e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora CE.








domingo, 17 de janeiro de 2010

Crítica ao CD "Calendário ( O Tempo e o Vento)"

Canto de viver e sonhar

Por: Cláudia Sampaio

Vou fazer uma jangada
E pelo ar eu vou
Desbravar os sete ares
Pra encontrar o meu amor

(Ridimúin – Jangada aérea)


Calendário (O tempo e o vento), primeiro trabalho solo do cantor e compositor Geraldo Júnior, é uma celebração ao movimento da vida e seus ciclos de nascimentos e mortes. Nesse Calendário, que tem por combustível o amor e a saudade, o tempo circula desobediente de convenções; é feito de memória, lendas da terra natal, do mistério, do mar, do vento, das chuvas e das paixões.

As letras falam de temas poéticos por excelência: tempo, amor e saudade. As composições brilham pelo cuidado na combinação de palavras, viola, violão, acordeom, rabeca, baixo, pandeiro, triângulo, zabumba, flauta e percussão; e trazem a energia vibrante da voz de Geraldo Júnior.

Nascido em Juazeiro do Norte (CE), o jovem cantor é célebre em sua região, onde foi vocalista da banda Dr. Raiz, quando era então conhecido como Júnior Boca. Apontado como destaque na nova geração de artistas do Cariri – lugar que vem se destacando no cenário cultural brasileiro –, Geraldo mantém os laços com a riqueza cultural que traz do berço, com a gana de quem quer ganhar o mundo e o encanto de quem tem o ofício por missão.

Um dos hits é “Chuva de Janeiro”, que ele fez em parceria com Beto Lemos, com fãs declarados na comunidade que Geraldo tem no Orkut. Há farto material do artista na internet, vídeos no Youtube, reportagens de jornal, um blog de poemas e o CD está disponível para download, mas é daqueles com capa tão bela e bem cuidada que vale a pena ter o original.

Assim, ouvir o Calendário é sentir essa pulsão de vida, o sentimento do mundo como escreveu Drummond – amor e fogo.

É daquelas canções que dão fome de viver e de sonhar.

Para ouvir e saber mais: http://www.myspace.com/geraldojuniorcariri

Publicado em 24/11/2009 no site "Educação Pública":
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/prosaepoesia/0244.html

O sentido da vida - Por Emerson Monteiro

“Se a terra gira em torno do sol ou se o sol gira em torno da terra é uma questão de profunda indiferença.” “Por outro lado”, ele continua: - Vejo muitas pessoas morrerem porque julgam que a vida não é digna de ser vivida. Vejo outros, paradoxalmente, sendo mortos por ideias ou ilusões que lhes dão uma razão para viver – razões para viver são também excelentes razões para morrer. Concluo, portanto, que o sentido da vida é a mais urgente das questões.” (Albert Camus, in O mito de Sísifo).

Há dias claros como a luz das salas de cirurgia, quando a esperança corre solta por um fio brilhante de bisturi, aos olhos vesgos dos especialistas de armas em punho e sorrisos clínicos encobertos por baixo das máscaras brancas da matemática oficial da vida.
Noutros, o barco emperra areia da margem cinzenta das várzeas sem chuva no sertão, paisagens vazias dos córregos cheios de antes, na flor das alvoradas.
Os amigos em festas circulares chegam de repente e denotam cordialidade. Música das almas. Cheiro bom de terra molhada. O vento do estio nas telhas encharcadas de renovos. Portas fiéis. Nuvens...
Depois disso tudo, toca o telefone e o assunto mistura o que se pretende contar... E deixar de lado o desejo incontido de encaminhar um tema no papel, passar a quem lê o que se transcreve do lado de cá do universo, bem próximo dos maiores extremos.
Sentido impõe condições acima de outros aspectos perdidos na ilusão dos sentidos. Um marco único. Duas extremidades do trilho suave da noite das espécies, que fermentam sede monumental do perfeito, uns céus quase dentro das mãos que escapolem por entre os dedos, contas de vidro corrosivo, convergências toscas do sonho imortal da eterna felicidade.
Ainda que encharcados de euforia, leve sopro de brisa desmistifica a fome gritante de verdades perene nesta fase do tempo. Contudo os pássaros cantam; o verde reverbera; o Sol gira no próprio eixo; a Lua surge metálica nos finais das tardes, no poente; as crianças riem na algazarra mais simples e irreverente; as flores; os mananciais; os tetos manchados de rotos sinais, notas musicais, silêncios longos; momentos da alma que geme de dor, amor, espera.
As pulsações em passos lentos percorrem o espaço; qualquer névoa tinge de fulgor o espelho das memórias adormecidas.
Jamais como antes espectros perfurarão o vazio do sentimento. Novas notícias alimentaram o frêmito do coração e pediram (imploraram) esclarecimentos dos próximos passos a seguir. Sonhos em elaboração nas florestas do mistério. Só isto, pronto.

LANÇAMENTO DE LIVRO DIA 22

... São lembranças de um carnaval ...

Final dos anos 60, início da década seguinte, anos 80. A Rádio Araripe, através da iniciativa do saudoso Eloi, nos primeiros dias do mês de janeiro, colocava no ar, sempre após as 16 horas, o “Expresso Carnavalesco H20” – posteriormente com mudanças na sintonia da emissora associada “Expresso Carnavalesco 603”. “Forçava” assim, o grande Eloi, os foliões, os brincantes de uma maneira geral e a própria população a realização espontânea de mais um carnaval. Víamos nos bairros os ensaios das escolas de samba. A cidade despertava, acordava, se preparava para mais um período momino. O clima de autoestima, de ser realmente cratense, de alegria “invadia” toda a cidade. A crônica carnavalesca era organizada e dava apoio total ao momento festivo. Turistas dos mais diversos estados do país aqui chegavam. Hotéis, pousadas, residências familiares e de amigos super lotavam de alegres visitantes. “A alma” da cidade se enchia de entusiasmo. O seu coração (Praças da Sé e Siqueira Campos) pulsava mais forte. Zé Maia era seu símbolo maior. Maestro Azul preparava a bandinha e seu agradável repertório. Alegria total. Ruas Dr. João Pessoa, Miguel Lima Verde e Praças acima citadas eram espaços pequenos para tanta gente. No domingo e na terça os desfiles oficiais das nossas escolas de samba. No palanque, o prefeito da cidade, secretários municipais, o rei momo. Eloi, pela Araripe, Heron, pela Educadora aprontavam seus equipamentos de transmissão. Nosso povo era feliz e sabia. 20 horas, mais ou menos, terminava o carnaval de rua. Íamos direto para as dependências do Crato Tênis Club. Chegávamos ao bar do querido Juarez: uma, duas, três cachaças. Adentrávamos o Clube do Pimenta. Descontração total. A indiferença e o descompromisso dos três últimos administradores municipais, a omissão e o silêncio por parte da imprensa local, o preconceito por parte de nossa elite econômica e social, entre outras situações, inviabilizou a felicidade de nosso povo simples e bom, nossos trabalhadores, que tinham no carnaval da cidade um dos seus poucos momentos de lazer e descontração.
... São lembranças de um carnaval que passou... como diz a canção carnavalesca (um abraço Abidoral!).

Jorge Carvalho - Professor
Janeiro/2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Cariri e as Eleições

Por Jorge Carvalho

É inevitável, e necessário, que a Região Metropolitana do Cariri hoje referência em todo o Nordeste em diversos aspectos, participe diretamente das eleições 2010. Nós, como filhos e filhas do sul cearense, vislumbramos avanços significativos em nosso espaço geográfico com a chegada de mais um canal de televisão (Verdes Mares Cariri), a breve inauguração do nosso Hospital Regional, a urgente e prometida reforma do aeroporto regional, e também a breve inauguração do Centro de Convenções, em Crato e Ceasa em Barbalha. Sempre estivemos presentes, tanto em termos de ocupar o Palácio Oficial, elegendo governador e vice-governador, ocupando secretarias estaduais, ocupando cadeiras na Assembleia Legislativa. Também foi orgulho a nossa presença na capital federal com representantes, tanto na câmara baixa, como no Senado. Faz-se necessário serem olhados, com seriedade, por nosso futuro governante, representantes na Assembleia e Câmara Federal, além do Senado, questões como asfaltamento e/ou recapeamento de estradas que interligam nossas cidades, como também, as que fazem a ligação zona rural / zona urbana dos nossos municípios, facilitando a vinda e retorno dos que necessitam se deslocar em ambos os sentidos, hora e negócios, hora frequentando os cursos das nossas duas universidades. Por falar em estradas caririenses, lembramos a recente inauguração do metrô de superfície (o popular trem) ligando Crato a Juazeiro e o retorno da segunda à primeira. Torcemos para que o atual ou o próximo governador estenda esse meio de transporte até a região centro sul do Estado, mais precisamente até a cidade de Iguatu. A chegada de mais indústrias ao Cariri, apoio estadual ao micro e médio produtor rural, o fortalecimento do nosso comércio, as conquistas que o nosso futebol possa alcançar, (tanto na primeira divisão como na segunda divisão estadual e série B do brasileiro), a expansão dos cursos das nossas duas universidades, a valorização humana e profissional dos nossos jovens, a questão habitacional, a saúde vista como prioridade, investimento no ensino público, solução para a questão do aterro sanitário caririense; entre outros temas, são assuntos que deverão ser do interesse dos futuros governantes estaduais, tanto em termos do Executivo, como do Legislativo. Isso nos possibilitará maior inclusão social e, com certeza, melhor qualidade de vida para todos nós caririenses.

Texto: Jorge Carvalho

Tandô, o anão - por Everardo Norões

talvez não visse
o mundo tão pequeno
como o sentíamos
éramos nós
os anões
e ele
punhal à mostra
assassinava a sílaba ofegante
do paraíso
talvez não sentisse
o mundo tão curvo
como o víamos
debruçado sobre os pés
ao oriente de si mesmo
a dominar o círculo
do escorpião
o dente de ouro
a flagrar nossa tristeza
bom-dia tandô
sentado sem pensamentos
no largo da sé catedral
como gostaríamos de ser
dentro do só das coisas
o pão a água e a benção do Padre Cícero Romão Batista

Everardo Norões





Jornal Metropolitano já está circulando



FEIRANTES DA RUA SÃO PAULO SE MUDAM PARA LOCAL MAIOR

Comerciantes, feirantes, poder público e sociedade mobilizaram-se nos últimos dias em Juazeiro do Norte para efetivar uma mudança que marcará o novo perfil do centro da cidade. A modificação teve início com a retirada de placas de publicidade das vias públicas, a pedido dos próprios lojistas ligados a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e continuou com a retirada de 180 barracas da Rua São Paulo, no início desta semana, desobstruindo uma das mais importantes ruas do centro.

A ação foi organizada pela Prefeitura de Juazeiro, através de diversas Secretarias municipais, sob a coordenação do secretário Eraldo Oliveira, titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura.

A idéia agora é mudar o perfil do centro da cidade. “A Rua São Paulo passará por uma transformação que inclui, além do asfaltamento, um processo de urbanização e sinalização”, garante o prefeito Manoel Santana.

Com a mudança de local, os feirantes ficarão agora na antiga garagem da empresa São Francisco, nas proximidades da Estação do Metrô Cariri, no Bairro Franciscanos, ganhando um espaço mais amplo, com toda a infra-estrutura montada pela Prefeitura. A administração construiu ainda dois banheiros e um prédio, onde funcionará a gerência do centro de feiras. Além disso, os feirantes passarão por um processo de capacitação e se organizarão em uma cooperativa.

Os feirantes terão agora uma nova perspectiva. “As vendas com certeza serão bem melhores, e a prefeitura vai fazer uma campanha para incentivar as pessoas a comprarem nesse novo local: a feiras de frutas e verduras”, afirma Eraldo Oliveira.

A 5ª edição já está circulando nas bancas de revista e gazeteiros

O desespero do PSDB e a falta de candidatos

O PSDB no Ceará está na fase próxima ao desespero. Quanto mais a carruagem caminha, mais longe fica de seu objetivo final: o de voltar ao poder no estado. Reunião realizada nesta última semana, revelou o que alguns tucanos temiam: o senador Tasso Jereissati não quer mesmo ser candidato a governador. A tarefa, portanto, teria que ser confiada a outro tucano, obviamente de expressão, como o ex-senador Luís Pontes.

O problema é que Pontes não conseguiu no último processo eleitoral, sequer se eleger deputado estadual. Ele só assumiu após outros tucanos tomarem acento como secretários de Governo na gestão de Cid Gomes.

O desespero dos tucanos em lançar Luiz Pontes não é para menos. O partido está sem palanque no Ceará para o presidenciável José Serra (PSDB). Se Serra está bem nas pesquisas, no Ceará perde feito para Ciro e Dilma Roussef. Os tucanos ainda não conseguiram bolar uma receita para sair do marasmo. Pelo jeito, terão que embarcar com um candidato que não consegue ser deputado estadual.

fonte: Jornal Metropolitano

Os nomes do Cariri para a Assembléia Legislativa

Está muito intensa a corrida dos possíveis candidatos a uma vaga na Assembléia Legislativa do Ceará. São muitas as articulações que correm nos bastidores da nossa política. Nomes novos e outros mais experimentados já disputam os espaços que garantirão o eleitorado necessário para a vitória nas próximas eleições.

Na região do Cariri, lideranças como Marcos Landim, Gidalberto, Giovanni Sampaio, Ricardo Lima, Camilo Santana, e outros nomes em especulação como Valdetário Brito, André Barreto e Raimundo Filho, podem atingir em cheio outras candidaturas como a deputado estadual Vasques Landim.

Para os analistas, a candidatura de Wellington Landim, não seria afetado, já que, o deputado tem um colégio eleitoral consolidado.

Outro ponto que pesa contra a candidatura do Vasques é o fato de estar na oposição, vale salientar, inexpressiva, ao Governados Cid Gomes. O governo com o apoio quase que total da casa, inclusive do seu ex-partido o PSDB, tem trabalhado o amplo arco de aliança e deve fazer a maioria das cadeiras da casa.

Nessa discussão para a eleição de deputados, segundo políticos e analistas, o que está por trás, na verdade, é a disputa das prefeituras que ocorrerão em três anos. Ou seja, quem ganha ou sai bem votado, se fortalece, quem não é reeleito ou sai com uma votação inexpressiva deve ficar fora da próxima disputa municipal.As cartas estão na mesa, agora é só esperar quem sairá bem da disputa evitando o enterro político no futuro.

fonte: Jornal Metropolitano

Há sinceridade nisso?

Por Pedro Esmeraldo

Nós os cratenses, estamos alheios aos movimentos sombrios e antipáticos de certos distritos, completamente sem condições de se elevar ao píncaro da glória, isto é, à categoria de cidade. Esta situação antipática, causa-nos arrepios, visto que enfraquece o desenvolvimento do Crato.
Não aceitaremos jamais essa ideia de querer elevar certas comunidades, pois é preciso condicionar ao progresso, um movimento de trabalho qualificado e de bom comportamento social e sustentável.
Certos distritos, não teem ainda sustentabilidade para se erguer economicamente, a fim de sobreviver às suas custas, sem perturbar o Governo Federal com ajudas, visto que esses pequenos municípios que há pelo país vivem sempre de pires na mão, dizendo amém, causando mal-estar, usufruindo dos bens públicos sem nenhum merecimento, pois acarretarão o desgaste econômico, aumentando a dívida interna do Brasil, dando precipitação à nossa economia.
Ouvimos notícias através da imprensa falada e escrita que esses mui dignos representantes do povo andam fazendo campanha negativa e desrespeitosa, querendo obter votos, simulando simpatia e ser amigo do povo, desejando, às custas da demagogia tudo bem barato, a fim de conseguir projetar alguns distritos na categoria de cidade.
Também há aqui políticos cafonas e desprestigiados que querem aparecer, desejando recuperar o seu prestígio, perambulando pra lá e pra cá, pensando em contemplar os eleitores inocentes a fim de readquirirem o seu prestígio e atividade política.
Temos a opinião que devemos procurar a melhoria de qualidade de vida através de economia equilibrada e programada, buscando fonte de energia intelectual e moral com intuito de cada cidadão procurar a melhor condição de vida através de trabalho qualificado. Se todos andarem em direção certa com melhor índice de produção agrícola, no futuro próximo, estaremos em uma situação de fazer inveja econômica a muita gente.
A cidade do Crato foi líder e continuará sendo líder, mas ultimamente devido à falta de homens sérios e lutadores, pessoas de mau gosto entram na política, piorando a situação administrativa do Crato e isto vem acontecendo há anos, desde quando políticos sem nenhuma capacitação técnica se intrometem no quadro político dessa cidade. Não são lutadores, não são arrojados, e ultimamente só vemos políticos que não sabem administrar, causando desespero de causa e arrefecendo o bom desempenho do povo cratense.
Observamos que esses políticos cratenses se acomodam com facilidade, não reclamam, ficam sempre esperando que caiam maná do céu, coisa que só aconteceu no tempo de Moisés.
Agora notamos que alguns deles, vendo que não tem vez no Crato, vão estimular, a transferência de eleitores para um distrito a fim de obter um quadro eleitoral elevados, mostrando com propaganda enganosa que esses distritos teem condições de ser elevado. Crato será prejudicado, ficará como cidadezinha de pequeno porte, semelhante ao Crato de Portugal (pequenininha), não cresce, apesar de ser histórica ela se torna uma cidade muito pouco lembrada.
Avisamos, porém, que deixem de lado o comodismo e venham subir com trabalho sério procurando melhorar a cidade. Tomamos conhecimento que alguns políticos, com pouca exceção, repudiam o desenvolvimento moderno. E agora perguntamos: há sinceridade nisso?

Crato, 14 de janeiro de 2010.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Coletivo Camaradas lançam livreto neste sabado no Crato



O Coletivo Camaradas realiza momento de interação artística neste sábado, dia 16, a partir das 19 horas, no Centro Cultural do Araripe. Na oportunidade será lançada a primeira edição do livreto “Permitida Reprodução” do Coletivo que consta de artigos de Alexandre Lucas, Jéferson Luiz “Bob PTG”, Cacá Araújo,Edival Dias, George Pimentel, Ilaina Damasceno, Jean Alex, Jéssika Bezerra, Lilian Carvalho, Manuel Bezerra, Michael Marques, poesia de Rosemberg Cariry e letra de música de Auci Ventura e João do Crato.


O evento constará de apresentações musicais com Fatinha Gomes, Gilmara Targino, Mariana Késsia, Jean Alex, grupo de Hip Hop Relatores. Performances poéticas com Assislan de Paiva e Vitória Régia. Apresentação de vídeos de Dinorah Lobo e Leo Dantas, artistas circenses do Circo Sopé, as palhaças Lilão e Moncão, participação de Raul Canga Seixas e feitura de Xilogravura pelo artista Carlos Henrique e stencil de Amanda Priscila e Talita Lobo. Além apresentações do grupo de experimentação teatral do Coletivo Camaradas.


A coordenação do Coletivo Camaradas comunica ainda que o evento será aberto para a participação dos artistas visuais, atores, atrizes, poetas, músicos, interpretes e brincantes da cultura popular e destaca que a intenção do Coletivo neste evento é aproximar a arte e os artistas do grande público.

Mototaxistas recebem batas das mãos do prefeito de Juazeiro do Norte



O prefeito de Juazeiro Dr. Santana entregou nesta manhã, 21 batas para mototaxistas que estão em processo de credenciamento junto ao Departamento Municipal de Trânsito (DEMUTRAN).

As batas, que serão entregues em sua totalidade aos mototaxistas abrangerão 1.666 profissionais do setor, que além das batas terão suas motos adesivadas e portarão alvará para poderem exercer a atividade de transporte de mototáxi.
A campanha faz parte das ações da Prefeitura através da Secretaria d e Segurança Pública e Cidadania, e tem por objetivo garantir aos profissionais mais segurança e comodidade em suas atividades.

Os mototaxistas participaram ativamente do evento, que se deu na Praça Dirceu Figueiredo, em frente ao Paço Municipal.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL


"Olha um vazio nas almas
Olha um violeiro de alma vazia”.
SÉRGIO RICARDO

Texto de Zé Nilton

Sérgio Ricardo é um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. No entanto, sua música pouco tocou nos rádios e seus discos tiveram pífias vendagens. Para a grande massa consumidora da MPB parece que Sérgio Ricardo não aconteceu nem quando entrou na bossa nova ou quando adentrou para o Nordeste e se nordestinou musicalmente.

Poucas músicas suas estiveram em paradas musicais. Não que a música desse compositor, nascido em Marília-SP, seja muito rebuscada e de difícil assimilação pelos ouvidos sempre apressados de produtores e ouvintes. Não é isso não. Eu mesmo acho sua música simplesmente bela e de uma timbragem impressionante! É que Sérgio Ricardo – nome artístico de João Mansur Lutfi – nunca se rendeu ao esquema podre dos negociadores de nossa MPB. Pelo contrário, foi sempre um lutador de “faca, rifle e barabelo” na mão, virando “Zé do Cão” contra quem faltasse com respeito aos artistas, de qualquer arte, ou praticasse injustiça com quem quer que fosse. Chegou até a fundar uma empresa arrecadadora de direitos autorais – a SOMBRAS – para proteger os artistas das mãos dos falsários da MPB.

Para mim, Sergio Ricardo é assim como Dihelson Mendonça. Ficcionado na busca da perfeição na arte da música e da fotografia. Em Sérgio, a fotografia é cinema.
Só para informar melhor de quem estamos falando, o homem fora discípulo direto de Glauber Rocha, e não precisa dizer mais nada. Mas não se pense que isto só teria acontecido no cinema, a outra arte de Sérgio Ricardo. De jeito nenhum. O próprio Glauber disse certa vez que na hora da criação eles se confundiam tanto que invertiam os domínios: Glauber direcionava a música e Sérgio o roteiro. Está em quase todos os filmes de Glauber, seja assinando o roteiro, a trilha ou a orquestração das músicas de “Antonio das Mortes”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “Terra em Transe” etc.

Iniciou sua vida musical estudando piano em família, e logo partiu, aos 15 anos, para viver da música, apesar dos pesares. Andou pelo interior de S. Paulo, trabalhando em rádio e chegou ao Rio de Janeiro nos comecinhos da bossa nova.
Como tantos pianistas, foi parar na noite em barzinhos da zona sul. Ali conheceu pessoas como Jonny Alf e Tom Jobim, que se tornariam excelentes músicos e compositores afamados no Brasil e no Mundo. Quando Tom Jobim, no afã de melhorar seus rendimentos financeiros, procurou o ofício de arranjador, numa famosa gravadora, foi Sérgio Ricardo quem ficou no seu lugar, como pianista, numa das boites do posto cinco.

Todo o tempo Sérgio Ricardo viveu entre a música e o cinema, com uma bela passagem pelas telenovelas das emissoras do Rio e de São Paulo. Seu primeiro filme foi “O menino da calça branca”, que com o apoio de Nélson Pereira dos Santos, diretor, e Dib Lutfi, seu irmão, na fotografia, chegou a ganhar o segundo lugar no Festival de Cinema de S. Francisco, Califórnia.

Seguiram-se outros como “Esse mundo é meu” – que obteve uma crítica de duas páginas na famosa “Cahiers du cinema”, “Juliana do amor perdido” e o premiadíssimo “A Noite do Espantalho”rodado inteiramente em Pernambuco, em Nova Jerusalém, tendo como ator e cantor de algumas músicas o iniciante Alceu Valença.
Sérgio Ricardo fora levado para compor o movimento da bossa nova pelas mãos do inquieto e revolucionário João Gilberto. Chegou a fazer um disco famoso de nome “A bossa romântica de Sérgio Ricardo”, e se tornou o primeiro a gravar dentro da nova tendência.

E tem mais: o nosso homenageado no Programa: COMPOSITORES DO BRASIL esteve naquela famosa caravana do Carnegie Hall, em 21 de novembro, de 1962, ao lado de Tom, Menescal, Carlinhos Lyra, João Gilberto, Sérgio Mendes, Luiz Bonfá, Milton Banana e tantos outros...e igualmente a Tom Jobim ficara por oito meses entre shows e montagem de roteiros de cinema, entre a América e a Europa.

Em festivais apareceu muito pouco. Mas as pessoas só lembram sua participação naquele II Festival de Música Popular, da Record-SP, em setembro de 1966, quando a platéia num rasgo de inquietação e intolerância vaiou, nas duas apresentações, a longuíssima música “Beto bom de bola”, e ele quebrou o violão no palco e jogou a carcaça no público. Aliás, foi o festival mais revelador da MPB. De saída, dois primeiros lugares: a Banda, de Chico Buarque e Disparada, de Vandré e Theo de Barros.

Talvez Sérgio Ricardo tenha sido um dos primeiros dissidentes ou questionadores das propostas da bossa nova. A música Zelão, (todo mundo entendeu quando Zelão chorou, ninguém riu, ninguém brincou e era carnaval), tem na batida e nos acordes a flâmula da bossa nova, mas a mensagem é de cunho social, e marca a saída de Sérgio Ricardo do movimento. Logo lhe cansa o formato do barquinho, do cantinho, do amor... e ele encontra outro tema, outra proposta, outra inspiração – o Nordeste e a musicalidade de seu povo.

Deixa, segundo ele, aqueles apelos médio-burgueses e encara a realidade do “Brasil de baixo”.

Descobre o sertão, lugar de Deus e do Diabo, da Perseguição (...se entrega Corisco, eu não me entrego não”), da Sina de Lampião, de Zé do Cão, dos “Bichos da Noite”, da “Briga de Faca” da Tocaia, do Coronel, das assombrações, dos violeiros e dos cantadores. Daí em diante sua música muda de ritmo, de dissonância, de mensagem, e ele solta a voz no mundo, cunhada na música “Ponto de Partida”:

“Não tenho para minha mão
Somente acenos e palmas
Tenho gatilhos e tambores
Teclados, cordas e calos
.........................................
“Tenho para a minha vida
A busca como medida
O encontro como chegada
E como ponto de partida”.

Sérgio Ricardo é a atração dessa quinta-feira no Programa: COMPOSITORES DO BRASIL. Falaremos um pouco de sua vida e de sua obra ao som de:

Buquê de Isabel, de Sérgio Ricardo, com Maysa
Pernas, de Sérgio Ricardo, com Sérgio Ricardo
Zelão, de Sérgio Ricardo, com Sergio Ricardo
Esse mundo é meu, de Sérgio Ricardo, com Sérgio Ricardo
Folha de papel, de Sérgio Ricardo, com Sergio Ricardo
Ponto de Partida, de Sérgio Ricardo, com Sergio Ricardo
Sina de Lampião, de Sérgio Ricardo, com Sérgio Ricardo
Semente, de Sérgio Ricardo, com Sérgio Ricardo
Calabouço, de Sérgio Ricardo, com Sergio Ricardo
Vou renovar, de Sérgio Ricardo, com Sergio Ricardo
Tocaia, de Sérgio Ricardo, com Sérgio Ricardo

Quem ouvir, verá !

Programa: Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas às quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri – 1020 Khz
Apoio. CCBN

Ensino de artes: vai qualquer um(a)?



Por Alexandre Lucas*
O ensino das artes tem que assumir um caráter vivencial, acoplado a sistematização dos conteúdos, como forma de aproximação e apropriação da realidade. É dicotômico postular um ensino de artes separado do seu objeto de estudo, da sua contextualização histórico-social, bem como desconsiderar a formação docente na área.

Entretanto, ainda é reinante concepções de ensino de artes a serviço da técnica e do Ctrl - C e Ctrl – V, ou da livre expressão sem direção ou ainda da teorização estereotipada da arte que só serve para reforçar a distância entre a arte e o grande público. Além de persistir uma institucionalização da política “do vai qualquer um (a)” para o ensino de artes.

Pensar a educação em artes nas escolas de Ensino Básico pressupõe formação específica nas áreas de artes ou de arte-educação e ainda se exigi domínio de linguagens artísticas, no que concerne a compreensão teórica pelo menos. Temos que pensar na polivalência das artes e não no docente polivalente para o ensino de artes. Isso significa dizer, por exemplo, que a música, o teatro, as artes visuais e o cinema têm características e formações peculiares.

Refletir sobre esse processo é considerar a igualdade do ensino das artes comparadas às demais disciplinas curriculares, como o ensino da Matemática e da Língua Portuguesa. Pois essa tentativa de diferenciação valorativa é de cunho histórico e de classe. Na visão da classe dominante, o trabalhador deve de se apropriar do mínimo necessário exercer as suas funções de mero operacionalizador neste sistema, saber ler e escrever, somar, dividir, subtrair e multiplicar são algumas das exigências. Por isso a tentativa de desvalorização e desqualificação das demais disciplinas ligadas à reflexão social e política, como a literatura, a filosofia, a sociologia e as artes.

É necessário apontar para uma perspectiva político-pedagógico que possa reconhecer a arte, enquanto, elemento de emancipação humana, de desenvolvimento cognitivo, interação e de criação. Para tanto é imperativo pautar a relação entre teórica/pratica como alimento dialético capaz de romper com as compreensões reacionárias, atrasadas e conservadoras para o ensino das artes.
É inadmissível, irresponsável e antipedagógico, permanecer com modelos e praticas acometida de tempos remotos e de pouca abertura aos cursos de graduação no país. A conjuntura é outra, ampliou-se de forma considerável nas ultimas décadas, as graduações e cursos de especializações nas áreas de artes, portanto as práticas pedagógicas e as formas de gerir o sistema público de ensino também devem assumir outras características.

Enquanto não for desalojada a política do “vai qualquer um(a)”, nos resta contestar a continuidade do modelo de lotação de professores (as), que em muitos casos é desconsiderada as formações específicas e na maioria dos casos o professor(a) de artes acaba sendo o que tem formação em outra área do conhecimento e isso acarreta sérios prejuízos para o processo de ensino-aprendizagem, pois não podemos pensar a educação sistematizada sem um arcabouço teórico que possa subsidiar a prática político-pedagógica. Por bem, num vale qualquer um (a) não!

*Coordenador do Coletivo Camaradas, pedagogo e artista/educador

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Relíquias de Dom Bosco virão a Juazeiro do Norte


Postado por Armando Lopes Rafael no Blog do Crato

Crato não foi incluído no roteiro da peregrinação. A urna contém uma escultura do santo, uma réplica de seu corpo incorrupto que repousa na basílica Maria Auxiliadora na cidade de Turim, norte da Itália. Também jaz neste relicário a mão direita de Dom Bosco.

A Congregação Salesiana, em Juazeiro do Norte, divulgou a programação da peregrinação da urna contendo as relíquias de Dom Bosco naquela cidade, no próximo dia 1º de fevereiro de 2010:

–7h: Acolhida da urna na Capela Laura Vicuña, procedente de Cajazeiras-PB. Subida ao Horto pela estrada asfaltada. Missa na igreja nova do Bom Jesus do Horto;
–12h: Chegada da urna à Capela do Socorro;
–12h30min: Chegada da urna com as relíquias de São João Bosco à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, sede da Paróquia São João Bosco, no bairro Triângulo Crajubar;
–15 h. Chegada da urna com as relíquias de São João Bosco no Santuário do Coração de Jesus, no bairro Salesianos, onde haverá missa de despedida e vigília animada pelo Conselho Paroquial. A urna está percorrendo o mundo como homenagem ao sesquicentenário de fundação da Congregação Salesiana, em 2009.

Quem foi Dom Bosco
Nasceu no dia 16 de agosto de 1815, na pequena aldeia dos "Becchi",no Piemonte, norte da Itália. Ficou órfão de pai aos dois anos de idade e foi criado por sua mãe, Margarida Occhiena. Aos nove anos teve um sonho que guiou toda a trajetória da sua vida: cuidar da juventude abandonada e pobre.

Em 1859, com os religiosos e educadores que atuavam no Oratório, fundou a Sociedade de São Francisco de Sales, a Congregação Salesiana. Mais tarde, em 1872, junto com Maria Domingas Mazzarello (Santa Maria Mazzarello), criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e em 1869 fundou a Associação dos Salesianos Cooperadores.

Dom Bosco é um santo considerado um patrimônio da educação e seu sistema, chamado Sistema Preventivo, pode ser aplicado a todas as situações educativas que envolvam crianças e jovens.



Fonte: sites: Juazeiro do Norte on line e Salesianos no Brasil

domingo, 10 de janeiro de 2010

Observando pássaros



Hoje foi um domingo muito especial para mim. Acordei as 4:30 da manhã. As 5:oo, estava no Encosta da Serra Hotel. Uma chuvinha fina me acompanhou da minha casa até o hotel, junto com um friozinho delicioso. Lá me juntei a Paulo Boute, um ornitólogo e guia turístico, e a Renata, uma paulista cliente do Paulo, amante da fotografia e observadora de pássaros. Saímos em direção à Chapada do Araripe as 5:30. Fomos pela estrada Crato-Exú. No meio da floresta o Paulo pega uma entrada a direita, onde vai dar na casa de um morador da serra, já seus amigos há um bom tempo. É lá onde ele deixa o carro para, a partir dali, a pé, sair à procura de observar pássaros e registrar em fotografias. Foi a minha primeira incursão na prática, feito com um profissional e com equipamentos adequados. Fiquei impressionado quão gostoso é a observação de pássaros livres na natureza, e mais o quanto temos de espécie na chapada que nem sequer imaginava. É uma sensação muito gostosa. O Paulo e a Renata me mostraram como é interessante fazer a chama dos pássaros, espera que venham, sentarem nas árvores ou arbustos, observarmos e registrar. É muito gratificante ver as suas belezas e melhor ainda saber que estão livres, para perpetuar a sua espécie. Vi aves raras e outras nem tanto, mas que, visto daquela forma e com equipamento adequado, um binóculo da marca "Leica" especial para a prática, nos dá a sensação maravilhosa de alegria, de liberdade, de conquista e de satisfação por estar aqui no Cariri, local tido como espetacular para a prática da observação de pássaros. O Paulo Boute é um especialista na área. Ele vive trazendo grupos de observadores da Europa para fazer a observação das nossas aves, muitas delas exclusivas, como o Soldadinho do Araripe. Seu site, http://www.boute-expeditions.com/, é todo em inglês porque a grande maioria dos seus clientes são da Europa. Fiquei impressionado como ele tem intimidade com a Chapada do Araripe, com o Hotel, com o restaurante onde sempre come, enfim, como o Paulo já é caririense. Ele vem, faz seu trabalho de guia com os seus clientes, e vai embora.
Conheci o Paulo a cerca de um ano. Na realidade o nosso primeiro contato foi via e-mail. Ele de repente me mandou um e-mail, pois vira que eu trabalhava com elaboração de projetos na área cultural e turística e queria conversar comigo. Marcamos no Hotel Encosta da Serra e a partir daí criou-se uma amizade e o desejo de dar maior sentido às suas visitações aqui pelo Cariri. Ele me apresentou um projeto que tinha desenvolvido na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Fiquei encantado e com aquele projeto em mãos achamos que deveríamos fazer o mesmo aqui no Cariri. Dessa vez ele veio com apenas uma cliente e ficou mais fácil de eu ir junto e sentir as maravilhas de observar pássaros. Então: agora estou com o projeto praticamente pronto e em breve o realizarei, para que essa prática se multiplique no Cariri, mas que observemos os nossos pássaros soltos, no seu habitat, livres de gaiolas, viveiros, alçapão ou qualquer outra armadilha para capturá-los.
Aproveitando o tempo chuvoso, pois logo que foi ficando um pouco mais tarde uma fina chuva em cima da serra nos impediu de continuar, resolvi levá-los para conhecer a Fundação Casa Grande, coisa que nunca nem ouviram falar. Aí foi unir a fome com a vontade comer. O Paulo e a Renata se encantaram com o projeto do Alemberg e Rosiany, como já é comum a quem vai à Nova Olinda, e dai já pintou também uma parceria onde em breve o Paulo virá ministrar uma palestra, ou mini-curso de observação de pássaros para as crianças da Casa Grande. Puxa, foi muito prazeroso ter um dia desses. Então, em breve nós vamos fazer esse evento aqui no Cariri e pretende-se, junto, fazer o lançamento de um livro com as espécies da nossa querida Chapada do Araripe.
Pretendo também levar o Paulo para fazer uma explanação do seu trabalho no nosso Fórum de Cultura e Turismo, para que todas as cidades do Cariri tomem conhecimento de como se faz a observação de pássaros e como curtir as suas belezas de plumagem e canto, mas soltos na natureza, assim como deve sempre ser.

FOTO DO SOLDADINHO:Ciro albano (Direitos reservados)

COLUNA CARIRI DESTE DOMINGO




CARNAVAL DA SAUDADE
Uma das mais tradicionais festas carnavalescas do interior cearense, o Carnaval da Saudade do Crato Tênis Clube consolida-se nessa sua 5ª edição como o evento mais esperado do ano. É através do Carnaval da Saudade que buscamos o resgate das antigas marchinhas, frevos e sambas que marcaram época e o ``clube do pimenta`` fica lotado de pessoas alegres e com muita energia, indo a festa terminar em um cortejo até a Praça Siqueira Campos, por volta das 6 da manhã. Esse ano o tema da festa é a ecologia, porque preservar a nossa querida Chapada do Araripe é obrigação de cada um de nós. Informações pelo telefone (88) 8816.3062.

TRABALHO
O vereador Roberto Sampaio (PSB) assumiu na última sexta-feira a titularidade da Secretaria do Meio Ambiente e Serviços Públicos de Juazeiro do Norte. Sampaio já foi líder do governo do prefeito Manoel Santana na Câmara Municipal e agora vai ser secretário municipal, prometendo muito empenho à frente do meio ambiente. Onélia Leite fica na secretaria-adjunta da pasta.

AMIZADE
O Coronel Adauto Bezerra, em encontro com o prefeito de Juazeiro, Manoel Santana, colocou o pingo nos is, com relação à desnecessária polêmica criada em torno do muro da Usina dos Bezerra. Santana e Adauto Bezerra têm uma boa relação e a amizade continua. As intrigas feitas não surtiram efeito.

VERBAS PARA JUAZEIRO I
Deputado Mauro Benevides conseguiu empenhar verbas de R$ 1 milhão para Juazeiro do Norte. Parte dos recursos servirão para construção de uma creche no bairro Franciscanos.

VERBAS PARA JUAZEIRO II
Outro deputado que libera verbas para Juazeiro é Eunício Oliveira. Também R$ 1 milhão, mas para construção de equipamentos voltados para a consolidação do turismo na terra de Padre Cícero.

CONCURSO EM BARBALHA
Prefeito de Barbalha, José leite, anuncia concurso público com o intuito de regularizar a situação de centenas de servidores no Município.

MISSÃO VELHA
O Governador do Estado, Cid Gomes, e a Secretária de Educação do Estado, Isolda Cela, junto com o prefeito de Missão Velha, Washington Fechine, assinaram a Ordem de Serviço para construção do prédio da Escola de Ensino Médio Monsenhor Antônio Feitosa. Vai beneficiar cerca de 1.300 alunos.

ADAUTO ARAÚJO
O vereador Adauto Araújo (PSC) assume, a partir de fevereiro, quando retornarem os trabalhos legislativos, a liderança do governo do prefeito Santana, na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte.

PONTA DA SERRA
É irreversível. Mais dias, menos dias, o distrito cratense da Ponta da Serra alcançará sua emancipação política. Se não for desta vez será em futuro próximo. E aos que alegam que Ponta da Serra fica muito próximo a Crato; que não tem rendas para se manter e etc, é bom lembrar que há exatamente cem anos se dizia a mesma coisa em relação à pretensão do distrito do Juazeiro, à época integrante do município de Crato. Em 1910 os juazeirenses não se acomodaram e foram em frente. Deu no que deu. Hoje, Juazeiro do Norte é a maior cidade do interior do Ceará. Bom lembrar que Ponta da Serra já integra a Região Metropolitana do Cariri.

IRMÃ EDELTRAUT
Será no próximo sábado, dia 16, em Barbalha, o lançamento do livro ``Um pouco de perfume``, que resgata alguns escritos de Irmã Edeltraut Lerch nas áreas da Administração Hospitalar e Religiosidade. O livro & que teve como editor, coordenador e revisor, o advogado Emerson Monteiro & recebeu apoio cultural dos empresários Raimundo Tadeu e Luiziane Alencar.

CARIRI SHOPPING
Segundo Paulo Teixeira, superintendente do Cariri Shopping, o faturamento bruto daquele complexo comercial é ordem de R$ 80 milhões/ano. Isso representa aproximadamente 10% do PIB anual de Juazeiro do Norte. Considere-se, ainda, que o Cariri Shopping é hoje um dos principais pólos geradores de impostos e de empregos formais da Região Metropolitana do Cariri, gerando aproximadamente mil empregos diretos. Este mês terá início o projeto de expansão do Cariri Shopping, orçado em R$ 30 milhões. Que duplicará a área de suas dependências e dobrará o número de empregos diretos hoje ofertados.

MEDIDA CERTA
O governo do estado já decidiu: o distrito Industrial do Cariri será dividido em duas localizações: A primeira vai ser no município de Missão Velha, nas proximidades da ferrovia Transnordestina. A segunda ficará no bairro São José, na divisa dos municípios de Crato e Juazeiro do Norte.

CURTAS

> Ocorreu na última 6ª feira, dia 8, no Campus-Pimenta da Urca, o lançamento do 12º Encontro Estadual de História do Ceará, que ocorrerá na Região Metropolitana do Cariri, entre 21 e 25 de junho próximo, promovido pela Anpuh & Ceará.

> Este mês de janeiro, dom Fernando Panico tem viagens agendadas para Recife, Pinheiro (Maranhão) e Brasília. O bispo de Crato não para.

> Mais dois gigantes da rede de supermercados deverão instalar filiais na Avenida Padre Cícero, coração da conurbação Crajubar: Wal Mart e Pão de Açúcar.

> O livro de Lira Neto: ``Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão`` é o mais vendido nas livrarias do Cariri. Setenta e cinco anos depois de sua morte, Padre Cícero ainda exerce um fascínio imenso sobre os que gostam e os que odeiam este sacerdote cratense.

Radialista João Hilário continua fazendo maior sucesso com seu jornal Supertempo, na rádio Tempo FM. Na imagem, do fotógrafo Onofre Ribeiro, João Hilário a produtora de áudio, Débora Ísis, e ao fundo o repórter Murilo Siqueira.

COLUNA CARIRI PUBLICADA NESTRE DOMINGO NO JORNAL O POVO

VEREADOR ADAUTO ARAÚJO ANUNCIA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA PARA ANALISAR PROJETO DO GOVERNO MUNICIPAL DE JUAZEIRO




A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte realiza na próxima terça-feira, 12, uma sessão extraordinária convocada para analisar projeto do Executivo. A informação é do vereador Adauto Araújo, que desde dezembro, vem atuando como líder do prefeito Dr. Santana, na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte. A sessão vai analisar mensagem em que a prefeitura visando tomar medidas necessárias e imprescindíveis visando à desoneração fiscal como incentivo à participação do Município no programa do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”. O projeto de lei, que deve ser aprovado pelos vereadores, de acordo com avaliação do líder Adauto Araújo, tem por objetivo adequar a legislação municipal criando condições pré-estabelecidas para efetivação do programa que beneficiará famílias de baixa renda de Juazeiro do Norte. Como é de conhecimento popular, o programa Minha Casa, Minha Vida tem como objetivo construção de casas populares para famílias e pessoas de baixa renda, sendo um dos mais importantes projetos do Governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Inicialmente, Juazeiro do Norte era beneficiado com a construção de 3.904 casas, sendo uma dos municípios cearenses a ser atendido pelo Governo Federal, parceiro da administração Municipal de Juazeiro do Norte.