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segunda-feira, 25 de junho de 2012

URCA abre vagas de Processo Seletivo para contratação de Professor Temporário nas Unidades Descentralizadas


O Diário Oficial do Estado do Ceará publicou, na Edição de 18 de junho de 2012, Edital para a Seleção de Professores Temporários das Unidades Descentralizadas da Universidade Regional do Cariri (URCA), nos Municípios de Iguatu, Campos Sales e Missão Velha.  As inscrições estarão abertas a partir do dia 29 de junho. Estão sendo destinadas 76 vagas remanescentes para os cursos de Ciências Sociais, Educação Física, Enfermagem, Ciências Biológicas, Letras e Matemática. O edital assinado pela Reitora da URCA, Professora Otonite Cortez, fixa salários para os cargos de Professor Graduado - 40 horas -R$1.404,77; Especialista - 40h-R$1.906,50; Mestre - 40h- R$3.010,24 e Doutor - 40h- R$ 4.013,63.

A URCA realizou no mês de maio deste ano, concurso para o preenchimento de 168 vagas para Professores Temporários nas Unidades Descentralizadas. Os docentes tomaram posse e assumiram suas respectivas vagas no último dia 4 de junho, início das aulas nas unidades.

De acordo com o Edital, os requerimentos de inscrição serão recebidos pela Comissão de Seleção do Processo Seletivo, no Campus do Pimenta, à Rua Cel. Antônio Luiz, Nº1161, telefone (88) 3102-1244, bem como na Unidade da URCA, localizada na Cidade de Iguatu, à Rua Evaldo Gouveia, Nº 21, no bairro São Sebastião, Iguatu-CE, telefone: (88) 3581-3552, nos horários das 9 horas às 12 horas e das 14 horas às 18 horas, de segunda à sexta feira, no prazo estabelecido neste Edital.

A taxa de inscrição de R$ 100,00, deverá ser paga em qualquer agência da Caixa Econômica Federal (CEF), mediante depósito em favor da Universidade Regional do Cariri, Conta Corrente, nº369-2, agência 0919-9, devendo o comprovante de depósito ser afixado na ficha de inscrição.

Fonte: URCA

Programação do CCBNB Cariri – 25 a 30 de Junho/2012


Dia 25, segunda-feira
Fechado

Cinema - CURTAS
Curador: Elvis Pinheiro (Juazeiro do Norte - CE).
Local: Teatro Adalberto Vamozi (Sesc Crato).
Minhocas (14'20"); Seu Aluísio e o Mar (7'29"); Defina-se (4'54"); Greve! (37').
Associações/Comunidades Convidadas: Projeto Nova Vida e Associação de Pais e Amigos do Projeto Menino Jesus (APAPROMEJE).

Dia 26, terça-feira
Ensaio Aberto - ARTES CÊNICAS
19h Burtonescos - Grupo Os Dois de Teatro (Juazeiro do Norte - CE). Dir. Rodrigo Tomaz. 60 min.

Dia 27, quarta-feira
Artes Integradas - HORA DO RECREIO
15h Diário - Os Dois de Teatro (Juazeiro do Norte - CE).
Local: E. E. E. P. Raimunda Saraiva Coelho (Juazeiro do Norte - CE).

Dia 28, quinta-feira
Artes Integradas - ARTE RETIRANTE
Local: SESC Juazeiro do Norte - CE.
19h30 Música: Hostile Inc (Fortaleza - CE). 60 min.

Cordel no Cariri
60 Anos do Banco do Nordeste
Largo da Igreja do Rosário (Barbalha - CE).
Poeta: João Bandeira (Juazeiro do Norte - CE).

Especial - ARRAIAL NO CENTRO
Local: Largo da Igreja do Rosário (Barbalha - CE).
19h30 Apresentação da Quadrilha Pé no Chão (Barbalha - CE). 60 min.
20h30 Apresentação da Quadrilha do Gil (Juazeiro do Norte - CE). 60 min.
21h30 Show com o grupo Panticola e Casaca de Couro (Barbalha - CE). 60 min.

Dia 29, sexta-feira
Música - ROCK CORDEL
19h30 Rock Cordel: Hostile Inc (Fortaleza - CE). 60 min.

Especial - ARRAIAL NO CENTRO
Local: Largo da RFFSA (Crato - CE).
19h30 Apresentação da Quadrilha Princesa do Cariri (Crato - CE). 60 min.
20h30 Apresentação da Quadrilha Arraiá do Patativa (Assaré - CE). 60 min.
21h30 Show com o Grupo Aluizio do Acordeon (Crato - CE). 60 min.

Dia 30, sábado
Atividades Infantis
13h Oficina de Arte: Pássaro de Palha de Milho: brincando e fazendo Arte com fibra natural - Cícero Carlos Oliveira (Juazeiro do Norte - CE). 60 min.
13h Bibliotequinha Virtual: Softwares e Jogos Recreativos. Instrutor: Gilvan de Sousa. 240 min.
14h Contação de Histórias: Histórias Encantadas - Simony (Crato - CE).
15h Chapeuzinho Vermelho dos Tempos Modernos - Grupo cena educativa (Fortaleza - CE) Direção: Aldrey Rocha, Aline Campelo e Rebeka Lúcio. 50 min. Livre
16h Oficina de Arte: Pássaro de Palha de Milho: brincando e fazendo Arte com fibra natural - Cícero Carlos Oliveira (Juazeiro do Norte - CE). 60 min.

História/Patrimônio - PERCURSOS URBANOS
15h Direitos Humanos e a Cidade. 210 min.
Mediadora: Geovani Oliveira Tavares (Juazeiro do Norte - CE), professor do Curso de Administração Pública da UFC.

Cinema - 100 CANAL
17h25 Spacca. 4 min.

Cinema - CINECAFÉ
17h30 O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby, Dir. Roman Polanski, EUA, 1968).  136min.

Música - MÚSICA VOCAL
19h30 Juliana Roza (Fortaleza - CE). 60 min.

Fonte: Centro Cultural BNB

domingo, 24 de junho de 2012

Lilian Carvalho é a nova presidenta do Coletivo Camaradas


Num clima de unidade, interação e convicção foi eleita  no último sábado, dia 23,  em assembleia geral realizada na Universidade Regional do Cariri – URCA, a  nova coordenação do Coletivo Camaradas.  

A assembleia elegeu para presidir a organização, a atriz Lilian Carvalho que além de atuar no teatro, é produtora cultural e psicóloga. Ela substitui o artista/educador Alexandre Lucas, um dos fundadores do Coletivo.   Lilian é uma veterana Camarada  que participa do grupo há quatro anos e se sente orgulhosa ao afirmar que participar de um coletivo que consegue discutir arte com posicionamento político.

Lilian acredita que é preciso manter a mesma linha de atuação  e acrescenta que o grupo deverá ampliar as suas ações para outras linguagens artísticas como a música e o teatro. Ela destaca será dado continuidade aos trabalhos de ações conjuntas com os coletivos locais e nacionais e destaca que será feito um esforço para intercâmbios internacionais. A atriz frisa que é necessário criar as condições para que o Coletivo tenha uma sede que possa servir como centro de formação artística e política  tanto para o Coletivo Camaradas como para outros grupos.

Inovação

A assembleia dos Camaradas inovou ao acrescentar na sua direção os cargos de Coordenação  sobre questões de gênero, afrodescendência, cultura e memória.

Outra inovação foi a aprovação do Conselho Consultivo que reúne nomes de personalidades do meio artístico e intelectual brasileiro, dentre eles, o do ex-secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino responsável por conceber o Programa Cultura Viva, o qual possibilitou a criação de quase três mil Pontos de Cultura espalhados em todo o Brasil. Considerado o maior programa de descentralização de recursos públicas para cultura e de empoderamento dos segmentos ligados a cultura e a arte no país.

Projeto em andamento

O Coletivo Camaradas desenvolve os seguintes projetos:
Laboratório de Estudos, Vivências e Experimentos em Arte Contemporânea – Leve Arte Contemporânea que é destinado aos alunos do Ensino Médio da Rede Publica do Crato;
Cordel Engajado  que consiste na distribuição gratuita de cordéis;
Projeto No Terreiro dos Brincantes em parceria com a URCA e a Secretária de Cultura do Crato que produz vídeos sobre grupos da cultura popular da região do Cariri;
E prepara a segunda edição da Mostra Nacional de Vídeos Brincantes que deverá ser realizada em agosto deste ano.    

Nova Coordenação Eleita

Coordenadora Geral - presidenta: Lilian  Carvalho de Araújo
Currículo resumido: Atriz, produtora cultural e psicóloga.
Secretaria geral: Ana Luisa Sombra Vicente
Currículo resumido: Academica do Curso de Pedagogia
Coordenador de Finanças – Tesoureiro  - Ricardo Alves    
Currículo resumido: Ativista do Hip – Hop e acadêmico de Geografia da URCA
Coordenador de Cultura e Memória – Jean Alex
Currículo resumido: Acadêmico de Pedagogia da URCA, músico e educador musical, líder da banda Sol na Macambira
Coordenadora de Comunicação: Leyliane Alves 
Currículo resumido:  Acadêmica de Comunicação Social da UFC
Coordenador de Projetos: Alexandre Lucas  
Currículo resumido:  Pedagogo e artista/educador
Coordenadora sobre questões de gênero – Dayze Carla Vidal da Silva
Currículo resumido:    Acadêmica de Ciências Sociais da URCA
Coordenação sobre questões de Afrodescendência  - Alice Maria Freitas Cortez da Silva 
Currículo resumido: Acadêmica de Ciências Sociais  da URCA  e integrante da UNEGRO
Conselho Fiscal
Jucimar   Rodrigues Lima
Currículo resumido: Estudante secundarista e integrante da banda Cratons
Diego Felipe do Nascimento 
Currículo resumido: Acadêmico de Geografia da URCA
Ivanilson da Silva Felix 
Currículo resumido:  Estudante secundarista

Conselho Consultivo

Jefferson Bob Gonçalves de Lima – Integrante da Nação Hip-Hop Brasil, integrante da Banda Ferreros e Produtor Cultural  - Potengi/CE
José André de Andrade – Ator, poeta e Produtor Cultural   - Juazeiro do Norte/CE  
Nívia Uchôa – Fotografa  e geógrafa – Juazeiro do Norte/CE  
José Cícero da Silva – Pesquisador, poeta  e Produtor Cultural  - Aurora/CE
Luis Parras – Fundador do Programa Nacional de Interferência Ambiental – PIA e do Centro Universitário de Cultura e Arte da UNE – CUCA, integrante do Grupo de Interferência Ambiental – GIA – Salvador/ BA
Mileide Flores -  Presidente da Sociedade Amigos da Biblioteca; Membro do Coletivo de Cultura do PCdoB/Ce; do Colegiado do Sistema Nacional de Cultura; do Fórum de Literatura do Estado do Ceará; da Rede Nordeste do Livro e da Leitura; Diretora da Livraria Feira do Livro – Fortaleza/CE;
Rosemberg  Cariry – Filosofo, pesquisador e cineasta – Fortaleza/CE    
Tales Bedeshi – Artista/educador, integrante do PIA – Belo Horizonte -MG
Célio Turino – Historiador, escritor e ex-secretário da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultural – São Paulo – SP;
Gabriela Monteiro – Artista visual e integrante do PIA – Rio Janeiro – RJ
Luciana C M Costa – Mestranda em Artes Visuais, integrante do Coletivo Política do Impossível  e o PIA – São Paulo;
Lula Gonzaga – um dos pioneiros em cinema de animação do Brasil – Cineastra – Olinda/PE;
Salete Maria – Professora Universitária, advogada,  pesquisadora sobre gênero e cordelista – Juazeiro do Norte/CE;
Allan Bastos – professor e fotografo – Crato/CE
Cacá Araújo – Dramaturgo, poeta, ator e folclorista – Crato/CE  
Armando Teixeira Leão – Coordenador Executivo da UNEGRO e Mestre de Capoeira Angola
Ulisses Germano Leite Rolim – Professor, poeta e músico;   
Alexandre Santini  - ex-coordenador do Cuca da UNE e integrante do Companhia de Teatro Político  “Tá na Rua” – Rio de Janeiro – RJ
Maria Pinho Gemaque – Mapige – integrante do Coletivo Psicodélico, artista/educadora – Macapá – AP;
Alysson Amancio – Professor, pesquisador e coreografo – Juazeiro do Norte-CE    
Edival Dias – Professor, artista/educador e ator – Juazeiro do Norte/CE    


  


sexta-feira, 22 de junho de 2012

SESC Crato divulga ganhadores do IV Concurso de Contos

Na última segunda-feira (18), o SESC Crato divulgou a lista com os dez ganhadores do IV Concurso de Contos. Os autores dos contos selecionados terão seus textos lançados em um livro no mês de outubro, no SESC Crato, e receberão 15 exemplares da publicação.

As inscrições realizadas de 15/3 a 15/5 eram destinadas a autores cearenses, com o objetivo de incentivar e promover a produção e publicação de textos literários.

Confira a relação dos selecionados:

Lorena Kelly Alves Pereira (natural de Acopiara) - conto: As pupilas de safo
João Silas Falcão Soares (natural de Crateús) - conto: A pasta azul
Francisco Alves Rocha (natural de Crato) - conto: O carrasco
Sibéria de Menezes Carvalho (natural de Juazeiro do Norte) - conto: Irretocável
Paula Izabela de Alcântara Alves (natural de Juazeiro do Norte) - conto: Profundamente
Ricardo da Costa Campos (natural de Juazeiro do Norte) - conto: Seu Dé
Cícero Eduardo de Matos Cassiano (natural de Juazeiro do Norte) - conto: O testamento
Raphael Barros Alves (natural de Fortaleza) - conto: Boca suja ou o escritor de guardanapo
Geórgia Gardênia Brito Cavalcante (natural de Fortaleza) - conto: Catedral
Nataly Pinho Chaves (natural de Fortaleza) - conto: RAMIREZ

“Retratos de Mulher” no SESC Crato


A peça reflete sobre a violência contra a mulher no Cariri

Nos dias 22 e 23 de junho, o SESC Crato recebe a estreia do espetáculo “Retratos de Mulher”. A peça é resultado de um estudo sobre gênero e violência contra a mulher feito pela Universidade Regional do Cariri (URCA) na região.

Com direção de Marcela Lima e montagem do Grupo de Pesquisa Teatro/Dança e Novas tecnologias da URCA, em parceria com o grupo de Dança/Teatro Dakini Alencar, “Retratos de Mulher” destaca a crescente luta feminina pelo (re)conhecimento de um espaço e valorização, mostrando a mulher como dona de sua própria história e de seus desejos. No enredo, a busca de uma nova identidade feminina acontece a partir do que está em cena em direção à vida real.

O espetáculo faz parte da Semana Vendo Gênero, realizada desde o último dia 18, pelo SESC Crato, Centro de Artes, URCA e PROEX, com palestras temáticas, apresentações de teatro, dança, performances e artes visuais.

SERVIÇO
Espetáculo Retratos de Mulher (classificação de 16 anos)
Local: SESC Crato (Rua André Cartaxo, 443)
Datas: 22 e 23/6
Horário: 19h (sexta-feira) e 20h (sábado)

:::Gratuito:::

Diretora do Seeb Cariri recebe título de cidadania

A diretora do Seeb Cariri, Erivanda de Lima Medeiros, foi agraciada na noite de ontem (21) com o título de cidadania do município de Juazeiro do Norte. A outorga foi feita pela Câmara de Vereadores daquela municIpalidade. A solenidade ocorreu no Palácio Floro Bartolomeu, sede do legislativo juazeirense, com a presença de grande público.

Cearense de Quixadá, Erivanda é graduada em Direito pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Ingressou no Banco do Brasil em 1981, no CESEC de Juazeiro do Norte (CE). Foi transferida para a Agência Centro do Banco do Brasil dessa cidade, onde trabalha até hoje. Desde 1990, faz parte da Diretoria do Sindicato dos Bancários do Cariri (Seeb/Cariri), no cargo de diretora Administrativa, de Patrimônio e Pessoal. Foi membro do Conselho de Representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Nordeste (Fetec-NE) e do Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador de Juazeiro do Norte (Cerest-JN). Desde janeiro de 2009, ocupa o cargo de secretária da Controladoria e Ouvidoria Municipal da Prefeitura de Juazeiro do Norte. Erivanda se destaca ainda pelo apoio aos movimentos sindicais e pela atuação em diversos grupos sociais e políticos na região do Cariri e em todo o Estado do Ceará, a exemplo do Movimento de Mulheres do Cariri. É também diretora regional da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB).

Em recepção festiva, ocorrida após o evento, o Seeb Cariri prestou-lhe um tributo, com leitura de uma mensagem, abaixo transcrita:

O destacado dramaturgo e poeta alemão Bertold Brecht escreveu um poema que bem representa e sintetiza a necessidade e a importância daquelas pessoas que dedicam suas vidas a uma causa voltada para o bem comum, contra as injustiças e a favor de um mundo melhor:

Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida.
Estes são os imprescindíveis.

Parafraseando este belo poema, podemos afirmar, sem incorrer em nenhum exagero, que a companheira Erivanda de Lima Medeiros é uma dessas pessoas imprescindíveis.

Imprescindível ela é por vários e relevantes motivos.

Sua engajada biografia, permeada de lutas, desde os tempos sombrios, quando o Estado de direito democrático era ainda uma reivindicação da sociedade brasileira - é um atestado de coragem, desprendimento, dedicação e tantos quantos adjetivos sejam necessários para expressar o seu compromisso diuturno com os mais legítimos anseios da coletividade.

É tarefa difícil citar uma grande campanha a favor dos direitos e das causas históricas da categoria bancária e das mulheres caririenses sem a presença ou o incentivo de Erivanda. Igualmente, sua presença é uma constante nas lutas conjuntas dos trabalhadores e trabalhadoras da região, seja nas questões mais específicas, de ordem sindical ou profissional; seja nas questões mais abrangentes, quando a união de vários setores da sociedade costuma imprimir novos rumos na história da Nação.

Sua participação nesta seara de lutas e mobilizações deve-se unicamente à sua índole de mulher que tem no sentimento de solidariedade e no senso de justiça as grandes flâmulas de orientação de vida e de conduta.

A determinação com que enfrenta os desafios é similar à sinceridade com que mantém seus relacionamentos de ordem profissional ou social: ambas não se condicionam às circunstâncias ou conveniências. São sempre incisivas e determinantes. Mas, no fundo, lhe sobressai a ternura típica daquelas pessoas que prezam pelo respeito, pela cortesia e pelo amor ao próximo.

Há muito que o Sindicato dos Bancários do Cariri deve a Erivanda um tributo nos moldes como agora está sendo feito. A outorga do título de cidadania que lhe foi conferido hoje pela municipalidade Juazeirense apenas veio tornar esta homenagem inadiável. E ao fazê-la, fazemos também como uma manifestação de reconhecimento e gratidão pelos mais de trinta anos que Erivanda se dedica à nossa entidade. Um longo tempo que se converteu em constantes lutas, memoráveis campanhas, renhidos embates e inesquecíveis conquistas.

Portanto, nós, que convivemos com Erivanda durante toda essa jornada, nos sentimos gratificados e privilegiados por esse convívio amigo e enriquecedor; pelas lições aprendidas, algumas frutos de enfrentamentos nem sempre tranquilos, mas, com certeza, todos sinceros; e pela sua intransigente defesa do fazer bem feito, mas visando, principalmente, a verdade,  a justiça e o benefício de todos.

            Erivanda, com carinho e admiração, reiteramos o que foi dito no início desta singela homenagem: você é imprescindível. Continue sempre lutando.

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO CARIRI

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lupeu Lacerda - O corpo é um equipamento absolutamente artístico


 Poeta e artista visual, atrevido e bem humorado, Lupeu Lacerda é um dos remanescentes da arte no Cariri da década de 80 do século passado, que antes era  fanzineiro e hoje blogueiro.  O escritor que fala de sexo nos seus trabalhos  diz que “exploro a sexualidade em meu trabalho por saber que isso sempre causará estranhamento. As pessoas, por incrível que pareça, ainda tem pudores em ler um texto que vem recheado de palavras como: boceta, pica, cú”.

Alexandre Lucas -  Quem é Lupeu Lacerda?

Lupeu Lacerda - De todas as perguntas que me fazem, essa é sempre a mais escrota de responder... vamos lá: Lupeu é meu apelido. Antigo. Dos tempos de menino. Odiava o apelido, mas ele foi se tornando tão forte que dominou o meu nome: Paulo Luiz Matos de Lacerda. Incorporei-o. Por não haver mais o que fazer. Daí comecei a assinar as coisas que escrevia e desenhava com esse nome Lupeu, o sobrenome é da minha família cariri. Lacerda. E Lupeu Lacerda é um homem do sexo masculino, nascido no ano da graça de 1965 em São Paulo, com 46 anos no costado, criado quando menino em Santana do Cariri, depois em Juazeiro do Norte, que adotou o Crato como cidade do coração, e que depois de morar em um monte de lugares aportou em Juazeiro da Bahia, nos beiços do Rio São Francisco. Aprendiz de escritor, aprendiz de artesão, apaixonado por todas as formas e manifestações artísticas. Pai de duas filhas, escritor de dois livros publicados (Entre o Alho e o Sal / Caos Technicolor), participação em algumas coletâneas, um blog meio desativado chamado “Séquiço Sacro” (mesmo nome do fanzine que inaugurou a era de fanzines no cariri nos anos 80), uma página meia boca na internet www.lupeulacerda.com.br , ainda cheio de sonhos, ainda apaixonado, ainda achando que sempre dará tempo de fazer e mudar alguma coisa.

Alexandre Lucas -  Como se deu seu contato com a arte?

Lupeu Lacerda - Meu contato com a arte se deu através de gigantes! Conheci ainda adolescente algumas pessoas que mudaram o prumo da minha visão de arte: começo com Stênio Diniz, que já barbarizava com uma arte absolutamente “nova” na “velha” mídia da xilogravura. Na casa dele conheci Luis Karimai (um mestre do desenho) e Gilberto Morimitsu (um mestre da fotografia), os japas liam coisas diferentes, olhavam coisas diferentes, gostavam de musicas diferentes. Depois enveredei nos caminhos de Craterdã, e aprendi muito com Luis Carlos Salatiel, Normando, Nicodemos, Carlos Rafael... enfim, tive um aprendizado absolutamente eclético. Lia Dostoievski no sebo de Manel, conversava sobre Carlos Castaneda com Rafael, via os desenhos de Normando, a poesia cristal de Nicodemos, bebia cerveja e sonhos com Stenio e fui assim, aprendendo e as vezes acho que até ensinando (pelo menos uma outra forma de olhar). Ainda hoje é assim. Meu contato com a arte sempre foi e sempre será o contato com as pessoas que me cercam.

Alexandre Lucas -   Fale da sua trajetória:

Lupeu Lacerda - Bom, eu escrevo desde que eu me entendo por coisa, bicho e gente. Mas a coisa de publicar e ser lido vem de meados dos anos 80, com a criação do Séquiço Sacro. Naquela época era foda escrever e ser lido. Bem foda... o único jornal alternativo já era extinto, o “Folha de Pequi”, e partimos pra guerrilha, eu, Uberdan e Gledson. Depois foram incorporados Hamurabi, Sidney e o grande Junior R., rei das colagens perfeitas. Passou-se o tempo, participei de uma coletânea de poesia organizada pelo Stênio Diniz, uma coisa bem bacana, um livro em cartões postais. Não lembro o nome. Participei como vocalista da banda Fator RH/Lerfa Mu (tempo melhor da minha vida).  Em 2006 Sidney Rocha pegou um material meu e transformou em livro, lançado em 2007 pela Kabalah Editora. Em 2009 participei de uma coletânea de contos chamada “tempo bom”, que saiu pela Iluminuras. Este ano estou lançando o “Caos Technicolor”, o que talvez seja meu último esparro poético. Nunca fui um poeta de verdade, essa é a verdade. Sou mais um fotógrafo de palavras. Influencia Beat talvez.

Alexandre Lucas - Como você caracteriza a sua produção literária?

Lupeu Lacerda - Minha produção? Estudo. Muito estudo. Ler pra caralho. Escrever pra caralho. Apagar pra caralho. Sei que tenho coisas a dizer. Mas ainda estou no processo de aprender “como dizer”. Se tiver tempo, ainda quero escrever um puta livro de contos. Ou um romance desses de guardar na estante com respeito e carinho.

Alexandre Lucas – Como ocorre o seu processo criativo?

Lupeu Lacerda - Gosto de escrever à mão. Em cadernos pautados. Usando barras em vez de pontuação, pra não perder a velocidade do pensamento saca? Gosto de escrever de noite, tomando café, depois que a casa se acalma. As vezes começo a escrever com raiva de alguma coisa, as vezes é uma notícia que li, as vezes forço. E me obrigo a escrever pelo menos duas páginas de rabiscos por dia. Passo uns dias e volto pra ler a parada. Daí começo a aproveitar o que é de aproveitar e jogar fora o que não serve. Acredito que cada pessoa que lida com arte tem um processo, eu acho que em todos eles uma coisa é comum: trabalho duro. E inspiração, pra ajudar a engolir o comprimido.

Alexandre Lucas -  A sexualidade é algo notório na sua produção visual e literária. Qual a relação entra arte e sexualidade?

Lupeu Lacerda - O corpo é um equipamento absolutamente artístico. Exploro a sexualidade em meu trabalho por saber que isso sempre causará estranhamento. As pessoas, por incrível que pareça, ainda tem pudores em ler um texto que vem recheado de palavras como: boceta, pica, cú. Mesmo alguns que se dizem “mezzo” modernos acham bonito ver um casal de lésbicas trepando, mas acham nojento um casal de gays. Lembro da Dercy Gonçalves falando que na época dela, toda “artista” era puta. Acredito sempre que arte é liberdade, que sexualidade é liberdade. E tanto uma como outra, são mecanismos lúdicos pra trazer alegria. E a alegria meu amigo, ainda é a prova dos nove. Tem também a influencia do que li, lógico: Miller, Anais Nin, Ginsberg, Sade, Gide, entre tantos outros gigantes que exploraram essa seara. Sexo é criação. Arte é recriação. No fim das contas tudo vai desaguar no mar da arte.

Alexandre Lucas O que é um poeta marginal na contemporaneidade?

Lupeu Lacerda - À margem como antigamente? Nada. Até porque hoje a internet bombardeia com um zilhão de blogs de poesia, contos, micro contos, romances, receitas de bolo, como ser um terrorista em 10 lições, enfim... não acredito que haverá a qualidade dos “anos de ouro” 1970. Existia ali uma “coisa” fazendo a poesia fervilhar. Uma ditadura dos milicos. Dezenas de bons escritores desesperados e desesperançados. Dificuldade de publicar. Acho que a dureza serviu de peneira. Difícil imaginar nessa “contemporaneidade” o surgimento de Ana Cristina Cesar, Chacal, Cacaso, Chico Alvim... existem caras bons? Lógico que sim! Mas são mais difíceis de encontrar, porque hoje, todo mundo anda de jeans. Rsrsrsrsrs.

Alexandre Lucas -  Como você caracteriza seu trabalho?

Lupeu Lacerda - Meu trabalho é o de um aprendiz. Será sempre assim, porque quero que seja assim. Quando escrevo eu entro todo ali. Sou onisciente ali dentro. Onipresente. Talvez seja esse viés que faz com que alguns dos meus amigos achem que existe algo ainda não dito, ou não feito, por mim. Gosto de escrever pra caralho! Me faz bem, me desentala. Então, mesmo sabendo que em literatura provavelmente “tudo” já tenha sido dito, enquanto tiver tesão de fazer isso, vou continuar escrevendo. Persistência? Pode ser. Caracterizaria meu trabalho sim. Catarse também. E dor. Porque escrever dói.

 Alexandre Lucas -  Qual a contribuição social do seus trabalho?

Lupeu Lacerda - Não acredito que a arte, seja ela qual for, tenha esse papel de “salvadora”. As pessoas mudam, “ou não”, de vida a partir de uma leitura de um livro. Como haverá alguns que mudem depois de ter perdido um avião, ou comido uma comida estragada, ou escutado uma música. Artistas são apêndices de uma sociedade que sempre os aturou a uma certa distancia, mas que nunca os engoliu bem de perto. Aqui em Juazeiro da Bahia e Petrolina nós soltamos livros pelas ruas em um projeto intitulado “Livros Andarilhos”, eu espero sinceramente que as pessoas que encontrem esses livros façam bom proveito deles, e que depois de lidos eles sejam de novo largados ad infinitum. As pessoas que lêem podem continuar tristes, amarguradas e infelizes, mas nunca estarão sozinhas em companhia da porra de um livro. Ensinar arte, compartilhar arte, levar a arte pra todos é a vontade maior. Eu nunca faço nada pensando em atingir público A, B, ou C. eu só quero ser lido. O resto vem por inércia. Quem lê, cobra, exige, grita, pede, vota nulo. A contribuição social que quero não só do meu trabalho, mas do de cada pessoa que escreve, é que os livros (todos, de qualquer gênero) deveriam fazer parte do cotidiano das pessoas assim como o sexo, as novelas, as drogas, a música, enfim...

Alexandre Lucas -    Quais os próximos trabalhos?  

Lupeu Lacerda - Estou em ritmo de finalização de meu primeiro livro de contos, que se chamará “o trigésimo segundo dia”. Tem sido uma experiência muito prazerosa, cheia de dúvidas e certezas, de comemorações e desesperos, de delírios de grandeza e certeza de inutilidade. Enfim, uma gestação. Como pai e mãe espero ansioso pelo nascimento, que deve se dar ainda este ano, caso a porra do mundo não acabe. Se o mundo acabar, bom, vou procurar um kardecista. Sai psicografado em algum outro planeta, que essa porra me deu muito trabalho.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Programação do CCBNB Cariri – 19 a 24 de Junho/2012


Dia 19, terça-feira
Artes Integradas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
14h Danças Urbanas - Jorge Luiz Alves (Fortaleza - CE). 180 min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet: Edição de Imagens com Ferramentas Online. Instrutor: Samuel Sobreira. 180 min.

Dia 20, quarta-feira
Artes Integradas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
14h Danças Urbanas - Jorge Luiz Alves (Fortaleza - CE). 180 min.

Artes Integradas - HORA DO RECREIO
15h Diário - Os Dois de Teatro (Juazeiro do Norte - CE).
Local: E. E. E. P. Otilia Correia Saraiva (Barbalha - CE).

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet: Edição de Imagens com Ferramentas Online. Instrutor: Samuel Sobreira. 180 min.

Artes Cênicas
19h30 Diwan de Lorca - Palmas Produções Artísticas (Fortaleza -CE). Dir.  Francinice Campos, 50 min. 12 anos.

Dia 21, quinta-feira
Artes Integradas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
14h Danças Urbanas - Jorge Luiz Alves (Fortaleza - CE). 180 min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet: Edição de Imagens com Ferramentas Online. Instrutor: Samuel Sobreira. 180 min.

Artes Cênicas
19h30 Diwan de Lorca - Palmas Produções Artísticas (Fortaleza - CE). Dir.  Francinice Campos, 50 min. 12 anos.

Dia 22, sexta-feira
Artes Integradas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
14h Danças Urbanas - Jorge Luiz Alves (Fortaleza - CE). 180 min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet: Edição de Imagens com Ferramentas Online. Instrutor: Samuel Sobreira. 180 min.

Artes Cênicas
19h30 Diwan de Lorca - Palmas Produções Artísticas (Fortaleza - CE). Dir.  Francinice Campos, 50 min. 12 anos.
  
Dia 23, sábado
Fechado

Curso de Formação Artística
Local: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Cícero, S/N.
14h Diálogo das Artes - Prof. Luiz Renato Moura

História/Patrimônio - TRADIÇÃO CULTURAL
Local: II EREDS Nordeste (Centro de Expansão do Crato, Crato - CE)
18h Coco Macaúba (Sitio Francisco Gomes, Crato - CE). 60 min.
  
Dia 24, domingo
Fechado

Curso de Formação Artística
Local: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Cícero, S/N.
14h Diálogo das Artes - Prof. Luiz Renato Moura

Artes Integradas - ARTE RETIRANTE
Local: Vila Tipi (Aurora - CE).
17h Nas Garras do Capa Bode - Cia Wancilu's (Crato - CE). Dir. Wanderley Tavares, 35 min. 12 anos.

Fonte: Centro Cultural BNB

SESC recebe inscrições para Festival de Quadrilhas


Estão abertas até 30/6 as inscrições para o VII Festival Mesa Brasil de Quadrilhas: Especial 100 anos do Rei do Baião - Luiz Gonzaga, realizado de 12 a 14/7, em Juazeiro do Norte. Para participar, os grupos devem se inscrever na Unidade do SESC, doando 1 kg de alimento não perecível por componente. Serão selecionadas 18 quadrilhas juninas que concorrerão à premiação em dinheiro e a troféus. O resultado da seleção será divulgado no dia 5/7.

O objetivo é incentivar a cultura tradicional local e proporcionar a integração entre as comunidades. Durante o Festival, os três primeiros colocados receberão a premiação de R$3.500,00 (1º lugar), R$2.500,00 (2º lugar) e R$1.500,00 (3º lugar), além de troféus. Os grupos também concorrerão a troféus para as duas torcidas mais organizadas e para a quadrilha mais solidária.
  
SERVIÇO
VII Festival Mesa Brasil de Quadrilhas: Especial 100 anos do Rei do Baião - Luiz Gonzaga

Inscrições
Local: Mesa Brasil – SESC Juazeiro (Rua da Matriz, 227)
Período: Até 30/6
Horário: Comercial
Investimento: 1 kg de alimento não perecível por componente

Programação
Local: Ginásio Poliesportivo de Juazeiro do Norte
Datas: 12 a 14/7
Horário: A partir das 19h30

Informações: (88) 3587.2834/ 3512.3355 - Mesa Brasil do SESC Juazeiro

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Programação do CCBNB Cariri – 13 a 19 de Junho/2012


Dia 13, quarta-feira
Artes Integradas - HORA DO RECREIO
15h Diário - Os Dois de Teatro (Juazeiro do Norte - CE).
Local: E. E. E. P. Governador Virgilio Távora (Crato - CE).

Artes Integradas - TROCA DE IDEIAS
19h30 Dissertação não é bicho-papão - Simone Pessoa (Fortaleza - CE).


Dia 15, sexta-feira
História/Patrimônio - RUMO AOS MUSEUS
Local: Juazeiro do Norte - CE.
13h Visita ao Memorial Padre Cícero. 180 min.

Literatura/Biblioteca - CLUBE DO LEITOR
17h30 Harmonia no Caos: a fusão EU/COSMOS na poesia de Augusto dos Anjos. Facilitador: Wellington Teixeira. 90 min.

História/Patrimônio - MÚSICA
18h 2012: Abertura do Ano Paulo Abel do Nascimento. Facilitadora: Prof. Dra. Carmen María Saenz Coopat.  (Juazeiro do Norte - CE). 120 min.

Historia/Patrimônio - TRADIÇÃO CULTURAL
Local: Terreiro do Mestre Chico Ceará (Arajara - Barbalha-CE)
20h30 Maculelê Arte e Tradição (Barbalha - CE). 30 min.

Dia 16, Sábado
Curso de Formação Artística
Local: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Cícero, S/N.
14h Diálogo das Artes - Prof. Luiz Renato Moura

Atividades Infantis
13h Oficina de Arte: Oficina de Vitral - Alexandra Feliciano (Fortaleza - CE). 60 min.
13h Bibliotequinha Virtual: Softwares e Jogos Recreativos. Instrutor: Gilvan de Sousa. 240 min.
14h Contação de Histórias: Histórias Encantadas - Simony Vieira (Crato - CE).
15h Teatro Infantil: O Ratinho Teobaldo (Natal - RN). Dir. Rogério Ferraz. 50 min.
16h Oficina de Arte: Oficina de Vitral - Alexandra Feliciano (Fortaleza - CE). 60 min.
17h Teatro Infantil: O Ratinho Teobaldo (Natal - RN). Dir. Rogério Ferraz. 50 min.

História/Patrimônio - PERCURSOS URBANOS
15h Dizem que sou louco... 210 min.
Mediadora: Cecília Menezes, historiadora (Crato - CE).

Cinema - CURTA
17h Couro tecido (Dir. Adriana Botelho, Brasil, 2012, documentário). 19 min.

Cinema - CINECAFÉ
17h30 Um Corpo que Cai (Vertigo, Dir. Alfred Hitchcock, EUA, 1958). 128 min.

Dia 17, domingo
Fechado

Curso de Formação Artística
Local: Teatro Marquise Branca - Av. Pe. Cícero, S/N.
14h Diálogo das Artes - Prof. Luiz Renato Moura

Artes Integradas - ARTE RETIRANTE
Local: Largo da RFFSA (Crato - CE)
18h30 Literatura em Revista: Seguidores do Rei do Baião - Cia Anjos da Alegria (Crato - CE). 15 min. Livre.
19h Música: Zabumbeiros Cariris: Luiz Gonzaga de Cabo a Rabo (Juazeiro do Norte - CE). 60 min.

Fonte: Centro Cultural BNB Cariri

SESC realiza seminário sobre nutrição


Estão abertas, até 15 de junho, as inscrições para o VI Seminário sobre Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e Segurança Alimentar Nutricional (SAN), destinado a estudantes, profissionais de nutrição e interessados. O encontro acontece na próxima sexta-feira (15), das 9h às 18h, no SESC Juazeiro. Para participar, os interessados devem se inscrever na Unidade, doando 2 kg de alimentos não perecíveis.

A iniciativa do SESC tem como objetivo popularizar a discussão sobre o tema, transpondo a barreira da simples equação entre pacotes mínimos de calorias, proteínas e outros nutrientes, para tornar possível a efetivação desse direito. A estimativa é que cerca de 240 pessoas participem.


SERVIÇO
VI Seminário sobre Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e Segurança Alimentar Nutricional (SAN)

Inscrições
Local: Mesa Brasil - SESC Juazeiro (Rua da Matriz, 227)
Período: Até 15/6
Horário: Comercial
Investimento: 2 kg de alimentos não perecíveis

Seminário
Local: Teatro Sesc Patativa do Assaré - SESC Juazeiro (Rua da Matriz, 227)
Data: 15/6
Horário: 9h às 18h

Informações: (88) 3512.3355


www.sesc-ce.com.br
Facebook: /sescceara
Twitter: @sesc_ce

SESC realiza caminhada de combate à violência contra o idoso


Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa, comemorado no dia 15/6, o SESC Juazeiro realiza a III Caminhada de combate à violência contra o idoso. A concentração será na Praça da Prefeitura do SESC Juazeiro, com saída às 15h. O percurso segue pela Rua São Pedro, com trio elétrico e banda. Gratuito.

A iniciativa tem o objetivo de promover a interação entre os grupos e trabalhar a conscientização da sociedade sobre a violência contra o idoso. Após a caminhada, acontecem duas palestras gratuitas no SESC, com os temas “O papel do idoso na construção da sociedade” e “Violação do direito da pessoa idosa como forma de violência”. A expectativa é que cerca de 300 pessoas participem da programação.


SERVIÇO
III Caminhada de combate à violência contra o idoso
Concentração: Praça da Prefeitura do SESC Juazeiro (Rua da Matriz, 227)
Percurso: Rua São Pedro
Horário: 15h

Informações: (88) 3512.3355

:::Gratuito:::

www.sesc-ce.com.br
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Twitter: @sesc_ce

Silvero Pereira - A arte existe para tremer conceitos



Professor, ator, diretor, pesquisador,  proletária da arte assim é o jovem que com apenas três décadas tem na sua bagagem muita história para contar.  Silvero vem desenvolvendo um trabalho significativo que une pesquisa, experimentação estética/artística e comprometimento político com as questões do movimento LGBTTT. O artista enfatiza “Acredito que a nossa sociedade ainda não está preparada para compreender as questões de sexualidade na nossa atualidade, por isso utilizo minha arte para provocar, tirar do conforto, confrontar e questionar os paradigmas”.

Alexandre Lucas – Quem é Silvero Pereira?

Silvero Pereira -  é um garoto que completa 30 anos agora em junho (20). Garoto porque aos 12 anos começou a  trabalhar para ajudar nas despesas da família, trabalhando de dia e estudando a noite e com isso nunca teve tempo de curtir sua infância, sua imaginação. Assim, aos 30 anos e tendo 14 anos dedicados ao teatro, descobriu nessa arte a possibilidade de viver sua infância perdida, de poder brincar, criar, imaginar e realizar. Entretanto, tudo isso é com muita responsabilidade e dedicação. O Silvero, como me enxergo, é um batalhador, um trabalhador que acredita naquilo que faz, que faz teatro por necessidade, seja essa necessidade de viver, de brincar, de questionar ou de expor inquietações.

Alexandre Lucas – Quando você teve seus primeiros contatos com a arte?

Silvero Pereira -  Desde pequeno eu já realizava algumas manifestações artísticas, sempre gostei de pintar, desenhar e nas brincadeiras de criança sempre fazia dramatizações, imitações de filmes, novelas, mas tudo de forma muito intuitiva. Meu real contato com o Teatro se deu aos 17 anos quando ingressei no ETFCE (atual IFCE) para fazer Ensino Médio e Técnico em Turismo. Assim, nas aulas de educação artística decidi por teatro e com o Paulo Ess (professor na época) pude enxergar o teatro compromissado com a arte, com a formação de artistas e de platéia. Desde modo, me envolvi, ingressei no grupo de Teatro da Instituição, fui fazer curso de Teatro após Ensino Médio e desde e então faço Teatro. 

Alexandre Lucas – Fale da sua trajetória:

Silvero Pereira -  Comecei em 1997, na Cia Dionisyos de Teatro com direção de Paulo Ess. Dentre meus espetáculos como ator estão "Filé Com Fritas ao Vinagrete“, "O Rei Que Não Sabia Ler", "O Suicida", "Ray Tex" e "Meu Admirador Secreto”, todos com direção de Paulo Ess; com exceção do último que teve como diretor o Autor e Pesquisador Fernando Lira. Em 2000 ingressei para a CIA LUA de Teatro, onde atuaria nos espetáculos "Rosa Escarlate, "Dominus Tecum" e " Não Confirmo Nem Duvido", todos com direção de Ueliton Rocon. No mesmo ano criei o Grupo Parque de Teatro, por meio da Fundação Parque de Formação Integral do Tapuio na cidade de Aquiraz, onde desenvolvo  um trabalho social e voluntário com crianças e jovens usando a arte como mecanismo educacional e social. Com o Grupo Parque de Teatro realizei a montagem dos seguintes espetáculos : “O Destino a Deus Pertence” (2002), “O Mistério da Cascata” (2004), “Muito Barulho Por Nada” (2005), “Conte Lá Que eu Conto Cá!” (2007) e " A Incrível Jornada de Vicente e a Estrela Cadente" (2012). Ainda em 2005, pelo mesmo grupo estreie  o solo “Uma Flor de Dama” , tendo minha direção, texto adaptado, interpretação, cenário, figurino, maquiagem e sonoplastia.Com este solo participei de mais de 16 festivais por todo o Brasil (CE, PE, PA, DF, RN, BA, MG, ES). Em 2006 atuei em “Dorotéia”, com direção de Herê Aquino, pelo Grupo Expressões Humanas. E no período de 2001 a 2004 atuei no Grupo Bagaceira de Teatro nos espetáculos: “Os Brinquedos No Reino da Gramática” (com direção de Renata Gomes), “Ano 4 D.C.” e “Engodo” (ambos com direção de Yuri Yamamoto). 
Atualmente sou integrante e encenador do Grupo 3x4 de Teatro, de Fortaleza-CE onde dirigi os esquetes:“As vivas cores da ilusão”, “Para Sempre Fiel” e “Confissões Entre Paredes”, “Para Uma Avenca Partindo”, “Os Sobreviventes”, "Red Roses", "Terça-Feira Gorda" e “Creme de Alface”, na mesma dirigi os espetáculos “As Rosas”, “Aniversário de Casamento”, “Curtas nº 1”, “Curtas nº 2”, "Para Papai Noel..." e "Silvestres". Em 2009 dirigi o espetáculo “Tudo o que eu queria te dizer” da Cia. Lai-tu de Teatro (Fortaleza) e , como professor do Curso Princípios Básicos de Teatro, realizei a montagem de “Alice – Nem tudo que parece é” (2009). Em 2010 estrei o terceiro trabalho de minha pesquisa sobre o universo das travestis cearenses com o título de “Engenharia Erótica – Fabrica de Travestis” com o Grupo Parque de Teatro. No mesmo ano estrei no espetáculo “S./A. Sociedade Anônimna” Produção do Grupo 3X4 de Teatro; o Solo “DEPOIS DO PONTO” e “Mixórdia – Encontro Desordenado de Fragmentos” no Curso Princípios Básicos de Teatro, do qual sou  professor e onde estreei em agosto de 2011 o espetáculo de conclusão “E SE...”. Já em janeiro de 2012 realizei a montagem de "Cabaret Show: Yes, Nós Temos Bananas!" e trabalho na montagem de 03 espetáculos com previsão de estreia ainda neste ano: "Metrópole" do Grupo 3X4 de Teatro; "Quanto vale o preço de quem paga o seu verdadeiro amor" do CPBT; "Quem Tem Medo de Travesti" com o Grupo As Travestidas.

Alexandre Lucas –  A sexualidade é uma das temáticas abordadas no seu trabalho. Como você ver essa questão?

Silvero Pereira -  Eu estou no Teatro porque ele me dá a oportunidade de expor minhas angústias, minhas inquietações com questões sociais. Acredito que a nossa sociedade ainda não está preparada para compreender as questões de sexualidade na nossa atualidade, por isso utilizo minha arte para provocar, tirar do conforto, confrontar e questionar os paradigmas, os conceitos e os "pré". Nossa sociedade precisa de esclarecimento e o teatro permiti, pelo menos na forma como executo, que as pessoas vejam e reflitam, não aponto conclusões, aponto desconforto naquilo que pensam.

Alexandre Lucas – Como ocorre a sua  pesquisa para construção do seu trabalho teatral?

Silvero Pereira -  Minha pesquisa é longa e cautelosa, não consigo levar nada para a cena de imediato, gosto de analisar, estudar, pesquisar, re-avaliar. O meu processo criativo dura em média entre 8 meses a dois anos de elaboração até chegar há um resultado. Essa pesquisa parte de experimentações estéticas, laboratórios corporais, emocionais, pesquisa "in locus", anotações, discussões, ensaios abertos e pesquisa acadêmica.

Alexandre Lucas – Como você ver a relação entre arte e política?

Silvero Pereira -  Necessária. Nós, artistas, temos a política nas mãos. Nós também somos formadores de opinião, ou pelo menos capazes de provocar questões e isso por si só já é ser político. A arte existe para tremer os conceitos, uma obra que não causa, que não modifica, que não desestabiliza, não tem finalidade. Só entramos em cena ou só pintamos um quadro porque queremos expor nosso ponto de vista perante à sociedade. Isso é política.

Alexandre Lucas – Qual a contribuição social do seu trabalho?

Silvero Pereira -  Meu teatro caminha em duas mãos. A primeira tem haver com a transformação social realizada no comunidade do Taupio (Distrito de Aquiraz) onde há 12 anos existe o Grupo Parque de Teatro. Neste local eu cheguei em 2000 para mostrar as crianças o que o teatro tinha de significado pra mim. No início a Comunidade encarava o Teatro como distração, lugar para deixar os filhos durante um turno para os pais terem tempo livre. Hoje a mesma comunidade encara o teatro como profissão, desejam ver os filhos no teatro. Hoje alunos meus são professores e coordenadores de arte na comunidade, são estudantes de Artes Cênicas e constituíram famílias e estabilidade financeira por meio da educação que receberam na arte. Já em segundo plano está meu trabalho no movimento LGBTTT, pois há 10 anos atrás iniciei uma pesquisa sobre o teatro e o transformista e hoje, anos depois, olho para a  cidade de Fortaleza, ou mesmo o nosso estado do Ceará, e vejo a minha colaboração. Hoje é possível ver travestis em bares, transformistas sem medo de mostrar a sua arte em qualquer local, ou mesmo quando escuto de pais e mais que assistiram meus espetáculos dizerem " Eu hoje compreendo e respeito melhor o meu filho, porque você me fez ver o quanto fui cruel!" 

Alexandre Lucas – Além desta abordagem sobre sexualidade, quais outras questões são enfatizadas no seu trabalho?

Silvero Pereira -  Meu trabalho tem haver com aquilo que no momento me incomoda. Atualmente tenho falado muito sobre sonhos, amizade, resiliência, infância e mundo Trans. 

Alexandre Lucas – Quais os próximos trabalhos?

Silvero Pereira -  Meus próximos trabalhos em vista são os seguintes:

Setembro : "Quanto vale o preço de quem paga o seu verdadeiro amor" do Curso Princípios Básicos de Teatro do Theatro José de Alencar
                        " Metrópile" Grupo 3X4 de Teatro

Outubro: " Quem Tem medo de Travesti" Grupo As Travestidas. Esse deve estrear no Cariri

Dezembro: Um infantil de natal ainda sem título pelo Grupo 3X4 de Teatro

Já em 2013: o musical "Yes, Nós Temos Bananas!" e um infantil sobre travestis e transformistas, ambos pelo Grupo As Travestidas
                      "Translendário 2013"