Nos nossos ambientes de debates, versões, argumentações, há um objetivo implícito inarredável. Todos objetivam convencer. Querem formular a assertiva final. Para atingir tais objetivos temos palavras mágicas que pretendem finalizar a contenda: desde o clássico “tenho dito” até o banal “fui”. Isso sem contar os famosos como: “isso é fato e contra fatos não existem argumentos”. Tudo afinal uma técnica para “ganhar” a argumentação.
Um clássico da técnica tem sido: uma imagem vale mais do que mil palavras. O normal é utilizarem a “foto” como a expressão da verdade, como um fato contra os qual não se pode argumentar. A outra função embutida é o poder de síntese da imagem, mas aí é o que parece restará de uma imagem nestes tempos digitais.
A foto como expressão final da verdade já não diz nada pelo menos à “primeira vista”. Pode causar uma grande impressão, mas não ser tomada como a palavra final da expressão “uma imagem vale mai....” A possibilidade de se manipular a imagem com perfeição ao olhar humano é imensa. A imagem já não pode mais ser questionada a olho nu embora este grandíssimo poder de conhecimento que é o olhar ainda mantenha muito de sua potência. Mas acontece que a manipulação pode apresentar uma imagem perfeita do Papa em ato pedófilo conforme se incendiou a imaginação popular com os párocos católicos. Só a análise eletrônica conseguiria identificar a manipulação.
Eis que a fotografia como documentação se relativizará. Talvez vá mais para a luz das artes, expressando as relações do artista com o mundo. Suas sínteses e mensagens. Suas impressões na alma do outro. Quem sabe tomará o verniz das coisas sujeitas à interpretação. Presas ao fugaz dos sentimentos e ao diferencial dos milhões de gostos em estereoscopia do olhar.
Quanto a quem ganhar a discussão? Quem disse que se discute para ganhar? Quem desconhece as falhas próprias que preenchemos com o conhecimento dos outros.
Um clássico da técnica tem sido: uma imagem vale mais do que mil palavras. O normal é utilizarem a “foto” como a expressão da verdade, como um fato contra os qual não se pode argumentar. A outra função embutida é o poder de síntese da imagem, mas aí é o que parece restará de uma imagem nestes tempos digitais.
A foto como expressão final da verdade já não diz nada pelo menos à “primeira vista”. Pode causar uma grande impressão, mas não ser tomada como a palavra final da expressão “uma imagem vale mai....” A possibilidade de se manipular a imagem com perfeição ao olhar humano é imensa. A imagem já não pode mais ser questionada a olho nu embora este grandíssimo poder de conhecimento que é o olhar ainda mantenha muito de sua potência. Mas acontece que a manipulação pode apresentar uma imagem perfeita do Papa em ato pedófilo conforme se incendiou a imaginação popular com os párocos católicos. Só a análise eletrônica conseguiria identificar a manipulação.
Eis que a fotografia como documentação se relativizará. Talvez vá mais para a luz das artes, expressando as relações do artista com o mundo. Suas sínteses e mensagens. Suas impressões na alma do outro. Quem sabe tomará o verniz das coisas sujeitas à interpretação. Presas ao fugaz dos sentimentos e ao diferencial dos milhões de gostos em estereoscopia do olhar.
Quanto a quem ganhar a discussão? Quem disse que se discute para ganhar? Quem desconhece as falhas próprias que preenchemos com o conhecimento dos outros.
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