Seja colaborador do Cariri Agora
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Notícias do Cariri
Usina de Barbalha poderá voltar a funcionar

A possível revitalização da Usina Manoel Costa Filho S/A está criando boas expectativas tanto para os barbalhenses como para todo o Cariri. A sua reabertura gerará para a região empregos, aumento na produção de cana de açúcar e lucros para toda a região. Mas há um impasse para que a sua revitalização seja concluída, a quitação das dívidas da usina, que vão de contas tributárias a débitos trabalhistas.
A Usina foi criada no ano de 1976 e tinha seus negócios voltados para o setor sucroalcooleiro. Nos seus melhores tempos de moagem, no fim da década de 80, chegou a produzir 610 mil sacas de açúcar por mês e uma média de 35 mil litros de álcool por dia. Possuía 384 funcionários industriais e 1.100 no campo. Contribuiu com 4% do PIB do Estado na década de 80, produzindo 350 toneladas de açúcar. O tipo demerário nos anos de 1984 e 85 foi exportado para países da América do Norte, fora o tipo cristal que era distribuído para todo o Nordeste. Já o álcool era fornecido para a Petrobrás.
No fim dos anos 90 começaram as primeiras dificuldades financeiras para a Usina. Escassez de matéria prima, crise do álcool, falta de investimentos do Governo Federal e Estadual e preço da saca de cana muito inferior ao que realmente deveria ser cobrado. Essas são as versões dadas pelo atual gerente da Usina, Jaildo Borgonha, para as possíveis causas do início da crise que parou a moagem no ano de 2005.
Daí por diante a Usina parou de funcionar a parte industrial, funcionando apenas a parte burocrática. Hoje, o que resta são processos trabalhistas, máquinas paradas, dívidas com o Estado, Governo Federal, com fornecedores e de energia. Atualmente todo o patrimônio da Usina Manoel Costa Filho se encontra penhorado.
Visão dos trabalhadores
Para os trabalhadores José da Cruz e João de Almeida, que trabalharam na Usina, a realidade é bem diferente. Contam que com a chegada dos irmãos Carlos Henrique Albuquerque Maranhão e Fernando Albuquerque Maranhão as coisas começaram a mudar. “Acredito que na verdade o que houve foi uma má administração da coisa, daí tudo virou uma bola de neve. Começou a atrasar os salários, faltar energia, e os fornecedores não queriam mais abastecer a Usina com as canas. Há anos esperamos nossos direitos e nada acontece. Esperamos que com a revitalização possamos receber os atrasados”. Conforme os mesmos, acordos já foram feitos, mas mínimos em relação ao que se tem a quitar. Os nomes dos trabalhadores são fictícios para preservar a identidade dos mesmos.
Visão dos Proprietários
Fernando Albuquerque Maranhão Filho, sobrinho de um dos proprietários, confirma que muitas dívidas se acumulam, mas todas serão quitadas, principalmente a dos trabalhadores. “No início do mês de novembro deste ano foi realizada uma avaliação organizada pelo Governador Cid Gomes e o Secretário do Desenvolvimento Agrário Camilo Santana na Usina. Essa visita avaliativa é para analisar a possível recuperação da mesma. Acredito eu, que vai dá certo. E a nossa primeira atitude é pagar todos os nossos funcionários e quem sabe contratá-los novamente”.
A dívida
A dívida trabalhista chega a 12 milhões de reais e é corrigido ao dobro a cada quatro anos. Há casos que perduram desde o ano de 1987. Já houve a tentativa de quatro leilões para a venda da Usina, mas apenas um aconteceu de fato. O que ocorreu é que não houve comprador. Os outros leilões foram embargados pelo Tribunal alegando o baixo valor dado à Usina, que vale de 9 a R$ 10 milhões de reais.
Para o Juiz Hermano Queiroz Júnior, com o interesse do Governo em sua revitalização é possível que o leilão seja realizado em breve. “Já há pedidos de compradores. Acredito que logo no primeiro semestre de 2010 as coisas se resolvam”. De acordo com o mesmo, não importa quem seja o comprador, automaticamente a Justiça abrirá uma conta em nome dos ex - funcionários para o pagamento.
Por Nina Luíza Carvalho para o Jornal do Cariri
Produtores de Mauriti pedem reestruturação de perímetro irrigado
VI Berro Cariri Promove Ação Social - Por Océlio Teixeira
Criado em 2004, o BERRO CARIRI chega a sua sexta edição. No último sábado, dia 28 de novembro, conversei com o Dr. Francisco Leitão(Presidente da Comissão Gestora da EXPOCRATO) e o Prof. Francisco Cunha(Criador do Berro Cariri e Coordenador do VI BERRO CARIRI) sobre essa experiência que a cada ano vem mostrando sua força e se consolidando como um dos principais eventos da região do Cariri. O VI BERRO CARIRI será realizado no perído de 3 a 6 de dezembro, no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, na Cidade de Crato. A seguir, uma síntese da conversa com o Dr. Leitão e o Prof. Cunha.Océlio: Prof. Cunha, o Berro foi criado, em 2004, por sua iniciativa pessoal e apoio total da administração da URCA à época. Neste ano de 2009 será realizada a sexta edição deste evento que tem se consolidado como um dos principais do Cariri. Como será o VI BERRO CARIRI?
Prof. Cunha – O Padre Cícero disse a Floro Bartolomeu: o Cariri tem que berrar. E esse berro tem ecuado durante seis anos e nesta sexta versão nós temos a consolidação do sonho de trazer para o Parque de Exposição os arranjos produtivos locais que são menos favorecidos. Aqueles arranjos que são ligados ao pequeno produtor, ao agricultor familiar. A exemplo da criação de ovinos, caprinos, do artesanato, da mandiocultura. A parte da apicultura, que é extremamente importante. O engenho da cana de açúcar e a parte cultural que também é muito importante. Teremos o VI Festival de Violeiros Cego Aderaldo, o VI Festival de Cordéis Patativa do Assaré e o VI Festival Folclórico Mestre Elói Teles. Com isso nós ficamos muito felizes, especialmente com essa nova coordenação e a nova visão dada pelo Dr. Leitão, trazendo artistas de renome nacional, mas que tem uma identidade muito grande com a nossa cultura popular. Neste ano teremos nomes como Os Nonatos, Flávio Leandro, Flávio José, Fagner, Dorgival Dantas e de diversos artistas da região do Cariri.
Océlio – Prof. Cunha, você falou das duas vertentes do VI BERRO, a cultural e de negócios. A respeito desta última, quais são as expectativas para este ano?
Prof. Cunha – A expectativa é que nós tenhamos cerca de 1000 ovinos e caprinos e não necessariamente da comercialização. Mas do ponto de vista da liberação de recursos se tem a expectativa da liberação de mais de um milhão de reais pelo Banco do Nordeste durante o evento. Esta é uma expectativa fantástica. E o que nós esperamos com isso? Nós esperamos que o evento seja um sucesso de público e de negócios. Agora, neste ano, nós temos duas novidades. Uma, é que todo o lixo que for produzido no evento será reciclado pela Associação dos Catadores de Lixo do Crato. A segunda novidade, que é uma idéia do Dr. Leitão, e que foi acatada por todo o Núcleo Gestor, é de dar uma função social ao Berro. Esta ação social consiste no seguinte: durante o dia a entrada no Parque de Exposição será gratuita. Já à noite, para os shows, as pessoas irão contribuir com dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão recebidos diretamente por entidades beneficentes da cidade de Crato. E assim, nesse período natalino, o Berro, além de cumprir com uma função ambiental, a reciclagem do lixo, vai cumprir também uma função social que é de tornar o natal das pessoas mais pobres e menos favorecidas de Crato mais alegre e sem fome.
Océlio – Prof. Cunha você falou em 1000 cabeças de ovinos e caprinos. De onde virão esses animais?
Prof. Cunha – Hoje, o Governo do Estado tem feito um esforço muito grande, talvez o maior dentre os estados do nordeste, especialmente através do trabalho capitaneado pelo Secretário Camilo Santana, no sentido de que nós possamos sair do risco desconhecido da aftosa para o risco zero para aftosa. Então, a limitação que nós ainda temos é a barreira sanitária da aftosa, mas o que nós esperamos é ter a participação, especialmente, dos estados que são os maiores criadores de raças nativas, no caso os estados da Paraíba e do Ceará.
Océlio – Vou conversar, agora, com o Presidente da Comissão Gestora da Expocrato, que, atualmente, é responsável pela organização do BERRO CARIRI. Dr. Leitão qual a importância do Berro para a região do Cariri e para a economia local?
Dr. Leitão - A importância do Berro é determinante e tem sua potencialidade voltada, principalmente, para o pequeno agricultor, para o pequeno criador. O Berro tem como objetivos o resgate e a preservação dos animais nativos, que são mais rústicos e que têm o menor custo na sua criação e produção para o pequeno produtor. Esses foram objetivos detalhados e determinados pelo Prof. Cunha, que é na verdade o pai deste evento, o Berro Cariri, na sua passagem pela administração superior da URCA, quando teve esta feliz e importante idéia. Através do Berro movimentamos a agricultura familiar. Nós estamos movimentando o engenho, a casa de farinha com a mandioca, dentre outros. Com isso, movimentamos a economia de um modo geral, criando vários empregos e rendas temporários, sobretudo para aqueles que mais necessitam. E uma ação nova de grande importância é que, como o Berro será realizado no mês de dezembro, o mês natalino, nós achamos por bem beneficiar as oito instituições mais necessitadas e carentes aqui da cidade de Crato e decidimos que o acesso aos shows à noite será mediante a doação, por pessoa, de dois quilos de alimentos não perecíveis. Estes alimentos serão entregues diretamente a essas entidades. Além desse aspecto social, outra ação que consideramos extremamente importante, que já foi citada pelo Prof. Cunha, é a parceria com a Associação dos Catadores de Lixo aqui da cidade de Crato. Esta é uma maneira que encontramos para gerar mais emprego e renda para essas pessoas. Portanto, o Berro, neste ano, ganha essa dimensão eminentemente social, que era uma vontade nossa de há muito tempo e que hoje estamos concretizando. Com isso queremos contribuir com a melhoria de vida das pessoas mais carentes e necessidade de Crato.
Océlio – Dr. Leitão, quais as parcerias que foram estabelecidas, neste ano, para a realizacão do VI Berro Cariri?
Dr. Leitão – As parcerias são aquelas costumeiras. Nós temos a parceria do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, que tem à frente o Camilo Santana e que nos tem dado um grande apoio. Temos a parceria da Secretaria do Turismo, visto que vamos receber pessoas de vários estados e é importante a divulgação do Crato e de seus diversos pontos turísticos. Temos a parceria do SEBRAE, da Prefeitura Municipal do Crato, do Instituto Agropólos, a ACCOA, a CDL-Crato, a Associação Comercial e Industrial daqui de Crato, Ematerce, Bradesco, Banco do Nordeste, da URCA, enfim um grande conjunto de parceiros que são fundamentais para a realização deste grande evento. Com o apoio de todos esses parceiros temos, portanto, a oportunidade de fazer esse trabalho, possibilitando a geração de mais emprego, mais riqueza e mais renda para a cidade de Crato. Queremos destacar mais uma vez as ações de cunho social que serão desenvolvidas nesta sexta edição do Berro com a Associação dos Catadores de Lixo e as entidades beneficentes que tem um trabalho sério voltado para as comunidades carentes. Então nós queremos arrecadar alimentos para que essas entidades possam possibilitar às pessoas que são por elas atendidas um natal mais alegre e com uma alimentação de boa qualidade. Esse é o ojetivo fundamental de todo o trabalho que estamos fazendo aqui, juntamente com o Prof. Cunha, á frente do VI Berro.
Océlio – Essas entidades já foram escolhidas?
Dr. Leitão – Nós ainda estamos selecionando essas instituições e, claro, que vamos escolher aquelas que estão fazendo um trabalho sério, respeitado, e que mais necessitam do apoio e ajuda do povo do Crato, do povo do Cariri e, por que não dizermos, de todo o nosso estado, que é um povo tão bondoso, receptivo e que acima de tudo tem um coração muito grande e que sempre está disposto a colaborar com seu próximo.
Océlio – Prof. Cunha como criador do Berro Cariri, como você se sente hoje, coordenando esta sexta edição, de uma maneira tranqüila, com o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Crato e de tantos outros parceiros? Qual o seu sentimento de ver este filho crescer, se desenvolver e se consolidar?
Prof. Cunha – A nossa felicidade, em primeiro lugar, é saber que o Berro não morreu na quarta edição, graças ao apoio do amigo, do irmão, da liderança, do grande criador que é o Dr. Leitão. Num momento difícil, quando muitos acreditavam que o Berro iria se extinguir, o Dr. Leitão chamou para si a responsabilidade de realizar o V Berro, que foi um grande sucesso. E nesta sexta versão, com a presidência do Dr. Leitão, o Berro tem dado um salto quantitativo e qualitativo, promovendo inclusão social. E, acima de tudo, ficamos muito felizes com o total apoio que está sendo dado pelo Governo do Estado, especialmente através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, do Camilo Santana, e de todos os parceiros. Nós costumamos dizer que o Berro tem se fortalecido pela parceria e, inegavelmente, ele tem crescido a cada ano, pelo compromisso do Governo do Estado do Ceará e pelo excelente trabalho do Dr. Leitão.
Océlio – Dr. Leitão, para encerrar nossa conversa, uma mensagem para a população do Crato e do Cariri.
Dr. Leitão – Nós convidamos a todas e a todos os cratenses e caririenses a participarem do VI Berro para se divertirem de forma alegre e respeitosa e, principalmente, colaborarem com a doação de alimentos às instituições beneficentes que estão sendo selecionadas. Na verdade, serão essas instituições que participarão diretamente da coleta e da recepção desses alimentos. Ninguém da Comissão Gestora nem do Governo irá participar do recebimento das doações. Quem desempenhará esse papel, repito, serão as próprias entidades carentes e necessitadas aqui da cidade de Crato. Então, é importante a participação, a colaboração e o envolvimento de todos os cratenses, a fim de possibilitar um natal mais feliz e alegre para essas instituições e para as comunidades com as quais elas trabalham.
Pensamento para o Dia 01/12/2009

“A criação deve ser vista como um Palco Cósmico. Deus é o diretor e o grupo de atores nesse jogo. Ele atribui todos os papéis dos personagens. Todas as criaturas do mundo são manifestações do Divino. O bem e o mal no mundo são expressões da consciência Divina. O homem não deve se enganar por essas expressões. Por trás de todas as diferentes ações dos atores, o diretor Divino está trabalhando. É preciso ter consciência de que, embora os nomes e formas possam variar, línguas e nacionalidades possam ser diferentes, a raça humana é uma em sua essência divina.”
Sathya Sai Baba
-----------------------------------
“A ilusão causa os maus sentimentos que surgem em seu coração e em sua mente. Uma pessoa pode ter uma mente ruim, mas, com as bênçãos dos mais velhos e na companhia de almas nobres, ela pode facilmente se livrar das tendências nocivas e desenvolver as virtudes. As pessoas empreendem várias práticas espirituais para alcançar a Divindade. Evite a má companhia, busque a boa companhia, realize sempre ações corretas e discrimine entre o permanente e o efêmero (Thyaja Durjana Samsargam; Bhaja Sadhu Samagamam; Kuru Punyam Ahorathram; Smara Nityam Anityatham).”
Sathya Sai Baba
Blogueiros são alvo da Justiça - Originalmente postado por: José Flávio
Nota do Editor - Este texto foi postado no Blog do Crato por Dr. José Flávio Vieira, mas devido à abrangência da notícia, estou postando nos Blogs aonde posso, a fim de alertar a comunidade da Blogosfera caririense a se prevenir das ações da INjustiça Brasileira.

Diário do Nordeste
29/11/09

O caso mais recente foi do cearense Emílio Moreno, estudante de jornalismo que mantém o blog Liberdade Digital. Esse foi condenado a pagar R$ 16 mil à diretora de uma escola por um comentário ofensivo feito por um anônimo, que comentava uma briga entre alunos na escola.
O problema é que o autor de um blog não está isento de responsabilidade civil ou mesmo criminal decorrente do comentário de terceiros em sua página eletrônica. O caso pode piorar para o lado do blogueiro se ele tiver a ferramenta para autorizar, editar ou apagar os comentários. Quando o comentário é anônimo ou enviado por e-mail inexistente a recomendação é que o comentário, caso seja ofensivo a terceiros, seja apagado ou mesmo não seja liberado para a página.
A acusação mais comum contra blogueiros é de crimes contra a honra. Que pode ter como condenação a prestação de serviços à comunidade ou multa.
CensuradosO Blog ´Tijoladas do Mosquito´, assinado por Amilton Alexandre, foi cassado por uma juíza de Santa Catarina. Amilton fez comentários contra a senadora Ideli Salvatti (PT), ela não gostou e entrou com um processo contra o blog. A juiza concedeu liminar ordenando a concessão do direito de resposta à senadora e, em seguida ordenou a cassação do blog e o impedimento de que o editor publique até mesmo charges e matérias de jornais (ou quaisquer outros meios de comunicação) a respeito da senadora.
A jornalista Alcinéa Cavalcante, é conhecida como destemida e a única a enfrentar o senador José Sarney no Amapá. Ela foi indiciada pela Polícia Federal por um comentário publicado em agosto em seu blog ofendendo Sarney. Um leitor comentou, em um post em que ela reproduzia uma nota sobre Sarney, afirmando que toda família do senador "fedia". Ela reclama da censura e diz que no Amapá não existe liberdade de expressão.Desde 2006, Alcinéa foi alvo de mais de 20 ações movidas por Sarney e condenada a pagar mais de R$ 2 milhões em multa. Ela fechou o blog e abriu outros. Hoje está com o domínio http://www.alcinea.com/. Onde a jornalista comenta as principais notícias do seu Estado. Já o jornalista Altino Machado ex-repórter dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo, e famoso pela cobertura da luta de Chico Mendes, tem um dos blogs mais temidos do Acre. Já recebeu inúmeras ameaças de morte e até sofreu atentados. No ano de 2007, foi condenado por ter publicado uma foto do neto da professora Íris Célia Cabanelas Zannini, então presidente do Conselho Estadual de Educação.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Um texto para chamar a atenção dos historiadores. - Luiz Felipe de Alencastro
O texto que segue abaixo é muito interessante pois revela que haviam estruturas intercontinentais, no bojo do mercantilismo, que organizavam forças militares que juntavam as duas faces (América e África) numa só força militar. Aliás quando se observar a própria formação da bandeiras paulistas, talvez se encontre nelas uma forma de organização deste tipo de força. É um texto para historiades se interessarem pelo tema.
O texto abaixo é extraído de um artigo meu intitulado História Geral das Guerras Sul-Atlânticas: o episódio de Palmares que será publicado em Flávio Gomes (org.), Mocambos de Palmares. História, historiografia e fontes. 7Letras editora/FAPERJ, R.J.,2009.
O tema do artigo é mostrar (de novo) que o Atlântico Sul configurava um só espaço colonial unindo o Brasil à África portuguesa, e principalmente à Angola. Noutra parte do artigo, mostro como Palmares também foi atacado por milicianos reinóis e “brasílicos” (colonos do Brasil que ainda não possuiam o sentimento nacional) que haviam combatido em Angola. E tinham, portanto, a prática das guerras africanas. Aqui me concentro num poema sobre milicianos pobres que reclamam por não ter recebido prebendas após a destruição de Palmares. Nas notas de pé página marquei as diferenças entre esta interpretação e as análises de Luiz Mott e de Clóvis Moura, que também estudaram o poema. Marco, antecipadamente, o aniversário da morte de Zumbi, no dia 20 de novembro.
***
« Um texto de um pé-rapado brasílico reinvidica sua parte de glória na defesa do ultramar. Trata-se de um poema sobre a petição dirigida ao Conselho Ultramarino por um soldado raso que combatera como “praça de pé” (sic) no ataque final a Palmares, em 1694. Pereira da Costa, sempre atento à documentação, publicou o poema em seus Anais Pernambucanos. Mas não indica de onde o extraiu, nem se havia papelada anexa. Composto no esquema de rima abbaaccddc, o poema é uma variante da „décima espinela‟, forma literária do barroco ibérico utilizada, entre outros, por Calderon de la Barca (“La vida es sueño”) e Gregório de Matos (“Define sua cidade”). Na sequência, a décima popularizou-se na América Latina, sendo ainda celebrizada nos dias de hoje pela guajira cubana, a literatura de cordel e os violeiros nordestinos. Neste caso -, como no gênero “dez a quadrão”-, a décima é dialogada, com um violeiro entoando um verso, o outro o verso seguinte, e os dois juntos cantando os dois últimos versos. Assim, a décima dá ao poema o tom de uma queixa picaresca que pode ter sido lida, recitada ou cantada em Pernambuco, dando grande alcance às sentenças dos versos. Zebedeu, nome de origem bíblica tornado folclórico em Pernambuco e noutras partes, “filho de Braz Vitorino” (para rimar com Conselho Ultramarino), não se refere aqui a uma pessoa precisa, mas a um grupo de soldados pobres, preteridos na distribuição de presas e prêmios depois da guerra de Palmares. O apelo ao Conselho Ultramarino -, “justiceiro” e “afamado”-, merece reflexão.
Os versos ilustram o conhecimento amplo, nesta parte do ultramar, de que este foro palatino -, mais que o governador da capitania, o governador-geral e o próprio rei -, apresentava-se como a instância legítima e adequada para a solução definitiva dos contenciosos coloniais. Em seguida, como apontei alhures, evidencia-se a repactuação entre o centro e a periferia mediante a distribuição de cargos e o reescalonamento do mérito dos combates ultramarinos.
Contemporâneo da obra de Gregório de Matos, o poema retrata a situação do praça de pré, recrutado “quase menino” e despachado mal equipado, descalço (talvez venha daí a autoironia da expressão “praça de pé”), para a friagem da Serra da Barriga. “De fome e frio morrendo, descalço de pés no chão”, para ali combater “noite e dia”, onde “se estrepou” (isto é, se feriu no “estrepe”, paus pontiagudos postos em torno de Palmares ou enfiados em buracos dissimulados, os “fojos”). Sem receber nenhuma recompensa em propriedade, em soldo ou em promoção, nem “terras, [nem] dinheiro, [nem] patente”. O verso sobre o “valentão” Félix José pode referir-se à generalidade dos camponeses açorianos vítimas de recrutamento forçado, cuja inexperiência de combate valia-lhes frequemente o apodo de “bisonhos”. Tanto Zebedeu, pobre “bolônio” (bocó), como seus aparceirados, foram em frente, dando batalha feroz aos palmaristas, “vis escravos” a quem “não trataram como gente”, quer dizer, a quem trataram como se fossem bichos. No final das contas, foram os soldados e cabos que se acovardaram que receberam recompensas.
Sem recomendações de seus superiores ou de potentados locais, estes “zebedeus” invocavam a proteção e o testemunho de santo Antônio, de quem traziam o santinho ou a medalha (“junto a mim noite e dia”), e que fora oficialmente declarado patrono e soldado pago das tropas que atacaram Palmares. E no final, o pedido para o que dá o direito de juntar bandoleiros e pilhar índios e quilombolas com a chancela da Coroa. A única saída para quem não tinha nome ou propriedade. O lugar de quem tudo pode no sertão: capitão
Eis o poema em verso quebrado do praça estrepado:
“Ao Conselho Ultramarino
Que tão justiceiro é,
Zebedeu praça de pé
Filho de Braz Vitorino,
Bem moço, quase menino,
Para Palmares marchou,
Pelo que lá se estrepou
Sendo um dos desgraçados,
Que voltaram aleijados
E por fim nada ganhou.
Ali de arcabuz na mão,
Dia e noite combatendo,
De fome e frio morrendo,
Descalço, de pés no chão,
Ao lado do valentão Félix José dos Açôres
Que apenas viu dos horrores,
O painel desenrolar-se
Foi tratando de moscar-se
Com grande sofreguidão.
Do que venho de narrar,
Apesar de ser bolônio,
Pode o padre Santo Antônio
Muito bem corroborar,
O que não é de esperar
Proceda d'outra maneira,
A sua fieira
Sua afeição, valentia,
Pois junto a mim noite e dia
Não desertou da trincheira
Ele viu, bem como eu,
Quando o combate soou
Quando a corneta tocou,
A gente que então correu;
A essa foi que se deu
Como garbosa e valente
Terras,dinheiro, patente
Com grande injustiça e agravos
P'ra aquêles que aos vis escravos
Não trataram como gente.
A vós Conselho afamado
Que a justiça só visais,
Para que não amparais
O pobre do aleijado?
Que no mundo abandonado
Sem ter quem lhe estenda a mão,
Tem por certo a perdição,
Da vida, pois quase morto,
Só poderá ter confôrto,
Se o fizerdes - capitão.”
Quer tenham sido mercenários dos fazendeiros na América, quer fossem milicianos agregados às tropas regulares em Angola, tais combatentes – capitães, cabos e “zebedeus” -, faziam valer seus talentos de bugreiros e de capitães do mato nos dois lados do mar.
Para além dos documentos, e na ausência de outros textos como o poema acima, é preciso considerar a troca de experiências facultada pelo convívio destas tropas tricontinentais, multiétnicas e de variada condição social, cujo traço comum era o Atlântico Sul, e não o Brasil ou Angola. Torna-se essencial mapear os itinerários para saber quem conversava com quem, num mundo em que muita gente sabedora das coisas não sabia escrever. Nos arranchamentos angolanos e brasileiros, nos tombadilhos dos navios que atravessavam o oceano, nos serões africanos e nas selvas americanas, essas tropas compunham um gênero de novo exército colonial de brancos, negros, índios e mestiços que, “de pés no chão”, pilhava rebeldes e nativos dos dois continentes.
Não há exemplo de tropas deste gênero e com este raio de ação, agindo nos outros teatros da moderna expansão européia.
I Festival de Flores de Holambra é sucesso de público no Cariri
Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo corredor florido do I Festival de Flores de Holambra, no Cariri, nos quatro primeiros dias do eventoO I Festival de Flores de Holambra no Cariri é um sucesso de público. A região tem prestigiado esse momento. Os corredores floridos na Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, são motivo de contemplação e uma oportunidade de negócios para os cultivadores de flores e plantas ornamentais. Cerca de 30 mil pessoas já passaram pelo local desde a quinta-feira, dia 26, quando foi aberto oficialmente o evento.
O I Festival de Flores de Holambra no Cariri estará acontecendo até o dia 6 de dezembro. Vários caminhões de flores e plantas ornamentais já chegaram e a alegria está estampada nos rostos das pessoas que visitam a feira. Esta tem sido oportunidade única para aqueles que pretendem renovar os seus espaços de jardinagem e dar nova roupagem aos ambientes.
São mais de 200 espécies flores e plantas ornamentais, vindas de Holambra, interior de São Paulo, maior produtora de flores da América Latina e responsável pela produção de 30 por cento das flores no Brasil. Até plantas carnívoras podem ser encontradas no Festival. As mudas estão plantadas em pequenos jarros, e com orientações de como podem ser cultivadas.
Praticamente todas elas são adaptáveis ao clima da nossa região. E o melhor de tudo é que são comercializadas com preços totalmente acessíveis, variando de R$ 1,20 a R$ 65,00. São orquídeas, bonsais, rosas, gérberas, cactos, violetas, bromélias em variedades, além das plantas ornamentais. Até o próximo domingo os corredores do I Festival de Holambra estarão abertos para receber o público, das 8 horas às 20 horas, todos os dias, sem intervalo. Os organizadores estimam que cerca de 70 mil pessoas passarão pelo local até o final de semana.
Informações pelo fone:
(88) 9915.3450
VI BERRO CARIRI: PROGRAMAÇÃO CULTURAL
ATRAÇÕES CULTURAIS:
DIA 03/12/2009 – QUINTA - FEIRA
• 18:00 REIZADO INFANTIL
• 19:00 FESTIVAL DE VIOLEIROS
• 22:00 FERREIRINHA DO ACORDEON
• 23:00 OS NONATOS
DIA 04/12/2009 – SEXTA - FEIRA
• 18:00 IRMÃOS ANICETO
• 19:00 FESTIVAL DE CORDEL
• 21:00 MISTURA NOVA
• 22:00 FLÁVIO LEANDRO
• 23:50 FLÁVIO JOSÉ
DIA 05/12/2009 – SÁBADO
• 18:00 MANEIRO PAU
• 19:00 LENINHA
• 21:00 HERDEIROS DO REI
• 22: 00 LUIZ FIDELIS
• 23:00 FAGNER
• EPITÁCIO PESSOA
DIA 06/12/2009 - DOMINGO
• 17:00 RAPADURA CULTURAL: Tábua de Pirulito: Espetáculo Infantil / Os Três do Ceará
• 19:00 RAÍZES DO FORRÓ
• 20:00 STÊNIO LIMA
• 21:00 BELO XOTE
• 23:00 DORGIVAL DANTAS
REALIZAÇÃO :
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO
SECRETARIA DE TURISMO DO ESTADO
Gratidão - por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Cultivar a gratidão deve ser uma constante na nossa vida. Agradecer a Deus todas as bênçãos e dons que recebemos Dele é nossa obrigação. Ao iniciarmos o dia, devemos ter sempre uma atitude de gratidão a Deus pelo dom da vida, pelas maravilhas que Ele faz por todos nós.
Nos salmos de agradecimento podemos refletir o que nos diz a Bíblia, Salmo 92,2 “É bom agradecer a Javé e tocar para o teu nome, ó Altíssimo; Salmo 103, 1-2 “Bendiga a Javé, ó minha alma e todo meu ser ao seu nome santo! Bendiga Javé, ó minha alma, e não esqueça nenhum dos seus benefícios.”
O Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 17, 11-19, narra que quando Jesus passava entre a Samaria e a Galiléia, indo em direção a Jerusalém, chegando perto de um povoado, vieram dez leprosos ao encontro de Jesus, pararam à distância e gritaram; “Jesus, mestre, tem compaixão de nós”. Jesus mandou-os apresentar-se aos sacerdotes. Ficaram curados e só um voltou glorificando a Deus em voz alta e, atirando-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra lhe agradeceu. E era um samaritano, povo considerado impuro pelos judeus. Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar Glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E disse-lhe: “levanta-te e vai! A tua fé te salvou”. O samaritano foi capaz de reconhecer o dom e agradecer a Deus, pois Dele nos vêm todos os dons.
Qual a lição que podemos tirar dessa narrativa? A fé do samaritano é um ponto importante desse trecho do Evangelho segundo Lucas. É uma fé madura e que nascida da esperança vai crescendo na obediência à Palavra de Jesus. E o mais bonito é que essa fé se manifesta na gratidão. Jesus dá a ele não só a cura, mas a salvação. Quando o samaritano reconhece que em Jesus, o amor de Deus leva os homens a viver na alegria da gratidão, sua vida chega à plenitude. Portanto, a vida que Deus dá em Jesus Cristo é gratuita. É graça.
Essa reflexão poderia nos ajudar a viver a gratidão. Vamos praticar a gratidão, em primeiro lugar a Deus e depois aos nossos irmãos pelos muitos benefícios recebidos.
Podemos agradecer a Deus pelo emprego, pela família, pelos amigos, pelo ar que respiramos, pelos dons que recebemos Dele. Esses dons que Deus nos dá, devem ser colocados a serviço do nosso irmão.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS
Nesta terça-feira, 1º de dezembro, transcorre o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Em Juazeiro do Norte, uma programação de reflexão sobre a data já está sendo cumprida através do Núcleo de DST’s/AIDS da Secretaria Municipal de Saúde. Nesta segunda-feira, dia 30, o setor de infectologia realizou no Hospital Santo Inácio, um encontro com alunos da Escola Odorina Castelo Branco, do Bairro Limoeiro, uma sensibilização sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s). Hoje, dia 1º, serão realizadas blitz no semáforo do Cariri Shopping e na Praça Padre Cícero no horário da manhã. Haverá sonorização e panfletagem com alunos da FMJ chamando a atenção para a questão.O Centro de Atendimento Epidemiológico funciona no Hospital Santo Inácio, de segunda a sexta-feira. Lá atendem as segundas, quartas e quintas-feiras os médicos Maurício Torres, Victor Sampaio e Nilene Silva. Este ano o tema da mobilização é “Viver com AIDS é possível. Com o preconceito não”.
ADIADO LANÇAMENTO DO NATAL DE LUZ
O Natal de Luz que seria lançado nesta terça-feira, 1º de dezembro, foi adiado para o próximo dia 8, no mesmo horário e local. Ou seja, às 18h00 na Praça Padre Cícero. De acordo com a presidente da CDL de Juazeiro Antônia Anier Salustiano (Ana da Farmácia), o adiamento se deu por conta de atraso do material vindo de Fortaleza, para montagem da Árvore de Natal, com 25 metros de altura, 500 mil lâmpadas que ficará na Praça Padre Cícero. “Mas a montagem da árvore começará hoje, dia 1º e no dia 8, se Deus quiser, estaremos lançado o Natal de Luz em Juazeiro”, disse Ana, acrescentando que nesta terça-feira, vai começar também a iluminação do quarteirão piloto, entre as ruas São Francisco e Conceição, com igual número de lâmpadas.
VENHA VER MEU TEATRO
Com o espetáculo BR 116 foi aberto o programa Venha Ver o Meu Teatro, organizado pela Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte. O evento se estende até o mês de março de 2010, no Teatro Marquise Branca, e servirá para o público acompanhar o que Juazeiro tem de melhor nas artes cênicas. Em cartaz até o dia 05 de dezembro, BR 116 é um espetáculo encenado pelo grupo Alysson Amâncio Companhia de Dança. A peça traz fatos, lendas, sonhos e tragédias que acontecem na maior rodovia do país, mas usa a estrada como uma espécie de metáfora com nossos medos, obstáculos e desejos. As encenações acontecem sempre nas quintas, sextas e sábados, às 20 horas, com entrada gratuita. Até março do próximo ano, oito espetáculos serão apresentados.
Sou feliz
Perfuma os próprios caminhos”
Pe. Roque Schneider
Sou feliz por ser o pai de Cecília Noêmi, como também por ser filho de Seu Chico e Dona Conceição e ser sobrinho de Dona Nilza: educadora, cristã e espiritualmente bondosa. Tenho ainda a virtude de ser sobrinho de Amarílio Carvalho: ator, escritor, tipógrafo exemplar. Sou feliz por ter nascido no Cariri, mas ser desprovido de bairrismo preconceituoso.
Jorge Carvalho
“Um ano novo socialista”
Novembro/2009
Comunidade do Parque Grangeiro homenageou Padre Manuel Feitosa
Na noite de ontem, 29, a comunidade do bairro Parque Grangeiro prestou significativa homenagem ao Padre Manuel Alves Feitosa, pelo jubileu de ouro de sua ordenação sacerdotal.
Uma placa foi afixada no interior da capela de Nossa Senhora da Conceição para lembrar a efeméride e um grande bolo e refrigerantes foram servidos a cerca de duzentos fiéis que compareceram à missa e à solenidade de homenagem. Na ocasião, em nome da comunidade, proferi a saudação abaixo:
"Ilustríssimo e Reverendíssimo Padre Manuel Alves Feitosa,
Minhas senhoras e meus senhores:
João de Araújo Galvão e Francisca de Morais Feitosa nunca poderiam imaginar – naquele 25 de novembro de 1931 – data de nascimento de mais um filho do casal, em quem colocaram o nome de Manuel, que aquele rebento estava destinado a um profícuo e abençoado sacerdócio.
Tivesse seguido o mesmo rumo da maioria dos homens nascidos no município de Arneirós, no Sertão dos Inhamuns cearense, Manuel – quando fosse um menino taludo – teria enveredado pelas atividades agro-pastoris, enfrentando a caatinga arbórea e arbustiva, em meio ao xique-xique, macambira, coroa-de-frade e mandacaru.
Quis Deus que os caminhos do menino Manuel fossem outros.
Em 10 de outubro de 1940, com a idade de nove anos, já vamos encontrá-lo em Crato, distante muitas léguas da paisagem árida do seu torrão natal, com suas aroeiras, imburanas, angicos, umbuzeiros e catingueiras. No Cariri daquela época – emoldurado pela Chapada do Araripe e com a brisa adocicada pelo cheiro proveniente dos engenhos de rapadura, localizados em meio aos verdes canaviais – o menino Manuel recebeu a Primeira Comunhão no Seminário São José. Entre 1941 a 1946 ele cursou as séries primárias no Círculo Operário Católico de Crato, tendo como professor seu tio paterno, Manoel Leonardo Feitosa.
No alvorecer de 1947 – e até fins de 1953 – o jovem Manuel Alves Feitosa estudou no Seminário São José de Crato. De 1954 até 1959 foi aluno do Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde cursou Filosofia e Teologia. A realização do seu acalentado sonho ocorreu no dia 8 de dezembro de 1959, na Catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato, quando, pelas mãos de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, tornou-se Sacerdote ad eternum.
No Evangelho de São Mateus, capítulo 13, versículos 31 e 32 está escrito:
Creio que esta parábola – que nos foi contada por Nosso Senhor Jesus Cristo – se adapta com muita precisão a missão que há meio século vem sendo cumprida pelo nosso querido pároco, Padre Manuel Alves Feitosa. A pequena semente que ele plantou, depois de semeada, cresceu e lançou ramos tão grandes que muitos se aninharam à sua sombra.
Padre Manuel Feitosa:
Representa o alto apreço do seu rebanho - residente nas comunidades do Parque Grangeiro, do Gregório, Vila Nova, Novo Horizonte, Coqueiro, André Pinheiro e Grangeiro - que ora presta esta homenagem ao seu pároco, padre Manuel Alves Feitosa com a fixação desta placa comemorativa ao seu jubileu de ouro sacerdotal.
Significa o contentamento e o reconhecimento por todos os seus serviços prestados ao longo de cinquenta anos como operário da construção do Reino de Deus.
Que Deus continue protegendo-o, inspirando-o e cumulando-o de Suas bênçãos por muitos e muitos anos mais"...
Texto de Armando Lopes Rafael
domingo, 29 de novembro de 2009
Flamengo é o líder do Campeonato Brasileito a uma rodada
O Flamengo, na verdade, nem precisou fazer muito para vencer, pois depois de marcar o primeiro gol com Zé Roberto, aos 26 minutos da etapa inicial, o time carioca apenas administrou o jogo e viu sua torcida fazer a festa com a derrota do São Paulo.
Nesse novo cenário do Brasileirão, o Maracanã tem tudo para ser o palco de uma grande festa rubro-negra no próximo domingo, quando o Fla recebe o Grêmio, pela última rodada da competição. Basta vencer para levar o título para a Gávea - os gaúchos já estão classificados para a Copa Sul-Americana e não têm mais chances de ir à Libertadores.
Pensamento para o Dia 29/11/2009

“Para que o homem nasceu neste mundo? Para simplesmente vagar por aí e viciar-se nos prazeres do mundo? Entenda que os prazeres mundanos não são permanentes. Tudo que acontecer a você no futuro estará de acordo com sua conduta atual. Tudo é reação, reflexo e ressonância. Os bons atos que você executa hoje produzirão bons resultados no tempo vindouro. Se realizar más ações hoje, você não pode esperar ser recompensado com bons resultados no futuro. Os resultados de suas más ações do passado irão sempre persegui-lo.”
Sathya Sai Baba
POR QUE PRECISAMOS AMAR UNS AOS OUTROS?

É uma pergunta que nos faz refletir sobre nossa inserção e existência nesse mundo e plano de experiências. Ao nos inserirmos nesse mundo nos matriculamos na Escola da Vida. Assim sendo, precisamos passar por diversos estágios de aprendizagem até chegarmos ao topo do conhecimento-sabedoria e deslumbrarmos a ordem, a beleza, a unidade, a interdependência e o valor da disciplina para o crescimento tanto exterior quanto interior. Existe, portanto, um sentido e um propósito maior que no início desconhecemos. A medida que avançamos nos estágios da consciência percebemos gradativamente que fomos dotados de atributos e capacidades inatas que precisam ser colocadas em prática. O mundo objetivo e subjetivo passa a ser nosso laboratório de experiências, nosso palco onde representamos os papéis de acordo com a cultura envolvente. E cada etapa de crescimento é um estágio para a etapa seguinte. O nosso mestre é a vida. Os nossos semelhantes são nossos parceiros onde podemos nos espelhar e refletir sobre o sentido da vida coletiva.
Nessa Escola não se tem como propósito descobrir o certo e o errado, mas revelar a essência, o caminho verdadeiro e profundo da trajetória que devemos seguir. E cada um escolhe a sua trajetória a seu modo, preferência, gosto, indução ou simpatia. A escolha pode estar em sintonia ou não com a ordem cósmica (cosmo). Quando escolhemos a sintonia adequada percebemos e descobrimos novas vibrações e estados de consciência que alcançamos devido ao nosso esforço, disciplina, mérito e poder pessoal.
Nesse sentido, não existe gratuidade ou privilégios, mas ações, impulsos, disciplina, sensibilidade, inteligência, perseverança, vontade, poder e fé em si mesmo. O tempo deixa de ser algo cronometrado e racional. Nesse contexto, o tempo é “medido” ou sentido pelo grau de concentração e foco que damos ou escolhemos iluminar na longa caminhada de experiências e descobertas pessoais.
A força das persuasões culturais e sociais é, paradoxalmente, o obstáculo mais presente na inércia do desenvolvimento humano: a luz do sol pode tanto iluminar nosso caminho quanto nos cegar. Por vivermos coletiva e interativamente sofremos das influências luminosas externas da cultura e dos modos de produção e organização social. De um modo geral, acabamos abandonando a nossa busca pessoal para seguirmos o discurso e a luz das idéias coletivas que nos guiam tal como um arco que lança a flecha e esta voa cegamente em busca de um alvo desconhecido por ela, mas teoricamente conhecido pelo arco. Nesse sentido, o ego é uma flecha induzida lançada por um poder persuasivo indutor – não somos livres de fato! Inverter essa lógica de induzido para indutor é a façanha maior, o mérito perseverante de quem se propôs a seguir seus próprios passos arriscando a própria vida-consciência.
A flecha e o arco são partes complementares da mesma natureza: o Eu Menor (Ego) e o Eu Maior (Self). Apesar disso, é muito comum se ver a natureza humana do ego guiada por um arco alheio. O alvo, o arco e a flecha fazem parte de um mesmo processo de desenvolvimento, criação e libertação do ser. A palavra PECADO vem etimologicamente da idéia de uma flecha que ao se chocar com o alvo se distancia do seu centro. Essa distância era conhecida na antiguidade como PECADO.
Nesse contexto, pecamos a cada instante desde que nascemos por ignorarmos as leis que governam a interação entre o arco, a flecha e o alvo. Durante a vida, nos foi dado a oportunidade de aprendermos mais sobre essas leis cósmicas (cosmo significa ordem e beleza). A vida humana se depara com o dilema da visão: Onde se encontra o alvo? Quem eu sou, o arco ou a flecha? Na incerteza da escuridão do ego apontamos nossas flechas para o outro semelhante. O alvo passa a ser o outro que vemos porque não vemos um segundo Outro em nós mesmos. E assim projetamos e associamos as nossas carências, fraquezas e deficiências ao outro manifestado em nosso campo de percepção objetiva. Cria-se, portanto, a visão Maya ou Ilusão, pois acreditamos piamente que tudo acontece porque o problema está no mundo e contexto que vemos fora de nós. O outro (mundo e ser) externo, então, se torna parte da equação psicológica que montamos para resolver nossos problemas e medos da vida e da morte.
A natureza humana do ego, por não conseguir ver e interagir diretamente com o seu próprio Self busca a luz da compreensão no contexto das experiências alheias. Em parte consegue ajuda, mas as leis da natureza forçam a natureza do ser a voltar sobre si mesmo – re-fletir (fletir ou dobrar sobre si mesmo) para complementar a busca e entendimento. Por isso mesmo, o grande pensador Kafka chegou a afirmar: “ Da vida se tira vários livros - dos livros se tira pouco – muito pouco! – a vida!
Nesse caminho menor, o mistério se torna mais ainda obscuro. O ego conduz sua vida sem se preocupar com o sentido que está dando a ela, até que chega um momento em que algo sobrenatural força-o a rever seus conceitos e valores. Então, surge a questão: E depois o que virá, perecerei ou continuarei existindo? Em que grau de consciência me encontro? Valeu a pena ignorar o meu mundo interior? E aí surge a crise, o risco e a oportunidade de rever os passos dados. É o momento de buscar significado para sua vida e existência. Nesse instante, tudo o que conseguiu aprender ou que ignorou terá impacto na força da psique. A psique forte saberá lidar com o novo desconhecido e continuará aprendendo com o seu Self. E a psique fraca se tornará mais confusa se distanciando do seu eixo ou centro principal – o seu próprio Self! Por isso mesmo, “o caminho é estreito e a porta pequena...muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos”.
Nesse sentido, a lei do cosmo está relacionada à qualidade de nossas intenções, ações, reações, desejos, vontades e fé. A lei do acaso só rege o mundo pouco esclarecido do ego. A metamorfose da consciência é a solução da existência humana, mas o ego nada sabe a respeito disso. E segundo Freud (no livro Mal-estar da Civilização) essa metamorfose é uma metanóia da consciência, uma espécie de transmutação ou mudança radical do ser. E o ser é constituído de forças, impulsos, energias e estados da consciência que circulam e transformam elementos químicos, biológicos, vitais físicos e metafísicos. Em síntese, o ser é um processo sutil complexo, multidimensional, transcendental, cósmico e universal. 
O que chamamos de Amor, no sentido amplo da palavra, é um estado elevadíssimo da consciência (e não se resume apenas no prazer carnal – libido!)onde esses atributos cósmicos e universais se manifestam de forma inconfundível e imprevisível. É um marco na experiência interior – vivência! – do ser humano. A partir desse marco o ser pode se orientar para a sua total iluminação e consagração divina. O ser deixa de ser homem-animal para ser homem-divino com características, saberes e poderes supra-racionais.
É por isso, que devemos com todas as nossas forças buscar AMARMOS UNS AOS OUTROS, isto porque esse caminho é o da transcendência, consagração e iluminação da consciência. É um retorno á Unidade Cósmica onde todos fazem parte de um mesmo fenômeno cósmico da Criação. Ao retornarmos a esse estado de consciência primeira elevamos nosso Estado da Alma Evolutiva. A expressão EVOLUÇÃO, ganha, portanto, um sentido e significado mais amplo e mais elevado (muito além do estado biológico). Ciência, Filosofia e Religião se tornam uma coisa só: a busca e descoberta do fenômeno do Amor.
E que Deus ilumine a todos nessa busca interior maior – é o meu sincero desejo cósmico!
sábado, 28 de novembro de 2009
Europa sofrerá cada vez mais com calor, secas e inundações

(http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/onu_clima_aquecimento)
Sex, 27 Nov, 12h56
PARIS, França (AFP) - A seca em algumas regiões e as inundações em outras, somadas ao tempo muito quente, serão recorrentes na Europa em consequência das mudanças climáticas e podem provocar graves catástrofes até 2050, segundo a Agência Europeia de Meio Ambiente (AEE).
Apesar de estar mais bem preparada que outras regiões para enfrentar os problemas, a Europa se equivoca se pensa que está protegida das mudanças climáticas, principalmente se for considerado que registra um aquecimento maior que a média mundial.
"O aquecimento na Europa no último século foi de 1,1 grau centígrado, com picos de até seis graus no Ártico, contra a média mundial de 0,8 grau", afirma Jacqueline McGlade, diretora da AEE.
Da Groenlândia à Grécia, a alta das temperaturas será especialmente considerável no sul da Europa, na Finlândia e no centro do continente.
A onda de calor de 2003, que provocou a morte de 70.000 pessoas, na maioria idosos, é uma mostra dos futuros verãos, insistem os cientistas. Um verão em cada dois pode registrar uma situação do tipo.
Até 2050 se perfila uma Europa dividida em duas, com um sul mediterrâneo desidratado, com área rumo à desertificação, e do outro lado um norte sob fortes chuvas mais intensas no inverno, geralmente submersa pelas inundações.
O verão de 2008 ilustrou o contraste: seca prolongada na Espanha e inundações catastróficas na Grã-Bretanha.
A água será uma preocupação para todos os países europeus, e vários - Chipre, Espanha, Itália, Bélgica, Bulgária e Grã-Bretanha - já sofrem graves problemas hídricos.
"O aquecimento global vai exacerbar a pressão nas regiões que já têm dificuldades", explica André Jol, autor de um relatório da AEE.
O continente europeu vive acima de seus recursos e terá que reduzir o consumo de água tanto na agricultura como nas residências.
Os Alpes, "torre de água da Europa", que fornecem 40% da água doce, esquentam quase duas vezes mais rápido que a média mundial (+1,48 grau centígrado em um séculos em um século). Dois graus mais condenariam ao fechamento um terço das estações de esqui.
"O caudal dos rios vai mudar totalmente. Na primavera será muito forte, com risco de inundações importantes na Alemanha e Holanda, mas no verão teremos menos água para todos, a região de Viena terá falta de água no futuro", comenta Jol.
No sul da Europa, onde a agricultura consome 60% da água, chegando a 80% em algumas localidades, a escassez pode provocar quedas expressivas do rendimento agrícola, como por exemplo das plantações de trigo nas zonas costeiras do Mediterrâneo.
O aumento do nível dos oceanos, que pode ser de 0,7 a 1 metro, é outra preocupação, já que no perímetro mediterrâneo metade da população vive nas costas.
Três regiões são as mais vulneráveis: Holanda e as costas do Mar do Norte, Londres e um arco que vai de Barcelona a Marselha, onde a erosão fragiliza ainda mais o litoral.
Pensamento para o Dia 28/11/2009

“As nuvens da ilusão (Maya) não podem escurecer a consciência interior das quatro categorias seguintes de pessoas nobres: (1) aqueles que se deleitam com a glória e o mistério de Deus, (2) aqueles que conhecem e proclamam conhecer que Deus é o mestre de Maya e o portador das forças que destroem a ilusão; (3) aqueles que estão engajados em boas obras executadas com fé e devoção, e (4) aqueles que se esforçam para manter a Verdade (Sathya) e a retidão (Dharma).”
Sathya Sai Baba



