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segunda-feira, 14 de maio de 2012
Encerramento da Mostra de Bandas Armazém do Som
Veja o resumo das apresentações que marcaram o encerramento
da Mostra de Bandas Armazém do Som, na noite de 12 de maio, sábado, no Teatro
Patativa do Assaré do SESC de Juazeiro do Norte:
WALK ON: BONO NUMA
VERSÃO FEMININA - Capitaneados pela vocalista Luana, a banda cover do U2
mandou bem na guitarra e no espírito do rock prometido pra toda a noite de
sábado. Uma das melhores músicas de
todos os tempos, “One”, foi entoada como um verdadeiro hino religioso por todo
o Teatro e configurou-se como o clímax da apresentação. Bom saber que a banda é
daqui do Cariri e que poderá dar mais vezes mostras de seu talento.
GHOST RIDER (RUSH
TRIBUTE): PESO E PROGRESSO - O rock progressivo da banda canadense foi
revivido com excelente qualidade técnica e artística e causou forte impressão
no público que lotou o Teatro Patativa do Assaré nesta noite de sábado. A banda
de Fortaleza soube dosar bem todas as fases pelas quais o Rush já passou, dando
para agradar a todas as vertentes do público. “Tom Sawyer”, “Fly by Night”, “YYZ”, “Xanadu”,
“The Spirit of Radio”, “Free Will”, “Anthem” foram algumas das músicas da
noite.
PROWLER (IRON MADEN
COVER): A DONZELA FECHOU A MOSTRA DE BANDAS - Com mais de dez anos de
estrada, a banda veio de Teresina com vontade de seguir o ritual das
apresentações do Maiden, recebendo o público com a formação já no palco ao som
de "Doctor Doctor". Lá
estavam “Run To The Hills”, “Alexander The Great”, “Aces High”, “Brave New
World”, “The Trooper”, “Rime Of The Ancient Mariner”, entre tantas que deixaram
os fãs extasiados. Logo no início, a bandeira da Inglaterra tremulando
fez com que o sentimento de afinidade não só com as músicas, mas com toda uma
cultura gritassem mais alto no peito de toda a galera presente na última noite
da Mostra de Bandas Armazém do Som.
Fonte: Sesc – Juazeiro do Norte
domingo, 13 de maio de 2012
VII Festival Instrumental reafirma a necessidade de apresentar música de qualidade aos nordestinos
A partir do sucesso das seis edições anteriores, o VII
Festival da Música Instrumental vem para reafirmar a necessidade de apresentar
música de qualidade aos nordestinos e visitantes, com a participação de
instrumentistas dos nove estados do Nordeste, além de representantes de São
Paulo, Distrito Federal e de um país vizinho, a Argentina. Com programação
gratuita, o Festival acontecerá de 16 (próxima quarta-feira) a 26 de maio.
Nos três Centros Culturais Banco do Nordeste (Fortaleza;
Cariri, em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará; e Sousa, no alto sertão
paraibano), a sétima edição do Festival da Música Instrumental trará 55
concertos musicais, oito passagens de som abertas (momento em que o público
poderá interagir com os instrumentistas e descobrir detalhes da apresentação,
das técnicas utilizadas para execução ou particularidades dos instrumentos),
além de oficinas de formação artística, troca de ideias e um acervo especial
nas bibliotecas dos CCBNBs - tudo isso direcionado aos públicos de todas as
idades.
No decorrer deste mês de Maio, os três Centros Culturais BNB
buscarão mostrar um Festival mais ousado, valorizando a diversidade que tem a
música instrumental, não só de sons, mas também de instrumentos utilizados
pelos músicos. Materiais que anteriormente eram lixo (a exemplo de garrafas
PET, vidros e latas) agora compõem orquestras e grupos de percussão, encantando
plateias. Além do material reciclável utilizado pelos grupos, a sanfona terá um
destaque especial, em homenagem ao centenário de nascimento do Rei do Baião,
Luiz Gonzaga.
Aulas-shows com baixistas - E para os amantes do
contrabaixo, em Fortaleza, nos três primeiros dias do Festival de Música
Instrumental (16 a 18 de Maio, de quarta a sexta-feira, a partir das 15 horas)
acontecerão as aulas-shows dentro do IB&T Bass Festival, o mais importante
festival nacional de contrabaixistas, que contará com a participação especial
de 19 baixistas cearenses e outros de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do
Norte. O IB&T Bass Festival é uma parceria do Centro Cultural Banco do
Nordeste com as escolas de música de Fortaleza (CMAN, Guitartrix, Musimania,
Tocata, Tom Maior e Tônica), proporcionando essas aulas-shows que têm por
objetivo valorizar, favorecer, formar, destacar e unir alunos, professores,
músicos e público em geral.
A direção do IB&T Festival é do seu idealizador, o
baixista Celso Pixinga, reconhecido e respeitado internacionalmente. A produção
local é da professora Marta Carvalho, que há muitos anos investe e se dedica à
formação musical do povo cearense. O III IB&T Festival de Fortaleza tem
mais uma vez o apoio do Banco do Nordeste, que abre as portas do
CCBNB-Fortaleza para a sua realização, apostando no valor da música
instrumental brasileira e incentivando a iniciativa das escolas de música envolvidas
na promoção do Festival.
Fonte: Centro Cultural BNB
sábado, 12 de maio de 2012
Final de semana musical em Crato
O Crato recheado de eventos musicais nesse sábado!
A dica é: Pôr do sol, evento lindo do SESC Crato, com muito
samba rock com o Sambalanço á partir das 17:30h, no cruzeiro, ladeira da
integração, de lá, ainda inspirados pelo samba, show com Janinha Brito, Weskley
Sousa, Cidinho e Demetrius no JOÃO E MARIA BOTECO, à partir das 20:00h,
repertório que vai do samba à década de 70 e 80: Novos Baianos, Secos e
Molhados, Mutantes, Tim Maia, Jorge Benjor, fazendo a "base" para
festa do Rei e da Rainha, em homenagem ao dia das mães, no Terraçus Bar, onde
poderemos curtir Jardim Suspenso, cantando Rita Lee,e Godivas fazendo Roberto
Carlos. Será um sábado repleto de boas atrações, prestigiemos os eventos
musicais do nosso Cariri!
Fonte: Blog do Crato
CCBNB-Cariri comemora seis anos de atividades com shows de Luciano Brayner e grupo Mombojó
O Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri comemora seis
anos de atividades, realizando neste domingo, 13, shows do cantor, compositor,
arranjador e instrumentista Luciano Brayner, às 20 horas, e do grupo
pernambucano Mombojó, às 21h30. Com entrada gratuita, os dois espetáculos
acontecerão no Largo da Rffsa, no município do Crato.
Veja a seguir os perfis dos artistas:
Luciano Brayner - Cantor, compositor, arranjador e
instrumentista, radicado desde 2003 em Juazeiro do Norte (CE), Luciano Brayner apresenta em seu trabalho uma
multiplicidade de influências assimiladas em mais de 10 anos de atividade
musical. Trafegando entre a tradição e a contemporaneidade, sua música se situa
em uma zona de fronteira, um universo de conciliação entre o novo e o antigo,
tão presente na efervescente cultura nordestina. Suas composições trazem esta
marca: um olhar que assimila o mundo e um sentimento nordestino, brasileiro,
que se intensifica e se enraíza. Sentimento encontrado nos dolentes aboios dos
vaqueiros, nos toques das gaitas e pifes dos caboclos ou na síncope
afro-brasileira dos sambas, frevos e maracatus.
Mombojó - No início dos anos 2000 Recife vivia uma cena
musical rica e diversa, às vezes chamada pós-mangue. O mercado musical iniciava
na época um conjunto de mudanças profundas, que incluiriam a oferta de música
como serviço e os usos massivos da Internet como palco. A Mombojó nasceu como
muitas bandas de Pernambuco, na garagem e na escola, entre jovens adultos, com
um olho no mangue, outro no mundo. Em seu primeiro trabalho, a banda produziu o
disco Nadadenovo (2004), lançou todas as músicas simultaneamente na Web com uma
licença Creative Commons, distribuiu para bancas de jornais em todo o Brasil
pela Revista Outra Coisa (2004/2005), e ganhou o prêmio APCA (Associação
Paulista de Críticos de Arte) duas vezes de melhor grupo musical (2005 e 2006).
O começo foi assim, de integração às formas emergentes do novo mercado de
música, de articulação com as tradições da música contemporânea de Recife e
Olinda, de visibilidade em eixos geográficos e mundos virtuais diferenciados.
No disco mais recente, Amigo do Tempo (2010), a banda ressurge com cinco
componentes e volta à independência. Gravado ao longo de três anos em pelo
menos oito estúdios diferentes, a banda incluiu neste disco arranjos com mais
instrumentos que aqueles usados nos dois discos anteriores, executados por uma
dezena de convidados, inclusive da Orquestra Jovem do Conservatório
Pernambucano de Música e da Orquestra Sinfônica do Recife. Amigo do Tempo
recebeu dezenas de boas referências dos críticos.
Fonte: Centro Cultural Banco do Nordeste
Casa dos Flintstones é vendida por US$ 3,5 milhões na Califórnia
Joana Gontijo
A Califórnia tem um cenário que transporta os curiosos para
a Bedrock da vida real. Uma casa no melhor estilo Flintstones chama a atenção
pelo desenho que leva à época das cavernas e agrada os fãs da série de
televisão animada produzida pela Hanna-Barbera na década de 1960 e que já foi
vista por, estima-se, 300 milhões de espectadores de 80 países.
Com estilo arquitetônico peculiar, o imóvel localizado em
Malibu foi recentemente vendido por US$ 3,5 milhões, cerca de R$ 6 milhões.
Encravada em uma rocha em um terreno de 9,3 hectares, a casa pertencia ao
apresentador Dick Clark, 82 anos, personalidade da TV americana, e sua esposa,
Kari.
A construção conta com apenas um quarto e dois banheiros,
além dos ambientes de estar e jantar, e é brindada por uma bela vista para o
mar que transparece pelas paredes de vidro. Tetos abobadados, lareira, adega e
bar completam o lúdico interior.
Fonte: Correio Braziliense
BANDA JARDIM SUSPENSO FARÁ SHOW NO CRATO NESTE SÁBADO
A banda cearense Jardim Suspenso, fará seu primeiro show na
Região do Cariri, na cidade do Crato no próximo dia 12 de maio, a partir das
22h, no Terraçus Bar e Petiscaria. A festa organizada pela Sertão Pop
Produções homenageia as mães caririenses, pois acontece na véspera
do Dia das Mães. Para isso está trazendo
duas bandas onde a mulher é destaque: para abrir o evento Banda Godivas, do
Crato, formada por mulheres e o show que elas nos apresentarão é em cima da
obra do REI ROBERTO CARLOS. A outra, de Fortaleza, é a Jardim Suspenso, que faz uma releitura da
obra da RAINHA RITA LEE. "Naturalmente será um grande evento e em um
momento muito especial, pois achamos que as mães são a mola-mestra da família e
portanto merecem essa grande homenagem através da música", afirma Kaika
Luiz, produtor do evento.
A banda Jardim Suspenso está na cena musical cearense desde
2010 e desde então vem realizando show de releitura da obra de Rita Lee e de
seu ex-grupo, Os Mutantes. A banda tem se apresentado em importantes espaços
culturais, eventos de Fortaleza e
programas de TV. Fora da capital, já se realizaram show na Região Metropolitana e na cidade
Sobral.
O grupo é formado por Joanice Sampaio (vocal), Pedro de
Farias (guitarra), Victor Fontenele (baixo) e Carlinhos Perdigão (bateria).
SERVIÇO
FESTA DO REI E DA RAINHA
Tributo à Rita Lee, com a banda Jardim Suspenso (Fortaleza)
Tributo a Roberto Carlos, com a banda Godivas (Crato)
TERRAÇUS - Bar e Petiscaria
Dia 12 de maio, a partir das 22h
Av. Pedro Felício Cavalcanti - 1969, 63106-010 Crato-CE
Info: (88) 9666.9666
(88) 3521.5398
(88) 8824.2131
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Geopark Araripe recebe Selo Verde, durante 5º Congresso Internacional da Unesco, no Japão
Será entregue durante o 5º Congresso Internacional da Unesco
sobre Geoparks - o Geoparks 2012, que acontece de 12 a 15 de maio na cidade
Shimabara Nagazaki, no Japão, o Selo Verde para o Geopark Araripe. O evento
reúne representantes de geoparks do mundo todo e acontece no Shimabara Fukko
Arena e no Mt Unzen Disaster Memorial Hall. Uma comitiva do Estado do Ceará
participa da solenidade, composta pelo coordenador do projeto, Patrício Melo,
Vice-Reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), e o secretário das
Cidades, Camilo Santana.
O selo representa a aprovação dos projetos desenvolvidos
pelo Geopak durante os primeiros quatro anos de criação, por meio da URCA. O
projeto possui nove geossítios em seis cidades do Cariri e é o único nas
Américas, sendo hoje importante impulsionador para que novos geoparks sejam
criados no Brasil e países da América do Sul.
O secretário das Cidades destaca a importância da
participação do Estado no evento, para integração de experiências. O selo
representa a revalidação de todo o processo de elaboração e criação do projeto
do Geopark Araripe, segundo Camilo, possibilitando o aval internacional da Rede
Global de Geoparks, da Unesco.
De acordo com Camilo Santana, a participação no congresso
também envolve palestras a respeito do Geopark por meio da coordenação e
técnicos que estarão presentes nos debates. Ele afirma que será uma forma de
fortalecer as parcerias, com apresentação do Geopark Araripe durante
conferência.
O secretário destaca a realização de novos investimentos. Nesta
nova fase serão aplicados cerca de R$ 7 milhões em projetos, numa parceria da
Secretaria das Cidades com o Banco Mundial. Além da fase de sinalização dos
geossítios nos municípios, serão adquiridos novos veículos. Outro grande volume
de investimentos será realizado na área de infraestrutura nos geossítios da
Colina do Horto; na área da Cachoeira de Missão Velha, onde será inserida uma
proteção (guarda-copos); e em Santana do Cariri. Segundo Camilo, todos os
geossítios serão beneficiados.
A sede administrativa do Geopark Araripe foi inaugurada em
março, por meio de investimentos do Ministério do Turismo. O projeto inaugura a
nova fase, com a revalidação do selo, após avaliação dos consultores da Rede
Global, que estiveram na região para verificar os avanços no projeto, realizar
observações em relação ao que precisa ser melhorado e aprovar o selo verde.
De acordo com o coordenador Patrício Melo, o Geopark se
encontra com vários projetos em execução. Ele afirma que o projeto lançou as
bases e agora aguarda vôos maiores. “Estamos preparados para ser o grande
articulador e mediador do desenvolvimento sustentável nos municípios que
integram o projeto, tendo como atuações o turismo de natureza, conservação do
meio ambiente, além da educação ambiental como temáticas”, frisa. Ele
acrescenta que esses projetos não excluem a atuação dos governos, que têm
procurado articular as instâncias governamentais e sociais.
Estão previstos para esse ano a elaboração dos projetos
executivos para estrutura mínima dos geossítios, por meio de um projeto de R$
160 mil, inserindo o guarda-copos na cachoeira de Missão Velha e o projeto de
engenharia. Também está previsto estacionamentos nas áreas dos nove geossítios.
O Vice-Reitor prevê que até o final de 2013 os projetos deverão estar edificados.
Fonte: URCA
Estreia de Boa Noite Cinderela
Um campo florido guardado
por cães pastores simboliza as dualidades humanas: de um lado o desejo, o sonho
e a esperança. De outro, a realidade. (Pina Bausch)
Somos criados para
acreditar no sonho, no príncipe encantado, no mundo perfeito, no final feliz.
Com o andar da carruagem
vamos, paulatinamente, nos afastando da doçura e ingenuidade dos contos de
fadas e sendo devorados pelas brutalidades cotidianas.
Percebemos que a vida é
dura e para sobreviver é preciso também enrijecer-se.
Desprezos, falsidades, traições,
crimes bárbaros.
Cada vez mais nos
decepcionamos com o mau-caratismo de alguns seres humanos.
Por onde anda o amor, a
amizade e a delicadeza na contemporaneidade?
Boa noite cinderela é a
nova montagem da Alysson Amancio Companhia,
um espetáculo de dança
contemporânea que almeja provocar essas questões sobre os espectadores.
A afetividade está
findada a extinção?
Era uma vez...
Alysson Amancio
Ficha Técnica
Direção, dramaturgia e
coreografia: Alysson Amancio
Interpretes-criadores:
Adriano Modesto, Alyne Souza, Faeina
Jorge, Kelyenne Maia, Luciana Araujo, Lucivânia Lima, Michele santos, Rosilene
Diniz
Pesquisa musical, cabelo
e maquiagem: Alyne Sousa e Alysson Amancio
Ensaiadora: Luciana
Araújo
Assessoria teatral:
Duilio Cunha
Figurino: Ariane Morais
Iluminação: Luiz Renato
Assistente de iluminação
e operação de luz: Raimundo Lopes
Fotografia: Diego Linard
Arte: Jota Júnior
Assessoria de Imprensa:
Monica Batista
Produção: Jota Júnior
Santos, Luciany Maria Mendes, Nilo Junior callou
SERVIÇO: Boa Noite Cinderela, dias 17, 18, 19, 24, 25
e 26 de maio de 2012
sempre ás 20h no Teatro
do SESC Patativa do Assaré - Juazeiro do Norte/Ce
Assessoria de Imprensa:
Monica Batista
quinta-feira, 10 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
O CRATO EM TRÊS TEMPOS ou DOS ERROS E DA VERDADE
Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto
Professor URCA
PRIMEIRO
TEMPO
A
ARROGÂNCIA DO PRESENTE
Vendo hoje a triste decadência da antiga e
briosa Vila Real do Crato parece até fantasioso dizer, como se deram os fatos,
que foi a Comarca mais antiga de todo o interior cearense, de próspero
comércio, firme influência política no Estado e alhures e berço de diversas
expressões culturais, das mais elaboradas desenvolvidas nos seus colégios e
seminário às de raízes populares mais legítimas, a exemplo das bandas cabaçais
e reisados. Observar a cidade esburacada e deformada realmente nos induz a
desacreditar mesmo que é esta a terra (por nascimento ou adoção) tão amadas de
figuras ímpares da história do Brasil, como poder-se-ia dizer de D. Bárbara de
Alencar e seus filhos, como o valente herói Tristão Gonçalves ou o velho
senador José Martiniano, por sua vez pai do mestre romancista José de Alencar.
Não pode mesmo lugar tão desamado por seus administradores e representantes
legislativos, eleitos estes do sufrágio, ter já sido declamado pelo ilustre
amor de outras ainda mais luzentes figuras, como mais recentemente na história
poderíamos falar dos irmãos Miguel e Violeta Arraes, mesmo do atual Governador
de Pernambuco, cidadão emérito do Crato, Sr. Eduardo Campos. É tão grande o
número de glamorosas figuras que tem algum tipo de relação de honesto afeto à
cidade quanto é proporcionalmente o inegável estado de abandono que sofre a
terra do Frei Carlos Maria, seu honorífico fundador.
Exemplo e símbolo maior do dito abandono, sem
dúvidas encontramos no canal do Rio Grangeiro (ou talvez melhor fosse dizer,
daquele tenebroso lugar de barreiras em destroços, em eminente risco de
desabamento, que oferece real perigo aos passantes, tão assolado como talvez
não tivesse ficado se fosse atingido por bombardeiros, ao qual ainda teimamos
os cratenses por chamar de canal do Rio Grangeiro). Se ao velho beato José
Lourenço se permitisse ver a terrível cena do rio tal qual se encontra hoje é
certo que pensaria que as bombas do Caldeirão se replicaram agora em plena
cidade do Crato. Antes mesmo tivéssemos sido vítimas de ataque militar, pois
assim talvez fóssemos capazes de sensibilizar a indeclinável ajuda humanitária
da qual calamitosamente necessita a cidade e seus desolados habitantes.
Nem disto os pobres cratenses são capazes. Ao
reverso do que a necessidade e o bom senso administrativo imporiam em situação
tão urgente, todos os níveis do poder nos abandonaram, tal qual abandona a nave
e sua desavisada tripulação o desonesto capitão diante do desastre iminente. O
Prefeito se diz sem recursos, mas peca pela omissão de não realizar o possível
e incapacidade de manter um mínimo que seja nível de diálogo com as demais
esferas de poder. O Governo Estadual peca por haver mal administrado a obra
emergencial de recuperação, com evidentes erros de projeto. A União, ao tempo
em que de fato deverá apurar as cabíveis responsabilidades, teria o dever
moral, humanitário e até mesmo jurídico de amparar os verdadeiros inocentes e
únicas vítimas de toda a história, que é a população atingida pelo desastre
natural, mas ao mesmo tempo moral e histórico que se abateu sobre aquela que a
um longínquo, quase esquecido tempo, já foi a prestigiosa capital da cultura
cearense. Só nos resta mesmo pedir a Deus seu providencial socorro!
SEGUNDO
TEMPO
A
MIOPIA DO PASSADO
Para muito além de suas belezas naturais,
desde jovem povoado o Crato já apresentava a pujança econômica e cultural que
lhe marcaria o passado glamoroso com a mesma intensidade que a saudade dele o
presente decadente. Darcy Ribeiro em sua obra O Povo Brasileiro dá vibrante relato da importância regional do
comércio local simbolizado pelo ainda raro remanescente prédio da Rede Viação
Cearense, definitivamente um dos muito poucos que ainda não foram
criminosamente demolidos na cúmplice sombra da omissão do poder público local.
Padre Cícero e o milagre de Juazeiro viriam soterrar a soberba arrogância da
oligarquia descendente tanto da elite antes canaviera e oligárquica que
propriamente revolucionária, quanto do clero romanizado e contrário à igreja
popular e missionária do velho Ibiapina, que desta feita em Cícero e seu
povoado organizado, disciplinado e casto encontrou o mais legítimo e forte de
seus seguidores. Se a Casa de Caridade de Crato e a semente missionária de seu
fundador foram tomados pela hierarquia da Igreja, Maria de Araújo e seu
estridente milagre transformaram Juazeiro em símbolo da resistência sertaneja
ao poder secular da cruz da Igreja e da espada do Estado.
Nos mesmos cem anos em que a pequena igreja
construída pelo Padre Cícero (a partir da velha capela que encontrou no lugar)
cresceu junto com a mesma força da urbe se transmudando o templo na basílica
menor e a cidade na metrópole que são uma e outra hoje, o Crato do bacamarteiro
Coronel Antonio Luiz se reduziu a esta deplorável cicatriz do pujante centro
que fora, com as coisas que tinha (o cratinha, afinal) composto que era por uma
vanguarda boêmia, rica, culta e religiosa, de loginquas raízes judias, cuja
memória medieval não fora ainda inteiramente esquecida. Enquanto Juazeiro se
construiu para a história como o quase único palco do milagre da beata, braço
armado da tomada do poder por Floro Bartolomeu e propulsor da economia
regional, o Crato se apresentou como sede da resistência da hierarquia
romanizada e servil aos interesses da decadente elite econômica e religiosa,
que ao termo da centúria ainda braveja a avareza de seus sentimentos e a miupia
de sua estreita consciência de mundo, não fazendo questão de arrefecer sequer o
confesso rancor ao sucesso da vizinha, a quem atribui a culpa de seu
personalíssimo e intransferível fracasso.
O criminoso inquérito presidido pelo
monsenhor Alexandrino, que se valeu da vil tortura (que a vista da legislação
de hoje é típico crime de abuso de autoridade), a retratação do então Padre
Quintino, que depois se tornaria primeiro bispo do Crato, que de início atestou
ter não somente testemunhado a versão da hóstia em sangue, como dado ele mesmo
comunhão à beata e depois capitulou desdizendo absolutamente tudo, o sumisso
dos lenços ensangüentados da igreja da Sé de Crato e tantos mais fatos
ocorridos nos últimos cento e poucos anos são todos tentativas frustradas pelas
quais buscou o Crato destruir o que ao final terminou sendo: a terra do
Cearense do século XX.
TERCEIRO
TEMPO
OS
HERÓIS DECAPITADOS
Se
é verdade que o Crato desde sua mais tênue idade teve sempre em sua estrutura
social uma elite prepotente, egocêntrica, mas ao mesmo tempo muito mau
instruída, incompetente mesmo, também o é que por suas ruas históricas também
passaram grandes nomes de vanguarda, pessoas visionárias, que compreendiam
perfeitamente a importância geopolítica e econômica que os sopés da Chapada do
Araripe poderiam ter no desenvolvimento do Ceará, do Nordeste e mesmo do
Brasil. A mais dorida verdade, porém, é perceber que os energúmenos venceram a
batalha.
O próprio Raimundo Borges, intelectual da
mais alta e legítima estirpe do Cariri, confessa (Memória Histórica da Comarca do Crato) a injustiça colorida de
indisfarçada vingança que foi a condenação e morte por fuzilamento de Pinto
Madeira, reconhecido desafeto que era da heróica família Alencar. Mas também
houve José Lourenço, expulso de sua concessão de terras dada pelo padrinho de
todos os pobres, Padre Cícero, sob o calor do bombardeio que se abateu sobre o
Caldeirão. José Marrocos, símbolo maior da intelectualidade cratense de todos
os tempos, também amargou do azedo fel da perseguição e incompreensão de seus
conterrâneos, e sequer mesmo pôde descansar em paz, pois que mesmo depois de
morto ainda não teve seus bens facilmente desvencilhados em favor de quem lhes
deixara por abusiva ordem do então Juiz da velha e briosa Comarca de Crato. Nos
anos de chumbo da ditadura militar dos anos sessenta e setenta do século
passado, também cá houveram os perseguidos do sistema, notadamente estudantes.
Nos anos noventa, ciclicamente o mesmo torna a ocorrer.
Nos últimos anos, no que pese a incômoda
decadência que se abate em toda a cidade, seja na zona rural com suas estradas
esburacadas e mal cuidadas, seja na urbe, com suas ruas ainda mais esburacadas,
de asfalto deformado e com uma das suas principais avenidas quase toda
interditada, como é o que se dá com a avenida do canal, aquela velha elite
persiste mais arrogante ainda. Exemplo é o do Prefeito Municipal, que apesar de
todas as evidências de desterro, não aceita que a imprensa lhe critique no que
quer que seja, processando prontamente tantos quanto não enxerguem a próspera,
limpa e bem zelada cidade que ele governa em seus agora já raros discursos.
De bom mesmo só ficou a boemia e os artistas
populares, todos absolutamente desvinculados daquela elite míope, especialmente
dos trôpegos detentores do poder local, a quem historicamente se pode sim
atribuir as razões e as culpas de terem transmudado uma das mais célebres
cidades cearenses na penúria atual. Agora, só resta mesmo admirar a beleza do
passado, pois que o futuro se foi no bonde da história.
Autor: Jorge Emicles Pinheiro
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Banda Sol na Macambira e Tambores do Encantado se apresentarão no Crato
A Praça Siqueira Campos na cidade do Crato nesta quinta-feira, dia 10, a partir das 18h00, se transformará no terreiro para apresentação e brincadeira da Banda Sol na Macambira e Tambores do Encantado, além performances teatrais e distribuição gratuita de cordéis.
Isso tudo é para fugir dos padrões formais de lançamento de livros e documentários, o espaço fechado e as formalidades serão substituídas pela Praça e a interação com o público no lançamento do livro e do documentário “Entranhamentos entre Arte, Estética, Política, Cultura e Educação” do artista/educador Alexandre Lucas. Essa é mais uma realização no caráter do Coletivo Camaradas.
TAMBORES DO ENCANTADO
O grupo Tambores do Encantado é fruto do projeto “Arte e Cultura para Pessoa com Deficiência” resultado da parceria entre a APAE Crato e a Petrobras Distribuidora.
A banda nascida em 2009 é formada pelos alunos da APAE-Crato a partir das aulas de prática instrumental e das reflexões sobre as culturas afro-brasileira, indígena e manifestações populares do nordeste, em especial as tradições kariris.
Traz na música “cafuza” a possibilidade de discutir a inclusão da pessoa com deficiência, democratizar o acesso a cultura Cariri e assim estimular o respeito e preservação da nossa memória cultural.
Em 2011 foi classificada e contemplada com o Prêmio Arte e Cultura Inclusiva 2011 – Edição Albertina Brasil – “Nada Sobre Nós Sem Nós” da Escola Brasil e Ministério da Cultura.
BANDA SOL NA MACAMBIRA
A Sol na Macambira nascida em Juazeiro do Norte-CE, 2005 conquistou grande expressividade na musica regional e está fincada nas raízes caririenses. Faz de suas canções um instrumento de estudo, divulgação e crítica a exploração do homem do sertão.
No espetáculo Canto Novo, inaugura uma fase de recriação que vai da nova formação ao passeio sonoro pelo Cariri, conta histórias e canta o cotidiano por meio da mistura de linguagens artísticas e ritmos regionais traz elementos como Palhaço Mateus e Jaraguá.
Proporciona valiosa degustação de sua original construção musical e encanta a todos os públicos com seus pífanos, rabecas e tambores perfumados com poesia.
Serviço:
Banda Sol na Macambira
(88)88212644 – Jean Alex/Jessika Bezerra
domingo, 6 de maio de 2012
AS MÃES DO MONSENHOR
Luiz Domingos de Luna*
Aurora porta no seu seio protetor, na amamentação diária, na maternidade responsável, a candura de uma mãe dedicada ao seu primeiro filho da Rede Pública Estadual de Ensino no cariri cearense ,o educandário Escola Monsenhor Vicente Bezerra, {15 de março 1927}, o zelo, a predisposição, o planejamento prévio, a aglutinação do pensar feminino, já impresso e timbrado no DNA de preservação da espécie, característica básica da mulher, faz do querido Bairro do Araçá o berço esplêndido para o acolhimento primeiro, deste filho no cariri.
A Luz da racionalidade, da razão pura, sendo entregue este projeto aos racionalistas, com certeza, este filho ilustre de Aurora teria sido abortado, pois o espaço geográfico e a paisagem social não tinham o ouro nem a prata para oferecer ao recém nascido, Muitos gritavam que o Educandário iria ser um uma criança raquítica, frágil, doente e que seria melhor levar a criança para um centro mais desenvolvido. Foi uma verdadeira guerra entre a Razão pura, cristalina e a emoção do universo feminino das queridas mães do bairro Araçá e por extensão as mães de Aurora como um todo.
A refrega continuou, até quando os racionalistas cansados de ouvir tanta cantilena emotiva por parte das mães aurorenses, desabafaram em alto e bom tom: - Esta criança deveria ser abortada, mas dada a teimosia de vocês não mais que 05 anos ela será vitimada pela desnutrição o morrerá a míngua, isto servirá de lição para todas vocês em tentar lutar por uma vida que nós sabemos que é uma sobrevida para a morte.
Foi feita uma corrente forte e coesa das mães de Aurora para amamentar a criança, as pioneiras foram às mães do bairro Araçá, que mobilizaram toda zona rural, num verdadeiro arrastão digno do heroísmo e a bravura da mulher aurorense.
Assim, com o leite doado pelas heroínas do universo feminino de Aurora, o rebento – Educandário Monsenhor Vicente Bezerra foi criado e alimentado, nutrido e amado pelas mãos carinhosas das mães do querido bairro do Araçá.
A Criança hoje tem 85 anos, mas continua sob o manto protetor do universo feminino, uma luz a brilhar no horizonte da educação no cariri cearense, não por acaso, o dia das mães comemoração da luta incansável destas heroínas – o pátio interno da Escola Monsenhor Vicente Bezerra sempre foi, é, e será a maior concentração de mulheres aurorenses neste dia que representa a vitoria de todas as mulheres de Aurora.
(*) Professor da Escola e Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra- Aurora –CE. CEP: 63.360.000. TEL: (88) 35433903. Email do autor: falcaodouradoarte@gmail.com
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Banda Jardim Suspenso se apresenta no Cariri em comemoração ao Dia das Mães
Banda Jardim Suspenso se apresenta no Cariri em comemoração ao Dia das Mães
Matéria publicada no blog Sobreart do jornalista Marcus Peixoto.
http://sobrearte-marcuspeixoto.blogspot.com.br/2012/05/banda-jardim-suspenso-se-apresenta-no.html
Coletivo Camaradas lança livro e documentário no Crato sobre arte e engajamento político
Banda Sol na Macambira, performances, distribuição de cordéis e muita descontração deverão marcar o lançamento do livro e documentário “Entranhamentos entre Arte, estética, política, cultura e educação”.
A Praça Siqueira Campos no Crato será mais uma vez ocupada pelo Coletivo Camaradas, no dia 10 de maio, a partir das 18 horas. Desta vez o grupo fará o lançamento do livro e documentário “Entranhamentos entre Arte, estética, política, cultura e educação” do artista/educador Alexandre Lucas. O livro trata-se de uma coletânea de artigos baseados em experimentos, vivências e reflexões do autor, através da sua participação em coletivos de artes, como é o caso do Coletivo Camaradas. O livro tem caráter pedagógico e aborda a questão da arte de forma contextualizada com os aspectos sociais, políticos e culturais.
Já o documentário reúne falas de 56 pessoas, entre artistas, pesquisadores e produtores culturais de diversos estados brasileiros. Para produzir o documentário foram captadas imagens nas cidades de Recife-PE, Rio de Janeiro - RJ, Fortaleza, Aracati e na região do Cariri.
O livro faz questionamentos sobre o papel social do artista e do educador, a partir de uma tomada de posição política ligada aos interesses das camadas populares. As experiências compartilhadas ao longo dos anos com os coletivos e artistas de outros estados, através do Programa Nacional de Interferência Ambiental – PIA e do Instituto Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA possibilitou acumular argumentos para a produção do livro e do documentário.
A apresentação do livro é feita pelo filósofo e cineasta Rosemberg Cariry que entre outras questões cita : "Entre estes novos movimentos, destaco a marcante presença do Coletivo Camaradas, à frente do qual está Alexandre Lucas e uma “nação aguerrida” de jovens artistas, com uma perspectiva mais ampla do país e do mundo, levando artes e culturas em todas as frentes; das universidades às escolas públicas, das feiras às romarias, dos palcos às praças das pequenas cidades do sertão."
Para a arte/educadora, doutoranda pela Universidade de Sevilla em Artes Visuais e Educação, Sislândia Brito, “O artista/educador Alexandre Lucas tem um trabalho de engajamento político e de comprometimento com as causas populares na sua arte”, e destaca que “sempre com a preocupação de uma arte de interação com o público, seu trabalho sempre evidencia que é necessário possibilitar e criar condições para que o grande público se sinta parte do fazer artístico”.
O livro e o documentário serão disponibilizados gratuitamente pela internet e distribuídos as escolas.
"A arte é um diálogo constante entre o eu e a sua coletividade, que acarreta relações e necessidades humanas de atrelar o indivíduo ao seu entorno social." diz Alexandre Lucas no seu livro.
Serviço:
Kit Livro e documentário “Entranhamentos entre Arte, estética, política, cultura e educação”
Lançamento – Dia 10 de maio ( quinta-feira), às 18h00, no Praça Siqueira Campos – Crato/CE
Investimento: R$ 10,00
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Pingo de Fortaleza - Uma chuva de musicalidade comprometida
Compositor, músico, brincante, pesquisador e produtor cultural Pingo de Fortaleza é um artista que nasceu um ano antes do Golpe Militar e que se envolveu com a música e com outras linguagens artísticas na adolescência. Recebe esse pseudônimo por ter nascido prematuro. Com uma grandeza de olhar ele destaca que definir o que é popular e contemporâneo está cada fez mais é difícil e perigoso usar estas compartimentações no campo da cultura e da arte.
Alexandre Lucas – Quem é Pingo de Fortaleza?
Pingo de Fortaleza - João Wanderley Roberto Militão, nascido prematuro em Fortaleza no dia 08 de fevereiro de 1963, músico desde a adolescência e um eterno apaixonado pela arte da vida e pelas artes.
Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória?
Pingo de Fortaleza - Comecei ainda menino tocando violão no bairro José Walter e em seguida junto aos amigos da ETFCE onde cursei meu segundo grau, depois fui cursar música na UECE e neste tempo já havia me envolvido com parceiros do teatro e da poesia.
Ali no universo do movimento estudantil do inicio da década de 1980 fiz minhas primeiras apresentações e meus primeiros espetáculos individuais.
Depois gravei meu primeiro LP em 1986 e nunca mais parei de produzir e seguir nesta viagem musical.
Alexandre Lucas – Como se deu sua relação com a música?
Pingo de Fortaleza - De forma natural, recebendo informações de todas as formas e linguagens e se fortaleceu na adolescência com a audição das músicas do Pessoal do Ceará.
Alexandre Lucas – você é autor do livro Maracatu Az de Ouro – 70 anos de memórias, loas e batuques. O que representa a publicação deste livro para o Maracatu Cearense?
Pingo de Fortaleza - Tenho mantido um envolvimento com o universo da cultura do maracatu do Ceará desde 1990 quando criei a canção Maculelê, acho que o livro traduz um pouco todo o meu aprendizado neste segmento e revela através da história do Maracatu Az de Ouro que ainda precisamos de muitos registros para reconhecer profundamente à rica e significativa presença do maracatu na cidade de Fortaleza.
Alexandre Lucas – Além de pesquisador, você é brincante de Maracatu. Isso possibilitou um olhar diferenciado para produção do seu livro?
Pingo de Fortaleza - Ser brincante me deu mais felicidade em conseguir produzir este trabalho, pois vivo este universo e procuro recriá-lo sempre.
Alexandre Lucas – você é um dos fundadores do Maracatu Solar. Como vem sendo desenvolvido esse trabalho?
Pingo de Fortaleza - O Maracatu SOLAR é um Programa de Formação Cultural Continuada da ONG SOLAR (ONG criada por mim e alguns parceiros em 2005) e de certa forma essa atividade deu mais visibilidade e articulação a SOLAR e também nos possibilitou uma prática mais livre desta manifestação.
Alexandre Lucas – Você agrega na sua musicalidade o popular e o contemporâneo?
Pingo de Fortaleza - Em minha arte agrego sempre aquilo que me vem de inspiração e atualmente tenho usado pouco essas nomeclaturas, por compreender que todas os gêneros estão de certa forma conjugados e que está cada fez mais é difícil e perigoso usar estas compartimentações no campo da cultura e da arte.
Alexandre Lucas – Como você ver a relação em entre arte e política?
Pingo de Fortaleza - Acho que no campo filosófico a arte é parte integrante das relações humanas na sociedade, portanto qualquer fazer artístico é uma ação política, contudo não me refiro à política de estado ou governo.
Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos.
Pingo de Fortaleza - Depois dos cds Prata 950 (2009), Ressonância Instrumental (2010) e Axé de Luz(2011), pretendo lançar um novo livro sobre os universo rítmico do maracatu do Ceará e estou trabalhando num projeto intitulado "Pérolas do Centauro - 40 Anos da Música Cearense e 30 Anos da Musicalidade de Pingo de Fortaleza (1972-2012, Compositores e Intérpretes)
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