
Eu não quero o viver muito agitado
Da cidade que o gozo facilita;
Prefiro a calma plácida e bendita
Deste lugar risonho e sossegado.
Das ambições e intrigas afastado
Eu, infeliz joguete da desdita,
Busco os lugares onde a paz habita,
Considerando-me assim melhor fadado
Luanda, meu retiro predileto!
Dá-me o repouso no teu seio quieto,
Antes que a idade o meu vigor dissipe,
Quero morrer olhando estas colinas,
As policromas telas bizantinas
Da sinuosa linha do Araripe!
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
Ao pé do Araripe- por José Alves de Figueiredo
COMPOSITORES DO BRASIL

ROSIL CAVALCANTI
O menestrel dos Cariris Velhos
Por Zé Nilton
De muitas histórias a região dos Cariris Velhos. Atravessada pela Serra da Borborema há, como aqui, nos Cariris Novos, geografias contrastantes. Ora lugares verdes, pegando a Zona da Mata, ora frio, no cimo dos chapadões. Mas também ambientes de pouca chuva, de quase total estio.
É desses lugares que temos ouvido referências musicais pelas veias poéticas e melódicas de um Marcos Cavalcanti de Albuquerque, o Venâncio, e de seu parceiro, Manoel José do Espírito Santo, o Corumba. É da dupla a regravadísssima - O Último Pau de Arara.
A minha geração cresceu ouvindo esse hino dos retirantes, além de outra música de forte clamor sertanejo – O Meu Cariri, de Rosil Cavalcanti e Dilú Melo. Ambas são da década de 1950.
Rosil de Assis Cavalcanti foi fiel à vida do nordestino e cantou suas tristezas e alegrias. Pintou em Aquerela Sertaneja as agruras desse povo sofrido; mas, desenhou a alegria esboçada no rosto desse mesmo povo na música Festa do Milho.
Começou a sua vida artística nos anos quarenta, quando passou a trabalhar em emissoras de rádio, igualmente a quase todos os grandes músicos e compositores daquela época.
Na Rádio Tabajara, em João Pessoa, nos idos de 1943, formou dupla com Jackson do Pandeiro. A dupla Café com Leite fez muito sucesso e firmou uma grande amizade entre Rosil e Jackson. Aliás, muitas coincidências entre os dois. Ambos casados sem filhos. Ambos morreram dos males do coração no mesmo dia e mês – 10 de julho.
No programa COMPOSITORES DO BRASIL desta quinta feira, um pouco da história e das músicas de Rosil Cavalcanti. Na sequencia:
A FESTA DO MILHO, de Rosil Cavalcanti e Luiz Gonzaga com Luiz Gonzaga
AMIGO VELHO, de Rosil Cavalcanti e Luiz Gonzaga com Luiz Gonzaga
CABO TENÓRIO, de Rosil Cavalcanti com Jackson do Pandeiro
COCO DO NORTE, de Rosil Cavalcanti com Jackson do Pandeiro
FORRO DO ZÉ LAGOA, de Rosil Cavalcanti, com Anastácia
FORRO NA GAFIEIRA, de Rosil Cavalcanti com Fúba de Itaperoá
MEU CARIRI, de Rosil Cavalcanti e Dilú Melo, com Ademilde Fonseca
MOXOTÓ, de Rosil Cavalcanti e Dilú Melo com Jackson do Pandeiro
NA BASE DA CHINELA, de Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro com Jackson do Pandeiro
Ô VEIO MACHO, de Rosil Cavalcanti e Luiz Gonzaga com Luiz Gonzaga
QUADRO NEGRO, de Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro com Alceu Valença
SAUDADES DE CAMPINA GRANDE, de Rosil Cavalcanti, com Marinês
SEBASTIANA, de Rosil Cavalcanti com Jackson do Pandeiro.
Quem ouvir verá!
PROGRAMA COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Ás quintas-feiras, de 14 as 15 h.
Rádio Educadora do Cariri
Apoio Cultural: CCBN-Cariri
Retransmitido pela rádio web: cratinho.blogspot.com
Fuxico - Um resíduo social.
Desde o umbral da historia do homem em sociedade, que um resíduo sociológico, vem, das mais priscas eras, perpassando por todos os períodos, colado no cotidiano dos seres humanos, como um vírus a espalhar doenças contagiosas, pois, têm um poder letal em qualquer agrupamento sociológico, quantos danos provocados no processo interativo, prejuízos enormes na convivência humana, porém a força do fuxico, sempre presente a assombrar os mais fiéis crédulos, é uma arma apontada para um alvo, que se desconhece vez que, o fuxico pode, em questão de segundos, transformar-se num boato forte, consistente e às vezes com um agravante maior, o apoio da mediana da sociedade, os fundamentos racionais, em muitos casos, nem existirem, mas o boato voa, tem um poder incrível de manter-se vivo e atuante no espaço social.
Dada a força histórica que o fuxico exerce na argamassa humana no espaço tempo, deve sim, pelo menos em teoria ter algo positivo e afirmativo para a constância deste resíduo sociológico que vem se mostrando um gigante na formação diária de boatos, mitos, lendas... E, por conseguinte, toda a literatura ficcional, que, embora distante da realidade, às vezes como as linhas paralelas têm o seu encontro no infinito.
A Admiração dos seres humanos pelo mundo ficcional é um imbróglio a incomodar sempre os “puristas racionais”, pois, o fuxico, não necessariamente, nasce de uma mentira, mas sim de uma especulação, que ganha milhares de adeptos, ou não, dependendo da aptidão social para tal fim, como saber se um fuxico é verdadeiro ou não? Se o seu alimento é a difusão social, pois, quanto maior for à adesão social, maior o seu poder de destruição ou não.
A Transmutação do fuxico para o boato é uma forma de defesa da sociedade? Estes vetores sociológicos fazem parte da civilização humana? Sem estes “pigmentos” o espaço social seria mais civilizado, e, por conseguinte mais harmônica a civilização do homo sapiens?
Com certeza não sei.
-Mas é assim que a coisa funciona.
(*)Professor –Aurora -Ceará
Convite
Sobre brigas, debates e o "martelo do juiz" - por José do Vale Pinheiro Feitosa
Anoiteceu e não amanheceu uma postagem do Zé Flávio que não passava do que já era conhecida na grande imprensa, uma matéria do Le Monde. Acontece que Der Spiegel também, abordando com alguma variação no mesmo tempo. Aliás, a Folha de São Paulo numa matéria do Kennedy toca, na versão da mídia, o mesmo problema. Então o “martelo do juiz” se pudesse levantaria vôo desde o palácio municipal, martelaria toda a imprensa brasileira, mas isso seria pouco, desceria célere sobre o mundo todo.
Acontece que todo censor tem um amor. Amantes da censura, que enaltece, sentem-se aliviados não pela interdição das brigas, mas por não ter de sofrer as contradições do lado que tão intensamente se apegou. Quando o debate resvala para a briga alguns querem chamar o cassetete sobre os briguentos, mas outros podem tomar o conteúdo do debate como a voz do objeto que se pretende. E o que se pretende?
Vamos por parte meus amigos? Antes que me respondam vou tentar. Em primeiro lugar o mundo está numa crise econômica, social e política sem igual. Normalmente quando dizemos crise não basta criar remédios como se fosse uma patologia. É preciso reconhecer a natureza profunda da crise para que a percepção se transforme em ação e esta seja parte, inclusive da própria crise que apronta outro momento na história. Não existe outro modo de fazer isso que não seja pelo debate, embate e formando uma consciência coletiva que se torne essencial ao reconhecimento das mudanças.
O segundo é que as práticas eleitorais são parte deste processo citado, inclusive se diga as manifestações de rua, as revoltas e toda modalidade de se fazer política, inclusive a greve geral. Por isso as eleições este ano no Brasil não pode ficar aprisionada a qualquer “martelo de juiz” ela tem de evoluir, inclusive no que se refere à qualidade do debate. Vejamos a questão, no caso do Cariri e na maior parte do Brasil como se encontra.
Acontece que o Brasil tem muitos partidos e muitos têm candidatura própria, inclusive de personalidade de grande qualidade como Plínio de Arruda Sampaio no PSOL. A própria Marina Silva tem uma abordagem que interessa neste momento. Portanto partimos do pressuposto que existem muitas candidaturas, mas o debate se desdobra em apenas duas questões.
Mais ainda. O debate, mesmo quando existe em alguma medida, é muito mais da questão federal do que estadual e, no entanto, existem inúmeras candidaturas majoritárias para governador e senador. Qual a razão disto tudo? Ao meu entender é a crise internacional, que valoriza os Estados Nacionais como um todo. Afinal são eles os tomadores de empréstimo e abonadores de tudo que depende para a sobrevivência do sistema financeiro. São eles que, no território, mantém as políticas trabalhistas e sociais, além de proteger os interesses dos capitais locais.
A outra questão é a própria natureza do Governo Lula e esta natureza, não tenham dúvida, se encontra no modo como ele tratou a crise mundial. Mais uma vez ela. O país está crescendo a ritmo acelerado, isso o tornou visível ao mundo e, claro, sua liderança. Então acontece que as eleições, apesar de ter um leque de opções partidárias, termina por confluir, por tudo que foi dito, para o embate entre duas propostas eleitorais.
Como se viu, não adiantou a tática de campanha do candidato do PSDB em tentar criar uma força através do discurso do avanço do que aí se encontra. Não deu por vários motivos, mas principalmente pelo fato de que o partido foi, estes anos todo, feroz adversário do governo Lula. Por isso a disputa se resumiu ao toque entre o a favor ou contra o governo Lula. O debate pode se empobrecer diante do fato maior da crise, isso pode, mas não existe fórmula mágica para retirar da frente do eleitor o fato da economia se encontrar crescendo e de que o Brasil, apesar dos pesares, tem fortes instituições.
Outro dia refleti e até testei a reflexão com alguns políticos amigos: se o crescimento da candidatura Dilma, poderia estimular os eleitores que se opõem ao governo Lula a migrar o voto para a Marina Silva. A reflexão me pareceu frágil por vários motivos, sendo o principal o próprio protagonismo nacional do PSDB quando em face do nanico PV.
Então, o país está analisando dois caminhos para o futuro: um oposicionista, mais liberal, que reduz o papel do Estado, flexibiliza o patrimônio nacional, os direitos trabalhistas e sociais e acredita na virtuosidade da autonomia do mercado. O outro mais social, que usa o Estado para dinamizar a economia, nacionaliza mais as riquezas, atualiza, até de modo desfavorável, os direitos trabalhistas e sociais, mas se sustenta exatamente nisto; acredita no mercado, mas tem a confiança na primazia da política.
Nestas duas vertentes existem muitas opções diferentes, mas que não são hegemônicas no momento. As outras visões podem até crescer e a depender do andar da crise, pois ela se mantém no seu curso de destruição e criação.
Pensamento para o Dia 26/05/2010

“Todos no mundo desejam a vitória. Ninguém deseja a derrota. Todos anseiam por riqueza, ninguém almeja pela pobreza. Mas como se pode alcançar vitória e riqueza? Não há necessidade de submeter-se ao tríplice esforço — físico, mental, intelectual — para alcançar a vitória. Nem é necessário ficar perturbado, ansioso ou consumir-se por causa da riqueza e da prosperidade. Refugie-se no Senhor. Maneje o arco da coragem mantendo seu coração puro. Isso é o bastante. Vitória e riqueza serão suas. Quando estiver buscando vitória e riqueza, lembre-se de que eles são como sua sombra, não são coisas reais em si mesmos. Você não pode alcançar sua sombra, mesmo se a perseguir por um milhão de anos.”
Sathya Sai Baba
terça-feira, 25 de maio de 2010
Os verdes revolucionando segundo Michel Lowy - por José do Vale Pinheiro Feitosa
A visão política mais avançada do movimento verde começa a ter as cores das lutas dos trabalhadores e se assentam sobre as bandeiras revolucionárias dos socialistas. Começam a ter consciência da impossibilidade do atual modelo de produção e consumo que em crescimento exponencial levará à ruptura do equilíbrio ecológico, ameaçando a sobrevivência da própria espécie humana. Nesta visão o movimento exige mudanças radicais na própria civilização, e, portanto, é puramente revolucionário.
Pela primeira vez faz críticas igualmente à lógica do mercado e do lucro e aquela do autoritarismo burocrático, o “socialismo real”. Em outras palavras pretendem a ruptura da “ideologia produtivista do progresso” denominador comum ao capitalismo e a burocracia da revolução russa. E com um passo conseqüente compreendem que a acumulação ilimitada, o desperdício de recursos e o consumo desenfreado, junto das limitações ambientais, só aprofundarão as diferenças entre os povos e acumulará ódios e guerras. O progresso capitalista e a expansão da civilização da economia de mercado trarão conseqüências físicas para o meio ambiente com mudanças climáticas catastróficas para o habitat humano.
O capitalismo demonstrou uma racionalidade limitada pelo seu cálculo imediatista das perdas e dos lucros se opondo ao tempo mais longo dos ciclos da natureza. Portanto o seu problema é imamente e mesmo aquelas manobras de um capitalismo verde são insuficientes para superar esta racionalidade limitada e comumente apenas redundam em táticas de propaganda deste tipo de produtor que pretende mudar a embalagem para tudo ficar como se encontra.
Os verdes mais conscientes entendem muito bem o papel do fetichismo da mercadoria e da tentativa de dar personalidade ao abstrato mercado tão ao gosto dos neoliberais. Os verdes chegam ao pensamento socialista quando pretendem por em prática uma política econômica fundada em critérios não monetários e extra-econômicos. Consideram que é preciso trocar a racionalidade limitada do lucro pela racionalidade social e ecológica, mudando a civilização. Pregam a reorientação tecnológica, substituindo as fontes de energia por outras não poluentes e renováveis, como a eólica.
Portanto, não diferente dos movimentos socialistas dos séculos XIX e XX, entendem a necessidade do controle sobre os meios de produção e das decisões de investimento e transformação tecnológica. Para isso é necessário que tais meios e decisões sejam arrancadas dos bancos e empresas capitalistas para tornarem-se um bem comum da sociedade. Só deste modo o consumo exibicionista, desperdiçado, mercantil e de acumulação obsessiva será posto em questão.
A questão verde funcionaria como a “consciência” que supera no trabalhador a sua própria situação de parte do desenvolvimento capitalista. E esta consciência não se encontra numa porção do céu, mas bem sobre a terra, através da organização das pessoas, trabalhadores, desempregados, mulheres, jovens para uma experiência coletiva, combatente que revele a falência real do sistema capitalista e a necessidade de mudança de civilização.
A outra novidade no movimento verde é o retorno à luta internacionalista, supranacional e multicultural das bandeiras da revolução comunista, especialmente antes da União Soviética. A palavra de ordem deste movimento cabe nas grandes questões atuais ao dizer que “o mundo não é uma mercadoria”. Este momento da história dos partidos verdes já tem marcas profundas com três momentos contundentes nas lutas mundiais: protestos radicais contra a ordem existente e suas instituições: o FMI, o Banco Mundial, a OMC, o G8; luta pela taxação dos capitais financeiros, a supressão da dívida do Terceiro Mundo, o fim das guerras imperialistas; e, finalmente, a afirmação de valores comuns como liberdade, democracia participativa, justiça social e defesa do meio ambiente.
Este texto é um resumo de “Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo:um ponto de vista ecossocialista” de Michel Löwy, publicado na revista Margem Esquerda.
ASSIM SE ALGUÉM TE PERGUNTAR QUEM EU SOU...
Quem Eu Sou
- Diga que Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Qual é o Meu Propósito
- Diga que o meu propósito é a Evolução do Puro Amor.
Qual é a Minha Luz
- Diga que a Minha Luz é o universo da Minha Criação.
Qual é a minha Verdade
- Diga que a Minha Verdade é a Ciência e/ou Religação da Consciência Cósmica em Si Mesmo.
O que Faço
- Diga que Eu Crio a vida, os pássaros, os homens, os animais, as plantas, o canto do rouxinol e o perfume da flor.
De Onde Eu Vim
- Diga que Vim da Eternidade de Mim Mesmo: Eu não tenho início e nem fim.
Porque Existo
- Diga que a razão da Minha Existência é a própria transcendência e ascensão de tudo em todos.
Qual é a Minha Face.
- Diga que a Minha Face é a Beleza Eterna da Luz Imortal.
Aonde Moro
- Diga que Moro na mansão dos justos, dos simples, dos fraternos, dos caridosos, dos sinceros, e das virtudes humanas.
Qual é a Minha Vontade
- Diga que a Minha Vontade é o Bem, a Paz, o Equilíbrio, a Verdade, a Bondade e a Felicidade.
Como chegar ao Meu Misterioso Reino
- Diga que os marcos do Caminho são Meus Mandamentos Éticos: Não matarás, não enganarás e não cobiçarás a deus-Mamon.
Como Fazer para Me Amar
- Diga para buscar o Encantamento existencial na Empatia e Sintonia primeiro com o Outro - interiormente - em si mesmo.
Como Fazer para Me Servir
- Diga que a cooperação pura desinteressada é a primeira disciplina e o primeiro passo para o Sacro-Ofício Sagrado.
Como Fazer para Me Ver
- Diga que Eu Sou o Verbo Luminoso e portanto para Me Ver e Me ouvir faz-se necessário uma sensibilidade própria muito especial..
Como Fazer para Me Entender
- Diga que a Minha Verdade está entre os Homens de Sensibilidade e Sabedoria: os Verdadeiros Mestres ou Mensageiros.
Como Fazer para distinguir os Meus Mensageiros Sagrados
- Diga para usar a prudência e sensibilidade e ver neles a conduta de seus mandamentos: "separando o joio do trigo".
Qual é a Minha Ciência
- Diga para Orar e Vigiar em Si Mesmo - olhando para Mim - com freqüência, devoção, humildade e perdão.
Como viver nesse Mundo Humano
- Diga para não se iludir com os próprios pensamentos evitando cristalizar o ontem e o amanhã na própria história pessoal.
Onde Estou
- Diga que Estou no princípio de tudo: da energia que te move e na consciência que te esclarece.
Qual é o Meu Verdadeiro Nome
- Diga que o Meu Nome é uma multidimensionalidade de significados, mas podem Me chamar de DEUS-AMOR DE PURA SENSIBILIDADE.
A ENERGIA CRIADORA DO AMOR CÓSMICO
NEBULOSA TRÍFIDA 9000 ANOS-LUZ
Bernardo Melgaço da Silva
Ainda que eu tentasse falar a língua dos sábios.
Ainda que eu tentasse falar a língua dos profetas.
Ainda que eu tentasse falar a língua dos santos.
Ainda que eu tentasse falar a língua dos místicos.
Ainda que eu tentasse falar a língua mais perfeita inventada pela ciência dos homens.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Preso.
Amarrado.
Amordaçado.
Impossibilitado.
De falar a gloriosa língua de Deus.
Ainda que eu ganhasse um mundo de dinheiro.
E com ele comprasse o mundo inteiro.
Ainda que eu andasse no meio da nobreza.
E dela me servisse para corromper a alma da humana natureza.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Iludido.
Cego.
Impedido.
De conhecer a beleza do imenso poder de Deus.
Ainda que eu viajasse numa nave para lá de cima mapear a terra.
Ainda que eu olhasse pelas lentes de um satélite de precisão.
Ainda que eu conhecesse cada pedaço desse chão.
Ainda que eu juntasse todo conhecimento produzido pela razão.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Desinformado.
Perdido.
Sem visão.
Para localizar o maravilhoso Reino de Deus.
Ainda que eu conhecesse o mais sensual beijo da mulher menina.
Ainda que minhas nuas pernas tocassem outras suaves femininas.
Ainda que meu corpo abraçando a bela mulher gemesse carente de paixão.
Ainda que minha alma encontrasse a alma gêmea numa outra encarnação.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Carente.
Vazio.
Ignorante.
Na minha pequena visão do Amor de Deus.
Ainda que eu sonhasse o sonho dos poetas.
Ainda que eu intuísse a visão dos profetas.
Ainda que eu imaginasse a imaginação dos gênios.
Ainda que eu sobrevivesse junto com a história durante milênios.
Mesmo assim.
Pobre de mim!
Eu estaria limitado.
Desatualizado.
Incapacitado.
Desqualificado.
Para transcender na eternidade do Paraíso de Deus
Pois, onde vive Deus o Amor é Único.
É um estado da Consciência sem comparação.
É o Poder Criador em puro Estado de Amor e encantamento de SUA Criação.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Pensamento para o Dia 24/05/2010

“A fé é muito importante. Quando luxúria, ira e outras más qualidades diminuírem e desaparecerem, a fé no Ser Eterno e na retidão da investigação espiritual crescerá e será confirmada. Desapego é o fundamento para a realização do Absoluto Universal. Mesmo para uma pequena estrutura, o alicerce deve ser estável e forte, ou ela desmorona muito em breve. Para fazer uma guirlanda precisamos de um barbante, uma agulha e flores, não é? Do mesmo modo, quando a sabedoria (Jnana) for conquistada, a linha de devoção, a agulha de desapego e as flores do foco constante, unidirecionado são essenciais.”
O Cariri na Agenda dos Candidatos - por José do Vale Pinheiro Feitosa
Na semana passada, os blogs simpáticos à Dilma levantaram denúncias inclusive das inserções dos Democratas na televisão do Ceará. Acusavam as mesmas práticas que o TSE pune de um lado e que deveria punir o outro também. Como se observa o melhor mesmo em campanhas é mostrar a cara e transformar o equilíbrio em algo real, precisando para isso que a disputa seja mais que um jogo de futebol em que o juiz corre atrás com cartões coloridos.
Correu meio mundo a questão do “vale gasolina” para a carreata de motos saudando o candidato desde o aeroporto regional. Do mesmo modo a revista Carta Capital fez uma longa matéria intitulada “Aos pés do Padim”, que revela a estratégia do candidato em relação ao nordeste. Como sempre o Cariri extrai o sumo da cultura nordestina e quem bebe deste sumo, deseja vocalizar o discurso para convencer a todos. E foi digna de todas as pantomimas.
Por vezes cheiram a picadeiro, mas os atores não deixam de representá-la. Fernando Henrique Cardoso, fino homem de trato, comendo uma buchada bem nordestina, “rudimentar” em gosto e aparência. O mais engraçado é que o então candidato posou num equilíbrio instável sobre o lombo de um jumento com chapéu de couro e tudo, inclusive o sorriso destas ocasiões. Então, os jornalistas que fazem a vontade do patrão, mas também são humanos caíram de pau sobre o cardápio do candidato e ele se justificou dizendo que já tinha comido a iguaria na França. Uma típica resposta pior que o soneto: que falasse na “nordestinidade” da comida exótica, mas não viesse com preconceito de grife francesa.
O candidato Serra ficou encantado com o clima da madrugada na Praça da Sé em Crato. Sentiu um Dejá Vu. Tão profundo e essencial aos destinos do país, que um simpatizante e ferrenho adversário dos analfabetos do outro lado, se deu ao luxo de explicar o Dejá Vu. Quem sabe sentindo-se na obrigação de se avermelhar igualmente de vergonha. E o querido Crato Tênis Clube, sessentão e conservado, foi o palco de todas as manifestações, discursos e juras de fidelidade ao coração do nordeste.
Segundo Carta Capital, o candidato não abandonou a vestimenta de ministro da saúde e no Hospital Santo Antonio em Barbalha foi pródigo em lembrar verbas do passado e verbas para o futuro. Finalmente o Nordeste, pela sua balança eleitoral bastante inclinada para um dos lados da disputa política, entra na agenda dos partidos que controlam o país há dezesseis anos e que brigam igualmente fazem nas suas sedes ideológicas no Estado de São Paulo.
Miguel Arraes vai ganhar memorial em Araripe
Como forma de homenagear o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes de Alencar, foi lançado no município de Araripe, na região do Cariri, a pedra fundamental do memorial que leva o nome do político que nasceu em Araripe, em 1916, e faleceu em Recife, em 2005.
O evento, aberto com solenidade no Teatro Municipal Miguel Arraes de Alencar e apresentação da banda do Instituto Athos, contou com a participação de prefeitos da região e de Madalena Arraes, viúva de Arraes.
Ela ressaltou o fato do marido ter passado muitos anos no município e de ter adquirido "uma bagagem já intelectual e humana muito grande".
Segundo o prefeito de Araripe, José Humberto Germano Correia, o objetivo do memorial é “eternizar o nome de Arraes” no município. (Colaborou Amaury Alencar)
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Síntese biográfica
Fonte: site do Governo de Pernambuco
domingo, 23 de maio de 2010
A NATUREZA DA CONSCIÊNCIA HUMANA: AS “FORMAS DISSOCIADAS DE PENSAMENTO” NA AURA (TEXTO DEDICADO ÀS “MENINAS” DO BELO E DEMOCRÁTICO CARIRICATURAS)

Assim como existe a fronteira entre a ignorância e o conhecimento também existe a fronteira entre o conhecimento e o autoconhecimento. Pode o ignorante compreender o universo de um cientista e intelectual? Da mesma forma, pode um intelectual compreender o universo do santo e místico? Certamente não. As fronteiras que delimitam estes universos, separam realidades distintas, ainda que os ignorantes, cientistas e santos estejam aparentemente no mesmo "plano de existência". A fronteira que delimita o ignorante do cientista chamaremos de CONHECIMENTO, e a fronteira que delimita o cientista do santo chamaremos de SENSIBILIDADE.
A realidade não é somente aquilo que percebemos. Aquilo que não percebemos não deixa, apenas por esta razão, de existir. Assim, o cientista não percebe diretamente o elétron, apenas indiretamente, por seus efeitos, o que não o impede de afirmar-lhe a existência. O que percebemos está inserido dentro de uma faixa ou cone de percepção. A medida que aumentamos a sensibilidade do cone de percepção novas sinalizações de fenômenos são captadas do mundo "irreal".
Mas será que podemos compreender algo sem que, para tanto, tenhamos que empregar esforço mental ou emocional? Acredito que não, pelo menos para o nível "normal" de consciência humana.
Podemos afinal efetivamente estudar o ser humano, ou mais precisamente, a consciência humana? A resposta positiva para essa pergunta tem por obstáculo fundamental o fato de se tratar de um estudo em que o "objeto" é ao mesmo tempo sujeito. Como pode um observador caracterizar um "objeto" se elementos como orgulho, pretensão, ansiedade, tensão, carência afetiva, auto-afirmação, insegurança, falta de confiança no outro ou em si mesmo,etc.- afetam a observação e interferem no "objeto" estudado?
(o texto acima foi retirado do cap. 3 da minha dissertação de mestrado defendida em 1992 na COPPE/UFRJ).
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(o texto abaixo foi retirado do livro MÃOS DE LUZ de BARBARA ANN BRENNAN, ED. PENSAMENTO, p.146)
“No correr dos meus anos de prática energética, tenho observado um fenômeno ao qual dou o nome de espaços móveis da realidade. Esses “espaços” me parecem semelhantes aos descritos no estudo de topografia, onde determinado “grupo” ou “domínio” contém uma série de características que definem as operações matemáticas possíveis naquele domínio. Em termos de psicodinâmica, existem “espaços da realidade” ou “sistema de crenças”, que contém grupos de formas de pensamento associados a concepções válidas e a concepções errôneas da realidade. Cada forma de pensamento contém suas próprias definições da realidade, como por exemplo: todos os homens são cruéis; o amor é fraco; ter tudo sobre controle é seguro e forte. Deduzo das minhas experiências que as pessoas, quando se movem na sua experiência diária, também se movem por diferentes “espaços” ou níveis de realidade, definidos pelos grupos de formas de pensamento. O mundo é experimentado de maneira diferente em cada grupo ou espaço da realidade.
As formas de pensamento são realidades energéticas, observáveis, que irradiam cores de vária intensidade. Sua intensidade e sua definição de forma decorrem da energia ou da importância que a pessoa lhes deu . As formas de pensamento são criadas e mantidas pelos seus donos por intermédio dos pensamentos habituais. Quanto mais definidos e claros forem os pensamentos, tanto mais definida será a forma. A natureza e a força das emoções associadas aos pensamentos dão à forma sua cor, sua intensidade e seu poder. Esses pensamentos podem ou não ser conscientes. Uma forma de pensamento se constrói a partir da constante ruminação de um temor como este, por exemplo: “Ele vai me deixar”. O criador da forma de pensamento agirá como se aquilo fosse acontecer. O campo de energia da forma de pensamento influirá de modo negativo no campo da pessoa a que ele se refere. Terá provavelmente o efeito de empurrar a pessoa para longe. Quanto mais força se der a essa influência negativa, enchendo-a de energia, consciente ou inconscientemente, tanto mais eficaz será ela no criar o resultado temido. Tais formas de pensamento, por via de regra, tanto fazem parte da personalidade que o indivíduo nem sequer se dá conta delas. Começam a formar-se na infância e baseiam-se num raciocínio de criança, quando são integradas à intensidade. São como um excesso da bagagem que a pessoa leva dentro de si, sem reparar ao seu efeito, que é muito grande. Essas formas de pensamento conglomeradas ou sistemas de crenças atraem muitos “efeitos” na realidade externa da pessoa.
Como essas formas não estão profundamente sepultadas no inconsciente, mas se encontram na borda da consciência, podem ser superadas por métodos como o trabalho de corpo do núcleo energético, jogos de associação de palavras e meditação.”
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COMENTÁRIO: Como podemos observar nos dois textos acima, a natureza da consciência depende fundamentalmente de uma ação disciplinada voltada para a própria consciência do observador. O fato real e a fantasia se misturam na consciência de um observador incauto ou desatento consigo mesmo. O pensamento, a palavra e a ação construtiva dependem de uma disciplina interior para visualização entre o que de fato é verdadeiro e o que é forma-pensamento (picuinha, devaneio, fantasia, projeção, julgamento desprovido de base filosófica, ou seja, retórica ou argumento falso etc.).
Nesse sentido, todo cuidado é pouco. E não devemos nos sentir ofendidos por causa de indivíduos que só enxergam os defeitos alheios e nada enxergam a respeito de si mesmos. A famosa frase: “não queira ver o cisco no olho de seu irmão (ã), enquanto na sua existe uma trave” – Jesus Cristo, cai bem nesse contexto. Devemos ter uma atitude holística, multidimensional e plural para podermos enxergar a grandiosidade do ato de viver em harmonia e assim respeitarmos a diversidade nesse universo de múltiplas e infinitas realizações e criações.
Assisti recentemente um documentário feito pela BBC de Londres sobre a vida dos animais rasteiros e fiadores. É impressionante a diversidade de formatos de teias e técnicas de construção e captura das aranhas. O mesmo poder acontece para o restante dos animais, vegetais e humanos. Por isso, precisamos ser prudentes ao julgar os fatos e as realidades nos diversos mundos que nossas percepções alcançam. A consciência é infinitamente maior e complexa daquela que imaginamos possuir. Não julgueis! O sexo não diferencia nada em termos de consciência entre os seres humanos. O eu, o tu e o nós são uma coisa só - e não possui gênero definido: ELES são O Criador em Ação!
FIM DE TARDE - "Antes que o Pau Chegue"

Para a 6ª versão do evento FIM DE TARDE, a Sertão Pop Produções está trazendo três atrações, todas do Cariri. O nome "Antes que o Pau chegue", é em alusão ao dia seguinte, que será o dia do "Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha"
A Banda Nóia é uma perfeita mistura de Cariri. Ótimos músicos interpretando canções dos bons tempos de décadas passadas. Tocam muito e farão um som bem dançante. O Dr. Divine é de Juazeiro e vai nos brindar com o rock and roll dos anos de 70 e 80, assim como o Dj. Dick que mora no Crato e que vai fazer rolar uma música super retrô.
O PINK FLOYD BAR fica localizado no Sítio Romualdo, entre a cidade de Crato e o Distrito de Arajara, em Barbalha.
Gosto não se discute - Emerson Monteiro
Triste do amarelo se todos gostassem do encarnado, eis frase que ouvia vezes sem conta de minha sábia mãe, contemporizando o atrito entre os filhos, falando essas coisas da sabedoria popular, segundo ela, aprendidas de seu pai, fiel apreciador dos dizeres do povo. E eu guardo com carinho algumas dessas pérolas definitivas que bem representam filosofia natural, transmitida de geração a geração pela oralidade.
Bom, quanto à questão do gosto, aos poucos a humanidade vem descobrindo o valor da diversidade nos assuntos da civilização. Vinícius de Moraes, numa de suas composições, afirma: Se todos fossem iguais a você que maravilha viver. Diz, mas já sabendo que a vida significa a contagem regressiva da morte, daí a beleza hipotética de seus versos. As dez mil coisas formam o teatro do Universo. O que seria da comédia se todos gostassem da tragédia?
Em matéria de literatura, vale lembrar que Franz Kafka em vida não chegou a publicar uma única de suas obras geniais, restando só à posteridade o raro prazer de apreciá-las. E outro expoente das letras, Jean-Paul Sartre, recusou o prêmio Nobel da Literatura vistas suas razões políticas, desmerecendo no gesto a tão ambicionada comenda dos autores mundiais.
No Brasil, quando Euclides da Cunha publicou Os sertões, trabalho de fôlego a retratar, na visão das elites brasileiras, no conflito de Canudos, retirou-se para uma fazenda no interior paulista pressentindo o fracasso da edição, e ele escolhia se distanciar para não presenciar de perto. Contudo, rápido o livro se esgotava e, ainda hoje, é reconhecido e admirado por muitos.
As diferenças formam o grande todo. Existem pessoas que preferem chã de dentro invés de músculo, e nem por essa razão todo dia se deixa de matar boi. Tem quem coma seus tecidos, independente do nome das partes ou da consistência da carne.
Isso porque há gosto para tudo. Caso as pessoas a quem decepcionamos vez em quando, as quais chegam a formar verdadeiras multidões, exigissem mais de nós ao nos conhecer, por certo facilitariam, com isto, nossa caminhada e economizariam fortunas em sofrimento para si e para outros.
Ser exigente nas escolhas, portanto, evita transtornos futuros e suprime a ilusão dos que se imaginam superiores, quando, na verdade, pecados e virtudes acham-se distribuídas em proporções equitativas no espaço da natureza, sem injustiças ou privilégios, vindo daí o segredo valioso da conformação. E maiores são os poderes de Deus.
sábado, 22 de maio de 2010
Pensamento para o Dia 22/05/2010

“Recentemente, ouvir palestras e discursos tornou-se um modismo, uma mania. Quando eles são ouvidos uma vez, as pessoas imaginam que sabem tudo. Não se contente meramente em escutar de conselhos. O que você ouviu deve mais tarde ser contemplado e, assim, impresso na mente depois de vivido e expresso em pensamento, palavra e ação. Só assim pode a Verdade ser um tesouro no coração, só então ela pode fluir através das veias e manifestar-se em todo seu esplendor através de você.”
Sathya Sai Baba
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“Se a filosofia védica (Vedanta) é pronunciada como um papagaio, sem qualquer tentativa de colocá-la em prática em sua própria conduta, isso não apenas corresponde a enganar os outros, mas enganar a si mesmo, que é ainda pior. Portanto, você deve ser do modo como você gostaria que os outros fossem. Não é a natureza de um aspirante espiritual (Sadhaka) procurar defeitos nos outros e esconder seus próprios. Se seus defeitos são apontados para você pelos outros, não argumente e tente provar que está certo, e não tenha rancor contra essa pessoa. Avalie internamente como você está errando e corrija seu comportamento. Por outro lado, racionalizar isso para sua própria satisfação ou armar uma vingança contra quem lhe mostrou seus erros — esses certamente não são os traços de um aspirante ou de um devoto (Bhaktha).”
Sathya Sai Baba
Projeto Ficha Limpa - Emerson Monteiro
Afinal o Congresso aprovou (dia 19 de maio de 2010) o projeto Ficha Limpa, dificultando assim o registro de candidatos às eleições brasileiras que hajam sido condenados por crimes graves após decisão colegiada da Justiça (mais de um juiz). A inelegibilidade do político será de oito anos.
Eis medida das mais prudentes, que de há muito reclamava definição, porquanto lugar de apenado é sob a guante da Lei e não a representar faceiros a coletividade, numa atualização das melhores, pois, com ênfase neste ano eleitoral.
Filtrar ao máximo vira assim palavra de ordem na política brasileira e afasta do cenário graves ameaças que circulam livres nos corredores das urnas, a cada pleito.
Sabe-se, no entanto, que a decisão final da política veem dos eleitores. As práticas carecem de urgentes mudanças no trato com o voto, sobretudo por parte dos responsáveis diretos pelo assunto, no caso os votantes.
Inexistiriam corruptos não houvesse corruptores. No caso da política, o procedimento torna-se de mão dupla. Corruptos e corruptores tendem a se confundir no decorrer da dramatização, palco eivado de vícios crônicos.
Quando candidatos inescrupulosos aliciam batalhões de eleitores para chegar e permanecer nos mandatos agem premidos pela solicitação das benesses fruto da inanição secular do mercado em que se tornou o território das madrugadas eleitoreiras.
O mesmo tanto ocorre no instante em que eleitores estendem as mãos para receber benefícios, inconscientes do poder auspicioso que tem o voto na determinação do futuro da sociedade.
Aspira-se, por isso, diante da recente decisão que os fichas limpas honrem o vigor da nova legislação e que o panorama da política nacional mereça valores proporcionais à grande carência de líderes comprometidos mais com o povo do que consigo próprios e suas camarilhas ambiciosas.


