Diante das intransponíveis dificuldades para validar a lei da Ficha Limpa, só resta agora aos eleitores a responsabilidade direta pelo assunto e cuidar de limpar todas as impurezas do seu precioso voto já nas eleições do corrente ano.
Os pressupostos da chamada Ficha Limpa mexeram com previsões de antecipar em um ano a matéria de cunho eleitoral, gerando questionamentos desde os tribunais regionais até chegar ao Supremo.
Por essas e outras razões, porém, o escore apertado de 5 a 5, na votação dos ministros, bem demonstra o quanto custa reverter hábitos numa política dominada por caciques tradicionais aferrados ao comando.
Quando as forças em jogo dispuserem de energia suficiente para reformar as instituições políticas envelhecidas, só então haverá esperança de evoluir no voto com as mudanças para realizar o sonho da verdadeira democracia.
Enquanto não ocorrer, no entanto, caberá, mais do que nunca, aos eleitores escolher os candidatos dignos, bem preparados, honestos e trabalhadores.
Instrumentos básicos dos destinos nacionais, eles irão definir o futuro, nos vários setores da vida pública. Os escolhidos mandarão chuva durante quatro longos anos da paciência do povo. Chegarão ao trono cobertos das grandes oportunidades e dos maiores direitos. Achar-se-ão investidos na autoridade com imunidades, foros especiais e proventos generosos, à custa de uma nação pobre e cofres esvaziados.
Em qualquer outra situação, o mais modesto do eleitor estudaria com rigor, mediria, pesaria, examinaria, avaliaria como gosto suas preferências. No comércio, nas compras dos mercados, butiques, nos sacolões e freiras, restaurantes, bancas de revistas, locadoras, etc.
Nas cabines eleitorais, todavia, a situação ganha conotação de quem quer elevar alguém ao sétimo céu da política, ofertar cheques em branco, depositar noutras mãos valores morais e bons costumes, família, segurança, educação, alimentação, e muito mais.
Por isso, trate de exercitar a seleção dos seus candidatos com a vista descoberta, olhos de bom senso, no fiel cumprimento do dever e das leis da consciência, no justo do possível. Porquanto, seremos responsabilizados pelo bom andamento dos negócios democráticos conquistados ao preço das lutas heróicas das gerações que nos antecederam e nos confiaram à continuação dessa história de imensos valores positivos.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
O voto limpo - Emerson Monteiro
Colunista do ‘FT’ tenta desvendar culto ao presidente Lula
Sakineh é condenada à forca por assassinato de marido
Ela foi liberada da acusação por adultério, cuja pena seria o apedrejamento
Fonte: Veja, com agência EFE
Viver é preciso – Por Carlos Eduardo Esmeraldo.
“Navigare necesse: vivere non est necesse.”Contrariando o general romano Pompeu Magnus, que viveu mais de meio século antes de Cristo e, derramou o seu latim com essa frase dita aos marinheiros que durante as guerras de conquista, tinham medo de entrar no mar para levá-lo à ilha da Sicilia, eu sinto que viver é preciso. Mesmo que para tanto, eu tenha que construir "pontes" e pavimentar novos caminhos. Somente é possível navegar, se houver vida. Mas viver, “não para gozar a vida, mas para engrandecê-la a serviço da evolução da humanidade", como diria o genial poeta português Fernando Pessoa. Viver nesse “vale de lágrimas” é bom demais e ninguém quer morrer. Todos pensam que a morte somente acontece aos outros. Mas poderemos adiar o nosso encontro definitivo com Deus.
A propósito desse assunto, ouvi muitas pessoas dizerem que cada um já nasce com o dia de sua morte marcado. Eu mesmo, durante muito tempo, acreditei nisso. Mas apesar das muitas surpresas que a vida nos reserva, hoje não penso mais assim. Por isso, valho-me de todos os meios que a medicina nos oferece para prolongar esta caminhada pelas estradas da vida, dom maravilhoso de Deus.
Outro dia ouvi de um dos defensores da tese do dia marcado, uma história interessante, que aqui deixo registrada para encerrar essa pequena reflexão, procurando alegrar os ânimos, quando nada, pelo menos o meu próprio estado de espírito.
Certo dia, ao despertar, um jovem de vinte anos ouviu a campainha de sua casa tocar e foi abrir a porta. Surpreendeu-se com a velhinha da foice, bastante autoritária, dizendo-lhe que aquele era o dia marcado para ele ir embora. Tentou argumentar, vivera tão pouco, o carnaval estava próximo. Pelo menos que ela o deixasse brincar seu último carnaval, implorou. A velhinha resolveu ligar seu celular e falar com o Superior lá de cima, pedindo a concessão de um prazo de 30 dias. Pedido atendido, como que por encanto, ela sumiu de sua frente. O rapaz pulou de alegria e pensou que na nova data ele iria driblar a velha Dona Morte pela segunda vez.
Na véspera do dia marcado, foi ao cabeleireiro e ordenou que raspasse toda sua vasta cabeleira à navalha. A cabeça ficou lizinha que dava gosto. No dia marcado, a Dona Morte foi a casa dele e alguém lhe informou que ele se encontrava num clube próximo. Então ela o procurou no meio da multidão que lotava os salões do clube, sem, contudo encontrá-lo. Olhou para um lado, para outro e afinal exclamou para si mesma. “É! O cara não está aqui não! Mas para não perder a viagem, eu vou levar aquele carequinha ali do meio, pois hoje é o dia dele”.
Pois é, esse nosso encontro fatal poderá ser adiado. Por via das dúvidas, eu estou até pensando em raspar a cabeça.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
São Paulo confirma dois shows de Paul McCartney no Morumbi em novembro
The Independent: A mulher mais poderosa do mundo
Hugh O’Shaughnessy – do jornal britânico Independent, reproduzido na Carta Maior
Crato anuncia os primeiros reforços para a temporada
Fonte: FutNet
O lulismo como abrigo e reciclagem da barbárie – Por Reinaldo Azevedo
Por Reinaldo Azevedo
Vantagem de Dilma cai e cresce chance de segundo turno
Ceará: tudo embolado na briga pelo Senado
Pela primeira vez, Tasso não lidera isoladamente a disputa. Está agora tecnicamente empatado com Eunício Oliveira, que cresceu sete pontos, enquanto o tucano caiu quatro. Mas José Pimentel também se aproxima e aparece em situação de empate técnico com Eunício
Fonte: O Povo
A imprensa na mira do faroeste no Tocantins
Fonte: Veja
Chávez fala em eleição na Venezuela e já prevê posse de Dilma no Brasil
Fonte: G1
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
A COMÉDIA DA MALDIÇÃO NO DRAGÃO DO MAR
A MAIOR COMÉDIA DE TODOS OS TEMPOS!!!
5 ANOS EM CARTAZ!!!
DIA 29 (QUARTA) DE SETEMBRO DE 2010, 20h
TEATRO DRAGÃO DO MAR (FORTALEZA-CE)
ENTRADA: 1KG DE ALIMENTO NÃO PERECÍVEL
Cia. Cearense de Teatro Brincante
Texto e Direção de Cacá Araújo
Mais de 10.000 pessoas já viram o espetáculo que traz a fantástica história de Ana Expedita, uma bela jovem que se amanceba com o vigário e é condenada à terrível maldição de virar mula-sem-cabeça!
O espetáculo teatral A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, de Cacá Araújo, encenado pela Cia. Cearense de Teatro Brincante, da cidade de Crato-CE, conseguiu um feito inédito no Ceará: durante três dias seguidos (sábado, dia 18, domingo, 19, e segunda, dia 20 de setembro) lotou o Teatro Rachel de Queiroz em duas sessões por noite. "Platéias maravilhosas se revesavam prestigiando os artistas, foi inesquecível, uma grande página de nossa história. A segunda sessão começava depois das 10 da noite e o público esperava disputando espaço, afirmou o cenógrafo França Soares."
As próximas apresentações da peça serão no Teatro Dragão do Mar, em Fortaleza-CE, dia 29 de setembro de 2010 (quarta-feira), inserida na programação do 1º Festival SATED das Artes; em 15 de outubro, no XXI Festival de Teatro de Acopiara-CE; e no dia 30, também de outubro, no Teatro Marquise Branca, em Juazeiro do Norte-CE, convidada para as comemorações alusivas aos 25 anos da Cia. de Teatro Livremente.
A Cia. Cearense de Teatro Brincante completará 5 anos de existência no dia 11 de novembro de 2010, mantendo em cartaz, desde então, o espetáculo A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, que já circulou por diversos lugares além do Crato: Araripe-CE, Nova Olinda-CE, Juazeiro do Norte-CE e Sousa-PB. 
ELENCO:
Cacá Araújo: Tandô / Carla Hemanuela: Mãe Luzia / Charline Moura: Irmã Francilina / Jardas Araújo: Cantador / Edival Dias: Padre Sebastião / Joênio Alves: Dono da Bodega / Jonyzia Fernandes: Ana Expedita / Joseany Oliveira: Leide Zefa / Josernany Oliveira: Brincante da Mula / Lifanco: Violeiro / Lílian Carvalho: Beata Carmélia / Lorenna Gonçalves: Cibita / Márcio Silvestre: Vigário Felizberto / Orleyna Moura: Viúva Fantina / Paula Amorim: Ladra / Paulo Henrique Macêdo: Fotógrafo Jorjão / Samara Neres: Cantadora
TÉCNICA:
Texto e Direção Geral: Cacá Araújo / Assistência de Direção: Orleyna Moura / Cenografia: França Soares e Cacá Araújo / Sonoplastia: Cacá Araújo / Iluminação: Danilo Brito / Maquiagem: Carla Hemanuela e Joênio Alves / Figurino: Orleyna Moura, Joênio Alves e Carla Hemanuela / Guarda-Roupa: Luciana Ferreira / Operação de Som: Emerson Rodrigues / Operação de Luz: Danilo Brito / Música: Lifanco e Cacá Araújo / Designer: Felipe Tavares / Produção Executiva: Mônica Batista / Produção Geral: Sociedade Cariri das Artes
Dilma diz que corrupção também atingiu Meio Ambiente na época de Marina
Fonte: Folha.com
Chavismo vence eleições legislativas, mas não alcança maioria absoluta
Cid cai seis pontos, mas ainda tem folga para vencer no 1º turno
domingo, 26 de setembro de 2010
A Praça dos Oitizeiros - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Quando chegamos à Praça da Sé, mesmo em qualquer hora do dia, temos para o nosso bem estar, uma agradável brisa que nos protege do calor. Tudo isso devido à preservação dos oitizeiros. Essas árvores estão ali há bastante tempo. Elas dão sombra para o transeunte que deseja sentar no banco dessa praça acolhedora, além de liberar o oxigênio necessário para purificar o ar que respiramos. Como todas as praças do Crato, a Praça da Sé é muito bonita e bem conservada.Hoje só se fala na preservação do meio ambiente. Observamos que os governantes cratenses, ao longo dos anos, preservaram e ajudaram ao meio ambiente, deixando os oitizeiros fazerem o seu papel para tornar a vida das pessoas que se dirigem a praça, mais saudável, prazerosa e livre do calor do sol. Além do mais, é obrigação das pessoas que dirigem a nossa cidade e de todos nós, cuidarmos do futuro do nosso planeta, deixando as árvores vivas e nos beneficiando com o seu oxigênio.
A sombra dos oitizeiros abrange toda a praça. Se uma pessoa decidir fazer caminhada, poderá fazê-la em qualquer horário, pois as árvores formam um verdadeiro teto ao redor da praça. O Crato tem a vantagem de ter belas praças que embelezam a cidade e dão melhores condições de vida à sua população.
Lembro-me que na minha infância, a Praça a Sé era a praça das crianças, dos adolescentes, estudantes, namorados e de todos os cratenses. Houve época que tinha até um lago com jacaré para divertir as crianças, embora fosse assustador.
Na festa da Padroeira, todos freqüentavam a praça à tardinha e à noite para aproveitar o parque de diversões. Hoje também ainda continua sendo a praça dos cratenses.
Tenho boas lembranças do tempo que estudava no Colégio São João Bosco e, após as aulas, eu, meus colegas e minhas colegas, nos reuníamos abaixo da sombra de um oitizeiro para conversarmos. Mesmo sendo hora de sol quente, estávamos protegidos do calor pelas sombras das antigas árvores. Gostava tanto desses momentos que me esquecia do tempo e algumas vezes eu chegava em casa, atrasada para o almoço. Meu pai reclamava, pois ele queria a família reunida durante as refeições.
Muitos casais, há anos casados, namoraram nos bancos da Praça da Sé, às sombras dos oitizeiros. Eu e Carlos tivemos o privilégio de ter passado horas e horas nos bancos dessa praça no período de férias, conversando enquanto nos conhecíamos melhor. Nesses momentos matávamos a saudade do tempo de separação, quando ele tinha que viajar para Salvador, onde estudava. Por isso, um primo de Carlos até brincava com ele, dizendo que ele recebia a chave da praça do leiteiro e a entregava ao guarda noturno. A Praça da Sé era a praça dos namorados. E hoje, ainda é?
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
(RE) CONSTRUINDO A IDENTIDADE CARIRI
Brevemente, podemos dizer que identidade é aquilo que se é: “sou índio”, “sou branco”, “sou negro”. Dessa forma identidade parece ser algo positivo, (“aquilo que sou”), uma característica particular um fato autônomo. Esta, por sua vez, também, possui uma relação de dependência da diferença quando digo: “sou índio” estou diferenciando, negando; “não sou negro”, sob esse aspecto identidade é o ponto de origem que define a diferença; dizer o que sou implica dizer o que não sou.Podemos ainda, dizer que é o resultado de atos de criação, não são elementos da natureza, não são essências, ela é ativamente produzida, é uma produção cultural e social da cultura e dos sistemas simbólicos que a compõem.
A identidade “ser índio”, não pode ser vista, compreendida fora de um processo de produção simbólica, ela, só possui sentido em relação com uma cadeia de significados formados por outras identidades étnicas. A afirmação da identidade dos grupos sociais traduz o desejo desses grupos sociais, garantirem o acesso privilegiado aos bens sociais. A identidade está sempre ligada ao poder; incluir, excluir (esse pertence, esse não pertence), demarcar fronteiras (nós e eles), desenvolvidos e primitivos o que mostra a utilização de uma forma de classificação estruturada em torno de oposições binárias.
Há sempre nos grupos a busca de uma identidade como norma, a identidade normal é natural, desejável, única, essa possui tal força que nem é vista como uma identidade e, sim, como a identidade, por exemplo; numa sociedade de supremacia indígena “ser índio” não é considerado uma identidade.
No caso dos processos de reconstrução de identidades étnicas é comum o uso de mitos fundadores, a construção de símbolos étnicos: a língua e os mitos são elementos centrais nos processos de reconstrução identitária, pois, a memória coletiva é um fenômeno importante construído coletivamente e submetido a flutuações, transformações, mudanças constantes que muito contribuem com o sentimento de identidade, ou seja, o sentido da imagem de si, pra si e para os outros.
No processo de reconstrução de identidades étnicas há três elementos essências a serem observados: a unidade física, (fronteira de pertencimento ao grupo), a continuidade dentro do tempo, o sentimento de coerência (os diferentes elementos que formam um indivíduo são efetivamente unificados).A reconstrução da identidade coletiva dos remanescentes Cariris é, então, todos os esforços que o grupo tem feito longo do tempo, todo o trabalho necessário para dar a cada membro do grupo o sentimento de unidade, de continuidade e de coerência.
Após essa breve abordagem do resgate da identidade étnica Cariri, podemos dizer que; essa retomada esse resgate, se situa no campo da identidade coletiva resgatada uma vez que esta é percebida pelo contraste de um grupo ante outro grupo.
Contudo, é suficiente para entendermos o processo de retomada da identidade Cariri na comunidade de Monte Alverne em Crato, nos situarmos no campo da identidade considerando-a como um sistema de representações e símbolos que estão contidos em estórias, memórias, e imagens que servem de referência para esse grupo.
Francisco Filemon Souza Lopes
Aluno de Graduação do Curso de Ciências Sociais – URCA
Atuante na Pesquisa sobre Identidade Étnica Cariri









